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CTT preveem “normalidade no serviço postal” durante greve de 28 de março

Em comunicado, os CTT “informam a população da existência de um pré-aviso de greve geral para esta segunda-feira”, 28 de março, mas acrescentam que “preveem normalidade no serviço postal”.

“De modo a salvaguardar ao máximo o serviço aos seus clientes, e apesar de não se preverem condicionalismos significativos na atividade postal, os CTT desencadearam os habituais planos de contingência”, referem os CTT, liderados por Francisco Lacerda.

Entre estes, destacam, está “a priorização de todo o correio prioritário e EMS [serviço expresso], bem como o correio social (contendo vales de prestações sociais) no dia da greve” e a organização do circuito postal de modo a antecipar a entrega de alguma correspondência.

Os CTT chegaram na quarta-feira a acordo com 10 dos 11 sindicatos para a atualização da remuneração fixa dos seus trabalhadores em 2016.

As atualizações preveem aumentos de 1,3% nas remunerações até 1250,90 euros, com a garantia de um aumento mínimo de 10 euros neste escalão de rendimentos, mas atingindo um aumento máximo de 1,9% no escalão mínimo da tabela salarial.

As remunerações entre 1250,91 euros e 1872,70 euros contarão com um aumento salarial de 0,9% e as que se situam entre 1872,71 euros e 2753 euros aumentarão 0,7%, estando previsto o pagamento de retroativos a 01 de janeiro.

O acordo alcançado entre a administração e os restantes sindicatos define que o aumento de 1,3% abrange 8.000 trabalhadores, a subida de 0,9% abrange 1.600 trabalhadores e a de 0,7% aplica-se a 350 trabalhadores.

Todos os sindicatos dos trabalhadores dos CTT chegaram a acordo com a administração dos Correios quanto aos aumentos salariais, à exceção do Sindicato Nacional dos Trabalhadores dos Correios e Telecomunicações (SNTCT), que considera o aumento salarial proposto pela administração dos CTT “ofensivo”, mantendo por isso a greve de 28 de março.

“A proposta de aumentos salariais é ofensiva, tendo em atenção que o presidente do Conselho de Administração dos CTT ganha um milhão de euros por ano”, apontou na quarta-feira o secretário-geral do SNTCT, Vítor Narciso, explicando que o que seria “razoável” para o sindicato seria um aumento “nunca menor a 2%”.

“Os trabalhadores não tiveram aumentos salariais em seis anos, perderam o poder de compra devido à inflação e aumento de impostos e agora é proposto este aumento de 10 euros, que representa 33 cêntimos por dia”, afirmou então o secretário-geral do SNTCT, sindicato que afirma representar “5.200 trabalhadores, ou seja, quase 50%” dos funcionários do grupo CTT.

Além da greve, o sindicato vai “fazer um pedido de conciliação ao Ministério do Trabalho”, estando a ser ponderada uma semana de luta entre 25 e 29 de abril.

A assembleia-geral anual dos acionistas dos CTT está agendada para 28 de abril.

O SNTCT, adiantou Vítor Narciso, representa carteiros, trabalhadores do atendimento e quadros médios e superiores da empresa.

No final do ano passado, o SNTCT tinha proposto um aumento de 4% dos salários em 2016, com subida mínima de 35 euros.

Lucros dos CTT caem para 72,1 milhões de euros em 2015

De acordo com a informação enviada à Comissão do Mercado de Valores Mobiliários (CMVM), os CTT adiantam que os rendimentos operacionais totais cresceram 1,3% para 727,2 milhões de euros, “uma variação positiva que reflete sobretudo o crescimento dos rendimentos da área de negócio de correio”.

O resultado antes de impostos, juros, depreciações e amortizações (EBITDA) recorrentes (antes de rendimentos e gastos recorrentes) subiram 6,6% para 144 milhões de euros.

Os CTT adiantam que os rendimentos de correio subiram 1,5%, resultante da desaceleração na queda no tráfego de correio e do aumento do preço médio do Serviço Postal Universal de 4,1%.

Além disso, “os serviços financeiros consolidam a oferta e posição de mercado e conseguem um forte crescimento dos rendimentos recorrentes de 1,9%, mantendo esta alavanca como fundamental no crescimento global dos CTT e abrindo caminho para o Banco CTT”, acrescentam.

No caso dos rendimentos do expresso e encomendas, estas subiram 1,7% “com crescimento de tráfego de 3,2%, impactado pelo foco na integração das redes em Portugal e a reestruturação em curso em Espanha”.

 

Sindicato sem acordo com CTT sobre aumento salarial mantém greve de 28 de março

O Sindicato Nacional dos Trabalhadores dos Correios e Telecomunicações (SNTCT) propôs no final do ano passado às administrações das empresas do grupo CTT um aumento de 4% dos salários em 2016, com subida mínima de 35 euros.

Na reunião que o sindicato teve hoje com a administração do grupo CTT, Vítor Narciso disse não ter havido um acordo.

«Não chegamos a acordo, a administração reformulou a proposta, mas para valores muito baixinhos, de um aumento de 1,25%. Nós mantemos a proposta que tínhamos. Apesar de termos vontade para renegociar, a administração marcou uma nova reuni8ão para 23 de março», disse Vítor Narciso, secretário-geral do SNTCT.

Vítor Narciso, explicou à Lusa que, ao longo das negociações, o aumento salarial proposto pelo sindicato sofreu alterações, situando-se hoje nos 2,2%, valor abaixo do qual o SNTCT garante que não irá descer, tendo entregado na quinta-feira um pré-aviso de greve para todo o dia 28 de março.

O sindicalista diz que se tudo se mantiver como está no dia 23, então a greve será para avançar.

Em dezembro, o sindicato explicou que, no caso dos CTT, empresa que foi privatizada há dois anos, a proposta «visa recuperar uma parte do poder de compra perdido pelos trabalhadores ao longo dos últimos anos, durante os quais o governo PSD/CDS impôs o congelamento salarial».

«Por outro lado, é justo que, sendo os trabalhadores que contribuem decisivamente para os lucros dos CTT e para a boa imagem da empresa, apesar dos parcos meios que lhes são postos à disposição e tendo que trabalhar além dos seus horários, tenham o direito de verem as suas remunerações aumentadas», refere o SNTCT.

Lisboa segue Europa com Sonae e BPI a liderarem ganhos

Cerca das 9:30 em Lisboa, o PSI20, que agora apenas inclui 17 empresas, estava a subir 0,65%, para 4.891,51 pontos, com 11 ‘papéis’ a valorizarem-se e seis a cairem, depois de ter descido a 11 de fevereiro para 4.460,63 pontos, um mínimo desde julho de 2012.

A partir de 21 de março, o PSI20 vai passar a incluir 18 cotadas, com a entrada da Corticeira Amorim, do Montepio e da Sonae Capital, depois de serem excluídos os ‘papéis’ da Impresa e da Teixeira Duarte.

Estas alterações fazem parte da revisão anual do índice e foram anunciadas na segunda-feira pela Nyse Euronext.

Com estas alterações, o setor financeiro passa a ter três cotadas, com o Montepio a juntar-se ao BPI e ao BCP, sendo que a Sonae Capital se junta à sua casa-mãe, a Sonae SGPS.

A Teixeira Duarte e a Impresa, que voltarão em breve para o índice geral, tinham sido promovidas ao PSI20 no início de 2014.

Entretanto, os ‘papéis’ da Sonae SGPS e do BPI estavam a subir 1,45%, para 0,958 euros, e 1,28%, para 1,185 euros.

Além da Sonae SGPS e do BPI, a Jerónimo Martins, os CTT e o BCP eram outros dos que mais estavam a subir, designadamente 1,14%, para 513,79 euros, 1,07%, para 7,68 euros e 1,04%, para 0,039 euros.

Na Europa, as principais bolsas estavam hoje em alta, apesar de Wall ter terminado em baixa na terça-feira devido à queda do preço do petróleo e dados negativos da economia chinesa.

Em Nova Iorque, Wall Street terminou em baixa na terça-feira, com o Dow Jones a descer 0,64%, para 16.964,10 pontos, depois de ter subido a 19 de maio passado até aos 18.312,39 pontos, o atual máximo de sempre desde que foi criado.

Ao nível cambial, o euro abriu hoje em baixa no mercado de divisas de Frankfurt, a cotar-se a 1,0976 dólares, contra 1,1047 dólares na segunda-feira.

A sessão da bolsa de Xangai, principal indicador dos mercados chineses, terminou em baixa, a cair 1,34%, bem como a de Tóquio, que fechou em baixa, com o Nikkei a cair 0,84%.

Entretanto, os investidores continuam pendentes da reunião do conselho de governadores do Banco Central Europeu (BCE) na próxima quinta-feira, da qual esperam a adoção de novos estímulos monetários.

Depois de o presidente do BCE, Mario Draghi, ter dito que o conselho de governadores vai rever e reconsiderar os atuais estímulos monetários na próxima reunião de 10 de março, os investidores também aguardam as novas projeções macroeconómicas do BCE de crescimento e inflação para a zona euro, que incluem 2018.

Draghi também considerou que esta revisão da política monetária ocorre num contexto em que a incerteza sobre a evolução dos países emergentes, juntamente com a volatilidade nos mercados financeiros e no de matérias-primas, aumentam os riscos do crescimento mundial.

O presidente do BCE reiterou que o BCE está disposto a utilizar todos os instrumentos disponíveis no âmbito da política monetária para impulsionar os preços.

Os mercados preveem que o BCE corte esta semana ainda mais a taxa de juro de depósito, que atualmente está em -0,30%, mas não sabem se aumentará o volume de compra de dívida ou aprovar outras medidas.

O barril de petróleo Brent, para entrega em abril, abriu hoje em alta, mas a cotar-se a 39,86 dólares no Intercontinental Exchange Futures (ICE) de Londres, mais 0,68% do que no encerramento da sessão anterior.

Barclays espera que CTT anunciem reestruturação ou fecho em Espanha

Em junho do ano passado, a empresa liderada por Francisco de Lacerda anunciou um processo de reestruturação da subsidiária espanhola Tourline Express Mensajería.
De acordo com uma nota de ‘research’ hoje divulgada, os analistas afirmam que há dois temas chave dos CTT este ano: o negócio em Espanha, que está atualmente a ser alvo “de uma revisão estratégica”, e o negócio do BancoCTT.

No caso do negócio da Tourline Express Mensajería, os analistas do Barclays Investment Banking referem que a subsidiária “perde cerca de cinco milhões de euros por ano, o que é claramente um problema”.

“Esperamos que seja anunciado no primeiro trimestre uma reestruturação significativa ou até o encerramento” do negócio em Espanha.

Os analistas classificam de desafiante o lançamento do BancoCTT.

“A empresa precisa de demonstrar que existe um mercado [para a nova instituição financeira], que consegue atrair clientes” e “fazer dinheiro”, pelo que um bom arranque do negócio “será importante”, acrescentam.

O Barclays subiu o preço-alvo dos CTT – Correios de Portugal de 9,40 euros para 10 euros por ação.

As ações dos CTT seguiam a perder, às 13:15, 1,80% para 8,52 euros.

Banco CTT vai chegar a mais de 600 lojas em três anos

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“No primeiro semestre dá-se o momento de arranque. A sede arranca agora dia 27 e durante o primeiro trimestre vão abrir pelo menos mais 50 num dia definido”, disse aos jornalistas Francisco Lacerda, presidente dos CTT, à margem do Capital Market Day da empresa, que está hoje a decorrer.

O ‘chairman’ do Banco CTT e presidente dos Correios estima que, em 10 anos, o banco consiga chegar a uma quota de mercado entre 7,5% e 10% nas contas correntes, entre 3% e 4% nos depósitos, entre 2% e 3% nas hipotecas e até 1% no crédito ao consumo. “A estratégia é coordenada com os serviços financeiros, que continuarão a vender os produtos. Alguns migram para o banco e outros continuam nos serviços financeiros” nomeadamente os certificados de aforro e os títulos do tesouro, refere o responsável.

O ‘break even’ será alcançado ao final destes três anos sem considerar os custos partilhados entre o banco e os CTTO investimento ficará abaixo dos 30 milhões de euros previstos para este ano. Em cinco anos o valor previsto é de 100 milhões. Na primeira fase o banco terá 50 trabalhadores e terá 100 na abertura.

Francisco Lacerda não antecipa quando o banco começará a dar dividendos ao acionista mas mantém a ideia de que se pode abrir o capital dos CTT a um parceiro. “Não fazemos questão de ter 100% para sempre mas ainda não há decisão sobre isso”.

Questionado sobre a possibilidade de crescer por aquisições Lacerda não afasta a possibilidade mas não comenta nenhum caso concreto, mantendo a mesma visão que tem vindo a defender. “Estamos sempre abertos a oportunidades que façam sentido em termos de dimensão.”

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