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MDS colabora no desenvolvimento do setor dos seguros em África

A indústria seguradora em África tem crescido nos últimos anos, tirando partido da baixa penetração dos produtos de seguro, tanto no ramo vida como não-vida, de uma população em rápido crescimento e de um crescimento económico sustentado. As inovações digitais, nomeadamente os pagamentos móveis e sem recurso a numerário, estão a revolucionar a distribuição de seguros e a criar oportunidades em várias áreas de produto como a agricultura, a vida ou a saúde. Para além disso, afiguram-se mudanças sociais, tecnológicas, económicas, ambientais, políticas e regulamentares que virão abalar e dar nova forma ao ambiente concorrencial de seguradores e corretores a operar em África, pelo que as empresas que pretendem desenvolver-se não têm outra alternativa que não seja a adaptação à constante mudança.

Neste ambiente, os corretores têm um papel de crescente importância. Com os produtos de seguros a exigir maior literacia da parte dos consumidores, o corretor é fundamental para construir relações de confiança entre as partes interessadas.

Importância da presença local 

As regiões africanas apresentam uma enorme diversidade. Cada país tem a sua cultura, legislação, regulamentos e ambiente de risco únicos.  Por isso, acreditamos que as soluções locais são a melhor forma de compreender verdadeiramente a complexidade de cada país e subscrever negócios de forma precisa e eficaz. A MDS tem atualmente escritórios locais em Angola e Moçambique e, através dos seus parceiros da Brokerslink está representada em 18 países no continente africano. Cada um destes corretores locais da Brokerslink é responsável pela colocação de riscos de seguro e gestão de sinistros segundo os padrões locais, usando o seu conhecimento local e expertise para oferecer o melhor serviço aos nossos clientes.

No quadro do crescimento contínuo da indústria seguradora, estamos determinados a consolidar e expandir a nossa presença nestes mercados africanos ao longo de 2019. Contudo, existem alguns desafios a considerar…

O aumento de regulamentação nos países africanos pode ser visto como um fator positivo. Uma regulamentação mais exigente e padrões financeiros melhorados, com vários países a envidar esforços no sentido de chegar a modelos semelhantes de governação e regulamentação da gestão de risco, trazem clareza, consistência e segurança à indústria seguradora, o que, por seu turno, aumenta a proteção dada aos consumidores. Em última análise, isto facilitará a operação das empresas regionais e multinacionais, assim como dos corretores.

Contudo, a regulamentação excessiva pode apresentar sérios obstáculos à competitividade. Alguns países procuram estabelecer protecionismo de mercado a diferentes níveis, nomeadamente não permitindo a entrada de seguradoras e resseguradores internacionais, ou exigindo que as seguradoras, antes de mais, cedam o risco a resseguradores locais, dando-lhes prioridade sobre o mercado internacional, o que coloca os intervenientes internacionais em desvantagem.

O cumprimento da regulamentação também representa um grande desafio, sendo que há ainda muito outro trabalho a fazer, tal como melhorar os mecanismos de controlo e agravar as penalizações por má conduta.

Ana Cristina Borges, CEO MDS Re e Brokerslink Regional Manager Middle-East Africa

PSL Navegação – Especialista no caminho marítimo para África

Chegar a este nível de excelência não é, naturalmente, simples ou fácil. É sempre necessário percorrer um caminho que, sem dúvida, tem altos e baixos, mas que só os mais fortes e capazes conseguem ultrapassar

A PSL Navegação assume isso mesmo, ou seja, atualmente é um player de relevo no seu mercado de atuação, pois tem vindo a fazer um percurso de prestígio no seu dia a dia e no relacionamento com os seus clientes e parceiros. A PSL Navegação é representada em Portugal pela NAIP, que tem mais de 15 anos de experiência neste mercado, mais concretamente em Angola pela NAIBER, em São Tomé pela NAI ST e NMA em Rotterdam. Claramente especializada no comércio internacional de Angola e São Tomé, a PSL opera com três navios próprios que garantem um serviço regular e transit time bastante competitivos.

É muito fácil assumir a dinâmica de um serviço único, mas o complicado é que essa excelência seja algo visível e esteja ao serviço dos clientes. A PSL perpetua isso mesmo de uma forma inquestionável, realidade que leva a marca a distinguir-se também pelas suas equipas, ou seja, um capital humano extremamente atento e que é responsável pelas tomadas de decisão capazes de oferecer respostas céleres, sustentando, portanto, o lema de garantia de um serviço único.

O facto de o centro de decisão estar em Portugal faz com que as respostas sejam mais céleres e ajustadas à nossa realidade.

O serviço PSL é assim garantido com saídas regulares de Portugal, dos portos de Leixões e de Lisboa, com serviço direto e sem transbordo, tendo como destinos: São Tomé, Luanda, Lobito e Namibe. De salientar que Cabinda é servida via Luanda com um feeder dedicado para cabotagem entre ambas as províncias.

PSL NAVEGAÇÃO E A CPLP

A relação de Portugal com Angola é longa e para durar. “Qualquer empresa que opere entre os dois países é sempre responsável pelo estreitar desses laços e a PSL não é exceção”, diz Francisco Marinho Leite, Diretor da PSL Navegação.

O presidente de Angola, João Lourenço, esteve recentemente em Portugal e afirmou que falar do relacionamento luso-angolano “é falar do relacionamento entre as pessoas” e lembrou o “contributo relevante” para o progresso e desenvolvimento de Angola dos 135 mil portugueses que ali residem e trabalham. A terminar, Francisco Marinho Leite relembrou que a “competitividade do comércio com os PALOPS assenta na língua assim como na excelente capacidade logística”, conclui o nosso entrevistado.

Inovação e PSL Navegação

A inovação é algo que faz parte da PSL e por isso a marca aposta sempre em navios modernos, porta contentores e Multi Purpose, com possibilidade de transporte de contentores HC, Dry Open Top, Flat Rack, Reefer, assim como a chamada carga convencional/especial.

Fidelidade Moçambique é inovação e qualidade

A Fidelidade Moçambique pretendia, aquando da sua entrada no mercado em 2015, assumir-se como uma das seguradoras de referência neste país em três a cinco anos. Sente que esse desiderato foi alcançado?

Consideramos que estamos a cumprir o objetivo que definimos, a Fidelidade Moçambique distingue-se por estar associada às principais inovações efetuadas neste período:

  • Lançamento da cobertura de Assistência em Viagem Auto;
  • Lançamento da Seguro Saúde adaptado à realidade de cada Cliente;
  • Forma de divulgação e comercialização produtos, com principal enfoque na utilização das Redes Sociais, através da utilização do Chatbot, WhatsApp, Youtube e Facebook onde já angariámos quase 20.000 fãs;
  • Ferramentas descentralizadas colocadas à disposição dos mediadores para cotação e emissão de seguros.

Mas também pela qualidade do serviço prestado, com um grau muito reduzido de litigiosidade.

Destaco, ainda, o facto de num recente estudo mercado sobre notoriedade das marcas, a Fidelidade constar entre as cinco seguradoras com maior notoriedade no país, a par com as companhias tradicionais deste mercado.

Quais são hoje os níveis de intervenção da marca perante o mercado e de que forma é que a vossa atuação é distinta de outros players do setor?

Desde a primeira hora que a Fidelidade tem pautado a sua atuação em Moçambique pela procura de soluções que vão de encontro às efetivas necessidades da população, daí a inovação em produtos, na forma de comunicar e explicar o que é um seguro e para que serve, utilizando para tal as novas tecnologias. A Fidelidade distingue-se igualmente por procurar, de forma ativa e consistente, efetuar ou associar-se a ações de literacia financeira na área seguradora, prevenção rodoviária e saúde.

Temos igualmente dado apoio/patrocínio a eventos culturais e musicais que criam uma ligação às gerações mais jovens, com ações de ativação e promoção da marca, onde em simultâneo desempenhamos um papel educativo junto deste target.

Existindo oportunidades para inovar, como o têm feito ao nível da qualidade do serviço prestado?

A nossa aposta na área da qualidade do serviço prestado passa pela transmissão da informação adequada aos clientes, com entrega de toda a documentação referente ao produto que estão a contratar, pelo acompanhamento dos mesmos nos processos de sinistro e pela informação atempada quanto à cobrança dos prémios. Esta forma de atuar contrasta com as práticas existentes no mercado que muitas vezes resultam num grande desconhecimento por parte dos clientes do que efetivamente contrataram e dos seus direitos.

Em que áreas é que têm apostado mais ao nível de produtos?

Nos Seguros de Saúde, Automóvel e Acidentes Trabalho.

Uma das principais caraterísticas da marca assenta na sua capacidade de apoiar iniciativas locais. Como tem vindo a Fidelidade a impulsionar o denominado empreendedorismo local?

A Fidelidade tem vindo desde 2015 a impulsionar o empreendorismo local através do seu Projeto de Gestores Profissionais de Seguros. Este projeto consiste em formar e certificar os formandos com desempenho positivo como Agentes Exclusivos da Fidelidade.

Estes agentes têm um plano de apoio e acompanhamento muito próximo durante os primeiros anos de atividade, visando que consigam ter um nível de comissionamento que lhes permita dedicar-se em exclusivo à atividade, existindo exemplos muito positivos de jovens que dado o seu empreendedorismo viram o seu nível de vida melhorar significativamente.

Destaco, ainda, o lançamento em 2018 do Protechting em Moçambique, projeto da Fidelidade e Fosun a nível global que visa a descoberta e premiação de start-ups com projetos inovadores em áreas pré-definidas. O projeto foi muito bem acolhido pelas start-ups locais, sendo apresentados projetos de qualidade o que permitiu que uma start-up de Moçambique fosse selecionada para participar durante uma semana na última fase do processo de premiação realizada em Portugal.

Quais os desafios a curto/médio prazo da Fidelidade Moçambique?

Os desafios passam por continuar a crescer a um ritmo elevado, tal como ocorreu em 2017 e irá ocorrer em 2018, onde pelo 2º ano consecutivo prevemos duplicar o volume de Prémios, permitindo assim que ao 4º ano de atividade incorporemos o grupo das seguradoras de dimensão média em Moçambique.

Por outro lado, e como forma, de assegurar um crescimento mais célere e atingir uma dimensão que nos permita estar entre os líderes do mercado, mantemos em aberto a possibilidade de aquisição de outros operadores com relevância no mercado moçambicano.

SEDE FIDELIDADE MAPUTO

“A nossa aposta é na inovação”

A Contraven é líder de mercado na aplicação de betão leve. Como é que se alcança um lugar de alto destaque num mercado tão difícil como é o caso do setor da construção?

A Contraven iniciou a sua atividade há 20 anos com a aplicação de betão leve à base de poliestireno. Num mercado onde este tipo de soluções eram praticamente inexistentes, houve um trabalho intensivo no sentido de divulgar as vantagens destas soluções face às convencionais. O facto de termos sido pioneiros foi um fator determinante, no entanto é certo que o nosso foco no desenvolvimento de novas formulações, de forma a satisfazer as várias necessidades do mercado foi igualmente indispensável. No decurso da nossa atividade e quando ainda estavam a iniciar-se os passos na indústria da reciclagem, a Contraven desenvolveu soluções capazes de incorporar esferovite reciclado. Um resíduo extremamente problemático devido ao seu volume e por inexistência de afetação em novos produtos. Aliada ao desenvolvimento das formulações próprias desenvolvemos os nossos próprios equipamentos, como é o caso das máquinas MMBL, capazes de assegurar o cumprimento dos requisitos das atuais cinco soluções em betão leve: Betcel®, Betespuma®, Betnível®, Betforma® e Betfloor®. Passados 20 anos a Contraven é muito mais do que o betão leve, devido à nossa vontade constante de superar as dificuldades de um  tão exigente e competitivo.

Já se encontram em Portugal, Angola, Moçambique e Brasil. É possível estabelecer as principais diferenças que afastam este país na vossa área de atuação?

Apesar do denominador comum destes países, certo é que as questões económicas não poderiam ser mais díspares, o que levou a que a nossa abordagem fosse também ela diferenciada.

Em Angola a abordagem passou pela criação de uma empresa de capital 100% português. Na altura estávamos perante uma economia emergente, mas com inúmeras condicionantes a nível de infraestruturas e capacitação da mão-de-obra. Passados 12 anos a evolução está à vista e, apesar da grave crise que o país atravessou, a indústria angolana é neste momento uma realidade e caminha a passos largos no sentido da diversificação. Ao longo deste 12 anos edificamos em Angola uma unidade industrial de geotêxtil, outra de poliestireno e uma confeção de têxtil-lar, para além dos serviços técnicos de construção.

A economia brasileira na altura encontrava-se em franco crescimento, mas estávamos perante uma economia num estado de desenvolvimento já avançado. Como tal, apostamos no estabelecimento de parceria com uma empresa brasileira capaz de desenvolver a área dos betões leves, implementando todo o know-how da Contraven, desde os equipamentos, à reciclagem e aplicação das nossas formulações. A área das resinas já é uma indústria amadurecida no brasil, pelo que não foi política da empresa reforço das marcas próprias Confloor® e Conwall®. No Brasil o processo passa por fomentar a adoção de novas técnicas construtivas incluindo o betão leve à base de poliestireno, à semelhança do que foi feito em Portugal.

Em Moçambique estamos perante um país com algumas semelhanças culturais a Angola, mas uma economia mais pequena e ritmo de crescimento mais gradual, pelo que a nossa presença no mercado tem uma expressão pouco significativa.

Por outro lado, que semelhanças os aproximam? A língua enquanto fator comum é um facilitador na hora de realizar negócios?

O principal elemento unificador é de facto a língua, fator que consideramos ter um grande impacto no sucesso das empresas portuguesas nesses países. A herança histórica e a presença portuguesa é significativa, o que se reflete numa afinidade intrínseca da população em geral e revela-se um ponto de partida favorável ao desenvolvimento de negócios.

Um dos objetivos traçados pela CPLP é o fortalecimento dos fluxos comerciais entre os países e enfoque nos desafios e oportunidades. Enquanto empresária sente esta realidade?

A Contraven é uma PME de cariz familiar, tendo o seu percurso de internacionalização sido levado acabo por iniciativa e recursos próprios. Reconhecemos no entanto, que as iniciativas desenvolvidas pela CPLP promovem o reforço dos vínculos culturais e preservação da história comum a estes países, o que é um elemento facilitador das relações negociais entre os mesmos.

Ao longo de 18 anos de existência a inovação mostrou-se ser uma palavra latente na vossa existência. Que planos estão neste momento em curso e que merecem destaque?

A nossa aposta sempre foi na inovação, seja pela introdução de novos produtos ou abordagem de novos mercados. Neste momento, as nossas ações estão focadas na área do betão leve no desenvolvimento de técnicas de aplicação mais eficientes e equipamentos tecnologicamente mais avançados, capazes de fazer face à realidade da mão-de-obra disponível nos mercados amadurecidos. No que concerne aos revestimentos resinosos manteremos a nossa aposta no desenvolvimento de formulações capazes de satisfazer os requisitos técnicos cada vez mais exigentes dos acabamentos. A grande aposta passará pela diversificação de mercados, sempre com foco nos países da CPLP.

“Consolidámos o posicionamento da Fidelidade como uma marca mais forte”

A Fidelidade Angola é hoje um dos principais players do seu setor a atuar no mercado angolano. Para contextualizar o nosso leitor, quais são as principais características da marca que perpetuam na mesma um sentido de proximidade e credibilidade junto do cliente?

A Fidelidade Angola é uma empresa altamente comprometida com o mercado onde atua. Aposta em produtos e serviços inovadores e adequados às necessidades e exigências dos clientes; lidera pelo exemplo, com base em princípios de ética e de independência; está atenta ao desempenho dos seus colaboradores e estimula-os frequentemente a progredirem e a contribuírem para que a estrutura seja cada vez mais ágil e mais moderna; aposta claramente em novas plataformas de comercialização e na melhoria contínua do ambiente de trabalho, assim como nas sinergias entre os acionistas e os parceiros. Por fim, a cidadania é vista como um dever e uma missão, motivo pelo qual está presente de forma transversal em muitas atividades da companhia, designadamente no apoio social e no apoio à prática de desportos saudáveis, que fomentam boas relações na comunidade.

Olhando para o mercado angolano, de que forma analisa, no âmbito do vosso core business, o mesmo e como têm crescido na conquista de quota de mercado?

A economia angolana vive um momento de crise, que se reflete naturalmente no poder de compra dos nossos clientes – quer dos atuais quer dos potenciais. Em tempos de crise os seguros são vistos com uma necessidade de segundo plano, o que, consequentemente, nos impede de crescer ao ritmo que gostaríamos.

Acresce que em Angola, embora haja dois seguros obrigatórios (Seguro Automóvel e Seguro de Acidentes de Trabalho), a taxa de securitização dos particulares e das empresas continua a ser demasiado baixa.

Assim sendo, como é que temos atingido os resultados que apresentamos e como nos mantemos no top 3? Apostando no alargamento da nossa presença territorial; numa equipa comercial profissional e em constante formação; lançando produtos e soluções inovadoras; prestando serviços de excelência e diferenciadores como o que disponibilizamos na área da resolução de sinistros. Veja que abrimos todos os processos no dia da participação desde que comunicados à companhia até às 16 horas, marcamos a peritagem para o dia seguinte, encaminhamos a peritagem e a reparação para a nossa Rede de Oficinas Recomendadas. Com esta atuação conseguimos transformar algo desagradável numa experiência positiva e conseguimos fechar cerca de 60% dos processos em três dias, uma vez que a peritagem dos mesmos é realizada no dia em que está agendada. Last but not the least, obviamente que não descuramos as melhores práticas internacionais através das sinergias com a Casa Mãe e com as restantes operações, situadas noutras geografias.

Em setembro de 2017, a Universal Seguros alterou a marca e passou a denominar-se Fidelidade Angola. Passado um ano, como foi realizado esse processo e de que forma é que foram dando continuidade ao trabalho desenvolvido nos diversos segmentos e produtos?

A marca Fidelidade fala por si em qualquer geografia. Apresentada e comunicada a alteração da marca e feito o rebranding em todos os suportes – no último trimestre de 2017 – tivemos efetivamente o ano de 2018 para consolidar a operação já com a nova insígnia. No processo de rebranding procedemos atempadamente à alteração da marca em todos os suportes (fachadas das agências; suportes para promoção de produtos; formulários; suportes para comunicação impressa e digital). Consolidámos o posicionamento da Fidelidade como uma marca mais forte, com larga experiência (mais de 200 anos) e, consequente, com mais know-how. Desenvolvemos e implementámos um conjunto de produtos especificamente concebidos para o segmento de particulares e pequenos negócios (onde se incluem os profissionais liberais e empresários em nome individual) – designadamente o novo seguro automóvel e o novo seguro de saúde. E intensificámos o desenvolvimento de parcerias e protocolos com ordens profissionais, associações; e entidades coletivas.

Este projeto passou, acima de tudo, pela afirmação da marca em Angola?

Fruto das ações de comunicação desenvolvidas, a mudança efetuada contribuiu para uma maior consolidação da marca no mercado angolano, o que nunca nos pareceu difícil atendendo ao ADN da Fidelidade. Aliás, a comprová-lo está o facto de no primeiro semestre de 2018 termos, segundo a Publivaga, duplicado a notoriedade da marca.

A vossa dinâmica assenta mais na vertente do negócio, mas atualmente há uma maior preponderância a nível da vossa estratégia direcionada para o cliente particular? Era um setor onde a marca ainda não se encontrava devidamente sustentada e presente?

Para este ano, e estrategicamente, foi definida uma prioridade de abordagem ao segmento de particulares, através da criação de um conjunto específico de produtos e soluções. Um bom exemplo disso foi o que fizemos com o seguro automóvel e com o seguro de saúde, mas também com o seguro de funeral, que em Angola tem uma importância significativa.

Já detínhamos uma forte presença no mercado corporate, que é muito importante para a solidez da companhia e que queremos obviamente manter. Temos como clientes a maioria das grandes empresas privadas que operam em Angola. São clientes fidelizados e com graus de satisfação elevados relativamente aos serviços que prestamos. Havia, contudo, que apostar nos particulares e pequenos negócios, porque crescer e diversificar é a palavra de ordem da companhia.

A vossa dinâmica assenta mais na vertente do negócio, mas atualmente há uma maior preponderância a nível da vossa estratégia direcionada para o cliente particular? Era um setor onde a marca ainda não se encontrava devidamente sustentada e presente?

Para este ano, e estrategicamente, foi definida uma prioridade de abordagem ao segmento de particulares, através da criação de um conjunto específico de produtos e soluções. Um bom exemplo disso foi o que fizemos com o seguro automóvel e com o seguro de saúde, mas também com o seguro de funeral, que em Angola tem uma importância significativa.

Já detínhamos uma forte presença no mercado corporate, que é muito importante para a solidez da companhia e que queremos obviamente manter. Temos como clientes a maioria das grandes empresas privadas que operam em Angola. São clientes fidelizados e com graus de satisfação elevados relativamente aos serviços que prestamos. Havia, contudo, que apostar nos particulares e pequenos negócios, porque crescer e diversificar é a palavra de ordem da companhia.

É legítimo afirmar que a Fidelidade Angola aposta na proximidade e fidelização dos seus clientes? Em que moldes têm vindo a perpetuar isso mesmo?

Claro que apostamos na proximidade com os nossos clientes. Fazemo-lo através do alargamento da nossa rede de agências, a nível nacional; lançando soluções inovadoras para os servir – a Fidelidade Angola foi a primeira companhia a disponibilizar a aquisição e ativação de seguros através da Rede Multicaixa; celebrando um protocolo com o Shoprite (maior rede de distribuição alimentar), que nos permitirá, para além de alargar a nossa presença junto de clientes do segmento de particulares e pequenos negócios, ter horários de atendimento diferenciados; e apostando na presença física em parceiros onde se encontram os nossos clientes. Para além disso – e de forma inovadora – criámos este ano a Fidelidade Especialistas.

Trata-se de uma rede comercial interna, atualmente composta por 56 colaboradores diretos da companhia, que recebem formação específica e intensiva sobre os produtos e sobre as melhores e as mais avançadas técnicas de contacto e de interação com os clientes para depois melhor interagirem com os particulares, quer seja em sua casa quer seja no seu escritório. Porque estes profissionais vão ao terreno, conhecem as pessoas, aproximam-se delas, criam relações.

É nosso objetivo que a rede Fidelidade Especialistas esteja em breve presente nas 18 províncias de Angola, com uma força comercial estimada de dois mil especialistas.

A terminar, quais são os grandes desafios de futuro da marca e de que forma pretendem continuar a promover uma atuação que assente no vosso lema: Estamos Seguros, Para que a Vida não Pare”?

O grande desafio, sustentado no crescimento seletivo, com a criação de valor como objetivo central, será atingir uma posição cimeira no sector segurador angolano, sempre com base nos princípios da ética, da qualidade do serviço ao cliente, da excelência, da inovação e da eficiência profissional. A adequada gestão da carteira de riscos, com a devida cobertura de resseguradoras internacionais, que nos permitam um elevado nível de segurança, é outro dos objetivos cimeiros da nossa atuação, porque dele depende em muito a confiança que o mercado em nós deposita. Por fim, na Fidelidade Angola estamos não só preocupados com os nossos clientes, mas também com a sociedade angolana em geral porque a cidadania é um dos pilares em que assenta a nossa atuação.

Estamos convencidos que, enquanto empresa, temos impacto no quotidiano, na formação e na sensibilização para a segurança e para a saúde da sociedade em que atuamos diariamente. Queremos unir esforços com os diferentes meios e atores disponíveis, de maneira voluntária e segura, para que possamos contribuir ativamente para o desenvolvimento da nação e de quem a constrói e a faz progredir todos os dias.

Cotur: a agência de viagens de Moçambique

A Cotur está no mercado desde 1994 e, hoje, é a maior agência de viagens em Moçambique. Enquanto CEO da marca, que características considera que foram essenciais para terem chegado ao patamar onde se encontram hoje?

Não acreditando em fórmulas mágicas para o sucesso, muito menos quando falamos de uma liderança consecutiva com quase duas décadas, como é o caso na Cotur, julgo ainda assim que de fato certas características foram e são a base daquilo que tem sido o nosso percurso, e que definem bastante daquilo que somos enquanto empresa: trabalho árduo, espírito de sacrifício e vontade de inovar.

No entanto se tivesse de escolher uma, aquela que considero decisiva, diria a capacidade de adaptação à mudança ou por outras palavras a resposta à adversidade e ao inesperado. Penso que essa capacidade e essa visão fizeram e fazem a diferença.

A própria história da empresa e da sua fundação são um testamento a essa capacidade. O meu pai, Vali Momade, soube responder rapidamente à mudança de realidade económico-social do país, e teve a visão clara para onde deveria ir, fundando a Cotur. Desde então, temos usado várias vezes essa capacidade, adaptar e continuar tendo ao longo do tempo aberto portas e encontrado soluções que permitiram não só à Cotur mas às restantes agências de viagens em Moçambique continuar a evoluir e crescer. A Cotur é uma referência, não pelos prémios ou distinções, isso são reflexos deste trabalho. Mas é uma referência por ser precursor e por estar numa posição em que a maioria espera para ver o que vamos fazer para depois continuar.

Enquanto agente económico do setor do turismo, como descreveria o contributo da empresa e a sua importância no universo CPLP?

A Cotur tem procurado contribuir positivamente, tanto no contexto da discussão da sua área de expertise como no setor do turismo no geral. A Cotur é membro da Confederação Empresarial da CPLP (CE-CPLP) e ainda recentemente, o nosso CEO, Muhammad Abdullah, foi nomeado Presidente da Comissão Especializada da CE-CPLP para o Turismo.

Efetivamente, existe um enorme potencial neste universo, e sem dúvida que procuramos estar envolvidos na busca de soluções para os problemas e na criação de oportunidades, para que este se desenvolva e atinja potencial que todos lhe reconhecemos.

A verdade é que existem diversos problemas que ainda têm de ser ultrapassados, que têm sido entraves ao desenvolvimento que todos ambicionamos. No entanto, temos tido sinais positivos, que indiciam vontade de todos os intervenientes em evoluir e por isso julgo que só podemos estar otimistas. Ao nível do Turismo, acredito que a implementação da isenção de vistos entre membros da CPLP seria um passo fundamental para o desenvolvimento do setor.

Na sua opinião, quais são as maiores vantagens que não estão a ser aproveitadas no seu expoente máximo em termos de turismo entre os países lusófonos?

Na verdade, penso que a própria natureza da Lusofonia será a grande vantagem que não tem sido aproveitada, a base a partir da qual as maiores oportunidades para o setor do Turismo têm origem.

A real dimensão do potencial turístico entre os países lusófonos está nesta partilha de identidade cultural e histórica, enriquecida obviamente pela partilha também da língua.

O fluxo de pessoas nos países lusófonos, entre o país de residência e o país de onde são oriundos ou onde têm família, já é uma realidade incontornável. Dando os passos necessários para facilitar mais todo este processo, e esse fluxo aumentará significativamente, beneficiando não apenas quem visita por razões afetivas e familiares, mas também quem o faz por razões puramente turísticas.

Por exemplo, a inexistência de pacotes turísticos que combinem dois ou mais países é algo que ilustra bem todo potencial que existe e que infelizmente não está a ser aproveitado.

Os investimentos que têm sido dedicados ao turismo em Moçambique são suficientes?

Penso que o investimento no turismo em Moçambique tem sido feito de uma forma pouco eficaz. Há algum desfasamento entre a perceção de oportunidade de negócio e a realidade. Por isso, a maior parte dos empreendimentos turísticos têm grande dificuldade em serem viáveis.

Esta dificuldade não resulta da falta de potencial turístico, muito pelo contrário, já que esse potencial é enorme. O problema está antes ao nível da execução, com muito do investimento a ser feito na criação de empreendimentos concorrentes, em vez de em melhorias da capacidade já existente, aumentando por exemplo a qualidade de serviço. Julgo que a aposta deve ser feita mais em parcerias inteligentes e sustentáveis, que acrescentem de fato valor e aumentem a qualidade da oferta e do serviço prestado.

Historicamente, Moçambique é considerado um dos destinos turísticos de primeira classe em África, principalmente devido à sua fauna, praias e centros urbanos. Como descreveria o país a quem ainda não o conhece?

Moçambique é sem dúvida um país maravilhoso. A nossa Pérola do Índico tem tudo aquilo que a maioria dos turistas procura para as chamadas férias de sonho. No entanto, julgo que a essa grande diversidade e riqueza natural e paisagística, há a juntar uma característica única que faz Moçambique ser tão especial: os moçambicanos. As nossas gentes são de fato um dos grandes patrimónios e uma das grandes riquezas do nosso país, e quem visita Moçambique fica invariavelmente marcado pela gentileza, simpatia e calor dos moçambicanos.

Temos algum caminho a percorrer em termos de melhorias estruturais, para que o turismo moçambicano possa estar desenvolvido como outros grandes destinos internacionais, mas têm sido dados passos fundamentais para que isso aconteça. Evoluímos cada vez mais com o maior fluxo de turistas e só podemos esperar que continue a aumentar e que venham desfrutar da riqueza natural à cultural e histórica sem esquecer a gastronómica e acima de tudo a social e humana do nosso Moçambique.

Quem é Noor Momade 

Noor Momade foi distinguido como ‘Empresário empreendedor do ano durante a VI Conferência Nacional do Empreendedorismo, organizada em Maputo, pela ANJE.

Durante a III Gala do Empreendedor, inserida na VI Conferência Nacional de Empreendedorismo, foram distinguidas as personalidades e instituições que mais se destacaram no país enquanto empreendedoras ou promotoras do empreendedorismo nacional.

Numa das categorias mais aguardadas, Noor Momade, PCA da Cotur, foi distinguido como empresário empreendedor do ano, reforçando ainda mais o seu estatuto de referência no mundo empresarial Moçambicano no geral e no Turismo em particular, onde tem colecionado juntamente com a Cotur, vários prémios e distinções nacionais e internacionais.

Noor Momade garante que essa distinção tem de ser encarada com grande otimismo por todos os empresários moçambicanos, principalmente os mais jovens. “Há um potencial enorme nos nossos jovens, e o nosso país vai proporcionando cada vez mais um crescimento sustentado de novos negócios e ideias, pelo que só podemos estar otimistas. Moçambique merece este momento.”

TRAVELGEST: a face das viagens em Angola

A TRAVELGEST é uma Agência de Viagens de Direito Angolano, criada em 2012 com o intuito de desenvolver e apoiar o segmento do Turismo de Cruzeiros em Angola. Neste sentido, qual é o peso que o turismo tem no desenvolvimento socioeconómico do país?

Neste momento o peso ainda não é significativo, no entanto acreditamos que a curto-médio prazo será um dos pilares da economia angolana. As potencialidades existem nos diversos segmentos do turismo (Sol, praia mar, ecoturismo, aventura entre outros). É, no entanto, necessário e urgente que o governo cuide das infraestruturas associadas ao turismo, estradas, caminhos de ferro, aeroportos e transportes fáceis, e os torne seguros e adequados à nova realidade. Por outro lado, temos agora a facilitação dos vistos para alguns países (vistos online), sendo que já se nota uma maior procura pelo destino Angola. O crescimento do turismo será definitivamente uma das principais fontes de rendimento e de captação de divisas para o país.

A empresa foi pioneira na receção de navios de cruzeiros. Além de tornar o acesso via marítimo possível, o desenvolvimento desta segmentação trouxe que benefícios ao setor do turismo?

Sem dúvida, fez despertar o governo para a importância do turismo e os benefícios que este setor traz para os países que o exploram e nele investiram. As autoridades nacionais encararam esta atividade como de grande importância para o país e têm-na apoiado. Esse apoio traduziu-se através de uma Comissão multissetorial criada pelo Presidente da República no final de 2012, logo após termos iniciado esta atividade, no sentido de se desenvolver e dinamizar este importante setor do Turismo, onde várias entidades de diversos Ministérios têm dado o seu apoio, com realce para o Ministério do Turismo que tem acompanhado e participado de perto nesta atividade, que hoje, a nível de turismo, é das que mais tem crescido. Este segmento do turismo deu uma exposição internacional a Angola, ao abrir as portas do país a centenas ou milhares de turistas de uma só vez.

A TRAVELGEST reúne um leque de serviços alargado a áreas como o alojamento, transfers, circuitos turísticos, tratamento de vistos… ou seja, estão interligados a outros setores. As sinergias entre setores são fundamentais para o negócio?

São fundamentais, pois, nós como agência de viagens/operador turistico, comercializamos produtos turísticos (bens e serviços), e dependemos dos vários setores ligados ao turismo, Aviação, hotéis, rent-a-car, restauração, locais e monumentos turísticos, entre outros. Essas sinergias têm aumentado bastante nos últimos anos e tem havido cada vez mais uma união de esforços entre os vários players do setor para o desenvolvimento do turismo em angola. Exemplo disso, estabelecemos uma parceria com a Hertz rent-a-car, e tormámo-nos o seu agente oficial na Província da Huíla.

Na sua opinião, o que resultaria de uma cooperação, entre diferentes setores de atuação, fosse transportada para um nível internacional, nomeadamente, entre os países falantes de língua portuguesa?

De facto, é muito importante uma troca de sinergias e experiências entre países falantes da língua portuguesa, pois podem ajudar-se mutuamente, visto que neste leque de países, existem alguns já com uma larga experiência no setor do turismo, com índices de visitantes bastante expressivo e com reflexos importantes nas suas economias.

Na sua opinião, as vantagens de se pertencer à CPLP abrangem suficientemente os interesses dos empresários?

Deveria abranger. Mas penso que neste aspeto ainda há um longo caminho a percorrer, pois ainda existem muitas barreiras político-económicas que não permitem que a mesma se implemente e de desenvolva de uma forma mais célere e eficaz. Penso que deverá haver mais interação entre os membros para que se alcancem resultados benéficos para todos.

Já se encontram em Luanda e Lubango. Faz parte dos vossos planos continuarem a expandir-se? E para fora do país?

Temos já em perspetiva a abertura de mais um escritório, a curto prazo, noutra província para reforçar ainda mais a aposta no turismo nacional. Fora do país temos parcerias com outras agências de viagens, que de certa forma nos representam e recomendam os nossos serviços aos turistas que por seu intermédio chegam. Qualquer projeto próprio fora do país, passará sempre pelo objetivo de trazer turistas para Angola. Este é, acima de tudo, o nosso grande objetivo.

“É importante que os nossos consumidores se sintam informados e satisfeitos”

Há quase 20 anos a operar no mercado farmacêutico de Angola, hoje que papel assume a Mosel?

Temos vindo a assumir um papel importante no que se refere à distribuição de produtos farmacêuticos com qualidade reconhecida a nível internacional, em quase toda a extensão do país, sendo um parceiro ativo do Ministério da Saúde, respeitando as boas práticas de armazenamento e distribuição, representando as marcas Nutribén, Bluepharma, Sandoz, Indas, Interapothek, Suavinex, Avizor, Kin e Tecnyfarma.

São quase 20 anos de…?

Superação de enormes dificuldades e desafios de várias ordens. Angola é um país emergente de uma guerra em que o mosaico empresarial estava devastado, as empresas deparavam-se com dificuldades na sua implantação no mercado que por sua vez estava desregulado. A falta de infraestruturas, de pessoal com conhecimento e experiência no setor, obrigou-nos a procurar parceiros no exterior com experiência reconhecida para alavancar o negócio.

Enquanto empresa distribuidora de medicamentos em Angola, que principais desafios enfrentam atualmente num mercado cada vez mais competitivo e global?

A concorrência é boa, pois permite-nos analisar os nossos métodos e estratégias de negócio de maneira a procurarmos ser melhor. Basicamente tudo está inventado no mercado, simplesmente o nosso principal desafio neste mundo global é ser diferente.

Os desafios passam muito pela internacionalização da empresa e a necessidade de um posicionamento regional mais visível devido à abertura do mercado livre da SADC, seguir algumas tendências, criar um ambiente impulsionador da criatividade, inovação e empreendedorismo interno, tornar a empresa cada vez mais saudável, não só financeiramente, mas também em termos energéticos (menos poluição, menos ruído e desperdícios), atraente (estimulando e influenciando os jovens a aderir e explorar este mercado) e estando mais envolvida com a sociedade em geral, apoio comunitário e networking, em outras áreas.

Qual tem sido o verdadeiro impacto da transformação digital na indústria farmacêutica?

A nosso ver a era digital só trouxe benefícios à indústria farmacêutica, pois permitiu dar maior celeridade à fabricação de produtos como também uma maior otimização de recursos. Atualmente trabalhamos indiretamente com a Indústria e tal transformação é visível na rapidez com que os nossos fornecedores hoje nos podem responder aos pedidos, cumprindo, claro, com um plano de fabricação.

E quais são os verdadeiros benefícios e as expectativas para este setor com a transformação digital?

Para o nosso setor de distribuição, especificamente, é de todo positivo. Vivemos hoje a era digital, com isso estamos a falar de facilidade de inovação e criatividade. Os benefícios são vários, tanto internamente, como na realização e gestão dos processos de qualidade e fiscalização dos produtos e equipamentos, reduzindo desperdícios e aumentando a eficácia e eficiência, bem como na melhoria do relacionamento entre todas as entidades afetas à produção e comercialização do produto até ao consumidor final, a população. Hoje o consumidor tem acesso a uma informação especializada e tratada para cada tipo de consumo, influenciando na sua qualidade de vida.

É importante que os nossos consumidores se sintam informados e satisfeitos, que consigam comparar e avaliar a qualidade do produto antes mesmo de consumirem e terem facilidade de interagir com o distribuidor.

O sucesso da indústria farmacêutica depende de muitas variáveis. Sendo hoje a inovação, a investigação e desenvolvimento pontos fulcrais, que estratégia tem adotado a Mosel?

Temos vindo, ao longo deste tempo, a criar sinergias com os nossos parceiros de maneira a acompanharmos a evolução das coisas, assim como, temos em desenvolvimento projetos de maneira a reduzir as nossas importações e tornarmo-nos numa referência em termos de exportação na zona da SADC.

São representantes de empresas de renome espanholas. O futuro da Mosel passa pela criação de parcerias internacionais?

É sempre importante aprendermos com quem já domina determinadas áreas, contudo temos também feito parcerias com empresas angolanas. Reconhecemos a importância em criarmos parcerias internacionais, bem como desenvolver as já existentes, pois o grande desafio é a transferência de conhecimento e tecnologia, tendo como foco o mercado interno e da região austral (SADC).

O Banco Sol disponibiliza o produto “Mosel”, destinado a micro e pequenos empresários do ramo da saúde e farmácias para aumento do capital circulante e em espécie, através de uma parceria com o Grupo Mosel. Como é que surge esta parceria? Que resultados se têm obtido da mesma?

Esta parceira surge de uma análise mútua do mercado, pois o angolano sempre foi propenso aos negócios e no ramo de farmácias fomos identificando profissionais com muita força de vontade, com conhecimento e instalações, mas sem muitos recursos financeiros para que pudesse ter outra capacidade de resposta aos seus fornecedores e clientes e, por outro lado, sem qualquer histórico bancário. Sendo o Banco Sol uma instituição financeira com uma vertente de Microcrédito bem trabalhada, a pioneira em Angola, levou-nos a desenvolver tal parceira.

Os resultados têm sido razoáveis. Como todo e qualquer projeto em fase de execução vão surgindo algumas questões pelo meio, por isso mesmo estamos atualmente a restruturar o projeto para o relançarmos no primeiro trimestre de 2019.

Afirma-se que o potencial da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP) está sobretudo na cooperação económica e empresarial. A estratégia da Mosel passa por promover esta cooperação económica e de negócios na CPLP?

Não deixa de ser uma possibilidade, pois aqui neste espaço temos, para além de Angola onde nos encontramos já implantados, Cabo Verde e Moçambique que consideramos ser um mercado próximo e onde pretendemos, numa primeira fase, encontrar parceiros para estabelecer cooperação aqui. Contudo, não estamos de maneira alguma a esquecermo-nos do Brasil e Portugal, países que possuem uma indústria muito desenvolvida no ramo farmacêutico e dermocosmética.

Garantia Seguros: estar onde está Cabo Verde

A nova marca Garantia é o reflexo do processo de definição estratégica que teve início em 2014, quando a Fidelidade Seguros se tornou na maior acionista da Companhia. Que balanço se pode perpetuar destes quatro anos?

A adoção do logótipo da Fidelidade inscreve-se no âmbito da necessária aproximação à identidade visual da Fidelidade, com vista a refletir a imagem corporativa e as inúmeras vantagens que os clientes Fidelidade/Garantia podem usufruir, nas diversas geografias onde o Grupo Fidelidade está presente, designadamente nos vários países que acolhem a comunidade emigrada de Cabo Verde.

O balanço deste casamento não poderia ser mais positivo, porque tem permitido à Garantia adotar as melhores práticas de gestão de topo, melhorar a nossa capacidade de inovação tecnológica quer nos produtos quer nos serviços, para além de reforçar a credibilidade da companhia juntos dos nossos diferentes stakeholders, nacionais e internacionais, decorrentes de fazer parte de um grupo com o prestígio da Fidelidade, num setor em que a confiança é chave do sucesso!

Como tem sido realizado o crescimento e a conquista de mercado por parte da Garantia em Cabo Verde?

A Garantia é líder do mercado segurador cabo-verdiano há muitos anos, tal como a Fidelidade o é em Portugal, com uma quota de mercado de 56%, decorrente de um percurso de 27 anos que se alicerça, de entre outros, nos seguintes itens:

  • Experiência e qualificação (permanente) dos colaboradores da Companhia;
  • Diversificação e qualificação dos serviços e produtos;
  • Forte aposta na inovação e modernização tecnológica;
  • Certificação internacional para a gestão orientada para a qualidade, nos termos da ISO 9001 (Sistemas de Gestão da Qualidade – Requisitos);

Eleita a seguradora preferida dos Cabo-verdianos, por seis vezes consecutivas;

  • Distinguida como a melhor seguradora em Cabo Verde, pela Global Banking Finance Review, em 2016.

De que forma é que a instituição tem vindo a reforçar a ligação da marca com os cabo-verdianos?

A par da forte associação presente em vários instrumentos ao nível da imagem e do marketing institucionais, temos vindo conjuntamente a promover diversas iniciativas no país e junto da nossa comunidade emigrada em Portugal, tanto na esfera comercial como do domínio da Responsabilidade Social Corporativa, visando a apropriação da marca Fidelidade pelos cabo-verdianos e o reforço dos laços de confiança e afinidade, na linha do reconhecimento público que a Garantia ostenta junto da sociedade.

Como exemplos ilustrativos destas iniciativas pela sua relevância e impactos sociais, podemos apontar a doação feita pelos colaboradores da Fidelidade de um acervo com cerca 37 mil livros infanto-juvenis e escolares, predominantemente, que foram distribuídos por várias bibliotecas escolares nos 22 municípios do País; o patrocínio da II Edição da Gala “Cabo Verde Sucesso” promovida pelo Governo, realizada no passado dia 1 de Dezembro, em Lisboa, que contou com a presença dos Presidentes da República dos dois países; ou, a outro nível, o trabalho que vem sendo levado a cabo com mediadores destacados para trabalhar junto da comunidade cabo-verdiana residente em Lisboa, em parceria com as Associações “Cretcheu” e “Moving Diáspora”.

No domínio da vertente de produtos e serviços relacionados com seguros, este país encontra-se num nível elevado? O que trouxe a Fidelidade de novo para o país?

Diria, antes, que nos encontramos no nível adequado para as exigências e a realidade do país, tendo a consciência que o setor tem ainda muitos desafios para vencer, principalmente relacionados com os seguros de Acidente de Trabalho e Automóvel.

Neste contexto, a Garantia vai trilhando o seu caminho e tem procurado dinamizar e alavancar o mercado pela introdução de inovações quer ao nível dos serviços (pagamentos no site, garantia mobile, certificação ISO 9001) quer ao nível de determinados produtos como Auto+, Vida Protecção Garantida, PPR/E e, com especial ênfase para o Seguro de Saúde, sendo o primeiro (e único) a disponibilizar uma rede privada em Cabo Verde, com extensão à rede Multicare, em Portugal.

Para o setor segurador nacional e a própria entidade reguladora – o Banco de Cabo Verde (BCV) – atreveria a dizer que é uma grande mais-valia poder ter a presença de um Grupo com o prestígio da Fidelidade, em Cabo Verde, através da Garantia. Não só pela projeção internacional e credibilidade que isto confere ao mercado, induzindo potenciais investidores a fazerem negócios no país com maior segurança, como fundamentalmente pela convergência que obriga na adoção das melhores práticas de gestão, designadamente em termos normativos e de processos e no desenvolvimento tecnológico e de produtos, que apesar de serem de âmbito corporativo, acabam, necessariamente, por aportar ganhos ao mercado.

Que dinâmicas implementaram na marca Garantia que tenha aportado o património simbólico da Fidelidade e que tenha reforçado a confiança?

Esta é uma marca forte e fiel, que faz a união do passado com o futuro, transportando, consigo o património simbólico da Fidelidade. O cão representa a atenção, a agilidade e a eficácia que sempre guiaram a atividade seguradora.

Neste contexto, ultrapassando a mera dinâmica da marca, podemos dizer que a marca Fidelidade aportou à Garantia know-how, jovialidade, presença junto das comunidades emigradas e reforço da capacidade de inovação, que já era um dos pilares da GARANTIA, como forma de prestar um serviço de maior qualidade às pessoas.

Efetivamente, apesar de ser uma marca com duzentos anos de história, o que reflete muita experiência acumulada, a marca Fidelidade tem sabido renovar-se e acompanhar as tendências e exigências dos mercados onde está presente. A internacionalização, uma realidade e desafios recentes no seio da Fidelidade, tem-se revelado numa estratégia de sucesso, especialmente por aportar mais capacidade de prestar à nossa comunidade emigrada um serviço de maior qualidade.

“Juntos por um futuro seguro”: este é o vosso lema. O que podemos esperar para o vindouro por parte da marca em Cabo Verde?

Fazendo jus, não só ao nosso lema mas também à nossa visão, adoptada aquando da alteração da marca, somos desafiados a “estar onde está Cabo Verde”. Ser a marca de confiança e referência dos cabo-verdianos em todo o mundo e, através do exercício de uma liderança para o desenvolvimento, contribuir para um mundo mais estável e seguro!

“Acreditamos que as pessoas são o essencial da empresa”

Quem é hoje a Conduril? Que presença assume no mercado?

É uma empresa com a sua “missão” em mente, com preocupação em fomentar a nossa cultura e os nossos valores, imprimindo simultaneamente um desenvolvimento técnico, que nos permita concorrer a qualquer obra de Engenharia Civil, sempre em conformidade com a nossa “Visão” para a empresa. Somos uma empresa que nos fomos impondo gradualmente no mercado, obtendo variadíssimas distinções ao longo destes vários anos de existência. A Conduril está presente em vários países. É e quer continuar a ser uma empresa média e flexível, o que nos permite adaptar, de forma célere, às vicissitudes e particularidades de cada um dos mercados, de modo a estarmos mais protegidos dos altos e baixos desses mesmos mercados.

A ideologia da empresa passa pelo investimento no saber fazer bem e na formação. Que outros aspetos fazem parte da índole da Conduril e que contribuem para o sucesso e a solidez da empresa?

Acreditamos que as pessoas são o essencial da empresa, são elas que fazem a empresa e a sua formação adequada e permanente são importantes no desenvolvimento de conhecimentos e competências. Reconhecemos o esforço e empenho de cada colaborador e garantimos que a opinião de todos é valorizada, defendendo e praticando a meritocracia. Potenciamos um bom ambiente de trabalho. Temos exemplos de trabalhadores em que temos três gerações a trabalhar, desde o avô, os filhos, aos netos. Orgulhamo-nos ainda de ter um fundo de pensões que foi constituído em 1989 para os nossos colaboradores e que é totalmente financiado pela empresa, isto é, sem que os trabalhadores contribuam com qualquer desconto. Criamos, ainda, em Angola e Moçambique, a Conduril Academy que funciona com o objetivo de ministrar formação técnica; difundir os nossos valores e princípios e eliminar o analfabetismo entre os nossos colaboradores angolanos e moçambicanos.

Recentemente lançamos em Angola um programa de bolsas de estudo para o ensino superior dirigido aos filhos dos funcionários angolanos da Conduril, com mais de cinco anos de antiguidade, desempenho profissional reconhecido e com situação económica precária, para o ano letivo 2019-2020.

Num contexto específico como o de Angola e Moçambique, a nossa base de trabalho é a promoção do acesso gratuito a um sistema interno de oportunidades de educação e formação, gerando o desenvolvimento humano.

Miguel Andrade

Podemos afirmar que a estratégia da Conduril passa pelo crescimento em termos técnicos e económicos ao mesmo tempo que aposta, de forma contínua, na qualificação dos trabalhadores?

Em termos técnicos queremos sempre ser os melhores e exceder-nos-emos em criar aptidões para o sermos. Em termos económicos valorizamos mais a rentabilidade do que o crescimento. Estas questões apenas são possíveis atuando escrupulosamente dentro da nossa cultura. Este sucesso passa pela valorização do capital humano, porque acreditamos que a educação/formação é o elemento estruturante da evolução social e económica de qualquer sociedade.

Definiram agora um “plano estratégico global” para se constituir como uma âncora para a empresa. Em que se baseia este plano estratégico global?

A nossa estratégia global consiste em construir Obras de Engenharia Civil, de todo o tipo, com os melhores padrões de qualidade e cumprindo sempre todas as especificações do caderno de encargos. Concentramo-nos em segmentos de mercado em que possamos atuar com rentabilidade. O que pretendemos ao definir um “plano estratégico global”, é que ele constitua, para além de uma âncora, uma orientação segura para as decisões que temos de tomar diariamente, assim como para o futuro. O nosso objetivo é que o conjunto de medidas estabelecidas se movam num sentido comum e sejamos capazes de alcançar os objetivos traçados. Alicerçado a isto, queremos garantir a nossa perenidade. Sublinhamos ainda que estamos determinados a preservar e promover os nossos valores, para sempre, ainda que, as mudanças no mercado nos deixe de recompensar por isso e penalize a nossa rentabilidade.

Angola permanece como o principal mercado da Conduril, que realiza em África 80% da sua receita. O ambiente adverso que se faz sentir no continente africano teve repercussões nos negócios da empresa?

Estamos sempre dependentes do ambiente externo. A situação económica, o ambiente político, a moeda local, a própria cultura, são algumas das variáveis com que temos de lidar. Temos tido um foco na gestão do ambiente externo, identificando ameaças e oportunidades. Não podemos controlar esse ambiente político-económico, mas temos de nos saber adaptar, mitigando o risco. Por exemplo, aproveitamos a experiência desenvolvida em Angola para outros países de África. Hoje, gerimos todas as nossas atividades em África (Angola, Moçambique, Botswana, Zâmbia e Gabão) de uma forma centralizada, com o polo aglutinador situado em Luanda. Desta forma conseguimos ter mais flexibilidade, movendo meios humanos e equipamentos rapidamente e em função das nossas necessidades e condições que cada um destes mercados nos apresenta.

A Linha de Crédito Angola-Portugal, cujo financiamento para Angola será reforçado em 500 milhões, e o fim da dupla tributação com Angola são suficientes para continuar a fomentar as relações entre Portugal e Angola?

As relações entre Portugal e Angola são historicamente boas, baseadas em muito mais entendimentos e cooperações para além destes temas. São logicamente importantes para ambos os países, mas entendemos que as mesmas têm espaço para serem mais elevadas. Angola continua a ser um país propício ao investimento português. No caso da Conduril com uma presença de mais de 25 anos, temos constantemente investido, e o mais recente exemplo disso, é a construção da nossa nova sede na baixa de Luanda, um edifício de 12 andares, que marca a arquitetura da cidade – foi inclusivamente nomeado para finalista do World Architecture Festival de 2018 que decorreu na Holanda – e que é um exemplo, da nossa aposta, numa altura em que o mercado está mais contraído. No fundo mostra a nossa intenção de ficar em Angola para sempre, ou dito de outra forma, mostra o quão acreditamos no futuro do país.

NOVA SEDE DA CONDURIL EM ANGOLA

Apesar de permanecer focada no continente africano, sendo a África do Sul a nova aposta da empresa, a Conduril já escrutinou novos mercados na América Latina e Central. Este projeto de expansão é agora a prioridade da empresa?

Escrutinar e estar atento a novos mercados faz parte da nossa atividade, porque não queremos ficar estagnados e o objetivo é sempre diversificar o risco. Agora, entendemos que não é uma prioridade. A nossa prioridade é sermos uma empresa média, flexível e com rentabilidade. Isso é para nós o mais importante.

A Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP) assume hoje uma maior perspetiva de abertura de espaço económico, financeiro e social, sendo um dos maiores desafios da CPLP, futuramente, aprofundar a cooperação económica. No seu entender, o que seria necessário mudar ou por onde se deveria começar?

A comunidade de países de língua portuguesa tem aproximadamente 300 milhões de pessoas. Entendemos que a CPLP é um organismo que pode trazer imensos benefícios aos países que dela fazem parte. Coordenando as relações entre esses mesmos países contribuirá para o desenvolvimento económico e social de cada um deles. Acreditamos que todas as medidas tomadas com o objetivo de fomentar a livre circulação de pessoas e bens, são vantajosas para todas as partes. Também a criação de mecanismos de financiamentos comuns e partilhados seria vantajosa para todos, inclusive para as empresas, que poderiam alavancar as suas atividades em cada um dos países onde estão instaladas e com isso fomentar a atividade económica dos próprios países. O importante é que exista vontade política de cada um dos membros pertencentes à organização, para que a atividade privada, sinta que pode investir e ter os seus retornos, independentemente do país da CPLP onde estiver a trabalhar. Isto é, trabalhar de uma forma global, o que se adapta aos tempos que vivemos.

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