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Fidelizar o shopper infiel: Realidade ou Mito?

A disseminação da informação, o fator “experiência” e o alargamento das escolhas disponibilizadas leva a que os consumidores cada vez mais procurem produtos originais, de nicho e que lhes ofereçam valor acrescentado. Este ambiente de expetativa encontra-se a conduzir os consumidores a experimentar novos produtos, serviços e experiências.

Em Portugal, 89% dos consumidores assume gostar de comprar e experimentar novas marcas e produtos. Quase metade dos portugueses afirmam até que é agora mais provável que experimentem novas marcas do que há 5 anos atrás.

Neste contexto, será a lealdade um conceito do passado com os dias contados ou será este ainda mais valioso no sentido de estabelecer e potenciar a relação a longo-prazo com as marcas?

Para Ana Rei, Consumer Insights Leader da Nielsen, “as relações a longo-prazo são cada vez mais difíceis de conquistar. Segundo o estudo ShopperTrends, da Nielsen, os portugueses são dos mais ‘Brand Switching’[1] da Europa. Neste novo paradigma, as marcas necessitam de criar relações fortes e de permanecer no top of mind dos consumidores, que diariamente são aliciados por novas tendências, produtos e marcas. É crítico inovar de forma holística e contínua, não só ao nível do produto, como também da comunicação (através do conteúdo e dos meios) e dos canais de distribuição, procurando surpreender o shopper em todos os momentos de interação. As marcas devem criar experiências positivas que vão ao encontro das novas necessidades do consumidor e potenciem o engagement”.

O que leva o shopper a mudar de marca?

São várias as razões que podem levar o shopper a decidir experimentar ou trocar para uma nova marca. Em Portugal, a relação custo-benefício destaca-se claramente, com metade dos consumidores a afirmar que esta variável influencia sempre a sua decisão por uma nova marca. As promoções e reduções de preço, as recomendações, a qualidade, a conveniência e os benefícios associados são outras das características que promovem a experimentação de novas ofertas.

Qual é o peso da marca nas diferentes categorias?

De acordo com este estudo, a importância da marca difere entre categorias, impactando a lealdade do shopper. No processo de decisão de compra, a escolha da marca adquire maior relevância em categorias como as bebidas alcoólicas, o café, o chá ou os produtos para o cabelo e para a pele, e mostra-se menos importante na compra de produtos frescos, snacks salgados ou produtos de papel, entre outros.

Millennials são 1,3 vezes mais abertos à experimentação

Os Millennials privilegiam a novidade, estando mais abertos a novas tendências e conceitos criativos. Mais de metade dos consumidores desta geração a nível global (52%) revelam ter uma apetência particular por experimentar novas marcas e produtos. Uma deslealdade assumida que é condicionada essencialmente pela procura da qualidade e da conveniência.

“A deslealdade é o novo normal”

De acordo com os resultados do estudo da Nielsen, os consumidores estão cada vez mais conscientes e interagem com um maior número de marcas, o que põe à prova a capacidade de engagement e alcance das mesmas. É por isso crucial que as marcas consigam oferecer novidade e possibilidade de escolhas enquadradas nos interesses dos seus targets para conseguirem sobreviver e manter os seus clientes fidelizados.

“A deslealdade é o novo normal. O efeito da procura do consumidor por mais variedade, pela melhor relação qualidade-preço e por mais benefícios (via qualidade, sustentabilidade e conveniência) lança novos desafios aos marketeers. Há que acompanhar estas novas tendências ditadas pelo mercado para poder voltar a ambicionar uma maior lealdade junto deste shopper, que se tornou desleal por natureza”, conclui Ana Rei.

[1] Procuram ativamente as promoções na loja e compram marcas diferentes em função das mesmas

Apenas 5% da inovação nos bens de grande consumo inclui valores sustentáveis

A sustentabilidade é um conceito que tem vindo a conquistar cada vez mais importância no mercado dos Bens de Grande Consumo. No entanto, há ainda um longo caminho a percorrer para que essa tendência seja visível no carrinho de compras. Segundo o relatório da Nielsen “Inovação com valores”, apenas 5% das inovações no setor incluem valores sustentáveis, exemplo do carácter 100% natural e orgânico dos produtos ou o respeito para com o meio ambiente. 

Apesar disso, quando à sustentabilidade se encontram associadas outras vantagens do produto e da embalagem, tais como a conveniência, a facilidade de utilização e a eficácia, as probabilidades de o consumidor optar pela marca em questão são multiplicadas por três.

O mesmo acontece quando falamos de embalagens. Uma das conclusões do estudo indica que para 63% dos consumidores a principal preocupação é que a embalagem seja capaz de proteger o produto. Já para 57% dos consumidores a facilidade na abertura da embalagem e o facto de esta ser reciclável e respeitar o meio ambiente são outros dos fatores que mais têm em conta. A conclusão é que a sustentabilidade é valorizada desde que sejam asseguradas outras premissas relacionadas com a experiência de utilização do produto.

Comunicar uma história

Adicionalmente a conotações relacionadas com a sua utilização ou questões ambientais, a embalagem de um produto pode constituir uma ferramenta para a marca contar a sua história. Grande parte das decisões de compra são realizadas no linear. O facto de as marcas aproveitarem este suporte para comunicar os seus valores ajuda o consumidor a conhecer a sua história e incentiva à sua escolha. A Nielsen calcula que 65% das vendas associadas à sustentabilidade resultem da comunicação ao consumidor dos valores de determinadas marcas.

Segundo Cristina Rojo, Diretora de Inovação da Nielsen, “esta preocupação social revela-se essencial para as novas gerações. Deste modo, 8 em cada 10 millennials e jovens da Geração Z consideram que é bastante importante que as marcas implementem estratégias para melhorar o meio ambiente. O desafio para o mercado é conseguir que esses valores sejam incorporados nos processos de inovação de produto, fazendo com que, na hora de decidir o que comprar, a sustentabilidade e o seu impacto na sociedade sejam drivers de escolha da marca”.

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Sobre a Nielsen

A Nielsen Holdings plc (NYSE: NLSN) é uma empresa global de gestão de medição e análise de dados, que proporciona a mais completa e confiável visão sobre os mercados e os consumidores em todo o mundo. A Nielsen reúne os seus próprios dados com dados de outras fontes, de forma a ajudar os seus clientes em todo o mundo a compreender o que está a acontecer no presente e o que irá acontecer no futuro e qual a melhor forma de utilizar esse conhecimento. Há mais de 90 anos, a Nielsen oferece dados e análises inovadoras e com grande rigor científico, e continua a desenvolver continuadamente novas formas para dar resposta às mais importantes questões que as indústrias de media, publicidade, retalho e Bens de Grande Gonsumo enfrentam atualmente. A Nielsen, empresa cotada na Standard & Poors 500, está presente em mais de 100 países, representando mais de 90 por cento da população mundial. Para mais informações, visite www.nielsen.com.

Nielsen revela as 25 maiores inovações no mercado europeu

A Nielsen BASES, área de análise de inovação de produto, revelou a sua mais recente lista “Top 25 Breakthrough Innovations”. O relatório destaca inovações de produto lançadas no mercado europeu em categorias de BGC que foram bem-sucedidas no setor do retalho, tendo por base resultados analisados pela Nielsen.

Alguns dos fatores comuns a potenciar a inovação entre os vencedores deste ano estão relacionados com marcas que demonstram capacidades excecionais não apenas de conquista de quota de mercado e crescimento, mas também de implementação de estratégias específicas de inovação. Estas marcas foram bem-sucedidas porque escutaram os seus consumidores, exploraram o design de embalagem e alcançaram a excelência em processos de venda. As inovações abrangem desde iniciativas de curta duração a produtos relacionados com tendências de procura por opções saudáveis de consumo e mesmo produtos orientados a nichos de público, destinados a melhorar a relação e a interação com determinados tipos de consumidores. Outras marcas estão focadas em apelar a premium shoppers, por exemplo.

“No mercado dos BGC, a pressão sobre os responsáveis de marketing para inovar e disponibilizar uma oferta única e diferenciadora é elevada”, afirma Cristina Rojo, Innovation Business Partner da Nielsen. “Os comportamentos e necessidades dos consumidores têm vindo a alterar-se ao longo do tempo, evoluindo com o surgimento do e-commerce, das marcas próprias e da exposição a plataformas digitais, que permitem às marcas adotarem uma mensagem personalizada. Esta enorme competição para atrair a atenção do consumidor tornou a inovação de produto num desafio para as empresas de BGC.”

A inclusão na lista “Top 25 Breakthrough Innovations” da Nielsen inclui requisitos de diferenciação, relevância e resiliência, e avalia o modo como as marcas empregam um conjunto alargado de estratégias que as tornam bem-sucedidas.

“A inovação bem-sucedida pode adotar formas distintas – algumas podem ser disruptivas, ao passo que outras podem ser lançadas para contrapor pressões competitivas ou com o propósito de potenciar uma tendência de consumo emergente. Algumas destas marcas desafiaram a noção tradicional de sucesso e encontramos hoje, a nível europeu, histórias extraordinárias de inovação que nascem da aplicação de diferentes abordagens a um problema de negócio,” acrescenta Cristina Rojo.

Os produtos incluídos nesta lista são reconhecidos pela inovação e pelo crescimento que trouxeram às suas respetivas categorias.

“TOP 25 BREAKTHROUGH INNOVATIONS IN EUROPE” DA NIELSEN BASES

 

Produto Empresa País
Bon Pari Koshmariki Nestlé Rússia
Buitoni La Sfoglia Rotonda Senza Glutine Nestlé Itália
Buongrano Mulino Bianco Barilla Itália
Cadbury Roundie Mondelēz International Reino Unido
Couches Lotus Baby Essity França
Danissimo Shake & Go Danone Rússia
Diet Pepsi Wild Cherry PepsiCo Rússia
Diplomatico Mantuano Destilerías Unidas S. A. (DUSA) França
Epica Protein Yogurt Ehrmann Rússia
Felix Doubly Delicious Dry Cat Food Nestlé Purina Rússia
Heineken 0.0 Heineken França
Herta Le Bon Paris Conservation Sans Nitrite Nestlé França
Ichnusa Non Filtrata Heineken Italia S.p.A. Itália
Judith Williams Cosmetics Judith Williams Alemanha
Knoppers NussRiegel Storck Alemanha
L’OR Classique Jacobs Douwe Egberts B.V. Reino Unido
Ladron de Manzanas Cider Heineken Espanha
Lenor 3in1 Pods Procter & Gamble Alemanha
Lenor Inspiré par la Nature Procter & Gamble França
M&M Bâtonnets Mars Wrigley Confectionery França
Magnat Champagne & Strawberry Unilever Rússia
Maybelline Superstay Matte Ink L’Oréal Espanha
Nature Valley Bars General Mills Reino Unido
Oral-B Répare Gencives et Émail Procter & Gamble França
Perwoll Care & Refresh Henkel Alemanha
Purina Gourmet Gold Tortini Nestlé Purina Itália

 

SOBRE A ANÁLISE BREAKTHROUGH INNOVATION DA NIELSEN

A análise Breakthroug Innovation da Nielsen, realizada pela equipa Nielsen BASES, apresenta uma lista de inovações de produto bem-sucedidas na Europa. Esta análise considera um leque abrangente de produtos, avaliando a capacidade destas marcas de capitalizarem uma combinação de pesquisa de dados de mercado e insights globais.

O resultado é uma lista de produtos que se evidenciam por qualidades-chave fortes e únicas, tais como a atração a um público generalizado, a longevidade, o crescimento de marca, a diferenciação na categoria e a interação com um segmento específico de público. A análise disponibiliza insights de marketing e aprendizagem acerca do lançamento de novos produtos bem-sucedidos por empresas de BGC no mercado europeu, e o modo como estas marcas implementam estratégias que se traduzem num renovado engagement com o consumidor e respondem às suas necessidades através de produtos inovadores.

SOBRE A NIELSEN

A Nielsen Holdings plc (NYSE: NLSN) é uma empresa global de gestão de medição e análise de dados, que proporciona a mais completa e confiável visão sobre os mercados e os consumidores em todo o mundo. A Nielsen reúne os seus próprios dados com dados de outras fontes, de forma a ajudar os seus clientes em todo o mundo a compreender o que está a acontecer no presente e o que irá acontecer no futuro e qual a melhor forma de utilizar esse conhecimento.

Há mais de 90 anos, a Nielsen oferece dados e análises inovadoras e com grande rigor científico, e continua a desenvolver continuadamente novas formas para dar resposta às mais importantes questões que as indústrias de media, publicidade, retalho e Bens de Grande Gonsumo enfrentam atualmente. A Nielsen, empresa cotada na Standard & Poors 500, está presente em mais de 100 países, cobrindo mais de 90 por cento da população mundial. Para mais informações, visite www.nielsen.com.

Origem do leite obrigatória nos rótulos a partir de 1 de julho

O novo regime da composição, rotulagem e comercialização do leite e derivados, hoje publicado em Diário da República, especifica ainda que o leite com origem nos arquipélagos dos Açores e Madeira, “opcionalmente”, a seguir à menção do nome do país, pode ter também o nome da região autónoma.

Em finais de abril, quando o diploma foi aprovado pelo Conselho de Ministros, o ministro da Agricultura, Capoulas Santos, salientou o duplo objetivo do novo regime: “Dar mais informação aos consumidores para poderem fazer as suas escolhas com base em informação que não mereça dúvidas de legalidade e de credibilidade e, por outro lado, garantir com isso que os produtos portugueses possam ser reconhecidos como tal em qualquer parte do mundo”.

A rotulagem das fórmulas para lactentes (de substituição do leite humano, quando as mães não podem ou optam por não amamentar) não pode incluir imagens de lactentes (bebés que mamam), segundo o diploma, “nem de outras imagens ou textos suscetíveis de criar uma impressão falsamente positiva da utilização do produto, podendo conter representações gráficas que permitam a identificação fácil do produto e ilustrem o modo de preparação”.

O diploma proíbe também, nessas fórmulas de leite infantil, a utilização dos termos “adaptado”, “maternizado” ou “humanizado”, e exige no rótulo a afirmação da superioridade do aleitamento materno.

“Nos locais de venda direta ou indireta não pode haver publicidade, ofertas de amostras, nem qualquer outra prática de promoção de venda direta aos consumidor de fórmulas para lactentes no retalhista, como expositores especiais, cupões de desconto, bónus, campanhas especiais, venda a baixo preço ou vendas conjuntas”, lê-se no decreto-lei.

Quanto ao leite em pó e ao leite condensado, o diploma permite que ainda seja rotulado de acordo com as regras atuais até 31 de dezembro próximo, podendo continuar a ser comercializados com esse rótulo, mas os operadores podem adotar as novas regras de rotulagem.

Lusa

13% dos portugueses consideram que o seu poder de compra baixou em 2016

Neste momento, a grande maioria dos consumidores (80%) sente que o seu poder de compra se manteve. De acordo com dados do Observador Cetelem, que analisou o consumo em Portugal e as intenções de compra para o Natal, apenas 3% indicam que o seu poder de compra aumentou este ano.

Questionados sobre o futuro, 76% dos consumidores esperam que o seu poder de compra se mantenha estável em 2017 e 3% afirmam mesmo que este poderá aumentar. Em relação aos consumidores que preveem perder poder de compra, estes passaram de 20% para 10% este ano, mantendo a tendência que se tem registado desde 2013.

Numa análise mais pormenorizada, verifica-se que são as mulheres (17%) e a geração entre os 55-65 anos (27%) quem mais sente a diminuição do poder de compra. É também esta última a mais pessimista em relação ao futuro: 19% perspetiva perder poder de compra em 2017.

Geograficamente, contata-se que é em Lisboa que os consumidores mais manifestam ter perdido poder de compra no último ano (20%). No Porto, apenas 5% consideram que a situação piorou face a 2015.

Este estudo foi desenvolvido em colaboração com a Nielsen, tendo sido realizados 600 inquéritos por telefone, a indivíduos de Portugal continental, de ambos os sexos, com idades compreendidas entre os 18 e os 65 anos, entre os dias 26 e 28 de setembro de 2016. O erro máximo é de +4.0 para um intervalo de confiança de 95%.

O iPhone 7 corrigiu um dos principais receios dos consumidores

Apesar de uma alteração pouco falada, o iPhone 7 removeu o botão Home mecânico e substituiu-o por um sensível ao toque. Parece pouco mas a verdade é que desta forma a Apple anulou também um dos principais receios dos consumidores relativamente ao botão que fazia anteriormente parte do iPhone.

De acordo com o Business Insider, eram frequentes os rumores que o facto de o iPhone fazer uso de um botão mecânico aumentava as hipóteses de avariar. A tendência foi particularmente adotada em países como a China, Singapura, Coreia do Sul e Brasil, com os detentores de iPhones a utilizarem outros métodos para desbloquear o iPhone sem recorrer ao botão Home, com receio que este encravasse.

John Gruber, conhecido blogger de tudo o que é Apple, especula que tenha sido o receio de limitar o alcance e vendas do iPhone 7 nestes países que justificou a integração de um botão Home sensível ao toque.

Fatura da eletricidade terá de ter data para comunicar contagem

O regulador do setor energético aprovou um projeto de diretiva que obriga os comercializadores de eletricidade a indicarem na fatura aos seus clientes qual a data (ou datas) em que a leitura do contador pode ser comunicada para ser refletida na fatura seguinte, existindo uma proposta semelhante para o setor do gás natural.

“Com esta obrigação colocada aos comercializadores, os consumidores veem reforçados os meios para reduzirem o recurso a estimativas de consumo e poderem mais facilmente controlar os seus consumos de energia e os custos associados”, explica em comunicado o organismo liderado por Vítor Santos.

No âmbito da comemoração do Dia Mundial dos Direitos do Consumidor, a ERSE lança um folheto eletrónico para os consumidores tirarem partido da liberalização no mercado de energia, aconselhando-os a ter presentes as três fases essenciais do processo de mudança (3 C’s), que passa por conhecer quem atua no mercado, por comparar as ofertas disponíveis e por contratar de forma esclarecida e informada.

O regulador recomenda ainda aos consumidores que conheçam as características do contrato antes de o assinar e percebam se existe alguma fidelização associada, que, se existir, deve ter uma vantagem para o consumidor claramente identificada.

Apesar de a fidelização não ser proibida, “deve ser explicada ao consumidor e demonstrada qual a vantagem associada”, defende o regulador.

 

Laboratório Edol – Cinco Estrelas

Carlos Setra

Apostando na inovação, investigação e desenvolvimento e tendo a preocupação de assumir parcerias com várias entidades, o Laboratório Edol assume-se como uma referência na indústria farmacêutica. Mesmo perante a ameaça de saturação do mercado interno, a Edol tem sabido superar-se. Como?
Como empresa 100% portuguesa, a superação é a nossa palavra de honra desde que demos os primeiros passos. Estamos inseridos num mercado extremamente competitivo com uma forte presença de empresas multinacionais, onde apenas com muita dedicação, empenho e paixão pelo que fazemos, nos conseguimos superar e diferenciar. O segredo do sucesso está nas pessoas e nós temos uma equipa que está pronta para percorrer desafios e superar as adversidades. Outro motivo que nos ajuda a combater as ameaças do mercado é o facto de sermos uma empresa com uma estrutura hierárquica muito horizontal, onde estamos todos muito próximos das tomadas de decisão. Isto permite-nos responder mais rapidamente às oscilações e exigências do mercado.

Ao longo do tempo a empresa passou por profundas transformações, nunca perdendo o foco nos seus objetivos e acumulando um vasto leque de produtos ao seu atual portefólio. Dentro desta gama quais são, para si, os que merecem ser destacados?
Todos merecem ser destacados. No entanto, temos produtos nas diversas áreas que pela sua antiguidade, qualidade e performance merecem algum destaque. De entre os mesmos, podemos destacar o Clorocil, o Pandermil, a Gama ATL. Os primeiros dois remontam à génese da empresa e têm cerca de 60 anos de mercado. Continuam a ser preferência da maioria dos nosso médicos pela elevada qualidade e eficácia. A Gama ATL tem cerca de 15 anos e tem sido um desafio muito interessante. Tratam-se de produtos dermocosméticos e têm sido a preferência de muitos dos nossos médicos, enfermeiros e farmacêuticos.

Aquela que começou numa farmácia em Alcântara está atualmente presente em quantos países? Este é um número que está em permanente diversificação? Que outros mercados estão no vosso horizonte?
Temos feito um esforço muito grande para internacionalizar os nossos produtos nos últimos anos e atualmente estamos presentes em mais de 10 países. Contudo, é nosso apanágio continuar a trabalhar diariamente para, por um lado aumentar o número de países, e por outro fortificar a posição nos atuais mercados. Os horizontes são enormes e adoraríamos conquistar mercados como a América Latina, Rússia e Europa. Espanha e Itália, pela proximidade e potencialidade, estão entre os prioritários a nível europeu.

5Estrelas_BIGO Laboratório Edol foi distinguido com o Prémio Cinco Estrelas 2016, “o prémio dos consumidores”. Qual é o significado desta certificação?
O significado desta certificação representa, em primeiro lugar, um orgulho enorme para todos os colaboradores e significa que o trabalho que temos desenvolvido em torno da qualidade é efetivamente comprovado pelos consumidores. Por outro lado, comprova que a mentalidade dos portugueses está diferente e que aquilo que é produzido em Portugal, por portugueses, como é caso da nossa Gama ATL, começa a ser valorizado e preferido pelos consumidores.

Este é um reconhecimento feito pelos consumidores portugueses face à qualidade global dos produtos e serviços da empresa, sendo que a avaliação é feita segundo a metodologia SPICI que avalia a satisfação pela experimentação, a relação preço/qualidade, a intenção de compra ou recomendação, a confiança na marca e a inovação. Em todos estes parâmetros, o que é que a Edol tem feito para merecer o reconhecimento por parte do seu consumidor?
Esta foi a primeira vez que concorremos a um Prémio deste género. Contudo, nos anos transatos participámos em Corridas de Luta contra o Cancro da Mama onde demos a conhecer o nosso produto aos consumidores e criámos a experimentação com o mesmo. O facto de estarmos há 15 anos a dar a conhecer estes produtos junto dos mais diversos profissionais de saúde fez com que o produto ganhasse a credibilidade e aceitação que era pretendida. Os primeiros feedbacks vieram exatamente da classe médica e farmacêuticos, ganhando posteriormente a confiança dos consumidores. Esse trabalho continua a ser feito diariamente por toda a equipa Edol, no sentido de melhorarmos regularmente a qualidade dos nossos produtos e darmo-nos a conhecer a mais pessoas.
Este prémio veio dar um grande impulso no reconhecimento por parte dos consumidores e dar ainda mais força para continuar a fazer o nosso trabalho, até porque haviam marcas muito fortes a concorrer nas nossas categorias que acabaram por não conseguir ganhar.

Estas certificações assumem uma crucial importância uma vez que diferenciam e credibilizam os produtos, pela voz e pela perceção do consumidor. Acredita que as empresas, de um modo geral, têm olhado para estas avaliações como estratégicas ou, pelo contrário, há algum receio deste escrutínio dos consumidores? Qual tem sido o posicionamento da Edol?
Estas certificações são importantes para todas as empresas, mesmo que não se ganhe. O melhor que uma empresa pode ter é o feedback dos seus consumidores, mesmo que seja negativo. Uma empresa estagna quando não há possibilidade de melhoria. Havendo essa possibilidade, significa que há também oportunidade de crescer. O posicionamento do Edol é exatamente esse. Mesmo que o escrutínio seja negativo, agarramos nele e melhoramos o que temos a melhorar. O facto de termos produção própria e investigação & desenvolvimento na nossa empresa faz de nós um player muito competitivo porque respondemos mais facilmente às exigências dos nossos consumidores.

Mesmo que não saiam vencedoras, que principais ilações as empresas devem tirar desta avaliação dos consumidores? É também uma forma de corrigirem ou aperfeiçoarem os seus produtos ou serviços?
Como dizia anteriormente, o que podemos retirar destas avaliações é as oportunidades de melhoria dos nossos produtos.

Olhando para 2015, qual o balanço que é possível fazer da atividade do laboratório? As metas lançadas no início do ano foram atingidas?
Foi um ano muito exigente para todos e para o Edol não foi exceção. Podemos concluir que foi um ano de grandes mudanças na nossa atividade e de grande aprendizagem. Fruto do trabalho dos nossos colaboradores em todas as áreas, não só conseguimos atingir as metas que tinham sido desenhadas, como supera-las. Foi um ano desafiante e julgamos que 2016 ainda vai ser mais.

Para o futuro e para continuar a merecer o voto de confiança do consumidor, qual continuará a ser a estratégia da Edol?
A estratégia do Edol é muito simples. Produzir produtos em Portugal, por portugueses, levar esses mesmos produtos às casas dos portugueses e ainda crescer na exportação, levando o que de melhor se faz em Portugal ao resto do mundo.
Vamos continuar a estar muito próximos nos nossos clientes, a estabelecer parcerias estratégicas, a estar atentos às exigências do mercado e dos consumidores, tentando melhorar dia após dia.

Que objetivos pretendem desenvolver ao longo de 2016 para que o Laboratório Edol continue a ser um paradigma da “saúde que se vê”?
Para corresponder a um paradigma de “saúde que se vê” é necessário continuar a trabalhar com base nos valores que nos representam: Promover com rigor a saúde e bem-estar, melhorando a qualidade de vida. Competir pela Qualidade e Inovação. Preservar o Ambiente. Apostar na transparência e no diálogo tanto com o Cliente Interno como com o Cliente Externo Garantir Segurança, Higiene e Saúde no Trabalho. Investir na Formação e Desenvolvimento da nossa Equipa. Promover a união, a força, a motivação e o respeito entre todos, como motor de crescimento individual e coletivo.

Às diferentes gerações que circulam nos corredores da Edol, que mensagem importa deixar?
Confiança no Futuro!

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