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Midas oferece serviços a profissionais de saúde e forças de segurança

Até final de Abril, todos os profissionais de saúde e forças de segurança poderão beneficiar da oferta do tratamento anti-bacteriano do sistema do ar condicionado e o controlo e reposição dos níveis da viatura (inclui pressão dos pneus, reposição do líquido refrigerante do motor, do líquido do limpa pára-brisas e óleo de motor).

Os profissionais abrangidos serão os Médicos, Enfermeiros, Auxiliares e demais funções de saúde dos hospitais e centros de saúde, bem como elementos das Forças de Segurança (Polícias e Bombeiros).

A oferta será válida de 1 a 30 de Abril, mediante a apresentação de um documento comprovativo (cartão SNS, cédula profissional ou outro que ajude a identificar o profissional em questão).

“A oferta destes serviços tem como objetivo apoiar estes profissionais, verdadeiros heróis que estão na linha da frente no combate ao Covid-19. Nesta fase em que vivemos, toda a energia de quem nos presta serviços de saúde e das forças de
segurança deve ser canalizada para o que é essencial: ajudar os doentes infetados, prestar apoio às famílias, e continuar a prevenção e a minimização do contágio. Por estes motivos, pretendemos fazer a nossa parte: garantir a mobilidade essencial destes profissionais, que as suas viaturas estejam constantemente aptas e a circular em segurança.”, explica Madalena Bustorff, Diretora de Operações da Midas.

As oficinas Midas irão permanecer abertas durante o Estado de Emergência, após os serviços de manutenção e reparação de veículos automóveis e motociclos terem sido decretados como essenciais pela Resolução do Conselho de Ministros DL 2-A-2020, de 20 de Março. Contudo, foram adotados horários reduzidos e medidas de prevenção e segurança seguindo as indicações da DGS.

DISCOVERY ESTREIA DOCUMENTÁRIO “PANDEMIA: COVID-19” A NÍVEL MUNDIAL

A rápida disseminação do COVID-19, uma nova estirpe do Coronavírus, deu origem a uma crise global de saúde pública que está presente nos nossos dias e virou o mundo do avesso. Da noite para o dia, este vírus mudou as nossas rotinas e a maneira como trabalhamos, bem como a forma como comunicamos com amigos e familiares, enquanto lidamos com as doenças e até com a perda de pessoas próximas. Mas como chegámos a esta situação? O que podemos aprender agora com cientistas e especialistas da área?

Para conhecer em profundidade todos os detalhes sobre a expansão desse vírus, o Discovery estreia no sábado, 4 de abril, a partir das 21 horas, ‘Pandemia: COVID-19’, um documentário especial em que cientistas e especialistas internacionais partilharão as suas pesquisas mais recentes com os telespectadores para oferecer uma visão aprofundada desta pandemia global e que contará com o testemunho de pessoas que enfrentam o Coronavírus na linha de frente, nos Estados Unidos da América.

 

 

PANDEMIA: COVID-19” (SÁBADO, 04 DE ABRIL, 21:00)

Um estudo publicado na revista científica Nature aponta para a origem animal do Coronavírus, que contém componentes muito semelhantes aos vírus que desenvolvem espécies como morcegos e pangolins. Há muitas notícias de que o COVID-19 transitou de animais para humanos num mercado em Wuhan, China. Mas como aconteceu isso? O documentário ‘Pandemia: COVID-19’ dará novas informações sobre o vírus que assombra todo o planeta e dados sobre o seu tratamento e transmissão, bem como os pontos que intrigaram os médicos e cientistas que encontraram doentes infetados pela primeira vez, por Coronavírus.

O que diferencia esta produção internacional do Discovery é a abordagem equilibrada que oferece, graças à participação de cientistas e especialistas na área. Os telespectadores poderão ouvir os principais especialistas médicos na linha de frente, e funcionários do Governo e doentes, que darão testemunhos em primeira mão. Além disso, os especialistas revelarão por que o COVID-19 é único e explicarão as razões pelas quais o mundo não estava preparado para isso, além de refletir sobre as ações que poderiam ter sido tomadas para conter a sua disseminação. Desta forma, durante mais de uma hora, este especial lançará uma luz sobre aqueles que lideram a luta para encontrar respostas, bem como uma possível cura.

O documentário também examinará como numa questão de semanas este vírus se espalhou pelo mundo, afetando países como China, EUA e Itália em maior escala, onde se regista um elevado número de mortes e pessoas infectadas. ‘Pandemia: COVID-19’ viajará para os EUA para descobrir a origem do surto no país, bem como para perceber como a rápida disseminação na cidade de Seattle e a dramática e inesperada expansão nos Estados Unidos. Analisará ainda os efeitos das medidas drásticas tomadas em todo o país que afetam instituições, escolas e empresas num grande número de estados, que foram forçados a fechar as portas para evitar a transmissão.

 

Cada trimestre de interrupção do comércio internacional pode custar €700 mil milhões

O combate à pandemia Covid-19 colocou a economia internacional em turbulência: o crescimento mundial, que a Euler Hermes já esperava que desacelerasse ligeiramente (2,4%, contra os 2,5% registados em 2019), está agora estimado em 0,8%.

Na Europa, o cenário é de forte recessão – o PIB da Zona Euro, tal como o da Alemanha, a maior economia europeia, deverá registar uma contração de -1,8%. Em Itália, o país até agora mais afetado pela pandemia, o crescimento ficará nos -3,5%. O dos Estados Unidos deverá ser de 0,5%. Isto, considerando um mês de fortes medidas de contenção da propagação do vírus. Se as medidas se prolongarem por mais um mês, a fatura sobe. Na Europa, por exemplo, o impacto no PIB será de -4,4%. A Euler Hermes estima que cada mês de medidas de contenção impacte entre 20 e 30% o crescimento das economias.

Aumento das insolvências: 13 mil empresas em risco na Europa

Antes da epidemia de Covid-19, já se antecipava uma desaceleração económica internacional, mas em muito menor escala. O atual surto reforçou largamente esta tendência, uma vez que está a colocar as economias e as empresas sob uma pressão intensa. A análise da Euler Hermes aponta para um aumento de 14% das insolvências em todo o mundo durante o ano de 2020 (16% na Europa Ocidental).

A líder mundial em seguro de créditos estima que o volume de negócios das empresas da Zona do Euro tenha uma quebra de entre -15% e -25% até ao pico da crise, no final de março. As margens operacionais podem decrescer entre 1 e 1,5 pontos percentuais. Apesar das intervenções dos governos para apoiar empresas (adiamentos de impostos, empréstimos, garantias estatais, etc.), que deverão ajudar a limitar os danos, o atual contexto de bloqueio da economia poderá levar à falência cerca de 7% das PME e mid-caps da Zona Euro – cerca de 13 mil negócios. 10% do total de empresas em risco estão em França, perto de 9% na Alemanha, 8% na Bélgica, 6% em Espanha e 5% em Itália. As insolvências vão aumente principalmente em Itália (+ 18%), Espanha (+ 17%) e Holanda (+ 21%). A Alemanha (+ 7%), a França (+ 8%) e a Bélgica (+ 8%) também deverão registar um aumento maior de insolvências do que o previsto antes da pandemia. Os setores que correm maior risco são a construção, o setor agroalimentar e o dos serviços.

1,5 milhões de empregos perdidos, mas recuperação no segundo semestre de 2020

Esta pausa na atividade económica coloca 65 milhões de empregos em risco ou a precisarem de apoio dos Governos. Contudo, uma vez que, embora seja acentuada, esta crise económica é de natureza temporária, os economistas apontam para que a taxa de desemprego na Zona Euro aumente apenas 1 ponto percentual, para pouco mais de 8%. Isto significa que poderá haver uma perda de até 1,5 milhões de postos de trabalho nos próximos 12 meses, particularmente os trabalhadores independentes ou com contratos temporários.

Assumindo que as medidas de contenção são bem-sucedidas, espera-se uma recuperação em “U” da atividade económica no segundo semestre de 2020. Contudo, a recuperação rápida não se aplicará a todos os setores, especialmente aos de retalho e turismo, que têm uma evolução mais lenta.

Transdev – restrições decretadas à mobilidade

Assim, num contexto em que a paralisação da atividade se antevê ainda longa, a Transdev informa o seguinte:

  1. A partir de 1 de abril a Transdev entrará no sistema de lay-off simplificado nas condições previstas pelo Governo para este período excecional;
  2. A adesão ao lay-off simplificado abrange os cerca de 2000 colaboradores do grupo de empresas da Transdev;
  3. Manteremos os serviços mínimos de mobilidade, que serão assegurados pelo número de colaboradores necessários por região, mantendo em vigor todas as medidas ditadas pela AMT e pela DGS no sentido de proteger clientes e colaboradores;
  4. Cientes de que esta decisão não é a mais favorável à manutenção e recuperação da economia do país, reforçamos que temos desenvolvido todos os esforços junto do Governo e das autoridades de transportes no sentido de encontrar medidas alternativas à situação de lay-off, que possibilitem um olhar mais positivo para o futuro;
  5. Nesse sentido, a Transdev continua a considerar que a medida mais relevante e imediata é o pagamento dos 9 milhões de euros que o Estado tem em dívida para com a empresa, de forma a assegurar a tesouraria e permitir o pagamento de salários;
  6. Como medida de curto prazo, a Transdev solicita que todos os operadores do país tenham as mesmas condições estabelecidas para os que operam nas Áreas Metropolitanas de Lisboa e do Porto. Ou seja, garantir a receita recebida pela prestação de serviços de transporte público, com efeitos a 16 de março de 2020, tendo por base os valores do período homologo do ano anterior atualizado pela TAT – Taxa de Aumento Tarifário;
  7. A empresa propõe, também, a suspensão imediata de todos os processos de contratualização que estejam em curso, assim como o não lançamento de quaisquer procedimentos tendentes à contratualização das obrigações de serviço público.

Primeiro “Drive Thru Livreiro” do Mundo

Conforme anunciou na sexta-feira passada, a Livraria Lello celebrará a partir de dia 01 de abril quarta-feira, a literatura e os livros, considerados pela Exma. Senhora Ministra da Cultura, Dra.

Graça Fonseca, um bem de primeira necessidade, abrindo o primeiro “drive-thru” livreiro do mundo.
Este “drive-thru” livreiro funcionará de segunda a sexta-feira, das 10h00 às 12h00, sendo que diariamente a Livraria Lello oferecerá um livro diferente da sua The Collection. O primeiro livro a ser oferecido é a Mensagem, de Fernando Pessoa, onde o autor relembra um povo heróico, audaz e com raça, que enfrenta todas as tormentas.

Uma analogia com as tormentas que enfrentamos hoje. No dia 02, Dia Internacional do Livro Infantil, será oferecido o livro Na Livraria Mais Bonita do Mundo, dirigido aos mais pequenos, e no dia 03 de abril ofereceremos O Livro da Selva, essa história mágica sobre um menino que cresceu no meio de uma matilha de lobos, e que apesar de não ser a sua família de sangue, a defendeu como se fosse. Uma outra analogia para este sentido de comunidade que todos hoje vivemos.

Esta oferta de livros estará apenas dependente de uma inscrição prévia, feita para o email info@livrarialello.pt , enviando os dados pessoais (nome, morada, email e contacto telefónico) até às 18h00 do dia anterior em que o leitor pretende dirigir-se ao “Drive Thru Livreiro” da Livraria Lello. A entrega dos livros será, neste modelo excepcional, feita por um colaborador da Livraria lello, que cumprirá todas as normas de segurança e higiene, e entregará os livros diretamente na janela dos carros dos leitores que tenham agendado essa entrega no “Drive Thru Livreiro” da Livraria Lello. De referir que toda a atividade comercial da Livraria Lello, suspensa desde o dia 14 de março, continuará suspensa.

Este é um verdadeiro ato de “Amor nos Tempos da Cólera” da Livraria Lello e da sua equipa para com os seus leitores, a sua cidade, que são o seu mundo. Uma forma de devolver à comunidade algum conforto e algum alento nestes tempos tão difíceis.

Kaspersky alerta para trojan bancário que pede dinheiro em troca de informações falsas sobre pessoas próximas infetadas com COVID-19

A partir do momento em que é transferido para o telemóvel da vítima, este trojan pode receber uma ordem por parte do hacker para abrir uma página web denominada “Coronavirus Finder”, que assegura que há pessoas próximas de si infetadas com o vírus. Para saber onde estão estas pessoas, é pedido às vítimas que paguem 75 cêntimos para lhe ser revelada a informação. Caso a mesma concorde, é imediatamente transferida para uma página de pagamento, onde tem que introduzir os seus dados do cartão de crédito. Porém, uma vez introduzidos estes dados, a quantia acaba por nem ser cobrada, nem a vítima recebe qualquer informação sobre as “pessoas infetadas”. Em vez disso, são os seus dados do cartão de crédito que vão parar às mãos dos hackers.

O “Ginp” é um trojan que evoluiu rapidamente desde que apareceu pela primeira vez, adquirindo, ao longo do tempo, novas capacidades. Embora nos últimos tempos os alvos tenham sido maioritariamente indivíduos residentes em Espanha – 83% das vítimas são espanholas -, tudo indica que os hackers estão a planear atacar outros países.

“Durante meses, os hackers tentaram tirar partido da crise provocada pelo coronavírus, lançando ataques de phishing e criando malware sobre esta temática. No entanto, esta é a primeira vez que vemos um trojan bancário aproveitar-se da pandemia. É alarmante, sobretudo porque o «Ginp» é um trojan muito eficaz. Desta forma, aconselhamos os utilizadores de Android a estarem particularmente atentos neste momento: pop-ups, páginas de web desconhecidas e mensagens espontâneas sobre o coronavírus devem ser sempre vistas com ceticismo”, realça Alexander Eremin, especialista em segurança da Kaspersky.

Para evitar estar exposto ao “Ginp” ou a outros trojans bancários, os especialistas Kaspersky recomendam:

  • Transferir aplicações apenas das lojas oficiais para Android.

  • Não clicar em links suspeitos e nem dar informações sensíveis, tais como palavras-passe ou informações de cartão de crédito.

Os produtos da Kaspersky detetam e bloqueiam com sucesso esta ameaça. Saiba mais informações sobre o “Ginp” no Kaspersky Daily.

Barómetro Nielsen Covid-19: Portugueses correm às lojas para armazenar produtos essenciais

Corrida ao armazenamento de produtos “essenciais”

Constata-se uma preocupação acrescida entre os portugueses com o armazenamento de produtos de higiene pessoal e do lar (+95% na semana 11 face à semana homóloga) e produtos alimentares (+91%).

Nos produtos de Higiene Pessoal e do Lar, é o Papel Higiénico que regista o maior crescimento (acima dos 200%) mas Lenços, Rolos e Guardanapos, Produtos para Roupa e Loiça, Limpeza do Lar, Higiene Corporal, Fraldas/Toalhetes e Cuidados de Saúde também ultrapassam o dobro das vendas.

Já no que respeita à Alimentação, as Conservas e Produtos Básicos mantêm-se no topo, com crescimentos acima dos 200%. Produtos Instantâneos, Alimentação Infantil, Congelados e Azeite/Óleos /Condimentos e Temperos crescem também de forma muito acentuada, ultrapassando o dobro das vendas na semana 11 (crescimentos >100%).

Preocupações dos consumidores ditam consumo

A Nielsen identifica as seis etapas de adaptação do consumidor perante esta nova realidade: a compra proativa de Saúde, a gestão reativa da Saúde, a preparação da despensa, a preparação para quarentena, a vida com restrições e a vida sob uma nova normalidade.

Na semana em análise (semana 11), a OMS declarou a Covid-19 como pandemia e foi anunciado o encerramento de todas as escolas. Foi também nesta semana que o continente europeu se tornou o epicentro deste surto.

Portugal entra assim na terceira das seis etapas identificadas pela Nielsen – #3 Preparação da Despensa.

Preparar a despesa foi uma preocupação transversal em todo o território

A preocupação com o armazenamento foi sentida, de forma global, em todo o território nacional, com fortes crescimentos em todos os distritos (entre 59% e 74%).

De forma notória, assistimos a um crescimento no valor de vendas face ao período homólogo (para a semana 11) nos distritos de Bragança – que se destaca com +74% –, Santarém, Guarda, Setúbal, Lisboa, Leiria, Porto e Vila Real.

Crescimento em todas as tipologias de lojas

O crescimento verificado nesta semana de análise acontece em todas as tipologias de lojas: Hipers crescem 60%, Supers Grandes 75% e Supers Pequenos 57%, não havendo já nenhum que se destaque de forma tão evidente.

“Depois desta verdadeira corrida às lojas para prepararem a sua despensa, os portugueses passam para uma nova fase: a preparação para a vida em quarentena. Nessa nova etapa, a procura pelo online começa a ser cada vez mais evidente e poder-se-ão notar algumas diferenças nas tipologias de loja escolhidas. Será também interessante verificar o impacto que o anúncio do fecho de estabelecimentos comerciais poderá ter no retalho alimentar e nas decisões de compra dos consumidores portugueses”, comenta Marta Teotónio Pereira, Client Consultant Senior da Nielsen.

Fundação Rui Osório de Castro doa 100 mil euros para apoiar as crianças com doença oncológica e as suas famílias

Este donativo será destinado à compra de um ecógrafo para o serviço de cuidados intensivos pediátricos do Hospital CHUC – Pediátrico de Coimbra, equipamento de proteção individual e de desinfeção e outros bens ou equipamentos que possam vir a ser identificados como necessários pelos três centros de referência de oncologia pediátrica que existem em Portugal e pelas famílias das crianças com doença oncológica.

Através da Hovione, que se encontra a produzir solução antissética de base alcoólica (SABA), comummente designada por gel álcool, a FROC irá também assegurar a disponibilidade desta solução desinfetante ao seu público-alvo. Esta ação é coordenada com a Acreditar – Associação de Pais e Amigos das Crianças com Cancro.

Cristina Potier, Diretora da FROC, afirma: “Esta situação de emergência nacional e mundial é totalmente inesperada e ainda não sabemos quanto tempo durará. Perante este cenário, não podíamos ficar de braços cruzados, e excecionalmente vamos apoiar as nossas crianças e as suas famílias fora da nossa área de atuação. Queremos responder às suas necessidades e suas famílias. Elas são sempre a nossa prioridade. Estas necessidades são identificadas pelos três centros de referência de oncologia pediátrica e pela Acreditar”.

Paralelamente, e já na sua área de atuação, a Fundação disponibiliza no Portal de Informação Português de Oncologia Pediátrica (PIPOP) uma secção especialmente dedicada à Covid-19. Nesta área, as famílias encontram indicações básicas sobre os cuidados que devem ter, como lidar e como falar sobre o tema com ligações para outros sites com informação em que se pode confiar.

Medidas excecionais para assegurar a continuidade da investigação clínica em Portugal, no contexto do COVID19

O documento nacional emitido pelo INFARMED, encontra-se alinhado com as orientações europeias publicadas no site da Comissão Europeia:

https://ec.europa.eu/health/sites/health/files/files/eudralex/vol-10/guidanceclinicaltrials_covid19_en.pdf

As medidas extraordinárias consideradas, possuem cariz pragmático e flexível e salvaguardam os direitos, a segurança e a proteção da saúde e bem-estar dos participantes (atuais ou potenciais a integrar) em ensaios clínicos.

No que se refere ao recrutamento, conforme mencionado no documento publicado pelo INFARMED, é esperado que, face à atual situação pandémica, o promotor, em conjunto com o investigador, tome as decisões sobre as medidas a adotar de forma proporcional e adequada a novos ensaios clínicos ou àqueles que se encontrem a decorrer.

Assim sendo, o recrutamento de participantes para integrarem novos ensaios clínicos deve ter em conta a análise do promotor do ensaio face à viabilidade de iniciar um novo estudo clínico nas condições atuais. Tal deve ter em conta, com base numa análise de risco para cada ensaio clínico, as características do ensaio, a população a incluir ou incluída, o centro de ensaio ou o risco epidemiológico no mesmo.

O INFARMED apoia  o fortalecimento da capacidade nacional para produção de Investigação Clínica de qualidade acompanhando a evolução cientifica e promovendo o conhecimento nacional.

Desta forma, esclarece-se que pode realizar-se recrutamento para novos ensaios clínicos desde que salvaguardada a segurança das populações participantes.

Ausência de evidência entre o agravamento da infeção por COVID-19 e medicamentos usados na hipertensão, doença cardíaca ou renal

O INFARMED, I.P. e a EMA esclarecem que é importante que os doentes não interrompam o seu tratamento com IECA ou ARA e que não existe necessidade de mudar a terapêutica para outros medicamentos. Presentemente, não há evidências de estudos clínicos ou epidemiológicos que estabeleçam uma ligação entre os IECA ou ARA e o agravamento do COVID-19. Os especialistas no tratamento de doenças cardíacas e da hipertensão arterial, incluindo a Sociedade Europeia de Cardiologia, já emitiram declarações nesse sentido.

De forma a reunir mais evidência, a EMA está a contactar proactivamente os investigadores que estão atualmente a trabalhar para gerar evidências adicionais a partir de estudos epidemiológicos.

À medida que a crise de saúde pública se estende rapidamente por todo o mundo, estão em curso investigações científicas para entender de que forma a infeção pelo novo Coronavírus (SARS-CoV-2) se reproduz no organismo, interage com o sistema imunitário, provoca doença e se o tratamento instituído com medicamentos como os IECA e ARA pode ter impacto no prognóstico do COVID-19.

A especulação de que o tratamento com IECA ou ARA pode agravar as infeções no contexto do COVID-19 não é sustentada por evidências clínicas.

Estes medicamentos são modificadores do sistema renina-angiotensina-aldosterona (SRAA) que inclui a enzima conversora de angiotensina 2 (ACE2). Uma vez que o vírus usa, para entrar nas células humanas, a enzima conversora de angiotensina 2 (ACE2) e os medicamentos podem aumentar esta enzima, poderia ser considerado que a toma destes medicamentos pode aumentar a atividade do vírus. No entanto, as interações do vírus ao nível do sistema renina-angiotensina-aldosterona são complexas e não são completamente compreendidas.

As autoridades incluindo o INFARMED e a EMA estão a efetuar uma monitorização rigorosa da situação e a colaborar com a indústria farmacêutica, a academia e as redes europeias para coordenar estudos epidemiológicos sobre os efeitos destes medicamentos em pessoas com COVID-19.

É importante que os doentes que tenham alguma dúvida ou incerteza sobre os seus medicamentos falem com seu médico ou farmacêutico e não interrompam seu tratamento habitual.

O Infarmed, em articulação com a rede europeia do medicamento, continuará a acompanhar e a divulgar qualquer nova informação sobre este assunto.

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