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Endomarketing: o marketing que foca o bem-estar e o desenvolvimento dos colaboradores

O Endomarketing pode ser entendido como o Marketing voltado para as ações no interior da empresa, em que o público-alvo são os colaboradores. Tem assumido um papel crescente e fundamental, sobretudo porque se vive um momento em que os colaboradores procuram, cada vez mais, um trabalho com significado e propósito. Também a “guerra” pelo talento e a mudança que a entrada, das novas gerações, no mercado de trabalho está a originar corroboram a relevância do Endomarketing, que tem comprovadamente um impacto positivo nas empresas.

Hoje, mais do que nunca, ter colaboradores felizes no trabalho é essencial, as pessoas querem sentir-se bem, respeitadas na sua singularidade e integradas na cultura da empresa, procurando o equilíbrio pessoal e profissional. Surge aqui o grande desafio atual das empresas: atrair e reter talento, garantindo bons níveis de envolvimento.

Numa organização como a Sonae MC, o foco no bem-estar e no desenvolvimento dos colaboradores é uma prioridade. Esta premissa, numa empresa como a nossa, tem tanto de simples como de desafiante, especialmente quando se fala em melhorar o bem-estar de cerca de 32500 mil colaboradores, numa diversidade de profissões como poucas empresas poder-se-ão orgulhar de ter. Uma pluralidade que não se esgota nas clássicas diversidades de género ou etária, mas que se desdobra em inúmeras formas de pensar, resultado de formações académicas, interesses e expectativas variadas.

Assim, em 2016, lançámos internamente na Sonae MC o Movimento Improving Our Life. Um conjunto de iniciativas que garantem a valorização de todos, encontrando significado no seu trabalho; ações que ambicionam promover uma cultura de melhoria da forma como se trabalha, desenvolvendo as pessoas e lideranças, impactando a comunidade de forma cada vez mais considerável, bem como estreitando a relação entre colaborador e empresa.

Conscientemente optámos por lançar um movimento, porque a responsabilidade não cabe apenas aos Recursos Humanos ou ao departamento de Comunicação Interna, é sim de natureza coletiva, devendo ser construída por todos e imprimida na cultura vivenciada e partilhada na empresa.

Neste Movimento trabalham-se cinco grandes dimensões, que se materializam nas relações:

do colaborador consigo mesmo – Eu e Eu, onde se potenciam forças e desenvolvem limites, aumentando a eficácia pessoal dos colaboradores; Para tal, várias iniciativas têm sido implementadas: por um lado, focadas no bem-estar – como a ginástica laboral –, por outro lado, focadas no desenvolvimento pessoal.

com os outros – Eu e os Outros, alimentando ligações com significado com colegas e líderes. Neste âmbito, promovemos, ao longo do ano, uma série de iniciativas impulsionadoras de momentos de partilha e convívio entre colegas e chefias, como é o caso dos teambuildings.

com a organização – Eu e a Organização, fomentando o envolvimento e o compromisso com a organização, assumindo um papel ativo no seu sucesso. Temos vindo a apostar na melhoria dos espaços de trabalho, que materializam a nossa cultura que se pretende, com espaços mais informais, próximos e colaborativos. Aproveitamos também as épocas festivas e as ocasiões especiais para criar momentos em equipa, como o Natal, o Dia do Trabalhador e a celebração da antiguidade na empresa.

com a comunidade – Eu e a Comunidade, em que cada colaborador assume o papel de embaixador das iniciativas com impacto nas próprias famílias e na sociedade. Passam, por exemplo, pela produção de iniciativas focadas na exploração vocacional, desenvolvimento de competências de futuro e ocupação de tempos livres para os filhos dos colaboradores.

Por fim, a liderança assume-se como um fator crítico para o sucesso das mesmas e amplificador do impacto da concretização destas dimensões, apoiada por uma estratégia concertada ao nível dos processos, gestão de pessoas e comunicação.

Numa empresa com a dimensão da Sonae MC, é difícil, mas fundamental que os colaboradores estejam informados, seja sobre novos produtos e serviços, aquisições ou campanhas de publicidade, para que exista um sentimento de pertença. A comunicação interna é uma ferramenta essencial na medida em que dá a conhecer a empresa e todas as ações que estão a ser desenvolvidas, garantindo que o colaborador se sente envolvido com o negócio e parte integrante da empresa.

O objetivo último é promover a satisfação, compromisso e envolvimento de todos os colaboradores, para que se sintam cada vez mais realizados. Os colaboradores já não são apenas o rosto da empresa junto do consumidor, mas assumem, num mundo cada vez mais digital, um papel de embaixadores, com uma rede de contactos capaz de amplificar as mensagens da empresa a nível global.

Por isso, temos de começar de dentro para fora, o foco no bem-estar e no potencial dos colaboradores é prioritário, para reter e atrair talento. E estes talentos, apaixonados pelo que fazem e pela empresa onde trabalham, serão a sua voz e reflexo para o exterior.

Altice vai cortar benefícios a trabalhadores da PT Portugal

É já a partir de abril que os trabalhadores vão sofrer esta redução no pacote salarial. As medidas visam uniformizar a política de benefícios da Altice, dona da Meo, às restantes companhias do grupo francês fundado por Patrick Drahi, apurou o DN/Dinheiro Vivo.

“Tendo em conta o contexto multinacional em que a PT está inserida – o grupo francês está presente em 15 países e tem mais de 38 mil colaboradores – e para manter equidade e alinhamento internacional foi decidido proceder a algumas alterações, assegurando sempre que todos os colaboradores dispõem dos meios e dos instrumentos indispensáveis ao exercício das suas funções”, diz a empresa.

Depois da redução dos subsídios de refeição e nas ajudas de custo, a PT voltou a cortar nos benefícios dos trabalhadores, numa altura em que iniciou a negociação do acordo coletivo de trabalho da empresa. Aliás, foi no própria dia em que administração e os sindicatos se sentaram para negociar que Paulo Neves, CEO da PT, comunicou aos trabalhadores esta mudança nos descontos nos pacotes M4O e M5O.

Estes pacotes de serviços integrados – e que são comercializados pela empresa por valores que oscilam entre os 53,99 e 81,99 euros – eram até aqui gratuitos para os trabalhadores no ativo e eram vistos como uma forma de compensar os que tinham os salários congelados há vários anos. A partir de abril passam a pagar por estes serviços, embora a PT vá manter uma política de descontos que oscila entre os 58% até cerca de 80% para os colaboradores no ativo.

O mesmo corte vai ser sentido pelos cinco mil trabalhadores em situação de pré-reforma e com contrato suspenso. Até aqui quem tinha pacotes integrados só pagava metade do valor; agora só terá um desconto de 30%, o mesmo que beneficia os reformados da PT. Aqui não há mexidas, nem nas comunicações móveis a que os trabalhadores da empresa têm direito (foi reforçado os pacotes de dados).

Mas não é só nas telecomunicações que a dona da Meo quer cortar. Vai haver mudanças na política de atribuição das viaturas para uso próprio, revelou na sexta-feira a administração aos diretores de primeira linha. A partir de abril, só a comissão executiva e os diretores de primeira e de segunda linha terão direito a carro da empresa. Uma redução significativa no número de beneficiários. Até aqui, ao que foi possível apurar, seriam cerca de 800 colaboradores a ter esta benesse no seu pacote salarial.

Os restantes trabalhadores, a não ser em casos excecionais, deixarão de ter carro pago pela empresa para utilização própria. E o mesmo sucede com o direito a parque de estacionamento, a plafonds de combustível e a Via Verde. Só quem tem direito a carro beneficia destas regalias. As opções a nível de escolha de carro também foram substancialmente reduzidas, passando a empresa apenas a oferecer três modelos de uma única marca: a francesa Renault.

Nas próximas semanas, estas decisões serão comunicadas aos trabalhadores que até aqui tinham estes benefícios.

As medidas de contenção de despesas estão, no entanto, a provocar alguma inquietação. Fontes ouvidas pelo DN/Dinheiro Vivo receiam uma desmotivação dos colaboradores, num momento em que a PT tem pela frente uma grande pressão para apresentar resultados e um plano de expansão da rede de fibra: 600 mil lares só em 2016. A Altice quer colocar a margem de EBITDA da PT nos 40%, ao nível dos concorrentes europeus. A dona da Meo ainda está longe desses números: fechou o terceiro trimestre com 261,9 milhões de EBITDA (cash flow operacional), e uma margem de 45,2%. Ainda assim uma melhoria de 8,4 pontos percentuais muito à custa do corte de custos, já que as receitas recuaram 9,4%, para 579,3 milhões.

As reuniões com os sindicatos serão retomadas esta semana. Em cima da mesa está um aumento salarial de 3,5%. A empresa já deu indicação de que este valor será dificilmente atribuído.

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