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Grupo WM: compromisso e diversificação

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Quando é que foi edificado o Grupo WM e de que forma é que o mesmo tem vindo a promover um percurso de excelência e credibilidade em prol da satisfação do cliente e de um posicionamento positivo perante o mercado?

O denominado Grupo WM® nasceu em 1992, ano em que a empresa “mãe”, WM Construções Limitada, foi registada no 2º Cartório Notarial da Comarca de Luanda pelo seu sócio e fundador, o empresário luso-angolano, Rogério Martins Leonardo.

Sem qualquer intenção de banalizar a resposta à sua questão, devo dizer que a nossa “Dinâmica”, “Resiliência” e, sobretudo, o “Compromisso”, contribuíram para afirmação e credibilidade das empresas e negócios do grupo e a sua aceitação junto de vários setores do país.

Multifacetada, a marca tem centrado a sua atuação no domínio de diversos setores. Quais são os vossos segmentos de atividade e de que forma aportam mais-valias a cada um dos mesmos através do ADN Grupo WM?

Na verdade, o Grupo WM® tem registado um crescimento diversificado desde a sua fundação, expandindo a sua atuação em várias áreas e nos três setores de atividade, nomeadamente:

Setor Primário: fruticultura (Turiagro); produção de flores e plantas ornamentais (Sagribengo); exploração e extração de agregados para betão (WM Inertes) agro-pecuária (Lucalagro) e indústria da ração animal (Gestpec);

Setor Secundário: através das indústrias da construção civil (WM Construçoes), da metalomecânica e construções metálicas (CMetal®), do fabrico em chapa de condutas AVAC (Condutek®), do betão pronto (Base Solida) e da transformação de madeiras (Hipermaco);

Setor Terciário: comércio e serviços especializados para a indústria madeireira (Mundifer) e a gestão imobiliária (Lemax).

Que lacunas ainda consegue identificar no vosso segmento de mercado em Angola e de que forma é que a têm suprido as mesmas no domínio do vosso leque de serviços?

As lacunas são transversais e influenciam diretamente qualquer dos segmentos de mercado que estamos envolvidos, como por exemplo as infraestruturas públicas, acesso a energia elétrica, burocracia, escassos recursos humanos especializados, ou no caso do setor primário, a inexistência de subsídios ou subvenções à agricultura e pecuária.

De que forma é que a Inovação tem sido preponderante na vossa orgânica e dinâmica?

De facto, inovar num país em crescimento e que muito ainda terá de se desenvolver é desafiante e ao mesmo tempo gratificante para a nossa orgânica e dinâmica, traduzindo-se numa causa e efeito.

Qual o potencial de crescimento do mercado angolano no vosso setor de atuação?

O potencial é elevado, principalmente na agricultura, pecuária, indústria de ração animal e exploração de madeira.

No domínio da CPLP, de que forma é que o Grupo WM tem contribuído, no âmbito das suas relações e parcerias, para o crescimento destas relações?

A língua é e será sempre o elo de ligação com toda a comunidade de países de língua portuguesa. Apesar de não termos tido relações ou parceiras, em nada retira todo esse potencial e interesse do nosso grupo, nomeadamente em futuras exportações e importações, especialmente no continente africano.

O que podemos continuar a esperar por parte do GRUPO WM para o futuro? Por onde passam os vossos desideratos e quais os principais desafios?

Está na génese do seu fundador e administrador, Rogerio Leonardo, viver cada investimento e negócio com alma, envolvendo-se em todas as suas fases e processos, sendo um dos seus grandes desafios mudar a configuração industrial de uma das quatro províncias onde temos investido, neste caso, a Província do Cuanza Norte, transformando-a numa região de grandes oportunidades dentro do setor agroindustrial. Um outro enorme desafio e que se aplica a qualquer atividade, seja económica, social ou cultural, é preparar o futuro face às elevadas expetativas de crescimento da população em Angola nos próximos dez a 20 anos.

Escolher o Grupo WM é…?

É garantir compromisso e diversificação.

“Escolhe um trabalho que realmente gostes e não terás de trabalhar um único dia…”

A Win Coach Academy tem, desde a sua génese, uma filosofia muito própria que lhe permite promover uma ligação forte com os seus clientes e parceiros. Desta forma, como é que a marca tem vindo a promover um serviço de excelência que aporte resultados a todos aqueles que escolhem a marca?

A Win Coach Academy trabalha melhoria, potencialidades e resultados mensuráveis dentro das organizações, empresas e igualmente com particulares. A satisfação dos nossos parceiros é fundamental, sem dúvida alguma, o nosso cartão de visita. Criamos oportunidades de negócios, expansão, desenvolvimento e internacionalização de empresas. Formamos os seus quadros na vertente formação, onde desenvolvemos as competências humanas. Os pilares e estrutura de qualquer organização são as bases. É esse o nosso foco, trabalhar as bases para um crescimento sustentado e longínquo. A capacidade de utilizar modelos de liderança para melhorar a eficácia.

A Nelma Fernandes é a CEO e Fundadora da Win Coach Academy, sendo uma pessoa fascinada pelo desenvolvimento do potencial humano. Porquê esta paixão pelas pessoas e de que forma é que esta paixão a levou a abrir esta marca ao mundo?

Efetivamente antes mesmo de me ter especializado nas várias vertentes que potenciam o ser humano, como por exemplo: Coaching, PNL, Neuro Ciência, Experiência Somática, Bodynamic, Disc, Constelações Organizacionais, entre outros, já gostava muito de perceber os comportamentos.

É muito recorrente ouvir dizer que o mais difícil dentro das organizações são os recursos humanos. Normalmente acontece por variadíssimas razões: colaboradores insatisfeitos com as suas funções; o ordenado que não é satisfatório; conflitos internos por falha na comunicação; não envolvência nos projetos da empresa, entre outros. É óbvio que um colaborador que não está satisfeito o seu contributo para a empresa é praticamente nulo. No entanto, muitos desconhecem que é efetivamente possível trabalhar pessoas. Todos nós temos o nosso potencial, o importante e fundamental é saber a melhor forma de o trabalhar. Efetivamente uma das minhas paixões é ver a transformação e o crescimento do ser humano. Melhora e muito com a aplicação de algumas ferramentas e com uma comunicação eficaz. A falha na comunicação é a base para cerca de 90% dos conflitos. É bom esclarecer que tal acontece, a melhoria, quando temos vontade de melhorar. Sem a pessoa querer, não há técnica alguma que faça milagre.

Prestam serviços nas áreas de Coaching Executivo, Coaching Empresarial, Desenvolvimento Expansão e Internacionalização de Empresas. De que forma são estes segmentos essenciais para os indivíduos e empresas?

Não me canso de recordar que todas as entidades, empresas e organizações são feitas de pessoas. Para crescerem de uma forma estruturada é extremamente necessário trabalhar os quadros, transformar os recursos humanos em humanos com recursos. Optimizar recursos e maximizar resultados. O mundo seria muito melhor se todos nós trabalhássemos e melhorássemos as nossas competências. Um exercício fantástico para qualquer um de nós é escolhermos um ponto de melhoria, semanal ou mensal e trabalhar nesse sentido. Quando achamos que estamos muitíssimo bons em tudo, escolhemos a humildade. Cerca de 95% das pessoas sabe exatamente o que deve fazer para melhorar, no entanto apenas 5% trabalha nesse sentido. Os restantes apesar de verbalmente o expressarem e saberem o caminho para lá chegar, não o fazem, porque efetivamente dá muito trabalho evoluirmos enquanto pessoas. Ao invés de olhar para dentro, fazer uma auto análise e auto crítica construtiva de si próprio, prefere perder tempo e olhar para outro. Nós, seres humanos perdemos uma média de 75% no nosso tempo a falar mal dos outros e não utilizamos nem 10% do tempo a falar bem de nós. É curioso. Um exercício muito interessante e simples é, cada vez que tiver tentado a falar mal de alguém, auto discipline e fale bem de si. Vai ver o resultado que produz.

Sente que atualmente as empresas perpetuam uma relevância superior a todos estes conceitos relacionados com o capital humano e o coaching?

É mesmo obrigatório que as empresas olhem para o capital humano. Somos nós humanos que gerimos empresas. Sem dúvida que atualmente existe uma procura maior e uma preocupação acrescida em relação ao tema, o desenvolvimento dos quadros. Principalmente nas grandes empresas, também são visíveis os resultados. Os líderes perceberam que a sua função é criar talentos e estrelas dentro das organizações. Olhar para os seus quadros e ter a capacidade de extrair a melhor performance.

Na sua opinião, a que se deveu esta mudança de paradigma?

Ao nível de exigência tanto do mercado como dos próprios colaboradores. Hoje em dia tudo evolui a uma velocidade gigante. Para acompanhar essa evolução é necessário trabalhar arduamente e estar à altura.

Que serviços é que oferecem aos vossos clientes que tenham como desiderato melhorar a performance pessoal e da equipa?

A Win Coach Academy trabalha parceria e soluções win/win. Existimos para realçar excelência, quer em grupo, quer individualmente.

Potenciamos o crescimento e o posicionamento no mercado nacional dos nossos parceiros. Igualmente criamos oportunidades de negócios para clientes que procuram mercados internacionais, nomeadamente nos países CPLP e Qatar onde a Win Coach tem obtido excelentes resultados.

Na vossa orgânica, como é realizado o processo de acompanhamento e aconselhamento junto de quem vos procura? Como pode explicar este processo ao nosso leitor?

Na área da formação é prioritário conhecer: Cultura interna, Aspectos a trabalhar, Objectivos pretendidos com a acção de formação, Perfil dos colaboradores, após essa análise ajustamos a acção de formação. Após cada acção formativa, acompanhamos a evolução dos participantes e o impacto dos mesmos dentro da organização por um período de três a seis meses.

Na vertente empresarial, criamos estratégias minuciosamente alinhadas a cada parceiro. Quer seja na ativação de marcas ou no posicionamento de entidades já existentes. No mercado CPLP agregamos uma rede de parcerias, que nos asseguram e nos posicionam como um parceiro estratégico para o desenvolvimento de projetos nestes países, com mais enfoque nos países Africanos.

No Qatar integramos os valores e visão, desenvolvimento de negócios, assente, no evoluçao da cooperação económica e empresarial, valorizando as potencialidades existentes. Apoiamos os interesses comerciais dos empresários da CPLP; Fortalecemos as relações comerciais entre empresas CPLP com empresários e outras instituições do país; Dinamizamos o volume de comércio e investimento entre o Qatar e a CPLP.

Dinamizamos as relações bilaterais nos domínios sociais, culturais e empresariais entre os parceiros e organizações públicas e privadas. Organizamos a participação  de comitivas empresariais em feiras e  exposições de negócios.

Nos dias que correm, parece que o Coaching virou «moda». De alguma forma, sente que este panorama pode prejudicar aqueles que perpetuam um serviço de coaching profissional e de credibilidade como a Win Coach Academy?

Nos países como França, Alemanha, Inglaterra, Espanha, EUA e outros é normal qualquer executivo e quadros de chefia recorrer ao coaching com muita frequência. É realmente das ferramentas com maior sucesso no desenvolvimento de competências e de auto confiança e motivação.

Em relação a credibilidade é igual a outras profissões, existem sempre os bons e maus… médicos, engenheiros, recepcionistas, artistas, e outros. Cabe ao cliente analisar e optar pela aposta acertada.

Quais são os grandes desafios da Win Coach Academy e o que podemos esperar da marca para 2019?

Continuar a trilhar o caminho de excelência com os nossos parceiros e criar ainda mais oportunidades de negócios. Ao nível interno vamos lançar um projeto inovador para startup´s e estrangeiros que queiram abrir negócios em Portugal. Temos igualmente um mega projeto para levar para um país africano que ainda não é possível revelar.

Para quem não conhece, o que é escolher a Win Coach Academy?

É sem dúvida alguma escolher uma empresa que existe para servir e trabalhar as potencialidades e a excelência dos parceiros. Uma frase muito gira para partilhar: escolhe um trabalho que realmente goste e não terá de trabalhar um único dia…

“A nossa aposta está no desenvolvimento do país e no financiamento às empresas que geram riqueza”

Embora o Banco BIC possa ser definido como um banco jovem, por ter iniciado a sua atividade em 2005, é considerado um banco de referência no setor bancário, dentro e fora de Angola. Que fatores diferenciadores têm contribuído para esta referência e solidez?

Em primeiro lugar a juventude dos seus quadros. Depois, a ambição de crescer e vencer num mercado bastante competitivo. Em terceiro lugar os resultados.

Apesar da crise económica que Angola atravessa, os nossos rácios de solvabilidade estão sólidos, 5 % acima do que a lei estabelece. Ainda este ano os nossos acionistas reforçaram o capital social do Banco, para 90 milhões de USD, quase três vezes mais do que é exigido pelo Banco Nacional de Angola. Os nossos fundos próprios são equivalentes a 750 milhões de dólares, norte-americanos.

Conjugamos o apoio a projetos às empresas com as suas necessidades de tesouraria, como nas famílias com o crédito da conta salário e vários outros tipos de créditos, desde a aquisição de habitação própria, ao financiamento de compra de viatura. E isto é importante para a confiança que os clientes depositam em nós.

O Banco BIC Angola integra o grupo dos cinco maiores bancos em Angola. Este pode ser considerado um dos maiores desafios para o banco devido à responsabilidade que acarreta esta posição?

A nossa posição competitiva no mercado bancário mantêm-se inalterável. Somos o banco privado de Angola com a maior rede comercial composta por 230 balcões que servem também o BIC Seguros, um conceito criado por nós – Banco/Seguros – que garante um serviço eficiente no ramo dos seguros e da banca, partilhado em comum todas as agências do país.

A nossa aposta é, e será sempre, o compromisso com os nossos clientes conjugado com o crescimento da economia do país. Daí, o nosso lema “Crescemos Juntos”. Participamos, desde o início, no esforço nacional. Somos exigentes (agora mais do que nunca), na avaliação e financiamento dos projetos. A conjuntura económica não é favorável a qualquer tipo de atividade comercial e, por isso, a crise faz-se sentir também na banca.

O crédito baixou e a taxa de juro aumentou, por via da inflação e da desvalorização da moeda nacional. O endividamento das empresas e das famílias é real, mas pode e deve ser corrigido pelo investimento público e privado, apoiado por medidas do governo, algumas delas já estão contempladas no Orçamento Geral do Estado para 2019.

O Banco BIC é cada vez mais uma marca internacional. Esta é, sem dúvida, a estratégia para o futuro e o foco do banco?

Começámos por Portugal em 2008. Crescemos cá dentro e lá fora. Somos um banco de raiz angolana com vocação internacional. Estamos presentes em cinco países de dois continentes: África e Europa. Em Portugal, somos um banco autónomo com uma rede comercial de 180 balcões. Angola é a raiz do nosso embondeiro que se ramificou para a África do Sul, Namíbia, e Cabo Verde e em breve chegará à Ásia. Temos competências e prestígio para reforçar a nossa presença lá fora.

O Banco BIC pretende posicionar-se como um banco inovador na capacidade de satisfazer as necessidades específicas dos seus clientes, contribuindo assim para o desenvolvimento do sistema bancário angolano. Que posição assume, atualmente, o Banco BIC no país?

O BIC quando foi lançado em 2005, apresentou-se como um banco inovador. Por isso, mereceu rapidamente a satisfação dos nossos clientes. Mantemos esse propósito dentro de um clima saudável e de respeito com todos as outras instituições bancárias e no cumprimento das regras do Regulador, o Banco Nacional de Angola, que está a desenvolver um trabalho notável na regulação do setor, restituindo a autonomia aos bancos, sem abdicar do acompanhamento e fiscalização, como lhe compete.

A banca é a alavanca da economia de qualquer país, por muito rico que ele seja.

Nós acreditamos na recuperação da economia de Angola. Poderá levar algum tempo; não mais de dois ou três anos. Por isso, é preciso ACREDITAR.

Fernando Teles afirma que as relações entre os bancos e as empresas “normalmente são de interesse [e] de compromisso” que “tem que ser de ambas as partes”. Que papel o Banco BIC pretende assumir junto do tecido empresarial?

A nossa aposta está no desenvolvimento do País e no financiamento às empresas que geram riqueza e fomentam a produção local.

Angola é um país rico em matérias primas e fértil em terras aráveis, com um clima tropical que propicia colheitas do mesmo produto, três vezes ao ano e, nalguns casos, permanentes ao longo do ano em condições naturais. Tem todas as condições para sermos autossuficientes em matéria alimentar e para exportar.

O Estado deve, em nosso entender, ser mais ativo no apoio às empresas que contribuem para o crescimento da produção nacional concedendo incentivos e benefícios fiscais aos investidores que criam riqueza para os angolanos, como por exemplo; no setor Agropecuário, onde o BIC já financiou 70 projetos agrícolas com mais de 30 mil milhões de kwanzas em créditos, cerca de 200 milhões de euros. Assim se fomenta a independência alimentar, se reduzem as importações que tantas divisas consomem ao País.

Afirma, ainda que, a trabalhar na banca há 52 anos, habituou-se a que a banca funciona com base na credibilidade. Como é visto, atualmente, o setor bancário em Angola?

Está muito dependente do crescimento da economia que não depende só de Angola, por ser um país de mercado livre e aberto que precisa de investimento e know-how estrangeiro.

O setor bancário está numa de fase de redimensionamento para responder aos novos desafios a que não será alheia a intervenção do Fundo Monetário Internacional, como instituição exigente que é nas reformas económicas e nos programas de assistência financeira em que participa.  Mas é preciso ter em conta as características da economia angolana pelas suas especificidades, quer sejam sociais, políticas ou até culturais para que o cinto não aperte demais.

A evolução da Banca está associada à inovação digital que não para de nos surpreender, como agora assistimos na Web Summit em Lisboa, um dos maiores eventos de tecnologia e inovação do Mundo, ao perspetivar o futuro da banca, perante a concorrência dos novos ”players”, a palavra de ordem foi… Inovar, Inovar, Inovar.

A banca tem de acompanhar a inovação que as novas tecnologias digitais oferecem e alterar o seu modelo de negócio para sobreviver. Aqui em Angola, à escala do nosso mercado, procuramos fazer o melhor caminho, calculando as distâncias e contornando as barreiras que temos pela frente.

O BIC Angola já confirmou o interesse de abrir uma sucursal na China, através da aproximação de Macau. Que desafios advirão deste passo? Porquê a China?

O investimento que os acionistas do Banco BIC pretendem realizar em Macau insere-se na lógica de internacionalização que se iniciou em 2008 com a abertura do Eurobic e que teve o seu mais recente exemplo na abertura em 2016 do Bank BIC Namíbia.

Por outro lado, para além do reforço do Banco BIC, permite ao sistema financeiro Angolano e aos clientes, empresas e particulares, disporem de um parceiro bancário numa zona do mundo que tem registado os maiores índices de crescimento e que se vem revelando, cada vez mais, como um parceiro comercial e fonte de investimento direto estrangeiro em Angola.

Efetivamente, na sequência da criação do Fórum Macau em 2003 por parte da República Popular da China, assistiu-se a um aumento sem precedentes nas trocas comerciais, entre a China e os Países de Língua Portuguesa, bem como, a um crescimento significativo no investimento direto chinês nos países do espaço da CPLP.

Angola é hoje, o segundo país de expressão portuguesa, logo a seguir ao Brasil, com o maior volume de trocas comerciais com a China. Assim, esperamos que o futuro Banco BIC Macau, tão logo mereça a aprovação por parte da Autoridade Monetária e Cambial de Macau, venha a aproximar os fluxos financeiros desta realidade, incluindo a abertura de correspondência bancária aos demais bancos Angolanos que realizem operações com entidades públicas e privadas da China.

A secretária-executiva da CPLP defende que é necessário “um quadro económico e jurídico que facilite que o comércio e os investimentos possam fluir entre os países para criar emprego e promover o desenvolvimento”. No seu entender, o que é necessário para uma cooperação cada vez mais sólida entre os Estados-Membros da CPLP? Mas que desafios advêm das exigências da cooperação?

O fortalecimento da organização e a mobilidade de circulação de pessoas e bens, entre esses países, é indispensável e desejável. Nenhum dos países do espaço da CPLP tem fronteiras terrestres comuns. Todos estão separados por mar, mas unidos pela mesma língua o que facilita as relações afetivas, culturais e comerciais entre os povos desta Comunidade Regional.

Por isso, é importante criar condições de união e de proximidade para se atingir um desenvolvimento mais igualitário e mais sustentável, como aquele que foi definido na agenda de 2030 das Nações Unidas, e que foi adotada, por unanimidade, há dois anos, em Brasília, por todos os chefes de Estado dos países da CPLP.

“CPLP prossegue o objetivo de ver o português como língua oficial da ONU”

© Reuters

No seu discurso no debate geral da 73.ª sessão da Assembleia Geral da Organização das Nações Unidas (ONU), em Nova Iorque, Marcelo Rebelo de Sousa saudou “o reforço da CPLP, agora presidida por Cabo Verde e, em seguida, por Angola”, e enalteceu o contributo desta comunidade “para a estabilidade e o desenvolvimento”.

A CPLP tem uma magnífica cooperação com as Nações Unidas e prossegue o objetivo de ver a língua portuguesa, que é uma das mais faladas do mundo, adotada como língua oficial das Nações Unidas“, acrescentou.

O chefe de Estado falou sobre o contexto africano na segunda metade da sua intervenção, que durou cerca de 15 minutos e foi feita na presença do secretário-geral da ONU, António Guterres, que estava na Mesa da Assembleia Geral.

“Apreciamos também os passos dados na Guiné-Bissau no caminho para as eleições de novembro. Sublinhamos o papel crescente da União Africana, integrador essencial para a paz e o desenvolvimento sustentável, a sua parceria com as Nações Unidas”, referiu Marcelo Rebelo de Sousa.

O Presidente da República congratulou-se ainda com “o passo histórico da ‘Declaração Conjunta de Paz e Amizade’ entre a Etiópia e a Eritreia” e fez votos de que “as eleições na República Democrática do Congo se realizem de forma segura, livre e justa e que os seus resultados sejam por todos respeitados”.

Mais à frente, destacou “a assinatura do Tratado de Delimitação de Fronteiras Marítimas entre a Austrália e Timor-Leste, sob os auspícios do secretário-geral das Nações Unidas”, que no seu entender demonstra “a eficácia da resolução pacífica de diferendos através da conciliação prevista na Convenção das Nações Unidas sobre o Direito do Mar”.

LUSA

Cimeira CPLP debate medidas únicas sobre mobilidade de cidadãos

“Nunca tivemos condições políticas tão boas como agora para avançarmos sobre este dossiê”, comentou o ministro dos Negócios Estrangeiros de Cabo Verde, Luís Filipe Tavares, salientando a “grande vontade política” dos países da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP) para concretizar “o sonho das populações dos nove Estados membros de uma livre circulação de pessoas e bens”.

No dia em que a CPLP celebra 22 anos, a cimeira arranca em Santa Maria com a sessão solene de abertura, pelas 17:00 locais (mais duas horas em Lisboa).

Cabe ao Presidente brasileiro, Michel Temer, a primeira intervenção, assinalando o fim da presidência rotativa da CPLP pelo Brasil, que será assumida pelas autoridades cabo-verdianas, seguindo-se uma declaração do Presidente de Cabo Verde, Jorge Carlos Fonseca.

Depois, falam todos os restantes chefes de Estado e de Governo presentes na cimeira: João Lourenço (Angola); José Mário Vaz (Guiné-Bissau); Teodoro Obiang Nguema (Guiné Equatorial); Filipe Nyusi (Moçambique); Marcelo Rebelo de Sousa (Portugal) e Evaristo Carvalho (São Tomé e Príncipe).

Timor-Leste não estará representado pelo chefe de Estado, Francisco Guterres Lu-Olo, que cancelou a sua deslocação a Cabo Verde devido ao impasse com o primeiro-ministro, Taur Matan Ruak, após a sua recusa em dar posse a um grupo de membros do novo executivo timorense. Caberá ao ministro dos Negócios Estrangeiros e da Cooperação de Timor-Leste, Dionísio Babo, representar o Presidente timorense.

De seguida, intervém um representante da Assembleia Parlamentar da CPLP e a secretária-executiva da organização, Maria do Carmo Silveira, bem como representantes dos observadores associados.

No final do dia, o Presidente cabo-verdiano oferece um jantar aos chefes de Estado e de Governo.

Para quarta-feira fica reservado o debate político e a aprovação das propostas e da Declaração de Santa Maria.

Nesta cimeira deverá ser eleito o novo secretário-executivo da CPLP, designado por Portugal, o embaixador Francisco Ribeiro Telles, para o biénio 2019-2020.

Além da CPLP, haverá outro aniversariante a celebrar: o primeiro-ministro português, António Costa, cumpre hoje 57 anos.

Durante a XII conferência de chefes de Estado e de Governo da CPLP, com o lema “Cultura, Pessoas e Oceanos”, Cabo Verde vai assumir o exercício da presidência desta organização, durante o período de dois anos.

Angola, Brasil, Cabo Verde, Guiné-Bissau, Guiné Equatorial, Moçambique, Portugal, São Tomé e Príncipe e Timor Leste são os Estados-membros da CPLP.

Vila Real acolhe fórum da CPLP

A UE-CPLP apresentou a iniciativa como uma “verdadeira plataforma de negócios e de cooperação”.

Segundo Mário Costa, presidente da UE-CPLP, o fórum é uma “grande oportunidade para os empresários estabelecerem relações comerciais com outros países, num mercado potencial de dois mil milhões de consumidores”.

Em Vila Real são esperados cerca de 3.000 empresários, estarão representados 18 países e estarão expostas mais de 250 empresas de todos os setores. Na região, o destaque vai para o agroalimentar, nomeadamente o vinho.

“Há negócios que foram concretizados e há parcerias que já foram feitas, mas isso também depende da atitude dos próprios empresários. Nós vamos abrir as portas dos mercados e eles depois é que têm de fazer o negócio”, afirmou à agência Lusa Mário Costa.

O presidente da Câmara de Vila Real, Rui Santos, salientou que o fórum pode ajudar a alavancar as exportações na região.

“É uma oportunidade para internacionalizar a economia, as nossas empresas e de mostrar o manancial de oportunidades que a região tem para aqueles que aqui queiram fazer investimento”, afirmou.

Esta é também, na sua opinião, a afirmação da “centralidade de Vila Real no norte do país”.

O fórum possui vertentes empresariais, institucionais e culturais, representativas dos diferentes segmentos do mercado CPLP.

O programa inclui a realização de seminários temáticos por país, reuniões bilaterais de negócio, a conferência “CPLP: Um mundo de oportunidades de negócio” e ainda uma mostra empresarial e cultural.

“Não vamos ficar fechados dentro do Teatro Municipal e todos os dias vamos para as ruas de Vila Real com dinâmicas e com acontecimentos para as pessoas da região nos conhecerem”, frisou Mário Costa.

Um exemplo é a apresentação oficial de uma equipa de basquetebol, que vai jogar no segundo escalão do campeonato nacional e junta vários jogadores oriundos de países da CPLP.

Durante o evento será ainda desenvolvida uma atividade com os futuros jovens empreendedores do espaço da CPLP. A Universidade de Trás-os-Montes e Alto Douro (UTAD) acolhe este encontro que vai reunir 50 jovens da região e 50 da CPLP.

“A CPLP pode-se tornar numa potência económica mundial. Está nos quatro cantos do mundo e tem um potencial de mercado de dois mil milhões de consumidores. Tem recursos naturais, ‘know-how’, tecnologia e uma posição geoestratégica importante”, afirmou Mário Costa.

O responsável disse que a CPLP vive um momento único que é preciso saber aproveitar, entre países unidos pela mesma língua.

“Temos dois tipos de países, Portugal e Brasil, com economias mais desenvolvidas, ‘know-how’ e tecnologia. Depois temos os países africanos e Timor Leste com economias virgens, mas com um potencial de crescimento enorme”, sustentou.

Criada em 17 de julho de 1996, a CPLP junta países espalhados por quatro continentes – Europa, América, África, Ásia – nomeadamente Angola, Brasil, Cabo Verde, Guiné-Bissau, Guiné Equatorial, Moçambique, Portugal, São Tomé e Príncipe e Timor Leste.

Educação multilingue, um leque de oportunidades

A Madeira Multilingual School é a única escola internacional, multilingue e multicultural na Ilha da Madeira com certificação IB, International Baccalaureate, para o Ensino Básico. Qual é a grande diferença de estudar numa escola IB?

Júlia SantosA IBO é uma organização educacional que oferece uma qualificação de reputação mundial para estudantes que querem um currículo que os ajude a desenvolver as habilidades necessárias para o sucesso na vida académica e na vida profissional. A grande diferença na metodologia do nosso ensino é o facto de trabalharmos com turmas com um máximo de 17 alunos, permitindo assim um trabalho mais individualizado com cada aluno e uma adequação às suas características de aprendizagem. Este acompanhamento personalizado desafia os alunos a pensar de forma crítica e analítica sobre as mais diversas temáticas, respeitando as diferenças de uma sociedade cada vez mais globalizada.

Em conjunto com a APEL criaram a Cape Verde Multilingual School em 2013 e as Equatorial Guinea Multilingual Schools em 2014. Estes projetos surgiram para colmatar que necessidades?

O nosso principal objetivo é desenvolver em todo o mundo uma rede de escolas internacionais, multiculturais e multilingues com o intuito de preparar as novas gerações para um mundo cada vez mais globalizado e com permanentes mudanças económicas, sociais, culturais e politicas. Este projeto pretende nos próximos anos chegar a todos os países da CPLP, que representa um universo de mais de 350 milhões de habitantes com acesso a uma educação cada vez mais integrativa de visão ampla, para se compreender melhor o mundo, no seu todo e em todas as suas especificidades.

A cooperação bilateral entre Portugal e os países integrantes da CPLP no domínio da educação deveria ser mais fomentada?

Em Portugal ainda é insipiente a cooperação entre agentes públicos e agentes privados em matéria de internacionalização da educação e da promoção do ensino da língua, bem como na divulgação da cultura portuguesa no estrangeiro. Há exceções, naturalmente, e domínios mais explicitamente económicos, como o AICEP no fomento às exportações. Mas ao nível da educação, da promoção da cultura e da língua, cujo valor económico começa a ser cada vez mais irrefutável, as organizações do Estado são ainda tímidas no seu relacionamento e cooperação com as instituições privadas para este desiderato.

Que vantagens advêm para os jovens de uma educação internacional, multicultural e multilingue?

A principal vantagem desta oferta é a possibilidade de ingressar, a nível superior, tanto numa escola portuguesa como numa instituição de ensino de língua inglesa em qualquer parte do mundo. Para isso, implementamos a aprendizagem do português e do inglês desde o início do percurso académico, saindo os alunos da nossa escola com o Ensino Básico completo e ainda a falarem fluentemente cinco línguas das sete que fazem parte do nosso plano curricular, sendo o português, o inglês, o alemão, o mandarim e o russo obrigatórias, e o francês e o espanhol optativas. As gerações futuras serão em breve confrontadas com uma crescente necessidade de compreensão e capacidade de trabalhar com línguas e culturas diferentes, e esta nossa metodologia de ensino vem precisamente contribuir para esta preparação a nível académico e abrir o leque de oportunidades futuras. A par com a educação multilingue, temos uma base de atuação multicultural, pois temos mais de uma centena de alunos que representam 19 nacionalidades e sabemos como é essencial à construção da aprendizagem e crescimento individual a interligação cultural.

A Madeira Multilingual School procura parcerias no continente e quer estar, nos próximos anos, em todos os países lusófonos. Que mais-valias a escola procura nestas parcerias?

A Madeira Multilingual School faz parte do projeto International Sharing Schools – Multilingual Education, da Sharing Foundation, e procura tanto a nível nacional, como noutros países da CPLP, parceiros com vocação para a educação e o desenvolvimento social, para abrir novas escolas com este sistema de ensino internacional, multicultural e multilingue. A nível nacional procuramos entidades públicas ou privadas, nas cidades de Lisboa, Porto ou na região do Algarve, com instalações disponíveis em localizações adequadas que nos permitam implementar este projeto e possam ser concessionadas com um custo reduzido, numa perspetiva de desenvolvimento social. Estas escolas poderão posteriormente candidatar-se também à Certificação International Baccalaureate.

CPLP: “cooperação, interação e partilha têm de ser mais evidentes e trabalhadas entre todos”

A CGA tem uma parceira com a Cuatrecasas Gonçalves Pereira, RL, com a MA&S – uma sociedade de advogados moçambicana, é membro da “Lex África”-uma rede de escritórios e da IsFin – a rede mundial líder mundial em finanças islâmicas. Todas as parcerias e redes de contactos existentes servem que propósito?

As parcerias traduzem-se, para nós, numa grande importância uma vez que nos permitem estarmos ligados a um mundo que, hoje, é muito global. A globalização implica que tenhamos tais sinergias, de cariz internacionais, neste sentido as parcerias são uma clara mais-valia uma vez que nos possibilitam movimentarmo-nos em mercados internacionais.

Somos membros da “Lex África” e percebemos o benefício desta associação quando vemos que os investidores olham para África e não para um país em concreto. O facto de termos acesso a esta rede de escritórios a nível continental é o que nos garante fazer parte daquilo que os investidores procuram. Esta perspetiva internacional é o principal propósito de todas as parcerias.

Quais são os grandes desafios que a CGA tem enfrentado com o evidente crescimento socioeconómico de Moçambique?

O grande desafio que se sobressai daí é exatamente o acompanhamento necessário de todo este crescimento, principalmente, no que diz respeito aos recursos humanos e à competência. O crescimento implica a criação de um investimento na área da formação para podermos suprir todas as necessidades e o capital humano ainda é o «calcanhar e Aquiles» em Moçambique. Este é o nosso grande desafio enquanto sociedade de advogados, o conseguirmos posicionarmo-nos a nível estratégico e através dos recursos humanos com vista a dar resposta a este crescimento que tem sido exponencial.

Na sua opinião, que perspetivas partilham os advogados no seio da CPLP? E, por outro lado, que aspetos têm de ser aperfeiçoados?

Acredito que aquilo que todos os advogados partilham no seio da CPLP é vontade uma maior interação e cooperação dentro daquilo que é o próprio projeto. Entre os escritórios, principalmente na troca de experiências, no desenvolvimento humano e inclusivamente na partilha de clientes e de projetos. Relativamente ao que é necessário ser aperfeiçoado é exatamente o que acabei de citar. Não me parece que haja uma grande interação e partilha daquilo que se faz, a que há é muito escassa.

Existe uma cooperação entre Portugal e os países da CPLP mas entre os restantes nota-se pouca troca de experiência e muito pouca organização. Resumidamente é isto que tem de ser aperfeiçoado de modo a que se cumpram os objetivos daquilo que é a CPLP, é preciso que se aproveitem as vantagens e se tente desenvolver mais soluções. Começa a haver alguma cooperação mas é algo ainda muito ténue, não existe uma consolidação, apesar da vontade de muitos. Nunca existiu, por exemplo, uma iniciativa conjunta para ver o que se pode fazer, há pouca atividade. Diria que há sim uma relação bilateral entre alguns países mas uma relação multilateral não.

Através de que pontos considera que pode ser alavancado o desenvolvimento económico e o empreendedorismo sustentável para que surja uma dinâmica económica favorável à cooperação bilateral, multilateral e empresarial dentro da CPLP?

Observando a questão da cooperação bilateral, ela já é mais patente, não a um nível de relação CPLP mas num sentido de interesse económico.

Dentro da questão empresarial e multilateral, existe muito pouco aproveitamento. Há ainda uma dinâmica muito fraca nesta perspetiva, talvez fruto da fraca potencialidade dos outros países, porém, penso que se nos juntarmos podemos criar sinergias que podem posteriormente ser desenvolvidas, ou seja, algo que de momento não está a acontecer.

Pessoalmente, acredito muito no projeto CPLP e que o mesmo poderá resultar muito bem, no entanto, questões como cooperação, interação e partilha têm de ser mais evidentes e trabalhadas entre todos.

Que vantagens poderão advir de uma melhor internacionalização da Língua Portuguesa enquanto língua de trabalho e veículo para os negócios?

Falarmos todos a mesma língua é a vantagem óbvia, no entanto, de nada serve se não for explorada para abranger, também, o mundo dos negócios. Temos a língua inglesa como a nossa maior concorrente e tudo funciona muito à sua volta no mundo empresarial. Porém, o estar numa região em que todos falamos a mesma língua é uma clara mais-valia, agora, o que é preciso é que haja de facto vontade e negócio que justifique o uso da língua. A principal questão é esta. É preciso ter sobre o que falar. Há que criar as componentes para que se internacionalize a língua portuguesa como língua de trabalho dentro da comunidade CPLP. Não há dúvidas que tantos países a falar a mesma língua é uma poderosa arma mas cabe-nos a nós trazer a componente de negócio para a redimensionar.

Que papel ambiciona a CGA manter dentro daquele que é o projeto CPLP?

A CGA pretende estar o mais possível dentro da CPLP. Não temos a ilusão de que somos nós que iremos mudá-la mas queremos fazer parte consoante o que nos for possível e realista.

É nossa verdadeira intenção conseguir dinamizar, dentro da realidade, a comunidade ao construir uma sinergia que funcione a favor.

Como já referi acredito veemente no projeto e considero que a CPLP possa ser um grande catalisador de extraordinários negócios e, também, de desenvolvimento dos países que dela fazem parte.

Enquanto sociedade de advogados, estamos presentes e continuaremos a contribuir, dentro dos possíveis, para sermos uma referência, tanto no mercado moçambicano, como no mercado externo, promovendo assim, também, Moçambique.

 

 

CPLP debate propostas para os próximos 10 anos

A XXII reunião ordinária dos ministros da CPLP terá como tema a “Agenda 2030: Avanços e Desafios”, decorrendo sob presidência brasileira.

Segundo o Ministério das Relações Exteriores do Brasil, os governantes da CPLP discutirão a aplicação da Agenda 2030 para o Desenvolvimento Sustentável, aprovada pelas Nações Unidas, nos seus países.

Além disso, a agenda da reunião prevê a aprovação de uma resolução sobre a nova visão estratégica da CPLP, aprovada na última cimeira, em novembro passado, e que traça as linhas de atuação da CPLP para a próxima década.

Apenas Portugal, Brasil, Cabo Verde e São Tomé e Príncipe se fazem representar pelos respetivos ministros dos Negócios Estrangeiros. Timor-Leste enviou o vice-ministro dos Negócios Estrangeiros e Cooperação e Angola será representada pela secretária de Estado da Cooperação, enquanto pela Guiné Equatorial estará um secretário de Estado e Moçambique e Guiné-Bissau mandaram os diplomatas que chefiam a delegação à reunião.

Entre os documentos em debate, estarão os planos de ação para a disseminação da língua portuguesa e para a cooperação económica e empresarial, adiantou à Lusa o chefe da diplomacia portuguesa, Augusto Santos Silva.

Os países vão também debater o aprofundamento da cooperação com os países observadores da CPLP – Eslováquia, Geórgia, Hungria, Japão, Ilhas Maurícias, Namíbia, República Checa, Senegal, Turquia e Uruguai.

O Brasil, que detém a presidência ‘pro tempore’ da organização lusófona, destacou que a CPLP “é um valioso espaço de diálogo político e oferece oportunidades para o desenvolvimento da cooperação sul-sul e para a contínua valorização” da língua portuguesa a nível mundial.

“Ao longo dos últimos 21 anos, a CPLP logrou consolidar-se como plataforma de integração e interlocução entre os países de língua portuguesa e entre eles e o mundo, tendo-se tornado um organismo internacional com credibilidade junto à comunidade internacional”, acrescentou.

O Brasil ocupa a presidência da CPLP desde a XI cimeira, realizada em Brasília nos dias 31 de outubro e 01 de novembro de 2016, sob o tema “A CPLP e a Agenda 2030 para o Desenvolvimento Sustentável”.

“Temos muitos e grandes desafios”

Ricardina Andrade

A RA, Pessoas e Organizações propõe-se a contribuir para o desenvolvimento competitivo de Cabo Verde e da Sub-Região Africana. De que forma?

A competitividade de Cabo Verde e dos países da nossa sub-região depende, em larga medida, da competitividade das suas organizações que, por sua vez, depende da qualidade das pessoas que as integram e da forma como se organizam para poderem competir num mercado global, no qual estão em situação de desvantagem, exigindo que sejam mais rápidas nas abordagens e nas ações e mais focados nos resultados. O trabalho que propomos é pragmático e consiste em ajudar as Pessoas e as Organizações a melhorarem os seus desempenhos. Ajudamos as organizações a conquistarem resultados, que, regra geral, exigem mudanças no comportamento humano e a aquisição de novas habilidades. Para isso recorremos a técnicas e metodologias modernas e centradas na pessoa e nos resultados a serem alcançados. 

Para contextualizar o nosso leitor, com que serviços a RA se apresenta no mercado? 

Sendo uma empresa que ajuda a potenciar as pessoas e as organizações nas quais se inserem, disponibilizamos ao mercado um leque variado de ações de formação, nas mais diversas áreas de gestão, da liderança e do comportamento, com recurso a metodologias verdadeiramente inovadoras, que, para além das componentes teóricas, privilegiam a vivência individual e de equipa, a prática empresarial e a interação. Complementamos a nossa oferta com uma alternativa necessária ao alcance dos resultados: uma combinação de consultoria e coaching que produz resultados altamente significativos e a um custo relativamente baixo. O nosso diferencial é a nossa metodologia de intervenção, o perfil dos nossos facilitadores e a rapidez dos nossos resultados.  

Que principais lacunas encontram nas organizações na região de Cabo Verde? 

São basicamente as mesmas que encontramos a nível global, mas numa escala muito maior! Precisamos preencher a lacuna de liderança, e rápido. … A liderança começa no caráter, é um processo de desenvolvimento de dentro para fora e está na base da performance de tudo o que se faz.

Não existe eficácia sem disciplina, e tampouco disciplina sem caráter. É necessário criar uma estratégia para a construção de uma nova cultura organizacional, focada no potencial humano existente em África, promovendo uma África mais Humana, mais Produtiva e mais Justa. E isso requer um trabalho profundo de conscientização dos decisores e de capacitação dos profissionais para a disciplina, para o amor ao próximo e para a excelência. Requer, acima de tudo, uma mudança de paradigma sobre o Poder, sobre a Liderança e sobre o Ser Humano. É impressionante como os nossos Grandes heróis africanos viveram a frente dos seus tempos – o compromisso do Amílcar Cabral parece mais atual do que nunca “… jurei a mim mesmo que tenho que dar a minha vida, toda a minha   energia, toda a minha coragem, toda a capacidade que posso ter como homem, até   ao dia em que morrer, ao serviço do meu povo, na Guiné e Cabo Verde. Ao serviço da causa da humanidade, para dar a minha contribuição, na medida do possível, para a vida do homem se tornar melhor no mundo. Este é que é o meu trabalho”.

E com que desafios se tem deparado nesta sua missão de potencializar pessoas e organizações? 

Temos muitos e grandes desafios – Conquistar o mercado cabo-verdiano e da CDEAO e poder enfrentar o desafio do mercado: de ajudar os gestores a focarem na execução – fazer acontecer e sair da sua zona de conforto para se poder ter resultados extraordinários; da implementação de novas praticas para se poder criar novas culturas organizacionais e novas atitudes; de trabalhar competências de lideranças potenciando performance das equipas e o aumento dos seus resultados; da conscientização, ou seja ensinar as pessoas a desenvolver a sua consciência. A consciência é a chave. Quanto mais as pessoas treinarem a sua consciência, mais sensibilidade terão para a sua própria consciência. E aí podemos provocar a mudança. 

Que importância assume atualmente o capital humano nas empresas? 

Na minha opinião, o capital humano é a dimensão mais valiosa nas organizações e a dimensão mais importante do capital intelectual, e o líder deve reconhecer e manifestar este valor de forma que as pessoas fiquem inspiradas ao vê-lo em si próprias. Para fazer com que as pessoas ajam por si mesmas, elas precisam de afirmação. Vale a pena citar a metáfora de acender um fósforo. Primeiro, é necessário que haja fricção para acendê-lo, mas, uma vez aceso, seu fogo pode acender outros fósforos. No caso dos colaboradores, o bom relacionamento do líder com eles pode fazer com que esse valor se materialize e os  “contamine”. Uma das melhores formas de um líder transmitir tudo isso é ouvir os colaboradores para que estes sintam que sua opinião importa, que suas convicções e sentimentos são respeitados, que eles são verdadeiramente valorizados. Outra maneira é instalar sistemas que tratem os colaboradores como investimento e não como despesa.

Que características considera serem fundamentais para uma boa gestão de pessoas e de empresas? 

Para mim, gostar de pessoas é uma característica fundamental. Ter uma visão ampla do negócio, saber gerir complexidades e mudanças, desenvolver a si mesmo e aos outros, ter alinhamento emocional e focar nos resultados. Ou seja, o caráter e a competência conferem a credibilidade necessária ao profissional que assumir a tão nobre e difícil missão que é desenvolver uma equipa, transformar as pessoas em melhores versões delas mesmas e alcançar grandes resultados. Só desta forma é que podemos afirmar que existiu uma liderança efetiva.

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