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“A comunidade Java e JavaScript está mais activa em Portugal e recomenda-se”

“O evento superou todas as nossas expectativas, não só em afluência como na resposta dos parceiros e qualidade dos conteúdos que foram aqui partilhados durante este dia. A comunidade Java e JavaScript em Portugal está a crescer e ganhar mais dinamismo e por isso acreditamos que temos espaço para que a JNation cresça com ela”, avança Roberto Cortez, um dos fundadores da JNation, a conferência para developers de Java e JavaScript, as linguagens de programação mais populares do mundo.

A conferência está a colocar Portugal e Coimbra na rota internacional das conferências de Java e JavaScript internacionais. Um passo natural para uma comunidade que se tem mostrado cada vez mais dinâmica no centro do país, com encontros bimestrais para descobrir e discutir novidades e tendências desta linguagem de programação.

Com mais de 30 oradores (portugueses e estrangeiros), vindos de todas as partes do mundo (de países como a Bélgica, Guatemala, Índia ou EUA), a conferência dobrou também o número de sessões. David Delabassée, Software Evangelist da Oracle e um dos oradores da conferência, explica a razão pela qual a conferência o surpreendeu: “nota-se que os participantes não são principiantes, têm um background sólido. Esta conferência impressiona não só pela quantidade de participantes, apesar de não estar localizada numa cidade de grande dimensão, mas também pelos oradores, que vêm de todo mundo, e isso mostra como eles respeitam esta comunidade [Java e JavaScript, em Coimbra]”.

Nesta edição de 2019, cerca de 40% dos participantes vieram da região centro (36% de Coimbra), 35% da região de Lisboa e 17% da região norte do país. A  conferência registou ainda uma afluência de 8% de participantes estrangeiros (com destaque para as nacionalidades Espanhola e Suíça). O aumento da capacidade para participantes da JNation e a abertura do evento  à linguagem de JavaScript também foram pontos positivos apontados por quem participou: “tinha a expectativa de aprender mais coisas para poder melhorar a nível profissional e está a ser uma experiência muito boa”, refere Inês Andrade, developer da Celfocus, que participou na JNation pela primeira vez este ano. Também online, foram mais de 2 mil as pessoas que assistiram às várias talks em streaming, através do canal de YouTube da JNation, e o canal #jnation este no top das tendências do Twitter, a nível nacional, durante o dia de ontem.

Já João Carvalho, Senior Engineer na Talkdesk, participou na edição do ano passado como participante e juntou-se, este ano, ao grupo de oradores da conferência: “a inclusão da track de JavaScript tornou a conferência mais interessante porque abriu mais horizontes e trouxe mais gente. Tenho reparado que a proporção das comunidades de Java e JavaScript está muito equilibrada. Já há algum tempo que frequento este tipo de conferências lá fora e é bom poder dizer que temos finalmente uma conferência para as comunidades Java e JavaScript em

 Portugal”.

Um evento essencial para as empresas que querem estar perto dos entusiastas de Java e JavaScript

O evento tem ganho também muita relevância junto dos seus parceiros, que vêem a JNation como um espaço fundamental quer para a formação dos seus colaboradores, pelo teor técnico sem paralelo, em qualquer conferência do género no país, quer para tornar a marca mais visível na comunidade Java e JavaScript numa óptica de recrutamento.

Na perspectiva dos parceiros, torna-se cada vez mais relevante apoiar as comunidades Java e JavaScript e este tipo de eventos, especialmente aqueles que acontecem na sua cidade: “acho que é importante que esta conferência aconteça em Coimbra para lhe dar visibilidade e mostrá-la como a cidade tecnológica que é”, reforça Filipa Carmo, Talent Manager da Critical Software.

Com cerca de 100 colaboradores presentes na conferência, Filipa explica porque razão ele é tão relevante: “vemos a JNation como uma oportunidade de formação para os nossos colaboradores, quer pela natureza técnica das próprias apresentações e quer pela credibilidade de que gozam os oradores presentes no evento”, Ricardo Fonseca, Marketing Manager da Present Technologies, que levou metade dos seus colaboradores à conferência, reforça também a importância do evento para “mostrar a marca à comunidade assim como a cultura e projectos que estamos a trabalhar.”

A JNation é organizada por duas comunidades de programadores: a Coimbra JUG, comunidade de programadores de Java, e a Undefined.js, comunidade de programadores de JavaScript, e ainda pela alphaCoimbra, uma associação que tem como missão sedimentar o ecossistema empreendedor e tecnológico na cidade.

A edição deste ano contou ainda com o apoio de 50 voluntários, estudantes das áreas de engenharia informática e elementos da jeKnowledge (uma júnior empresa da Universidade de Coimbra), e da equipa do Convento São Francisco, que facilitou a logística e organização da JNation, neste ano tão importante para o crescimento da conferência.

A patrocinar esta edição da conferência estiveram marcas como a Idealista, a Blip, a Bosch, a Critical Software, a Everis, a Farfetch, a Feedzai, a La Redoute, a Mercedes-Benz.io, a Mindera, a Present Technologies, a Red Hat, a RedLight Software a Sky Technology Centre, a Talkdesk, a Tomitribe, a Wit Software, a Xing, Xpandit, Deloitte, Celfocus, Symantec e Cloud Bees.

JNation: a conferência que traz a Portugal os maiores programadores de Java e JavaScript

A JNation,  conferência para developers de Java e JavaScript, as linguagens de programação mais populares do mundo, promete colocar a cidade na rota internacional das conferências destas linguagens de programação. Esta segunda edição do evento traz a novidade do JavaScript. A edição do ano passado foi dedicada exclusivamente à comunidade Java.

A conferência vai dividir-se em 4 salas onde mais de 25 oradores vão partilhar as suas experiências e apresentar novidades de Java e JavaScript. Entre os oradores estão programadores de empresas como a IBM, a Oracle, ou a RedHat. Entre as últimas confirmações está Christian Thalinger, Staff Software Engineer do Twitter, que vai falar sobre como o machine learning pode ajudar a poupar nos custos dos datacenters.

Mas não é só este o grande nome da edição deste ano: confirmados desde o início de março estão Venkat Subramaniam, professor na Universidade de Houston e autor premiado de livros de referência para qualquer programador (tais como “Practices of an Agile Developer” ou “Rediscovering JavaScript”), que vai subir ao palco para o keynote de abertura, e Marcus Biel, evangelista do Clean Code, que  vai fazer uma sessão de refactoring (limpeza de código) ao vivo. Também Natalia Tepluhina, Senior Frontend Engineer do GitLab e CTO da VueVixens, uma organização que promove o ensino da programação (linguagem Vue.js) entre mulheres, é uma das presenças mais aguardadas do lado do JavaScript. (Ver mais informação sobre os oradores aqui.)

Os bilhetes para esta segunda edição esgotaram logo no início de Maio, com 850 bilhetes vendidos, um número superior à lotação do ano passado que foi aumentada, tendo em conta a procura da primeira edição (2018). Para Roberto Cortez e Bruno Baptista, organizadores do evento, a JNation ganha particular importância num momento em que as comunidades de Java e JavaScript crescem em Portugal: “com uma comunidade cada vez maior e que está a dar resposta aos desafios das maiores tecnológicas do mundo, é cada vez mais urgente criar espaços onde os profissionais em Portugal possam contactar com programadores que desenvolvem as tecnologias que utilizamos todos os dias, é isso que queremos fazer na JNation”.

A JNation está a ser organizada por duas comunidades de programadores: a JUG Coimbra, comunidade de programadores de java, e a undefined.js, comunidade de programadores de JavaScript, e ainda pela alphaCoimbra, uma associação que tem como missão sedimentar o ecossistema empreendedor e tecnológico na cidade.

A patrocinar a conferência estão marcas como a Idealista, a Blip, a Bosch, a Critical Software, a Everis, a Farfetch, a Feedzai, a La Redoute, a Mercedes-Benz.io, a Mindera, a Present Technologies, a Red Hat, a RedLight Software a Sky Technology Centre, a Talkdesk, a Tomitribe, a Wit Software, a Xing, Xpandit, Deloitte, Celfocus, Symantec e Cloud Bees.

‘Papel do doente informado’ em destaque no 13º encontro Inspired Evolution

Os desafios dos novos medicamentos para o cancro do pulmão, o diagnóstico, as novidades no rastreio, o perfil genómico, os tratamentos do presente e futuro… São vários e diferentes os temas em destaque na 13ª edição do Inspired Evolution, um encontro organizado pela farmacêutica Roche que vai juntar especialistas nacionais e internacionais, já no próximo dia 9 de fevereiro, no Centro Cultural de Belém, em Lisboa. Uma conferência que, este ano, debate o papel do doente informado, cada vez mais uma realidade nacional. Porque, como confirma Encarnação Teixeira, pneumologista do Centro Hospitalar Lisboa Norte – Hospital Pulido Valente, “os doentes têm mais informação e gostam de participar nas decisões de tratamento, algo que não acontecia há alguns anos”.

É com a experiência conferida por mais de 20 anos de trabalho na área do tratamento do cancro do pulmão que a especialista reforça que as mudanças são muito grandes a este nível, tendo-se passado de um cenário de doentes que aceitavam sem questionar para outro diferente. “A partilha de conhecimento e decisões entre o clínico e o doente está muito melhor. Ainda que a decisão de tratamento continue a ser baseada na evidência, o doente hoje questiona, quer saber quais as opções terapêuticas, quer saber pormenores sobre a doença. E ainda bem”.

Os desafios no tratamento do cancro do pulmão vão também ser alvo de debate. Desafios que Encarnação Teixeira conhece bem. “Aquilo que o médico deseja é o medicamento certo para o doente certo, no momento certo. E cada vez mais temos terapias personalizadas, ou seja, temos esse medicamento certo. O que nem sempre acontece é termos acesso atempado às terapias inovadoras”. E este é, reforça, um dos maiores desafios para os médicos. “Apesar de ser cada vez mais a inovação, nem sempre o acesso a esta acontece no tempo desejado. É preciso maior rapidez nas aprovações”, alerta.

Para o futuro, a especialista espera o reforço da investigação nesta área, até “porque quanto mais longe for a investigação, maior será a probabilidade desta se aplicar à prática.” Não tem dúvidas que a evolução vai continuar, no caminho de uma medicina cada vez mais personalizada. “Aumenta o número de biomarcadores que nos orientam na terapêutica e acredito que o futuro vai passar, muito provavelmente, pela combinação de terapêuticas, sendo o objetivo prolongar a vida dos doentes, mas sem agravar a sua qualidade de vida, que é o que os doentes desejam.”

Um futuro cada vez mais próximo graças a encontros como o Inspired Evolution e a sua “variedade de temas enriquecedores” que, segundo Encarnação Teixeira, “permite que os especialistas se juntem para uma troca de experiências fundamental. E só assim é que conseguimos avançar”.

Plataforma “Portugal Agora” debate a economia circular

A plataforma Portugal Agora, em parceria com a Amb3E, organiza a Conferência “Economia Circular para acelerar Portugal”. A iniciativa, que tem lugar no dia 22 de novembro no Hotel Vila Galé Ópera em Lisboa, tem como objetivo a apresentação de modelos inovadores de incentivo ao consumo sustentável, a reutilização de recursos e processos produtivos circulares e com maior simbiose com o ambiente.

A economia circular assenta num processo integrado de reutilização, restauração e  renovação e é vista como um elemento chave para promover a dissociação entre crescimento económico e aumento do consumo de recursos. Promove um modelo de desenvolvimento dinâmico que exige compatibilidade técnica e económica (capacidade e atividade produtiva) mas que também requer enquadramento social e institucional (incentivos e valores).

 A apresentação de estratégias e propostas para uma ação ampla – que vai desde do redesenho de processos e produtos até à otimização da utilização de recursos maximizando a sua reutilização, aumentando a eficiência e desenvolvendo novos modelos de negócios, está a cargo do Diretor Geral da Amb3E, Pedro Nazareth. Participam no painel de debate o Investigador e Especialista em Economia Verde, Fernando Teigão dos Santos, o Fundador e Presidente da ReFood, Hunter Halder, a Assessora do Ministro do Ambiente e da Transição Energética para a Economia Circular, Inês Costa, e a Diretora de Comunicação do Lidl, Vanessa Romeu.

A participação na conferência, à semelhança de todos os eventos da plataforma Portugal Agora, é de entrada livre mediante inscrição prévia através do endereço info@portugalagora.com.

Robô ajuda crianças que não andam

Este robô (exosqueleto) está a ser desenvolvido no âmbito do projeto espanhol ATLAS 2020 e foi apresentado numa das sessões da 20.ª edição da conferência internacional de robótica CLAWAR – International Conference on Climbing and Walking Robots and Support Technologies for Mobile Machines -, que se realizou no Instituto Superior de Engenharia do Porto (ISEP).

O exosqueleto, pioneiro na área pediátrica para doenças neuromusculares, permite a locomoção e o treino de marcha a crianças com lesões na medula espinhal e atrofia muscular espinhal do tipo 2, a segunda doença neuromuscular mais comum na infância, disse à Lusa a investigadora Elena García, da empresa espanhola Marsi Bionics, responsável pelo projeto.

De acordo com a especialista, este robô, leve (pesa cerca de 12 quilogramas) e ajustável em tamanho para crianças dos três aos 14 anos, permite-lhes melhorar o nível motor, reduzir ou atrasar complicações, aumentar a independência funcional, a expectativa e a qualidade de vida e diminuir a incapacidade.

A atrofia muscular espinhal do tipo 2, contou a investigadora, é uma doença degenerativa puramente motora, que causa desperdício e fraqueza muscular progressiva e que se manifesta quando os bebés têm seis meses, podendo estes permanecer sentados “mas nunca andar”.

“Diferentes complicações surgem durante o curso da doença, incluindo deformidades articulares, escoliose, distúrbios respiratórios, deslocação do quadril, osteoporose e fraturas, consideradas pelos clínicos como efeitos colaterais da perda da habilidade para caminhar”, explicou.

A expectativa de vida dessas crianças, continuou Elena García, é relativamente curta, devido principalmente à deterioração da função respiratória, acelerada pela ocorrência de escoliose.

Segundo a investigadora, os clínicos acreditam que a caminhada desempenhe um papel importante no atraso das complicações, hipótese reforçada por estudos recentes que revelam que o exercício regular pode aumentar em 50% a expectativa de vida dessas crianças.

No entanto, até à data, não existia nenhum dispositivo médico no mercado que lhes pudesse proporcionar locomoção e, assim, adiar as complicações consequentes da doença, necessidade que pode agora ser colmatada com recurso a este exosqueleto, referiu.

Os ensaios clínicos com o robô já foram realizados em Espanha, no Hospital Infantil de Sant Joan de Déu, de Barcelona, e no Hospital Universitário Ramon y Cajal, de Madrid, com “resultados bem-sucedidos”, acrescentou.

O exosqueleto foi industrializado pela empresa Marsi Bionics e será comercializado até 2018, estando neste momento disponível para alugar a instituições de pesquisa e hospitais.

O ATLAS 2020, que teve início em 2015, foi fundado da Comissão Europeia, pelo Ministério Espanhol da Economia e Competitividade e pela empresa Marsi Bionics, que desenvolve tecnologias para crianças com doenças neuromusculares e degenerativas.

É um projeto multidisciplinar que inclui cerca de 20 cientistas e conta ainda com a colaboração do Centre for Automation and Robotics (CSIC-UPM), do Centro Ortopédico de Valência e do Centro de Intervencion Global y Aprendizajes Tempranos (CIGAT), de Madrid.

A conferência CLAWAR, onde o projeto será apresentado, foca-se na área dos robôs trepadores, robôs com locomoção por pernas e robôs de inspiração biológica, projetados e construídos de forma a imitarem (em diferentes graus) seres vivos, bem como tecnologias de suporte à robótica móvel, indicou o professor do ISEP Manuel Silva, responsável pela organização do evento.

Na área dos robôs trepadores, bípedes e quadrúpedes, vai ser apresentado, por exemplo, o robô trepador Vortex, que sobe paredes para realizar tarefas de inspeção com recurso à sucção.

A conferência CLAWAR, que nesta edição espera mais de cem participantes, tem sido organizada em diferentes países ao longo das suas edições, como Espanha, França, Itália, Bélgica, Alemanha, Polónia, Reino Unido, Estados Unidos, Japão, Turquia, Singapura, Austrália e China, concluiu o organizador.

Estudo avalia impacto do investimento em saúde em 2015 e apresenta, pela primeira vez, um Indicador de Saúde Sustentável

•         Indicador de Saúde Sustentável visa ser uma ferramenta capaz de fazer uma análise aprofundada dos diferentes tipos de investimento em saúde, identificando as áreas onde os recursos são mais prioritários.
•         A prestação de cuidados de saúde por via do SNS permitiu evitar a ausência laboral em mais de 2 dias, o que representa uma poupança de 744 milhões de Euros (em salários).
•         Em 2015 os portugueses recorreram menos a cuidados de saúde por causa do pagamento das taxas moderadoras

Na 5ª Conferência TSF/AbbVie, que decorreu hoje no Centro Cultural de Belém, o destaque foi para a apresentação e discussão dos resultados referentes a 2015 do estudo desenvolvido pela NOVA Information Management School (NOVA IMS), no âmbito do projeto europeu Saúde Sustentável. O estudo demonstra que o investimento em saúde tem impacto no absentismo, produtividade, qualidade de vida e que dá origem a um retorno quer económico, quer social. Foi também apresentado, pela primeira vez, o cálculo de um indicador de sustentabilidade do sistema de saúde, que integra aspetos ligados à qualidade, produção e financiamento e onde se demonstra que o investimento em saúde tem impacto socioeconómico.

No inquérito, feito a uma amostra da população portuguesa – 554 indivíduos com mais de 18 anos e residentes em Portugal – uma das principais novidades foi a inclusão de um novo dado relacionado com a avaliação do contributo do SNS para a redução do absentismo. Por via dos cuidados de saúde que disponibiliza, o SNS contribuiu para diminuir em mais de 2 dias o número de faltas ao trabalho, o que representa uma poupança de 744 milhões de euros (em salários). O número médio de dias de falta ao trabalho apurado são mais de 5 dias (2,3% do tempo trabalhado), o que representa um prejuízo de 2 mil milhões de euros (em salários). Caso não tivessem sido prestados cuidados de saúde o número médio de dias de falta ao trabalho ascenderia aos 7,6 dias, o que representaria um prejuízo de 2,7 mil milhões de euros.

Uma outra conclusão do estudo agora apresentado vem demonstrar que uma das principais razões para ausência dos inquiridos das unidades de saúde durante o ano de 2015 foram as taxas moderadoras. Caso não existisse o pagamento de taxas moderadoras teria havido mais 2,8 milhões de consultas com médico de clínica geral ou médico de família num centro de saúde, mais 1,2 milhões de consultas externas ou de especialidade num hospital público, mais 1 milhão de exames de diagnóstico e mais 1,1 milhão de episódios de urgência.

“O estudo apresentado em 2016 revelou conclusões muito interessantes sobre a perceção dos portugueses relativamente ao SNS e sobre os pontos onde é possível melhorar. Contudo, penso que o dado mais relevante a destacar é que, pela primeira vez, conseguimos alcançar a criação de um indicador de sustentabilidade do SNS, que converge os vetores da qualidade, preço e atividade”, afirma Pedro Simões Coelho, diretor da Nova IMS e principal coordenador do Projeto Sustentabilidade na Saúde 3.0. O professor catedrático sublinha ainda que “este projeto terá continuidade e esperamos que em 2017, para além de dados mais robustos relativamente à evolução do indicador de sustentabilidade, possamos também avaliar a qualidade técnica do SNS”.

Este estudo agora apresentado, que culmina na criação de um indicador que mede a sustentabilidade do SNS, vem no seguimento de um estudo mais abrangente que tem vindo a ser realizado ao longo dos últimos três anos e que teve como ponto de partida a obtenção de um indicador de retorno de investimento em saúde em Portugal (em 2014), que concluía que a despesa em saúde deve ser encarada como um investimento e não como um custo e que existe uma relação direta entre as áreas da Saúde e da Economia, uma vez que a redução do absentismo é um dos efeitos do investimento em saúde. Em 2015 o estudo incidiu na avaliação das perceções dos utilizadores do Sistema Nacional de Saúde (SNS) face à qualidade, preço e eficácia do mesmo. Nesse sentido foi feito um inquérito a uma amostra da população portuguesa que permitia alimentar um novo modelo e produzir os primeiros índices de qualidade e eficácia do sistema. Possibilitou ainda quantificar novas dimensões ao nível dos resultados em saúde e a sua ligação à economia, tornando-se possível compreender melhor os impactos não económicos do investimento em saúde. Entre os principais resultados comprovou-se que a qualidade percecionada pela população e os preços pagos no acesso ao SNS influenciam a confiança e a satisfação dos utilizadores, o que vai influenciar diretamente a eficácia do SNS e, consequentemente, contribuir para um melhor ou pior estado de saúde e qualidade de vida dos cidadãos.

Estiveram presentes na 5.ª Conferência TSF/AbbVie o Ministro da Saúde, Adalberto Campos Fernandes, José Vieira da Silva, Ministro do Trabalho e Solidariedade Social, António Correia de Campos, antigo Ministro da Saúde, Pedro Mota Soares, deputado do CDS-PP, Pedro Simões Coelho, professor e investigador da Nova IMS, Isabel Vaz, CEO na Luz Saúde, Augusto Faustino, reumatologista e João Almeida Lopes, presidente da APIFARMA.

Debate pela sustentabilidade na saúde 3.0

Esta conferência pretende uma ligação direta entre o investimento em saúde e o impacto social do mesmo, discussão subjacente nos dois painéis previstos no programa. Neste âmbito, no painel “Sustentabilidade na Saúde 3.0: Impacto Social” será apresentado um estudo, realizado pela Nova IMS, que calcula o índice de sustentabilidade do sistema de saúde e que demonstra que o investimento em saúde tem impacto no absentismo, produtividade, qualidade de vida e que dá origem a um retorno quer económico, quer social. O painel seguinte, denominado “Investir em saúde – orientação para os resultados”, assumir-se-á como um momento de reflexão e discussão, sob a perspetiva dos profissionais de saúde, administradores hospitalares e indústria farmacêutica, relativamente à aplicação dos resultados deste estudo como promotores da sustentabilidade na saúde.

“Nem todos os tipos de investimento produzem o mesmo retorno e é por isso importante fazer uma análise mais individualizada dos diferentes tipos de investimento em saúde”, refere Pedro Simões Coelho, diretor da Nova IMS e principal coordenador do Projeto Sustentabilidade na Saúde 3.0. E sublinha: “As conclusões que iremos apresentar em 2016 são particularmente importantes como ferramenta de apoio à decisão num sector onde os recursos disponíveis são cada vez mais escassos e onde as ferramentas de gestão de informação têm que acompanhar as necessidades cada vez mais exigentes de contribuir para a sustentabilidade dos sistemas de saúde”.

Além das presenças confirmadas do ministro da saúde, Adalberto Campos Fernandes, que irá fazer uma intervenção sobre a sustentabilidade na saúde no início dos trabalhos, muitos serão os nomes de destaque da política e da saúde que estarão presentes. Pedro Simões Coelho, professor e investigador da Nova IMS, António Correia de Campos, antigo Ministro da Saúde, Pedro Mota Soares, Deputado do CDS-PP, Augusto Faustino, Reumatologista, Isabel Vaz, CEO na Luz Saúde e João Almeida Lopes, Presidente da APIFARMA, serão os oradores dos dois painéis moderados por Sofia Morais e Vitor Rodrigues Oliveira, jornalistas da TSF. A intervenção final, em jeito de encerramento, caberá a José Vieira da Silva, Ministro do Trabalho e da Solidariedade Social.

Sobre a AbbVie
A AbbVie é uma empresa biofarmacêutica global, orientada para a investigação, formada em 2013 na sequência da separação dos Abbott Laboratórios. A missão da empresa é fazer uso da sua experiência, da dedicação dos seus colaboradores e da sua abordagem única à inovação para desenvolver e comercializar terapêuticas avançadas que respondam a algumas das doenças mais complexas e graves a nível mundial. Em conjunto com a sua subsidiária Pharmacyclics, a AbbVie emprega cerca de 28 mil pessoas em todo o mundo, comercializando medicamentos em mais de 170 países. Para mais informações acerca da empresa e dos seus colaboradores, portefólio e compromissos, consulte www.abbvie.com. Siga a empresa em @abbvie no Twitter ou consulte as oportunidades de carreira na nossa página do Facebook ou LinkedIn.

ISCTE lança conferência sobre gestão nos países lusófonos

ISCTE-IUL

“Anualmente juntamo-nos num país diferente para discutir quais as melhores práticas de cooperação entre países”, afirma a coordenadora do gabinete de Career Services e Alumni do ISCTE, Marina Ventura, citada no comunicado que sublinha que o ISCTE-IUL tem mais de 7 mil antigos alunos das várias nacionalidades lusófonas.

“A conferência inaugural da Cátedra de hoje tem exatamente o espírito de promoção do ‘network’ entre Portugal e os países da Lusofonia”, explica Marina Ventura, que aponta que o responsável da brasileira Fundação Getúlio Vargas, Roberto Pimenta, “vem falar sobre as práticas de administração pública no Brasil, um mercado que interessa às empresas de todos os países de língua portuguesa”, ao passo que Eurico Brilhante Dias falará sobre transportes e logística e José Paulo Esperança, diretor da ISCTE Business School, falará sobre parcerias, governo, sociedade e mercado.

A intervenção de José Paulo Esperança incidirá sobre vários pontos em que a cultura de gestão nos países da Lusofonia tem, claramente, margem para evoluir.

“Desde logo o acesso ao mercado de capitais: é necessário pensar como reduzir os níveis de endividamento das empresas através de uma gestão mais eficiente e do acesso a novas fontes de financiamento, alternativas à dívida”, lê-se no comunicado.

A próxima conferência realiza-se no Rio de Janeiro, sendo expectável que as seguintes se realizem noutros países lusófonos.

EMPRESAS