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Coreia do Norte intensifica emissões de propaganda na fronteira

Bandeira da Coreia do Norte

Fonte do Governo sul-coreano afirmou hoje à agência Yonhap que as tropas norte-coreanas aumentaram o número de altifalantes que emitem mensagens propagandísticas com o objetivo de interferir com os da Coreia do Sul, que emitem em direção a norte.

“O Norte inicialmente ligou os seus próprios altifalantes em dois pontos da fronteira e agora fez o mesmo para muitos mais. De facto, acreditamos que está a realizar emissões anti-Coreia do Sul em todos os pontos onde nós estamos a emitir”, disse a mesma fonte.

A Coreia do Sul decidiu reativar, na passada sexta-feira, as 11 torres de som que tem espalhadas pela Zona Desmilitarizada, em resposta ao último teste nuclear da Coreia do Norte, anunciada dois dias antes.

Os altifalantes sul-coreanos emitem mensagens contra o regime norte-coreano e o seu líder, Kim Jong-un, assim como música pop sul-coreana e até séries radiofónicas.

Os do Norte, destinados principalmente a distorcer as mensagens transmitidas por Seul, emitem mensagens de adulação ao terceiro dos líderes da ‘dinastia’ Kim, acompanhadas de música militar e também de críticas à Presidente sul-coreana, Park Geun-hye.

Em agosto, quando as tropas sul-coreanas ligaram pela última vez os altifalantes, as duas Coreias, tecnicamente em guerra, acabaram por trocar fogo de artilharia através da Zona Desmilitarizada.

Apesar do seu nome, a DMZ é uma das fronteiras mais militarizadas no mundo.

Trata-se de uma faixa de terreno com cerca de quatro quilómetros de largura e 248 quilómetros de extensão, com vedações eletrificadas, campos minados e paredes antitanque.

Nunca um debate PCP/Bloco foi tão agressivo

Marisa Matias

A agressividade parece refletir diretamente o mal-estar entre as duas forças, o qual já se tinha sentido durante as negociações da plataforma política com o PS.

Foi Marisa Matias a abrir as hostilidades dizendo ter achado “estranho” e até “surpreendente” que Edgar Silva tivesse dito que daria o “benefício da dúvida” ao orçamento retificativo feito para acomodar a resolução do Banif.

Edgar Silva
Edgar Silva

O candidato comunista respondeu tenso insinuando ignorância constitucional da candidata do BE : “É não conhecer a Constituição da República [dizer] que nunca se colocaria a assinatura [nesse orçamento]”.

O debate decorreu sempre tenso e no fim o candidato do PCP aproveitou uma pergunta sobre o euro para dizer que essa é uma área em que o seu pensamento “é muito diferenciado” do do BE – porque os comunistas põem claramente em cima da mesa a hipótese de Portugal sair, ao contrário dos bloquistas.

Pelo meio, Edgar escusou-se a qualificar a Coreia do Norte como uma “ditadura” enquanto Marisa o fez.

O candidato do PCP tentou também pôr em dúvida que, em Bruxelas, Marisa Matias tenha votado contra a invasão da Líbia.

“Votei contra e o voto foi nominal”, respondeu a eurodeputada. “Convém verificar”, retorquiu Edgar.

O que é, afinal, a tão temida bomba de hidrogénio?

Bandeira da Coreia do Norte

Desde que, esta quarta-feira, Kim Jong-Un anunciou ter desenvolvido, com sucesso, o primeiro teste de uma bomba de hidrogénio na Coreia do Norte, o mundo não mais descansou.

Nações Unidas e União Europeia, bem como Estados Unidos, Japão e Coreia do Sul, não tardaram em reagir, manifestando preocupação com as alegações vindas de Pyongyang.

Para já, e até que organismos independentes confirmem o teste – o que pode levar mais de duas semanas –, mantêm-se algumas reticências. Recorde-se que a complexidade da bomba H fazia duvidar de que a Coreia do Norte alguma vez conseguisse concretizá-la.

Na televisão estatal, o primeiro teste concluído com sucesso foi, contudo, confirmado. Aconteceu depois de atividade sísmica fora do comum – e não provocada por causas naturais – ter sido detetada no nordeste do país.

Mas o que é afinal a bomba de hidrogénio? Segundo a BBC, trata-se da bomba mais poderosa do planeta, que chega a ser três mil vezes mais violenta do que a bomba atómica – que em 1945 foi lançada sobre Hiroshima e Nagasaki, no Japão.

Ao contrário da bomba atómica, que funciona através da fissão de átomos de urânio ou plutónio, a bomba H funciona através de um processo de fusão nuclear. Ao invés de dividir átomos, une-os, formando núcleos maiores, num processo extremamente complexo.

Segundo o cientista Matthias Grosse Perdekamp, “a potência que pode ser alcançada com a fusão nuclear não tem limites”.

De acordo com a BBC, nenhuma explosão superou a potência da Tsar Bomba, uma bomba de hidrogênio de 50 megatons (equivalente a 50 milhões de toneladas de dinamite), detonada pelo governo soviético numa ilha do oceano Ártico. O seu enorme tamanho fez com que não passasse de um teste pelo que foi descartada para propósitos de guerra.

Coreia do Norte diz que testou pela primeira vez bomba de hidrogénio

Bandeira da Coreia do Norte

“O primeiro teste de bomba de hidrogénio da República foi realizado com sucesso às 10:00 [01:30 em Lisboa] do dia 06 de janeiro, 2016, assente na determinação estratégica do Partido dos Trabalhadores”, anunciou a televisão estatal norte-coreana.

Vários centros de atividade sísmica detetaram hoje um abalo na Coreia do Norte, levantando-se, de imediato, a possibilidade de ter sido causado por um teste nuclear.

“Com o sucesso total da nossa histórica bomba-H, juntámo-nos ao grupo dos Estados nucleares avançados”, anunciou Pyongyang, acrescentando que o teste foi feito com um dispositivo “miniaturizado”.

O teste foi encomendado pessoalmente por Kim Jong-un e aconteceu dois dias antes do seu aniversário.

No mês passado, durante uma inspeção militar, Kim sugeriu que Pyongyang tinha já desenvolvido uma bomba de hidrogénio, apesar de o anúncio ter sido acolhido com ceticismo por especialistas internacionais.

A bomba de hidrogénio, ou termonuclear, usa a fusão nuclear numa reação em cadeia que resulta numa explosão poderosa.

“O último teste, totalmente assente na nossa tecnologia e pessoal, confirmou que os nossos recursos tecnológicos, recentemente desenvolvidos, são precisos e demonstram cientificamente o impacto da nossa bomba-H miniaturizada”, disse o apresentador televisivo, que transmitiu a mensagem do regime.

A realização efetiva do teste tem ainda de ser confirmada pela comunidade internacional.

Apesar de se comprometer a não ser o primeiro a recorrer à bomba, o regime de Pyongyang indicou que continuará a desenvolver as suas capacidades de ataque nuclear.

“Enquanto persistir a política anti-Coreia do Norte dos Estados Unidos não vamos parar de desenvolver o nosso programa nuclear”, afirmou.

Coreias do Sul e Norte farão reunião de alto nível para melhorar relações

Bandeiras das duas Coreias

O governo sul-coreano aceitou a proposta feita hoje pelo regime da Coreia do Norte de realizar a reunião preparatória na próxima quinta-feira.
Neste primeiro encontro ambas as partes decidirão a data e os horários da próxima reunião de alto nível e também outros detalhes, como os temas de interesse mútuo que serão colocados sobre a mesa, disse uma porta-voz do Ministério de Unificação sul-coreano.
Seul considera o passo dado pelos dois governos como «parte dos esforços a serem cumpridos com o pacto de 25 de Agosto», segundo a porta-voz.
No dia 25 de Agosto, representantes de alto nível de Norte e Sul conseguiram um acordo para pôr fim a um grave episódio de tensão que nos dias anteriores esteve a ponto de gerar um conflito armado.
As partes comprometeram-se no acordo a realizar novas reuniões entre autoridades dos seus governos com o objectivo de abrir uma etapa estável de paz e cooperação após anos de tensões nos seus laços bilaterais.
Como primeiro passo, foi organizada uma reunião de familiares separados pela Guerra da Coreia (1950-1953), que aconteceu em Outubro, mas desde então não foram observados progressos importantes.
O novo avanço nas relações bilaterais ocorre num momento em que se equaciona uma possível viagem do secretário-geral da ONU, Ban Ki-moon, à Coreia do Norte.

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