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“As células estaminais são já uma realidade no tratamento de várias doenças”

A Crioestaminal é o primeiro e o maior banco de criopreservação em Portugal. Desde 2003, ano em que foi fundada, o que mudou? Que papel assume hoje a Crioestaminal?

Quando iniciamos a atividade em 2003 começava a falar-se em Portugal da importância das células estaminais do sangue do cordão umbilical, para mais tarde poderem ser usadas no tratamento de doenças. Nesta altura existiam cerca de 2000 transplantes realizados com sangue do cordão umbilical.

Desde então, o conhecimento sobre as células estaminais tornou-se mais vasto existindo hoje mais de 40 mil transplantes realizados, mais de 80 doenças tratadas e centenas de ensaios clínicos em curso, algo que não acontecia há 15 anos.

A Crioestaminal tem hoje mais de 100 mil amostras criopreservadas e é o banco de criopreservação em Portugal que contribuiu para mais tratamentos: 17 tratamentos em 12 crianças. Somos também o laboratório que mais investe em Investigação e Desenvolvimento na área das células estaminais.

É o único Banco Europeu acreditado para o processamento do Sangue e Tecido do Cordão Umbilical pela Associação Americana de Bancos de Sangue e em 2018, unimo-nos ao Grupo FamiCord, criando o maior grupo de criopreservação de sangue do cordão umbilical da Europa.

Assim, o papel da Crioestaminal é o de garantir a melhor amostra de células estaminais para um tratamento futuro, a todas as famílias que optam por guardar as células estaminais.

As células estaminais são um bem que deve ser preservado, sendo que o sangue do cordão umbilical é utilizado, desde 1988, como fonte de células estaminais para o tratamento de várias doenças. Os portugueses estão suficientemente consciencializados para a importância e as mais-valias da criopreservação das células estaminais?

O primeiro transplante com células estaminais do sangue do cordão umbilical realizou-se há 30 anos, Mathew Farrow, com apenas cinco anos, recebeu o sangue do cordão umbilical, doado pela sua irmã recém-nascida, para tratamento de anemia de Fanconi. Desde então realizaram-se mais de 40.000 transplantes em todo o mundo para o tratamento de mais de 80 doenças.

Atualmente, encontram-se em curso centenas de ensaios clínicos, em todo o mundo, com células estaminais de modo a alargar as opções terapêuticas para doenças como a paralisia cerebral, doenças do espectro do autismo e diabetes tipo 1.

No entanto, a mensagem sobre a importância de guardar as células estaminais é complexa, o que leva a que nem sempre fique claro para os futuros pais a importância de as guardar, é para nós fundamental continuar a trabalhar neste âmbito para que mais famílias possam tomar uma decisão informada. Destaco algumas das nossas principais iniciativas neste âmbito: o Prémio Crioestaminal em investigação biomédica que distingue o trabalho de jovens investigadores na área das células estaminais, a comemoração do Dia Mundial do Sangue do Cordão Umbilical e a partilha contínua dos avanços científicos com a comunidade, em geral.

A utilização de células estaminais do cordão umbilical é já uma realidade bem presente em todo o mundo. E em Portugal?

O primeiro transplante realizado em Portugal, com recurso a células estaminais do sangue do cordão umbilical guardadas num banco familiar, teve lugar no IPO do Porto, em 2007, numa criança de 14 meses com Imunodeficiência Combinada Severa, uma doença rara e fatal quando não tratada, tendo-se recorrido às células estaminais do irmão mais velho, criopreservadas aquando do nascimento, na Crioestaminal. A criança ficou totalmente curada. Seguiram-se outras utilizações de células estaminais do sangue do cordão umbilical: um caso de leucemia mieloide aguda (Hospital Niño Jesus, em Espanha) e oito utilizações no âmbito da paralisia cerebral (sete nos EUA e uma em Espanha). Nos casos das crianças com paralisia cerebral, os pais e os prestadores de cuidados, identificaram melhorias após a infusão de sangue do cordão umbilical. Recentemente, libertamos mais duas amostras para tratamentos no âmbito de ensaios clínicos para patologias do espectro autista, na Universidade de Duke, nos EUA.

A Crioestaminal aplica cerca de 10% do seu volume de negócios em I&D, sendo o único banco em Portugal que promove a investigação da aplicação terapêutica de células do sangue e do tecido do cordão umbilical. Este será o foco e o caminho da Crioestaminal?

Diria que o nosso foco é possibilitar o acesso a terapêuticas personalizadas baseadas em células estaminais, o desenvolvimento de projetos de I&D tem em vista descobrir novas terapias celulares, o que permite alargar a aplicação de células estaminais para além das doenças atualmente tratadas.

Com os vários projetos de investigação e desenvolvimento e as três patentes internacionais já registadas, a Crioestaminal tem desenvolvidos estudos nas áreas de oncologia, do enfarte do miocárdio e diabetes.

Na área da diabetes, está projetado um ensaio clínico que visa aplicar a metodologia patenteada em ulcerações do pé em doentes diabéticos. Esta patente partiu da utilização combinada de células do sangue do cordão umbilical e células progenitoras endoteliais para melhorar a cicatrização de feridas crónicas em diabéticos, através da redução da inflamação e da revascularização da área afetada.

Na área cardiovascular, a patente internacional relaciona-se com a regeneração de tecido cardíaco após acidentes isquémicos. O conhecimento gerado está a ser incorporado no planeamento de novos projetos e em aplicações concretas na área da medicina regenerativa, em doenças como o Acidente Vascular Cerebral.

O investimento de mais de dois milhões de euros em investigação, associada a terapias celulares, atesta a forte aposta da Crioestaminal no desenvolvimento de novas soluções que ampliem o número das aplicações terapêuticas. Que verdadeiros desafios enfrentam neste vosso propósito?

Os desafios são de vária ordem, desde conseguir financiamento que possa ajudar a cobrir parte das despesas, porque os projetos em que queremos estar envolvidos incluem a realização de ensaios clínicos e para isso é necessário um financiamento elevado, até à necessidade responder a todas as exigências ao nível regulamentar para podermos chegar à fase de aplicação destas terapias em humanos, passando pela dificuldade de conseguir encontrar médicos que estejam interessados em participar neste tipo de estudos.

 

A equipa de I&D da Crioestaminal e os seus parceiros têm desenvolvido um conjunto de projetos que visam alargar a aplicação clínica das células estaminais (do sangue e do tecido do cordão umbilical). Para o ano de 2019 que projetos pode desvendar?

Vamos estar cada vez mais voltados para a investigação clínica, com projetos que visam testar novas terapias baseadas em células estaminais em humanos, e que implicam a utilização das nossas recém-criadas Salas Limpas, dedicadas à produção de medicamentos de terapias celulares avançadas.

Pretendemos demonstrar a capacidade de produção deste tipo de medicamentos e explorar o potencial terapêutico das células estaminais: quer das células estaminais mesenquimais (do tecido do cordão umbilical e do tecido adiposo), em doenças de natureza autoimune, quer das células do sangue do sangue do cordão umbilical na área da pediatria do desenvolvimento.

Para além dos nossos próprios projetos de I&D, participaremos noutros projetos com parceiros internacionais.

As células estaminais são, sem dúvida, o futuro?

As células estaminais são já uma realidade no tratamento de várias doenças. No futuro, serão, sem dúvida, novas alternativas terapêuticas para doenças que atualmente não têm tratamento, como evidenciam as centenas de ensaios clínicos em curso em todo o mundo. Seguramente que alguns terminarão com resultados positivos e serão novas aplicações no futuro.

Crioestaminal distinguida com os prémios Escolha do Consumidor e Cinco Estrelas

AINDA HÁ MUITO POR DESCUBRIR, MAS HOJE JÁ SABEMOS QUE AS CÉLULAS ESTAMINAIS SALVAM VIDAS

O sangue do cordão umbilical é atualmente considerado uma fonte de células estaminais alternativa à medula óssea e pode ser usado para o tratamento de mais de 80 doenças, que incluem doenças do sangue (como leucemias e alguns tipos de anemias) e do sistema imunitário, e ainda doenças metabólicas, tendo já sido realizados mais de 40 mil transplantes com sangue do cordão umbilical em todo o mundo. Para além disso, a sua utilização encontra-se em estudo em ensaios clínicos (utilização experimental em humanos), em doenças como paralisia cerebral, autismo, perda auditiva, diabetes tipo 1 e lesões da espinal medula, entre outras, o que poderá aumentar o leque de aplicações clínicas do sangue do cordão umbilical.

O tecido do cordão umbilical é muito rico num outro tipo de células, as células estaminais mesenquimais, que poderão vir a ser úteis para o tratamento de um conjunto alargado de doenças. As células estaminais mesenquimais podem diferenciar-se em cartilagem, osso, músculo e gordura. Para além disso, estas células têm a capacidade de regular a resposta do sistema imunitário e assim aumentar a probabilidade de sucesso dos transplantes, quando utilizadas em conjunto com células estaminais hematopoiéticas. O potencial destas células encontra-se também em estudo em ensaios clínicos em doenças como diabetes, colite ulcerosa, cirrose hepática, cardiomiopatias, esclerose múltipla, lúpus e doença do enxerto contra hospedeiro, entre outras.

Dadas as aplicações atuais e o crescente número de ensaios clínicos com células estaminais do sangue e do tecido do cordão umbilical, a decisão de guardar estas células, cuja colheita pode apenas ser feita no momento do parto, assume grande importância.

CRIOESTAMINAL: 15 ANOS E 15 UTILIZAÇÕES TERAPÊUTICAS COM AMOSTRAS DE CÉLULAS ESTAMINAIS GUARDADAS

Com a confiança conquistada de mais de 100 mil famílias, a Crioestaminal já libertou dez amostras para 15 utilizações terapêuticas realizadas em Portugal, Espanha e EUA, nomeadamente:

Um caso de imunodeficiência combinada severa (IPO do Porto);

Um caso de leucemia mieloide aguda (Hospital Niño Jesus, em Espanha);

Oito no âmbito da paralisia cerebral (sete nos EUA e uma em Espanha).

Com uma capacidade para armazenar 300 mil amostras, a Crioestaminal constitui assim um dos maiores bancos europeus de células estaminais e distingue-se pela constante aposta num serviço de excelência reconhecido internacionalmente com a acreditação pela prestigiada American Association of Blood Banks (AABB) que garante os mais elevados standards de qualidade deste setor.

APOSTA EM INVESTIGAÇÃO & DESENVOLVIMENTO DE MODO A ALARGAR As POSSIBILIDADES TERAPêUTICAS COM TERAPIAS CELULARES

A Crioestaminal aplica 10% do seu volume de negócios em I&D, sendo o único banco em Portugal que promove a investigação da aplicação terapêutica de células do sangue e do tecido do cordão umbilical. O estabelecimento de parcerias com entidades como o Centro de Neurociências e Biologia Celular, da Universidade de Coimbra, o Instituto Superior Técnico, o Biocant, os Hospitais Universitários de Coimbra, o Hospital Rovisco Pais, o IPO de Lisboa, o Instituto Português do Sangue e da Transplantação, o Programa MIT Portugal e a Faculdade de Ciências Médicas da Universidade Nova de Lisboa / Centro de Estudos de Doenças Crónicas (CEDOC) tem sido fulcral para o avanço do conhecimento nesta área.

Com quatro patentes internacionais já registadas, a Crioestaminal tem desenvolvidos estudos nas áreas de oncologia, do enfarte do miocárdio, AVC e diabetes.

Na área da diabetes, está projetado um ensaio clínico que visa aplicar a metodologia patenteada em ulcerações do pé em doentes diabéticos. Esta patente partiu da utilização combinada de células do sangue do cordão umbilical e células progenitoras endoteliais para melhorar a cicatrização de feridas crónicas em diabéticos, através da redução da inflamação e da revascularização da área afetada.

Na área cardiovascular, a patente internacional relaciona-se com a regeneração de tecido cardíaco após acidentes isquémicos. O conhecimento gerado está a ser incorporado no planeamento de novos projetos e em aplicações concretas na área da medicina regenerativa, em doenças como o Acidente Vascular Cerebral.

CRIOESTAMINAL VENCE PRÉMIOS ESCOLHA DO CONSUMIDOR E CINCO ESTRELAS

Distinguida pelo quinto ano consecutivo como “Escolha do Consumidor”, na categoria “Criopreservação de Células Estaminais”, vê novamente a sua performance reconhecida, o que constitui um reflexo da qualidade do serviço e acompanhamento prestados pela Crioestaminal, que alcançou taxas de satisfação dos clientes muito elevadas desde que este prémio foi instituído.

“Estes reconhecimentos enchem-nos de orgulho e são para nós uma enorme responsabilidade. Retribuímos com o compromisso de continuarmos a responder às necessidades dos nossos clientes e de contribuir para a evolução da biomedicina e da saúde de forma global”, refere André Gomes, Fundador e Diretor Geral da Crioestaminal.

O prémio “Escolha do Consumidor” foi atribuído com base num estudo de opinião de 222.644 consumidores a uma amostra alargada com afinidade ao serviço e, também, clientes. No caso da criopreservação de células estaminais, foram analisados três players do setor, num inquérito a 1.429 consumidores, sendo que a Crioestaminal se sagrou vencedora em todos os parâmetros: profissionalismo, garantia de qualidade, rapidez, credibilidade, confiança e disponibilização de informação clara e detalhada.

A Crioestaminal venceu também, pela 2.ª vez consecutiva, o Prémio Cinco Estrelas, na categoria “Criopreservação de células estaminais”, um prémio que avalia e distingue produtos e serviços, com base no grau de satisfação global dos consumidores alvo.

A avaliação tem por base os cinco principais critérios que influenciam a decisão de compra ou adesão:

satisfação pela experimentação, relação preço-qualidade, intenção de compra ou recomendação, confiança na marca e inovação.

“O Prémio Cinco Estrelas tem, para nós, uma importância acrescida porque reflete a opinião dos consumidores e a sua satisfação face ao nosso serviço. Significa que, ano após ano, a Crioestaminal mantém o elevado compromisso de qualidade e dedicação às famílias e que, por isso, continuam a confiar nos serviços prestados”, lembra André Gomes, Diretor Geral da Crioestaminal.

O FUTURO JÁ ESTÁ A ACCONTECER

Tendo em conta o desenvolvimento da medicina preventiva e personalizada, baseada em terapias celulares e a expectativa de que esta será a medicina do futuro é de prever que a área das células estaminais virá a ser cada vez mais relevante.

A Crioestaminal com os seus 15 anos de experiência tem demonstrado como uma empresa portuguesa consegue destacar-se internacionalmente na área da biotecnologia e da saúde, distinguindo-se pela sua aposta na qualidade e inovação, sendo hoje uma referência na medicina do futuro.

15 ANOS: MARCOS IMPORTANTES

André Gomes – Fundador e Diretor Geral da Crioestaminal

2003: Fundação da Crioestaminal, o primeiro banco de criopreservação de células estaminais a operar em Portugal e um dos primeiros a nível europeu.

2006: Abertura do laboratório Crioestaminal no Biocant Park. Certificação ISO 9001.
Início da atividade em Itália.

2007: Primeira amostra resgatada em Portugal, num banco de células estaminais da Crioestaminal.

2008-2009: Lançamento da operação em Espanha.

Libertação de duas amostras para crianças com paralisia cerebral que integraram estudo piloto nos EUA.

2010: Acreditação pela American Association of Blood Banks, entidade acreditadora com standards específicos para bancos de células estaminais.

Primeiro banco português autorizado pelo Ministério da Saúde, de acordo com diretivas da União Europeia.
Libertação de mais três amostras.

2011-2012: Início da criopreservação de células estaminais mesenquimais (tecido do cordão umbilical).

Patente internacional em terapias com sangue do cordão umbilical (pé diabético).

Libertação de mais uma amostra.

2013-2014: Segunda patente internacional na área da regeneração de tecidos e novos projetos de I&D.

Aplicações clínicas em feridas de pé diabético.

Ampliação do Laboratório.

Libertação de mais uma amostra de sangue do cordão umbilical para tratar uma criança de 5 anos com paralisia cerebral. A infusão realizada pelo Dr. Luís Madero, no Hospital San Rafael, Madrid.

2015: Lançamento do Banco de Doação para Investigação e do programa de colheitas dirigidas.

Início de projeto de investigação na área da oncologia.

2016: Início da operação na Suíça.

Registo de dois novos pedidos de patente.

2017: Crioestaminal eleita pelo 4.º ano consecutivo Escolha do Consumidor.

Crioestaminal vence prémio “Cinco Estrelas”.

Crioestaminal eleita uma das 50 empresas mais atrativas para trabalhar pelos estudantes de Ciência e Engenharia, no âmbito do estudo Universum.

2018: Crioestaminal eleita pelo 5.º ano consecutivo Escolha do Consumidor.

Crioestaminal vence pelo 2º ano consecutivo o Prémio Cinco Estrelas.

OPINIÃO DE ANDRÉ GOMES, Fundador e Diretor Geral da Crioestaminal

Crioestaminal: 1º Banco de Criopreservação em Portugal associa-se ao World Cord Blood Day

Atualmente o sangue do cordão umbilical é já utilizado para tratar mais de 80 doenças e desde 1988, data do primeiro transplante com sangue do cordão umbilical, foram já realizados mais de 40.000 transplantes. Estas células estão também a ser aplicadas em medicina regenerativa para o tratamento de paralisia cerebral, autismo, diabetes tipo 1, entre muitos outros, com resultados promissores.

Descartar o sangue do cordão umbilical, um recurso valioso que pode salvar vidas, é uma oportunidade perdida. Assim, disponibilizar à comunidade em geral informação completa, rigorosa e atualizada sobre esta matéria é de extrema importância. No dia 15 de novembro, os mais conceituados especialistas a nível mundial vão falar do seu trabalho, da história e dos mais recentes avanços na utilização de sangue do cordão umbilical numa conferência online em direto aberta a toda a comunidade.

A Crioestaminal disponibiliza o serviço de criopreservação de células estaminais do cordão umbilical em Portugal, desde 2003, contando já com a confiança de mais de 100.000 famílias e tendo já contribuído para 15 transplantes em dez crianças, uma num caso de imunodeficiência combinada severa (IPO do Porto), uma num caso de Leucemina Miéloide Aguda (Hospital Niño Jesus, em Espanha) e oito no âmbito da paralisia cerebral (sete nos EUA e um em Espanha).

A imunodeficiência combinada severa é uma doença genética fatal, com a qual a criança nasceu. Nesta terapia foi utilizada a amostra de células estaminais do irmão da criança doente. Atualmente, a criança encontra-se curada. Nos casos de paralisia cerebral, foram realizados tratamentos nos EUA e em Espanha com as amostras das crianças com paralisia cerebral. Foram detetadas melhorias significativas na capacidade motora e cognitiva das crianças.

A Crioestaminal possibilita o acesso às opções terapêuticas mais seguras e avançadas a todas as famílias que optem pelos nossos serviços.

A qualidade da Crioestaminal é atestada por entidades nacionais e internacionais, tendo sido o primeiro Banco autorizado pelo Ministério da Saúde, único acreditado na Europa para o processamento do sangue e tecido do cordão umbilical pela Associação Americana de Bancos de Sangue, sendo ainda membro da Cord Blood Association.

Através da aposta na Investigação & Desenvolvimento, promove, também, o alargamento de aplicações de vanguarda com células estaminais, contando atualmente com quatro patentes registadas.

É importante que as famílias guardem as células estaminais do cordão de modo a terem uma opção adicional de tratamento no futuro, em caso de necessidade. Caso não considerem guardar, existe a opção de doar para desenvolvimento da investigação de novos tratamentos com células estaminais, no banco de investigação da Crioestaminal, no qual também foi pioneira. Por tudo isto e pelo inestimável potencial terapêutico das células estaminais, a Crioestaminal junta-se a esta importante iniciativa mundial no sentido de divulgar o conhecimento acerca das células estaminais do sangue do cordão umbilical através da organização de um open day, com a transmissão em direto da conferência wcbd17 no auditório do Biocant Park, a realização de palestras e esclarecimento de dúvidas pela sua diretora médica, Alexandra Machado, e pela diretora científica, Carla Cardoso e visitas aos seus laboratórios.

“ESTES RECONHECIMENTOS ENCHEM-NOS DE ORGULHO”

A Crioestaminal, laboratório de criopreservação líder em Portugal e um dos maiores da Europa, foi distinguida com os prémios “Escolha do Consumidor” e “Prémio Cinco Estrelas”. Que fatores contribuíram para esta distinção?

As distinções “Escolha do Consumidor”, que conseguimos pela quarta vez consecutiva, e o “Prémio Cinco Estrelas” são reflexo de uma contínua taxa de satisfação dos nossos clientes, superior a 95%. Este reconhecimento de que somos diferentes dos outros bancos neste setor não será alheio ao facto de sermos os mais experientes, de termos mais acreditações, mais transplantes realizados e sermos o único com um departamento de investigação. Estas diferenças garantem aos nossos clientes um serviço único e com mais garantias para o futuro. Estes reconhecimentos enchem-nos de orgulho, no entanto, acarretam uma enorme responsabilidade. Apesar disso, a confiança que temos na nossa equipa, bem como na tecnologia de ponta do nosso laboratório, dão-nos as garantias de que conseguiremos estar à altura das expetativas dos nossos clientes e da sociedade em geral, renovando a ambição de continuar a contribuir, de forma decisiva, para a evolução da biomedicina.

Olhando para o percurso do laboratório, que papel a Crioestaminal assume hoje junto da sociedade?

A Crioestaminal disponibiliza desde 2003 o serviço de criopreservação de células estaminais do cordão umbilical. As células estaminais do cordão umbilical apenas podem ser colhidas no momento do parto e constituem uma opção de tratamento adicional em caso de necessidade. Hoje é possível guardar as células estaminais do sangue do cordão umbilical, que já podem ser utilizadas no tratamento de mais de 80 doenças e as células do tecido do cordão umbilical, atualmente a ser investigadas no âmbito da medicina regenerativa e já utilizadas com sucesso no tratamento da doença do enxerto contra o hospedeiro. Assim, a Crioestaminal possibilita o acesso às opções terapêuticas mais avançadas a todas as famílias que optem pelos nossos serviços. Através da nossa constante e consistente aposta na Investigação & Desenvolvimento promovemos, também, o alargamento de aplicações de vanguarda com células estaminais, contando atualmente com quatro patentes registadas. É nossa missão possibilitar aos nossos clientes, e à sociedade em geral, acesso às mais avançadas tecnologias nas áreas da medicina preventiva e personalizada.

A Crioestaminal foi o primeiro banco de criopreservação em Portugal, sendo o maior da Península Ibérica e o quarto a nível europeu. Quais são os momentos mais marcantes do laboratório?

Quase a completarmos 14 anos, há muitos momentos a destacar. É sempre marcante e muito gratificante vermos amostras de células estaminais, guardadas por nós, serem utilizadas no tratamento de crianças. Foi particularmente marcante a utilização da primeira amostra, que aconteceu em 2007 no IPO do Porto, dez anos depois a criança encontra-se curada. Destacaria ainda a abertura do nosso laboratório, no maior parque de Biotecnologia do Pais, o Biocant, que atualmente conta com capacidade de armazenamento para 300 mil amostras e uma área de 500 metros quadrados, o reconhecimento da qualidade do serviço que prestamos e do rigor dos nossos processos pela Associação Americana de Bancos de Sangue e o registo da nossa primeira patente internacional em terapias celulares com sangue do cordão umbilical.

Em 2015 foram contabilizados mais de 40 mil transplantes com sangue do cordão umbilical em todo o mundo. Há garantias de eficácia do tratamento com células estaminais?

Sim. De facto, já foram contabilizados mais de 40 mil transplantes com células estaminais do sangue do cordão umbilical, sendo que estamos ainda a aguardar os dados finais relativos a 2016. O número de transplantes realizados, bem como as 80 doenças que são hoje possíveis tratar como doenças oncológicas, metabólicas, imunodeficiências entre outras, com recurso a estas células comprovam a eficácia do tratamento. Estão também a decorrer, a nível mundial, centenas de ensaios clínicos, nos quais as células estaminais estão a ser avaliadas para dezenas de novos tratamentos. A Crioestaminal conta também com 13 utilizações em oito crianças, uma num caso de imunodeficiência combinada severa (IPO do Porto) e sete no âmbito da paralisia cerebral (seis nos EUA e um em Espanha). A imunodeficiência severa é uma doença potencialmente fatal, com a qual a criança nasceu. Nesta terapia foi utilizada a amostra de células estaminais do irmão da criança doente. Atualmente, a criança encontra-se curada. Nos casos de paralisia cerebral, foram realizados tratamentos nos EUA e em Espanha com as amostras das crianças com paralisia cerebral. Foram detetadas melhorias significativas na capacidade motora e cognitiva das crianças.

É o único banco, de criopreservação de células estaminais do cordão umbilical, ibérico acreditado pela AABB (Associação Americana de Bancos de Sangue), sendo um dos mais influentes do mundo. Porque devem as famílias guardar ou doar o cordão umbilical à Crioestaminal?

Aconselhamos as famílias a guardar as células estaminais do cordão de modo a terem uma opção adicional de tratamento no futuro, em caso de necessidade. Caso não considerem guardar, existe a opção de doar para desenvolvimento da investigação de novos tratamentos com células estaminais, no nosso Banco de Investigação, com o qual fomos pioneiros. A Crioestaminal é o banco familiar com mais amostras armazenadas e que mais contribuiu para tratamentos em crianças em Portugal. Na Europa, é o único banco com uma acreditação da AABB para o sangue e o tecido do cordão umbilical, que garante os mais elevados standards de qualidade deste setor. Somos o banco com mais experiência, mais qualidade e mais inovação, pelo que constituímos uma opção segura para todas as famílias.

SOBRE A CRIOESTAMINAL

A Crioestaminal tem mais de 70 mil amostras criopreservadas, é o mais antigo e maior da Península Ibérica e o quarto maior da Europa.

Foi o primeiro banco de criopreservação familiar em Portugal a libertar uma amostra e o que mais libertou: 8 amostras para 13 utilizações.

Foi o primeiro banco de criopreservação autorizado pelo Ministério da Saúde e é o único acreditado pela American Association of Blood Banks (AABB) .

É o único banco familiar em Portugal que investe em I&D (10% do volume de negócios), tendo registadas quatro patentes internacionais.

Tem operação em Portugal, Espanha, Itália e Suíça.

Os estudos desenvolvidos pela Crioestaminal sobre aplicação terapêutica das células estaminais abrangem as áreas de oncologia, enfarte do miocárdio e, em especial, da diabetes.

CRIOESTAMINAL, ciência para a vida

Há treze anos e com uma evolução notável, a Crioestaminal é o maior banco familiar em Portugal, com uma forte aposta em investigação, são os únicos no país acreditados pela Associação Americana de Bancos de Sangue, ou seja, a única, também, que segue, e é reconhecida por seguir, critérios de qualidade internacionais. “Quando começamos era algo novo e pouco conhecido. Na altura havia uma expectativa enorme em volta de tudo o que poderia vir a ser feito através das células estaminais. A realidade veio mostrar que o progresso foi maior do que aquilo que estávamos à espera. Na época havia cerca de três mil transplantes e hoje contamos 40 mil. Com um número de 80 doenças tratáveis. Mais significativo ainda é o facto de estarem a decorrer centenas de ensaios clínicos com células do cordão umbilical para o tratamento de outras doenças”, revela o nosso entrevistado.

A Crioestaminal já libertou 8 amostras para tratamentos, cuja taxa de sucesso foi de 100%.

PARA QUE SERVEM?

“Essencialmente para tratar as mesmas doenças que são tratáveis com medula óssea”.

Apesar de Portugal estar alinhado com o resto do mundo em termos de investigação e em termos de aplicação clínica, André Gomes, considera que o público em geral não está bem informado sobre o que são e que uso têm as células estaminais do sangue do cordão umbilical. “Ainda há quem pense que é apenas uma promessa de futuro, mas na verdade é uma realidade com mais de 40.000 utilizações”.

PROCESSO E FINALIDADE

O sangue do cordão umbilical é recolhido após o parto e já depois de o bebé ser separado da mãe. É completamente indolor e não apresenta qualquer risco para a mãe ou para o bebé.

PORQUÊ O SANGUE DO CORDÃO UMBILICAL?

É no cordão umbilical que mais facilmente se conseguem recolher e se encontram células estaminais com maior qualidade e em maior número, comparativamente a qualquer outra parte do corpo. Não estão envelhecidas e não têm normalmente qualquer tipo de infeção. Há uma oportunidade única para recolher o sangue do cordão umbilical, uma vez que depois, e no caso de não ser recolhido logo após o parto, o mesmo fará parte dos resíduos hospitalares, não podendo ser aproveitado. “São células que já provaram ser benéficas e por isso as pessoas devem considerar doar a um banco público ou guardá-las num banco familiar. São células com um valor extraordinário e que se não forem colhidas naquele momento são completamente desperdiçadas”.

PORQUE NÃO SÃO TODAS RECOLHIDAS?

Ao que tudo indica a falta de informação sobre as aplicações atuais destas células e o seu potencial uso futuro leva a que o público em geral não conheça as potencialidades das células estaminais. Por outro lado, há as razões económicas. No entanto, o custo “não é muito elevado. Falamos de cerca de 50 euros por ano e de um serviço por 25 anos”. “A questão essencial é se devemos ou não desperdiçar a oportunidade de ter esta alternativa para o futuro, ter ou não células estaminais guardadas caso sejam necessárias. Os casais mais informados normalmente optam pela recolha”, afirma.

BANCO PÚBLICO VS BANCO FAMILIAR

“O facto de o banco público deter cerca de 500 amostras está relacionado com a escolha criteriosa das amostras que guarda. Todos os bancos públicos a nível mundial têm critérios semelhantes, ou seja, escolhem as amostras que pretendem guardar. É preferível ter 500 amostras de boa qualidade ao invés de 5.000 de má qualidade e sem cumprir os procedimentos técnicos adequados. É preciso também entender o modo de funcionamento dos bancos públicos, que funcionam em rede a nível mundial, logo o número de amostras disponível na verdade é o somatório de todas as amostras de todos os bancos públicos e são centenas de milhares. Não faz sentido achar que há competição entre o banco público e os bancos familiares. O banco público não tem menos amostras por existirem bancos familiares. 90% das amostras não são recolhidas para bancos públicos ou familiares, são desperdiçadas como resíduos hospitalares. Tudo o que for dito em contrário é mero desconhecimento das causas. A Crioestaminal defende uma coexistência entre o banco público e o familiar, tal como acontece em todo o mundo”, explica o nosso interlocutor.

PRÓXIMOS PASSOS

Os planos da Crioestaminal passam por um contínuo investimento em investigação, com vários projetos em curso há alguns anos, buscando novas aplicações para as células estaminais. Além da investigação, também a qualidade e rigor, que têm diferenciado a Crioestaminal, serão os pilares de crescimento nos próximos anos em Portugal e no estrangeiro. Com duas patentes internacionais, pretendem começar ainda dois ensaios clínicos para novas aplicações das células estaminais, algo único no sector a nível europeu. “Estamos empenhados em reforçar o desenvolvimento desta área, para que mais pais possam beneficiar da decisão de guardar as células estaminais dos seus filhos: é o que distingue a Crioestaminal e é também a melhor forma de servir os nossos clientes. Vamos continuar o nosso trabalho com o profissionalismo e dedicação de sempre”, conclui André Gomes.

 

Oito FACTOS CIENTÍFICOS SOBRE CÉLULAS estaminais DO SANGUE DO CORDÃO UMBILICIAL

 

  1. O sangue do cordão umbilical (SCU) contém células estaminais com inquestionável utilidade terapêutica.
  2. Mais de 80. É o número das doenças tratadas com sangue do cordão umbilical. A maioria dos transplantes foram realizados para o tratamento de doenças do sangue e do sistema imunitário. Porém as células do sangue do cordão umbilical são também usadas no tratamento de doenças genéticas ou metabólicas.
  3. Foram já realizados mais de 40.000 transplantes com sangue do cordão umbilical. Desde o sucesso do primeiro transplante com sangue do cordão umbilical em 1988, foram já realizados mais de 40.000 transplantes, mais de 80% dos quais nos últimos nove anos. Este aumento demonstra a crescente adoção do sangue do cordão umbilical como uma opção terapêutica.
  4. A utilização de amostras de sangue do cordão umbilical entre irmãos é preferível à de dadores não relacionados   O transplante de sangue do cordão umbilical alogénico com amostras de um dador familiar (irmão) aumenta o sucesso do transplante. “Cord blood is a feasible alternative source of hematopoietic stem cells for pediatric and some adult patients with major hematologic disorders, particularly if the donor and the recipient are related” – Gluckman et al. (1997).
  5. A maioria dos transplantes hematopoiéticos são autólogos. Num artigo recente, dos 40.829 transplantes hematopoiéticos realizados na Europa em 2014, 58% foram autólogos e 42% alogénicos. As principais doenças tratadas com células estaminais do próprio (transplante autólogo) são linfomas e tumores sólidos, enquanto que em doenças como leucemias ou genéticas são usadas preferencialmente células obtidas a partir de um dador compatível (transplante alogénico).
  6. Existem novas aplicações em que será necessária a utilização autóloga do sangue do cordão umbilical. A utilização do sangue do cordão umbilical em paralisia cerebral, diabetes, e outras doenças encontra-se em estudo, no âmbito de múltiplos ensaios clínicos atualmente a decorrer. Esta questão traz enormes perspetivas de aplicação do sangue do cordão umbilical.
  7. As células de SCU podem ser criopreservadas por longos períodos. As células e tecidos mantidos em contentores abastecidos por azoto líquido a -196ºC mantêm-se viáveis por longos períodos (em teoria, para sempre).
  8. Bancos públicos e familiares coexistem em todo o mundo. Nos bancos familiares são armazenadas amostras de sangue do cordão umbilical para uso autólogo (no próprio) ou em familiares compatíveis (alogénicos relacionados), enquanto nos bancos públicos são guardadas amostras de dadores voluntários, para serem utilizadas em transplantes alogénicos (nos quais o dador das células é diferente do recetor). No âmbito das aplicações atuais na área da hemato-oncologia existem doenças (e.g. em doenças genéticas) para as quais é indicada a utilização de células de um dador compatível e a existência de bancos públicos é importante para doentes em que não é possível encontrar dadores compatíveis no seio familiar.

 

Referências: http://www.nationalcordbloodprogram.org/qa/ | Baron et al. (2016) Methods of ex vivo expansion of human cord blood cells: challenges, successes and clinical implications. Mar; 9(3):297-314. Gluckman et al. (2011) Family-directed umbilical cord blood banking. Haematologica. 96(11):1700-7; Rubinstein P (2006) Why cord blood? Hum Immunol. 67(6):398-404. Review. | luckman et al. (2011) Family-directed umbilical cord blood banking. Haematologica. 96(11):1700-7. Rocha et al. (2009) Pediatric related and unrelated cord blood transplantation for malignant diseases. Bone Marrow Transplant.44, 653–9. Gluckman et al. (1997) Outcome of cord-blood transplantation from related and unrelated donors. Eurocord Transplant Group and the European Blood and Marrow Transplantation Group. The New Eng J Med. 337(6), 373–81. | Gluckman et al. (2011) Family-directed umbilical cord blood banking. Haematologica. 96(11):1700-7. Rocha et al. (2009) Pediatric related and unrelated cord blood transplantation for malignant diseases. Bone Marrow Transplant.44, 653–9. Gluckman et al. (1997) Outcome of cord-blood transplantation from related and unrelated donors. Eurocord Transplant Group and the European Blood and Marrow Transplantation Group. The New Eng J Med. 337(6), 373–81. | Passweg et al. (2016) Hematopoietic SCT in Europe 2014: more than 40 000 transplants annually. Bone Marrow Transplant. Feb 22. Doi: 10.1038/bmt.2016.20.[Epub ahead of print] Rosenthal et al. (2011) Hematopoietic cell transplantation with autologous cord blood in patients with severe aplastic anemia: An opportunity to revisit the controversy regarding cord blood banking for private use. Pediatr Blood Cancer. 56: 1009–12. Thornley et al. (2009) Private cord blood banking: experience and views of pediatric hematopoietic cell transplantation physicians. Pediatrics 123(3):1011-17. Hayani et al. (2007) First report of autologous cord blood transplantation in the treatment of a child with leukemia. Pediatrics 119(1):e296-300. Fruchtman et al. (2004) The successful treatment of severe aplastic anemia with autologous cord blood transplantation. Biol Blood Marrow Transplant 10(11):741-2. | Cotten et al. (2014) Feasibility of autologous cord blood cells for infants with hypoxic-ischemic encephalopathy. J Pediatr. May;164(5):973-979.e1. doi: 10.1016/j.jpeds.2013.11.036. Lee et al. (2012) Safety and feasibility of countering neurological impairment by intravenous administration of autologous cord blood in cerebral palsy. J Transl Med;10(1):58. Papadopoulos et al. (2011) Safety and feasibility of autologous umbilical cord blood transfusion in 2 toddlers with cerebral palsy and the role of low dose granulocyte-colony stimulating factor injections. Restor Neurol Neurosci. 29(1): 17-22. Haller et al. (2008) Autologous umbilical cord blood infusion for type 1 diabetes. Exp Hematol 36(6):710-5. http://parentsguidecordblood.org/diseases.php http://clinicaltrials.gov/ | Broxmeyer et al. (2011) Hematopoietic stem/progenitor cells, generation of induced pluripotent stem cells, and isolation of endothelial progenitors from 21- to 23.5-year cryopreserved cord blood. Blood. 117(18):4773-7. | Polymenidis et al. (2008) Towards a hybrid model for the cryopreservation of umbilical cord blood stem cells. Nat Rev Cancer.;8(10):823. http://cordbloodbank.corduse.com/

Células estaminais curam já mais de 80 doenças

As células estaminais assumem um importante papel na cura de inúmeras doenças, portanto torna-se tão pertinente a sua conservação. De que patologias estamos a falar?
As células estaminais constituem um recurso terapêutico inestimável que atualmente pode ser usado no tratamento de mais de 80 doenças muito graves, estimando-se que no futuro este número venha a aumentar.
As células estaminais do cordão umbilical não servem apenas para potencial tratamento do bebé do qual foram colhidas. São também um investimento para toda a família. Estudos científicos demonstram que os transplantes entre pessoas da mesma família têm mais sucesso do que entre pessoas não relacionadas, sendo a probabilidade de compatibilidade total entre irmãos de 25%.
No que diz respeito ao uso de células estaminais do sangue do cordão umbilical, nos últimos anos, além das doenças hematológicas, tem se assistido à sua utilização noutras doenças. A Diabetes tipo 1 e a Paralisia Cerebral foram das primeiras áreas de interesse neste contexto, mas, atualmente, para além destas, estão ainda em curso ensaios clínicos que visam testar o potencial do sangue do cordão umbilical em lesões da espinal medula, perda da função auditiva, doença cardíaca congénita, acidente vascular cerebral (AVC) e autismo, entre outras.
O potencial clínico das células do tecido do cordão umbilical também se encontra em estudo, em ensaios clínicos aprovados pela FDA, em doenças como autismo, colite ulcerosa, cirrose hepática, ataxia hereditária, esclerose múltipla, displasia broncopulmonar, artrite reumatóide, lúpus, lesões da espinal medula, entre outras.

Neste âmbito, têm já duas patentes registadas com células estaminais. Este é aspeto de grande importância não apenas para a marca, mas também para o desenvolvimento do setor?
Ao longo de quase 13 anos, a Crioestaminal muito tem contribuído para a investigação na área das células estaminais, que resultou em duas patentes, na área da cicatrização de feridas crónicas em diabéticos e na regeneração de tecido cardíaco. Atualmente, é a empresa que mais investe na área das células estaminais em Portugal, anunciando um investimento de 2 milhões de euros de 2014 a 2016.
O ano de 2015 foi marcado pela conclusão de dois projetos na área do cancro e tratamento de feridas crónicas. A aposta vai continuar com projetos para dar início a dois ensaios clínicos com células estaminais no tratamento de doentes com feridas crónicas e AVC.

A Crioestaminal foi o primeiro banco de células estaminais a ser autorizado pelo Ministério da Saúde e é o único acreditado pela AABB – American Association of Blood Banks. É membro fundador da Cord Blood Europe e pelo terceiro ano consecutivo, marca eleita Escolha do Consumidor. Estes marcos são importantes na transmissão de confiança a quem vos procura?
A Crioestaminal é pioneira e líder na área da criopreservação. Estas distinções orgulham-nos e, na verdade, fazem de nós uma referência não só nacional, mas também internacional. Na área das células estaminais a acreditação pela AABB é uma distinção de uma entidade americana com rigorosos critérios de avaliação e que se traduz num reconhecimento das competências e standards de qualidade e excelência que adotamos.
Por outro, no campo do consumidor final, é muito importante sermos reconhecidos pelas famílias portuguesas e poder garantir junto das mesmas os níveis de qualidade e satisfação mais elevados do setor.

Apesar das suas mais-valias, estes processos estão acompanhados de dúvidas por parte de futuros pais. Que comentário importa concretizar no sentido de informar aqueles que pretendam, no futuro, preservar células estaminais? Porquê escolher a Crioestaminal?
As células estaminais do sangue do cordão umbilical são utilizadas desde 1988, altura em que foi realizado o primeiro transplante, em França, tratando com sucesso uma criança de seis anos com anemia de Fanconi. Neste transplante, foi usado o sangue do cordão da irmã desta criança. Desde então, já se realizaram em todo o mundo mais de 40.000 transplantes, em 80 doenças. Os resultados destes transplantes são semelhantes aos obtidos com transplantes de medula óssea.
Desta forma são utilizadas em segurança há décadas e o seu potencial está comprovado. Além destas aplicações, estão a decorrer centenas de ensaios clínicos com células estaminais do sangue e do tecido do cordão umbilical para o tratamento de muitas outras doenças.

Porquê escolher a Crioestaminal?
A Crioestaminal destaca-se pela experiência, rigor e investigação. Fomos o primeiro banco de criopreservação na Península Ibérica com quase 13 anos de experiência e com mais de 70.000 amostras armazenadas. Em Portugal, fomos os primeiros autorizados pela Direção Geral de Saúde e somos os únicos acreditados pela AABB.
Somos, também, o banco com mais amostras resgatadas para uso terapêutico: 13 transplantes em oito crianças.
De salientar ainda que a Crioestaminal dispõe da tecnologia mais avançada atualmente conhecida, somos o segundo maior laboratório da Europa e temos apostado na investigação nesta área de forma contínua e ao longo de já mais de uma década.

A doação de células estaminais tem uma importância acrescida no sentido de promover a investigação e desenvolvimento? Qual tem sido a relevância desta questão na Crioestaminal enquanto banco que promove os próprios projetos de investigação?
A investigação com sangue e tecido do cordão umbilical permite aumentar o conhecimento sobre as células estaminais. De salientar ainda que as células estaminais obtidas a partir destas fontes têm mostrado poder ser úteis para o desenvolvimento de novos produtos de terapia celular, podendo proporcionar novos tratamentos para diversas doenças atualmente sem cura.
Hoje, perto de 1 em 10 pais optam por guardar as células estaminais hematopoiéticas e mesenquimais do cordão umbilical em bancos de criopreservação. Assim, os 9 em 10 casais que não guardam o cordão constituem um enorme potencial para impulsionar a investigação. Estas amostras que, em circunstâncias normais seriam destruídas, podem ser usadas em projetos de investigação nacionais e internacionais, contribuindo assim para o desenvolvimento de novas terapias celulares.
A pensar nesta questão, a Crioestaminal lançou o primeiro Banco de Doação para investigação de células estaminais a nível global, a funcionar no nosso laboratório. O projeto que arrancou em 2015 baseia-se na doação das células estaminais do cordão umbilical, apoiando investigação própria da Crioestaminal, mas também a de qualquer cientista com projetos relacionados com terapias celulares.

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