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Congresso da Sociedade Portuguesa das Doenças do Movimento traz experiências internacionais a Aveiro

“Vários diagnósticos nesta área são clínicos, daí a importância deste tema”, explica Alexandre Mendes, neurologista e presidente da SPDMov e do congresso da sociedade, acrescentando que “a clínica continua a ser muito importante também para delinearmos a investigação com exames auxiliares de diagnóstico”.

A reunião acontece a 15 e 16 de março, no Hotel Curia Palace, em Aveiro, e conta com a partilha de experiências de neurologistas portugueses que estão atualmente a trabalhar em centros no estrangeiro.

O congresso tem também uma forte vertente formativa, destinada a internos de neurologia, e integra três simpósios focados nos mais recentes desenvolvimentos farmacêuticos e no tratamento das doenças do movimento com estimulação cerebral profunda, uma opção de tratamento que, quando aplicável, pode devolver ao doente muita qualidade de vida uma vez que reduz significativamente os sintomas motores da doença.

Doença de Parkinson, distonia, tremor, ataxia e doenças do movimento na criança são alguns dos temas que estarão em destaque no congresso, onde serão também atribuídos prémios aos melhores trabalhos submetidos.

Sobre a SPDMov

A SPDMOV é uma associação científica sem fins lucrativos criada em 2009, que tem como objetivo promover o avanço científico na área das Doenças do Movimento e contribuir para a melhoria da assistência clínica aos indivíduos que delas padecem.

A sociedade reúne profissionais das diversas áreas da saúde, incluindo Médicos (Neurologistas, Neurocirurgiões, Psiquiatras, entre outros), Enfermeiros, Psicólogos, Fisioterapeutas e investigadores das ciências básicas com especial interesse nesta área.

A SPDMov é membro afiliado da International Parkinson and Movement Disorder Society desde 2016.

CONGRESSO DOS ROC AUDITORIA NA SUPERVISÃO

O Presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa, o Ministro das Finanças, Mário Centeno, o Ministro da Economia, Manuel Caldeira Cabral, Carlos Tavares, Presidente da Comissão do Mercado de Valores Mobiliários, marcaram presença enquanto intervenientes do Congresso que se realizou em Lisboa nos dias 15 e 16 de setembro.

Mário Centeno garantiu que “o Governo está atento para que se possa ponderar avaliar o quadro legal resultante da recente regulamentação europeia e está empenhado em aperfeiçoar e corrigir os aspetos pontuais que se mostrem necessários”.

Carlos Tavares considerou que “mais importante do que estar agora a discutir os aperfeiçoamentos da lei, que são possíveis e desejáveis, é que a CMVM e a Ordem dos ROC trabalhem juntas no sentido de aplicar bem a lei, de forma sensata e construtiva. Têm de estar do mesmo lado, promover a qualidade da auditoria”, disse, referindo que “a tarefa de auditoria é imensa e que a CMVM não a pode fazer sozinha”, sublinhando ainda a competência que agora a CMVM passou a ter nos órgãos de fiscalização das sociedades e considerando a colaboração da Ordem dos ROC (Revisores Oficiais de Contas) como “essencial”.

José Azevedo Rodrigues, Bastonário da Ordem dos Revisores Oficiais de Contas (OROC), explicou que “o processo de supervisão deve ser capaz de demonstrar que é portador para os agentes de um dos elementos fundamentais para a sociedade moderna, a confiança” e que este congresso “propõe-se a refletir sobre a atualidade da Auditoria e Supervisão, num momento de supervisão global face a uma lógica ativa de controlo democrático da sociedade sobre as instituições públicas e privadas. Sendo a Auditoria uma das áreas da supervisão, torna-se necessário refletir sobre os vários elementos que a influenciam, retirando lições e ensinamentos de como se torna possível realizar um controlo cruzado de diferentes instituições na economia nacional. Como organização aberta às melhores práticas e que sempre se tem pautado pelo rigor, confiança e evolução na atuação dos Auditores, esta iniciativa surge como fundamental para potenciar este debate entre os profissionais do setor, os seus responsáveis, dirigentes, gestores e o contexto no qual a Auditoria tem o seu lugar.” O bastonário lembrou ainda que a cooperação existente entre a ordem dos revisores oficiais de contas e a CMVM é fruto da boa vontade de ambas as instituições mas que o mesmo deveria estar previsto na lei.

Ao longo dos painéis participaram personalidades como Miguel Cruz, Presidente do IAPMEI, Teixeira dos Santos, antigo Ministro das Finanças e António Mota, Presidente da Mota-Engil e Carlos Costa, Governador do Banco de Portugal.

O Presidente da República encerrou a sessão num discurso em que deu a conhecer que percebe como a profissão de revisor é “inglória” e que  “resistir a tamanhos desafios é obra. Mas esse é o vosso dever e o essencial da vossa função social. Pode ser que alguém não vo-la reconheça. Não é o caso do Presidente da República, que vos testemunha o respeito e a devida consideração como protagonistas muito relevantes na nossa sociedade e na nossa economia”.

 

A PALAVRA A…

 

MARCELO REBELO DE SOUSAORÇAMENTO DE ESTADO 2017

“A análise sobre o orçamento do estado para 2017 ganhará em ser compreensível para os portugueses… Com clareza e sem paixão… O orçamento para 2017 é uma oportunidade única para encontrarmos um rigor financeiro resultante dos compromissos europeus, de justiça social e de estímulo ao investimento. 2016 ou 2017 não são 2011 por mais tentador que seja. É bom que se tenha noção de que o mundo mudou e a Europa também”

Marcelo Rebelo de Sousa

IMG_8447O CONGRESSO

“Quisemos trazer pessoas relevantes porque os últimos acontecimentos revelam que se não houver coesão entre todas as partes as coisas não funcionam. O exercício da profissão está muito exigente. Não só praticamos auditoria como também somos controlados, no entanto, isso acarreta uma maior credibilidade e é útil para a sociedade nesse sentido para que o nosso trabalho seja reconhecido como de confiança”.

José Azevedo Rodrigues

 

 

MANUEL CALDEIRA CABRALOS REVISORES OFICIAIS DE CONTAS

“A tarefa dos revisores oficiais de contas é uma tarefa central para garantir transparência, credibilidade para garantir às empresas que cumprem as suas obrigações fiscais. Mas é muito mais do que isso. Os revisores oficiais de contas são muitas vezes também os conselheiros, os companheiros de negócios. São quem está no dia-a-dia das empresas e quem conhece as dificuldades”.

Manuel Caldeira Cabral

 

ANTÓNIO MOTAINVESTIMENTO ESTRANGEIRO

“Não fui para o México para fugir aos impostos, só pago impostos em Portugal, só fui para o México porque preciso de uma banca forte, o que não existe em Portugal. Era preciso uma Caixa Geral de Depósitos forte e era conveniente pelo menos mais um banco que tivesse maioritariamente capitais portugueses ou pelo menos com estruturas acionistas diferente das que existem”.

 

António Mota

 

TEIXEIRA DOS SANTOSCRESCIMENTO

“Muitas das dificuldades que estamos a sentir no relançamento do crescimento e em particular do comportamento a que estamos a assistir no investimento, tem muito a ver com uma dose de incerteza quanto à condução do país nos próximos tempos. É fundamental ser-se capaz de sinalizar o quadro de estabilidade política para que as pessoas saibam com o que contar. O país precisa de investir quer do tecido empresarial português como estrangeiro. Procurar investimentos que promovam a tecnologia e fomentem a inovação mas também precisamos de investimento nas pessoas”.

Teixeira dos Santos

 

 

MIGUEL CRUZPME’S PORTUGUESAS

“Os sistemas de incentivos são um instrumento muito importante para as empresas e que não é de banda larga. É um instrumento muito orientado para determinado tipo de empresas e para um conjunto restrito de empresas para os quais os requisitos de informação contabilística e financeira são indispensáveis. Não é compreensível que a informação disponibilizada não seja utilizada de outra forma que não para ajudar na avaliação de risco. Já foram aprovados três mil projetos aprovados dos quais com pagamentos na ordem de 225 milhões de euros. A taxa média de aprovação dos projetos ronda os 50% e o critério essencial é estratégia, estratégia e informação que seja consistente na ligação da estratégia e da gestão financeira do projeto”.

Miguel Cruz

SPMI e Câmara Municipal de Viana do Castelo transformam a cidade em “porto da Medicina”

Este congresso, organizado pelo Serviço de Medicina 1 do Hospital de Santa Luzia de Viana do Castelo, conta com o apoio da Sociedade Portuguesa de Medicina Interna e da Câmara Municipal de Viana do Castelo e apresenta a cidade como “porta do Atlântico, porto da Medicina”.
Diana Guerra, internista e presidente deste congresso explica que a escolha do tema pretende “transparecer o carinho que nós, vianenses, temos por esta terra e por aqueles que nos visitam. Evocamos a importância, para todos nós, da realização de um evento científico tão marcante para a Medicina em geral e a Medicina Interna em particular, na região do Alto Minho. Assumimos o desejo de, nesta data, o Congresso Nacional de Medicina Interna ser um porto de convergência do saber médico e de aproximação dos Internistas e um porto de partida para novos horizontes e projetos na procura do melhor tratamento para os nossos doentes”.
O congresso irá realizar-se em dois polos principais: o Castelo de Santiago da Barra e o Instituto Politécnico de Viana do Castelo (IPVC). O programa científico incluirá mesas-redondas, conferências, debates, uptodates e workshops, além de mesas de comunicações orais, sessões de apresentação de pósteres e de imagens em Medicina, numa combinação de temas clássicos, inovadores e controversos que tenham impacto na atualização dos congressistas.
Como os últimos anos têm demonstrado este é o maior congresso médico português, com uma vasta participação de especialistas e internos de Medicina Interna, bem como outras especialidades médicas, nomeadamente a Medicina Geral e Familiar, ultrapassando os 1500 inscritos em cada edição.

“Da investigação à Intervenção”

Cristina Vieira

O que é? A Psicomotricidade é a ciência que tem como objeto de estudo o ser humano através do seu corpo em movimento na sua relação com o espaço, com o outro e consigo próprio, tanto na dimensão motora, como cognitiva e emocional.
Nos últimos anos tem vindo a ser motor de um significativo desenvolvimento científico-profissional, o que promoveu a sua compreensão e aceitabilidade na comunidade científica a nível nacional e internacional.
“O desenvolvimento emergente da Psicomotricidade tem vindo a colocar novos desafios, relacionados com o desenvolvimento de modelos de formação, linhas de pesquisa e formas de enquadramento profissional, aptos a responder às novas necessidades sociais”, revela a nossa entrevistada.
A APP surgiu neste contexto de desenvolvimento em 2001 como uma associação profissional, sem fins lucrativos, com o objetivo de “promover o conhecimento do perfil profissional do Psicomotricista, impulsionar o estudo e a divulgação de conhecimentos científicos, investigar, formar ou colaborar na formação no âmbito da Psicomotricidade, assim como estabelecer os contactos nacionais e ou internacionais, considerados necessários” – a associação é um dos membros do Fórum Europeu de Psicomotricidade (FEP), entidade que representa esta área profissional a nível Europeu e da Organização Internacional de Psicomotricidade e Relaxação (OIPR), que integra países europeus, americanos e do Médio Oriente.

APP – Qual o desiderato?

A sua missão passa pela promoção das práticas formativas e profissionais da área da psicomotricidade, a nível nacional, tendo em conta as especificidades das regiões Norte, Centro, Sul, Madeira e Açores.
A entidade, além de ser dinâmica na divulgação e representação da Psicomotricidade como domínio científico, realiza também várias formações complementares  com condições especiais para os seus associados, tais como a Psicomotricidade no Meio Aquático, a Psicomotricidade em Idade pré-escolar, a Psicomotricidade na Saúde Mental ou na Gerontomotricidade, estando em preparação uma formação na área da terapia assistida por animais.
Têm ainda a revista “A Psicomotricidade” de caráter anual, em versão online, com o principal objetivo de promover um distinto nível de padrões no âmbito da investigação científica e académica.
“Na revista temos artigos inovadores de caráter conceptual, investigação qualitativa e quantitativa, revisões extensivas e compreensivas de investigações, análise política, estudos de caso, bem como pesquisas sobre criação ou validação de instrumentos de avaliação psicomotora ao contexto nacional e artigos descritivos de boas práticas de intervenção psicomotora”. “Neste momento, estamos a trabalhar para que esta seja indexada e bilingue (inglês – português) para potenciar a divulgação do nosso conhecimento no estrangeiro, no próprio Fórum Europeu de Psicomotricidade e na Organização Internacional de Psicomotricidade e Relaxação”, conta Cristina Vieira, presidente da associação.

Pela constituição de uma Ordem de Psicomotricistas

De acordo, com o Regulamento atualmente em vigor, em Portugal, o Psicomotricista é o profissional com uma formação mínima de 1º ciclo (licenciatura), em Psicomotricidade.
Sendo que a profissão de psicomotricista está regulamentada nas instituições particulares de solidariedade social, mas ainda não está regulamentada pelo ministério da educação e pelo ministério da saúde, a APP continua a desenvolver várias iniciativas com a finalidade de promover a regulamentação da profissão pelas entidades competentes do Estado Português.
Dessa forma, Cristina Vieira, revela que o caminho passa pela constituição de uma Ordem “já temos um código deontológico em vigor, temos um regulamento profissional em vigor, ou seja as principais estruturas que uma Ordem deve ter, iremos por isso avançar com a proposta na Assembleia da República de constituição de uma Ordem de Psicomotricistas, pois acreditamos que esse passo facilita e pode agilizar os processos da regulamentação da profissão”.

II Congresso Nacional

Nos dias 4, 5 e 6 de março realiza-se, em Vila Real, o II Congresso Nacional de Psicomotricidade, sob o tema “Desafios da Psicomotricidade numa sociedade em mudança. Da Investigação à Intervenção”
O congresso propõe-se ser um espaço de reunião e de partilha de conhecimentos entre a comunidade dos psicomotricistas, mas também para os profissionais, académicos e investigadores interessados nas questões relativas à Psicomotricidade “possibilitando o debate sobre o estado atual do conhecimento nesta área científica e profissional”.
No evento estarão presentes pessoas relevantes para a área científica, não só em Portugal, como no estrangeiro, tal como o professor Jean Michel Albaret da Universidade de Toulouse e o professor Franco Boscaini da Universidade de Verona – ambos colaboram cientificamente e regularmente com Portugal.
Este congresso promovido pela Associação Portuguesa de Psicomotricidade, conta com a parceria da Universidade de Trás – os – Montes e Alto Douro, a Faculdade de Motricidade Humana da Universidade de Lisboa e a Universidade de Évora.

Associação Portuguesa de Psicomotricidade
Av. Miguel Bombarda, 70, 1º andar, Lisboa e geral@appsicomotricidade.pt

Congresso Mundial de Turismo de Neve e Montanha realiza-se em março

Sob o tema “Mountainlikers: Desporto e Aventura, uma combinação promissora para destinos de montanha”, a conferência irá analisar propostas turísticas que atualmente são motor de atração de muitos destinos e de montanha, como o turismo desportivo e de aventura. Redescobrir a montanha, diversificar a oferta e melhorar a produtividade são objetivos que os destinos turísticos de altitude vão conseguindo atingir progressivamente graças ao turismo desportivo e de aventura, explica a OMT Organização Mundial de Turismo, em comunicado.
O evento será apresentado dia 16 de fevereiro, às 12H30, na sede da OMT em Madrid, e contará com a presença do secretário geral da OMT, Taleb Rifai.

Obama ignora Congresso e avança com medidas de controlo de armas

Barack Obama

É a segunda vez que Obama tenta impor novos controlos sobre as armas. A primeira foi em 2013, poucos meses depois do massacre em que morreram 20 crianças na escola primária de Sandy Hook. Mas as medidas que aprovou então foram essencialmente simbólicas. A Casa Branca exige agora a reforma mais extensiva nas leis de circulação de armas desde 1990.

A grande novidade é a redução do número de pessoas que podem vender e comprar armas sem que se consultem antecedentes criminais e psiquiátricos. A compra através de empresas e organizações acabará e haverá menos vendedores sem licença do Governo. O que esta última medida faz é modificar a lei que permite a muitos pequenos comerciantes não serem obrigados a exigir provas de antecedentes – uma lacuna legal que se aplica às feiras de armas e é há muito debatida no país.

As diretivas presidenciais ainda não foram assinadas. Quando Obama o fizer, aprovará algumas alterações às agências que controlam a circulação de armas. Para além de apelar a uma despesa extraordinária de 500 milhões de dólares em verbas do Estado para ajudar no tratamento a doenças psiquiátricas – a abordagem preferida dos republicanos.

O FBI vai poder contratar mais 230 funcionários para a equipa que investiga os antecedentes nos compradores de armas – o número de agentes aumenta 50% –; serão aprovadas leis mais severas para o registo de armas roubadas ou perdidas; e removidas algumas barreiras aos serviços de saúde, para que estes incluam distúrbios psiquiátricos aos antecedentes.

O grande obstáculo para Obama será fazer com que as suas ordens presidenciais resistam aos previsíveis desafios nos tribunais. Esta foi até agora a razão pela qual a Casa Branca não decidiu avançar antes com um decreto presidencial no tema do controlo de armas – junta-se a isto o facto de um próximo Presidente poder revogar as leis aprovadas desta maneira.

“Estas não são apenas recomendações que estão bem dentro do campo da autoridade do ramo executivo [do Governo], mas são também as que a esmagadora maioria da população americana apoia, incluindo os detentores de armas”, afirmou Obama, na noite de segunda-feira, depois de uma reunião com conselheiros e a procuradora-geral, Loretta Lynch.

Obama entrou para o último ano da sua presidência admitindo que a sua maior frustração nos dois mandatos é a de não ter conseguido que os legisladores aprovassem medidas mais severas de controlo de venda e porte de armas no país. “Se olharmos para o número de americanos que morreram por causa de terrorismo depois do 11 de Setembro, são menos de cem. Se olharmos para o número dos que morreram por violência de armas, estamos nas dezenas de milhares”, afirmou numa entrevista à BBC, em julho de 2015.

O Congresso esteve quase sempre sob o domínio dos republicanos desde que Obama foi eleito. Apesar dos vários apelos da Casa Branca para que se aprovassem leis mais restritivas sobre a circulação de armas – aconteceu sempre que morriam várias pessoas em tiroteios –, os legisladores nunca agiram.

A derrota mais visível de Obama deu-se poucos meses depois de Sandy Hook. Então, o Congresso recusou não só a proposta presidencial de se proibir a venda de armas semiautomáticas e carregadores com mais de dez munições, mas também um plano mais severo de análise a antecedentes criminais, como Obama agora exige. “O lobbie das armas pode ter sequestrado o Congresso, mas não pode fazer o mesmo com a América”, escreveu o Presidente na noite de segunda-feira, no Twitter.

Paul Ryan, o porta-voz do Partido Republicano na Câmara dos Representantes e o primeiro conservador a responder à iniciativa da Casa Branca, acusou Obama de estar a atacar a separação de poderes no país. “O Presidente está no mínimo a subverter o ramo legislativo e potencialmente a contrariar a sua vontade”, afirmou, em comunicado.

“A organização espera contribuir para a partilha e discussão de conhecimentos”

José Gouveia

O III Congresso Internacional do CINEICC realiza-se de 17 a 21 de novembro na Universidade de Coimbra. Quais são as expectativas para este evento que se subdivide entre Workshops e o próprio Congresso?
Este Congresso engloba o III Congresso Nacional da APTC e pretende que investigadores e profissionais troquem experiências e reflitam sobre a forma como a investigação e intervenção se influenciam e enriquecem mutuamente, e como os resultados das investigações influenciam as práticas de intervenção.
Para além dos dias de Congresso, haverá 2 dias de workshops com uma componente formativa e prática.
A organização espera contribuir para a partilha e discussão de conhecimentos junto de estudantes e profissionais na área da saúde mental e neurociências.

Qual a importância deste acontecimento no sentido de alavancar as áreas cognitivas e comportamentais e fomentar o seu desenvolvimento?
Desejamos promover a discussão sobre a relação existente entre as três áreas que dão o mote ao tema do Congresso – “Investigação, Avaliação e Intervenção: Que ligações?”. Pretende-se sublinhar a importância da articulação e interligação entre as três dimensões, fomentar o desenvolvimento de novas diretrizes de intervenção, refletir sobre processos básicos ao nível das neurociências e, assim, promover conhecimento empiricamente sustentado que conduza a uma prática rigorosa.

O Congresso contará com a presença de oradores nacionais e internacionais, que abordarão temas como psicologia, psicopatologia, neurociências, terapias de 3ª geração, entre outras. De que modo esta partilha de conhecimentos promove o progresso desta área da saúde? Que nomes portugueses e estrangeiros importa referir?
Eventos como este, alargados à comunidade profissional e não apenas circunscritos ao meio académico, permitem-nos apresentar e partilhar resultados que ajudam a guiar e orientar práticas de saúde mais rigorosas.
Neste Congresso, contamos com a participação de convidados internacionais, nomeadamente o Professor Paul Gilbert (Universidade de Derby), o Professor Cristiano Gomes (Universidade Federal de Minas Gerais) e o Professor Stirling Moorey (King’s College)

Quem poderá estar presente neste evento internacional? Apenas dedicarão este Congresso a profissionais da área ou estarão recetivos à presença do público em geral?
O Congresso será aberto a todos os interessados nos temas abordados: profissionais de psicologia e saúde mental, investigadores, estudantes e público em geral. Para efetuar a inscrição basta aceder a https://congressocineicc2015.wordpress.com/.

O CINEICC foi fundado em 2003 com o propósito de incentivar e promover a investigação nas áreas comportamentais e cognitivas. Qual tem sido o vosso papel nesta década dedicada ao estudo e investigação?
O CINEICC foi criado por um grupo de docentes/investigadores da Faculdade de Psicologia e Ciências da Educação da Universidade de Coimbra e posteriormente alargado, tendo atualmente 22 membros integrados, 38 colaboradores e acolhe 50 doutorandos financiados pela Fundação para a Ciência e Tecnologia (FCT). Foi reorganizado para o período 2015-2020 em 3 grupos de investigação: 1) Processos Cognitivos e Comportamentais e Mudança; 2) Relações, Desenvolvimento & Saúde; 3) Neurociência, Neuropsicologia e Avaliação Cognitiva.
Na última década o CINEICC tem tido como principais objetivos promover a saúde e a qualidade de vida e prevenir a doença; estudar processos psicológicos envolvidos no desenvolvimento e manutenção de psicopatologia; desenvolver instrumentos de avaliação (neuro) psicológica; e desenvolver e aplicar programas de intervenção.

Numa era em que os profissionais estão mais atentos à saúde mental, quer no âmbito clínico, quer no contexto investigativo, como descrevem a importância que o CINEICC tem junto da sociedade civil e médica?
Temos tido a preocupação de estabelecer protocolos com entidades com responsabilidade civil (Ministério da Justiça, Ministério da Saúde) e entidades de saúde, serviços hospitalares, entre outros, com os quais temos partilhado conhecimento especializado que advém das investigações realizadas. Sublinhamos alguns projetos desenvolvidos e que têm sido úteis quer na área da saúde pública (BEfree, KgFree, Promoção de saúde pública em mães adolescentes seropositivas, Ageing@Coimbra), quer ao nível da justiça e promoção do comportamento pró-social (GPS – Growing Pro-Social).

De que modo o facto de o CINEICC ser uma entidade da Universidade de Coimbra (UC) traz uma maior responsabilidade, mas também uma prova de confiança? Qual é o peso desta ligação? De que modo, no futuro, continuarão lado a lado no sentido de promover a investigação cognitivo-comportamental?
O CINEICC é uma unidade I&D da UC e, como tal, está alinhado na sua visão estratégica para a investigação, a qual visa contribuir para o progresso científico e tecnológico enquanto promotor do conhecimento e, consequentemente, da melhoria da vida das pessoas.
Para além disso, a UC tem apostado na promoção da excelência e numa maior ligação com a sociedade, fornecendo recursos essenciais para que estes objetivos sejam cumpridos.
Neste sentido, o CINEICC não só se identifica com a estratégia e objetivos da UC, como tem tentado corresponder a estas diretivas. Recentemente a nossa Unidade I&D foi avaliada com classificação de Excelente no âmbito da avaliação das Unidades de I&D, promovida pela FCT, o que parece ser um bom indicador desta ligação e da qualidade da investigação realizada no CINEICC.

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