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Medalha de ouro para Éder? A JSD de Coimbra quer

Após Portugal ter vencido o Euro’2016 com um remate à baliza de Éder, a Juventude Social Democrata de Coimbra quer oferecer uma medalha de ouro da cidade a este jogador.

Num comunicado, escrevem que o “sucesso português deve-se a um conjunto de 23 jogadores, dezenas de técnicos e dirigentes da Federação Portuguesa de Futebol, bem como aos milhões de portugueses que apoiaram a nossa seleção”.

Mas, “devido ao golo decisivo que marcou, esta vitória ficará para sempre associada a Éderzito António Macedo Lopes, mais conhecido como Éder, atleta da nossa cidade e região (…) O novo ‘herói’ nacional fez a sua formação desportiva na região de Coimbra, inicialmente no Adémia, depois no Tourizense e finalmente na Académica”.

Assim, para o jogador que agora alinha pela equipa do Lille, “a JSD irá defender na próxima Assembleia Municipal de Coimbra através do seu deputado Dino Alves, a atribuição da medalha de ouro da cidade ao jovem Éderzito”.

“A cidade e a região devem orgulhar-se do desportista Éder (…) vem como do trabalho social que é feito pelas diversas Instituições de Solidariedade Social desta cidade e desta região”, concluem os Jovens Social Democratas de Coimbra.

COIMBRA A UNIÃO FAZ A FORÇA

Desde sempre que tem lidado com problemas de gestão entre a Autarquia e a Câmara Municipal. No entanto, Hélder Abreu tem conseguido contornar as situações adversas com que se tem deparado.

“A admiração que as pessoas me transmitem são o motivo que me anima e me faz querer continuar a lutar pelo local e pelas minhas gentes”, começa por referir o Presidente.

“O trabalho é difícil”, revela o Autarca que tem a cargo cinco freguesias com cerca de cinquenta mil eleitores. Tendo como prioridade a preocupação pelos cidadãos das suas freguesias, Hélder Abreu tem desenvolvido e dinamizado o seu trabalho com tudo o que lhe é possível.

“Apesar das adversidades, há projetos que estão a ganhar corpo, a obra pública tem sido feita e isso é a motivação necessária para continuar”, salienta o Presidente.

Quando chegou à presidência encontrou, nas freguesias, muito trabalho a ser desenvolvido, exemplo disso, pode considerar-se o nome das ruas da União de Freguesias de Coimbra. “As placas das ruas têm, hoje, um pouco da história e data de nascimento da figura histórica que deu o nome à rua”, explica o Autarca.

O percurso

Desde a sua vida de estudante que tem feito uma análise da cidade de Coimbra e do que ela precisa, algo que hoje lhe é possível fazer.

Das iniciativas que a Autarquia promove podem destacar-se as excursões para idosos e excursões pedagógicas, o apoio social a pessoas e famílias carenciadas, bem como o apoio às diversas Instituições da Freguesia, Estes são, também, alguns dos pontos que o autarca refere como prioridades no uso do dinheiro da autarquia. “O dinheiro é do povo e é para o povo”, constata Hélder Abreu.

“Uma Junta de Freguesia é, entre outros aspetos, a ponte entre a Comunidade e o Município”, afirma o Presidente que, para isso, tem de haver um entendimento entre o Presidente da Junta de Freguesias e o Presidente da Câmara Municipal sobre os projetos a serem realizados nas freguesias de acordo com as suas necessidades.

Mensagem do Presidente

A União faz a força, diz o povo e nós não esquecemos a força das mãos unidas. Esperamos que esta União de Freguesias de Coimbra, constituída pelas antigas freguesias de Sé Nova, Santa Cruz, Almedina e São Bartolomeu, contribua para uma melhor qualidade de vida dos cidadãos abrangidos. Dentro desta linha ressaltamos: As Festas dos Santos Populares no Largo do Romal e Marquês de Pombal; A Viagem de Séniores a Fátima, Batalha e Nazaré; Sessões de ginástica para idosos; A Informatização dos Serviços das autarquias; Distribuição de Cabazes a famílias carenciadas; Colaboração no Aniversário Dia Mundial do Coração; Reparação e apoio às cinco escolares atribuídas; Higienização do Mercado do Calhabé e a Pavimentação na Rua da Casadinha, na Pedrulha.

De referir, ainda, a pavimentação dos passeios da rua Santa Teresa; a reparação da proteção do largo da Igreja da Pedrulha; Reparação das lajes das ruas da Baixinha; Requalificação do edifício da Sede da União de Freguesias de Coimbra; e, por fim, assentamento do novo parque infantil na rua 4 de julho, na Pedrulha.

 

CURIOSIDADES 

SÉ NOVA

É um bairro português da cidade e do concelho de Coimbra e é uma paróquia da Diocese de Coimbra, com 1,6 km² de área e 6 741 habitantes (2011). Densidade: 4 213,1 hab/km².

SANTA CRUZ

É um bairro português do concelho de Coimbra, com 5,56 km² de área e 5 699 habitantes (2011). Densidade: 1 025 hab/km².

ALMEDINA

Almedina, Sé Velha ou Alta é um bairro português do concelho de Coimbra, com 1,01 km² de área. A zona alta da cidade de Coimbra faz referência à parte mais elevada da cidade, historicamente delimitada pelas antigas muralhas da cidade (intramuros). Em 2011 tinha 904 habitantes (densidade: 895 hab./km²).

SÃO BARTOLOMEU

É um bairro português do concelho de Coimbra e paróquia da Diocese de Coimbra, com 0,17 km² de área e 627 habitantes (2011). Densidade: 3 688,2 hab/km². É o menor bairro da cidade de Coimbra.

 

SABIA QUE?

Universidade de Coimbra, Alta e Sofia Património Mundial da Humanidade

Em 22 de junho de 2013, a Universidade de Coimbra, a Alta e a Sofia foram integradas na lista de Património Mundial da UNESCO. Esta classificação diz respeito ao edificado, mas engloba também uma dimensão imaterial justificada pelo papel da Universidade de Coimbra como construtora e difusora, durante séculos, da língua e cultura portuguesas.

Rixa em Coimbra acaba com a morte de um homem

Um homem de 43 anos morreu, no domingo à tarde, depois de ter sido esfaqueado durante uma rixa.

Fonte do Comando Distrital de Operações de Socorro disse ao Notícias ao Minuto que as agressões tiveram lugar na Rua do Clube, em Santa Clara, Coimbra, e que o alerta para as autoridades foi dado cerca das 17h40.

A vítima mortal, que apresentava ferimentos de faca na zona do abdómen, morreu a caminho do Centro Hospitalar e Universitário de Coimbra.

De acordo com o CDOS, o incidente feriu ainda outro homem de forma grave e dois de forma ligeira, incluindo o agressor.

Para o local das agressões foram mobilizados os Bombeiros Sapadores de Coimbra, a Cruz Vermelha, o INEM e a PSP.

“SÓ FIZ UMA PROMESSA: trazer felicidade”

Coimbra é uma cidade boa para viver, para estudar e residir. É uma cidade pacata com uma história, uma universidade e um património ricos, onde o que é importante são as pessoas. E neste sentido, o foco de trabalho levado a cabo por José Simão tem sido o apoio social às suas gentes. “Um presidente de junta navega sempre à vista. Vou estando a par do que é necessário para ir intervindo, pois o que é hoje prioridade pode não ser a mesma amanhã. E o que realmente tenho sentido é que as minhas freguesias precisam de apoio social nas questões de saúde e alimentação”, avança José Simão. “Só fiz uma promessa: trazer felicidade”, afirma o autarca que tem como principal objetivo garantir que a população tenha sempre acesso aos bens alimentares, à habitação, aos cuidados de saúde e à educação. “Quando alguém precisa de alguma coisa não digo que o vou fazer amanhã. Temos resolvido os problemas de imediato. Inclusive, fizemos um levantamento exaustivo, que durou um ano, de todas as pessoas da freguesia com necessidades e em situações precárias. Detetámos os seus problemas para prestar o apoio necessário”, declara José Simão

O Presidente, que desde a união de freguesias, sentiu a necessidade de fazer uma ginástica maior para conseguir chegar a toda a população, defende que a reforma administrativa não eliminou juntas, mas sim presidentes de junta. “Quem sai prejudicado é a população”, afirma. Lamenta-se, igualmente, da falta de investimento no interior do País e de apoios para o investimento e o empreendedorismo. “Isto vai atrasar o seu desenvolvimento. Por exemplo, temos o programa 2020 do qual ainda não beneficiamos. Quando lançamos uma obra temos de ter capacidades financeiras para a manter, bem como para a sua manutenção ao longo dos tempos. Infelizmente, isso não acontece devido à maneira como somos condicionados a nível financeiro”, lamenta José Simão.

Contudo, têm sido feitos esforços no sentido de criar postos de trabalho através de projetos lançados pela junta para promover a economia local. Foram construídos espaços destinados ao comércio cujo arrendatário paga apenas uma renda simbólica e acessível. A par desta promoção da economia local, a Junta de Freguesia tem organizado eventos que trazem prestígio para Coimbra, como são exemplo a Subida Mítica da Ladeira da Rainha Santa em bicicleta que atrai à cidade profissionais e amadores do ciclismo e a feira popular que tem recebido cerca de 100 mil pessoas.

Descentralização dos poderes

José Simão considera que há muito a fazer no que diz respeito à descentralização dos poderes e que há muitas competências que deviam ser das Juntas de Freguesias e que, infelizmente, não são. “O poder ainda não está assim tão descentralizado, nem é assim tão autónomo. Os dinheiros vão para as câmaras e só depois é que as mesmas fazem a sua distribuição pelas juntas, por vezes de forma injusta. Condicionando, assim, os trabalhos e gestão das juntas e dos projetos que querem aplicar em prol das melhorias das condições de vida da sua população”, menciona o autarca.

Outra situação que o autarca lamenta é a falta de apoio que sente por parte do município, defendendo que devia haver uma ligação e um diálogo maiores entre a Câmara Municipal e as suas Juntas de Freguesia. “Temos uma Câmara que não reúne com as Juntas, esquecendo-se que somos nós quem melhor sabe quais são as principais necessidades locais. Por exemplo, são feitas leis que são aplicadas de igual forma para o município como para as juntas, quando não somos dotados das mesmas capacidades financeiras e recursos humanos”, conclui José Simão.

Maioria de denúncias ao SOS Pessoa Idosa é por violência psicológica e financeira

O Serviço SOS Pessoa Idosa da Fundação Bissaya Barreto, em Coimbra, que completa dois anos no sábado, recebeu, durante este período, 300 pedidos de ajuda, na maior parte dos casos denunciando violência psicológica e financeira.

A maior parte das vítimas são mulheres com média de idade de 78 anos, conclui a Fundação, adiantando que “os agressores são, muitas vezes, os próprios descendentes, homens, com média de idade de 57 anos”.

Os agressores são “denunciados pelas próprias vítimas ou por outros familiares e vizinhos” e os pedidos de ajuda têm origem, maioritariamente, nos distritos de Lisboa, de Coimbra, do Porto e de Setúbal, acrescenta a Fundação Bissaya Barreto (FBB) numa nota enviada esta sexta-feia à agência Lusa.

“Os muitos pedidos de ajuda recebidos”, durante estes dois anos, não revelam, no entanto, “a total dimensão do problema, porque ainda há receio em denunciar”, sublinha a Fundação.

“Mudar mentalidades e comportamentos face ao envelhecimento e à proteção dos direitos dos idosos” é, por isso, a principal preocupação dos responsáveis, acrescenta.

O SOS Pessoa Idosa é um serviço de intervenção social, criado, em 2014, pela FBB, que integra uma linha gratuita de atendimento telefónico (800 990 100), um “serviço de atendimento direto e personalizado e um gabinete de mediação familiar, garantindo toda a confidencialidade no apoio e acompanhamento prestados aos idosos, às famílias, aos profissionais das áreas da saúde e de apoio social e a outras pessoas envolvidas”.

O Serviço tem desenvolvido “uma ação importante junto dos serviços de proximidade da vítima idosa, sinalizando e pedindo a intervenção célere dos serviços identificados considerados pertinentes, articulando e agilizando a comunicação entre diferentes setores” (como centros de saúde, serviços de segurança social, IPSS e comarcas), refere a FBB.

“Este trabalho de ativação e monitorização multissetorial é considerado um caminho importante a desenvolver”, salienta o mesmo comunicado.

Para Fátima Mota, assessora da Área Social da FBB, o número de apelos não reflete a verdadeira dimensão do problema, porque existe ainda um grande muro de silêncio ao redor dos maus tratos aos idosos e continua a ser muito difícil para uma vítima denunciar um agressor que é, muitas vezes, um familiar.

“Os estereótipos sobre o declínio físico e cognitivo na idade avançada, tomando por usual o patológico, a infantilização frequente da pessoa idosa, retirando-lhe a palavra e a sua autodeterminação, a feminização do envelhecimento, que duplamente discrimina a pessoa, e a desatualização do código civil de 1966, são fatores que contribuem para a desproteção da pessoa idosa”, sustenta Fátima Mota, citada pela Fundação.

Num quadro de colaboração com as entidades judiciárias, o Serviço SOS Pessoa Idosa formalizou em setembro de 2015 um protocolo de cooperação com a Procuradoria-Geral Distrital de Coimbra, para a promoção da proteção judiciária a pessoas idosas que dela necessitem.

No âmbito do acordo, o Serviço comunica os casos de idosos que careçam de proteção jurídica e que residam nas comarcas abrangidas por Coimbra, Castelo Branco, Guarda, Leiria e Viseu, enquanto a Procuradoria-Geral Distrital de Coimbra encaminha para a FBB situações de pessoas idosas que necessitem de apoio social ou de mediação familiar.

Os corredores brancos da radioterapia de Coimbra ganharam cor e poesia

Os corredores de acesso ao tratamento de radioterapia e quimioterapia do Centro Hospitalar e Universitário de Coimbra (CHUC) vão ganhar cor e poesia pela mão de artistas que de manhã pintaram telas a convite da Liga Portuguesa Contra o Cancro.

O ‘hall’ de entrada dos serviços de radioterapia e oncologia médica do CHUC estava diferente de manhã. À volta de uma árvore e servindo-se da luz de uma claraboia, cinco artistas, equipados com cavaletes, batas e pincéis, pintavam em telas imagens inspiradas em versos que transmitissem esperança.

Maria Arminda, de 70 anos, não resistiu a dar uma volta pelos quadros que iam sendo pintados ao longo da manhã. Enquanto se deixava admirar pelas imagens, não pensou “noutras coisas”, conta a mulher de Anadia, que acompanhou hoje o marido a um tratamento à próstata.

“Nem sabia qual é que escolhia mas, por mim, levava-os todos para casa. Nem que fossem às costas”, sublinha Maria Arminda, dizendo que, com as telas, “a gente até vai mais levezinha daqui”.

A iniciativa, intitulada “Pinceladas de Esperança”, é organizada pelo Núcleo Regional do Centro da Liga Portuguesa Contra o Cancro (NRC-LPCC) e pretende humanizar os corredores brancos onde doentes oncológicos esperam pelo tratamento, com a ajuda de oito pintores que criaram obras em torno de versos e frases de “esperança” de escritores e poetas como Florbela Espanca, Eugénio de Andrade, Miguel Torga, Vergílio Ferreira ou Fernando Namora.

Ao pintor Victor Costa coube pintar a partir de um excerto do poema “Urgentemente”, de Eugénio de Andrade, em que o poeta diz que “é urgente inventar a alegria”, “descobrir rosas e rios e manhãs claras”.

O poema, salienta Victor Costa, “tem todas as fases deste problema”, transpondo para a tela as “manhãs claras” e “o amor”, mas também “o silêncio nos ombros” de que Eugénio fala, numa tela em que a luz acaba por dominar e onde uma árvore simboliza “a regeneração, a vida e a superação”.

“Todos conhecemos histórias difíceis e de superação. A capacidade do doente acreditar que é capaz é fundamental para combater o cancro”, frisa o artista.

Na tela de Álvaro Portugal, as cores quentes dominam um quadro “alegre”, que procura “dar um sorriso” aos doentes oncológicos, explanou.

Já Maria Guia Pimpão pintou “uma mulher que se abre para a luz”. A professora reformada, que também é pintora, olha para o quadro como uma forma de ajudar os doentes “a esquecer o dia que passam aqui e a pensar num futuro mais luminoso”.

O presidente do NRC-LPCC, Carlos de Oliveira, recorda que quando os doentes saem do ‘hall’ de entrada e passam para os corredores, “muitos não sabem o que os espera lá dentro. Deparam-se com máquinas complexas ou tratamentos agressivos. Por isso, quando atravessarem o corredor, é importante encontrarem telas que humanizam o espaço”.

“Aquela parede é muito branca e muito fria”, aponta a diretora do serviço de radioterapia, Margarida Borrego, para o corredor de radioterapia, que sofreu uma remodelação e a introdução de um novo acelerador linear.

Por isso, a responsável desafiou o NRC-LPCC para encontrar algo que desse “um melhor ambiente e mais calor humano e cor” àquele espaço.

Assim que as obras estiverem afixadas, “a imagem que os doentes levam para casa depois do tratamento é aquela imagem bonita”, notou.

“Eles têm jeitinho para isso”, comentou Maria dos Anjos, de 78 anos, a fazer tratamento em radioterapia, sublinhando que é “importante” iniciativas como esta, porque, para superar, afirma, “é preciso ter esperança de que as coisas vão melhorar”.

Critical Software mostra a jovens que trabalhar no espaço não é algo «lunático»

Às 09:30, os jovens, sentados no chão, olhavam atentos para o ecrã que mostrava em direto o lançamento, no cosmódromo de Baikonur, no Cazaquistão, da primeira de duas missões europeias a Marte, num satélite que leva consigo tecnologia de empresas portuguesas, entre elas a Critical Software.

Face ao «orgulho» em participar «numa missão tão icónica», a empresa de Coimbra decidiu partilhar o momento com jovens de escolas secundárias de Coimbra e de Vila Nova de Poiares, referiu o presidente executivo da Critical, Gonçalo Quadros.

A “história” da Mulher Furacão

Cilene Correia

Na Defendideias, a atitude, a alma e a identidade angolana estão sempre presentes. Como é que consegue aliar, numa mesma peça, a tradição e a memória à modernidade e à contemporaneidade?
A vida é um espaço de aprendizagem em que tento conseguir valorizar os saberes tradicionais, num contexto mais contemporâneo aliando a força das minhas memórias à perspetiva cultural e modernista das designer’s que, connosco, desenvolvem os projetos.

Numa anterior entrevista disse que a “Defendideias é para ir até onde a alma nos levar”, sendo que a fasquia é muito alta. No campo da lusofonia, Portugal ocupa um espaço no seu coração?
Portugal será sempre a minha casa: onde me fiz mulher, onde vivenciei grande parte das minhas experiências, foi a terra que, por vários motivos, fez manter “acesa a chama” do amor e da saudade da terra onde nasci!!
Amo Coimbra, é a outra minha terra de coração, é o outro lugar mágico da minha vida, onde estão amigos que tanto gosto e onde estão as recordações de uma boa parte da minha vida, onde o meu filho nasceu e para onde os meus pais foram e ficaram para sempre!!!
Um dia, em conversa com a Albina Assis, uma ilustre senhora da sociedade angolana e com lugar de destaque na história do país, falei-lhe sobre este amor por Coimbra e ela disse-me: «a nossa terra é aquela onde nascemos mas também é a terra do nosso pai ou da nossa mãe, é a terra onde o nosso coração também está».

É muitas vezes apelidada de “mulher furacão” que dedica tudo de si àquela que considera a sua terra, Angola. O que faz de si uma profissional e uma mulher de referência?
«Mulher Furacão» porque me entrego às convicções que defendo, às causas e aos valores que me transmitiram, «Mulher Furacão» porque “persigo” os meus sonhos, porque apesar das “tempestades” (e foram muitas) consegui sempre não perder de vista os meus objetivos, o meu rumo, consegui sempre ir em busca do sol e “virar as montanhas ao contrário”… se isso faz de mim uma mulher de referência??, uma avaliação que deixo para quem melhor me conheça… só quero ser o ponto de referência para o meu filho.

Fazendo um balanço da sua vida profissional, é notório que tem crescido e conquistado o seu espaço de uma forma ímpar. Ser mulher, em algum momento da sua carreira, foi um impeditivo ou colocou algum tipo de entrave à realização de um objetivo?
Bem, ser mulher não é fácil no mundo empresarial… por vezes, muitas vezes, temos de adotar uma postura mais rígida, mais objetiva e muito mais fiel às nossas convicções para que possamos impor-nos. Nunca senti que o facto de ser mulher fosse impeditivo à realização do que quer que me propusesse fazer mas… muitas vezes senti que se fosse homem seria mais fácil.

Celebrar efemérides como o Dia Internacional da Mulher é aplaudir os avanços conquistados no feminino a nível económico, social e político. Contudo, as estatísticas continuam a revelar dados preocupantes de desigualdades. No seu ponto de vista, por que é que estes dados continuam a ser tão alarmantes? O que falta fazer?
Na minha opinião, falta uma educação mais virada para a valorização pessoal, para a aceitação de nós mesmas tal como somos, para o respeito e amor próprios… conquistada esta parte em cada uma de nós, mulheres, as desigualdades começam a ser combatidas. É óbvio que, em cada sociedade, se enfrentam problemas diferentes… mas a base para a igualdade de género é termos a capacidade de provar que temos amor próprio. Há ainda muitas barreiras a ultrapassar para chegarmos aqui.

Na senda da internacionalização dos vossos Mussulus, no final de janeiro foi inaugurada a nova loja MUSSULUS na Baía de Luanda. O que se espera deste novo espaço? Em todas as peças respira-se inteiramente um espírito angolano?
A loja na Baía de Luanda foi um primeiro passo onde se dá a conhecer os autênticos chinelos angolanos. A Baía é visitada essencialmente por estrangeiros, neste momento é considerado o cartão de visita do país e isso é uma mais valia para a divulgação da marca. A seguir, vamos tentar outras províncias em Angola e “atravessar” fronteiras.

A Defendideias continuará a ser uma marca que ama Angola. O que podemos esperar desta empresa no futuro? Que objetivos quer ver brevemente realizados?
A Defendideias será sempre uma marca a defender que Angola tem valores, tem história para poder contar… o futuro é já ali… e o grande objetivo é sem dúvida internacionalizar os MUSSULUS, criar postos de trabalho (nos últimos seis meses contratámos sete novos colaboradores). Crescer…e crescer porque o futuro é já ali e o país precisa de quem contribua para o seu crescimento.

Burlas estão a aumentar em Coimbra devido a novas tecnologias

“O advento das tecnologias e a potencialização das suas funcionalidades permitiram que as burlas online tenham vindo a assumir um maior destaque”, entre os 490 casos registados em 2015, refere em comunicado o Comando Distrital de Coimbra da PSP.

Nesta área, “as mais comuns são aquelas que têm a ver com o ‘e-commerce’, o arrendamento para férias e o uso indevido de cartão de crédito alheio”, acrescenta.

Por outro lado, “aproveitando a fragilidade das vítimas, as burlas continuam a ter um forte impacto nas pessoas com idades mais avançadas”.

Segundo a PSP, a técnica utilizada pelos autores destes crimes continua a assentar no engano das vítimas “através de discursos convincentes e eloquentes, boa aparência ou fazendo-se passar” por familiares ou conhecidos.

“Os burlões também se apresentam como sendo videntes, professores, curandeiros ou astrólogos, no sentido de obterem a confiança pretendida”, refere.

A PSP aconselha as pessoas a tomarem algumas precauções para não caírem no “conto do vigário” e recorda as sete burlas mais frequentes dos últimos anos: falsa herança ou doação, falsos peditórios, falsos videntes, burla da troca de notas, falso amigo ou familiar, falsos funcionários e burlas ‘online’.

No último ano, a PSP de Coimbra realizou investigações no âmbito de mais de 250 processos criminais por burla, na sequência de queixas apresentadas pelas vítimas.

“Para haver procedimento criminal, é necessário formalizar queixa”, esclarece. O crime de burla é punido com pena de prisão até três anos ou multa.

No âmbito da prevenção, a PSP de Coimbra efetuou 65 ações de sensibilização da população no ano passado.

Agência de Prevenção do Trauma tratou mais de mil casos em dois anos

Constituída formalmente em 18 de fevereiro de 2014, para estreitar o relacionamento entre instituições e enfrentar o problema do trauma de forma eficiente e integrada, a Agência tem hoje associadas 39 organizações públicas e privadas, que representam mais do dobro do número de entidades com as quais começou a trabalhar, afirmou à agência Lusa Reis Marques, um dos responsáveis e impulsionadores do projeto.

“Não se pode ainda avaliar o grau de sucesso desses atendimentos”, mas “existe a noção de que foram alcançados resultados muito positivos” e que o trabalho desenvolvido pela Agência para a Prevenção do Trauma Psicológico e da Violação dos Direitos Humanos (APTPVDH) atingiu “uma dimensão que ultrapassou todas as expectativas”, acrescentou aquele responsável, que também é diretor do Centro de Responsabilidade Integrada de Psiquiatria e Saúde Mental (CRI-PSM) do Centro Hospitalar e Universitário de Coimbra (CHUC).

Atualmente, a Agência está a receber, em média, dez novos casos de vítimas e agressores por semana, em resultado do aumento de entidades associadas, mas também da desburocratização dos respetivos processos e das campanhas de informação e sensibilização, alertando para a importância da prevenção das situações que propiciam o trauma psicológico e a violação dos direitos humanos.

Neste sentido, está a ser projetada a criação de uma ‘linha verde’ para as vítimas de acidentes de viação, revelou Reis Marques, salientando que é “quase regra” os acidentados cuidarem dos traumas de ordem física e “esquecerem-se” dos problemas de caráter psicológico, não raras vezes mais graves do que aqueles.

A APTPVDH tem em curso, entretanto, “uma campanha de prevenção do assédio moral e sexual no hospital” e, por outro lado, uma investigação, coordenada por Duarte Nuno Vieira, junto de escolas da zona de Coimbra, sobre fatores adversos na infância.

Mas há muitas situações cuja prevenção não depende da intervenção médica, reconhece Reis Marques, salientando que há contextos culturais, de pobreza, de toxicodependência ou de prostituição, por exemplo, que propiciam casos de trauma e violação de direitos.

Mas isso não significa que em ambientes diferentes e mesmo opostos àqueles não ocorram casos (mais do que porventura se julgue) de trauma e de violação de direitos, adverte.

Dirigido por João Redondo, que também é coordenador da Unidade de Violência Familiar e do Centro de Prevenção e Tratamento do Trauma Psicogénico do CHUC, a APTPVDH foi criada e funciona no âmbito (CRI-PSM) do CHUC.

A APTPVDH tem associadas entidades como a Administração Regional de Saúde do Centro, o centro regional da Segurança Social, o Instituto de Medicina Legal, o Departamento de Investigação e Ação Penal, a Faculdade de Psicologia e de Ciências da Educação de Coimbra, a Fundação Bissaya Barreto, a PSP, a GNR o INEM, as ordens dos Médicos, dos Enfermeiros e dos Advogados, organizações não-governamentais (ONG), bombeiros ou a Associação Nacional de Municípios Portugueses.

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