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Grupo WM: compromisso e diversificação

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Quando é que foi edificado o Grupo WM e de que forma é que o mesmo tem vindo a promover um percurso de excelência e credibilidade em prol da satisfação do cliente e de um posicionamento positivo perante o mercado?

O denominado Grupo WM® nasceu em 1992, ano em que a empresa “mãe”, WM Construções Limitada, foi registada no 2º Cartório Notarial da Comarca de Luanda pelo seu sócio e fundador, o empresário luso-angolano, Rogério Martins Leonardo.

Sem qualquer intenção de banalizar a resposta à sua questão, devo dizer que a nossa “Dinâmica”, “Resiliência” e, sobretudo, o “Compromisso”, contribuíram para afirmação e credibilidade das empresas e negócios do grupo e a sua aceitação junto de vários setores do país.

Multifacetada, a marca tem centrado a sua atuação no domínio de diversos setores. Quais são os vossos segmentos de atividade e de que forma aportam mais-valias a cada um dos mesmos através do ADN Grupo WM?

Na verdade, o Grupo WM® tem registado um crescimento diversificado desde a sua fundação, expandindo a sua atuação em várias áreas e nos três setores de atividade, nomeadamente:

Setor Primário: fruticultura (Turiagro); produção de flores e plantas ornamentais (Sagribengo); exploração e extração de agregados para betão (WM Inertes) agro-pecuária (Lucalagro) e indústria da ração animal (Gestpec);

Setor Secundário: através das indústrias da construção civil (WM Construçoes), da metalomecânica e construções metálicas (CMetal®), do fabrico em chapa de condutas AVAC (Condutek®), do betão pronto (Base Solida) e da transformação de madeiras (Hipermaco);

Setor Terciário: comércio e serviços especializados para a indústria madeireira (Mundifer) e a gestão imobiliária (Lemax).

Que lacunas ainda consegue identificar no vosso segmento de mercado em Angola e de que forma é que a têm suprido as mesmas no domínio do vosso leque de serviços?

As lacunas são transversais e influenciam diretamente qualquer dos segmentos de mercado que estamos envolvidos, como por exemplo as infraestruturas públicas, acesso a energia elétrica, burocracia, escassos recursos humanos especializados, ou no caso do setor primário, a inexistência de subsídios ou subvenções à agricultura e pecuária.

De que forma é que a Inovação tem sido preponderante na vossa orgânica e dinâmica?

De facto, inovar num país em crescimento e que muito ainda terá de se desenvolver é desafiante e ao mesmo tempo gratificante para a nossa orgânica e dinâmica, traduzindo-se numa causa e efeito.

Qual o potencial de crescimento do mercado angolano no vosso setor de atuação?

O potencial é elevado, principalmente na agricultura, pecuária, indústria de ração animal e exploração de madeira.

No domínio da CPLP, de que forma é que o Grupo WM tem contribuído, no âmbito das suas relações e parcerias, para o crescimento destas relações?

A língua é e será sempre o elo de ligação com toda a comunidade de países de língua portuguesa. Apesar de não termos tido relações ou parceiras, em nada retira todo esse potencial e interesse do nosso grupo, nomeadamente em futuras exportações e importações, especialmente no continente africano.

O que podemos continuar a esperar por parte do GRUPO WM para o futuro? Por onde passam os vossos desideratos e quais os principais desafios?

Está na génese do seu fundador e administrador, Rogerio Leonardo, viver cada investimento e negócio com alma, envolvendo-se em todas as suas fases e processos, sendo um dos seus grandes desafios mudar a configuração industrial de uma das quatro províncias onde temos investido, neste caso, a Província do Cuanza Norte, transformando-a numa região de grandes oportunidades dentro do setor agroindustrial. Um outro enorme desafio e que se aplica a qualquer atividade, seja económica, social ou cultural, é preparar o futuro face às elevadas expetativas de crescimento da população em Angola nos próximos dez a 20 anos.

Escolher o Grupo WM é…?

É garantir compromisso e diversificação.

“Escolhe um trabalho que realmente gostes e não terás de trabalhar um único dia…”

A Win Coach Academy tem, desde a sua génese, uma filosofia muito própria que lhe permite promover uma ligação forte com os seus clientes e parceiros. Desta forma, como é que a marca tem vindo a promover um serviço de excelência que aporte resultados a todos aqueles que escolhem a marca?

A Win Coach Academy trabalha melhoria, potencialidades e resultados mensuráveis dentro das organizações, empresas e igualmente com particulares. A satisfação dos nossos parceiros é fundamental, sem dúvida alguma, o nosso cartão de visita. Criamos oportunidades de negócios, expansão, desenvolvimento e internacionalização de empresas. Formamos os seus quadros na vertente formação, onde desenvolvemos as competências humanas. Os pilares e estrutura de qualquer organização são as bases. É esse o nosso foco, trabalhar as bases para um crescimento sustentado e longínquo. A capacidade de utilizar modelos de liderança para melhorar a eficácia.

A Nelma Fernandes é a CEO e Fundadora da Win Coach Academy, sendo uma pessoa fascinada pelo desenvolvimento do potencial humano. Porquê esta paixão pelas pessoas e de que forma é que esta paixão a levou a abrir esta marca ao mundo?

Efetivamente antes mesmo de me ter especializado nas várias vertentes que potenciam o ser humano, como por exemplo: Coaching, PNL, Neuro Ciência, Experiência Somática, Bodynamic, Disc, Constelações Organizacionais, entre outros, já gostava muito de perceber os comportamentos.

É muito recorrente ouvir dizer que o mais difícil dentro das organizações são os recursos humanos. Normalmente acontece por variadíssimas razões: colaboradores insatisfeitos com as suas funções; o ordenado que não é satisfatório; conflitos internos por falha na comunicação; não envolvência nos projetos da empresa, entre outros. É óbvio que um colaborador que não está satisfeito o seu contributo para a empresa é praticamente nulo. No entanto, muitos desconhecem que é efetivamente possível trabalhar pessoas. Todos nós temos o nosso potencial, o importante e fundamental é saber a melhor forma de o trabalhar. Efetivamente uma das minhas paixões é ver a transformação e o crescimento do ser humano. Melhora e muito com a aplicação de algumas ferramentas e com uma comunicação eficaz. A falha na comunicação é a base para cerca de 90% dos conflitos. É bom esclarecer que tal acontece, a melhoria, quando temos vontade de melhorar. Sem a pessoa querer, não há técnica alguma que faça milagre.

Prestam serviços nas áreas de Coaching Executivo, Coaching Empresarial, Desenvolvimento Expansão e Internacionalização de Empresas. De que forma são estes segmentos essenciais para os indivíduos e empresas?

Não me canso de recordar que todas as entidades, empresas e organizações são feitas de pessoas. Para crescerem de uma forma estruturada é extremamente necessário trabalhar os quadros, transformar os recursos humanos em humanos com recursos. Optimizar recursos e maximizar resultados. O mundo seria muito melhor se todos nós trabalhássemos e melhorássemos as nossas competências. Um exercício fantástico para qualquer um de nós é escolhermos um ponto de melhoria, semanal ou mensal e trabalhar nesse sentido. Quando achamos que estamos muitíssimo bons em tudo, escolhemos a humildade. Cerca de 95% das pessoas sabe exatamente o que deve fazer para melhorar, no entanto apenas 5% trabalha nesse sentido. Os restantes apesar de verbalmente o expressarem e saberem o caminho para lá chegar, não o fazem, porque efetivamente dá muito trabalho evoluirmos enquanto pessoas. Ao invés de olhar para dentro, fazer uma auto análise e auto crítica construtiva de si próprio, prefere perder tempo e olhar para outro. Nós, seres humanos perdemos uma média de 75% no nosso tempo a falar mal dos outros e não utilizamos nem 10% do tempo a falar bem de nós. É curioso. Um exercício muito interessante e simples é, cada vez que tiver tentado a falar mal de alguém, auto discipline e fale bem de si. Vai ver o resultado que produz.

Sente que atualmente as empresas perpetuam uma relevância superior a todos estes conceitos relacionados com o capital humano e o coaching?

É mesmo obrigatório que as empresas olhem para o capital humano. Somos nós humanos que gerimos empresas. Sem dúvida que atualmente existe uma procura maior e uma preocupação acrescida em relação ao tema, o desenvolvimento dos quadros. Principalmente nas grandes empresas, também são visíveis os resultados. Os líderes perceberam que a sua função é criar talentos e estrelas dentro das organizações. Olhar para os seus quadros e ter a capacidade de extrair a melhor performance.

Na sua opinião, a que se deveu esta mudança de paradigma?

Ao nível de exigência tanto do mercado como dos próprios colaboradores. Hoje em dia tudo evolui a uma velocidade gigante. Para acompanhar essa evolução é necessário trabalhar arduamente e estar à altura.

Que serviços é que oferecem aos vossos clientes que tenham como desiderato melhorar a performance pessoal e da equipa?

A Win Coach Academy trabalha parceria e soluções win/win. Existimos para realçar excelência, quer em grupo, quer individualmente.

Potenciamos o crescimento e o posicionamento no mercado nacional dos nossos parceiros. Igualmente criamos oportunidades de negócios para clientes que procuram mercados internacionais, nomeadamente nos países CPLP e Qatar onde a Win Coach tem obtido excelentes resultados.

Na vossa orgânica, como é realizado o processo de acompanhamento e aconselhamento junto de quem vos procura? Como pode explicar este processo ao nosso leitor?

Na área da formação é prioritário conhecer: Cultura interna, Aspectos a trabalhar, Objectivos pretendidos com a acção de formação, Perfil dos colaboradores, após essa análise ajustamos a acção de formação. Após cada acção formativa, acompanhamos a evolução dos participantes e o impacto dos mesmos dentro da organização por um período de três a seis meses.

Na vertente empresarial, criamos estratégias minuciosamente alinhadas a cada parceiro. Quer seja na ativação de marcas ou no posicionamento de entidades já existentes. No mercado CPLP agregamos uma rede de parcerias, que nos asseguram e nos posicionam como um parceiro estratégico para o desenvolvimento de projetos nestes países, com mais enfoque nos países Africanos.

No Qatar integramos os valores e visão, desenvolvimento de negócios, assente, no evoluçao da cooperação económica e empresarial, valorizando as potencialidades existentes. Apoiamos os interesses comerciais dos empresários da CPLP; Fortalecemos as relações comerciais entre empresas CPLP com empresários e outras instituições do país; Dinamizamos o volume de comércio e investimento entre o Qatar e a CPLP.

Dinamizamos as relações bilaterais nos domínios sociais, culturais e empresariais entre os parceiros e organizações públicas e privadas. Organizamos a participação  de comitivas empresariais em feiras e  exposições de negócios.

Nos dias que correm, parece que o Coaching virou «moda». De alguma forma, sente que este panorama pode prejudicar aqueles que perpetuam um serviço de coaching profissional e de credibilidade como a Win Coach Academy?

Nos países como França, Alemanha, Inglaterra, Espanha, EUA e outros é normal qualquer executivo e quadros de chefia recorrer ao coaching com muita frequência. É realmente das ferramentas com maior sucesso no desenvolvimento de competências e de auto confiança e motivação.

Em relação a credibilidade é igual a outras profissões, existem sempre os bons e maus… médicos, engenheiros, recepcionistas, artistas, e outros. Cabe ao cliente analisar e optar pela aposta acertada.

Quais são os grandes desafios da Win Coach Academy e o que podemos esperar da marca para 2019?

Continuar a trilhar o caminho de excelência com os nossos parceiros e criar ainda mais oportunidades de negócios. Ao nível interno vamos lançar um projeto inovador para startup´s e estrangeiros que queiram abrir negócios em Portugal. Temos igualmente um mega projeto para levar para um país africano que ainda não é possível revelar.

Para quem não conhece, o que é escolher a Win Coach Academy?

É sem dúvida alguma escolher uma empresa que existe para servir e trabalhar as potencialidades e a excelência dos parceiros. Uma frase muito gira para partilhar: escolhe um trabalho que realmente goste e não terá de trabalhar um único dia…

“A nossa aposta está no desenvolvimento do país e no financiamento às empresas que geram riqueza”

Embora o Banco BIC possa ser definido como um banco jovem, por ter iniciado a sua atividade em 2005, é considerado um banco de referência no setor bancário, dentro e fora de Angola. Que fatores diferenciadores têm contribuído para esta referência e solidez?

Em primeiro lugar a juventude dos seus quadros. Depois, a ambição de crescer e vencer num mercado bastante competitivo. Em terceiro lugar os resultados.

Apesar da crise económica que Angola atravessa, os nossos rácios de solvabilidade estão sólidos, 5 % acima do que a lei estabelece. Ainda este ano os nossos acionistas reforçaram o capital social do Banco, para 90 milhões de USD, quase três vezes mais do que é exigido pelo Banco Nacional de Angola. Os nossos fundos próprios são equivalentes a 750 milhões de dólares, norte-americanos.

Conjugamos o apoio a projetos às empresas com as suas necessidades de tesouraria, como nas famílias com o crédito da conta salário e vários outros tipos de créditos, desde a aquisição de habitação própria, ao financiamento de compra de viatura. E isto é importante para a confiança que os clientes depositam em nós.

O Banco BIC Angola integra o grupo dos cinco maiores bancos em Angola. Este pode ser considerado um dos maiores desafios para o banco devido à responsabilidade que acarreta esta posição?

A nossa posição competitiva no mercado bancário mantêm-se inalterável. Somos o banco privado de Angola com a maior rede comercial composta por 230 balcões que servem também o BIC Seguros, um conceito criado por nós – Banco/Seguros – que garante um serviço eficiente no ramo dos seguros e da banca, partilhado em comum todas as agências do país.

A nossa aposta é, e será sempre, o compromisso com os nossos clientes conjugado com o crescimento da economia do país. Daí, o nosso lema “Crescemos Juntos”. Participamos, desde o início, no esforço nacional. Somos exigentes (agora mais do que nunca), na avaliação e financiamento dos projetos. A conjuntura económica não é favorável a qualquer tipo de atividade comercial e, por isso, a crise faz-se sentir também na banca.

O crédito baixou e a taxa de juro aumentou, por via da inflação e da desvalorização da moeda nacional. O endividamento das empresas e das famílias é real, mas pode e deve ser corrigido pelo investimento público e privado, apoiado por medidas do governo, algumas delas já estão contempladas no Orçamento Geral do Estado para 2019.

O Banco BIC é cada vez mais uma marca internacional. Esta é, sem dúvida, a estratégia para o futuro e o foco do banco?

Começámos por Portugal em 2008. Crescemos cá dentro e lá fora. Somos um banco de raiz angolana com vocação internacional. Estamos presentes em cinco países de dois continentes: África e Europa. Em Portugal, somos um banco autónomo com uma rede comercial de 180 balcões. Angola é a raiz do nosso embondeiro que se ramificou para a África do Sul, Namíbia, e Cabo Verde e em breve chegará à Ásia. Temos competências e prestígio para reforçar a nossa presença lá fora.

O Banco BIC pretende posicionar-se como um banco inovador na capacidade de satisfazer as necessidades específicas dos seus clientes, contribuindo assim para o desenvolvimento do sistema bancário angolano. Que posição assume, atualmente, o Banco BIC no país?

O BIC quando foi lançado em 2005, apresentou-se como um banco inovador. Por isso, mereceu rapidamente a satisfação dos nossos clientes. Mantemos esse propósito dentro de um clima saudável e de respeito com todos as outras instituições bancárias e no cumprimento das regras do Regulador, o Banco Nacional de Angola, que está a desenvolver um trabalho notável na regulação do setor, restituindo a autonomia aos bancos, sem abdicar do acompanhamento e fiscalização, como lhe compete.

A banca é a alavanca da economia de qualquer país, por muito rico que ele seja.

Nós acreditamos na recuperação da economia de Angola. Poderá levar algum tempo; não mais de dois ou três anos. Por isso, é preciso ACREDITAR.

Fernando Teles afirma que as relações entre os bancos e as empresas “normalmente são de interesse [e] de compromisso” que “tem que ser de ambas as partes”. Que papel o Banco BIC pretende assumir junto do tecido empresarial?

A nossa aposta está no desenvolvimento do País e no financiamento às empresas que geram riqueza e fomentam a produção local.

Angola é um país rico em matérias primas e fértil em terras aráveis, com um clima tropical que propicia colheitas do mesmo produto, três vezes ao ano e, nalguns casos, permanentes ao longo do ano em condições naturais. Tem todas as condições para sermos autossuficientes em matéria alimentar e para exportar.

O Estado deve, em nosso entender, ser mais ativo no apoio às empresas que contribuem para o crescimento da produção nacional concedendo incentivos e benefícios fiscais aos investidores que criam riqueza para os angolanos, como por exemplo; no setor Agropecuário, onde o BIC já financiou 70 projetos agrícolas com mais de 30 mil milhões de kwanzas em créditos, cerca de 200 milhões de euros. Assim se fomenta a independência alimentar, se reduzem as importações que tantas divisas consomem ao País.

Afirma, ainda que, a trabalhar na banca há 52 anos, habituou-se a que a banca funciona com base na credibilidade. Como é visto, atualmente, o setor bancário em Angola?

Está muito dependente do crescimento da economia que não depende só de Angola, por ser um país de mercado livre e aberto que precisa de investimento e know-how estrangeiro.

O setor bancário está numa de fase de redimensionamento para responder aos novos desafios a que não será alheia a intervenção do Fundo Monetário Internacional, como instituição exigente que é nas reformas económicas e nos programas de assistência financeira em que participa.  Mas é preciso ter em conta as características da economia angolana pelas suas especificidades, quer sejam sociais, políticas ou até culturais para que o cinto não aperte demais.

A evolução da Banca está associada à inovação digital que não para de nos surpreender, como agora assistimos na Web Summit em Lisboa, um dos maiores eventos de tecnologia e inovação do Mundo, ao perspetivar o futuro da banca, perante a concorrência dos novos ”players”, a palavra de ordem foi… Inovar, Inovar, Inovar.

A banca tem de acompanhar a inovação que as novas tecnologias digitais oferecem e alterar o seu modelo de negócio para sobreviver. Aqui em Angola, à escala do nosso mercado, procuramos fazer o melhor caminho, calculando as distâncias e contornando as barreiras que temos pela frente.

O BIC Angola já confirmou o interesse de abrir uma sucursal na China, através da aproximação de Macau. Que desafios advirão deste passo? Porquê a China?

O investimento que os acionistas do Banco BIC pretendem realizar em Macau insere-se na lógica de internacionalização que se iniciou em 2008 com a abertura do Eurobic e que teve o seu mais recente exemplo na abertura em 2016 do Bank BIC Namíbia.

Por outro lado, para além do reforço do Banco BIC, permite ao sistema financeiro Angolano e aos clientes, empresas e particulares, disporem de um parceiro bancário numa zona do mundo que tem registado os maiores índices de crescimento e que se vem revelando, cada vez mais, como um parceiro comercial e fonte de investimento direto estrangeiro em Angola.

Efetivamente, na sequência da criação do Fórum Macau em 2003 por parte da República Popular da China, assistiu-se a um aumento sem precedentes nas trocas comerciais, entre a China e os Países de Língua Portuguesa, bem como, a um crescimento significativo no investimento direto chinês nos países do espaço da CPLP.

Angola é hoje, o segundo país de expressão portuguesa, logo a seguir ao Brasil, com o maior volume de trocas comerciais com a China. Assim, esperamos que o futuro Banco BIC Macau, tão logo mereça a aprovação por parte da Autoridade Monetária e Cambial de Macau, venha a aproximar os fluxos financeiros desta realidade, incluindo a abertura de correspondência bancária aos demais bancos Angolanos que realizem operações com entidades públicas e privadas da China.

A secretária-executiva da CPLP defende que é necessário “um quadro económico e jurídico que facilite que o comércio e os investimentos possam fluir entre os países para criar emprego e promover o desenvolvimento”. No seu entender, o que é necessário para uma cooperação cada vez mais sólida entre os Estados-Membros da CPLP? Mas que desafios advêm das exigências da cooperação?

O fortalecimento da organização e a mobilidade de circulação de pessoas e bens, entre esses países, é indispensável e desejável. Nenhum dos países do espaço da CPLP tem fronteiras terrestres comuns. Todos estão separados por mar, mas unidos pela mesma língua o que facilita as relações afetivas, culturais e comerciais entre os povos desta Comunidade Regional.

Por isso, é importante criar condições de união e de proximidade para se atingir um desenvolvimento mais igualitário e mais sustentável, como aquele que foi definido na agenda de 2030 das Nações Unidas, e que foi adotada, por unanimidade, há dois anos, em Brasília, por todos os chefes de Estado dos países da CPLP.

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