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Mazars avalia entidades europeias de seguros

Luís Gaspar, Managing Partner da Mazars

Pelo segundo ano consecutivo, a Mazars realizou um levantamento dos relatórios de solvência e condição financeira das 15 entidades sujeitas à diretiva Solvency II, que entrou em vigor a 1 de janeiro de 2016 e que alterou o quadro regulamentar das empresas de seguros a nível europeu. A implementação da diretiva trouxe para a esfera pública uma infinidade de informações, anteriormente divulgadas apenas ao regulador, sobre as circunstâncias financeiras e a solvência das entidades no mercado segurador na União Europeia

Esta diretiva introduz novos requisitos para o cálculo do rácio de solvência e com base numa avaliação do valor económico de fundos próprios e das necessidades de capital da Companhia, juntamente com requisitos de governance e gestão de risco. Estes novos requisitos quantitativos e qualitativos são acompanhados por regras reforçadas para o desenvolvimento de relatórios trimestrais e anuais destinados tanto ao regulador como ao público em geral.

A fim de proporcionar maior transparência ao mercado, a diretiva exige a divulgação pública anual de um relatório de solvência e situação financeira (“RSSF”) que deve abranger dados de atividade, o seu sistema de governance, a sua exposição ao risco e informações sobre métodos de avaliação e gestão de capital, o qual é sujeito a revisão por parte do Revisor Oficial de Contas.

Para Luís Gaspar, Managing Partner da Mazars, “a avaliação desenvolvida fornece-nos uma visão abrangente da realidade do setor Segurador ao nível comunitário, possibilitando-nos retirar algumas conclusões relativamente ao estado e atividade destas Companhias. A primeira constatação a emergir do estudo comparativo desenvolvido é que todas as Companhias cobrem a sua margem de solvência e disponibilizam informações padronizadas refletindo os requisitos de regulamentação exigidos. Apesar disso, as informações fornecidas sobre a volatilidade do rácio de solvência, a gestão de capital e os detalhes dos modelos internos merecem atenção redobrada, a par de uma divulgação relativa ao impacto das medidas transitórias e à capacidade de absorção de perdas dos impostos diferidos”.

Na amostra analisada, as taxas de cobertura do rácio “SCR” situam-se entre 133% e 372%. Em média, o rácio de solvência aumentou 11 pontos percentuais entre 2016 e 2017. Este aumento é explicado sobretudo pela mudança no ambiente económico neste período, marcada por uma taxa de juro (sem risco) mais elevada dentro da União Europeia.

A tendência global é para o aumento do rácio de solvência, correspondendo a variação máxima observada a um aumento de 44 pontos percentuais entre 2016 e 2017. O grupo em questão – a Aegon – apontou as principais razões para essa mudança: condições econômicas mais favoráveis; alterações ao modelo interno, em especial ao tratamento do risco de spread e a redução do risco de default após a transferência de um dos seus portfolios. O impacto quantitativo dessas mudanças não foi divulgado.

Em contraste, o desenvolvimento mais desfavorável observado representa uma queda de 19 pontos percentuais no índice de cobertura da empresa avaliada. O RSSF do grupo em causa liga a evolução verificada à redução dos fundos próprios elegíveis entre 2016 e 2017 subsequente ao pagamento de dividendos e ao resgate de capital durante o ano de 2017, de acordo com a política de gestão de capital desenvolvida.

O estudo comparativo realizado aos dados obtidos em 2016 e 2017 teve como base uma análise de elementos como o nível de detalhe disponibilizado sobre os indicadores de solvência, as metodologias aplicadas para medir ativos, provisões técnicas e fundos próprios, informações fornecidas e informação expandida em comparação com o primeiro RSSF, entre outros. Quando tal se verificou apropriado, estes dados foram complementados pela Mazars com as informações disponíveis nos Modelos de Relatórios Quantitativos (QRTs) públicos que são geralmente disponibilizados em anexo ao RSSF.

A avaliação desenvolvida integrou as 15 Companhias sujeitas à diretiva Solvency II a nível europeu: Axa, BNP Paribas Cardiff, CNP Assurances, Covea, Credit Agricole Assurance, Groupama, Natixis Assurance e Scor (França), Aviva (UK), Ageas (Bélgica), Aegon (Holanda), Allianz e Munich Re (Alemanha), Generali (Itália) e Mapfre (Espanha).

Sobre a Mazars

A MAZARS é uma organização integrada e independente, especializada em Auditoria e Revisão de Contas, Contabilidade, Consultoria e Advisory Services, Assessoria Fiscal e Serviços Jurídicos. Está presente em 86 países diretamente, e conta com correspondentes em mais 16 mercados. Integra 20 mil pessoas lideradas por 980 sócios em mais de 300 escritórios em todo o mundo. Acompanha clientes de todas as dimensões, desde multinacionais e grandes empresas a PME e investidores privados, em todas as fases do seu desenvolvimento. Em Portugal, a MAZARS integra 150 pessoas e tem escritórios em Lisboa, no Porto e em Leiria.

Sage cria formação específica em SVAT para contabilistas

O SVAT é um selo de validação emitido pela Autoridade Tributária que garante padrões de qualidade para os ficheiros SAF-T (PT) de Contabilidade, produzidos pelo programa de contabilidade. Utilizando uma aplicação com selo de validação (SVAT) a Autoridade Tributária garante que a aplicação possui mecanismos de alerta e de validação de incoerências nos dados contabilísticos, permitindo a prévia correção de qualquer situação de não conformidade com os saldos esperados das contas para elaboração das Demonstrações Financeiras.

A Sage, consciente do impacto destas alterações, planeou um conjunto de formações e webinars gratuitos focados nas novas regras necessárias para qualquer contabilista ou empresa com contabilidade interna:

  • Webinars gratuitos: o próximo decorre já no dia 25 de fevereiro pelas 12h00;
  • Pack de formação “SVAT in a BOX”: engloba formação presencial, webinars mensais e o suporte de uma equipa especializada da Sage durante todo o processo;
  • Formação complementar: um calendário com formação específica que vai incidir em temas como SAF-T (PT) 1.04, Taxonomias e Analisador e a Integridade do SAF-T (PT) de Contabilidade de acordo com as recomendações da AT.

Desta forma, a Sage pretende dar o apoio necessário aos seus clientes e parceiros de negócio para que submetam corretamente o SAF-T (PT) à Autoridade Tributária, em 2020. O objetivo neste processo passa por tornar todas as burocracias e mudanças mais simples e acessíveis culminando num processo de implementação mais rápido e eficaz.

Joaquim Machado, Product Delivery Director da Sage, afirma que “Na Sage, iniciámos já há algum tempo o processo de obtenção do Selo de Validação AT para as principais soluções de Contabilidade, e fizemo-lo porque há claras vantagens em utilizar uma aplicação de Contabilidade autenticada com o selo SVAT. Desde logo garante que a aplicação cumpre com todos os requisitos que a Autoridade Tributária definiu como necessários para a obtenção desse mesmo selo e estes muitos requisitos fazem com que os utilizadores destas aplicações estejam mais seguros quanto à forma e eficácia com que vão conseguir dar resposta à nova forma de reportar a IES já muito em breve”.

Rumo a uma nova era digital

Vamos começar por conhecer melhor a CBA – Connecting Business Anywhere. O que procuravam colmatar com a criação da CBA?

Procuramos ajudar e apoiar no crescimento e na organização das empresas com soluções empresariais inovadoras. Começa desde a ideia ao desenvolvimento do projeto e da criação da empresa até à implementação do negócio.

Connecting Business Anywhere é uma nova forma de relacionamento com as empresas, pessoas e os seus negócios, e com toda uma comunidade em geral, quer sejam clientes, fornecedores, parceiros e colaboradores em qualquer lugar onde estiverem. E temos feito jus ao nome, desde o início do ano a nossa carteira de clientes tem evoluído, e são oriundos de vários lugares como do Brasil, EUA, China, Reino Unido, Irlanda, Holanda, Espanha, França, Suíça, Croácia, Angola e Moçambique.

Em que é que querem diferenciar-se?

Pela simpatia, capacidade na resposta, pela qualidade do serviço que prestamos ao cliente, e também pela inovação, desta forma cria-se valor, reconhecimento e confiança.

Que posição pretendem assumir no mercado?

Seríamos muito ousados dizermos a 1ª posição!

é o que todos querem, mas sim ambicionamos a liderança de mercado pelo menos na cidade onde estamos, em Almada.

As soluções tecnológicas vêm tornar a gestão de um escritório de contabilidade mais ágil e rentável, bem como melhorar a relação com os clientes. Este é o maior impacto?

Sim, sem dúvida. Existe impacto no aumento da produtividade, na capacidade de organização, maior mobilidade e eleva o espírito de equipa entre os colaboradores. Com as soluções tecnológicas existe uma maior aproximação e interação com os clientes e acesso à informação a qualquer hora e em qualquer local com total segurança. Foi recentemente criado pela CBA uma solução inovadora chamada SendSaft, que possibilita o envio dos ficheiros Saft duma forma rápida e automática, permite à CBA e também aos nossos concorrentes uma maior rentabilidade e eficácia no trabalho.

Estão os escritórios de contabilidade preparados para a transformação digital?

Acho que estão em fase de mudança e de adaptação. Hoje se os escritórios de contabilidade querem fazer a diferença, não podem ter medo da transformação digital, têm que estar atentos e ver as coisas de outra forma, porque este é o momento certo para agir, porque a curto prazo irão ter vantagens em todo este processo.

É possível resistir à mesma e manter-se um escritório tradicional?

Será impossível resistir, tem de partir de nós, Contabilistas Certificados (CC), individualmente a a mudança, porque de futuro não será possível os CC se manterem num escritório tradicional.

A inovação é uma prioridade para qualquer setor e o setor da contabilidade não é exceção. Prova disso é o projeto e-fatura, lançado em 2013 pela Administração Fiscal, que transformou completamente a interação entre os cidadãos e os agentes económicos. Que outras vantagens impactantes podem ser enumeradas?

É deveras excelente e bastante inovador o fato de se poder validar e registar uma fatura eletrónica caso esta não tenha sido emitida pelo comerciante ou prestador de serviço. Para a Contabilidade não será a eliminação dos papéis em cima da secretária, mas com o e-fatura existe a vantagem de se poder obter as faturas eletrónicas (versão digital e é legalmente equivalente à fatura tradicional) através do ficheiro Saft e converter essa informação das vendas das empresas para os registos contabilísticos.

Mas estão a chegar mais transformações ao mundo da contabilidade. Quais?

Começa pelo recurso obrigatório a programas informáticos certificados de contabilidade para todas as empresas e que tenham a capacidade de gerar o ficheiro Saft em caso de haver uma auditoria por parte da AT-Autoridade Tributária. Deste modo as empresas que tenham contabilidade organizada, passam a efetuar o preenchimento automático dos anexos A e I da IES, mediante a submissão do ficheiro Saft gerado a partir do programa de contabilidade.

Qual é a sua visão sobre o impacto da tecnologia neste setor a médio/longo prazo?

Acho que nos próximos anos será essencial que os CC e empresários fiquem atentos ao progresso tecnológico que está perto, a fim de conseguirem dar resposta às atuais necessidades do mercado e dos seus clientes. É crucial que estejamos todos conscientes que o impacto e a transformação na contabilidade e nas organizações em geral é um processo que não termina, mas que evolui à medida que as empresas atingem um nível de maturidade, rumo a uma nova ERA DIGITAL.

B TIME: a forma positiva de mexer com as suas contas

btimeA empresa foi constituída pelos pais do atual diretor, o que lhe dá um caráter familiar e que, segundo o nosso entrevistado, “não retira o profissionalismo e rigor que formam a B TIME”.

“A empresa já tem 25 anos e sempre tivemos o foco na área da contabilidade. O que mudou com a minha chegada foi a complementaridade de serviços, quer de apoio à gestão, quer de consultoria na área contabilística e na área fiscal e acima de tudo na informação de gestão”.

Este é um dos grandes fatores distintivos da empresa, o de conceder aos seus clientes uma informação de gestão mensal, que lhes permite gerirem a sua empresa de uma forma “muito mais racional e muito menos emotiva”. 

MODELOS DE GESTÃO 

“Funcionam sempre assentes na contabilidade que é a base de tudo. E é com base na contabilidade que formamos os modelos de gestão. Apesar de a contabilidade ser muitas vezes encarada nas empresas como um mal e não uma vantagem, trouxemos ao mercado uma nova forma (positiva) de encarar a contabilidade. Desta forma, entregamos aos nossos clientes, periodicamente, um relatório de gestão, onde podem analisar, entre outros, os resultados mensais e acumulados, comparar com o ano anterior, bem como verificar os principais custos da empresa, de forma a poderem definir ações de melhoria.

O que oferecemos ao cliente é um mapa que espelha a verdadeira posição financeira e económica da empresa, o que faz com que tenhamos muitas situações em que os clientes esperam pelo nosso mapa, de forma a tomarem decisões em reuniões de administração. Este é um motivo de orgulho e de reconhecimento para nós enquanto parceiros das empresas. Trata-se de um bom indicador de como o nosso trabalho faz todo o sentido na gestão das empresas”.

De relevar que o facto de facultarem uma avaliação mensal às empresas é algo totalmente inovador.

“Infelizmente no mercado não existe praticamente ninguém que tenha este nível de gestão e acima de tudo de profissionalismo na entrega. Fazemos nas pequenas e médias empresas um trabalho que muitas vezes não é encontrado em multinacionais, por exemplo. Não é por serem pequenas ou médias empresas que devem deixar de ter uma gestão criteriosa”.

Questionado sobre o que é mais difícil na área, Pedro Flores explica que “por vezes é a desorganização do cliente. No nosso caso temos a sorte de ter clientes disciplinados, o que facilita o nosso trabalho, por isso, penso que a grande dificuldade são as dificuldades criadas pela Autoridade Tributária, relativamente à gestão de prazos, de declarações, de algum tipo de complicação em gerir os próprios empresários, uma vez que, o nível de impostos e o nível de multas ou de coimas que se gerou no panorama nacional em Portugal é gritante. Muitas vezes é difícil passar esta mensagem aos clientes. Estamos sempre a tentar evitar qualquer tipo de coima e, apesar de saber que somos bastante eficientes, nem sempre existe um apoio por parte da Autoridade Tributária. Tem havido um ataque às PMEs ao nível das multas. Sou completamente a favor do pagamento contínuo de impostos mas, neste caso, considero que muitas vezes as pessoas são penalizadas de forma excessiva, devendo por isso, ser criado um modelo que distinguisse incumprimento contínuo dos empresários de um mero esquecimento. Na faculdade aprendemos que o Estado existe para cuidar das pessoas e por vezes, nesta área, isso não acontece”.

UM PORTAL COM TODA A INFORMAÇÃO DISPONÍVEL SEMPRE QUE PRECISAR 

“Acompanhamos de perto as empresas e estamos  presentes nas decisões deles no que diz respeito ao apoio à gestão”.

Num mercado em que a palavra inovação tem algum peso, a B TIME, criou um modelo único e pioneiro para oferecer mais comodidade aos seus clientes. Falamos de um portal com toda a informação empresarial disponível 24 horas e 365 dias por ano em qualquer lugar do mundo. Apesar de não serem, agora, os únicos no mercado com esta oferta, foram pioneiros com a sua introdução no mercado.

“Entregamos a todos os nossos clientes as suas credenciais de acesso e em qualquer hora ou lugar do mundo podem ter acesso a todas as suas contas e informação contabilística, financeira e de recursos humanos. Tudo aquilo que é o nosso trabalho está lá. Este portal foi criado, também, para reforçar a nossa ideia de transparência. O empresário consegue aceder a toda a sua informação. Temos clientes há 15/20 anos e toda a informação da sua empresa está lá”.

PROXIMIDADE COM O CLIENTE 

“Somos muitas das vezes o departamento financeiro destas empresas e consideramos que o sucesso delas é também o nosso sucesso. Isto deve-se à nossa relação, que é muito próxima, com os nossos clientes.

Cada cliente tem a sua gestora de conta e quando precisa de resolver algum problema ou saber algo sobre a sua contabilidade já sabe com quem vai falar.

Há mudanças significativas na forma de como as empresas olham para as suas pessoas, percebem agora que a produtividade dos seus colaboradores depende muito da forma de como são tratados. Na B TIME já trabalhamos nisso desde o início”.

TRÊS DICAS ESSENCIAIS 

-Têm de saber números para saberem que passos podem dar;

-Têm de saber muito sobre os incentivos que existem e que estão ao dispor;

-Têm de saber e cuidar muito bem dos seus recursos humanos.

O seu sucesso é nosso sucesso

Empresária há 35 anos, Cidália Marques abriu a sua primeira empresa com 27 anos, a Lisaccount, uma empresa de administração e gestão que presta serviços personalizados em Contabilidade, Consultoria de Gestão Financeira, Fiscalidade, Serviços Administrativos e Financeiros, Outsourcing e Recursos Humanos.

Com instalações no centro de Lisboa, a Lisaccount oferece serviços de excelência com uma vasta experiência no mercado nacional e internacional. A palavra de ordem é qualidade e dedicação e tem como principal objetivo a satisfação total dos seus clientes, pelo que é pautada pela qualidade dos serviços prestados e não pela quantidade.  Num mercado de recessão a empresa mantém uma carteira de clientes fidelizados que contam com a Lisaccount como um parceiro de confiança que os acompanha em todas as suas necessidades permanentes. Os clientes da Lisaccount não são números, há um acompanhamento contínuo e apoio permanente à gestão das empresas.

“POR DETRÁS DE UMA GRANDE EMPRESA HÁ UMA GRANDE MULHER”

Lisaccount tem uma cara e essa cara é Cidália Marques, uma mulher de números, mas que sabe fazer bem a gestão de pessoas. O segredo do seu sucesso? Rigor e dedicação. “No início da empresa, durante muitos anos, trabalhava 16 horas por dia, de segunda a domingo e feriados”, refere Cidália Marques que manteve sempre o foco no seu percurso profissional. Exigente consigo própria, com o seu trabalho e com as pessoas que a rodeiam, Cidália Marques sempre revelou um espírito empreendedor. Em 1996 faz nascer um projeto que viria a ter um forte impacto no país – Os Ursitos. Pioneiro em soluções completas e integradas de mobiliário infantil e juvenil até aos 15 anos, Os Ursitos primou pela pormenorização e pela sua particularidade, não fosse Cidália Marques também ela mãe e não tivesse o projeto resultado na procura do quarto de sonho para o seu bebé. Um projeto que veio de Espanha, após uma procura incessante e resiliente pelo quarto que Cidália Marques idealizava para o seu filho e que não conseguia encontrar em Portugal.

Presente no mercado até 2004 e com 25 lojas abertas no país em regime de franchising, n’Os Ursitos era possível encontrar-se móveis pintados à mão, as mais recentes novidades em design de mobiliário moderno, produtos de decoração e ainda todos aqueles mil e um acessórios que completam e personalizam um ambiente infantil. Aqui, todas as mães poderiam encontrar “um quarto de sonho, para uma criança de sonho”.

ESPÍRITO EMPREENDEDOR

Mulher com forte presença no mundo dos negócios, Cidália Marques abraçou dois novos projetos que prometem surpreender. Podemos avançar que um dos projetos será o lançamento de um livro que contará a história de vida de Cidália Marques, “Mulher, Mãe e Amante – 60 anos de vida”. É um objetivo há muito ambicionado e que agora terá os seus frutos. Neste livro encontrará a história de vida de uma mulher que trabalha desde os 11 anos de idade, conciliando sempre os estudos com a sua educação e formação profissional, até a abertura da sua empresa em 1982. Uma empresa cuja atividade, na altura, era exclusivamente dominada por homens. Garra e determinação definem Cidália Marques e foi esta garra que permitiu, ao longo de 62 anos, contornar os obstáculos, superar dificuldades e ser sempre uma pessoa muito ativa. O segundo projeto está ligado ao automobilismo, não podendo ser para já revelado. Contudo, promete revolucionar mais uma vez o “mundo de homens”, não fosse Cidália Marques uma mulher empreendedora com espírito de liderança, sempre à procura de desafios. Uma mulher otimista por natureza que nunca baixou os braços, que ama a humildade e honestidade em detrimento da hipocrisia e falsidade.

“O nosso foco é a saúde do negócio dos nossos clientes”

No sentido de contextualizar o nosso leitor, quando foi edificada a Decisão Essencial e de que forma tem vindo a percorrer um rumo assente em pilares como o rigor, a excelência e a qualidade?
A Decisão Essencial tem a sua origem em 1991, num projeto iniciado precisamente com os mesmos sócios.
Sendo desde logo um projeto direcionado para a prestação de serviços nas áreas da Contabilidade, Fiscalidade e Apoio à Gestão, obrigatoriamente exigimos a nós próprios, desde sempre, uma especialização e conhecimentos técnicos muito elevados e em constante atualização, o que é basilar para desempenhar com o máximo rigor as funções que nos são exigidas.
Esse rigor, está intimamente ligado aos princípios éticos regulados pela nossa Ordem Profissional e aos princípios éticos e morais que devem reger as relações entre as pessoas, sejam singulares ou empresas, pelo que é dessa forma que pautamos a nossa atuação no mercado.
Aquilo que exigimos à nossa equipa é o foco integral no cliente e nas suas necessidades, bem como o empenho e a responsabilização total relativamente a tudo o que fazem. Desta forma, garantimos a diferenciação pela elevada qualidade do nosso produto final, o que nos permite estar em constante perseguição daquele que é o nosso objetivo diário e continuado: a Excelência dos nossos serviços!
Este percurso, tem-nos trazido o reconhecimento do mercado, traduzido num crescimento sustentado e num elevado nível de fidelização da atual carteira de Clientes.

Assumem-se como uma marca com um posicionamento diferenciado no apoio efetivo à gestão do negócio das empresas. Que posicionamento é este e de que forma marca a diferença?
A nossa estrutura está concebida de forma a ser possível assegurar o apoio aos nossos Clientes na gestão dos seus Negócios.
Tentando concretizar: apesar de não sermos uma estrutura excessivamente pesada, a nossa dimensão permite que os Sócios da Decisão Essencial, em condições normais e correntes, estejam libertos, a maior parte do seu tempo, de funções de cariz executivo, o que lhes permite fazer o acompanhamento personalizado da evolução de cada um dos clientes.
Temos ferramentas desenvolvidas, baseadas na realidade-tipo dos nossos clientes, que produzem análises económico-financeiras direcionadas para os decisores de cada uma das empresas nossas Clientes.
Essa informação, de leitura e interpretação facilitadas, é-lhes fornecida mensalmente, tendo por base a nossa experiência e know-how. Com este apoio, os nossos Clientes conseguem tomar decisões informadas e atempadas, baseadas na sua realidade, e não na realidade do colega, do amigo, ou da imprensa.
Em função dos elementos que nos vão sendo transmitidos, e com o conhecimento que temos do mercado, esta forma de estar marca a diferença em relação á esmagadora maioria das empresas que atuam no mercado nesta área e que acabam por não ter ou a disponibilidade ou o conhecimento necessário para prestar um apoio tão efetivo à Gestão do Negócio da Farmácia.

Quais são as principais áreas em que atuam? Existe alguma que tenha maior preponderância do que as outras no vosso volume de negócios? Se sim, qual? De futuro é possível estarem presentes noutros segmentos de atuação?
A Decisão Essencial intervém nas áreas da Contabilidade, Gestão Administrativa dos Recursos Humanos, Fiscalidade, Consultoria de Gestão e apoio no processo de Aquisição ou Venda de Farmácias, dentro das nossas áreas de especialização, evidentemente.
A área a que temos dedicados mais meios materiais e humanos é a da Contabilidade, onde contamos com 12 pessoas. Relativamente à vertente relacionada com a Gestão Administrativa dos Recursos Humanos, contamos com 2 pessoas, que desempenham funções exclusivamente nessa área.
Temos ainda uma pessoa de características mais operacionais, que nos apoia junto das entidades externas com quem vamos tendo que nos relacionar, e que trata dos contactos comerciais da empresa.
Por fim, estão os dois sócios, que acabam por prestar apoio interno a todas as áreas, acompanhar o Negócio dos Clientes e abraçar solicitações e projetos pontuais que vão surgindo, por exemplo, na área da Consultoria de Gestão a Farmácias que não são nossas Clientes da Contabilidade, ou na elaboração de “business-plans” para Clientes que pretendam adquirir uma Farmácia e, por exemplo, necessitam de se financiar junto da banca, ou prestar apoio a um Cliente no processo de venda ou compra de uma Farmácia, nas vertentes Contabilística e Fiscal.
No que respeita ao volume de negócios, a sua quase totalidade diz respeito à prestação de um serviço global, que inclui a vertente contabilística, fiscal, apoio aos recursos humanos e todo o apoio à gestão do negócio.
Neste momento encaramos a possibilidade de intervir de forma muito direcionada e muito especializada na área da Fiscalidade e da consultoria de Gestão, independentemente do serviço de Contabilidade, alargando a disponibilidade da nossa experiência e do nosso “saber-fazer” a Farmácias que não façam parte do nosso universo de Clientes do serviço global, que inclui a Contabilidade.

Porquê a aposta no setor das Farmácias? De que forma prestam esse suporte no domínio do universo das farmácias?
Esta aposta clara e bastante focada no setor das Farmácia remonta ao final de 2005. Desde essa altura a nossa estratégia foi montada no sentido de desenvolver e consolidar o máximo conhecimento de todo o setor, de todos os seus “players” e de todas as vertentes nucleares para este tipo de Negócio, que, contra tudo o que se possa acreditar ou imaginar, tem as suas características próprias, as suas especificidades e exigências distintas de outro tipo de Cliente.
Essa aposta foi ganha, e todo o conhecimento acumulado de uma forma transversal ao setor tem-nos permitido sentir, quase que por antecipação, as necessidades dos proprietários de Farmácias, ajudando-os a atravessar um período extremamente conturbado no setor, ultrapassando diversos obstáculos, e mantendo os seus negócios com alguma estabilidade e com níveis mínimos de rentabilidade.
As Ferramentas de apoio à Gestão por nós desenvolvidas, em permanente evolução, refletem os pontos-chave, numa perspetiva económico-financeira, que necessitam de ser continuamente monitorizados, por forma a evitar que a situação, sobretudo financeira, da Farmácia se deteriore, provocando depois a derrocada da vertente económica.
Como é evidente, o nosso papel e a nossa intervenção são fulcrais, pois a zona de conforto de um Farmacêutico, por norma o proprietário da Farmácia, não se situa propriamente em temas de índole Financeira, pelo que o nosso papel não deve, nem pode, limitar-se ao envio da informação às pessoas. Temos de analisar, alertar, promover reuniões, para que a interpretação da informação seja efetuada de uma forma correta e que efetivamente contribua para o bom andamento do Negócio.

Paulo Raposeiro
Paulo Raposeiro

Em que moldes promovem esse apoio/suporte às Farmácias que, como se sabe, representam um setor vital para a economia nacional?
O nosso foco, tal como a frase que acompanha o nosso logotipo, é a saúde dos negócios dos nossos clientes.
Claramente procuramos fazer uma “ponte”, uma ligação, entre a área de atuação dos nossos Clientes e a nossa própria área de atuação.
Costumo muitas vezes, em tom de brincadeira, referir que nós temos de nos preocupar com a Saúde dos Negócios dos nossos Clientes, enquanto que os nosso Clientes, as Farmácias, tomam conta da Saúde dos seus Clientes/Utentes!
Na realidade é um binómio que tem funcionado extremamente bem. Os anos de 2011, 2012 e em boa parte 2013 foram muito duros para o setor em geral, e para os nossos Clientes em particular.
Houve que tomar decisões difíceis, quer do ponto de vista financeiro, quer do ponto de vista pessoal, houve que prescindir de muita coisa que se fazia ou se tinha, houve que reinventar processos, houve muito trabalho, muita instabilidade, houve pessoas que deixaram de acreditar!
Nós, entre dilúvios, tempestades, momentos muito difíceis, estivemos sempre lá, nunca arredámos pé e nunca desistimos dos nossos Clientes, nem do setor.
Nos dois últimos anos, tenho visitado e conversado com largas dezenas de Farmácias que ainda não são nossas Clientes e tenho-me apercebido da gritante falta de apoio especializado no Negócio que os proprietários das Farmácia ainda hoje têm! É assustador!
Contudo, existe uma grande resistência à mudança e aquilo a que vou assistindo e me vai sendo transmitido é que, de facto, as pessoas têm a noção disso, mas a inércia é elevada, e uma mudança de fornecedor deste serviço é sempre uma situação desconfortável, pois trata-se de uma área sensível, onde os laços pessoais se vão criando e consolidando, tornando a decisão dificil.
Este tem sido o nosso percurso, por um lado junto dos nossos Clientes e por outro indo ao mercado, tentando divulgar junto das Farmácias as nossas valências e as áreas onde as podemos ajudar a melhorar, por forma a garantir a sustentabilidade e a viabilidade do seu Negócio.

O setor das farmácias é apenas um de entre os vários que estão presentes. É importante perceber cada setor, para assim providenciar as respostas efetivas e corretas às singularidades de cada setor? Isto «obriga-vos» a criar soluções à medida de cada cliente e setor?
A nossa presença na Expofarma deve-se exclusivamente ao facto de este ser um evento e um local privilegiado para o contacto com as Farmácias.
Não temos a intenção de criar qualquer tipo de solução para outro tipo de Cliente ou Setor, pelo menos no âmbito desta exposição.
Estaremos focados apenas no setor Farmácia.

De 14 a 16 de abril realiza-se mais uma Expofarma, no Centro de Congressos de Lisboa, onde a Decisão Essencial estará presente. Porquê esta aposta? O que pretende ao estar presente neste evento?
Ao longo dos últimos anos, tem sido hábito eu marcar presença nos principais eventos do setor.
Considero prioritário estar em sintonia com o que acontece, perceber as tendências, as preocupações, os anseios do Setor, e, consequentemente, efetuar a minha própria análise, no sentido de perceber de que forma nos podemos reinventar e readaptar, de seguir essas tendências, de ir ao encontro das preocupações e de poder contribuir para minorar ou resolver os anseios das Farmácias.
Portanto, basicamente a nossa intenção é estar presente, “sentir o pulso” ao setor, assistir, ao vivo e a cores, ao evento, mas desta vez, e ao contrário de outros anos, no papel de expositor.
Queremos ter condições para reencontrar velhos conhecidos e amigos, descobrir novos, falar com as pessoas, explicar-lhes o que fazemos, como fazemos, e o que podemos alcançar.
É o culminar de uma estratégia que nos tem permitido estar muito mais próximos do mercado, mas aqui junto de muito mais pessoas em muito menos tempo!
Vai ser stressante querer falar com toda a gente e não haver tempo para isso, mas ao mesmo tempo vai ser um stress positivo, e muito, muito bom!

Pretendem apresentar alguma novidade ao setor na Expofarma? Se sim, qual será?
É possível que sim…Até já levantei um pouco o “véu”. No entanto, novidades são novidades… Se forem reveladas antes do momento certo, deixam de o ser, certo?
Mas posso dizer que as novidades poderão passar pela dissociação da prestação de alguns serviços da prestação do serviço de Contabilidade e que esses serviços poderão ser de grande interesse e utilidade para a Farmácia, não sendo assim necessário sair tanto da zona de conforto.

De que forma está a Inovação ligada à vossa orgânica e dinâmica? É um pilar essencial para o vosso crescimento?
No mundo empresarial, quem não inova, estagna, e quem estagna, não cresce. E empresa que não promove o seu crescimento, não se autossustenta e, consequentemente, terá tendência para definhar e morrer.
Não tem sido, nem é, de todo, essa a perspetiva que temos para a Decisão Essencial.
Temos tido ao longo dos anos a constante preocupação em estar na linha da frente em termos tecnológicos, tanto na vertente de ferramentas informáticas, como no que respeita a formas de comunicação, organização e estrutura interna, de procura de novas formas de fazer as coisas, mais eficazes e de maior utilidade para os nossos Clientes.
Sem estar constantemente em busca da evolução, da melhoria, do crescimento, ficamos com falta de ar e, como sabe, sem ar não se respira e morre-se.

O que podem esperar os parceiros/clientes da Decisão Essencial, quando se juntam à mesma?
Quando uma Farmácia decide sair da sua “zona de conforto” e juntar-se ao projeto da Decisão Essencial tem, garantidamente, à sua espera, uma equipa que domina todas as especificidades do seu negócio, seja ao nível da Contabilidade, da Fiscalidade, ou dos Recursos Humanos. As nossas valências e experiência acumulada permitem abordar todas as questões envolvendo estas áreas, de uma forma positiva e construtiva.
Isto, por vezes, é um processo um pouco “doloroso” para a Farmácia, pois uma parte dos elementos de que necessitamos para realizar bem o nosso trabalho, na grande maioria das situações, não lhes eram solicitados, pelo que vão ter de se adaptar, logo desde o início, a um nível de exigências que anteriormente não existia.
Ultrapassada essa fase, têm a garantia de um trabalho elaborado tecnicamente de forma correta, respeitando a aplicação de todos os princípios contabilísticos e fiscais, e, no final, a “cereja no topo do bolo”: é disponibilizada informação, mensalmente, que lhes permite, em pouco mais de 5 minutos, perceber qual o rumo que o seu negócio está a seguir e, à distância de um telefonema ou do agendamento de uma reunião, poderem colocar as suas dúvidas a alguém que está perfeitamente sintonizado com a sua realidade, sobre a informação que estão a receber e a analisar, bem como sobre as decisões que tenham de tomar no curto e médio prazo sobre a gestão do seu negócio.

Quais são os grandes desafios de futuro da Decisão Essencial? Quais as principais prioridades?
Os principais desafios com que nos deparamos atualmente, com uma intensidade elevadíssima, prendem-se sobretudo com alterações de índole Fiscal, de exigências declarativas, quer ao nível da introdução de novas obrigações, quer de alterações profundas no que já existia.
O nível de complexidade na Fiscalidade tem aumentado exponencialmente ao longo dos anos, mas sobretudo nos mais recentes, o que tem também conduzido a um aumento das exigências por parte da Autoridade Tributária.
O aumento das necessidades de receita fiscal tem levado a um nível acrescido de controlo, o que tem vindo a ser facilitado, ao longo dos últimos tempos, com o aumento da informatização de processos e o consequente aumento da possibilidade de cruzamento de diversos tipos de informação.
A Autoridade Tributária, legitimamente, diga-se, aumentou o seu nível de exigência, colocando hoje, com muito maior frequência, questões aos contribuintes, que têm de ser respondidas em tempo útil.
Tem assim aumentado a conflitualidade entre a Autoridade Tributária e os Contribuintes, o que nos tem desafiado no sentido de procurar soluções que permitam evitar essa litigância, dando respostas atempadas e em cumprimento dos requisitos legais, de forma a poder evitar qualquer tipo de conflito aos nossos Clientes.
A principal prioridade que temos neste momento é o aumento da capacidade de resposta às questões que nos são levantadas no âmbito da Fiscalidade. Nesse sentido, tomei recentemente a decisão de frequentar uma Pós-Graduação em Fiscalidade, o que certamente será muito útil quer para a Decisão Essencial, quer para os nossos Clientes, a curto prazo.
Por outro lado, sentimos a necessidade de estar constantemente atentos a todo tipo de alterações de caráter político ou legislativo que possam ter impacto direto na vida dos nossos Clientes.
Não nos podemos esquecer que o principal “Cliente” dos nossos Clientes é o Estado, através das comparticipações nos medicamentos, que paga através do Serviço Nacional de Saúde, pelo que todas as alterações no panorama politico nacional podem sempre vir a ter, mais cedo ou mais tarde, impacto no Setor, obrigando, mais uma vez, a que todos os “players” se readaptem e se reinventem, no sentido de poderem garantir a sobrevivência e a viabilidade dos seus negócios.

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