Inicio Tags Crescimento

Tag: Crescimento

Hotéis voltaram a crescer em janeiro e continuam recuperação

A hotelaria nacional continua a ganhar adeptos todos os meses. Mais uma vez, os dados divulgados pelo Instituto Nacional de Estatística revelam um crescimento superior a 10% no número de hóspedes e dormidas em Portugal durante o mês de janeiro deste ano, em comparação com o mesmo mês do ano passado.

Portugueses e estrangeiros ajudaram os estabelecimentos hoteleiros nacionais a ter ainda mais sucesso no início deste ano, depois de um ano de forte recuperação no turismo. Excluindo os hotéis – apartamentos com cinco estrelas, todos os locais em território nacional tiveram melhores resultados em janeiro de 2016 do que no mesmo mês de 2015, e mesmo face a dezembro a variação é positiva.

Segundo o Instituto Nacional de Estatística (INE), a evolução homóloga dos hóspedes e das dormidas acelerou em janeiro face ao mês anterior, quando tinha registado subidas de 9,6% e 9,8%, enquanto a dos proveitos progrediu “ligeiramente” menos, já que em dezembro o crescimento tinha sido de 14,6%.

Também nos proveitos de aposento a subida homóloga de janeiro foi “ligeiramente menos expressiva” do que a de dezembro, situando-se nos 15,1% (16,1% no mês anterior) para 71,4 milhões de euros.

No primeiro mês de 2016, as dormidas de residentes aceleraram e aumentaram 11,6% (+7,1% em dezembro), totalizando 720,7 mil, e as dormidas de não residentes “desaceleraram ligeiramente” e cresceram 10,2% (+11,6% em dezembro), para 1,4 milhões.

A estada média (2,46 noites) teve um “ligeiro acréscimo” (+0,4%) e a taxa líquida de ocupação cama aumentou 1,9 pontos percentuais (p.p.), atingindo 26,2%, enquanto o rendimento médio por quarto disponível (RevPAR) subiu 11,8% para 19,1 euros (+14,5% em dezembro).

PME Excelência como sinónimo de visibilidade e credibilidade

Miguel Cruz

Que importância tem a atribuição deste estatuto para as PME’s nacionais?
O Estatuto PME Excelência é um estatuto de reconhecimento importante para qualquer empresa. É importante por se tratar de um reconhecimento realizado pelo IAPMEI, pelo Turismo de Portugal e por todos os bancos associados, valorizado por todos os stakeholders. Costuma-se dizer que nenhum homem é uma ilha. O mesmo acontece com as empresas, em particular as mais pequenas. O reconhecimento da sua excelência, solidez financeira e, em muitos casos, das suas estratégias de sucesso é essencial para o seu posicionamento e crescimento.

Que vantagens há para as empresas que ganham este estatuto?
Trata-se de um selo de reconhecimento. A grande vantagem é a visibilidade e a credibilidade que se associa a uma empresa que recebe o estatuto. É preciso não esquecer que as empresas PME Excelência são escolhidas do conjunto de empresas PME Líder, como sendo as melhores. Fruto deste reconhecimento, e do nível de exigência associado a este estatuto, há algumas vantagens adicionais, quer no acesso a alguns produtos ou serviços de entidades nossas parceiras, quer no acesso a instrumentos de financiamento como sejam as linhas de crédito.

Qual o peso destas empresas na economia nacional?
Quase 8 mil milhões de euros de volume de negócios, mais de 6 mil milhões de euros de ativo, mais de 2 mil milhões de euros de exportações, mais de 57 mil postos de trabalho. Valores importantes para um número restrito de empresas.

Castelo Branco e Guarda estão entre os distritos que menos empresas ganharam este estatuto. Até neste campo o fosso entre o litoral e o Interior é grande. O que é preciso fazer para inverter esta tendência?
Castelo Branco teve 18 empresas e Guarda 16. Representam um pouco menos de 2,5% do total dos 18 Distritos e das duas Regiões Autónomas. O número de empresas no estatuto não pode deixar de estar relacionado com a densidade empresarial de cada região. É preciso continuar a criar as condições para incrementar o investimento, aprofundar o relacionamento das empresas com entidades do sistema de inovação e investigação e estimular o funcionamento em rede.

Comparando com os anos anteriores houve alguma evolução nos setores que ganharam este estatuto?
Há uma redução do número global de empresas PME Excelência, quando comparado com o ano anterior. Tal deve-se a uma postura de maior exigência no cumprimento dos indicadores associados. No entanto, as alterações de comportamento entre diferentes setores entre um ano e o anterior foram perfeitamente marginais.
O que há a assinalar, isso sim, é que apesar de uma redução no número total de empresas, os valores médios de volume de negócios, de exportações e de autonomia financeira cresceram. As exportações médias cresceram mais de 19%, e o resultado líquido quase 50%. Os níveis médios de Autonomia Financeira continuam bem acima dos 50%.

Numa altura em que o país está a sair de uma crise profunda que levou ao encerramento de centenas de pequenas e médias empresas, premiar estas empresas é um incentivo à economia e ao investimento?
Conceder o estatuto PME Excelência a estas empresas é um reconhecimento merecido do esforço que desenvolveram, da sua resiliência e da sua estratégia. É com certeza um bom exemplo para a economia e mais uma iniciativa de estímulo ao investimento. Felizmente o ano de 2015 registou o maior número de nascimentos de empresas desde 2007, com mais de 37 mil empresas criadas. Foram criadas cerca de 2,4 empresas por cada empresa encerrada. O investimento, e o aumento do investimento em percentagem do PIB, é essencial para a capacidade concorrencial das nossas empresas, e para o crescimento da economia portuguesa, razão pela qual todas as medidas que ajudem a estimular o investimento, a competitividade e a internacionalização das nossas empresas são importantes.

Considera que Portugal é um país de empreendedores?
Penso que há cada vez mais atividade empreendedora em Portugal. Cada vez mais competência e conhecimento. Cada vez maior funcionamento em rede. Os empresários portugueses têm vindo a melhorar os seus níveis de flexibilidade, a sua capacidade de competir em contexto de elevada incerteza. São, por isso, crescentemente empreendedores. Também na fase de arranque, os últimos dados mostram que em Portugal a propensão empreendedora está ligeiramente acima da média europeia. Temos, por isso, de continuar a densificar o ecossistema empreendedor, e continuar a apostar na promoção da competitividade empresarial, alargando o número de empresas de excelência.

O IAPMEI tem recebido muitos pedidos de apoio de empresários que querem apostar numa atividade comercial/industrial?
Sim, muitos. Basta referir que, se compararmos o Portugal 2020 com o QREN, a procura mais do que duplicou, isto é, recebemos mais do dobro das candidaturas do que no período comparável do QREN. O aumento da procura regista-se em todas as tipologias – Qualificação e Internacionalização de PME, Investigação e Desenvolvimento e particularmente Inovação Produtiva e Empreendedorismo. A média de candidaturas em fases simultâneas no Portugal 2020, dirigida ao IAPMEI aproxima-se das 800. Mas vamos tendo também muita procura para instrumentos de diagnóstico e acompanhamento, empreendedorismo, entre outros.

Quais são as áreas que estão a evoluir mais?
A evolução das empresas portuguesas é sentida nas diferentes áreas de atividade com subida na cadeia de valor, e crescente internacionalização. Os desafios da competitividade empresarial são transversais, sendo que diferentes setores têm necessidade de tipos de soluções distintas. Nesta matéria importa aproveitar a oportunidade para destacar a importância da economia digital como uma emergente área com potencial de crescimento económico, e de diversificação crescente de mercados.

PME excelência 2015

No dia 10 de fevereiro, decorreu, no Europarque, em Santa Maria da Feira a cerimónia PME excelência 2015, onde foram distinguidas as empresas que mais se destacaram no ano transato.

O estatuto PME Excelência tem como objetivo sinalizar o mérito de pequenas e médias empresas com perfis de desempenho superiores e conta com a parceria do Turismo de Portugal, I.P. e dos principais bancos a operar no mercado, designadamente o Banco BIC, o Banco BPI, o Banco Popular, o Barclays, a Caixa Geral de Depósitos, o Crédito Agrícola, o Millennium BCP, o Montepio, o Novo Banco, o Novo Banco Açores, o Santander Totta.
A cerimónia PME Excelência 2015, onde esteve também presente o atual Ministro da Economia, Manuel Caldeira Cabral, integrou dois painéis debate sobre competitividade e crescimento empresarial e os desafios futuros para a gestão das empresas de excelência, moderados, respetivamente, pela Secretária de Estado do Turismo e pelo Secretário de Estado da Indústria.
Selecionadas pelo IAPMEI e pelo Turismo de Portugal, o estatuto das melhores das melhores tem como objetivo conferir notoriedade às PME, num justo reconhecimento do seu mérito e do seu contributo para os resultados da economia. É de saudar as empresas que obtiveram os melhores desempenhos económico-financeiros e de gestão e que conseguiram manter-se competitivas num contexto económico exigente, com crescimento e consolidação de resultados

Por uma cultura do descanso

Zahari Markov

A Colchaonet.com surgiu em 2005 sob um olhar visionário e futurista. Em que consistia esta visão e de que modo se tem vindo a apresentar como um fator determinante para o sucesso e excelência da empresa?
Em 2005 tivemos a energia e coragem para arriscar e criar a Colchaonet.com. O facto de trabalharmos numa área de negócio tão especializada como a nossa, faz com que todos os anos o mercado nos teste e compete-nos a nós saber enfrentar os desafios que nos surgem e superá-los. A nossa visão continua a ser a mesma do início, apostar na qualidade dos nossos produtos e serviços, acrescentada agora com os anos de experiência que temos.

Desde a sua criação, a marca tem trilhado o seu percurso com base numa expansão constante e significativa. O que promove este crescimento exponencial?
Sem dúvida que a confiança que os nossos clientes depositam em nós é fundamental. Ao longo destes anos, temos mais de 40 mil clientes satisfeitos e fidelizados que recorrem á Colchaonet.com seja para adquirir um novo colchão, almofada ou outros complementos. Para além disso recomendam-nos aos seus familiares e amigos.
O nosso crescimento não seria possível, nem a confiança dos nossos clientes, sem a equipa de profissionais especializados que temos em loja. E que fornecem aos clientes todas as informações necessárias para escolher os produtos de acordo com as necessidades de cada um dos clientes.

A empresa aposta firmemente na diversidade da sua oferta, estando associada a distintas marcas e produtos diferenciados. O que podemos esperar da ColchaoNet.com não apenas no mercado da colchoaria, mas também de almofadas, têxtil, sommiers e estrados?
Cada vez mais as nossas lojas são procuradas para projetos “chave na mão”. Os clientes procuram o colchão, as almofadas, o estrado, a cabeceira, entre outros. É a pensar nisso que é possível encontrar outros produtos que têm sido muito bem recebidos pelos nossos clientes, tais como, poltronas e cabeceiras personalizáveis. Como trabalhamos em estreito relacionamento com as marcas, a maioria dos produtos disponíveis são exclusivos da Colchaonet.com. Aproveito para desvendar que em breve teremos a gama A Portuguesa da Molaflex com um colchão assinado pelo Nuno Gama. A nossa preocupação constante é a de ouvir o cliente, saber mais sobre o que pretende e usar o nosso conhecimento apostando numa gama de produtos diversificada que corresponda ás expectativas do cliente.

Dormir é um ato essencial e fundamental na vida saudável da sociedade. De que modo é premente ter o colchão adequado? De que modo a marca apoia os seus clientes nesta tão importante decisão?
Como disse anteriormente as nossas equipas de loja têm um papel fundamental. Frequentam formações técnicas das marcas, sobre materiais e inovações técnicas utilizadas na produção de colchões e complementos. Estão sempre disponíveis para esclarecer todas as dúvidas dos nossos clientes e apoiar a sua tomada de decisão. Precisamente porque sabemos como dormir bem afeta o dia a dia das pessoas.

A equipa especializada da ColchaoNet.com tem aqui um papel importante no acompanhamento dos clientes, quer nas compras online, quer nas vossas lojas físicas?
Sem dúvida! Muitas vezes os clientes sabem que precisam de um colchão, mas não fazem ideia do que existe disponível no mercado. E quando iniciam as pesquisas de compra sentem-se completamente perdidos. Na loja online têm a possibilidade de encomendar com acompanhamento telefónico, e nas lojas podem experimentar diversos tipos de colchões.

A Linha do Sono, lançada em 2015 em parceria com a Oficina da Psicologia, vem dar um maior contributo a uma sociedade que ainda não conhece todos os benefícios do bem dormir?
Sim, a Linha do Sono foi uma excelente parceria temporária que tivemos com a Oficina da Psicologia. E tinha como objetivo esclarecer todas as variáveis externas que podem influenciar o sono. Muitas vezes levamos as preocupações do dia a dia para a nossa cama, é preciso saber “desligar” as preocupações na hora de dormir. No entanto, isso pode não ser o suficiente se o colchão não for o mais indicado, se a almofada não tiver a altura necessária. E no dia seguinte de manhã acordamos com as mesmas preocupações e com dores.

É por todas estas razões que a ColchaoNet.com foi considerada pelo IAPMEI PME Líder 2015?
Esta foi uma distinção da qual muito nos orgulhamos, que reconhece o nosso empenho no mercado e capacidade de crescimento e evolução, tornando-nos também mais competitivos.

De que modo no futuro continuarão a expandir a marca e a fazer crescer o conceito pelo qual criaram a empresa em 2005?
Vamos sempre continuar a trabalhar para ter produtos e serviços de qualidade superior. Porque sabemos que é por estes valores que os clientes nos conhecem. Gostamos desafios, e gostamos de trabalhar com padrões altos, melhorando todos os dias. Continuaremos a expandir a nossa marca com a abertura de novas lojas, sendo a próxima abertura em Braga. Para que possamos cuidar do descanso do maior numero de pessoas, pois este é o lema da nossa marca.

Nestlé prevê dar trabalho a mais de 500 jovens em três anos

“Estamos muito orgulhosos desta iniciativa Emprego Jovem. Foi um compromisso que assumimos para três anos e criámos já 478 oportunidades de trabalho, pelo que acho que vamos superar esse objetivo”, disse.

Em declarações à Lusa, prestadas à margem da comemoração dos 150 anos do grupo e de 93 anos de presença em Portugal, Jordi Llach disse que a criação de estágios e postos de trabalho no país está em linha com o compromisso assumido a nível europeu de criar 20 mil oportunidades de trabalho, que “também está a ir muito bem”.

Em novembro de 2013, a Nestlé Portugal anunciava o seu compromisso em criar, até finais de 2016, 500 novas oportunidades de trabalho para jovens com idade até aos 30 anos, na sua sede, nas quatro fábricas portuguesas e no centro de distribuição.

Uma das unidades fabris que tem sido beneficiada pelo programa é a fábrica de Avanca, no lugar do Pensal, que dá nome a uma das marcas mais conhecidas com que a multinacional exporta para 12 países, em três continentes, dois produtos: uma bebida solúvel de cereais e uma farinha de pequeno-almoço.

“Foi no Pensal, Avanca, que tudo começou”, disse Jordi Llach para justificar a sua presença hoje na fábrica local, criada sob o impulso de Egas Moniz, Nobel da Medicina português, que foi o mentor da entrada da Nestlé em Portugal, com a primeira fábrica na sua terra natal.

Em relação à fábrica de Avanca, que tem integrado o programa Emprego Jovem e onde está a ser praticada formação dual com a Escola Profissional de Aveiro, a Nestlé investiu em 2015 cerca de quatro milhões de euros, na renovação de equipamentos, e prevê este ano um investimento superior.

“Estamos ainda a definir os detalhes, mas vamos investir este ano ainda mais do que em 2015, olhando um pouco mais para a inovação”, disse.

O ano de 2015 correu bem à Nestlé Portugal, aumentando as exportações, que correspondem a cerca de um terço da produção, mas também a quota no mercado nacional, o que motiva o investimento nas fábricas portuguesas.

“Somos competitivos em Portugal a nível europeu e estamos a produzir com qualidade: o mundo está a olhar mais para Portugal e isso é muito positivo”, concluiu o diretor geral da Nestlé.

 

Portugal na mira dos investidores em imobiliário hoteleiro

Segundo Karina Simões, Vice President de Hotels & Hospitality Group Portugal, “Portugal assume uma importância crescente na estratégia de desenvolvimento dos investidores institucionais, com a procura especialmente centrada em Lisboa, Porto e Algarve. Temos registado amplo interesse principalmente por parte de private equity funds, cadeias hoteleiras e family offices, provenientes da Europa, Estados Unidos da América e Médio Oriente, interessados em intervir em diferentes fases do ciclo económico do negócio. De modo a potenciar esta oportunidade torna-se relevante a aposta em aspetos colaterais, os quais em muito contribuem para o aumento da atratividade do destino, como a facilitação de processos de licenciamento, alargamento das linhas de financiamento, profissionalização dos players do setor, entre outros”.

Diz o relatório que 2016 será um ano de conclusão, consolidação e cautela – conclusão dos negócios de 2015; consolidação no sentido de que o setor hoteleiro continua a ser bastante fragmentado e exige maior consolidação; e de análise cautelosa particularmente no que se refere às estruturas de financiamento.

Segundo a JLL, 2015 foi o segundo melhor ano de que há registo em termos de volume e de valor na transação de imóveis hoteleiros. Com um crescimento de 50% face ao ano anterior, as transações globais totalizaram 85 mil milhões de dólares. Assistimos a alguns negócios de referência – a venda de alguns ativos “troféu” e empresas-mãe a comprarem outras empresas-mãe – que não se repetirão tão cedo. Estas empresas irão focar-se em concluir essas transações e em integrar os ativos recém-adquiridos nos seus portfólios e os colaboradores no seu negócio, revela a consultora. Porém, continua a existir um enorme potencial para uma maior consolidação do setor, especialmente no segmento de dimensão média, i.e., entre as empresas operadoras de hotéis que têm entre 5.000 a 15.000 quartos globalmente. Com cerca de 100 empresas-mãe em áreas do ramo hoteleiro que vão desde o segmento económico ao de luxo, é tempo de consolidar.

O relatório indica ainda que o setor continua a ser muito fragmentado quando comparado com outras indústrias de grande consumo (em termos de quota de mercado controlada pelas marcas de topo) e há uma competição forte e crescente por parte de novas marcas, que entram no mercado com modelos de negócio mais ágeis. A consolidação pode ainda ser influenciada por atividades de otimização de portfólios – os players que compraram ativos recentemente estão a avaliá-los para garantir que irão beneficiar o seu portfólio. Os ativos que não cumpram este requisito, deverão ser colocados em venda novamente (revendidos); mercados públicos – os analistas de capital favorecem empresas hoteleiras com uma oferta mais alargada (quer em termos do nível de serviços quer de cobertura geográfica); e capacidade para liderar a competição por parte de marcas novas/disruptoras: maior=melhor?

Para a JLL, vai continuar a verificar-se uma boa dinâmica em 2016, mas os investidores dedicarão mais tempo a pensar nas suas estruturas de financiamento e como podem intervir em diferentes partes dos ciclo económico.

Por outro lado, outra ideia-chave do relatório é de que os ativos únicos e cidades secundárias vão ter destaque na região EMEA. 2015 foi um ano extraordinário, com o volume de transações de ativos únicos a ascender a 47 mil milhões de dólares, o mais elevado de sempre, recorda a JLL, que admite que “não deveremos observar estes níveis em 2016 em termos globais, mas na região EMEA as transações de ativos únicos deverão crescer 35% em termos anuais”. Por sua vez, os mercados secundários aumentarão o seu peso na atividade, com a zona provincial do Reino Unido e algumas cidades da Europa Ocidental, como as cidades alemãs secundárias, Espanha (mercados urbanos e turísticos), Itália e Portugal, a serem alvo de maior atenção em 2016. Isso deve-se ao facto dos financiadores estarem cada vez mais ativos fora das principais cidades europeias.

A JLL antecipa que muita procura possa vir dos fundos de capitais privados norte-americanos, que percorrem os mercados globais em busca de yields mais elevadas. A Europa Ocidental será um alvo destacado nesse contexto (bem como o Japão). Em termos de volume, os compradores e os investidores do Médio Oriente e da China que querem gastar o seu dinheiro no estrangeiro serão uma boa fonte de procura, e a região EMEA, mais do que qualquer outra zona, é que está melhor posicionada para beneficiar desta vaga.
Além disso, os investidores do Médio Oriente e da China vão continuar ativos no palco hoteleiro internacional, devido ao aumento de HNWI (indivíduos com elevado património liquido) e family offices que querem colocar o seu capital em portos seguros fora dos seus países e, no caso do Médio Oriente, devido a uma escassez de produto de investimento nos seus países.

No Hotel Investment Outlook 2016 destaque ainda para a noção de que capital privado e mercados emergentes podem ser o par perfeito em 2016. Mais de um terço (35%) dos quartos de hotel no mundo localizam-se em mercados emergentes e este número continuará a crescer. Contudo, apenas 10% das transações de imobiliário hoteleiro no mundo acontecem nesses mercados. Por outro lado, há uma enorme oportunidade para fundos de capitais privados no sentido de reduzir este gap e ser mais agressivo em mercados emergentes, onde o potencial de yields é forte e onde há menos competição.
Segundo a JLL, investir em mercados emergentes faz sentido para fundos de capitais privados, porque há capacidade para aplicaram o seu capital e conseguirem, assim, vantagem. Atualmente os fundos de capitais privados contabilizam apenas 25% das transações de hotéis em mercados emergentes, em comparação com 45% nos mercados maduros.

Por fim, para a JLL 2016 será um ano muito importante para o capital institucional direcionado ao setor hoteleiro. Apesar de permanecer um setor alternativo enquanto classe de investimento imobiliário, há diversas razões pelas quais os hotéis fazem sentido para alguns investidores institucionais e há verdadeiras oportunidades para o capital institucional ocupar o espaço anteriormente tomado pelo capital privado, à medida que estes últimos players racionalizam os portfólios que compraram no ano passado, revendem ativos únicos e avançam para outras classes de ativos.

Alguns negócios recentemente anunciados são prova disso. A Accor está a vender um portfólio de 85 hotéis a uma companhia de investimento em hotéis recentemente criada, que será detida pela Eurazeo (70%) e pela Accor Hotels (30%), e de acordo com a imprensa, os dois parceiros podem rapidamente juntar-se a um terceiro investidor institucional. Além disso, também a Aviva Investors e a Algonquin lançaram a Primotel Europe, um novo fundo que é posicionando para investidores institucionais. O Fundo, que pretende investir 240 milhões de euros nos próximos três anos, está a olhar para hotéis de 3 a 5 estrelas em toda a Europa.

Banco da China prevê que economia cresça 6,8%

Banco Central da China

A recuperação do mercado imobiliário e a melhoria da procura externa, segundo o Banco da China, deverão sustentar o crescimento da maior potência asiática no próximo ano, compensando as pressões em baixa do Produto Interno Bruto (PIB) chinês.

O excesso de capacidade produtiva, a morosidade e a queda dos lucros das empresas são os principais fatores que penalizam o crescimento da China, segundo o Banco Central chinês, embora este realce o “impacto positivo” das políticas macroeconómicas.

A economia chinesa cresceu 6,9% no terceiro trimestre deste ano, face a igual período do ano passado, menos quatro décimas que o crescimento de 7,3% observado em 2014.

O crescimento de 6,9% do PIB chinês no terceiro trimestre deste ano, em termos homólogos, coloca-o no nível mais baixo desde 1990.

Apertar o cinto valeu a pena? 2016 tem a resposta

Com nova liderança socialista, Portugal prepara-se para um ano de decisões. Os objetivos definidos pela coligação PSD/CDS-PP para o ano de 2015 eram ambiciosos, mas a realidade não foi generosa.

Apesar dos esforços de controlo orçamental, os gastos inesperados na segunda metade do ano e a receita fiscal abaixo do esperado colocaram em dúvida a meta de um défice abaixo de 3% do PIB. O colapso do Banif condenou o Estado a um deslize nas contas, apesar dos efeitos da intervenção pública no banco não serem contabilizados oficialmente segundo as regras europeias.

O crescimento da produção nacional abrandou na segunda metade do ano e aguardam-se com expectativa os dados do último trimestre de 2015 para confirmar os receios dos economistas, que apontam a elevada probabilidade de um aumento inferior a 2%. As previsões para 2016 também não são animadoras: o crescimento será equivalente ao de 2015, tendo em conta as previsões do FMI, BCE e Banco de Portugal.

A taxa de desemprego também não deverá sofrer alterações relevantes; a ligeira descida prevista pode levar a percentagem para os 11% da população ativa, um número ajudado pela elevada emigração que retira trabalhadores das estatísticas. A criação de emprego vai ser um dos grandes desafios para o Governo de António Costa, tal como foi para o executivo de Passos Coelho e Paulo Portas, garante o Diário Económico.

Recorde-se que o ano vai ser marcado pelo aumento do salário mínimo para os 530 euros por mês e pela reversão dos cortes salariais da função pública. As pensões vão ser atualizadas, mas a promessa de devolver uma parte da sobretaxa do IRS não deverá ser cumprida devido à cobrança fiscal abaixo do esperado no verão do ano passado.

Diretora-geral do FMI prevê crescimento “dececionante e desigual” em 2016

Christine Lagarde

Num artigo de opinião publicado hoje pelo jornal económico alemão Handelsblatt, Christine Lagarde justificou a sua apreensão com o arrefecimento da economia chinesa, o aumento das taxas de juro nos Estados Unidos, a fragilidade no sistema financeiro de numerosos países e os problemas com a baixa do preço do petróleo, sobretudo para os países produtores.

“Tudo isto significa que o crescimento em 2016 será dececionante e desigual”, sustentou a diretora-geral do FMI.

Lagarde prevê que “as perspetivas a médio prazo serão igualmente sombrias, atendendo à fraca produtividade, à população envelhecida e à continuação da crise financeira mundial, que trava o crescimento”.

A mudança de postura do banco central norte-americano (Fed), que em meados de dezembro pôs fim à era das taxas zero, aumentou o preço do dinheiro, merece uma atenção particular da ex-ministra francesa no artigo publicado no jornal alemão.

“A Fed está a fazer um exercício de equilibrismo: normalizar as taxas de juro e, ao mesmo tempo, afastar o risco de disfunção nos mercados financeiros”, argumentou.

De uma forma geral, mesmo fora do círculo das nações desenvolvidas, “os países estão mais bem preparados para lidar com o aumento das taxas de juro”, considerou.

“Muitos países endividaram-se, uma parte considerável dos quais em dólares”, recordou Christine Lagarde, advertindo que “as taxas de juro em alta e um dólar mais forte podem conduzir a um incumprimento de pagamentos por parte das empresas, que se pode propagar perigosamente aos bancos e aos Estados”.

Juncker disponível para envolver parlamentos na estratégia de crescimento e de consolidação

Jean-Claude Juncker

No debate sobre a União Económica e Monetária (UEM) no plenário do Parlamento Europeu (PE), em Estrasburgo, ao qual compareceram muito poucos eurodeputados, Juncker notou o avanço para a fase 2 deste processo, no qual poderá haver “aprofundamento da cooperação” entre a Comissão e o Parlamento.

“Seria bom que a Comissão Europeia procurasse a opinião do PE antes de aprovar a análise anual de crescimento e espero que as prioridades para o próximo Semestre europeu possam ser debatidas junto de várias comissões (parlamentares)”, disse.

O chefe do executivo comunitário afirmou a vontade de organizar uma “semana parlamentar, que seria um momento-chave para envolver os parlamentos nacionais, e que poderia ocorrer no início de cada ano, para se falar das prioridades para a UE”.

Para Juncker, a Comissão deverá ainda realizar um relatório para apresentar aos eurodeputados “antes e depois de cada revisão” dos programas de ajustamento aplicados a Estados-membros.

“O objetivo comum é ter êxito perante os nossos cidadãos. Se reforçarmos o PE, vamos reforçar a Comissão e o PE deve estar vigilante”, resumiu.

Juncker referiu ainda que se avançará com “legislação sempre que necessário, por exemplo, para completar a união bancária ou aprofundar a união de mercados de capital e o mesmo é válido o regime de garantia de depósitos, nada é mais urgente do que garantir as poupanças dos cidadãos”.

Antes de Juncker, discursou, pela primeira vez em sessão plenária, o presidente do Eurogrupo, Jeroen Dijsselbloem, que destacou como o “trabalho que se fez em conjunto começa a dar frutos”, mas também a necessidade de que esta “recuperação económica seja autossustentável”.

Dijsselbloem referiu o trabalho necessário para responder às “taxas de desemprego ainda altas” e às dívidas de vários países, assim como para tornar a UE “mais resistente e completa” para garantir os benefícios de uma moeda única.

O dirigente da zona euro notou que se devem discutir até que ponto se pretende partilhar a soberania, as suas condições e o que se pretende conseguir, assim como a “partilha de riscos para se poder progredir na UEM”.

Não haverá devolução da sobretaxa se execução até outubro se mantiver

De acordo com a AT, o Imposto sobre o Rendimento das pessoas Singulares (IRS) cobrado até outubro atingiu os 10.411 milhões de euros e o Imposto sobre o Valor Acrescentado (IVA) arrecadado no mesmo período correspondeu a 12.208 milhões de euros, totalizando os 22.619 milhões de euros nos dois impostos.
PUB

Estes 22.619 milhões de euros arrecadados com o IRS e com o IVA representam um aumento de 3,5% face ao mesmo período de 2014, abaixo dos 3,7% previstos no Orçamento do Estado para 2015 e que é o crescimento que terá de ser ultrapassado para que haja alguma devolução da sobretaxa em 2016.

EMPRESAS