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Novo Banco suspende despedimento coletivo

A informação está a ser avançada pela RTP3. A administração do Novo Banco voltou atrás e suspendeu o despedimento coletivo anunciado há dias.

Num comunicado interno dirigido aos funcionários do banco, no final de fevereiro, a administração liderada por Eduardo Stock da Cunha anunciou que o banco teria de “reduzir em 2016 cerca de 1.000 postos de trabalho, sendo suposto que 500 sejam através do recurso a um despedimento coletivo”.

À data desta comunicação, a administração justificou que “o esforço que tem vindo a ser desenvolvido nos últimos meses, nomeadamente por via de reformas antecipadas, irá permitir limitar o esforço de redução de colaboradores ainda por concretizar para um número não superior a 500” e não 1.000 como inicialmente avançado.

Em comunicado, a Comissão de Trabalhadores do Novo Banco revela que o despedimento coletivo vai ser substuituído por um processo de rescisões por mútuo acordo. O despedimento previsto de 1.000 trabalhadores passa assim a ser feito unicamente por negciação direta entre banco e funcionários.

O Economia ao Minuto contactou todos os sindicatos representados na Comissão de Trabalhadores do Novo Banco, mas até agora não foi possível obter qualquer esclarecimento adicional. O próprio Novo Banco não avançou também qualquer detalhe sobre o processo.

Bombardier despede 7.000 pessoas

O fabricante de aeronaves ficou aquém da previsão dos analistas nos lucros do quarto trimestre e a decisão tomada implicará custos até 300 milhões de dólares, cerca de 270 milhões de euros.

As receitas da Bombardier baixaram 16% para 5,02 mil milhões de dólares, abaixo dos 5,5 mil milhões apontados em média pelos analistas.

Alain Bellemare, designado CEO da empresa há um ano, com o mandato para repor a rentabilidade, tem em mãos a missão de eliminar o excesso de custos e os atrasos no programa do avião da Série C, orçado em quase cinco mil milhões de euros. No último trimestre de 2015, a Bombardier chegou a acordo para venda de activos que rondam os 2,2 mil milhões de euros.

A companhia procura assegurar financiamento do governo federal do Canadá, depois de ter já garantido um investimento na casa dos 900 milhões de euros da parte da província do Quebec, destinados à Série C. Com a companhia aérea Air Canada, assinou uma carta de intenções para venda de uma frota de pelo menos 45 aviões deste modelo, negócio avaliado em quase 3,5 mil milhões de euros.

Na semana passada, a Bombardier concluiu a venda de 30% da sua unidade ferroviária, por mais de 1,3 mil milhões, ao fundo de pensões público do Quebec.

O anúncio da Bombardier acontece depois de também a Shell e a General Electric terem comunicado fortes cortes na folha de pagamentos dos próximos anos. A petrolífera vai despedir 10.000 pessoas, enquanto a GE promete cortar 6.500 postos de trabalho.

Soares da Costa diz que despedimento coletivo é para preservar 80% dos empregos

“Não estou a despedir aproximadamente 20% (um pouco menos), estou a fazer tudo para preservar mais de 80% dos postos de trabalho da Soares da Costa, esta é que é a perspetiva”, disse Joaquim Fitas, à agência Lusa, depois da construtora ter anunciado, numa carta enviada à Comissão de Trabalhadores na quarta-feira, que vai abrir um processo de despedimento coletivo de cerca de 500 funcionários.

O presidente executivo adiantou que este ajustamento “é suficiente para salvaguardar o grupo e o equilíbrio das contas”, afirmando que o despedimento coletivo “não é uma decisão fácil”, mas também que não existe alternativa, já que a construtora acumulava prejuízos anuais superiores a 60 milhões de euros, o volume de negócios caía cerca de 30%, além dos cerca de 300 trabalhadores que estão em casa em inatividade.

“Não é uma decisão fácil, nem para quem a toma nem para o conjunto de pessoas que acabam por decidir que a estratégia tem de ser esta, até porque quando se diminui o número de postos de trabalho diminui-se também a capacidade de uma empresa gerar valor para os acionistas”, sustentou, acrescentando que os 500 “é o valor máximo estimado” e que a empresa fará “os possíveis para que o se o número puder ser inferior assim venha a acontecer”.

O processo de despedimento coletivo deverá ficar concluído no final do primeiro trimestre de 2016 e já teve início com o pedido de parecer e depois a apresentação do desenho final.

“Estamos a fazer o despedimento coletivo respeitando integralmente alínea a alínea do articulado legal. [O processo] tem de ter os fundamentos associados à decisão, o quadro de pessoal inicial e final, as saídas previstas, os critérios porque se decidiu reduzir determinadas categorias profissionais e os critérios de seleção das pessoas propostas para despimento coletivo”, explicou.

Além disso, terá ainda de conter uma explicação detalhada da forma de cálculo da compensação financeira associada a esse despedimento coletivo. A última fase é a da negociação com as pessoas, sendo dada a oportunidade aos trabalhadores envolvidos de negociarem com a empresa dalgumas questões específicas.

Joaquim Fitas explicou ainda que entre 60 a 65% dos trabalhadores em causa pertencem ao efetivo de Portugal, sendo os restantes de Angola, Moçambique, Brasil e São Tomé e Príncipe.

No entanto, Joaquim Fitas esclarece que este número surge como ” enviesado”, explicando que o regresso por inatividade faz com que as pessoas passem a cair no centro de custos localizado em Portugal e que as cerca de 300 pessoas que a atual gestão já encontrou em casa, já estavam no centro de custos nacional.

“Em 2015, quando cheguei à gestão desta empresa havia pessoas que estavam em casa há mais de um ano já. A empresa estava a pagar a centenas de pessoas em casa, porque não tinha trabalho para lhes dar. Isto é absolutamente insustentável e toda a gente sabia disto e toda a gente fazia de conta que não sabia”, afirmou.

Joaquim Fitas considera que “isto não é uma situação que tenha acontecido agora com a crise do petróleo em Angola” e reforça que “não é um tema de mercado, é um tema de gestão”.

O gestor lembrou que a empresa já tinha feito “uma intervenção muito pesada, muito forte, mesmo violenta ao nível dos custos”, que permitiu reduzir 30% dos custos de estrutura, sem tocar na massa salarial.

“Mas agora teve de ser”, disse, explicando que a empresa tem salários em atraso ao todo de três meses em relação aos trabalhadores em Angola e um atraso parcial de salários em Portugal, já que nem sequer passou um mês.

Sobre a greve que os trabalhadores da Soares da Costa fizeram hoje junto aos estaleiros da empresa em Vila Nova de Gaia, disse: “Temos estado a pagar a prestações o salário que devia ter sido pago no dia 05 de dezembro. Só ficamos em incumprimento quanto às datas do pagamento do subsídio de Natal esta semana e hoje já temos uma greve à porta”.

O responsável disse ainda que “o pré-aviso que foi reativado anteontem [terça-feira]” e que na quarta-feira “ninguém esteve disponível” para falar com ele pessoalmente.

José Mourinho despedido do Chelsea

José Mourinho

Esta é a segunda vez que o Special One sai pela “porta pequena” de Stamford Bridge, ele que em 2007 foi demitido por Roman Abramovich.

Tudo indica que o sucessor será o espanhol Juande Ramos, antigo treinador de Sevilha, Real Madrid e Tottenham, que neste momento se encontra desempregado. O Chelsea, porém, para já não faz comentários.

Em comunicado, o Chelsea informou que “Mourinho e a direção concordaram que os resultados não estavam a ser bons o suficiente nesta temporada e que o melhor seria seguir caminhos separados”.

“O clube quer deixar claro que José Mourinho deixa o clube a bem, e que vai sempre permanecer adorado, respeitado e como figura significativa no Chelsea. Será sempre bem-vindo a Stamford Bridge”, informa o Chelsea.

Com José Mourinho saem igualmente os seus adjuntos portugueses – Rui Faria, José Morais e Silvino Louro.

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