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CPLP/20 anos: Comunidade lusófona está aquém das expetativas

Investigadores contactados pela Lusa a propósito dos 20 anos da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa consideram que a organização está aquém das expetativas e defendem que vá mais longe, mas divergem no sentido do progresso.

“A CPLP é um instrumento de valor acrescentado para os Estados-membros, de outro modo há muito teria deixado de existir. Por outro lado, está muito aquém do que seria possível e desejável”, defendeu o diretor do Instituto Português de Relações Internacionais e Segurança (IPRIS).

Em declarações à Lusa a propósito do 20.º aniversário da CPLP, que se assinala no domingo, Paulo Gorjão disse que a organização lusófona deveria ir mais longe no plano político, de concertação diplomática ou na cooperação em outras organizações internacionais.

Exemplificou com a inexistência de “qualquer concertação diplomática no sentido de coordenar as candidaturas dos Estados-membros ao Conselho de Segurança” da ONU.

“Há períodos em que não há Estados-membros da CPLP no Conselho de Segurança e há outros em que há mais do que um. Faria todo o sentido articular (…) para que houvesse sempre que possível um Estado-membro no Conselho de Segurança”, defendeu.

Para o analista, a organização tem falta de recursos financeiros, mas sobretudo de uma estratégia “que saia do papel e que se traduza em algo de substantivo”, algo que não acredita que esteja para breve.

“Tenho muitas dúvidas de que a próxima secretária-executiva tenha condições para o fazer”, confessou, justificando o seu ceticismo com o facto de o futuro da CPLP depender de o Brasil “assumir uma posição preponderante”, algo que nunca aconteceu e dificilmente acontecerá em breve devido à situação política do país.

O problema, disse Paulo Gorjão, é que “nem todos os Estados-membros querem exatamente a mesma coisa da CPLP (…) e isso acaba por dar à organização um sub-rendimento”.

Também Alexandra Dias, investigadora do Instituto Português de Relações Internacionais da Universidade Nova de Lisboa (UNL), assinalou as diferentes expetativas que os Estados-membros têm face à CPLP como um entrave ao crescimento da organização.

Num estudo recente que realizou e apresentou no ano passado no Institute of Commonwealth Studies, a professora da Faculdade de Ciências Sociais e Humanas da UNL concluiu que os principais problemas da CPLP são a inexistência de uma visão estratégica e a divergência das expetativas dos nove Estados-membros.

Um orçamento “algo errático”, que em 2014 estava na ordem dos 2,5 milhões de euros, também não contribui para o êxito da organização lusófona, acrescentou Alexandra Dias, que se manifestou expectante quanto à nova visão estratégica para a CPLP, que deverá ser apresentada na próxima cimeira.

“Agora vamos ver quais serão os domínios com prioridade, será a vertente económica, a dimensão social, cultural… Tudo aponta para que será a dimensão económica”, afirmou a investigadora, sublinhando que nesse caso “o empenhamento dos Estados-membros noutras dimensões, como a política, também terá de acompanhar”.

A aposta da CPLP na vertente económica é a principal crítica do investigador Fernando Jorge Cardoso, do Centro de Estudos Internacionais do ISCTE – Instituto Universitário de Lisboa.

Para este analista, o principal problema da organização lusófona é terem-se criado expetativas irreais, particularmente na sociedade civil e no tecido empresarial, de que a CPLP poderia levar a um aumento dos fluxos de relações comerciais, de investimento, de relações empresariais.

“A CPLP não pode ser, não tem condições nem vocação, nem existe motivação e realidade que permita que a CPLP seja uma comunidade de natureza económica”, disse à Lusa, recordando que cada um dos Estados-membros está integrado em comunidades regionais que têm agendas próprias, como a União Europeia ou o Mercosul.

Opinião contrária tem Feliciano Barreiras Duarte, docente universitário e autor de livros sobre a CPLP, para quem a comunidade “tem de ser uma organização muito vocacionada para as áreas económicas”.

“Essa é a grande mais-valia que a CPLP tem de ter nos próximos anos. Se assim não for, alguns dos países que fazem parte da CPLP acabarão por se desinteressar ainda mais dela. Porque fazem parte de outras organizações de caráter mais económico”, disse o ex-ministro e atual deputado do PSD.

Exemplificou com o potencial a nível energético: “As reservas que existem nos países da CPLP todos juntos são das maiores que o mundo tem”.

E lamentou que a organização tenha vindo a ser “prejudicada por alguns políticos, à esquerda e à direita”, que têm como objetivo “portugalizar a CPLP”.

“Acham que a CPLP tem de ser em 2016 o que era há 20 anos: Uma organização só da língua e, se possível, dos direitos humanos. Esse mundo já não existe”, afirmou Barreiras Duarte.

Para este político português, as sociedades civis dos Estados-membros da CPLP precisam de desenvolvimento económico e social: “Quanto mais forem desenvolvidas a nível económico e social, melhores condições terão para, dentro do seu ritmo de crescimento, terem Estados de direito robustos onde os direitos humanos são respeitados”.

Presidente da Guiné Equatorial cancela visita à sede da CPLP

O Presidente da Guiné Equatorial cancelou a visita à sede da CPLP, em Lisboa, prevista para sexta-feira, e vai enviar “em breve” uma missão para preparar uma deslocação a Portugal, disse esta quarta-feira à Lusa o secretário-executivo da organização.

“A visita do Presidente da Guiné Equatorial não se vai concretizar”, afirmou o responsável da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP), Murade Murargy, referindo que o Teodoro Obiang Nguema justificou não estar “em condições” de sair do seu país por estar a formar o seu Governo, após as eleições de 24 de abril.

Fonte da CPLP tinha anunciado, no início da semana, que o Presidente equato-guineense visitaria a sede da organização esta sexta-feira de manhã, uma receção que foi preparada, apesar de o secretário-executivo não ter confirmação oficial, como indicou à Lusa esta terça-feira.

“Depois da formação do Governo, vai enviar uma missão a Portugal para acertar todos os detalhes da visita” com as autoridades portuguesas, disse Murargy, que acrescentou desconhecer qual o teor da visita que Teodoro Obiang pretende fazer ao país.

Murade Murargy mencionou que Obiang é “muito religioso” e quer visitar o Santuário de Fátima e recordou que, logo após a entrada da Guiné Equatorial na CPLP, há dois anos, o Presidente indicou que o primeiro país que queria visitar era Portugal.

CPLP pode ser uma potência mundial se houver cultura de comunidade

O presidente da União de Exportadores da Comunidade de Países de Língua Portuguesa (UE-CPLP) considera que a CPLP poderá ser uma das grandes potências mundiais em duas ou três décadas se houver uma cultura de comunidade.

“Temos de criar uma cultura de comunidade, porque se os angolanos, portugueses e moçambicanos e os outros viverem numa comunidade que lhes dá algo mais, mais nível de vida, emprego e mais riqueza, então seremos uma potência mundial daqui a duas ou três décadas”, disse à Lusa Mário Costa.

Falando à Lusa nas vésperas do terceiro Fórum dos Exportadores da CPLP, que decorre na quinta e sexta-feira em Beja, Mário Costa disse que um dos problemas que a CPLP enfrenta na realização de negócios é a desconfiança que ainda existe por causa “da relação conturbada entre os países nos tempos do colonialismo, que ainda é um estigma entre os mais velhos”.

É por isso, continua, que os jovens assumem um papel importante nesta estratégia, e é também por isso que na quinta e sexta-feira, em Beja, estarão 250 jovens de vários países lusófonos: “Daqui a duas décadas, quando forem empresários, políticos, líderes de opinião, quando estes jovens estiverem no poder político ou económico, podemos ter uma comunidade, uma verdadeira comunidade que faça uso da coisa mais importante que temos no mundo dos negócios, que é a língua comum”, diz Mário Costa.

Para isso, acrescenta, seria útil a criação de “corredores diplomáticos, com as divisas a fluir com maior rapidez, com mais intercâmbio de mercadorias através de corredores livres para os negócios, e uma diferença de tratamento relativamente aos vistos, porque um empresário não pode ser tratado da mesma maneira que um turista”.

Segundo Mário Costa, “todos os governantes dos países lusófonos estão muito interessados em que haja legislação que favoreça os negócios neste espaço, e até aceitam que a UE-CPLP leve parceiros para criar legislação, porque uma das grandes deficiências é a certificação dos produtos agrícolas, e por isso não conseguem escoar a sua produção para o exterior”.

A UE-CPLP tem um projeto de criação de institutos e laboratórios de certificação “e os governantes estão totalmente disponíveis para criar legislação em dois ou três meses para ser rapidamente aprovada porque têm muita necessidade” de potenciar a produção para exportação, acrescenta o gestor.

Na sexta-feira e no sábado, em Beja, são esperados mais de 350 expositores, o que representa um aumento face aos 169 que estiveram em Braga e aos 80 e tal em Lisboa, nas duas edições anteriores do Fórum, segundo Mário Costa, que diz que “as pessoas dizem-nos que faz sentido o Fórum porque os negócios estão a acontecer, e fazer negócios é uma maratona, não um ‘sprint’, por isso têm de se conhecer e criar confiança”.

Guterres tenta convencer José Eduardo dos Santos para apoio angolano na corrida à ONU

António Guterres

O também ex-Alto-Comissário das Nações Unidas para os Refugiados foi recebido em audiência pelo Presidente da República, José Eduardo dos Santos, a quem solicitou o apoio angolano, tendo no final destacado que se tratou de um encontro interessante e positivo.

“Para mim é muito importante ter Angola logo no princípio desta campanha. Sou um velho amigo de Angola, um grande admirador do povo angolano, vivi com grande angústia os momentos difíceis por que Angola passou no passado e, com grande satisfação a evolução progressiva de Angola, afirmando-se no contexto internacional”, disse António Guterres.

Defendeu que o apoio de Angola é importante por ser membro, não-permanente, do Conselho de Segurança e pelas suas intervenções “de grande importância” naquele órgão da Nações Unidas, nomeadamente em matérias como os Grandes Lagos, proteção da mulher e situações de conflito.

“Por isso era também muito importante poder vir aqui dizer o quão é fundamental que as Nações Unidas seja um instrumento decisivo para apoiar os africanos, para a liderança africana – não apenas no caminho do desenvolvimento sustentável – mas também para a solução, para os problemas de paz e segurança que ainda existem em muitas áreas do continente africano”, frisou.

Questionado se as divergências na escolha do novo secretário-executivo da Comunidade de Países de Língua Portuguesa (CPLP) não afetarão o seu pedido de apoio, António Guterres disse que são situações diferentes.

“Não foi disso que vim aqui tratar em Angola, esta é uma candidatura com um objetivo e esse objetivo tem a ver com as Nações Unidas e com a afirmação de um conjunto de valores essenciais nas Nações Unidas, da paz, da segurança, do desenvolvimento sustentável, da reforma das próprias instituições e estou profundamente reconhecido ao Presidente de Angola por me ter recebido neste momento e pela forma positiva como decorreu este encontro”, salientou.

Em Luanda, António Guterres vai manter outros encontros com elementos da administração governamental, antes de deixar ainda hoje Angola, com destino a Nova Iorque.

Marcelo vai ao Vaticano

Marcelo Rebelo de Sousa

Marcelo Rebelo de Sousa cumpre esta quinta-feira a sua primeira visita oficial desde que tomou posse, no dia 9, como Presidente da República. A escolha do Vaticano é, segundo o chefe de Estado, o sinal de reconhecimento pelo facto de aquele Estado de Itália ter sido a primeira entidade a reconhecer Portugal como Estado independente.

“Trata-se do reconhecimento perante a entidade que foi a primeira a reconhecer Portugal como Estado independente”, explicou ontem o Presidente no final de uma visita à sede da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP), em Lisboa.

O dia da visita arranca com uma audiência, pela manhã, com o Papa Francisco, no Vaticano. Depois, Marcelo segue para Madrid, onde irá encontrar-se com o rei de Espanha, Filipe VI, com quem jantará.

O Presidente da República cumpre assim a tradição da primeira visita oficial de um chefe de Estado de Portugal ser a Espanha. Mas Marcelo Rebelo de Sousa não deixou de introduzir o fator surpresa que tem marcado o seu início de mandato ao estrear-se no Vaticano, e só depois, ainda que seja no mesmo dia, siga para Espanha, onde esteve Cavaco Silva seis meses depois de ter tomado posse, a 9 de março de 2006, como uma comitiva presidencial.

Vocação universal Sobre a visita de ontem à CPLP, o chefe de Estado disse acreditar que a organização vai ter uma “vocação universal” e que esse será “um salto qualitativo importantíssimo” para a CPLP. A “visita menos do passado, mais do presente e sobretudo do futuro” aconteceu três dias antes da reunião extraordinária do conselho de ministros da CPLP, que está marcada para quinta-feira, na qual será analisada a nova visão estratégica que será aprovada na cimeira do Brasil, a realizar no verão deste ano.

Mais de 20 empresas portuguesas participam no Fórum Económico da CPLP

Murade Murargy

As empresas representam setores tão diversos como as TIC (tecnologias de informação e comunicação), topografia, consultoria, equipamentos, engenharia, metalomecânica, construção, vidro, produtos agrícolas e produtos químicos, entre outros, segundo informou a Agência para o Investimento e Comércio Externo de Portugal (AICEP).

A missão empresarial, organizada pela Associação Empresarial de Portugal (AEP), pela União de Exportadores da CPLP (UE-CPLP) e pela Sociedade Portuguesa de Inovação (SPI) inclui empresas de vários pontos do país.

Em Timor-Leste estará também, entre 24 e 27 de fevereiro, o presidente da AICEP, Miguel Frasquilho, que deverá intervir no Fórum para analisar o tema da competitividade empresarial da CPLP (Comunidade de Países de Língua Portuguesa).

Em Díli juntar-se-ão a delegações de cerca de duas dezenas de países, entre os quais os estados membros da CPLP e nações da Ásia e Pacífico.

Portugal terá um dos mais de 30 ‘stands’ que estão previstos para o Fórum, que decorre entre 25 e 27 de fevereiro, após a segunda reunião dos Ministros do Comércio da CPLP.

Estão previstos ‘stands’ dos estados membros da CPLP e de empresas lusófonas, do sudeste asiático e de Timor-Leste, bem como de várias instituições.

O Fórum Economico da CPLP é para o Governo timorense uma oportunidade para criar uma ponte entre empresários lusófonos e os seus congéneres da Ásia e do Pacífico, usando Timor-Leste como plataforma.

O encontro arranca com uma visita à mostra “Parcerias para o Desenvolvimento” e à zona expositiva do fórum, com a apresentação de salas temáticas por país e os primeiros encontros entre empresários, que continuam no dia seguinte.

A 26 de fevereiro arrancam os debates, com temas como “plantar a bandeira da CPLP nos negócios do mundo”, o papel dos blocos regionais e económicos no espaço multirregional e o papel de Timor-Leste nos laços entre CPLP e Ásia e Pacífico.

Competitividade da CPLP e inovação económica e social como alavanca de desenvolvimento económico sustentável são outros temas do debate no fórum, que terminará com a aprovação de uma declaração final.

No dia 28 haverá ainda visitas a vários pontos de interesse económico em Timor-Leste, incluindo o enclave de Oecusse (Zona Especial de Economia Social de Mercado), a ilha de Ataúro (turismo), Tibar (projetos de bambu), Ermera (café), Aileu (agricultura) e Hera (complexo elétrico e indústrias adjacentes).

Portugal é dos únicos países da CPLP quase sem trabalho infantil

Bandeira de Portugal

A organização declarou 2016 como “Ano da CPLP contra o Trabalho Infantil”, cuja abertura decorre esta quarta-feira na Assembleia da República, em Lisboa, com o objetivo de “estreitar as relações de cooperação existentes entre os nove Estados-membros e prosseguir os esforços conjuntos neste combate”.

“O facto de a CPLP decretar 2016 como ano de luta contra o trabalho infantil é uma maneira de os países dizerem a si mesmos que isto é importante, é uma questão de desenvolvimento social e que querem trabalhar conjuntamente para verem como podem ser mais eficazes”, considerou, em declarações à Lusa, o especialista da Organização Internacional do Trabalho (OIT) sobre trabalho infantil, José Ramirez Machado.

A comunidade lusófona agrupa países muito heterogéneos, com realidades económicas e sociais muito diferentes, além de os nove países estarem espalhados por quatro continentes. Também no que diz respeito ao trabalho infantil, as realidades são muito diversas, mas o perito da organização das Nações Unidas para o trabalho destaca o significado de os países lusófonos se unirem nesta luta.

“É impressionante, apesar das dificuldades, que exista um substrato histórico, cultural, uma língua comum e uma vontade comum de lutar contra o trabalho infantil. Os países da CPLP estão a desenvolver um trabalho e estão a mover-se na direção adequada”, disse o responsável da OIT, que desde 2004 colabora com a CPLP sobre esta realidade.

Portugal conseguiu praticamente erradicar o trabalho infantil, registando-se muito poucos casos por ano, enquanto o Brasil continua a lutar contra esta realidade, apesar de ser considerado “um campeão” nas políticas de combate.

Em 2014, o Brasil registava ainda 2,8 milhões de pessoas entre os 05 e os 17 anos que trabalhavam, quase metade dos cerca de cinco milhões de crianças identificados em 2004.

Já em Cabo Verde, em 2014, havia 135 mil crianças entre os 05 e os 17 anos e, destes, oito por cento (10.900) encontravam-se em situação de trabalho infantil.

Estudos rápidos realizados sobre Timor-Leste identificaram mais de cem mil crianças a trabalhar. Sobre os restantes países, não há estatísticas fiáveis e a OIT apela aos governos para que invistam na eliminação do trabalho infantil.

Machado Rodriguez alertou que o combate “requer um conjunto de políticas, por exemplo a nível educativo, de proteção social, de subsídios à educação, melhor acesso à saúde e promoção de um trabalho digno às pessoas adultas em famílias”.

O especialista destacou a importância de uma educação universal, gratuita e de qualidade.

“A escola tem de dar um valor acrescentado. As famílias prescindem do ordenado que a criança traria e, para tal, têm de entender que as crianças estão a ter o rendimento necessário e que têm um retorno”, sustentou.

A erradicação do trabalho infantil até 2025 foi fixada como um dos objetivos de desenvolvimento sustentável pelas Nações Unidas e este ano servirá também para os países da CPLP caminharem nesse sentido.

“Os países fazem a si mesmos uma chamada de atenção para ver de que maneira se podem equipar melhor para chegar a 2025 declarando-se se não livres de trabalho infantil, pelo menos com uma redução aos níveis mais baixos possíveis”, destacou Ramirez Machado.

Parlamento saúda 20 anos da CPLP e quer mais visibilidade

No voto, proposto pelo PSD e aprovado por unanimidade, os deputados afirmam reconhecer a “importância da organização no espaço da lusofonia e do reforço internacional da língua portuguesa”.

“Encorajar um aprofundamento dessa cooperação que permita uma maior visibilidade internacional e o potenciamento do valor estratégico do universo lusófono quer no plano político, quer no plano económico”, é um dos objetivos fixados no documento.

Por outro lado, o voto defende uma aposta na criação “de incentivos à mobilidade de cidadãos, das empresas e das organizações culturais e educativas enquanto fator de desenvolvimento da CPLP e do aumento da cooperação”.

Uma empresa onde o tradicional não ocupa espaço

José Pedro Farinha e Hernâni Duarte

A existirem lacunas na área contabilística, em 2010 nasceu uma empresa portuguesa de serviços de contabilidade, auditoria e consultoria fiscal que veio colmatá-las. “A BTOC distingue-se no mercado pelo contributo que dá ao cliente com informação útil, atempada e compreensível. De nada serve termos uma contabilidade bem elaborada se chegar tarde ou se tiver uma linguagem de tal forma técnica que ninguém a compreende e hoje em dia a decisão deve ser tomada tendo como base a informação dos números”, explicou em conversa com a Revista Pontos de Vista José Pedro Farinha, Partner da empresa, à margem da 20ª edição da Feira Internacional de Macau. Assim, fortemente vocacionada para as áreas de atuação referidas, fruto de mais de duas décadas de experiência dos seus consultores, a BTOC surgiu para responder aos desafios lançados pela entrada em vigor do Sistema de Normalização Contabilística (SNC). E, numa área tão sensível e de vital importância como esta, conquistaram clientes que “davam e dão muito valor ao facto de receberem todos os meses informação sobre os seus números”. Isso permitiu que esta empresa crescesse não só em termos geográficos (estando hoje em quatro continentes), como no que diz respeito às áreas de negócio. Consultoria fiscal, consultoria financeira e consultoria na área da formação são áreas prioritárias que disponibilizam ao cliente para que ele tenha acesso a quadros capacitados e conhecedores do mercado e da legislação em vigor.
No acompanhamento ao cliente, esta equipa pode exercer funções em escritórios próprios ou integrada nas instalações das empresas clientes e este foi, durante muito tempo, o grande segredo do sucesso da BTOC. Seguindo todas as normas contabilísticas e todo o rigor que a profissão exige e assumindo uma linguagem simples e percetível, a BTOC vai a casa do cliente e passa-lhe a informação. Se em Portugal são muitas as empresas que recorrem a esta prática, noutros países esta característica era totalmente desconhecida e, como tal, era encarada como uma tremenda mais-valia. “Em países como Angola, Brasil, Moçambique, Macau ou Cabo Verde era um modus operandi pouco conhecido e conseguimos acrescentar valor ao introduzir esta nova forma de relacionamento entre a contabilidade e as empresas e que tira um maior proveito não só da comunicação como da segurança da informação”, revelou José Pedro Farinha.
Quebrando por completo com a linguagem tradicional entre as empresas e os escritórios de contabilidade, a BTOC assumiu-se como uma alternativa mais eficaz, que maximiza todo o processo, deixando de existir redundâncias ou ineficiências. “Esta nossa forma de trabalhar só é possível graças à tecnologia e ao facto de os sistemas serem cada vez mais comunicativos entre eles. Hoje as empresas têm os seus próprios sistemas de faturação e de gestão administrativa. A BTOC capitaliza isso e integra a informação dos clientes no nosso sistema que está constantemente em evolução. Aliás, na nossa equipa temos pessoas totalmente dedicadas ao desenvolvimento tecnológico de apoio a todos os escritórios e trabalhamos ainda com parceiros tecnológicos muito importantes que nos dão o apoio necessário”, sintetizou o responsável. Este modo de atuação é, aliás, o espelho do nome da empresa: BTOC – Business Technology Outsourcing Consulting. Mas mais do que fornecedores de uma mão-de-obra simples, a BTOC assume-se como uma “vendedora de conhecimento”.

Uma empresa que “respira” formação
Como o conhecimento não pode nem deve ficar guardado a sete chaves dentro de um armário, esta é também uma empresa empenhada em formar, em ensinar e em partilhar tudo o que sabe com os mais jovens, sejam portugueses ou não. A aposta clara na formação é outra característica que desde sempre fez parte do ADN da BTOC, tal como evidenciou José Pedro Farinha. “Os recursos humanos são o nosso principal ativo. Procuramos sempre os melhores alunos de faculdades com cursos muito específicos dentro destas áreas. Depois disso, esforçamo-nos em capacitar estes técnicos para que possam crescer e é hoje um enorme orgulho vê-los em cargos de chefia de equipa ou a liderar projetos importantes. É como um filho nosso que cresce”, partilhou o responsável. Mas esta preocupação trespassa as fronteiras do território nacional. “Temos protocolos com universidades de vários países com esse mesmo objetivo. Neste momento queremos receber estagiários de Macau que falem português nos Países de Língua Portuguesa para que assim consigamos aumentar a nossa competência no que diz respeito a clientes asiáticos que estão a investir nesses mercados. Da mesma forma levamos estagiários portugueses para esses países. No fundo, a BTOC compra e vende horas e têm definitivamente de ser horas competentes”, acrescentou José Pedro Farinha, colmatando a sua ideia com uma expressão bastante popular: “não somos beneméritos ao ponto de dar o peixe mas tentamos ensinar a pescar”.
Também assim a BTOC tem procurado contribuir para o desenvolvimento económico dos países onde marca presença. Apoiando jovens empresários em Moçambique, Portugal, Cabo Verde ou Angola, a empresa assume como missão capacitar os recursos disponíveis para que, no futuro, possam vestir a camisola da BTOC e contribuírem todos juntos para a evolução das economias. A presença nesta feira é a prova viva desta estreita relação com as associações locais uma vez que foi a ligação à Associação de Jovens Empresários Portugal-China que os levou a Macau.
DDD
“Quem não pensar global pode fechar a porta”
O enfoque que a empresa tem dedicado ao mercado internacional tem trazido o reconhecimento expectável e, para José Pedro Farinha, esta capacidade de internacionalização foi muito aperfeiçoada pelas empresas portuguesas nos mais recentes períodos de crise económico-financeira. Fazendo alusão a uma tremenda herança deixada pelos nossos antepassados, o responsável acredita que o facto de hoje a língua portuguesa estar dispersa pelos quatro cantos do Mundo é um elemento facilitador. A língua promove negócios e cria oportunidades sem dúvida. Mas é preciso saber “jogar” com os elementos que se tem ao alcance e, na visão de um dos partners da BTOC, “quem não pensar global pode fechar a porta”.
Além de hoje estar presente em Portugal, Angola, Cabo Verde, Brasil e Moçambique, a BTOC já se “aventurou” por África do Sul onde tem um escritório em modo standby, esteve já em Espanha e Polónia e acredita ainda que Macau tem condições especiais até por ser uma extraordinária plataforma entre a China e os Países de Língua Portuguesa. Certamente seguir-se-ão outros destinos mas sempre partindo de um pressuposto fundamental. “A entrada num novo mercado deve ser sempre feita com uma empresa portuguesa. Depois disso surgem novos contactos e clientes”, explicou. Não tendo uma escala gigante, a BTOC ambiciona ser a melhor empresa a nível mundial na sua área de atuação. “Podemos não ser os maiores mas queremos claramente ser os melhores”, assegurou.  E ser o melhor trará também mais-valias para Portugal uma vez que, pelo mundo fora, a BTOC ergue a bandeira portuguesa com orgulho e torna o nosso país apelativo e atrativo ao olhar atento do investidor estrangeiro.

A casa será sempre Portugal
A BTOC assume-se como uma empresa portuguesa que tem feito com que o nosso país tenha um lugar cativo no cenário económico internacional. Lado a lado com empresários, a BTOC apoia-os nesta aventura da internacionalização, auxiliando-os num momento que para muitos é completamente desconhecido. “Precisam de ter segurança na informação, segurança nos impostos que pagam, precisam de auditar as empresas com as quais se vão associar, elaborar estudos acerca da sua própria empresa e avaliações que possam eventualmente apresentar a investidores externos”, exemplificou José Pedro Farinha. E para tudo isso está lá a BTOC, uma empresa que continuará a apostar no mercado nacional com o reforço da sua presença no norte e centro do país e que nunca esquece que “Portugal é o centro do Mundo, o melhor país para viver”.


Por onde andam estes consultores de gestão?
– Portugal (Lisboa, Porto, Cascais, Faro e Funchal);
– Angola (Luanda);
– Brasil (São Paulo e Rio de Janeiro);
– Moçambique (Maputo);
– Cabo Verde (Praia).

Revista Pontos de Vista – Tendo em consideração a ambição de participar na evolução social, o que mudou em Portugal desde que se tornaram presença assídua neste nicho de mercado?
José Pedro Farinha – Despertamos o interesse de jovens que se querem tornar contabilistas certificados, contribuindo assim com informação útil e atempada para os clientes. Assumem-se como médicos das empresas. Não falo de médicos que curam doenças mas sim daqueles que dão vacinas e previnem as desgraças atempadamente. Contribuímos para que a nossa profissão não esteja associada à imagem de um cobrador de impostos. Contribuímos para que a profissão seja mais digna e possa servir como um instrumento útil à gestão das empresas. Acreditamos que somos uma boa empresa para trabalhar e que tem formado jovens profissionais. Com os colegas de profissão, que não são concorrentes, acredito que vamos contribuir para um futuro melhor das empresas portuguesas, seja em Portugal, seja pelo mundo fora. Esse é o nosso bem social.

Serviços prestados pela BTOC:
Tesouraria – atuar com pragmatismo e determinação;
Contabilidade – contribuir para melhorar os resultados dos clientes;
Recursos Humanos – descobrir e valorizar talentos;
Gestão de ativos fixos – promover a satisfação e a fidelização de clientes;
Fiscalidade – garantir o cumprimento das normas legais em vigor;
Sistemas de informação – pensar estrategicamente e imaginar o futuro;
Reengenharia de processos – otimizar fluxos e tecnologias;
Financeiros – conhecer para determinar o justo valor;
Formação – investir no desenvolvimento pessoal e profissional.

Pegado Motor – Viva a Sua Vida

Grupo BMP

O Grupo Bruno Miguel Pegado, LDA é uma empresa 100% angolana, com serviços a pensar em si e na sua instituição. Vimos, desta forma, oferecer aos amigos, colaboradores e público em geral, em suma à grande família Angolana, serviços de grande utilidade pública, de modo a corresponder com as exigências e expectativas de modernização do nosso mercado. Temos disponíveis os seguintes serviços:
-Distribuição e gestão de correspondência, através de Courier/Mensageiros, de forma rápida, eficaz e segura.
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-Serviço de Fornecimento de uniformes e equipamentos desportivos para todas as áreas e atividades com storyboard para pré avaliação.
-Serviços de Consultoria e Viabilidade de Negócios.
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