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Nenhum de nós é igual até que todos nós sejamos iguais

“Uma em cada três mulheres em todo o mundo sofrerá violência física e / ou sexual durante a sua vida, e quase um terço das raparigas em alguns países em desenvolvimento são casadas aos 15 anos de idade”.

Com este vídeo “incrivelmente poderoso” os dois grupos de campanha pedem que as pessoas tomem medidas contra o sexismo global.

“Pobreza é sexista” é o nome do vídeo e pretende transmitir a ideia de que as mulheres de todas as idades têm ouvido “não” um pouco por todo o mundo, todos os dias. 

Vários cenários são apresentados: uma menina que nasce com a conotação negativa de “não” ser um menino, uma criança que lhe é dito que não pode concentrar-se nos seus próprios interesses, e uma menina forçada a um casamento arranjado.

Cada cena é baseada num aspeto diferente que as mulheres enfrentam na sociedade de hoje. “Você não precisa ser uma menina em Uganda para entender o que significaria ser retida na escola por estar com o período”, explica o diretor criativo do ONE, Meagan Bond.

“Nenhum de nós é igual, até que todos nós sejamos iguais” e é pedido às pessoas que tomem uma posição.

Fonte: Independent

Homens ganham mais do que mulheres em quase todo o país

Celebrou-se ontem o Dia Internacional da Mulher. Mas apesar de todas as conquistas há discrepâncias que persistem, nomeadamente a nível salarial.

Os últimos dados do Ministério da Segurança Social e Trabalho disponíveis no sistema de geomarketing Sales Index da Marktest e na sua aplicação web Municípios Online são relativos ao ano 2012.

Nessa altura, Alcochete era o concelho em que os homens levavam mais dinheiro para casa no final do mês (2.733 euros em média), sendo também o que regista uma maior discrepância (1.832 euros), já que as mulheres se ficavam pelos 902 euros mensais.

Nos lugares seguintes da tabela estavam Vila do Porto e Sines, exatamente com as mesmas características.

A média nacional mostra que, nos 308 concelhos nacionais, os homens tinham salários médios de 1.213 euros e as mulheres de 957 euros. Só quatro municípios são exceção nesta matéria.

Em Mértola, mostram os dados divulgados pela Marktest, as mulheres ganham em média mais 58,50 euros do que os homens. O valor desce para os 39,50 euros em Figueira de Castelo Rodrigo, os nove euros em Alfândega da Fé e os 3,20 euros em Castanheira de Pêra.

Diretora-geral do FMI prevê crescimento “dececionante e desigual” em 2016

Christine Lagarde

Num artigo de opinião publicado hoje pelo jornal económico alemão Handelsblatt, Christine Lagarde justificou a sua apreensão com o arrefecimento da economia chinesa, o aumento das taxas de juro nos Estados Unidos, a fragilidade no sistema financeiro de numerosos países e os problemas com a baixa do preço do petróleo, sobretudo para os países produtores.

“Tudo isto significa que o crescimento em 2016 será dececionante e desigual”, sustentou a diretora-geral do FMI.

Lagarde prevê que “as perspetivas a médio prazo serão igualmente sombrias, atendendo à fraca produtividade, à população envelhecida e à continuação da crise financeira mundial, que trava o crescimento”.

A mudança de postura do banco central norte-americano (Fed), que em meados de dezembro pôs fim à era das taxas zero, aumentou o preço do dinheiro, merece uma atenção particular da ex-ministra francesa no artigo publicado no jornal alemão.

“A Fed está a fazer um exercício de equilibrismo: normalizar as taxas de juro e, ao mesmo tempo, afastar o risco de disfunção nos mercados financeiros”, argumentou.

De uma forma geral, mesmo fora do círculo das nações desenvolvidas, “os países estão mais bem preparados para lidar com o aumento das taxas de juro”, considerou.

“Muitos países endividaram-se, uma parte considerável dos quais em dólares”, recordou Christine Lagarde, advertindo que “as taxas de juro em alta e um dólar mais forte podem conduzir a um incumprimento de pagamentos por parte das empresas, que se pode propagar perigosamente aos bancos e aos Estados”.

Portugal líder na desigualdade entre os países desenvolvidos

Bandeira de Portugal

O relatório, publicado esta terça-feira, analisa a questão da desigualdade utilizando diversos indicadores que vão da simples distribuição de rendimentos até à forma como são fornecidos os serviços de saúde, passando pela desigualdade de género.

Portugal, que entre os 20 países estudados fica em quarto no índice de Gini (o indicador que mede a desigualdade do rendimento), sobe para a liderança do indicador mais amplo calculado pelo Morgan Stanley ultrapassando os Estados Unidos e outros países do sul da Europa.

Em segundo lugar no indicador de desigualdade, surge a Itália, seguida da Grécia, Espanha e Estados Unidos. Nos últimos lugares, os países com níveis de desigualdade mais baixos são, como habitualmente, os nórdicos, com a Noruega, Suécia e Finlândia a destacarem-se.

Portugal fica com o nível mais alto de desigualdade nos cálculos do banco norte-americano pelo facto de obter classificações negativas em praticamente quase todas as componentes do índice.

No índice de Gini, que mede a desigualdade na distribuição do rendimento, Portugal apresenta o quarto valor mais elevado, o que corresponde a mais desigualdade. Entre os 20 países analisados, é superado pelos Estados Unidos (que lideram), o Reino Unido e a Grécia.

Depois, quando se olha para a dispersão salarial, que leva em conta factores como a variação real dos salários ou a desigualdade de género, fica novamente em quarto lugar.

Mais um quarto lugar é registado quando se olha para a forma como são fornecidos os serviços de saúde à população.

A pior classificação surge quando se analisa o acesso à economia digital. Aqui Portugal surge como o terceiro país mais desigual, ficando apenas atrás da Itália e da Grécia.

Por fim, no que diz respeito à inclusão no mercado de trabalho, onde se levam em conta factores como o desemprego jovem, o trabalho parcial involuntário ou o desemprego dos mais qualificados, Portugal está a meio da tabela, em 10º.

Os relatórios do banco de investimento Morgan Stanley são geralmente destinados a investidores nos mercados financeiros, que à primeira vista não teriam um grande incentivo a preocuparem-se com questões como a desigualdade.

Os autores do estudo, contudo, tentam contrariar esta ideia, afirmando que “embora a desigualdade não seja um assunto tipicamente discutido entre os participantes dos mercados financeiros, ela conta para as suas decisões de investimento”. Isso é explicado, defendem os autores do estudo, pelo facto de “a desigualdade altera a distribuição do consumo e das poupanças, assim como da alocação dos recursos”.

Além disso, diz o relatório, “a desigualdade pode ser perigosa se se tornar permanente”. “Se a distribuição é demasiado desigual ao longo do tempo, com uma diferença crescente e persistente entre os que estão no topo e na base da escala, impede a participação generalizada nos ganhos de bem-estar com o crescimento e, a prazo, arrisca-se a corroer a estrutura económica e social de um país”, diz o banco, que alerta para a possibilidade de ocorrência de “disrupções nos modelos de negócios e no consenso social, conduzindo a erros de política”.

Vários economistas têm assinalado, nos últimos anos, a ocorrência de um agravamento dos níveis de desigualdade dentro dos países desenvolvidos. O relatório do Morgan Stanley confirma também esse fenómeno, destacando os EUA e os países do Sul da Europa como Portugal como aqueles em que a desigualdade é mais persistente.

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