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Afinal, o Distrito Cultural de Belém não vai avançar

João Soares

“Esta decisão justifica-se pelo não envolvimento no projeto da Câmara Municipal de Lisboa, que deve ser um parceiro privilegiado em qualquer modelo de gestão de uma parte importante da cidade de Lisboa”, esclareceu o Conselho de Ministros em comunicado, emitido após a reunião.

Em janeiro, o ministro da Cultura João Soares já se tinha mostrado contra o projeto liderado pelo presidente do CCB, António Lamas, e cujo objetivo era criar uma gestão conjunta dos museus, monumentos, jardins e equipamentos culturais do eixo Belém-Ajuda, liderada pelo CCB. “Acho absolutamente espantoso que há uns meses, já quase na fase de estertor do anterior Governo, se tome uma decisão daquelas sem se consultar, no mínimo, a Câmara Municipal de Lisboa. (…) parece-me completamente absurda“, disse o ministro, numa visita ao Porto, citado pela Lusa. Foi precisamente esse o argumento do Conselho de Ministros para extinguir a estrutura.

Entre os objetivos do eixo Belém-Ajuda estavam a melhoraria dos equipamentos, onde se incluem o Museu de Arte Popular, o Mosteiro dos Jerónimos e o Jardim Botânico Tropical, e dos acessos na zona. A proposta, tornada pública em setembro, refere, por exemplo, a requalificação das vias urbanas de ligação entre Belém e Ajuda e a “ampliação do Centro Cultural de Belém com a construção dos módulos 4 e 5 inicialmente previstos”. Incluíam-se também nos objetivos a “otimização da gestão de recursos dos bens culturais de Belém” e a criação de uma identidade identificativa da zona, que ficaria conhecida como Distrito Cultural de Belém. Deveria também ser estudado um novo sistema de bilhética sem, no entanto, estar especificado se haveria um aumento dos bilhetes para os visitantes.

Na altura, o secretário de Estado da Cultura, Jorge Barreto Xavier, considerou que a aprovação só deveria ser feita pelo novo Governo, uma vez que as eleições estavam próximas. De acordo com o Público, foram gastos milhares de euros na elaboração do plano que agora cai.

Contactado pelo Observador, o gabinete de comunicação do CCB informou que “o Professor António Lamas não presta declarações sobre este assunto”.

Conhecido por prestar poucas declarações, é preciso recuar até ao final de 2014, altura em que sucedeu a Vasco Graça Moura na presidência, para ler a única entrevista que António Lamas deu a um órgão de comunicação social. Ao Público, confirmou na altura que, se não fosse a missão de conceber o novo eixo Belém-Ajuda, provavelmente não teria aceitado o convite. “Portanto, não concebia sentar-me aqui, apesar de a vista ser fantástica, se essa ideia não pudesse ser posta de pé”, disse.

Resta saber se haverá consequências devido à extinção da Estrutura de Missão e se o projeto morreu definitivamente ou se a estratégia pode ser retomada se houver participação da Câmara Municipal de Lisboa. O presidente da Câmara Municipal de Lisboa, Fernando Medina, não comenta. O Observador também tentou obter um esclarecimento do Ministério da Cultura, mas não obteve resposta.

Lisboa vai ser Capital Ibero-americana da Cultura em 2017

Segundo uma nota da câmara, a candidatura de Lisboa, apresentada na qualidade de membro da União das Cidades Capitais Ibero-Americanas (UCCI), foi aprovada por unanimidade e será formalmente ratificada em junho de 2016, na cidade de La Paz, Bolívia.
A cidade de Lisboa sucede, assim, a outras cidades da América Central e do Sul, bem como de Espanha, que nos últimos anos foram responsáveis pela realização desta iniciativa.

Centros portugueses em Cabo Verde apresentam apostas culturais

Bandeira de Cabo Verde

Agendada para 2,3 e 4 de fevereiro, a exposição itinerante “Casa dos Estudantes do Império 1944-1965 – Farol da Liberdade”, promovida pela União das Cidades Capitais de Língua Portuguesa (UCCLA), foi inaugurada em Lisboa, em maio de 2015, no âmbito de uma homenagem aos antigos alunos desta instituição criada pela ditadura em 1944 e que se destinava a acolher os jovens das colónias durante o percurso universitário, em Portugal.

A instituição acabou por albergar os jovens nacionalistas e a elite dos movimentos de independência a partir do final dos anos 1950.

Com sede em Lisboa, uma delegação em Coimbra e mais tarde no Porto, a Casa dos Estudantes do Império, sob vigilância da polícia política, foi encerrada por ordem de Salazar, em 1965.

A mostra, atualmente patente em Maputo, Moçambique, poderá ser vista em fevereiro no Centro Cultural Português da Praia, antecipando desta forma o início das atividades deste centro, que habitualmente começam apenas em março, conforme explicou à agência Lusa a diretora Conceição Pilar.

Segundo a responsável, o programa está ainda em construção, mas é certo que incluirá os tradicionais ciclos de guitarristas e de pianistas, além de teatro, exposições e lançamentos de livros, jazz e fado.

Conceição Pilar explicou à agência Lusa que o centro recebeu uma série de propostas destas áreas, sendo agora necessário fazer uma triagem dos espetáculos a apresentar.

Conceição Pilar adiantou que gostaria de poder concretizar em 2016 o sonho de realizar um desfile de moda e de apresentar um dos novos filmes portugueses, trazendo de Portugal para a apresentação um ou dois protagonistas.

“A grande aposta seria esta”, disse, mostrando-se cautelosa quanto ao avançar com muitos projetos, numa altura em que ainda não há certezas sobre o orçamento do centro para este ano.

Está ainda previsto um concerto para assinalar o 25 de abril, que este ano deverá trazer o artista José Perdigão, e outro para assinalar o Dia da Mulher Cabo-Verdiana.

Conceição Pilar adiantou que em dois anos o orçamento do centro sofreu um corte de 5 por cento, sendo que em 2015 a verba global atribuída ao centro foi de 76 mil euros.

“Acho que este ano vão cortar mais um bocadinho, aumento é impossível, manter seria um milagre”, disse a responsável, sublinhando a dificuldade de trazer a Cabo Verde artistas portugueses por causa dos custos elevados das viagens.

Em 2015, o centro “apostou muito” em artistas cabo-verdianos, a juntar aos portugueses, tendo realizado, em média, um concerto por semana, com assistências de 150 a 160 pessoas, sempre com entrada livre.

Apostar na “prata da casa” é também a linha seguida de João Branco, diretor do Centro Cultural Português do Mindelo, que este ano terá uma vez mais uma grande aposta no teatro.

Com um grupo de teatro próprio, o centro prevê estrear duas produções teatrais novas, elevando para 52 o número de produções em 22 anos.

A “Metamorfose”, de Kafka, a partir de um texto adaptado por um jovem dramaturgo cabo-verdiano, é a proposta teatral para o mês de maio, enquanto em julho está prevista a apresentação de uma peça de José Luís Peixoto, numa parceria com o Teatro Rivoli do Porto.

A peça tem o título provisório de “Estrangeiras” e conta a história de uma portuguesa, uma cabo-verdiana e uma brasileira que se encontram num Serviço de Estrangeiros e Fronteira.

“É uma reflexão crítica, cáustica e até provocatória do que é a lusofonia hoje”, considerou João Branco.

O programa de atividades prevê ainda a realização de encontros com quatro escritores: Filinto Elísio e Germano de Almeida (Cabo Verde) e Gonçalo M. Tavares e José Luís Peixoto (Portugal).

Os meses de abril, maio, junho e julho, serão dedicados ao cinema, língua portuguesa, infância e Cabo Verde, respetivamente.

Em outubro, o Mês da Memória, João Branco estima trazer ao Mindelo o “Teatro Vestido”, de Joana Craveiro, um projeto de museu-vivo que junta teatro, história e antropologia através das memórias das pessoas.

O responsável prevê ainda manter a atual atividade de oficinas, conferências e atividades infantis e reanimar o grupo de marionetas.

Para isso, espera que seja possível manter o orçamento de 50 mil euros do centro, que em 2015 realizou em média uma atividade por semana.

“É uma média extraordinária que queríamos manter, queríamos conseguir continuar a dar resposta ao “elan” já criado pelo centro”, disse João Branco.

Museu Berardo nas mãos de Soares

Joe Berardo

Como o SOL noticiou em novembro, o programa de governo do PS prevê a manutenção da coleção em Portugal, cabendo agora a João Soares assegurar junto do comendador as condições para que isso se concretize. E, ainda que seja cumprido esse ponto do programa socialista, não é claro  se as obras continuam em exposição no CCB ou se vão para outro local.

Ano Bosch (mas não por cá)

O 500.º aniversário da morte de Hyeronimus Bosch será celebrado com um extenso programa na sua cidade natal de Hertogenbosch, no sul da Holanda, com música dança, teatro, circo e outras atividades. O ponto alto será no entanto uma exposição que juntará um número nunca antes atingido de obras do mestre:  20 pinturas, 19 desenhos, vários trípticos e painéis.

Mais perto, em Madrid, o Museu do Prado também realiza uma exposição comemorativa do centenário. A mostra conta com empréstimos de instituições de toda a Europa, incluindo do Museu Nacional de Arte Antiga, que cederá a título excepcional o tríptico As Tentações de Santo Antão.

Ainda no capítulo das exposições temporárias, destaque para Serralves, que recebe Wolfgang Tillmans: No Limiar da Visibilidade, com obras do influente fotógrafo alemão de 1995 à atualidade.

Museus faraónicos

Lá fora, aguarda-se a reabertura  do Museu de Arte Moderna de São Francisco (EUA), prevista para Maio. O edifício original, da autoria de Mario Botta, recebeu um acrescento de dez andares, o que faz dele o maior museu dedicado à arte contemporânea nos Estados Unidos.

Em Londres, a Tate Modern também vê o seu espaço expositivo crescer de forma substancial, com uma torre desenhada pela firma Herzog e De Meuron que atinge os mesmos 99 metros de altura da icónica chaminé da central elétrica dos anos 50 (convertida em museu pelos mesmos arquitetos). A inauguração está prevista para junho.

E, no que toca a grandes museus, espera-se ainda a abertura do Louvre Abu Dhabi, uma parceria entre aquele emirato e a instituição francesa. O novo espaço exibirá obras de arte moderna de nomes como Picasso, Gauguin ou Paul Klee.

Marisa Matias recebe cartas de apoio de personalidades da cultura

Marisa Matias

Sérgio Godinho salienta o que considera serem “as qualidades” de Marisa Matias: um “olhar atento aos outros, muitas provas dadas em palcos europeus, viagens a territórios e países difíceis e complicados, sempre para perceber e agir em consequência”. Para o músico, Marisa Matias “é de confiança, pratica-a na política e na vida”.

A candidata que, em 2011, foi eleita por voto secreto eurodeputada do ano na área da saúde, acumula várias funções no âmbito do cargo que ocupa desde 2009. Anda por toda a Europa. O trabalho leva-a ainda ao Líbano, à Síria, à Jordânia, ao Egipto.

Na carta que também escreveu, o dramaturgo e romancista Abel Neves escolhe o narrador de um dos contos de Adélia Prado, no livro Solte os cachorros, para expressar o seu apoio. Diz esse narrador: “Eu, se fosse governo (…) escolhia pra meus ajudantes só gente que tivesse duas coisinhas à-toa: honestidade e competência.” No caso trata-se da Presidência da República mas, para Abel Neves, o argumento mantém-se: “Sabemos que a sua arte na política é a de servir os interesses da República e fazê-lo, precisamente, com honestidade e competência.”

Aos elogios à candidata, o dramaturgo junta críticas ao atual Presidente Cavaco Silva. Fala em “dez penosos Invernos mais outros tantos Outonos, Primaveras e Verões”. Numa “sorumbática presença em Belém”, num “ambiente soturno”, num “amigo de falas tristonhas”, “quase sempre dizendo sobre assuntos politicamente relevantes que quase nada podia dizer”. Mais e “pior”: “Cúmplice, na sombra, de uma galeria de jogadores fazendo contorcionismos perigosos na roda da economia e, claro, da política”.

Ora, defende Neves, “Marisa Matias na Presidência da República dará um novo ânimo às práticas da política”. O dramaturgo acredita que dará “voz aos mais urgentes problemas sociais, potenciando os direitos de cidadania, possibilitando a incineração de injustiças, renovando as tão necessárias lavouras da cultura”. Refere também o “excelente trabalho demonstrado e reconhecido no Parlamento Europeu”, o “constante e sério empenho na vida social e académica”.

Aos 39 anos, Marisa Matias já fez limpezas, serviu em bares, cafés, foi secretária da Revista Crítica de Ciências Sociais, ligada ao Centro de Estudos Sociais (dirigido e fundado por Boaventura de Sousa Santos), onde acabaria por ser investigadora. Fez o doutoramento em saúde ambiental e movimentos ambientalistas, na Universidade de Coimbra. Hoje a investigação está suspensa, está em exclusividade no lugar de eurodeputada. Foi dirigente e vice-presidente da Pró-Urbe, Associação Cívica de Coimbra, esteve envolvida em movimentos, como o Juntos pela Cultura, o de luta contra a coincineração ou a Não Te Prives.

Entre outros, a lista de apoiantes inclui ainda Ana Deus, vocalista dos Três Tristes Tigres e ex-Ban; Tó Trips dos Dead Combo; os pianistas Amílcar Vasques-Dias e António Pinho Vargas; a jornalista Diana Andringa; a poeta Ana Luísa Amaral; a escritora Luísa Costa Gomes; o crítico de jazz José Duarte; os atores Pedro Lamares e Rui Spranger; a pintora e escultora Margarida Lagarto. Há ainda duas apresentadoras de televisão: Rita Ferro Rodrigues e Iva Domingues. E o presidente do Sindicato dos Trabalhadores dos Impostos, Paulo Ralha.

‘Rituais com Máscaras em Portugal’ explica tradições de 11 municípios

Estes primeiros volumes são dedicados a Lamego, Mira, Miranda do Douro e Mogadouro.

As edições são em português e inglês, mas o de Miranda do Douro inclui também o idioma mirandês.

A coletânea é resultado de “um intenso trabalho” de recolha e pesquisa e os primeiros quatro a volumes são da autoria de Amândio de Castro Lourenço e Elisa Martins Alves (Lamego), Elisa Martins Alves (Mira), Antero Neto (Mogadouro) e Alfredo Cameirão e Mário Correia (Miranda do Douro).

Em declarações à agência Lusa, Hélder Ferreira, da Progestur, entidade responsável pela coleção, disse que há bastante trabalho sobre a máscara na vertente antropológica e etnográfica, mas pouco sobre a intensidade como a mascara é hoje vivida.

“Agora vamos trabalhar os rituais da máscara de uma forma mais científica e mais académica, retratando a importância que as festas dos mascarados têm nas suas comunidades”, explicou o também investigador da máscara ibérica.

Os Caretos de Podence (município de Macedo de Cavaleiros), os Cardadores de Ílhavo, a Bugiada (município de Valongo) ou os Caretos, Máscaros e Diabos de Vinhais, ou Cavalhadas da Ribeira Grande, em São Miguel, nos Açores são algumas tradições a abordar na coleção dos “Rituais com Máscaras em Portugal”.

No decurso do evento de quinta-feira no Museu Nacional de Arqueologia será ainda apresentada a Rota das Máscaras, fruto de uma parceira entre a Progestur e a Fundação Inatel, que se traduz “numa oferta turístico-cultural”, dando a conhecer não só as festas, “mas também a gastronomia, património cultural material e imaterial e paisagens, entre muitas outras atrações dos municípios envolvidos”.

Nas suas declarações, Hélder Ferreira assinalou ainda outras iniciativas para colocar a máscara no centro das atenções, como o Festival da Mascara Ibérica, que anualmente se realiza na Baixa de Lisboa, que tem sido uma forma importante de dar a conhecer estes rituais tão ancestrais.

Idanha-a-Nova preside à Comissão da Cultura do Clube de Estrasburgo

Idanha-a-Nova vista de cima

“Com a liderança da comissão da cultura [Clube de Estrasburgo], o município irá ter um papel ativo em iniciativas de cooperação, no fomento de intercâmbios, na implementação de projetos conjuntos e na exploração de oportunidades que possam surgir da União Europeia”, refere em comunicado o presidente da Câmara de Idanha-a-Nova, Armindo Jacinto.

Idanha-a-Nova, no distrito de Castelo Branco, é a única localidade portuguesa membro do Clube de Estrasburgo.

“Foi convidada a integrar esta associação devido ao seu dinamismo cultural e à riqueza do património etnográfico, traduzidos numa oferta de excelência de eventos culturais”, sublinha o autarca.

O Clube de Estrasburgo, para além da cultura, integra outras áreas de intervenção, nomeadamente na educação, social e da economia verde.

Segundo Armindo Jacinto, a Comissão da Cultura do Clube de Estrasburgo deverá reunir-se no próximo ano, na vila de Idanha-a-Nova.

Museu da Marinha em Faro, uma montra da cultura do mar, está fechado há seis meses

Museu Marítimo Almirante Ramalhe Ortigão

O Museu Marítimo almirante Ramalho Ortigão, em Faro, reabre até final do ano após seis meses de encerramento. O espaço museológico, quase desconhecido pelos algarvios, sofreu um incêndio mas o espólio não foi afetado. Os visitantes, cerca de 3 mil por ano, são sobretudo estrangeiros que procuram conhecer as artes da pesca, que ali estão expostas, bem como outros elementos da identidade cultural de uma região que se virou para o turismo e desvalorizou o passado e a memória.

O comandante da Zona Marítima da Sul, Paulo Isabel, lamenta, mas não se surpreende com o facto dos “algarvios quase não conhecerem o museu”. À fraca divulgação e à ausência de um acompanhamento técnico e científico, admite, junta-se o facto de ter a gestão dependente de uma estrutura militar, vocacionada para outras áreas. Situa-se no edifício da capitania de Faro, junto à doca, mas só lá vai quem o procura por interesse específico ou os visitantes estrangeiros em busca da identidade da região. “Nas reuniões com as entidades locais, defendi que este museu deveria ser instalado num espaço próprio, pois não é bem esta a nossa vocação”, diz o comandante Paulo Isabel. O oficial da marinha, que por inerência é diretor do museu, justifica: “Ao fim-de-semana, por exemplo, não temos capacidade para ter o museu aberto”. As entradas têm o preço simbólico de um euro.

Deste museu criado em 1889 – o mais antigo do Algarve – destaca-se uma colecção de modelos de redes, aparelhos e barcos de pesca, mandados construir pelo hidrógrafo António Baldaque da Silva. Por outro lado, é de realçar, também, o material de bordo e quadros a óleo representando peixes, moluscos e crustáceos. Mas é uma maquete sobre uma antiga armação de atum que sobressai do conjunto das peças expostas.

No passado mês de Maio, um incêndio que deflagrou no primeiro andar do edifício da capitania, acabou por lançar fumo em todo o espaço museológico, obrigando ao seu encerramento. Porém, a estrutura militar continuou operacional. Os trabalhos de recuperação, já adjudicados, vão custar cerca de 50 mil euros. A biblioteca científica de Sebastião José da Costa, cujos vidros das janelas rebentaram na sequência do calor produzido pelas chamas, não foi afetada, mas só agora é que vai ser limpa e reaberta ao público. O incêndio, ocorrido durante a noite, foi detetado pelo pessoal militar que fazia a ronda ao edifício. O alarme foi dado pelo som dos vidros a estilhaçar. Ao abrirem as portas, soltou-se o fumo negro e espesso acumulado no interior, e a entrada só possível depois da intervenção dos bombeiros.

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