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Depois da Uber, é a Bolt que chega à cidade de Coimbra

Foto Bolt

Primeiro, foi a Uber e quatro meses depois foi a vez da concorrente Bolt (ex-Taxify) chegar à cidade dos estudantes. A partir desta quinta-feira, Coimbra tem dois operadores de TVDE (transporte de passageiros em veículos descaracterizados) à disposição de quem circula pela cidade. É a quinta cidade portuguesa na qual a Bolt opera.

“A presença numa nova cidade é a prova da confiança dos portugueses no nosso serviço. A escolha de Coimbra deve-se sobretudo ao facto de ser uma das cidades mais densas em termos de habitantes, uma característica estratégica para a Bolt. A presença de um grande número de jovens e milhares de turistas todos os anos, faz com que esta seja uma excelente oportunidade para oferecermos um serviço mais acessível aos utilizadores desta zona”, afirmou David Ferreira da Silva, responsável pela Bolt em Portugal, em comunicado.

Durante as duas primeiras semanas, a Bolt oferece um desconto de 50% nas primeiras cinco viagens de novos utilizadores. A app é gratuita e o serviço vai funcionar em toda a região de Coimbra, até à Figueira da Foz. Fundada em 2013 por Markus Villig, a operadora tem mais de 25 milhões de utilizadores em mais de 30 países. Em Portugal, está presente em Lisboa, Porto, Braga e Algarve.

 

Fonte: Observador

Mamãs Sem Dúvidas esclarecem sobre sono, banho e babywearing em Coimbra

Chegar a casa com um recém-nascido é um momento muito especial e para o qual todas as dicas podem ser úteis. A BebéVida promove em Coimbra dois workshops Mamãs Sem Dúvidas, onde especialistas vão partilhar conselhos sobre sono do bebé, babywearing, a muda da fralda e o banho. Serão também prestados esclarecimentos sobre a importância das células estaminais e a criopreservação.

A Loja ProBebé recebe dia 4 de julho, às 18h00, o workshop sobre “O banho do bebé” e “A assadura da fralda”, enquanto o Hospital da Luz Coimbra  acolhe a 5 de julho, às 18h30, as sessões sobre “O Sono do Bebé” e “Babywearing”.

Ainda, nos dias 9 e 10 de julho os futuros pais da região podem conhecer os seus bebés mesmo antes de nascerem, com a realização de uma sessão gratuita de captação de imagem Eco MyBaby 4D, que pode ser realizada a partir das 17 semanas de gestação.

Na Farmácia Quaresma, em Tábua, vai ser possível realizar a sessão gratuita entre as 10h30 e as 19h30 do dia 9 de julho. No dia seguinte, na loja Yupi Baby, a tarde é dedicada à captação de imagem, entre as 14h30 e as 19h30.

Com o objetivo de apoiar os futuros pais nos desafios que a parentalidade acarreta, a BebéVida realiza os workshops Mamãs Sem Dúvidas por todo o país, debruçando-se sobre diversos temas importantes para os casais grávidos e futuros pais.

As inscrições são gratuitas, mas obrigatórias, e podem ser feitas em www.bebevida.com, por telefone (212 744 021) ou email (mamas.sem.duvidas@bebevida.com).

Os participantes recebem um kit de ofertas, descontos e amostras para o bebé e a futura mãe.

JNation: a conferência que traz a Portugal os maiores programadores de Java e JavaScript

A JNation,  conferência para developers de Java e JavaScript, as linguagens de programação mais populares do mundo, promete colocar a cidade na rota internacional das conferências destas linguagens de programação. Esta segunda edição do evento traz a novidade do JavaScript. A edição do ano passado foi dedicada exclusivamente à comunidade Java.

A conferência vai dividir-se em 4 salas onde mais de 25 oradores vão partilhar as suas experiências e apresentar novidades de Java e JavaScript. Entre os oradores estão programadores de empresas como a IBM, a Oracle, ou a RedHat. Entre as últimas confirmações está Christian Thalinger, Staff Software Engineer do Twitter, que vai falar sobre como o machine learning pode ajudar a poupar nos custos dos datacenters.

Mas não é só este o grande nome da edição deste ano: confirmados desde o início de março estão Venkat Subramaniam, professor na Universidade de Houston e autor premiado de livros de referência para qualquer programador (tais como “Practices of an Agile Developer” ou “Rediscovering JavaScript”), que vai subir ao palco para o keynote de abertura, e Marcus Biel, evangelista do Clean Code, que  vai fazer uma sessão de refactoring (limpeza de código) ao vivo. Também Natalia Tepluhina, Senior Frontend Engineer do GitLab e CTO da VueVixens, uma organização que promove o ensino da programação (linguagem Vue.js) entre mulheres, é uma das presenças mais aguardadas do lado do JavaScript. (Ver mais informação sobre os oradores aqui.)

Os bilhetes para esta segunda edição esgotaram logo no início de Maio, com 850 bilhetes vendidos, um número superior à lotação do ano passado que foi aumentada, tendo em conta a procura da primeira edição (2018). Para Roberto Cortez e Bruno Baptista, organizadores do evento, a JNation ganha particular importância num momento em que as comunidades de Java e JavaScript crescem em Portugal: “com uma comunidade cada vez maior e que está a dar resposta aos desafios das maiores tecnológicas do mundo, é cada vez mais urgente criar espaços onde os profissionais em Portugal possam contactar com programadores que desenvolvem as tecnologias que utilizamos todos os dias, é isso que queremos fazer na JNation”.

A JNation está a ser organizada por duas comunidades de programadores: a JUG Coimbra, comunidade de programadores de java, e a undefined.js, comunidade de programadores de JavaScript, e ainda pela alphaCoimbra, uma associação que tem como missão sedimentar o ecossistema empreendedor e tecnológico na cidade.

A patrocinar a conferência estão marcas como a Idealista, a Blip, a Bosch, a Critical Software, a Everis, a Farfetch, a Feedzai, a La Redoute, a Mercedes-Benz.io, a Mindera, a Present Technologies, a Red Hat, a RedLight Software a Sky Technology Centre, a Talkdesk, a Tomitribe, a Wit Software, a Xing, Xpandit, Deloitte, Celfocus, Symantec e Cloud Bees.

“O mundo da hotelaria é fascinante”

Como é que se apaixonou pela gestão hoteleira?

A paixão surgiu desde muito cedo, uma vez que trabalho desde os 16 anos, conciliando sempre os estudos com o trabalho. O mundo da hotelaria é fascinante, o contacto com as pessoas, a superação das expectativas dos hóspedes é empolgante, tornando cada dia num dia único!

Desde 2009 que já passou por algumas unidades hoteleiras. Como foi o caminho até se tornar diretora geral do Palácio São Silvestre?

Com a conclusão do curso na EHTC (sem dúvida, uma das melhores, se não a melhor, neste setor, a nível nacional), tive a oportunidade de estagiar na região do Minho, numa Unidade de quatro estrelas, felizmente e por lá fiquei durante dois anos e meio, exercendo as funções de comercial.

Nessa altura, senti a necessidade de sair da minha zona de conforto, pelo que decidi abraçar um novo desafio em Inglaterra, durante um ano, exercendo as funções de assistente geral de um hotel com restaurante, tendo sido uma experiência bastante enriquecedora.

Mais um desafio superado que me permitiu solidificar todos os conhecimentos adquiridos até à data. Decidi então voltar para a o Minho, para o Hotel Porta do Sol, onde estive durante um ano como assistente de direção, e apesar de muito jovem, em 2013, fui promovida a diretora geral do hotel, onde tive uma experiência completa e multifacetada, exercendo as minhas funções até setembro de 2018.

Mas irremediavelmente, movida pelo amor e pela paixão por novos desafios, decidi abraçar um novo projeto – A abertura da Unidade Hoteleira – Palácio São Silvestre Boutique Hotel, localizada a cerca de dez quilómetros de Coimbra.

Quais são, para si, as competências essenciais para se ser boa naquilo que faz?

Estarmos apaixonados pelo que fazemos, só assim conseguimos realizar todas as tarefas, sem que as mesmas representem um sacrifico, mas sim um prazer.

Necessitamos ainda de gostar de pessoas (todo o nosso trabalho depende das pessoas, primeiro enquanto colaboradores e a seguir enquanto clientes).

Para além disso, a disciplina e foco são fundamentais, para conseguirmos superar os desafios diários que nos são colocados.

“Fascinante pelo seu histórico, autêntico pelo seu charme”, é assim conhecido o Palácio São Silvestre. Conte-nos o que torna este boutique hotel tão único e especial?

O Palácio São Silvestre, constituiu uma imponente habitação barroca, construída no século XVIII, mas infelizmente a casa viria a sofrer diversas obras e transformações nas centúrias seguintes, chegando ao final do século XX arruinada no espaço interior, contudo felizmente foi recuperada, permitindo a todos a descoberta deste maravilhoso espaço.

Pelas mãos do empresário Alcides Louro, o Palácio voltou a ganhar vida, sendo atualmente um dos Hotéis mais bonitos e completos da Região Centro.

Composto por 41 quartos, (Nobres, Deluxe, e Suites Temáticas), um restaurante – PALATIVM, uma área de relaxamento e bem-estar (ginásio, sauna, banho turco, sala de tratamentos e uma sala de relaxamento), quatro salas de reuniões, uma sala de eventos, uma piscina exterior, um parque infantil, 14 hectares de área verde, uma horta biológica e uma capela. Todo o espaço, se encontra luxuosamente, decorado permitindo aos nossos clientes embarcar numa autêntica viagem histórica e sentir o verdadeiro luxo, em tempos reservado exclusivamente a quem cá residia.

 

Pala além do alojamento, têm no Restaurante PALATIVM uma grande aposta…

Pelas mãos da chef Rita de Oliveira, e a sua equipa, o Restaurante PALATIVM, tem como principal objetivo proporcionar uma experiência gastronómica única, harmonizando uma cozinha de imaginação, na qual os sabores tradicionais portugueses são interpretados e apresentados num estilo contemporâneo.

Permite-nos apresentar a enorme variedade de peixes, carnes e produtos frescos, bem como a diversidade de especialidades gastronómicas regionais. Com uma abrangente lista de vinhos, o restaurante dá especial atenção à conjugação do vinho com a gastronomia. O Restaurante PALATIVM, abrirá diariamente, para hóspedes e não hóspedes, ao almoço e jantar.

Qual é o segredo para o sucesso de qualquer unidade hoteleira?

A primeira ferramenta para o sucesso é o envolvimento de toda a equipa no projeto, de modo a que cada um sinta fazer parte integrante do mesmo. Só com a união da equipa é possível alcançar o rigor, a excelência do serviço, o melhor desempenho de cada um, a simpatia e o bem receber, a procura da inovação e distinção do negócio, de modo a apresentarmos algo para o cliente diferenciador das restantes unidades hoteleiras.

Após o furacão Leslie, instituições da Região Centro lançam projeto “Caras Solidárias”

A apresentação oficial da plataforma de operações “CARAS SOLIDÁRIAS” irá decorrer no dia 21 de dezembro pelas 16h00, numa sessão aberta ao público, na Sede do Grupo Caras Direitas em Buarcos.

A plataforma de operações “CARAS SOLIDÁRIAS” terá lugar no Grupo “CARAS DIREITAS “em Buarcos, Figueira da Foz e irá entrar em funcionamento a partir do dia 21 de dezembro, às terças e sextas-feiras, entre as 16h e as 19h.

No período de funcionamento definido, estará presente um técnico comercial com o intuito de prestar um serviço de avaliação das coberturas danificadas com vista à solução técnica mais adequada. Saliente-se que os munícipes figueirenses terão condições especiais aquando da aquisição dos materiais necessários à reconstrução das coberturas.

Apelamos assim, a todos os proprietários de edifícios pertencentes ao concelho da Figueira da Foz, cujas coberturas foram afetadas pelo Furacão Leslie a apresentarem-nos as suas necessidades. Prometemos fazer o nosso melhor para suprir estas faltas.

O Furacão Leslie trouxe consigo avultados prejuízos para diversos concelhos. Na Figueira da Foz estimam-se prejuízos superiores a 32 milhões de euros. À semelhança de outros Edifícios Públicos e Privados, também o Pavilhão do Grupo “CARAS DIREITAS” sofreu severos estragos na sua cobertura. Sendo visíveis os estragos no pavimento, eletrificação e mobiliário, dada a ainda não renovação da cobertura do pavilhão.

Ainda assim, apesar dos danos que o Grupo “CARAS DIREITAS” sofreu, considerou abrir a sua “CASA” para realizar uma campanha solidária para ajudar as famílias figueirenses cujas habitações têm as suas coberturas danificadas pelo Furacão Leslie.
Não sendo indiferente a esta realidade, a UMBELINO MONTEIRO predispôs-se a oferecer parte do material necessário à renovação da cobertura do Pavilhão do Grupo CARAS DIREITAS, o qual ainda contém na sua cobertura placas Lusalite (fibrocimento com amianto, substância cancerígena).

A UMBELINO MONTEIRO irá oferecer cerca de 150 m2 de fibrocimento. Ressalve-se que o fibrocimento comercializado pela UMBELINO MONTEIRO não contém amianto ou qualquer outro contaminante. O fibrocimento UMBELINO MONTEIRO é composto por cimento, que lhe garante resistência à compressão, celulose, fibra sintética e sílica amorfa, que lhe confere estabilidade dimensional.

Ajude-nos na divulgação do projeto “CARAS SOLIDÁRIAS”. Você pode não precisar mas certamente conhece alguém que irá precisar de apoio com a recuperação da cobertura da sua casa.

Saiba mais sobre nós, em www.facebook.com/Grupo-Caras-Direitas www.umbelino.pt www.armazenscalhabe.com

Porquê “CARAS SOLIDÁRIAS”?

“CARAS”
1. Ligação com o nome da Instituição que lidera o projeto “Caras Solidárias” e à qual a UMBELINO MONTEIRO e os Armazéns do Calhabé se aliaram.
2. Representam as diferentes caras que estão por detrás desta ação mas também as caras a que pretendemos chegar. Infelizmente, foram demasiadas as “caras” que presenciaram e sofreram com a calamidade Leslie. Desta forma, é nosso intuito oferecer a estas pessoas aconselhamento técnico, apoio em obra e oferecer soluções, com condições especiais, para a recuperação das coberturas das suas casas.

“SOLIDÁRIAS”
1. Solidariedade – Valor intrínseco à missão das três instituições envolvidas no Projeto. De facto, tanto o Grupo CARAS DIREITAS, como a UMBELINO MONTEIRO e os ARMAZÉNS DO CALHBÉ desempenham um papel bastante ativo com as comunidades envolventes nos mais diversos setores: educação, saúde, desporto, construção, entre outros. Fazendo, portanto, todo o sentido esta parceria.

Sobre nós:

1. GRUPO CARAS DIREITAS
O Grupo CARAS DIREITAS, Instituição de Instrução, Recreio e Beneficência da Figueira da Foz foi fundado em 1901 e desde então tem se dedicado a tornar realidade os sonhos de todos aqueles que integram e interagem com esta instituição. São 111 anos sob o lema “ O Sonho comanda a Vida”.

2. UMBELINO MONTEIRO, S.A. ( www.umbelino.pt)
Fundada em 1959, a UMBELINO MONTEIRO é uma empresa Portuguesa localizada no distrito de Leiria, no centro de Portugal, que pertence ao grupo belga, ETEX, um dos mais importantes grupos industriais do setor da construção.
A UMBELINO MONTEIRO produz telhas e acessórios de cerâmica para telhados. As telhas são produzidas em uma ampla variedade de cores naturais, mediterrânicos e vidrados. Sendo um dos mais importantes players no mercado de coberturas Português e líder na conservação do património cultural e remodelação são visíveis os seus produtos e sistemas construtivos aplicados em edifícios notórios, como o Mosteiro dos Jerónimos em Lisboa ou Palácio da Pena em Sintra.
Desde 2010, a UMBELINO MONTEIRO comercializa igualmente placas de fibrocimento (isentas de amianto ou de qualquer outro contaminante) constituindo atualmente uma percentagem significativa das vendas.
A Qualidade e Sistema de Gestão Ambiental da empresa estão certificadas em conformidade com a norma ISO 9001 e 14001. Mais recentemente, a UMBELINO MONTEIRO alcançou também a certificação do Sistema de Gestão de Segurança e Saúde através do cumprimento da norma OHSAS 18001. A qualidade telhas está confirmada pelo cumprimento das normas EN 1304 certificado pela CERTIF.
Acreditamos que a nossa forte experiência técnica e portfólio são a chave para garantir COBERTURAS PARA A VIDA.

3. ARMAZÉNS DO CALHABÉ ( www.armazenscalhabe.com)
Sedeada em Coimbra, Armazéns do Calhabé é uma marca da Frias & Teles Gonçalves, Lda, empresa com mais de 50 anos no negócio de materiais de construção. A experiência acumulada de gerações faz de nós o seu parceiro de negócio certo para tudo o que é materiais de construção.

Um ‘Pedro e Inês’ em três tempos no novo filme de António Ferreira

© iStock

“São três histórias em três tempos diferentes, cada uma com um princípio, um meio e um fim, mas que se vão contando umas às outras”, com cenas no passado, presente e futuro a sucederem-se e a “preencherem os buracos das outras histórias”, disse à agência Lusa António Ferreira, realizador de Coimbra a residir no Brasil.

Apesar de serem três histórias distintas, “fica a sensação de que é tudo uma”, resumiu.

O filme, que adapta o romance de Rosa Lobato Faria ‘A Trança de Inês’, conta com antestreia a 14 de outubro, no Teatro Académico de Gil Vicente, em Coimbra, concelho onde a maioria da obra foi rodada.

Entre outros, o elenco do filme é composto pelos atores Diogo Amaral (Pedro), Joana de Verona (Inês), Vera Kolodzig (Constança), Custódia Gallego (Beatriz), Cristóvão Campos (Estevão), João Lagarto (Afonso) e Miguel Borges (Pero Coelho).

A ideia de adaptar o romance de Rosa Lobato Faria já surgiu há vários anos, quando entrou em contacto com o livro, mas só agora foi materializada devido à demora em conseguir financiamento.

“Achei que dava um filme espetacular. É uma abordagem inovadora. Não é um filme histórico, mas uma releitura total do tema, com uma estrutura narrativa contada em vários tempos”, explicou, considerando que o romance é uma “forma fresca de se falar de um tema sobejamente conhecido e até chato”, ainda para mais para uma pessoa de Coimbra, palco histórico do romance: “Já não podia mais com o Pedro e Inês”.

Segundo António Ferreira, “é um filme muito ambicioso, do ponto de vista de produção” – com coprodução de três países (Brasil, França e Portugal) -, dispendioso e que contou com “um milhar de figurantes em Coimbra e com ‘décors’ muito difíceis”.

“Filmar a Idade Média sem muito dinheiro é um desafio. Mesmo com um orçamento modesto, conseguimos fazer um filme exuberante que não fica a dever nada a um grande filme”, vincou.

Em termos estéticos, o realizador optou por usar o mesmo tipo de olhar e movimento de câmara para os diferentes tempos, deixando de parte a ideia de usar uma espécie de coloração diferente para cada época.

O projeto que começou a ser desenhado há dez anos vê agora a luz do dia em outubro.

Depois da antestreia em Coimbra, o filme vai ser exibido em salas de cinema de todo o país, a partir de 18 de outubro.

Para fevereiro de 2019, já está programada a estreia do filme para o Brasil, com a equipa a assumir o objetivo de internacionalizar a história de Pedro e Inês, o ‘Romeu e Julieta português’.

LUSA

Festival leva música ao comércio tradicional da Baixa de Coimbra

© Lusa

Sob o signo da “música independente”, a Lugar Comum, em parceria com a Agência para a Promoção da Baixa de Coimbra (APBC), convida a percursos pelo Centro Histórico de Coimbra, onde será possível ouvir showcases de artistas portugueses em lojas e espaços culturais daquela zona da cidade.

Os showcases – pequenos concertos – arrancam no dia 27, pelas 17:00, com MOMO, na Rua Quebra Costas. Meia hora depois, é possível ouvir Madalena Palmeirim no Arco Almedina e, às 18:00, Time for T., na Praça do Comércio.

O alinhamento dos artistas repete-se a partir das 18:30, até às 19:30, com concertos na Visconde da Luz, na Rua da Louça e na Avenida Fernão de Magalhães, em espaços da Baixa.

Segundo Francisca Moreira, da direção da Lugar Comum, o local definido para os concertos procura obedecer a “um percurso mais ou menos lógico”, com o festival a procurar levar “as pessoas à Baixa, a andar por estas ruas e a ir a lojas a que não vão no seu dia-a-dia”.

Na escolha dos locais onde os artistas vão tocar, é dada preferência a sócios da APBC, procurando-se também enquadrar o espaço com os músicos que lá vão tocar.

Ainda no dia 27, há um concerto de Cassete Pirata no Centro de Artes Visuais, às 21:30.

Depois dos showcases de dia 27, no dia 28 repetem-se os nomes de MOMO, Madalena Palmeirim e Time For T. das 11:00 às 12:00, seguindo-se Filipe Sambado, que atua às 12:30 e às 16:30.

A 28, um sábado, haverá também um debate sobre ‘Programação musical (des)centralizada’, no Café Santa Cruz, com a participação do diretor do Cem Soldos, Luís Ferreira, o diretor do Barreiro Rocks, Carlos Ramos, e o diretor do Jazz ao Centro Clube (JACC), José Miguel Pereira, que programa o Festival Internacional Jazz ao Centro.

Às 17:00, no mesmo local, é apresentado o trabalho final da atividade de serviço educativo do JACC inserida no festival, que decorre de dia 24 a 28, no Salão Brazil, em que crianças dos seis aos 12 anos são convidadas a explorar “as músicas dos artistas” que vão estar no festival, procurando criar “um pequeno teatro” a partir dessas explorações, contou à agência Lusa Francisca Moreira.

No festival, haverá ainda projeção de documentários no Edifício Chiado e na loja de música Lucky Lux, assim como DJ set, na Rádio Baixa.

LUSA

Primeiro-ministro lança hoje concursos para reabilitação do IP3

© Tony Dias-Global Imagens

evento realiza-se às 10h20, junto ao nó de Raiva, Penacova, no IP3, anunciou a Infraestruturas de Portugal.

A cerimónia prevê o lançamento dos concursos de empreitada para a reabilitação do IP3 entre o nó de Penacova e a Ponte do Rio Dão, e para o Projeto de Execução para Duplicação do IP3 entre Coimbra e Viseu.

Em 4 de maio, o ministro do Planeamento e das Infraestruturas, Pedro Marques, explicou que a requalificação do IP3 entre Viseu e Coimbra deveria durar três a quatro anos.

Após a intervenção, o tempo de viagem deverá ser reduzido em um terço.

A primeira intervenção, que já conta com projeto e avaliação de impacto ambiental, deverá arrancar em 2019, entre o nó de Penacova e o nó da Lagoa Azul, que abrange a zona mais crítica do IP3, na zona da Livraria do Mondego, disse também na altura Pedro Marques, que falava aos jornalistas após uma apresentação à porta fechada do projeto aos autarcas da Comunidade Intermunicipal (CIM) de Viseu, Dão e Lafões.

O ministro sublinhou que 85% do traçado vai ficar com perfil de autoestrada – com duas faixas em cada sentido -, quando hoje o IP3 apenas tem um quinto da via com esse perfil.

Mesmo assim, nos 15% onde não haverá um perfil de autoestrada, haverá, “em quase a totalidade”, duas faixas num sentido e uma no sentido contrário.

No total, só “3% do troço poderá ter de permanecer apenas com uma faixa para cada lado”, nomeadamente nas pontes, onde ainda vai ser avaliado se há condições “para algum tipo de alargamento”, explicou o ministro.

Pedro Marques sublinhou que a alternativa à requalificação do IP3 passaria pela “construção de autoestradas com portagens, que onerariam as famílias e as empresas”.

Questionado sobre a possibilidade de, no futuro, o IP3 ser transformado numa autoestrada, como aconteceu no IP5, o ministro assegurou que o Governo “está a fazer esta obra assim para não transformar o IP3 numa autoestrada com portagens”.

LUSA

A cultura não é um “incómodo”, mas tem de passar a ser

© Global Imagens

debate, que decorreu na noite de terça-feira, no Teatro da Cerca de São Bernardo, tinha como mote a pergunta ‘A cultura é um incómodo?’, numa alusão às declarações da diretora regional da Cultura do Centro, Celeste Amaro, que, em março, elogiou uma companhia de teatro de Leiria por viver “sem pedir dinheiro, não incomoda a administração central”.

“Estou completamente de acordo com a diretora regional da Cultura. A cultura não é suficientemente um incómodo e daí estarmos aqui”, vincou a jornalista Cláudia Galhós, uma das participantes.

A jornalista notou que “não há perturbação suficiente” para a cultura ser “um incómodo”, num momento em que parece não haver tutela, por tudo ser “remetido para uma lógica de finanças”.

Também a diretora da Produções Independentes e presidente da REDE – Associação de Estruturas para a Dança Contemporânea, Tânia Guerreiro, sublinhou que uma forma de trabalhar “que não choca” é “nula”, defendendo uma reação do setor.

“Se a cultura não incomoda, devíamos estar incomodados e devíamos reagir”, apontou.

Para a presidente da cooperativa Bonifrates, Cristina Janicas, que estava na plateia, chegou o momento de as estruturas deixarem apenas de “espernear um bocadinho” e passarem a incomodar, numa reação conjunta.

“Está-me a incomodar que as estruturas culturais tenham optado por incomodar cada vez menos”, sublinhou.

Durante o debate, criticou-se a falta de financiamento no setor por parte do Estado, a ausência de transparência na avaliação dos projetos que se candidatam, bem como a postura que o Governo teve ao longo dos protestos contra o modelo de apoio às artes.

“O problema não está resolvido”, notou Pedro Rodrigues, da direção da Escola da Noite. Além de ter de aumentar o orçamento para a cultura, o Governo tem de “deixar-se de tiradas demagógicas e populistas que apenas reforçam a ideia da subsidiodependência”, disse.

O produtor criticou ainda a forma como o atual modelo foi imposto pelo Governo, ignorando as propostas do setor. O mesmo volta agora a acontecer, constatou, ao recordar que o Ministério da Cultura anunciou na terça-feira a apresentação, a 05 de junho, de uma proposta de alteração do modelo de apoio às artes, sem ter havido uma discussão pública.

Para o vereador da oposição da Câmara de Coimbra José Manuel Silva, o incómodo tem que ter “uma tradução pública”.

“Se esta discussão não sair daqui é irrelevante”, notou.

Neste sentido, ao longo do debate, sugeriu-se uma paragem do setor, a união – que admitiram ser difícil – e mais luta.

“Estamos muito longe de encontrar alguma coisa que incomode de facto”, referiu Tânia Guerreiro, lançando dúvidas sobre as consequências do debate, como este realizado em Coimbra, em que se está a “convencer os convencidos”.

A resposta que o Governo deu às críticas “estimulou um certo ‘reencapsulamento’ das estruturas”, observou o docente universitário e encenador João Maria André, salientando que, depois de alguns protestos, não se pode parar.

“Eu, enquanto cidadã, tenho direito a saúde, a educação, a casa, a cultura, a emprego. As pessoas têm que perceber que não é mais dinheiro para a cultura, mas para si própria, a sociedade e o país a que têm direito”, vincou a jornalista Cláudia Galhós.

Também Pedro Rodrigues sublinhou a necessidade da afirmação da cultura enquanto direito social, considerando ser preciso acrescentar a cultura à paz, ao pão, à habitação, à saúde e à educação, que Sérgio Godinho canta em ‘Liberdade’.

“A culpa não é do Sérgio Godinho, é nossa”, concluiu.

LUSA

Quatro alunos do secundário criam dispositivo de alerta para incêndios

Depois dos grandes incêndios a que assistiram em 2017, Francisco Relvão, Rafael Amaral, João Carvalho e André Oliveira decidiram usar como tema de projeto para este ano letivo a temática dos fogos e a forma como a tecnologia poderia ajudar a combater este flagelo.

“Sentíamos que a tecnologia podia ajudar”, contou à agência Lusa Francisco Relvão, de 18 anos.

As primeiras ideias eram complexas e de difícil execução, como a criação de satélites “com câmaras de infravermelhos” ou a instalação de câmaras com sensores em postes para detetar o início das chamas, explicou.

A ideia final, desenvolvida nas aulas de Física e em casa pelos quatro alunos de Ciências e Tecnologia, passou a ser mais modesta, mas aplicável no terreno: um dispositivo que acionasse um alerta aquando da passagem das chamas pelo local.

Surgiu então o Mochu, uma pirâmide triangular camuflada, com 15 centímetros de altura, com um pequeno painel solar na hipotenusa do triângulo e que, por dentro, tem um arduino (um micro computador básico), sensores e tecnologia GSM, explicou Francisco Relvão.

A ideia é espalhar o dispositivo “pelas florestas de Portugal, onde é difícil o acesso”, sendo colocado no chão, próximo de uma árvore, direcionado para sul para otimizar a energia solar.

“Basicamente, tem um programa que está a verificar um cabo e, no caso de o incêndio passar estraga o cabo e inicia o processo de comunicação às autoridades”, referiu Francisco Relvão, sublinhando que a ideia é enviar uma mensagem com as coordenadas do dispositivo para a proteção civil ou bombeiros locais.

Neste momento, ainda tem duas possibilidades de atuação – “num dos códigos, o dispositivo verifica de 20 em 20 segundos se o cabo está lá, noutro, o sistema é acionado assim que o cabo fica danificado”.

“Tanto posso pedir ao carteiro para me tocar à campainha quando trouxer uma carta ou posso ver se a carta está na caixa do correio”, simplificou o estudante.

A armadura do Mochu é feita de lã de rocha – um bom isolador térmico – o que deverá permitir o funcionamento do dispositivo em contexto de fogo, sublinhou.

“Nós já fizemos testes e correu às mil maravilhas”, realçou, considerando que, numa situação de aplicação no terreno, poderiam ser colocados vários em diferentes pontos e ser criada uma intra-rede entre os dispositivos para passarem informação entre eles até conseguirem enviar às autoridades.

O trabalho foi feito todo pelos alunos, que no início foram até à Universidade de Aveiro para esclarecer “algumas dúvidas”.

“O objetivo é comercializar o produto”, frisa Francisco Relvão, referindo que a equipa está também a concorrer com o Mochu em vários concursos destinados a ideias produzidas em âmbito escolar.

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