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Sabia que conduzir com casaco vestido pode ser perigoso?

A notícia surge após um estudo do Comissariado Europeu do Automóvel (CEA) em Espanha, segundo o qual um em cada cinco automobilistas conduz com o casaco vestido no inverno. Com quase 96% dos 1.025 condutores inquiridos a assumirem a sua crença de que utilizam a roupa mais adequada, a indicação de que, daquele valor, 15,12% conduz com o casaco vestido vem mostrar que existe um desconhecimento entre o que é recomendável e o que se crê como apropriado.

Assim, a Fundação CEA indica que os casacos são mesmo um dos elementos a evitar quando se senta ao volante, seja qual for o tecido. Uma das questões importantes tem a ver com a grossura, que faz com que se crie mais espaço entre o corpo e o cinto de segurança, podendo fazer com que o sistema de retenção não desempenhe a sua função de forma mais adequada, deixando aproximar em demasia o corpo do volante.

A utilização de cachecóis merece igualmente um sinal de desadequação, já que impede a total movimentação da cabeça durante a condução, podendo impedir, por exemplo, a observação correta dos espelhos retrovisores. De fora dos equipamentos adequados para a condução deverão ficar também as luvas, que retiram sensibilidade aos condutores, por exemplo no manuseamento do volante. Quanto ao calçado, as botas são pouco ‘amigas’: mesmo que tragam consigo maior conforto, retiram alguma da sensibilidade ao condutor.

Os mesmos conselhos são aplicáveis para crianças, que não devem sentar-se nas suas cadeirinhas vestidas com casacos grossos, correndo o risco de não ficarem convenientemente seguros.

Num laboratório do Michigan foram feitos testes de colisão, a 50 quilómetros por hora, onde pode ver-se uma simulação em que a criança parecia estar firmemente apertada na cadeira do carro, mas foi projetada para fora dela.

Helena Sacadura Botte, secretária-geral da APSI – Associação para a Promoção da Segurança Infantil, disse ao site da RTP que “normalmente os pais não têm o cuidado de ajustar diariamente o arnês, o cinto interno da cadeira, ao corpo da criança, e no inverno, quando usam casacos grossos, têm tendência a deixá-los assim com aquela medida e depois quando a criança viaja sem casaco, o arnês fica muito largo e isso não protege a criança”.

Além disso esta responsável adianta que “basta usar um casaco grosso para que esse casaco interfira com a colocação do arnês, que não vai assentar bem em cima dos ombros e muitas vezes tem tendência a ficar descaído sobre os braços, o que pode causar lesões”.

 

Carro sem condutor seduz 44% dos portugueses

De acordo com o mais recente estudo do Observador Cetelem, quase metade dos automobilistas portugueses (44%) mostra-se muito ou algo interessada na utilização de um veículo sem condutor. Embora não sejam ainda maioritários a imaginar-se numa viatura autónoma, os portugueses são os europeus mais convencidos de que esta tecnologia será, de facto, uma realidade (84% vs 73% de média europeia).
O Observador Cetelem questionou automobilistas de vários países do mundo e constatou que três em cada quatro acreditam que o veículo sem condutor será uma realidade. É nos países em desenvolvimento que se verifica um maior otimismo, especialmente na China (92%), no México (87%), no Brasil (86%) e na Turquia (86%). Portugal surge logo na quinta posição (84%). Curiosamente, os japoneses (63%), britânicos e americanos (61%), pioneiros nesta matéria, mostram-se bastante mais reticentes em relação às possibilidades de desenvolvimento do conceito.
Em média, 55% dos automobilistas, a nível mundial, mostram-se seduzidos pela utilização do carro sem condutor. Uma vez mais, são os países emergentes que revelam um maior interesse, especialmente a China, onde 91% dos automobilistas confessam querer utilizar uma viatura autónoma. Pelo contrário, nos Estados Unidos, berço de Silicon Valley – um dos grandes impulsionadores do automóvel sem condutor, os consumidores interessados são ainda minoritários (32%).
«A adoção da viatura totalmente autónoma será, sem dúvida, mais fácil nos países emergentes. Nos países desenvolvidos, que acompanharam de perto o desenvolvimento do conceito e onde o automóvel tradicional está bem enraizado nos modos de vida, existem ainda algumas reservas. O desfasamento entre a evolução da tecnologia e o enquadramento legislativo, e as eventuais falhas da viatura autónoma – mesmo que pouco numerosas, explicam esta falta de confiança», afirma Diogo Lopes Pereira, diretor de marketing do Cetelem.

As análises económicas e de marketing, bem como as previsões foram efetuadas em colaboração com a empresa de estudos e consultoria BIPE (www.bipe.com). Os inquéritos de campo ao consumidor foram conduzidos pela TNS Sofres, durante o mês de julho de 2015, em quinze países (África do Sul, Alemanha, Bélgica, Brasil, China, Espanha, Estados Unidos, França, Itália, Japão, México, Polónia, Portugal, Reino Unido e Turquia). No total, foram questionados mais de 8.500 proprietários de ma viatura adquirida nos últimos cinco anos.

Cidades italianas limitam circulação automóvel devido à poluição

Em Milão e Pavia (norte de Itália), as autoridades decidiram proibir a circulação automóvel até quarta-feira, entre as 10:00 e as 16:00.

Já em Roma, e pela terceira vez desde o início do mês de dezembro, a circulação automóvel está proibida em dois horários (entre as 07:30 e as 12:30 e entre 16:30 e as 20:30) e dependente das matrículas dos veículos: os carros com matrícula ímpar não podem circular hoje, enquanto os carros com matrícula par estão sujeitos aos condicionamentos na terça-feira.

Esta medida também está a ser aplicada em Bergamo (norte).

Em Nápoles, no sul de Itália, apenas os veículos que respeitem as normas de emissões europeias Euro IV e níveis superiores podem circular esta semana na cidade.

A maioria das cidades italianas decidiu criar um bilhete diário, no valor de 1,50 euros, para incentivar o uso da rede pública de transportes.

Mas, o impacto destas medidas poderá ser limitado, uma vez que muitas pessoas aproveitam esta altura do ano para gozar alguns dias de férias.

“Esta manhã, as ruas estão desertas, mas não é por causa da proibição de circulação. Serei o único a trabalhar nesta segunda-feira”, questionou um habitante de Milão, na rede social Twitter.

A ausência de chuva ou de vento durante várias semanas provocou uma acumulação anormal de partículas finas no ar em várias regiões italianas. Em algumas zonas foi ultrapassado o nível de alerta recomendado pela Organização Mundial de Saúde (OMS), 50 mg / m3.

Na cidade de Milão, o nível de acumulação de partículas chegou a atingir em meados de dezembro os 102 mg/m3. Hoje, a cidade registou o 32.º dia consecutivo sob estes limites de poluição e o 97.º dia em termos anuais.

A proibição de circulação “é uma resposta a uma emergência excecional”, explicou o presidente da câmara de Milão, Giuliano Pisapia (esquerda), em declarações ao jornal La Repubblica.

“A medida de condicionamento, entre as 10:00 e as 16:00, não bloqueia a cidade, mas é um forte elemento dissuasor”, reforçou o autarca.

Perante a atual situação, o ministro do Ambiente italiano, Gian Luca Galletti, anunciou a realização na quarta-feira de uma reunião com os responsáveis de várias cidades italianas para tentar coordenar medidas contra a poluição.

Segundo o último relatório da Agência Europeia do Ambiente, divulgado no outono, as partículas finas provocaram 59.500 mortes prematuras em 2012 em Itália, um número recorde na Europa.

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