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Volkswagen vai cortar 30 mil postos de trabalho até 2020

A Volkswagen anunciou hoje o despedimento de 30 mil trabalhadores, em todo o mundo, 23 mil dos quais na Alemanha, no quadro de um plano de recuperação e de desenvolvimento dos veículos eléctricos.

Herbert Diess, responsável máximo da empresa, disse nesta quinta-feira, em conferência de imprensa, em Wolfsburg, que a supressão de 23 mil postos de trabalho vai atingir as fábricas da Alemanha durante os próximos quatro anos. Os restantes sete mil trabalhadores vão ser despedidos no resto do mundo, mas os locais não foram especificados.

Segundo a Volkswagen, a medida vai conseguir uma poupança de 3,7 mil milhões de euros por ano, até 2020.

Esta medida é tomada um ano depois de rebentar o escândalo das emissões fraudulentas.

Fonte da Autoeuropa em Portugal disse à Lusa que as comissões de trabalhadores da Volkswagen a nível mundial vão reunir-se na Alemanha entre os próximos dias 5 e 8 de Dezembro. A questão dos despedimentos vai “naturalmente” ser analisada durante as reuniões dos trabalhadores que, depois, “tal como previsto”, devem reunir-se com a administração da empresa, disse a mesma fonte.

Quase 500 despedimentos por cortes no financiamento a colégios

Para o diretor executivo da Associação de Estabelecimentos de Ensino Particular e Cooperativo (AEEP) os números permitiram tirar conclusões sobre o universo dos colégios e antever as consequências a nível nacional de decisão de cortar, a partir deste ano letivo, o número de turmas financiadas pelo Estado em colégios particulares.

As respostas obtidas pelo inquérito da AEEP revelam que 313 professores já perderam o emprego, um cenário que se pode estender aos 814 docentes se, até ao final do ano letivo, a medida decida pelo Ministério da Educação não for revertida. A decisão do Governo era a de não financiar a abertura de novas turmas em início de ciclo, mas de permitir que os alunos matriculados permanecessem na escola que frequentam até ao final do ciclo em que estão inscritos.

Em relação aos funcionários não docentes, 167 já foram despedidos e o número poderá chegar aos 525 até ao final do ano letivo.

Segundo cálculos da AEEP, estes despedimentos podem representar, em indeminizações, cerca de 45,3 milhões de euros.

Com a quebra no financiamento do Estado, cerca de 10 mil alunos foram transferidos dos colégios para as escolas públicas.

O inquérito realizado pela AEEP revelou ainda que este ano letivo há 70 turmas, que representam cerca de 1.600 alunos, financiadas pelos pais dos estudantes e 87, que abrangem perto de 2.000 alunos, que estão a ser financiados pelos próprios colégios.Corte torna inviável continuação de projetos
Para Rodrigo Queiroz e Melo, diretor executivo da AEEP, “o grande problema é que o Governo ao não permitir turmas de início de ciclo leva a que os colégios privados percam 30 por cento do financiamento estatal este ano e no próximo ano, como a turma de início de ciclo não progrediu para o ano seguinte, perdem outros 30 por cento”.

“O corte de início de ciclos torna inviável a continuação dos projetos”, afirmou numa entrevista na RTP.

Segundo Rodrigo Queiroz e Melo, “houve colégios que conseguiram, muito coordenados com os seus trabalhadores, dizer nós vamos arrancar o ano letivo recebendo os alunos em gratuidade, pois temos expetativa e muita esperança que os tribunais nos deem razão nas providências cautelares”.

“Temos 70 novas turmas daquelas que o Ministério dizia que não estão cobertas pelo contrato, e portanto não financia, e que nós sempre dissemos que estão cobertas pelo contrato. E portanto, nós temos a obrigação de receber os alunos e iniciar o ano”.

No entanto, “houve outro grupo de colégios que não abriram turmas em gratuidade e abriram turmas com os pais, que puderam e quiseram, a suportar o custo do ensino dos filhos”, acrescentou o diretor executivo da AEEP.
Colégios privados contestam em tribunal
Cinco escolas privadas já contestaram em Tribunal a perda dos contratos de associação com o Estado.

O diretor executivo da Associação de Estabelecimentos de Ensino Particular e Cooperativo revela que, até ao fim desta semana, mais 15 providências cautelares devem entrar nos tribunais administrativos e fiscais.

O investimento máximo do Ministério nestas escolas será de quase 22 milhões de euros, este ano letivo. No ano anterior chegou aos 53 milhões.
Fenprof recorda que há 20 mil professores no desemprego

O secretário-geral da Fenprof considerou que o despedimento de 313 professores nas escolas privadas é uma “consequência negativa” dos cortes no financiamento do Estado, mas lembrou que em todo o país existem mais de 20 mil docentes desempregados.

“Estes despedimentos são uma consequência má, negativa, mas lógica e natural de um desrespeito pela lei, pela Constituição da República, que se arrastou durante anos e que os governos anteriores alimentaram durante todo este tempo”, afirmou à Lusa o secretário-geral da Fenprof.

Mário Nogueira frisou que os estabelecimentos privados estavam a ser “financiados com dinheiro público, estavam a viver de forma ilegal”, em espaços onde as escolas públicas existiam com recursos e respostas.

“A AEEP devia começar era por apurar quantos professores foram despedidos de há dois anos para cá por causa do aumento em 20% do horário de trabalho. A AEEP impôs um contrato coletivo de trabalho de tal ordem negativo para os professores, e que a Fenprof não subscreveu, que levou ao despedimento de centenas de docentes”, sustentou.
FNE lamenta despedimentos
João Dias da Silva, secretário-geral da Federação Nacional de Professores, lamentou a existência de 313 docentes como “consequência natural” da quebra de financiamento do Estado a turmas nos colégios privados.

“Tanto quanto sei, o encerramento de escolas da zona Norte e Centro significa que todos os trabalhadores acabam por ir para o desemprego. Estas situações representam o efeito da decisão tomada pelo governo de retirar o financiamento. Não estou aqui a discutir a validade de decisão, pois os tribunais estão a apreciar as diferentes situações”, afirmou João Dias da Silva à Lusa.

Portway avança com despedimento coletivo de 83 trabalhadores em vez de 256

A Portway vai avançar com o despedimento coletivo de 83 trabalhadores do ‘handling’ (assistência nos aeroportos), em vez dos 256 previstos no início do processo, depois de 173 trabalhadores terem aceitado medidas alternativas ou terem rescindido voluntariamente.

Na carta enviada aos 83 trabalhadores, a que a Lusa teve acesso, o presidente da Portway, Jorge Ponce Leão, afirma que a poupança decorrente da decisão de despedimento fica “ainda assim aquém da redução de custos estimada aquando da instauração do presente processo de despedimento coletivo”, em cerca de 1,2 milhões de euros em três anos (até 2019).

“Tendo por finalidade a preservação do maior número possível de postos de trabalho, a Portway decide proceder ao despedimento de 83 trabalhadores, os quais correspondem aos trabalhadores que não manifestaram, de forma expressa, intenção de aderir à medida alternativa ao despedimento”, lê-se na carta, que refere que o despedimento destes 83 trabalhadores representa uma poupança para empresa de 7,3 milhões de euros até 2019.

A Portway apresentou aos trabalhadores abrangidos pelo despedimento quatro medidas alternativas – entre elas o congelamento salarial durante dois anos e a aceitação de um período normal de trabalho salarial de 38 horas – que foram aceites por 161 trabalhadores e que assim ficaram de fora deste processo, segundo relata a carta enviada aos trabalhadores.

Isto depois da empresa de ‘handling’ ter fechado, em 29 de junho, um Acordo de Empresa, com três sindicatos do setor – Sindicato Democrático dos Trabalhadores dos Aeroportos e Aviação, Sindicato Nacional dos Trabalhadores da Aviação Civil e Sindicato dos Técnicos de Handling de Aeroportos) – , cujos associados ficaram automaticamente excluídos do despedimento coletivo.

De fora, ficaram o Sindicato dos Trabalhadores da Aviação e Aeroportos (SITAVA) e o Sindicato dos Trabalhadores da Marinha Mercante, Agências de Viagem, Transitários e Pesca.

Já os trabalhadores não sindicalizados ou que integram os dois sindicatos que ficaram de fora deste acordo tinham que subscrever individualmente as quatro medidas alternativas para evitarem o despedimento.

“Cada trabalhador vai decidir o seu próprio futuro”, afirmou Jorge Ponce de Leão, quando foi anunciada esta possibilidade, referindo-se ao despedimento coletivo, anunciado em março, que foi então justificado pelo fim da prestação de serviços de (assistência nos aeroportos) à companhia aérea Ryanair em Faro, Lisboa e Porto, que representava cerca de um terço do volume de negócios da Portway.

Agora, o presidente da Portway estima que adesão dos 161 trabalhadores às propostas alternativas ao desemprego permita reduzir os custos com pessoal desde logo “pelo efeito relevante do congelamento salarial por dois anos e da não progressão automática da carreira profissional, bem como pelas cessações de contratos de trabalho, entretanto, ocorridas”.

A cessação do contrato com os 83 trabalhadores abrangidos acontece a 21 de novembro, refere o documento.

Microsoft vai despedir mais 2.850 trabalhadores

A Microsoft vai despedir mais 2.850 pessoas em todo o mundo, número que se soma aos 1.850 trabalhadores que disse, em maio, que iria despedir e que pertencem à sua unidade de telecomunicações móveis.

O despedimento de cerca de 2.850 trabalhadores que irá realizar em todo o mundo até ao final do próximo exercício fiscal que termina em junho de 2017 é explicado pelo gigante tecnológico em comunicado enviado à Comissão da Bolsa de Valores dos Estados Unidos (em inglês SEC) pela necessidade de uma melhor gestão dos recursos humanos.

“Esta medida vai permitir complementar e reforçar o corte em pessoal da unidade de telecomunicações móveis já anunciado em maio passado”, salienta.

“No quarto trimestre do exercício de 2016, a equipa de gestão aprovou planos de reestruturação que se traduzem em cortes de postos de trabalho, principalmente no negócio dos ‘smartphones’ e na divisão de vendas globais”, esclarece ainda.

O número global de empregos que serão suprimidos com os planos de reestruturação da Microsoft é de 4.700 pessoas, cerca de 4,1% do total dos trabalhadores da multinacional no exercício que terminou a 30 de junho deste ano, que era de 114.000 colaboradores.

A multinacional, para fazer face aos planos de reestruturação, comprometeu uma verba de 501 milhões de dólares (594 milhões de euros) no exercício fiscal de 2016, incluindo dinheiro para despesas de indemnização e outros custos de reorganização.

A Microsoft não espera ter de afetar novas verbas aos planos de reestruturação nos próximos anos.

Parque Industrial da Autoeuropa com 300 postos de trabalho em risco

A Coordenadora das Comissões de Trabalhadores do Parque Industrial da Autoeuropa admite que cerca de 300 trabalhadores estão em risco de perder o emprego devido à quebra de produção naquela fábrica, que se deverá prolongar até meados de 2017.

“De acordo com o levantamento efetuado pelas Organizações Representativas dos Trabalhadores (ORT), as empresas do Parque Industrial poderão vir a despedir, pelo menos, 300 trabalhadores”, disse Daniel Bernardino, da Coordenadora das Comissões de Trabalhadores, à Lusa.

“É uma estimativa confirmada junto das administrações das empresas”, frisou o representante dos trabalhadores, na sequência de uma reunião da Coordenadora das Comissões de Trabalhadores realizada na segunda-feira.

Segundo Daniel Bernardino, há empresas, como a Faurécia, que deverão despedir apenas 20 trabalhadores, quando a expectativa dos próprios trabalhadores apontavam para cerca de 40, mas também há casos em que o número de trabalhadores despedidos deverá ultrapassar largamente as estimativas das Comissões de Trabalhadores, como acontece na Vampro, em que a própria empresa terá admitido que pretende prescindir de cerca de 60 funcionários.

“Teria sido bom que as administrações das empresas do parque industrial se tivessem disponibilizado para reunir com a Coordenadora das Comissões de Trabalhadores, para ouvirem a nossa opinião e conhecer melhor as nossas propostas, mas limitaram-se a dialogar com as Comissões de Trabalhadores de cada uma dessas empresas, o que é perfeitamente legítimo”, disse o sindicalista.

Daniel Bernardino lembrou que a Coordenadora das Comissões de Trabalhadores já solicitou reuniões urgentes com os ministros da Economia e do Trabalho, com o objetivo de encontrar soluções, designadamente na área da formação, que será necessária quando a Autoeuropa começar a produzir um novo modelo, no segundo semestre de 2017.

“Acreditamos que, a exemplo do que fez a própria Autoeuropa, é possível evitar os despedimentos através de um plano de formação, tal como se fez em 2009 com o Programa de Apoio ao Setor Automóvel (PASA), plano esse que viria a ser aplicado a nível nacional”, sublinhou.

A fábrica de automóveis da Autoeuropa, em Palmela, vai reduzir o período laboral de dois para apenas um turno a partir de setembro, mas a empresa conseguiu encontrar soluções, incluindo planos de formação, que permitem evitar despedimentos até ao início de produção do novo modelo atribuído à fábrica de Palmela.

Uma realidade distinta do que poderá vir a acontecer nas outras 13 empresas do parque industrial, com cerca de 1.600 trabalhadores, que, de acordo com as estimativas anunciadas pela Coordenadora das Comissões de Trabalhadores, admitem eliminar, pelo menos temporariamente, cerca de 300 postos de trabalho.

Presidente do Novo Banco diz que despedimento coletivo irá abranger 150 trabalhadores

O presidente do Novo Banco disse no Parlamento que o despedimento coletivo na instituição irá abranger cerca de 150 trabalhadores, uma vez que espera que 350 aceitem sair por rescisões amigáveis.

“O processo de rescisão de mútuo acordo em cima da mesa abrange 350 pessoas em Portugal. Face às respostas, posso dizer que para já o número que terá de ser abrangido pelo despedimento coletivo será no máximo de 150. Se perguntam se estou contente, não. (…) Mas é um alívio”, afirmou Stock da Cunha aos deputados da Comissão de Trabalho e Segurança Social.

O responsável recordou que, segundo o plano de reestruturação acordado entre as autoridades portuguesas e a Comissão Europeia, o Novo Banco tem de reduzir em 1.000 pessoas o número de efetivos e de cortar em 150 milhões de euros os custos operativos.

No entanto, como parte significativa já saiu, nomeadamente através de um programa de reformas antecipadas, e a venda de unidades no estrangeiro implicará também a redução de pessoal, faltam efetivamente sair cerca de 500 colaboradores.

Stock da Cunha fez questão de referir que o número de trabalhadores que sairão em despedimento coletivo será inferior aos números inicialmente referidos publicamente, acrescentando ainda que a instituição está a levar a cabo este processo de redução de efetivos ao mesmo tempo que corta outros custos.

“Antes de cortamos em pessoas, cortamos em gastos supérfluos. O ano passado, os custos do Novo Banco baixaram 13% e os custos com pessoal (excluindo reestruturações) baixaram 8%”, afirmou Stock da Cunha.

Apesar de dizer que este processo de reestruturação foi imposto por Bruxelas, Stock da Cunha afirmou também que o conselho de administração que dirige concorda com ele, uma vez que é “necessário garantir a viabilidade da terceira maior instituição financeira portuguesa”.

O Novo Banco foi criado no início de agosto de 2014 na sequência da resolução do Banco Espírito Santo (BES) como banco de transição, detido na totalidade pelo Fundo de Resolução bancário. Este tem de ser vendido no máximo até agosto de 2017, depois de a Comissão Europeia ter estendido por um ano a data para a sua alienação.

A instituição teve prejuízos de 980,6 milhões de euros em 2015, justificando mais de metade do prejuízo ainda com o ‘legado’ do BES. Quanto ao resultado operacional (antes de impostos, imparidades e provisões), esse foi positivo em 125 milhões de euros em 2015.

Microsoft despede num dos seus projetos mais importantes

Apesar do HoloLens ser atualmente um dos projetos mais importantes dentro da Microsoft isso não impediu que fossem retiradas 60 pessoas do projeto, com 30 delas a serem recolocadas e outras 30 a serem mesmo despedidas.

A notícia está a ser avançada pelo Ynet via Business Insider, que refere que as 60 posições estavam relacionadas com engenharia, nomeadamente produção e design dos óculos. Ao manifestar-se sobre os despedimentos, a Microsoft aponta que se trata de uma “mudança de trabalhos em toda a organização”.

“Fazemos avaliações contínuas das necessidades do nosso negócio e recentemente tomámos decisões que afetam um número de posição num dos nossos grupos. Conforme necessário, estamos a aumentar o investimento em algumas áreas e a reduzir o investimento em outras,” comunicou a Microsoft.

Lloyds de Horta Osório corta mais 945 postos de trabalho

Este corte insere-se no já anunciado plano alargado de redução de 9.000 funcionários até 2017, realçaram os responsáveis da instituição nesta quinta-feira.

As divisões mais afetadas serão a do crédito ao consumidor e banca comercial, risco, finança e recursos humanos. O banco indica pretender realocar algumas destas pessoas a outros sectores, sendo que está a criar 150 novos cargos.

“O Lloyds Banking está comprometido em trabalhar nestas mudanças com cuidado e de forma sensível”, afirmou a instituição num comunicado citado pela Bloomberg. O caminho de corte de custos seguido pela administração de António Horta-Osório tem passado por redução da rede de retalho e venda de ativos, de modo a aumentar lucros e retomar o pagamento de dividendos, ao passo que o Estado britânico, que tomou posição no banco aquando da crise de 2008/9, está a vender a sua participação.

Tal como o Lloyds, também o Royal Bank of Scotland e o Barclays Bank têm procedido a reestruturações das suas operações. Neste último caso, o desinvestimento passou pela venda de operações não ‘core’, como foi o caso de operações em Portugal.

As ações do Lloyds Bank estão hoje a apreciar 1,08%, mas mantêm-se em perda de cerca de 10% face à cotação de há um ano.

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