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Mobile Film Festival desafia amantes de cinema a realizar filme de um minuto

14 anos depois do seu arranque, chega finalmente a Portugal o Mobile Film Festival, pela mão do BNP Paribas enquanto principal patrocinador. Um concurso internacional que pretende fomentar o interesse pelo cinema junto do público. Aliando a cultura à inovação, a organização desenhou o concurso a partir de uma regra simples: 1 filme, 1 minuto, 1 dispositivo móvel.

O Mobile Film Festival tem feito um caminho de crescimento na defesa da igualdade e da descoberta, através do apoio e incentivo à 7ª Arte. Procurando acrescentar valor à criatividade dos amantes do cinema, o concurso permite contar uma história num minuto. O concurso é 100% digital desde a sua criação, desenvolvendo-se de forma curta, divertida e de fácil visualização em qualquer formato: telemóvel, tablet, computador, TV e cinema. Na última edição, o Mobile Film Festival recebeu mais de 1000 filmes, provenientes de 88 países, que alcançaram 17 milhões de visualizações.

A participação neste concurso é gratuita e aberta a todos os residentes em Portugal, respeitando o objetivo de romper com os obstáculos económicos para o acesso ao cinema. O prémio de 5 mil euros permitirá ao vencedor investir na produção de um filme seu.

A acompanhar o desenvolvimento desta primeira edição nacional e a selecionar os vídeos finalistas estará o júri presidido pela atriz Rita Blanco. Para Luciana Peres, Diretora de Comunicação e Responsabilidade Corporativa do BNP Paribas, principal patrocinador do concurso em Portugal, e membro do júri do concurso, “a inovação e a criatividade são valores partilhados pelo cinema e pelo BNP Paribas e que têm levado a que, ao longo dos últimos anos, os dois tenham criado uma relação próxima. Fazia sentido que o BNP Paribas estivesse com o Mobile Film Festival em Portugal desde o primeiro minuto e que apoiasse a primeira edição nacional do concurso que fomenta estes dois valores junto do público.”

Concurso Montepio “Acredita Portugal” com novos parceiros

O Prémio H2O Inovação by Águas de Gaia é uma iniciativa da Águas de Gaia E.M. S.A., e visa identificar, premiar e apoiar empresários em fase de criação e/ou expansão de negócios relacionados com o setor da água, saneamento e gestão de águas pluviais. Tem ainda por objetivo dinamizar o espírito de iniciativa e distinguir os promotores de empresas inovadoras do setor, valorizando o projeto de forma integrada, de acordo com critérios assentes no potencial do negócio e no perfil dos empreendedores.

Podem candidatar-se ao Prémio H2O Inovação by Águas de Gaia, promotores de projetos de criação ou expansão de empresas com características inovadoras e exequíveis do setor de atividade da distribuição de água, saneamento, gestão de águas pluviais (e sustentabilidade ambiental nestas três componentes). Todos os participantes no concurso Montepio Acredita Portugal cujo projeto se enquadre nestas áreas são automaticamente candidatos ao Prémio H20 Inovação.

O vencedor, para além dos prémios do concurso, terá ainda a oportunidade de ser incubado pelas Águas de Gaia e ser qualificado para participar no Eurovision for Startups.

O Prémio Autónoma, apoiado pela Universidade Autónoma de Lisboa, distingue projetos de comunicação nas áreas de marketing, jornalismo e/ou publicidade, aplicadas a uma área de negócio e irá privilegiar os projetos que apostam na criatividade e na inovação.

A UAL vai atribuir uma bolsa de estudo válida para qualquer um dos seus cursos de licenciatura, mestrado ou pós-graduação, desde que o candidato reúna os requisitos exigidos para a sua frequência. Caso a candidatura vencedora seja constituída por mais do que um elemento, o valor da bolsa será distribuído equitativamente.

O Montepio Acredita Portugal é o maior concurso de empreendedorismo de Portugal e o segundo maior a nível mundial, e tem como objetivo apoiar qualquer pessoa com uma ideia de negócio, independentemente da idade, nível de formação e localização no território nacional, apoiando projetos promissores com know-how especializado para o seu desenvolvimento e avaliação. Os melhores projetos têm contacto direto com investidores, especialistas e mentores, assim como acesso a formação personalizada e a oportunidade de integrar um programa de pré-aceleração.

Na última edição estiveram a concurso mais de 11 mil ideias de negócio. 

A candidatura é gratuita e pode ser efetuada através do site acreditaportugal.pt.

 

Sobre a Acredita Portugal:

A Acredita Portugal é uma organização sem fins lucrativos focada no desenvolvimento e promoção do empreendedorismo nacional, que nasceu em 2008 pela mão de José Miguel Queimado. Desde então, a Acredita Portugal trabalha por, e para todos os portugueses, independentemente da sua formação ou cultura, permitindo que qualquer cidadão tenha oportunidade de perseguir o seu sonho empreendedor. Cada ideia em competição é submetida de forma gratuita, passando por uma avaliação e vendo desenvolvido o seu plano de negócios. Aos projetos vencedores é dada a oportunidade de desenvolver parcerias estratégicas com vista à sua implementação no mercado.

Fundação La Caixa lança concurso de apoio a pessoas com doenças avançadas

© iStock

Em comunicado, a Fundação La Caixa, destaca que o concurso, que surge no âmbito do Programa de Apoio Integral a Pessoas com Doenças Avançadas da Fundação em Portugal, designado por Programa Humaniza, visa “apoiar projetos de movimentos associativos com reconhecida intervenção no âmbito de doenças avançadas”.

A Fundação La Caixa explica que o concurso é dirigido a “entidades privadas sem fins lucrativos com o intuito de reforçar a intervenção de três associações representativas de doentes, familiares, profissionais, amigos e/ou voluntários”, com reconhecida ação no âmbito de doenças avançadas.

O objetivo, segundo a La Caixa, é “promover e financiar a implementação de projetos inovadores de sensibilização pública e /ou de promoção de apoio durante e/ou luto no âmbito psicossocial e espiritual, a doentes e às suas famílias”.

“O apoio aos projetos terá a duração de um ano, com possibilidade de renovação por um período máximo de três anos, dependente do cumprimento dos objetivos e dos resultados estabelecidos”, que serão avaliados anualmente.

De acordo com o comunicado, o apoio financeiro conferido pela Fundação a cada entidade selecionada vai corresponder a um montante máximo de 50.000 euros por ano a determinar de acordo com a dimensão final do projeto.

O prazo de submissão das candidaturas tem início na quarta-feira e termina a 28 de novembro.

“Posteriormente, uma comissão composta por especialistas será responsável por avaliar os projetos submetidos”, é ainda referido na nota.

Em agosto, a Fundação anunciou que dez instituições ligadas à saúde do continente e ilhas iriam receber apoio do Programa Humaniza, traduzido em mais de cem mil euros para cada uma, para reforçar as equipas de cuidados paliativos e apoiar doentes e famílias.

No âmbito do Programa Humaniza, a Fundação La Caixa, o Ministério da Saúde e os Governos Regionais das Regiões Autónomas da Madeira e dos Açores já impulsionaram a criação de 10 equipas de apoio psicossocial para reforçar o apoio a pessoas em fim de vida.

Estas equipas vão começar ainda este ano a desenvolver a sua ação no terreno.

O Programa, que tem a colaboração do Governo e o patrocínio da Fundação, é a versão portuguesa de uma iniciativa que já existe em Espanha e que desde 2009 já chegou a quase 135 mil doentes e 187 mil familiares.

Este Programa baseia-se num modelo de intervenção por equipas de apoio psicossocial, constituídas por profissionais que vão dar apoio psicológico, social e espiritual em situações de doença avançada.

LUSA

Concurso Montepio Acredita Portugal regressa com nova edição à procura de mais ideias empreendedoras

© Montepio

A iniciativa pretende apoiar qualquer pessoa com uma ideia de negócio, independentemente da idade, nível de formação e localização no território nacional, apoiando projetos promissores com know-how especializado para o seu desenvolvimento e avaliação. Os melhores projetos têm contacto direto com investidores, especialistas e mentores, assim como o acesso a formação personalizada e a oportunidade de integrar um programa de pré-aceleração.

As inscrições podem ser submetidas online, de forma gratuita, até dia 20 de janeiro de 2019 através do site acreditaportugal.pt. O processo de seleção começa pela análise do mercado e do modelo de negócio das centenas de ideias a concurso, depois os candidatos passam por etapas sucessivas de desenvolvimento, análise do plano de marketing e plano financeiro até à apresentação do projeto em formato de pitch, onde são eleitos os vencedores de cada categoria.

Para Fernando Amaro, Diretor do segmento Economia Social e Setor Público da CEMG, “o Montepio Acredita Portugal é um excelente veículo para potenciar o empreendedorismo de impacto. Há cada vez mais pessoas a procurar e a encontrar no empreendedorismo um caminho para desenvolver soluções para a sociedade”.

Uma ideia partilhada por Fernando Fraga, Diretor de Inovação da Acredita Portugal: “Os candidatos com os quais contactamos estão mais informados, têm uma visão de oportunidades distinta e são também mais exigentes na procura que fazem das plataformas para potenciar a sua ideia de negócio. A Acredita Portugal reuniu-se de parceiros de referência no sentido de disponibilizar uma rede de suporte e aceleração que facilite o processo go to market de empreendedores e pessoas com ideias transformadoras e com potencial de impacto”.

Informações adicionais disponíveis em www.acreditaportugal.pt

Sobre a Caixa Económica Montepio Geral:

Fundada em 1844, a Caixa Económica Montepio Geral é um banco de retalho que se diferencia pela sua matriz mutualista e representa os valores da participação associativa e da solidariedade, o que lhe confere um estatuto único no panorama bancário português. Está vocacionada para a captação de poupanças e para o crédito aos segmentos de particulares, empresários em nome individual, microempresas e pequenas e médias empresas, bem como instituições do Terceiro Setor. Fazer a diferença para ir mais longe está na sua essência, que se traduz na assinatura “Só um banco diferente nos leva mais longe”.

Sobre a Acredita Portugal:

A Acredita Portugal é uma organização sem fins lucrativos focada no desenvolvimento e promoção do empreendedorismo nacional, que nasceu em 2008 pela mão de José Miguel Queimado. Desde então, a Acredita Portugal trabalha por, e para todos os portugueses, independentemente da sua formação ou cultura, permitindo que qualquer cidadão tenha oportunidade de perseguir o seu sonho empreendedor. Cada ideia em competição é submetida de forma gratuita, passando por uma avaliação e vendo desenvolvido o seu plano de negócios. Aos projetos vencedores é dada a oportunidade de desenvolver parcerias estratégicas com vista à sua implementação no mercado.

O melhor moscatel é português

O concurso Muscats du Monde elegeu um moscatel português como o melhor do mundo e ainda incluiu três outras referências portuguesas no seu top 10.

O melhor moscatel do mundo de 2017, segundo o concurso Muscats du Monde, é o Moscatel Roxo produzido pela adega Venâncio da Costa Lima em 2013.

Este concurso incluiu ainda mais três moscatéis portugueses no seu top 10, que inclui 16 vinhos já que “alguns estão rigorosamente empatados”: o Moscatel Roxo de Setúbal Bacalhoa 5 anos, produzido pela Bacalhoa Vinhos de Portugal (12º); o Mocastel do Douro Doc Adega de Favaios 1980, da Adega Cooperativa de Favaios (13º); e o Moscatel Roxo de Setúbal Doc Pioneiro 2013, produzido pela adega Venancio da Costa Lima (15º).

O concurso Muscats du Monde, que decorreu de 5 a 6 de julho, na cidade de Frontignan la Peyrade, em França, avaliou 214 amostras de moscatéis de 25 países. O júri, composto por 55 especialistas internacionais, atribuiu 71 medalhas, 38 de ouro e 33 de prata.

No ranking total Portugal conseguiu 13 medalhas, sete de ouro e seis de prata, sendo só ultrapassado por França, que arrecadou 22 medalhas, oito de ouro e 14 de prata.

Jovem português distinguido no maior concurso do mundo para estudantes de chinês

Apaixonado por teatro e seduzido pela cultura oriental, o português Samuel Gomes foi este mês distinguido com o prémio “Melhor Performance Artística”, no maior concurso do mundo para alunos de língua chinesa, o Chinese Bridge.

“Foi uma surpresa. Entre mais de 100 países, com tanta gente boa, a última coisa que esperas é receber um prémio”, conta à agência Lusa o jovem de 25 anos, natural do Porto.

Licenciado em Línguas e Culturas Orientais, pela Universidade do Minho, Samuel Gomes completou no ano passado um mestrado em Estudos de Teatro, na Faculdade de Letras da Universidade do Porto.

A edição deste ano do Chinese Bridge, que decorre em Hunan, província do centro da China, conta com a participação de 146 estudantes de chinês mandarim, oriundos de 108 países.

Samuel, que estuda atualmente no Instituto Confúcio (IC) da Universidade do Minho, é o único concorrente de Portugal.

A declamação do poema Qiang Jinjiu (“Trazei o Vinho”, em chinês), de Li Bai (701-762 D.C.), um dos maiores poetas da China Antiga, valeu-lhe a distinção.

O interesse de Samuel pelo oriente vem “desde muito pequeno”, quando “adorava ouvir música tradicional chinesa” e se deliciava “com fotos de templos chineses”, que chegava a desenhar no infantário.

Em 2009, optou por estudar chinês, ainda a China não era “moda” em Portugal e “os estereótipos sobre o país entre os portugueses eram bastante acentuados”. “Existia uma espécie de complexo em aprender mandarim”, recorda.

Entretanto, o país asiático tornou-se um dos principais investidores em Portugal, comprando participações em grandes empresas das áreas da energia, seguros, saúde e banca. “Hoje, todos os portugueses falam da China”, diz Samuel.

O IC, organismo patrocinado por Pequim para assegurar o ensino de chinês, está já implantado em quatro universidades portuguesas – Aveiro, Coimbra, Lisboa e Minho.

Em 2011, o Instituto Politécnico de Leiria criou, em colaboração com o Instituto Politécnico de Macau (IPM), a primeira licenciatura em Portugal de Tradução e Interpretação Português/Chinês – Chinês/Português.

Desde o ano passado, o ensino de mandarim foi também introduzido em algumas escolas portuguesas, ao nível do secundário e do terceiro ciclo, como alternativa de língua estrangeira.

Em São João da Madeira, no norte de Portugal, aulas de mandarim estão, desde 2012, disponíveis para alunos dos 3.º, 4.º e 5.º ano do ensino básico.

O chinês mandarim é a língua mais falada do mundo e o único idioma oficial da República Popular da China, país com cerca de 1.375 milhões de habitantes – cerca de 18% da população mundial – e a segunda maior economia do planeta.

Para Samuel, trata-se de “uma língua justa, que expõe nitidamente o grau de esforço de quem a estuda”. “Quem a quiser estudar seriamente não pode apenas reter a consciência da dimensão da sua diferença. Tem, sobretudo, de a aceitar e sentir”, realça.

Mais do que o seu sistema de escrita, um dos mais antigos do mundo e constituído por milhares de carateres, é a existência de tons que torna o chinês numa “língua especial”, defende.

Em mandarim, existem quatro tons e mais um quinto tom neutro. A mesma palavra pode ter vários significados, dependendo do tom utilizado. ‘Chi’, por exemplo, quer dizer comer (chi), estar atrasado (chí), régua (chi) ou repreender (chì).

Assimilar estes processos exige anos de dedicação: “Atualmente, estudo cerca de 12 horas por dia. Estudo vocabulário, pratico dicção, vejo televisão chinesa ou faço traduções”, descreve Samuel.

Ainda assim, “tudo isto não chega para se atingirem resultados mais elevados”, admite. Segundo Samuel, para obter um bom domínio da língua chinesa é indispensável imergir na sociedade onde esta é falada. “Preciso da China à minha volta 24 horas por dia”, conclui.

Tinto do Douro eleito melhor vinho do ano

O vinho produzido pela Sociedade Quinta do Portal, relativo à colheita de 2011, foi eleito o melhor do país por um Grande Júri de especialistas de renome internacional, onde se destacam as britânicas Jancis Robson e Julia Harding, os americanos Joshua Greene e Evan Goldstein, o brasileiro Dirceu Junior e a alemã Caro Maurer.

Além do prémio absoluto atribuído ao Quinta do Portal Grande Reserva, o concurso distribuiu prémios por categorias que contemplaram dois vinhos oriundos do Douro, um da Região do Vinho Verde e outro da Região da Bairrada.

O Messias Clássico Garrafeira, colheita da Bairrada de 2010, recebeu o galardão de Melhor Tinto Varietal; o Melhor Branco Varietal foi atribuído ao vinho verde Quinta de Linhares Azal, de 2015; o premio de Melhor Vinho Branco de Lote foi para o Vallegre Doc Douro Reserva Branco, de 2014; enquanto o Quinta do Portal Grande Reserva conquistou também o galardão de Melhor Vinho Tinto de Lote.

Na categoria de vinhos licoroso, o Vinho do Porto Tawny de 1967 da Messias foi eleito “Melhor Vinho licoroso com data” e o Vinho do Porto Tawny 40 anos Kokpe, da Sogevinus, foi classificado como “Melhor Vinho Licoroso com Idade”.

O Douro conquistou 14 das 24 medalhas de Grande Ouro nos vinhos tranquilos e quatro Grandes Ouros na categoria dos Licorosos. Foram também premiadas com Grande Ouros nos vinhos tranquilos as regiões vitivinícolas do Alentejo, Bairrada, Dão, Lisboa, Península de Setúbal, Tejo e Vinho Verde.

“A qualidade deste ano foi muito boa”, resume Jorge Monteiro, presidente da ViniPortugal, organização interprofissional do setor vitivinícola, reconhecida pelo Ministério da Agricultura, que desde 2013 assegura a realização do Concurso Vinhos de Portugal e que tem como missão “promover a imagem de Portugal, enquanto produtor de vinhos por excelência valorizando a marca “Wines of Portugal”.

Segundo este responsável, a edição deste ano contou com 1.350 vinhos a concurso de todas as regiões do país, “o que tornou ainda mais aliciante” o trabalho do júri internacional, recrutado entre críticos internacionais que são profundos conhecedores da realidade nacional.

“Os vinhos portugueses têm cada vez maior prestígio internacional e esse facto tem vindo também a refletir-se nas vendas. Entre 2014 e 2015 as vendas para o estrangeiro aumentaram de 725 milhões de euros para 736 milhões de euros, apesar da quebra acentuada no mercado angolano, que foi muito afetado pela crise”, resume Jorge Monteiro.

Concurso de “Artes e Talentos 2016” alarga prazo de candidaturas até dia 29 de fevereiro

Promovido pela Fundação da Juventude, o Concurso “Artes e Talentos 2016” visa distinguir a apresentação de projetos de exposição para o Palácio das Artes (ocupação total ou parcial). Aos melhores projetos, individuais ou coletivos, nas áreas da pintura, escultura, fotografia, gravura, instalação, arquitetura e design, é dada a oportunidade de exporem no Palácio das Artes, durante os meses de Abril e Maio.
Para Ricardo Carvalho, Presidente Executivo da Fundação da Juventude «o Palácio das Artes é hoje uma referência na área das artes e uma privilegiada montra de talentos em plena cidade do Porto. Dedicada às artes e criações de jovens talentos, o espaço conta com o apoio institucional da Fundação da Juventude tanto na promoção e divulgação como na produção e apoio logístico em cada exposição.»

O concurso “Artes e Talentos 2016” está aberto a todos os jovens residentes em Portugal com idades compreendidas entre os 18 aos 35 anos, os quais podem concorrer apenas um projeto. As candidaturas decorrem até 29 de fevereiro de 2016 e devem ser enviadas por e-mail para palaciodasartes@fjuventude.pt.
As exposições selecionadas terão lugar de 2 de Abril (Dia Nacional dos Centros Históricos) a 30 de Maio, no Palácio das Artes-Fábrica de Talentos, no Largo de S. Domingos, no Porto.

O importante é fazer

Pedro Queiró

Portugal é um país de empreendedores. Sempre fomos, independentemente de Governos ou modas. O país fez-se porque D. Afonso Henriques se levantou, defendeu-se pela mão de Nun’Álvares Pereira e deu a volta ao mundo na coragem de marinheiros que não sabiam o que os esperava. Nada na nossa história nos foi dado pela sorte; arregaçamos as mangas e fizemos.

Hoje em dia vemos uma nova geração de exemplos a surgir: não são marinheiros, nem soldados, nem reis, mas herdaram o espírito de quem não tem medo de coisas novas e a atitude: ir e fazer, acreditando que conseguem.

Falo de pessoas como Andreia e Jorge Ferreira, que lançaram uma marca inovadora (meia. tdúzia) sobre um conceito tão tradicional como a compota; já se expandiram para meio mundo, e vão a caminho do resto. Filipa Neto e Lara Vidreiro lançaram um serviço de aluguer de vestidos online (Chic by Choice) quando ainda estavam na faculdade; já são líderes na Europa. Ou Cristina Fonseca e Tiago Paiva (TalkDesk), que revolucionaram o call-center.

E há muitos outros além destes: empresas como a Uniplaces, Unbabel, Farfetch, Feedzai, Muzzley, Landing.jobs, Zercatto, e tantas outras, foram fundadas e levadas ao sucesso por Portugueses que não ficaram à espera da sorte. Em vez disso, foram e fizeram.

E o que quer isto dizer para o resto de nós? Lançar uma empresa de sucesso está perfeitamente ao alcance de qualquer Português. Em primeiro lugar, não é preciso ter grandes credenciais: na lista que vos dei acima misturam-se pessoas com e sem cursos superiores, homens e mulheres, novos e velhos, do Norte, Sul e Centro do País. Em segundo lugar, não é preciso ter uma ideia do outro mundo; reparem como aquela lista abrange indústrias desde a alimentação até à moda, tecnologia, e finanças.

Mas então o que é preciso? O que é que os fundadores daquelas empresas têm em comum?
A característica que encontramos em todos eles é uma vontade férrea de ir e fazer. Seja qual for a indústria, a experiência, a educação, ou o papel na empresa, todos eles decidiram tomar esse primeiro passo, deitaram mãos à obra e fizeram. E para isso não é preciso ter sorte; é só preciso querer.

Hoje em dia é mais fácil do que nunca consegui-lo. Organizações como a Acredita Portugal (que tenho o privilégio de liderar) e outras pelo país dedicam-se a abrir portas onde elas antes estavam fechadas, a apoiar quem tem essa vontade e a sustentar o seu sucesso. No caso particular da Acredita Portugal, qualquer pessoa pode candidatar uma ou mais ideias, independentemente da sua experiência, educação, zona de residência ou área de atuação. Nós ensinamos-lhe o que precisar de saber, damos-lhe as ferramentas para desenvolver o seu negócio, e pomos qualquer projeto no caminho para o sucesso, basta que você o queira.

Em seguida encaminhamos os melhores projetos para uma larga rede de parceiros em todo o país que vão potenciar o seu sucesso, desde potenciais financiadores, como incubadoras, aceleradoras, investidores profissionais e outros parceiros.

Já o fazemos em Portugal desde 2008, tendo passado pelos nossos concursos dezenas de milhares de projetos empreendedores de todas as áreas possíveis. Aliás, alguns dos exemplos que usei anteriormente passaram pelo nosso concurso, e poderia dar mais uma dúzia de exemplos mais recentes que também lá chegarão. E em 2016, como todos os anos, vamos abrir as portas a mais um grupo de Portugueses como você, cheios de vontade de ter sucesso, e dar-lhes essa oportunidade.

Porque não você? Porque não agora? Que ideias tem na manga que poderiam mudar a sua vida? A minha? A nossa? Porque não fazê-lo?
A Acredita Portugal espera por si!

As inscrições para o concurso da Acredita Portugal estão abertas e podem ser feitas em http://goo.gl/l8V0ZB

Carpet Diem: o tapete é uma obra de arte

Carmo Mexia

“Cada tapete que criamos é uma referência de nós próprios”. Esta é a garantia desde sempre deixada pela Carpet Diem, uma marca 100% nacional que tem procurado levar o nome do país além-fronteiras através da criatividade e da contemporaneidade que imprime nos seus desenhos. AmáliaPorque é a desenhar tapetes que cada um dos sócios se sente feliz, foi com Carmo Mexia que conhecemos este mundo, onde a criatividade e a liberdade ocupam o espaço principal. Mais do que um negócio, a Carpet Diem é uma viagem pela imaginação de cada um. Tudo começou em 2003, depois de uma etapa muito importante na vida dos dois “Tanto eu como o Nuno tínhamos acabado de casar (‘não um com o outro’, brinca) e este era um momento em que a casa requeria uma dedicação especial. Detetámos então, este vazio no mercado. O mobiliário contemporâneo estava no auge e em Portugal não encontrávamos tapetes, sendo que os que existiam eram de marcas estrangeiras e caras”, explicou a responsável. Considerando o tapete um elemento fundamental para o enquadramento de um espaço e capaz de marcar a diferença num ambiente, a ideia de fazer nascer a Carpet Diem não tardou. Começaram a desenhar tapetes e a trabalhar para arquitetos, decoradores, lojas, entre outros, num regime de prestação de serviços.

Hoje, qual é a melhor criação desta equipa? Com tantos desenhos e tantas inspirações, a carpet diemresposta surge difícil. “É sempre agradável quando há alguma obra que fazemos que tenha mais destaque e seja logo identificada como um trabalho nosso”, definiu Carmo Mexia. No campo da inspiração, não há impossíveis. Tudo é motivo de inspiração para a criação de um produto que Carmo descreveu como “original, confortável e de cor vibrante”. Há liberdade para fazerem o que lhes apetece, com ligações estéticas ao revivalismo, retro e vintage.

Ligação à Índia
Com a crescente recetividade, surgiu a ideia de conceber a primeira coleção, num momento em que a produção ainda era feita em Portugal mas, desde há sensivelmente três anos, a estratégia mudou. “Com a produção feita em Portugal, o produto final acabava por ficar dispendioso para o consumidor. Procurámos, então, mão-de-obra especializada e, por pesquisa, chegámos à Índia”, explicou. Esta era a única forma de ter o preço que desejavam, com mão-de-obra mais barata e especializada. Gerir distâncias nem sempre é fácil mas do outro lado a Carpet Diem conta com um fabricante à altura do desafio de materializar ideias e criar produtos únicos e diferenciadores.

Mais do que gerir um negócio, Carmo Mexia e Nuno Benito assumem responsabilidades e não esquecem o facto de a Índia ser considerada a “capital do trabalho infantil”. A Carpet Diem assumiu, por isso, o compromisso de lutar contra este flagelo, associando-se à Care & Fair, uma entidade alemã ligada à indústria europeia de tapetes que se dedica à responsabilidade social na tecelagem na Índia, Nepal e Paquistão, assegurando às famílias dos trabalhadores trabalho, educação e saúde. Na prática, uma percentagem das verbas da Carpet Diem reverte a favor desta associação e em cada um dos tapetes está presente uma etiqueta que é uma garantia de que aquele produto não é fruto de exploração de mão-de-obra infantil.

O segredo está no equilíbrio

Apostar no design, ter um produto com qualidade e a um preço acessível sempre foi o objetivo, fácil de concretizar quando se trabalha com paixão e de uma forma harmoniosa porque, apesar de Nuno Benito não ter estado presente nesta conversa, a descrição feita por Carmo Mexia não poderia deixar uma imagem mais clara sobre o carisma e a harmonia de uma equipa composta acima de tudo por dois amigos. “Somos bastante complementares, partilhamos os mesmos gostos e tendências artísticas. Eu trato mais da organização e o Nuno está mais ligado à vertente artística. Decidimos em conjunto e temos sempre o mesmo olhar sobre tudo”, descreveu.

Com mais de uma década de existência, a marca, continuando a focar-se no negócio online, decidiu abrir há cerca de um ano uma loja física, localizada na Rua das Amoreiras, em Lisboa. “Este espaço só existe como uma referência. É uma bandeira e, como marca portuguesa, era fundamental ter uma loja em Portugal”, referiu Carmo. Para janeiro será lançada uma nova coleção descrita como “bastante vibrante e diferente do que está online”. A longo prazo, o objetivo passará por aumentar a notoriedade da marca para que esta se assuma como uma bandeira portuguesa a nível internacional. “Pretendemos elevar o conceito de tapete a uma obra de arte acessível, criando uma maior ligação entre o artista e esta forma de arte menor. Quando se pensar em tapetes, queremos que pensem em Carpet Diem”, concluiu Carmo Mexia.

Concurso Design Tapetes 2015/2016
A Carpet Diem lançou um desafio a todos os alunos de Belas Artes e Escolas de Design do concelho de Lisboa com o objetivo de dinamizar o design têxtil e a cooperação entre as universidades e o universo de empreendedores privados. Com o tema “Maximalismo – Mais é Mais”, os interessados deverão produzir uma peça original, que deverá ser submetida até ao próximo dia 31 de janeiro. Os trabalhos devem estar enquadrados em três categorias, nomeadamente: geométrica, orgânica e mista e as melhores participações serão galardoadas com os seguintes prémios:
1º Prémio – viagem à Índia. Bombaim-Goa/publicação online;
2º Prémio – 300 euros/publicação online;
3º Prémio – 100 euros/publicação online. Podem consultar mais informações no website www.carpetdiem.pt.

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