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Os clubes de saúde são uma “moda” que veio para ficar?

Que conselhos dá às pessoas que querem iniciar um negócio próprio na indústria do fitness?

Neste negócio, tal como noutros, só serão bem-sucedidos aqueles que possuam bases sólidas e experiência na área. Assim, na minha opinião, os empresários que consideram abrir um negócio de fitness têm duas opções: fazê-lo por conta própria ou através de um modelo de franchising. Tomar esta decisão exige uma análise muito ponderada e cuidadosa e, para isso, é importante definir se pretendem ser independentes ou fazer parte de um franchising. Tudo se resume à personalidade, experiência e escolha pessoal. É necessário decidir se os sistemas e o suporte de um modelo de franchising justificam a liberdade empreendedora de ser proprietário de uma empresa independente. Como esta decisão nem sempre é a mais fácil, o que eu sugiro é que as pessoas adquiram alguma experiência do negócio e da forma como ele funciona. Para isto, o melhor é começarem por trabalhar em clubes bem estruturados e organizados, de forma a que possam aprender e perceber melhor todas as variáveis deste negócio. Depois, e caso continuem com dúvidas, há a opção de contratar alguém com conhecimento na área do fitness que lhes trará clareza, direção e o suporte necessários para que possam decidir o que melhor se adapta aos seus objetivos.

Para além de uma alimentação mais saudável, os portugueses estão cada vez mais adeptos da prática de atividade física regular. Os clubes de saúde são uma “moda” que veio para ficar?

Sim, sem dúvida! Apesar de ainda haver um longo caminho a percorrer, os clubes de saúde vieram para ficar. Cada vez mais, os clubes passarão a ser uma extensão da vida dos portugueses, pois, para além das questões de perda de peso e alimentação saudável, as pessoas já perceberam que o exercício físico regular as ajuda a melhorar o seu bem-estar geral e a sua saúde mental. Neste momento já temos clubes que olham para si enquanto um local de encontro, o que lhes permite construir pequenas comunidades com interesses comuns e, consequentemente, aumentar a lealdade das pessoas pelo clube, fomentando, assim, esta “moda” de boas práticas.

Qual é o futuro do mercado do fitness?

Com o aparecimento de grandes cadeias low cost os consumidores têm muitas e boas alternativas. Para além dos ginásios tradicionais, existem também boxes de cross fit, estúdios de fitness com especialidades, desde o yoga, ao pilates, boxe, etc. Para além disto, há várias empresas a apostar em programas de promoção de saúde no local de trabalho, recorrendo aos serviços de profissionais de fitness para a implementação destes programas. Depois temos, finalmente, alguns médicos e outros profissionais de saúde a recomendar a prática de exercício físico aos seus pacientes, reforçando a importância de serem mais ativos para melhorar a sua saúde e reduzir o risco de doenças.

Os praticantes de hoje procuram experiências de fitness cada vez mais personalizadas seguindo algumas tendências. Acredita que estas tendências podem beneficiar o negócio do fitness?

As tendências são uma das verdades por excelência da humanidade e uma das principais verdades do capitalismo. Tendências influenciam a forma como pensamos, o que queremos acreditar ou não, como agimos e como reagimos. Do ponto de vista comercial, as tendências dizem-nos para onde o mercado está a ir, o que os nossos concorrentes estão a fazer e o que os consumidores pretendem. Assim, caberá aos donos das empresas de fitness distinguir entre as tendências orientadas pela opinião, e as que são baseadas em dados, e, então, agir apropriadamente dentro do mercado.

Na minha opinião, ao nível das tendências, acredito que as tecnológicas irão transformar as experiências dos utilizadores, pois à medida que os consumidores obtêm maior controlo sobre os seus dados de saúde e condição física, sentir-se-ão mais fortalecidos. A exploração de várias tecnologias atualmente desenvolvidas para o fitness é uma das grandes oportunidades diferenciadoras para os clubes e para os proprietários que desejem obter alguma vantagem competitiva face à concorrência.

Qual é a maior ameaça para a indústria do fitness atualmente?

O sucesso de alguns operadores do mercado tem feito com que haja uma maior concorrência. Como em qualquer indústria, as pessoas “copiam” as boas práticas e tentam, desta forma, melhorar os seus serviços. Claro que copiar algo sem saber o que está por detrás de muitas ações trará, a médio prazo, problemas que poderão ser difíceis de resolver e até colocar a viabilidade das empresas em causa. É necessário que as empresas percebam que é fundamental definir o seu posicionamento no mercado, assim como as suas estratégias de comunicação e marketing, pois, como sabemos, as empresas que melhor comunicam são as que conseguem apresentar melhores resultados e, por conseguinte, ser bem-sucedidas. Por último, convém não esquecer a questão do mercado imobiliário que, da forma como se encontra, proporcionará dificuldades acrescidas na obtenção e aquisição dos lugares certos para a abertura de novas unidades e este sim será, para mim, o maior desafio que se avizinha para a indústria do fitness.

O seu trabalho é prestar serviços de consultoria e apoio estratégico na gestão. Que lacunas tem encontrado?

Como sabemos, para a construção de uma marca de sucesso é necessário uma equipa de gestão forte, um grupo de consultores de confiança e uma estra-tégia de marca clara e objetiva. Neste momento, em Portugal, há, ainda, muitos clubes/ginásios que não têm estas questões bem definidas e que precisam de ajuda para se adaptarem às novas realidades de mercado. Na minha atividade de consultoria presto um  apoio à gestão e aconselhamento profissional apoiando esses proprietários ou investidores a alcançarem o sucesso, auxiliando-os na tomada de decisões e na elaboração de um plano estratégico em termos de liderança e gestão das equipas a curto, médio e longo prazo, necessário para o crescimento dos seus negócios. A base da minha consultoria assenta na criação e implementação de Dasboards de Gestão (KPI’s), reports diários e acompanhamento das equipas, por forma a proporcionar melhores resultados, assim como uma maior eficácia e rentabilidade.

Novo Chairman da Mazars apela a mais transparência e responsabilidade

Hélias tinha sido nomeado CEO do grupo em 2016 e sucede agora a Philippe Castagnac, que ocupou com sucesso os cargos de Executive Chairman durante os últimos sete anos e de CEO do grupo de 2011 a 2016.

Hervé Hélias traz consigo mais de trinta anos de experiência no setor da auditoria e consultoria. Enquanto responsável por alguns dos principais clientes da Mazars, incluindo o BNP Paribas de 2000 a 2009, liderou a área de auditoria a Entidades de Interesse Público (PIE) e ocupou a posição de Managing Partner da Mazars em França, em simultâneo com o cargo de co-CEO do grupo desde 2012.

“Estamos muito satisfeitos por Hervé Hélias assumir o cargo de Chairman da Mazars neste emocionante período de crescimento para a firma”, afirma Philippe Castagnac. “Trabalhei de forma próxima com o Hervé durante os últimos anos para fazer da Mazars o player global original e independente que é atualmente. Atuando em conjunto com a restante equipa de liderança global da Mazars, tenho plena confiança que irá ser bem-sucedido na condução da firma ao seu próximo nível, sustentando-se na herança de independência, visão a longo-prazo e excelência da Mazars. Graças à nossa colaboração próxima ao longo dos anos, antevemos uma transição tranquila e organizada.”

Ao longo dos últimos 75 anos a Mazars experienciou um crescimento contínuo e ininterrupto, que atribui ao seu modelo único e integrado. A empresa, que iniciou a sua atividade como um pequeno gabinete de contabilidade em Rouen, no ano de 1945, e cujo projeto internacional se iniciou em 1995, tornou-se hoje num reconhecido e respeitado player internacional, contando com quase 23.000 colaboradores em 89 países e territórios, sem nunca perder os seus valores ou comprometer os seus princípios fundadores.

“Sob a liderança do seu fundador, Robert Mazars, a nossa firma cresceu para se tornar num especialista em auditoria e contabilidade em França.  A visão e liderança de Patrick de Cambourg transformou a Mazars num verdadeiro ator a nível continental, com escritórios na maioria dos países Europeus e, nos últimos 15 anos, expandimo-nos para além da Europa e desenvolvemos a nossa operação na Ásia, África, América do Norte e do Sul”, explica Philippe Castagnac.

Num contexto de mudança sem precedentes, a Mazars encontra-se a acelerar a sua transformação para ajudar os gestores a navegar com confiança uma confluência de reformas regulatórias, disrupção digital e volatilidade geopolítica – que colocam uma enorme pressão e complexidade no modo como as organizações conseguem conformidade, performance e sustentabilidade.

“Quando ingressei na Mazars, há trinta anos, a minha decisão foi motivada pelos valores da empresa, que se refletem no nosso modelo integrado que oferece uma perspetiva única aos nossos clientes, colaboradores e sócios. Atuando sobre a herança do Philippe Castagnac, a Mazars vai continuar a inovar diariamente para integrar capacidades analíticas e digitais, cultivando um modelo multidisciplinar e equilibrado, sustentado na integração e na inclusão. Vamos continuar a criar novas funções habilitadas pela tecnologia, mantendo ao mesmo tempo relações próximas e uma grande atenção para entregar qualidade de elevado nível aos nossos clientes”, aponta Hervé Hélias. 

Refletindo acerca dos atuais desafios, Hélias defende que “o setor sofre de uma desconfiança sem precedentes e é a nossa missão coletiva assegurar que a confiança no setor permanece intacta. Enquanto entidade global e reflexo da nossa visão ‘business for good’ a nossa contribuição consistirá em garantir que todos os nossos stakeholders de clientes e colegas a reguladores e ao público – beneficiam das nossas práticas modernas, perspetiva independente e cultura orientada por valores”. 

Esta mudança marca a terceira transição de liderança na Mazars desde a sua fundação e acontece num momento em que a expansão global da consultora se encontra em aceleração.

Tem uma empresa? A Logicalbrain ajuda-o a pensar no que pode melhorar

A aventura começou há quase há um ano e veio colmatar lacunas existentes em áreas como o RGPD: “havia poucas empresas a perceber e tratar esta área. Surgimos neste nicho de mercado e todas as relações de negócio prestadas até agora avaliam, analisam e corrigem processos de trabalho das empresas, com especial incidência na forma de trabalhar das pessoas”.

“Hoje, todas as áreas de atividade das empresas necessitam de processos bem definidos, seguros e totalmente adaptados às atuais necessidades informáticas. E, obviamente, colaboradores ou prestadores de serviço alinhados com esse objetivo.”

A LogicalBrain oferece, assim, serviços de consultoria informática, gestão de projetos e processos, proteção de dados, auditorias informáticas a sistemas de informação e arquitetura de sistemas, bem como produção de conteúdo e copywriting, em regime de outsourcing.

“Ter um firewall não livra as empresas de riscos informáticos”

“Esta é uma área interessante e desafiante porque o mercado precisa de quem realmente se interesse pela segurança informática. Raramente as empresas conhecem os riscos que correm”, esclarece o especialista, que explica que “a informação e a formação são fundamentais para combater estes riscos”.

Porém, apesar de se apontar o caminho a seguir, a alteração de hábitos e processos implementados é “de difícil concretização, com grande resistência à mudança”. Algo que, segundo Francisco, se contorna provando que a mudança é positiva. “Temos de transmitir conhecimento e provar às pessoas que elas vão trabalhar melhor, de forma mais fácil e com resultados surpreendentes”.

“Nem todos os riscos podem ser anulados mas podem e devem ser reduzidos. Depois de analisarem os resultados as empresas ficam recetivas. Passam a ouvir mais, a pedir conselhos. E a melhor forma de trabalhar é sempre em equipa, que deve ser ouvida e estar sempre envolvida. Depois, quem decide verá o fruto desta atitude.

“A palavra depende devia ser menos usada”

Por vezes reparo que é complicado responder à questão “o que é que faz na empresa?”. Normalmente respondem “Depende”, que fazem um pouco de tudo. Segmentar, compartimentar, criar procedimentos, são ações importantes para clarificar questões e responsabilizar intervenientes, reduzindo drasticamente os riscos existentes.

A passagem da informação entre os elementos das equipas de trabalho deve ser feita de forma cuidada e limpa, assim como a gestão deve ser objetiva e envolvente, resultando em produtividade pura. Documentar processos e procedimentos é quase como criar um livro de estilo que auxilia em situações de crise, simplifica ações e guia os colaboradores no sentido do que se espera que seja feito por cada um deles, de forma integrada.

“Fatiar o elefante”

O termo é aplicado a projetos, problemas, necessidades em geral, que normalmente possuem uma dimensão considerável e são de difícil execução. A estratégia que deve ser adotada é dividir (fatiar) essas necessidades em pequenas partes exequíveis, e esta é a maravilha da gestão de processos.

“Formação contínua”

“Uma parte considerável das empresas está sustentada em pessoas únicas, que utilizam no seu dia a dia metodologias pessoais, não formatadas. Essas empresas funcionam para elas e não elas para a empresa e essas pessoas sentem-se insubstituíveis. Nada mais errado. De forma a prevenir a falta que certas pessoas possam fazer, os empresários devem perceber a importância de formar continuamente os seus colaboradores”.

Porém, segundo o consultor, muitas empresas continuam a considerar a formação um custo e não um investimento. Aliados às necessidades das empresas, “os colaboradores devem aceitar e entender que quem mais vai ganhar com a sua formação são eles mesmos, são eles que vão ficar mais ricos em conhecimento”.

O que é urgente mudar?

“Formas e métodos de trabalho e nessa área a LogicalBrain colabora e ajuda a dinamizar. Os empresários têm de passar a ouvir mais e tentar que os seus colaboradores percebam que são realmente úteis e parte essencial do sucesso de um projeto. Pessoas motivadas e valorizadas trabalham melhor e sentem orgulho no seu trabalho.”

 

 

“Impulsionamos carreiras, potenciamos negócios!”

Com o propósito de encontrar o talento certo para as empresas, a WithCompass é um negócio de pessoas dirigido a pessoas, “pois encaramos a progressão profissional dos
nossos candidatos como um investimento conjunto no sucesso”.

O talento certo é, aqui, algo muito mais complexo e que para a WithCompass significa encontrar o equilíbrio e o sucesso para as duas partes intervenientes: o recrutador e o profissional.

“Sempre foi difícil reter talento, uma vez que estamos a falar de pessoas que dispõem de diversas competências técnicas, mas também de motivações, ambições e expectativas”, começa por referir Marta Santos.

Explica que, “tem-se observado uma crescente preocupação por parte das empresas em introduzir ações na tentativa de reter os seus colaboradores. Por vezes, medidas simples como a introdução de planos de desenvolvimento de carreira estruturados e a possibilidade de um maior envolvimento dos colaboradores perante o negócio e a missão da empresa, podem ajudar neste tema. É fundamental, que no âmbito de um Processo de Recrutamento e Seleção se alinhem competências técnicas, pessoais e motivacionais que permitam um adequado enquadramento do profissional na estrutura organizacional da empresa, integrando o seu ADN”, acrescenta Marta Santos.

Com a geração Millennials caracterizada pela necessidade constante de mudança e de desafios permanentes, a dificuldade, para as empresas, não é a atração dos Millennials, mas sim a sua retenção.

Os desafios direcionaram-se agora para os recrutadores? Marta Santos sabe que “o mercado evoluiu para um sistema exigente por parte de quem recruta e de quem é recrutado. As mudanças ocorrem de uma forma muito rápida e é necessário um ajustamento de ambas as partes. No que respeita à retenção daquela que é a geração entendida por “Millennials”, estes movem-se muitas das vezes pelo propósito da empresa, sentindo uma necessidade de identificação com a mesma, quase como que uma conexão. São profissionais que valorizam empresas evoluídas do ponto de vista tecnológico, que procuram uma maior eficiência e são detentoras de uma estratégia bem definida de desenvolvimento. Existe uma ambição por parte destes profissionais, em reunir estas características num projeto e alcançarem-no de forma rápida, muitas vezes a uma velocidade diferente daquela que as empresas conseguem acompanhar”. No entanto, sempre existiu este desafio. “Recrutar sempre foi um processo desafiante por ter que combinar dois lados diferentes que se pretendem juntar, para um objetivo comum. Hoje existem fatores que contribuem para essa dificuldade, e nós, Especialistas de Recrutamento, não podemos contrariar a realidade nem a tendência do mercado, mas podemos ajudar o cliente e o candidato na gestão de expectativas, facilitando o processo”, afirma a nossa entrevistada, explicando que hoje é mais fácil captar e chegar aos candidatos, mas que depois existe todo um trabalho posterior ao recrutamento de seleção e de ajuste ao que se pretende de ambos os lados.

A WithCompass trabalha, por isso mesmo, no sentido de permitir às empresas o acesso aos melhores profissionais do mercado e, por outro lado, oferecer aos candidatos oportunidades de carreira capazes de fazer a diferença, assegurando um acompanhamento personalizado e de assessoria.

SAIR DA ZONA DE CONFORTO

Mulheres e homens enfrentam dificuldades no que diz respeito a questões relacionadas com o empreendedorismo, quer seja no que diz respeito aos receios do que se vai encontrar quando se dá este passo, quer seja porque se vai sair da zona de conforto.

No entanto, para as mulheres, essas dificuldades acrescem. A desigualdade de género ainda está bem presente no nosso país e é transversal a vários aspetos.

Esta não é, felizmente, uma realidade para Marta Santos, embora afirme que está bastante atenta e sensibilizada para temas como a desigualdade de género, liderança feminina e mulheres empreendedoras.

“Ao longo do meu percurso tive a felicidade de ter excelentes oportunidades e de ir progredindo, não sentindo que o tema de desigualdade de géneros fosse um obstáculo. Hoje existem cada vez mais mulheres em cargos de direção e a ocuparem a posição de CEO de empresas de referência no mercado. Existe a necessidade de se continuar a abrir a mentalidade das oportunidades e também de incentivar os profissionais, independentemente do género, a apostarem no seu desenvolvimento profissional. Cabe a todos nós assumirmos o nosso papel de contributo para uma sociedade que funcione, aos olhos de cada um, de uma forma mais adequada”.

E como é que surge a WithCompass na vida de Marta Santos? A WithCompass surge de uma forma bastante natural, dando continuidade a um percurso consolidado enquanto Especialista de Recrutamento & Seleção e Gestora, oferecendo às empresas um serviço capaz de fazer a diferença. “Sempre trabalhei de uma forma bastante próxima do cliente e foi-se tornando evidente a necessidade de uma parceria que fosse para além da seleção dos futuros colaboradores, mas que surgisse acompanhada de um serviço de assessoria que acrescentasse valor ao negócio”, explica Marta Santos.

As empresas precisam de alguém que, percebendo a sua cultura e as suas necessidades, identifiquem o talento certo, com sentido prático, mas com um serviço de qualidade. “Sim…uma das premissas que esteve na base do nascimento da WithCompass”, conclui.

 

Será a sua empresa ciber segura?

A CA4BC está no mercado desde 2013, é especializada em serviços de consultoria na área de segurança de informação, proteção de dados e continuidade de negócio e conta com consultores com uma vasta experiência.  Estivemos à conversa com Cecília Soares, CEO e Paulo Gonçalves, Sócio, que explicaram o trabalho que têm desenvolvido junto de PME’s e alguns organismos ou empresas de grande dimensão.

Na sequência da segurança de informação vem todo um conjunto de temas relacionados com a cibersegurança e com a proteção de dados.

Cibersegurança prevê que as empresas se preparem para ataques desta natureza. A confidencialidade é uma das características dos dados (um determinado dado pode ou não ser confidencial). Os dados pessoais são, pela sua natureza, confidenciais.

“Uma empresa nunca pode garantir que os ataques não aconteçam. O que têm de fazer é estar preparadas para que se acontecer estejam protegidas o mais possível para defender os seus ativos (pessoas, instalações, dados)”, comenta Cecília Soares, que acrescenta que “algumas estão bem preparadas como por exemplo os bancos. Aquelas que não têm obrigatoriedade legal ou regulação existe um pouco de tudo”.

Por isso o RGPD é visto como uma excelente oportunidade para as empresas que nunca se preocuparam com estas questões e para muitos empresários que se pautaram pela dificuldade em aceitar a mudança.

Paulo Gonçalves explica que “a análise do risco não é feita. Alguns empresários desvalorizam esta questão. Temos trabalhado bastante fora dos grandes centros e no interior do país onde existem muitas empresas dedicadas à produção e cujo objetivo é não parar a produção. Existem empresas que começaram os processos de certificação por exigências externas (clientes ou exportação) e que depois chegaram à conclusão de que toda a reestruturação lhes trouxe muitas vantagens e acordaram, assim, para alguns riscos que corriam sem todo aquele processo”.

Os custos são um obstáculo para o investimento em segurança

O não ter dinheiro para investir, aliado à descrença de que lhes pode acontecer, são as maiores razões que levam as empresas a negligenciarem a segurança. “Isto passa muito por mudar a cultura da empresa, por mais medidas técnicas que se implementem e que custam bastante ao nível do investimento financeiro. Na maioria das vezes, formar os funcionários é uma mudança essencial e que faz toda a diferença e que, além disso, acarreta menos custos. Se formos comparar os preços para implementar medidas técnicas com a formação que é necessária dar aos colaboradores, verificamos que não fica assim tão caro”, afirma a CEO da CA4BC.

“Estamos a sofrer uma mudança superinteressante no tecido empresarial português. Fora das grandes cidades, vemos um fenómeno extraordinário a acontecer: aqueles patrões, que criaram a empresa, algumas com cariz familiar, e que, por isso, têm uma ligação emocional muito forte e a nova geração que chega com ideias diferentes. Apesar do choque geracional, chegam a verificar que estas novas gerações, com outras qualificações, trazem ideias realmente inovadoras, e estas estão a receber o devido valor”, elucida Paulo Gonçalves.

Não é possível evitar um ataque mas há que preveni-lo para que as consequências sejam as menos nefastas. As organizações deverão assim estar cientes de que é apenas uma questão de tempo até sofrerem um ataque bem-sucedido. Depois de um ataque, aquilo que é medido e que garantirá a continuação do sucesso da organização é a capacidade de resposta, através da minimização do impacto no seu negócio.

“Há cerca de dez anos quando se falava em certificação de qualidade as pessoas consideravam irrelevante, não era prioritário. Hoje quando dizemos que somos certificados isso já é um carimbo de qualidade e por vezes normal”, refere Paulo Gonçalves.

Para muitos empresários a cibersegurança ainda é uma realidade distante. Outro fator distinto é o nível de digitalização de cada empresa. Quanto menos informatizados, maior o desinteresse. Porém, é pertinente que entendam que a segurança informática é importante porque sem ela todos sofrem consequências.

Cecília Soares alerta que qualquer empresa que sofra um ataque tem como consequência direta o abalo da sua reputação. Este é um peso que não é mensurável. Gera desconfiança em parceiros, clientes ou fornecedores. Por outro lado, e para avaliar o grau de impacto que uma empresa pode ter, é necessário analisar os processos de negócio, quais os mais críticos, que sistemas de informação é que estão associados, e qual a exposição de cada um ao mundo exterior.

Em caso de ataque, o que vem a seguir?

Na sequência de um ataque cibernético, as empresas preparadas deverão seguir os seus planos de resposta ao incidente, coordenado por um plano de gestão de crise da organização e complementado com a execução de planos de recuperação, dependendo dos danos sofridos.

O que fazer para se preparar?

É realizado um estudo que começa por avaliar os processos de negócio dentro de uma organização que são mais críticos – aqueles que sofram algum dano e que possam fazer parar a empresa, parar o negócio. São identificados os sistemas de informação que os suportam e são avaliados de forma a perceber, para cada um, qual o grau de exposição a ataques cibernéticos.

Tudo isto é avaliado, incluindo tempos de paragem, de reparação e quanto custa todo este tempo e outras consequências, como faturação que se perde ou que não se ganha, indeminizações que têm de ser pagas, legislação que não se cumpriu e penalizações – ou seja, tudo isto é traduzido de uma forma financeira.

“Explicar isto a uma empresa que está a crescer é muito complicado e exige delicadeza da nossa parte. A melhor forma é fazer analogias com exemplos do dia-a-dia para que eles absorvam o impacto que as consequências poderão ter”, refere Paulo.

“O interesse maior destas pessoas é continuar a trabalhar e por isso tirar tempo deles para formação ou mudança de procedimentos é difícil. Felizmente depois de lhes explicarmos eles entendem bem a necessidade”, completa Cecília.

Portugal vs Europa

“Portugal, assim como todos os outros países do sul da Europa são muito diferentes dos restantes, sendo que a Alemanha está particularmente à frente”, revela a CEO, que explica que “o sul da Europa é caracteristicamente mais resistente à mudança, mas por outro lado conseguem responder muito bem e de forma improvisada”.

O norte da europa caracteriza-se, portanto, como mais metódico e com estratégias muito bem definidas e estruturadas. “Estudam todos os cenários possíveis e por isso, caso aconteça alguma coisa, seguem os planos que têm preparados e são mais rápidos na resposta”, conclui Cecília.

Pouco ou muito informatizada, grande ou pequena, qualquer empresa pode ser alvo de um ataque. As consequências podem, no seu limite, terminar com o ciclo de vida das organizações e, por isso, vale a pena tentar perceber o que se pode fazer dentro das possibilidades.

Uma visão integrada da gestão de segurança da informação

A PGM Consultores marca presença no mercado há cerca de 15 anos, sendo um importante player no âmbito da consultoria em diversos serviços. Desta forma, qual tem sido a evolução da marca ao longo destes 15 anos e quais as principais características da mesma que perpetuam uma dinâmica de confiança e satisfação perante o cliente?

A PGM tem uma história de 15 anos de trabalho em parceria com os clientes, numa relação de máxima confiança e com o propósito de ajudar o cliente a desenvolver competências internas, diferenciadoras das dos seus concorrentes, tendo sempre em consideração que cada cliente é único, seja pela atividade ou pela cultura interna. São estes valores que nos garantem a fidelização dos clientes e a solicitação e recomendação de novos serviços.

Que marcos no percurso da empresa podem ser destacados?

Os marcos da PGM são os dos seus clientes, sendo que esses são tão relevantes para a PGM como o são para cada cliente e que podem passar por conseguir a certificação de um Sistema de Gestão da Segurança da Informação (ISO 27001), num prazo de cinco meses.

A PGM destaca como marco relevante o reconhecimento pela PECB enquanto entidade formadora, o que lhe permite disponibilizar cursos de formação com reconhecimento internacional em áreas como sejam a da Segurança da Informação.

Apresentar uma visão integrada da gestão de segurança da informação, de sistemas de informação (SI) e da cibersegurança, é algo complicado em Portugal?

Sem dúvida. na maior parte das organizações ainda não são tratados estes três pilares de forma consistente e integrada. Sendo a segurança da informação mais abrangente, deviam as empresas iniciar a identificação da informação relevante e crítica para a organização e implementar os níveis de segurança e controlo no âmbito dos sistemas de informação e da Cibersegurança, na perspetiva de garantir a confidencialidade, a integridade e a disponibilidade da informação.

A nível nacional, como avaliam aquilo que está a ser feito a nível de Cibersegurança e do RGPD (Regulamento Geral de Proteção de Dados)? Acredita que a introdução do RGPD foi uma medida bem pensada e concretizada?

O RGPD veio alertar para a transmissão de dados pessoais e como podem estes ser um bem valioso para quem gere as bases de dados de contactos, sendo que os valores limites das coimas, ao contrário do que se passava na lei anterior, vieram fazer com que as empresas ficassem preocupadas e tomassem algumas medidas.

Em Portugal a medida está a ser atrasada pela falta da publicação da legislação de implementação do RGPD e pelo facto da CNPD ainda não ter sido formalmente nomeada “Autoridade de Controlo”. como tal, temos um vazio legal.

E sobre a cibersegurança? É importante aumentar o conhecimento e a utilização de boas práticas de todos em relação à cibersegurança?

Claro que sim. numa sociedade cada vez mais dependente dos meios de comunicação, da ligação à internet disponível 24h/dia, em que uma operação pode ser realizada em qualquer local, é muito importante todos termos uma noção do risco que corremos com esses comportamentos. Por muitas medidas técnicas que se implementem, todas elas são insuficientes se o comportamento humano, em termos de Segurança da Informação, falhar.

Simples regras como a não partilha de códigos de acesso e passwords, a utilização de passwords robustas e de as mudar com alguma frequência ainda não são práticas existentes nas organizações.

A Cibersegurança exige um forte investimento? Este pode ser o maior desafio para as organizações? Qual o papel da PGM no domínio da cibersegurança e do RGPD?

A Cibersegurança exige algum investimento, maior ou menor em função do nível de risco a que a organização está exposta e do nível de risco residual que está predisposta a aceitar.

A PGM continuará a dar apoio na implementação de sistemas de gestão de segurança da informação, onde se inclui Cibersegurança e RGPD, de modo as organizações poderem reduzir o risco para níveis aceitáveis, com o mínimo investimento possível.

60% das PME’S abrem falência após um ataque cibernético, há consciência de forma generalizada sobre isto?

Não há, nem estão recetivas a falar sobre o assunto, pois acham que nunca lhes vai acontecer. As empresas deveriam ter Planos de Continuidade de Negócio, onde são avaliados os riscos e definidas medidas de mitigação e de continuidade de fornecimento do produto ou serviço ao cliente, minimizando o risco de encerramento ou de perda dos clientes, em caso de algum ataque cibernético ou de outro tipo.

Quais são os principais desafios da PGM de futuro? O que podemos esperar da marca?

Continuar a crescer na consultoria e auditorias dos Sistemas de Segurança da Informação (ISO 27001) e Continuidade de Negócio (ISO 22301), sendo cada vez mais uma empresa de referência nesta área pelo nível de serviço prestado.

Qual a mais adequada definição de cibersegurança?

No entanto, “cada organização deverá definir uma estratégia de cibersegurança baseada na necessidade de presença no ciberespaço e da exposição a possíveis atacantes. E complementa: “A sensibilização, a formação e o treino do humano são pontos fulcrais para as organizações em relação a matérias relacionadas com a cibersegurança”.

No mundo virtual que procuramos viver, Paulo Borges opta por manter uma presença no mercado discreta, apostando no relacionamento e conhecimento de pessoas e organizações em vez do anúncio dos seus serviços em web sites ou redes sociais, o que é, de facto é uma situação díspar.

A sua empresa, a Segurti, não tem um site ou redes sociais a ela associadas. Deve-se a questões relacionadas com a cibersegurança? Questionámo-lo. Não. Prende-se apenas com o seu modo de funcionamento. “Apesar de a minha atividade estar ligada à Segurti, trabalho como um profissional independente no mercado, preservando como ativos mais importantes na minha atividade profissional a minha imagem, reputação e conhecimento. Desde 2001 que desenvolvo ações de consultoria, auditoria e formação. Nalguns organismos para os quais presto serviço de auditoria é exigido um elevado nível de sigilo de acordo com o código deontológico subscrito”, começa por explicar Paulo Borges.

Isto significa que no mundo da cibersegurança existem muitas práticas que devem ser seguidas de acordo com a objetividade de cada um dos temas que se quer proteger. “Neste caso a minha proteção está centrada nos ativos de alto valor que detenho, não estando exposto ao mundo da internet de uma forma mais generalizada ou global como é feito no comum das empresas. É uma opção consciente, sendo a única exceção a disponibilidade do meu perfil profissional no Linkedin”, acrescenta.

Com atividade corrente em vários países, Paulo Borges investiu dez anos numa relação profissional com vários clientes em Angola. Hoje, como exemplo desta internacionalização voluntária, é professor de cibersegurança nos mestrados integrados do INPT (Institut National des Postes et Télécommunications), em Marrocos.

Relembra que, em 2000, quando era diretor de sistemas de informação de uma multinacional, passou pela fronteira da ameaça que a viragem do século acarretou, uma ameaça muito maior do que a preparação das organizações para a entrada em vigor do novo Regulamento Geral de Proteção de Dados a 25 de maio de 2018. “Na passagem para o ano de 2000, a maioria dos equipamentos e aplicações que trabalhavam com a data incluindo apenas dois dígitos, tiveram de sofrer uma reformulação técnica profunda para não resultar em colapso dos sistemas de informação que suportavam. Em plena época de revolução das tecnologias de informação, decidi trabalhar por conta própria,” conta-nos o nosso entrevistado.

É neste momento da sua vida que decide mudar-se para Inglaterra, onde viveu dois anos e onde “descobre” a segurança de informação. “Quando voltei para Portugal encontrei um país com pouca experiência em matéria de segurança tecnológica e organizativa, e quase sem atividade em temas relacionados com garantia da continuidade de negócio e de cibersegurança. Tendo em conta o conhecimento adquirido em experiências com a BSI e na utilização de normas ISO, decidi apostar na sensibilização de empresas e pessoas para o significado da cibersegurança através da implementação de sistemas para gestão da segurança da informação”, adianta Paulo Borges.

Entretanto é convidado por várias organizações para lecionar o tema da cibersegurança, tornando-se, efetivamente, professor convidado de instituições académicas nacionais e internacionais.

Começa a desenvolver trabalhos de consultoria, mas, no entanto, o mercado ainda não estava suficientemente maduro para que fosse um sucesso. Decide, consequentemente, e mantendo a vinculação à consultoria, começar a desenvolver trabalhos de auditoria interna em várias organizações no país. “Nunca me desvinculei, nem o farei nunca, da atividade de formação e à medida que me fui introduzindo nos temas relacionados com a segurança das organizações, que é um universo de aplicações muito vasto, comecei a relacionar algumas áreas que, a nível de mercado internacional, estavam a desenvolver-se, mas a nível nacional ainda não constituíam prioridades nas organizações privadas ou públicas”, adianta.

Aqui surge a questão: qual a mais adequada definição de cibersegurança? “Quando falamos destes conceitos relacionados com a segurança, corremos o risco de ficar reféns de estratégias e soluções canalizadas para o mercado por fornecedores e dos fabricantes, o que nos leva, muitas vezes, a depender da interpretação por eles feita e da aplicação dos seus produtos. Por força destas situações, decidi fazer várias acreditações pessoais nas normas ISO, que permitem utilizar definições internacionais e isentas para as boas práticas. As normas definem a terminologia, a aplicabilidade, os objetivos que se pretendem atingir, a identificação dos controlos de segurança a implementar, como os manter eficazes e auditáveis ao longo do tempo, permitindo até a certificação ISO da organização na(s) norma(s) que cada uma adote para implementação”, esclarece Paulo Borges.

No mundo da cibersegurança em particular, a norma ISO/IEC 27032, pertencente à família de normas ISO 27000, permite que uma organização defina uma metodologia de sistema de gestão para a aplicação de proteções contra ataques que coloquem em causa a cibersegurança dos seus ativos de informação. “O tema da cibersegurança no mundo académico está ainda muito orientado para dissertações temáticas, aplicações tecnológicas e a sua relação com a segurança tecnológica. É importante trabalhar no sentido de apresentar outra visão sobre a cibersegurança aos novos profissionais, por forma a entenderem que cibersegurança é um acto de gestão das organizações e não apenas circunscrito ao mundo das tecnologias da informação”, conclui o nosso entrevistado.

AUDITORIA, FORMAÇÃO E CONSULTORIA, POR ESTA ORDEM

“Uma organização que necessite de definir uma estratégia para gestão da cibersegurança deve antes de mais realizar uma auditoria das suas práticas e da sua prontidão, utilizando como referencial a norma ISO 27032. Em seguida, é fundamental capacitar os recursos humanos com formação e treino para que entendam a metodologia de gestão da cibersegurança e os métodos adequados para se responder a ataques de cibersegurança. Só depois poderão surgir as necessidades para eventuais serviços de consultoria, com o objetivo de acelerar a implementação dos controlos de segurança entretanto definidos pela organização”, começa por referir Paulo Borges em relação às organizações, explicando cada um destes passos: o resultado da auditoria é um “road map” de implementação do esforço que a organização terá de fazer para estar alinhada em conformidade com as práticas definidas pela ISO 27032; a formação é uma oportunidade de troca de conhecimento e conseguir, de forma estruturada, transmitir às pessoas um conjunto de conhecimento e verificar se os mesmos são absorvidos e se tais colaboradores estarão em condições de apoiar a implementação e operacionalização dos controlos de segurança; Finalmente, a consultoria procura apoiar a organização na sua capacidade de execução.

“Uma metodologia definida por estes três passos permite uma otimização do investimento das organizações e a melhor garantia de eficácia do sistema implementado”, afirma Paulo Borges. E complementa: “Claro está que não deveremos descurar o interesse de serem realizadas auditorias internas da implementação realizada, para garantia da melhoria contínua deste modelo, a exemplo do que acontece em qualquer sistema ISO, seja com a norma 9001 ou a 27001, por exemplo”.

Falando dos verdadeiros desafios relacionados com a inovação em segurança da informação, é importante referir que “a cibersegurança é uma matéria que deve envolver todos os níveis de decisão nas organizações”, pelo que o objetivo é aumentar o conhecimento e a utilização de boas práticas de todos os envolvidos.

Tendo por base a norma ISO/IEC 27032, cibersegurança é a defesa e preparação do indivíduo e das organizações para ataques com origem no ciberespaço, um local virtual na web onde apenas residem recursos virtuais. Designa-se por um ataque de cibersegurança um conjunto de ações tipicamente com origem na “darknet” (ou também conhecida como “dark web”), área da internet correntemente identificada como sendo a origem de múltiplos ataques mais recentes (como o caso do “ransomware”) e explora recursos que estão no ciberespaço, podendo o ataque ser direcionado apenas e só para os recursos no ciberespaço, o qual contém de momento cerca de 150 mil aplicações diferentes, ou percorrer o ciberespaço para chegar à “Surface web”, ou seja, aos 4% da Web utilizada correntemente por aplicações e serviços convencionais, atacando assim organizações físicas ou indivíduos comuns. A cibersegurança é a proteção que tem de ser realizada nas infraestruturas virtuais no ciberespaço e nas infraestruturas físicas para resistir a estes ataques.

“A norma ISO/IEC 27032 apresenta claramente como é que se deve responder a um ataque de cibersegurança. Que não haja dúvidas nesta matéria: não se deve contrariar um ataque de cibersegurança! O grupo organizado de profissionais/criminosos que está por detrás do ataque tipicamente tem imensuráveis recursos e, muitas vezes, também conhecimento, em relação aos controlos de segurança informática que lhes podem surgir pela frente”, alerta Paulo Borges.

Portanto, como é que se responde a um ataque de segurança? “Procurando não demonstrar ao atacante que se reconhece a existência dos ataques e como tal contrariando-os de alguma forma. Tal reação dará origem a um reforço do ataque, seja por ego ou por motivação extra para atingir os objetivos que o atacante identificou.

É importante criar infraestruturas alternativas para permitir que estes ataques estejam a ser executados em recursos que não correspondam aos que de facto devem ser protegidos, utilizando réplicas de aplicações e dados devidamente mascarados e/ou forjados.

Estas técnicas designam-se correntemente por “backholes”, “sink holes”, “sand boxes” entre outras técnicas diferentes que permitem atingir o mesmo objetivo.

Uma organização que tenha uma estratégia de presença no ciberespaço, tem de entender que este é permanentemente monitorizado pelos atacantes da “darknet” à procura de oportunidades, pelo que deve ser adotada uma estratégia cautelosa no que diz respeito a possíveis exposições indevidas.

Podemos acrescentar também que a utilização de “blockchain” é apropriada para este ambiente, sendo uma técnica criada para proteger as transações feitas entre recursos virtuais, mas que não se destina a proteger os ativos que alojam a informação”, acrescenta o nosso entrevistado.

Quando questionado sobre se podemos afirmar que a cibersegurança é, atualmente, a maior ameaça para as empresas, a resposta do nosso entrevistado é clara. “A resposta não pode ser dada com base nesta pergunta. A resposta deve ser dada com base nesta questão: quais são os maiores riscos que cada organização identificou? Se nessa lista de riscos encontramos a exposição a ataques que coloquem em causa a sua cibersegurança, então a resposta é sim”.

A VULNERABILIDADE DO SER HUMANO

Paulo Borges explica ainda que para se proteger uma organização virtual no ciberespaço, devemos ter em atenção o elemento mais falível de todos em relação a matérias de cibersegurança: o ser humano.

“A vulnerabilidade associada ao ser humano é muito relevante. As organizações prepararam-se apenas para ataques convencionais com origem na Internet, utilizando sistemas convencionais de proteção de segurança informática e que são muito pouco eficientes para as necessidades de cibersegurança. Os colaboradores das organizações devem ser preparados para o reconhecimento de eventuais ataques deste tipo e em particular para o seu comportamento durante tais ataques”, elucida-nos Paulo Borges.

Por um lado, temos os colaboradores que gerem as infraestruturas e que devem conseguir entender os chamados vetores de ataque, (são cinco e estão descritos na norma ISO/IEC 27032), saber reconhecer os seus sintomas, perceber quais as suas consequências e elaborar, treinar e operacionalizar respostas adequadas para cibersegurança que, reforça-se, são diferentes de ataques convencionais.

Por outro lado, temos os utilizadores dos sistemas de informação que são os alvos por excelência das “Botnets”, sendo que estes precisam de formação para estarem verdadeiramente preparados para o conceito de cibersegurança. “Na simples utilização das redes sociais e dos e-mails existem inúmeras vulnerabilidades exploradas por inúmeras ameaças, cujo objetivo consiste em tornar equipamentos do tipo tablets ou smartphones em “zombies” captados para estas “Botnets”, geridas por possíveis atacantes da “Darknet”.

Quando estes colaboradores acedem com estes equipamentos às redes empresarias, tornam-se elementos propagadores de código malicioso que permite ao atacante colocar-se de uma forma imune aos sistemas de segurança convencionais e preparar o ataque durantes meses, se assim o entender, sem ser detetado.

Tendo por base esta abordagem, é importante que as organizações consigam definir um ponto de conforto para com o nível de segurança que definiram, e que obviamente deve incluir também os temas mais recentes relacionados com a gestão da privacidade de dados pessoais”, adianta o nosso entrevistado, explicando os três tipos diferentes, mas complementares, de ações que devem ser realizadas para a preparação do humano: sensibilização em relação a regras e práticas para se utilizar o ciberespaço; formação, sobretudo, aos colaboradores das organizações, com a transmissão de conhecimento do que significa a presença de agentes de “Botnets” nos seus computadores e equipamentos tecnológicos, de forma a conseguirem identificar, reagir e evitar a propagação e a exposição a ataques de cibersegurança; e, finalmente o treino. O treino é fundamental para permitir dar condições ao elemento humano de aplicar o conhecimento que adquiriu e avaliar a sua própria prontidão.

Finalizando, Paulo Borges assinala ainda: “A gestão da cibersegurança nas organizações é um investimento que tem de ter retorno. Deve ser incluída num sistema de gestão de segurança mais alargado, suportado pela ISO 27001 e contendo todos os temas relacionados com a segurança da informação e a gestão da privacidade dos dados pessoais.

Respeitando as definições ISO para a gestão da segurança: todos os investimentos em controlos de segurança custam algo, seja tangível em investimento, seja na mudança operacional das organizações.

Que não se invente a roda: existem diversas normas ISO já preparadas para endereçar a gestão da segurança, que encurtam o tempo necessário para a compreensão, implementação e operacionalização de modelos de gestão em que as organizações se sintam confortáveis”.

“Em Portugal ainda se formam pessoas para cumprir legislação e não pela aquisição de competências”

Porquê uma aposta nestes setores? Sob que premissa a empresa procurou crescer?

A Earth Consulters é uma empresa de consultoria e formação profissional certificada pela DGERT, e com uma vasta área de cursos reconhecidos por outras instâncias como o Instituto de Mobilidade e Transportes, o Ministério da Agricultura, Florestas e Desenvolvimento Rural, entre outras. Quando a Earth Consulters iniciou a sua atividade, há oito anos atrás, existiam ainda várias lacunas no que respeita à legislação no âmbito da formação profissional, que se encontrava já em vigor. Nesse sentido a Earth Consulters, pautou desde sempre a sua atividade, disponibilizando uma série de produtos e serviços que alertasse as Entidades para a obrigatoriedade da formação profissional, cumprindo com a legislação profissional mas também fomentado o crescimento e competitividade sustentáveis das mesmas.

O objetivo da Earth Consulters, centra-se no crescimento, quer da empresa quer dos clientes. A equipa trabalha todos os dias de forma a elevar a missão da formação profissional, capacitando todos os que nos procuram, em especial, no mundo do trabalho.

Sediada em Viseu, a Earth Consulters atua por todo o país. Que fatores têm contribuído para a sua diferenciação dos demais do setor? Que papel procura assumir no mercado?

O que nos diferencia dos demais do setor, é a relação que criamos e procuramos manter com os nossos formandos e formadores. Queremos ser os melhores com a excelência e profissionalismo que qualquer atividade profissional exige, pelo que atuamos para estar em constante contacto com os nossos clientes, acompanhando-os no seu setor de atividade. O rigor aplicado em todas as tarefas da Earth Consulters, desde processos internos às dinâmicas das sessões de formação, é primordial no dia-a-dia da equipa, amplamente vocacionada e qualificada, para que todo o atendimento a fazer seja personalizado, tudo com o claro objetivo de estar à altura das necessidades dos nossos clientes.

O nosso papel é não estagnar, estarmos sempre preparados para acompanhar os novos desafios da sociedade e dinamismo, com o objetivo único, o crescimento.

Têm como principal objetivo qualificar as empresas e os particulares. Desde 2010, que balanço é possível fazer?

O feedback dos nossos clientes fala por si, o balanço é excecional! Estamos em constante evolução e a par de um crescimento notável, que nos coloca na vanguarda da formação profissional do país. Mais do que sentir que todo o nosso trabalho é recompensado, é sentirmos também que contribuímos para aumentar a competitividade e excelência profissional dos nossos clientes.

Para a Earth Consulters todas as batalhas do dia-a-dia, são um ciclo vicioso que se tem traduzido em evolução, crescimento e sucesso.

A empresa tem uma experiência consolidada na promoção de formação, a nível nacional, com elevado grau de empregabilidade ou em formação obrigatória. Que importância assume a formação profissional nos dias de hoje?

Com o aceleramento do mercado de trabalho e das exigências impostas, tornou-se premente a formação de novos quadros técnicos bem como a capacitação dos que já se encontram no mercado mas que precisam de responder a novas necessidades laborais e legais.

Hoje em dia as competências das pessoas, são um fator de extrema relevância na hora do recrutamento assim como na integração do mercado de trabalho. A velocidade da informação é um fator que incute nas Pessoas o reconhecimento da importância que a formação profissional tem. Tal facto, surge na medida em que há um maior acesso e compreensão da legislação em vigor, com ênfase para o cumprimento das normas instituídas e para as contra- ordenações que podem advir do não cumprimento das mesmas.

O paradigma da formação profissional em Portugal está a mudar. A formação profissional já começa a ser vista como um importante veículo de valorização, quer para o trabalhador quer para a empresa. A própria Earth Consulters sente essa mudança?

Sentimos ainda, que uma parte significativa da população não compreende a importância da formação profissional, e uma outra parte ainda aposta na formação apenas com o intuito do cumprimento legislativo e não da aquisição de competências em si. A Earth Consulters pretende que a formação profissional seja também fonte de aquisição de “know-how”, reforçando junto dos nossos clientes os paradigmas do crescimento económico e competitividade através da sua qualificação.

Cada vez mais sente-se a necessidade de preparar as empresas para os novos desafios que advêm de fatores múltiplos como a transformação digital, a internacionalização, a gestão do capital humano ou o posicionamento no mercado. Mais do que nunca a consultoria assume um papel relevante?

As empresas vão compreendendo a premência e necessidade dos serviços de consultoria por forma a fomentar a sua competitividade e reforçar o seu crescimento económico. Este reconhecimento da importância dos serviços de consultoria surgem após os clientes nos conhecerem na vertente da formação profissional onde são sensibilizados para tantas outras áreas de atuação. Nesse sentido a Earth Consulters, tem uma vasta área de serviços de consultoria que complementam as necessidades que os clientes nos fazem chegar, relativamente às empresas que lideram.

A Earth Consulters obteve várias distinções, Gazela2016 e 2017, Aplauso, PME Líder 2016 e PME Líder 2017. Estas distinções acarretam responsabilidades acrescidas?

Acarreta a responsabilidade de “continuidade”. Trilhamos o caminho da evolução, crescimento e sucesso e isso apesar de nos confortar e encher de orgulho, ao mesmo tempo, impõe-nos a obrigação de continuar no mesmo trilho. Continuamos a trabalhar com ambição e máxima dedicação de forma a estarmos preparados para os novos desafios, que se esperam cada vez mais exigentes.

Em 2018, a Earth Consulters conta, mais uma vez, com a sua Equipa, com os seus clientes e parceiros, para sermos cada vez mais e melhores.

Estas distinções trazem, igualmente, novos desafios à empresa?

A Earth Consulters está sempre predisposta a novos desafios. Não podemos dar nada por garantido, da mesma forma que o sonho comanda a vida, o trabalho delineia o caminho do sucesso e nós gostamos de arriscar e ser ousados, mantendo sempre presente os nossos valores e a nossa missão, com a vontade contínua de sermos os melhores.

A globalização traz novas necessidades, obriga-nos a adotar novas estratégias, daí ter surgido o processo de internacionalização para reforçar o nosso crescimento e expansão em novos mercados, bem como parcerias consolidadas com outras entidades, nomeadamente organismos de ensino superior, como é exemplo o ISCAC – Coimbra Business School.

“Formar para Qualificar” continuará a ser o lema da Earth Consulters para se assumir como um centro de formação líder no mercado?

“Formar para qualificar” é e será um dos lemas que seguimos com rigor na Earth Consulters, pois as exigências atuais a nível de competitividade e crescimento do mercado de trabalho assim o impõem.

A Earth Consulters trabalha sempre de olhos postos no futuro, apostando nas qualidade dos serviços, procurando estar cada vez mais perto do cliente.

O trabalho vai preencher uma grande parte da vida das pessoas e a única maneira de ficar realmente satisfeito é fazer o que se acredita ser um excelente trabalho, e é isso que a Earth Consulters faz todos os dias, para se continuar a assumir como centro de formação líder no mercado.

Alcance os seus objetivos de forma consistente e sustentada

Natural de Coimbra e dona de uma energia contagiante, Paula Rocha fala, na primeira pessoa, sobre o impacto que a força do querer tem nas nossas vidas.

É uma mulher de ação que gosta de fazer acontecer: confecionar doces, compor trechos musicais, desenvolver projetos e negócios, tudo acontece no seu dia a dia de forma natural. “Gosto de criar. Gosto de fazer muitas coisas e coisas diferentes e isso acaba por se refletir no meu percurso profissional e ser uma característica da minha personalidade”, começa por referir Paula Rocha

Desde pequena que se lembra de gostar de fazer várias coisas e recorda a dificuldade em dedicar-se em exclusivo a algo em concreto. Contudo, confraternizar e comunicar com pessoas era algo que a apaixonava.

Lembra-se, perfeitamente, a 25 de abril de 1974, quando regressava da escola, a mãe lhe ter dito que acontecera uma coisa que iria gostar muito. A sua resposta foi imediata: já posso falar à vontade?

Com muitos interesses e sem uma paixão, acabou por seguir as pisadas do pai e formou-se em engenharia. Mas rapidamente percebeu que a área comportamental e a psicologia despertavam em si um fascínio. A curiosidade por estas matérias nasce no seio da engenharia. Lembra-se de ir a uma obra e de ficar atrapalhada com os comentários vindos dos profissionais da construção. Na altura pensou: Porque é que a forma de comunicar influencia o comportamento?

Entretanto, é convidada para dar formações. Em sala tudo corre bem e as avaliações até foram boas, mas na prática, quando foi possivel observar os participantes no seu contexto de trabalho, estes não tinham alterado os seu comportamentos. Lembra-se da frustração que sentiu e, mais uma vez, questiona o comportamento humano e os mistérios dos agentes influenciadores. É nesse momento que vai à procura de respostas. Faz a licenciatura em Gestão de Recursos Humanos e Psicologia do Trabalho. Esta área era o que realmente a apaixonava. Gostava de perceber as pessoas no contexto de trabalho, o que influenciava o seu desempenho, que aspetos, psicológicos e sociológicos, interferiam no seu desempenho e que impacto exerciam nos seus resultados. Paula Rocha era casada desde os 18 anos, e nesta altura já tinha dois filhos, trabalhava e estudava. Ainda assim, foi a melhor aluna da licenciatura. “Isto leva-nos a pensar sobre o que somos ou não capazes de fazer. Sobre o quanto desconhecemos o potencial que temos. Somos forçados a equacionar a hipótese de que, se calhar, não conseguimos atingir os resultados que pretendemos porque não acreditamos em nós próprios”, afirma a nossa entrevistada.

Mais tarde, passa pela consultoria e a formação em diversas empresas e é nessa altura que integra o doutoramento em Economia e Gestão de Empresas. “Num determinado momento desconfiei que, estando demasiado focada nas pessoas poderia não conseguir ter uma visão global da empresa”, explica Paula Rocha.

Contudo, é importante para Paula Rocha realçar que tudo isto foi possível porque teve uma peça fundamental e um forte background durante todo este processo: o marido e a família. “Os melhores resultados conseguem-se em equipa, seja numa empresa ou na família. Cada um tem de perceber bem o seu papel e qual o seu contributo. É preciso construir laços fortes que suportem a coesão do grupo. Trabalhar para a equipa/familia sem perder a individualidade”, acrescenta a nossa entrevistada.

Nesta fase, a sua vida dá uma reviravolta. É detetado um tumor cerebral no seu filho mais novo, de 13 anos, e é-lhe dado apenas 3% de hipótese de sobreviver. A partir daqui tudo se torna difícil e o seu único foco passa a ser o seu filho. Mas como o seu filho Bernardo dizia, 3% é melhor do que zero. Entre as idas ao IPO, a procura pelos melhores médicos e hospitais, as viagens, a crença nos 3% e a operação nos EUA para dar qualidade de vida ao seu filho, Paula Rocha atravessa um período de dois anos bastante atribulado.

Quando regressa, precisa de acreditar no poder da força interior. Torna-se imprescindível aplicar uma máxima tantas vezes repetida: temos todos os recursos necessários para ser excelentes. Seguem-se anos de muito trabalho. Findo este período controverso e a um ano de completar 50 anos de vida, Paula Rocha sente que chegou a hora de fazer o que realmente gosta, à sua maneira e com as pessoas que gosta. E assim nasce a KEEP Corporate. Uma Paixão.

Da engenharia à psicologia, passando pela economia, Paula Rocha é hoje CEO da KEEP Corporate.

SUPERE OS SEUS DESAFIOS E ATINJA OS SEUS OBJETIVOS

Paula Rocha explica que este projeto foi pensado numa lógica de ver o indivíduo como um todo. Corpo e mente fazem parte do mesmo sistema, por isso a questão que Paula Rocha colocou foi “como vou desenvolver um projeto que aborde as duas matérias?”.

Para isso, a KEEP Corporate concentra na empresa consultoria, formação, coaching, consultas de nutricoaching e treino mental. Ao nível individual apoia as pessoas a atingirem os seus objetivos tendo em consideração todas as suas dimensões. A KEEP Corporate disponibiliza, ainda, ferramentas de assessement que permitem analisar o perfil comportamental do indivíduo, de forma a melhorar o seu autoconhecimento e traçar planos de ação mais adequados.

O cliente tem ainda ao seu dispor um serviço de avaliação física com profissionais do desporto e nutricionistas para que não seja a falta de capacidade física o motivo para o não atingimento dos objetivos. Para aqueles que procuram a alta performance, seja no desporto, no estudo, ou em qualquer outra área, a KEEP Corporate dispõe da mais avançada tecnologia da neurociência que permite a interface cerebro-computador.

Esta técnica usa estratégias testadas em variados ambientes de alta performance para a autoregulação do sistema nervoso autónomo e central, munindo-o de competências criticas à execução de decisões em ambiente de stress para quem precisa de estar no seu melhor.

Os cenários de treino são individualizados, após avaliação de acordo com os objetivos pessoais, e permitem que, progressivamente, o indivíduo consiga ter um domínio elevado de auto-regulação do corpo e mente que lhe permitirá transferir esta competência para o contexto de trabalho.

Paula Rocha foi assessorando a sua equipa de especialistas com várias valências que acrescentam valor às soluções que a empresa oferece aos seus clientes.

Na formação ministrada nas instalações da KEEP Corporate os participantes têm acesso a várias valências, como biblioteca e coffe-breaks saudáveis.

Desenvolve soluções à medida para as empresas, tendo em consideração as suas necessidades.

No que concerne às soluções empresariais a KEEP Corporate oferece soluções customizadas e diferenciadoras. “Não temos formação em catálogo. Todas as nossas propostas resultam de um diagnóstico realizado por nós  ou do diagnóstico realizado pelo cliente.

No decurso das ações alinhamos as estratégias de ensino por aquilo que as pessoas valorizam usando exemplos reais da própria empresa, na medida das necessidades e dos objetivos que a própria quer alcançar”, afirma a nossa entrevistada.

São combinadas diferentes metodologias desenvolvidas pela KEEP Corporate e todos os formandos são constantemente desafiados. por exemplo, a KEEP dispõe de um sistema de gamification para utilizar no período a seguir ao término da formação de forma a garantir períodos de motivação mais extensos e aumentar o impacto da formação. O objetivo é garantir o alcance dos resultados pretendidos.

“Não quero chegar a uma empresa e ser uma simples prestadora de serviços. Quero ser a parceira que está sempre por perto disposta a apoiar os projetos em curso, as mudanças e que ajuda a fazer acontecer” afirma.

Paula Rocha é ainda voluntária em vários projetos e vive num processo de melhoria contínua acreditando que pessoas felizes atingem resultados de excelência.

Associação Mundo’s desafia e apoia setor metalúrgico a ir “além-fronteiras”

Para acompanhar o crescimento e o desenvolvimento tecnológico que a indústria metalúrgica e metalomecânica tem vivido nos últimos anos, com destaque para um crescimento expressivo de 12% no que respeita às exportações do setor em 2017, a Mundo’s – Associação para a Internacionalização de Empresas Portuguesas em Mercados Francófonos, aposta agora em diversos mercados emergentes. Nessa sequência, desenvolveu um conjunto de serviços que permitirão aos empresários destas áreas internacionalizar os seus negócios de forma sustentada e rigorosa, prestando-lhes apoio permanente, através de profissionais altamente especializados neste tipo de processos.

O projeto «1 Meeting 2 Export» irá integrar três seminários de entrada livre para todos os interessados, sendo que o primeiro se realiza já no próximo dia 11 de abril, entre as 9h e as 13h, no Auditório Infante D. Henrique, no Porto de Leixões. Neste dia serão dadas a conhecer algumas estratégias de exportação indicadas para o setor, os mercados emergentes a explorar e, ainda, algumas missões empresariais que podem ser levadas a cabo e que são, segundo a Mundo’s, “essenciais para fomentar o networking empresarial com outras geografias, permitindo que a carteira de clientes de determinada empresa cresça, assim como a lista de países para onde exporta”. Para sustentar essa perspetiva, serão apresentados alguns casos de sucesso que permitirão aos empresários presentes percecionar os possíveis resultados a alcançar caso decidam avançar para esta solução.

O seminário contará com a presença de alguns oradores de peso na área da internacionalização, como o Ex-Secretário de Estado da Internacionalização, Jorge Costa Oliveira, e o diretor da Câmara do Comércio e Indústria Portuguesa, Bruno Mourão Martins.

Segundo Carla Maia, presidente da associação Mundo’s, “este é um projeto necessário no contexto empresarial português e não tenho dúvidas de que irá representar uma viragem positiva no que respeita à qualidade e à quantidade das exportações feitas de hoje em diante no setor da metalurgia e metalomecânica. Se é verdade que este setor tem vindo a crescer de ano para ano – porque a necessidade do mercado assim o dita –, também é verdade que esse crescimento nem sempre é feito com alicerces firmes e de forma estruturada. É aqui que queremos deixar a nossa marca e mostrar que é possível ajudar os empresários a encaminhar estes processos de forma mais eficaz e a potenciar os resultados, levando-os além-fronteiras de forma coesa e rentável”, conclui a responsável.

A entrada é livre, embora a inscrição seja obrigatória através do website www.mundos-assoc.pt/meeting.

 

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