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Falta mais investigação sobre transmissão da doença do legionário

Graça Freitas comentava à agência Lusa os resultados de um estudo realizado por profissionais de saúde de várias instituições nacionais, que será divulgado hoje na revista New England Journal of Medicine, indicando que a doença dos Legionários poderá ser transmitida pessoa a pessoa.

“Agora vamos ter de continuar a estudar. É um caso pontual e esporádico, que aconteceu uma única vez, aparentemente. Não há motivo para se alertar as pessoas para a infeção de pessoa a pessoa. Agora, se se verificar noutros sítios e se se tornar um padrão, e se existir risco, então alertaremos as pessoas, mas não é o caso agora”, frisou a responsável.

Graça Freitas explicou à Lusa que o caso provável de transmissão pessoa a pessoa ocorreu no contexto do surto que se registou em Vila Franca de Xira entre novembro e dezembro de 2014, provocando a morte de 14 pessoas.

Além das mortes, 400 pessoas foram diagnosticadas com a doença.

“Na sequência do surto, todos os casos foram investigados. Foram feitas por diversas autoridades de saúde e ambientais inquéritos às investigações e exames laboratoriais às pessoas e á água para ver a origem da infeção”, contou.

Segundo a subdiretora-geral da saúde, os investigadores chegaram à conclusão depois de identificarem na região de saúde do norte, dois casos fatais da doença em familiares, em que um deles não tinha qualquer associação geográfica com Vila Franca de Xira.

“Foram feitas análises laboratoriais e verificou-se que o vírus da pessoa era igual ao dos doentes de Viola Franca de Xira e ao encontrado no ambiente em Vila Franca de Xira”, disse.

Na opinião de Graça Freitas, estes resultados são importantes porque é a primeira vez que se verifica uma possível transmissão da doença do legionário pessoa a pessoa.

“No entanto, este resultado carece de investigação de culturas e do aparecimento de casos noutros locais do mundo. Quero salientar que perante casos de legionela, o objetivo da investigação é encontrar o foco ambiental, aquela que é a origem da doença e que está no ambiente”, salientou.

O estudo, inédito a nível mundial, assinado por 17 coautores, envolveu profissionais de saúde de várias instituições, nomeadamente da Administração Regional de Saúde do Norte e do Instituto Nacional de Saúde doutor Ricardo Jorge.

“Apesar do risco de transmissão pessoa a pessoa da Doença dos Legionários ser certamente muito baixo, as conclusões deste trabalho poderão servir para alertar a comunidade médico-científica para a eventual necessidade de rever as medidas de prevenção e controlo da doença”, refere a Administração Regional de Saúde do Norte (ARS Norte), num comunicado enviado à agência Lusa, a divulgar o estudo e a sua publicação.

A Doença dos Legionários é uma pneumonia que afeta preferencialmente pessoas idosas, fumadoras, imunodeprimidas ou pessoas com doenças crónicas.

A pneumonia provocada pela legionela pode provocar a morte.

Centros de saúde. Horários alargados aliviam urgências

“É a consequência natural das festas natalícias”, refere o secretário de Estado da Saúde. Manuel Delgado explicou ao i que o contacto com a família ajuda a identificar os problemas de saúde que passam despercebidos no resto do ano e justifica: “As urgências estiveram mais cheias nos dias seguintes ao Natal, de 26 a 30, e depois da passagem de ano, de dia 1 até agora.”

Ainda em vésperas de novo ano, o governante tinha mostrado preocupação com alguns hospitais que estariam próximos de “atingir os máximos da sua capacidade de resposta”. Ao i, Manuel Delgado deu como exemplo o caso do Hospital de Santa Maria, em Lisboa, que atendeu mais cem doentes do que é habitual, passando das habituais 500 para 600 observações diárias.

Campanhas

O alargamento dos horários dos centros de saúde foi a medida mais imediata para aliviar a afluência às urgências. Desde o final do ano passado que as habituais 12 horas – das 8h às 20h – foram alargadas, com os centros a fechar às 22h ou meia-noite. Nos feriados e fins de semana, alguns centros de saúde passam a abrir entre as 9h e as 10h, podendo estar em funcionamento até às 14h, 18h ou 24h. O secretário de Estado da Saúde garante que estes horários são para manter até dia 31 de março, “em função da necessidade dos respetivos serviços”.

Apesar de preferir não avançar ainda com números, o secretário de Estado garantiu ao i que tem já dados que o levam a afirmar que a afluência aos centros de saúde aumentou nos últimos dias, “sinónimo de que as pessoas já procuram este serviço antes de irem às urgências”.

Evitar o congestionamento das urgências durante o inverno tem sido, aliás, uma das lutas dos sucessivos governantes que passam pela tutela da saúde. Manuel Delgado já apelou publicamente aos utentes para não se dirigirem imediatamente às urgências, mas que antes telefonem para a Linha Saúde 24, a partir da qual serão “direcionados para o atendimento mais adequado, como o centro de saúde mais próximo da sua residência”.

Evitar o caos

Ainda com o caos que se instalou, no inverno passado, nas urgências como memória muito recente, o governo aposta este ano na prevenção. Recorde-se que pelo menos oito pessoas morreram nas urgências hospitalares em janeiro de 2015, estando alguns dos casos relacionados com a demora no atendimento. Além disso, falta de camas e presença de macas nos corredores eram dois cenários comuns nos hospitais, nas semanas com maior afluência

Este ano, Manuel Delgado garante que existe um plano para as alturas com mais doentes que passa pela contratação de efetivos e abertura de camas em hospitais onde há essa reserva. No entanto, descarta que estas sejam medidas a implementar de imediato. “Ainda não temos nenhuma unidade hospitalar em risco”, assegura, lembrando, no entanto, que não estamos ainda no pico da atividade gripal.

Graça Freitas, da Direção-Geral da Saúde (DGS), confirma ao i que houve um “aumento da procura das urgências nos últimos dias por circulação de vírus”, tratando-se ou não de gripe. A subdiretora da DGS lembra que a atividade gripal em Portugal é mais tardia que no resto da Europa e que este ano vai ocorrer ainda mais tarde. “No ano passado atingimos o pico em dezembro. Este ano isso só vai acontecer ainda este mês ou apenas em fevereiro”, conclui.

Saiba o que é a fibra alimentar e quais os alimentos mais indicados

A fibra alimentar é um conjunto de substâncias existentes nos alimentos de origem vegetal que não podem ser digeridas pelas enzimas do nosso sistema gastrointestinal e que, por isso, não são absorvidas.

Segundo a Direção Geral de Saúde (DGS), as fibras alimentares são “compostos que têm muitos efeitos benéficos no nosso organismo, sendo mesmo essenciais para o normal funcionamento do sistema digestivo”. E dentro do leque de fibras, existem dois tipos que é importante conhecer e saber distinguir.

As fibras solúveis encontram-se maioritariamente nos “frutos, hortícolas, leguminosas e alimentos contendo aveia, cevada ou centeio”. Este tipo de fibras interfere com o tempo de digestão no estômago e no intestino delgado (que se torna mais longo), com a absorção de esteroides prejudicais para a parede intestinal, com a diminuição da quantidade de colesterol absorvida (contribuindo assim para a diminuição dos níveis de colesterol sanguíneos) e com a regulação de hormonas produzidas nas paredes digestivas e no pâncreas, lê-se no site do organismo português.

Já as fibras insolúveis “encontram-se principalmente nas hortaliças e outros hortícolas e nos cereais inteiros e seus derivados integrais (ex. pão escuro, arroz e massas integrais, cereais de pequeno almoço integrais não açucarados, etc.)”. As fibras insolúveis são responsáveis pela atividade do cólon (intestino grosso), uma vez que dão azo ao “aumento do volume e fluidez das fezes”. Estas fibras interferem ainda com o estímulo da motilidade intestinal e são hidrolisadas pelas bactérias da flora intestinal, o que facilita a “proliferação das bactérias não agressivas na flora bacteriana contribuindo para a proteção da parede do cólon”.

Atualmente, a DGS recomenda um consumo diário de pelo menos 25 gramas de fibra, valor que se atinge de fora simples com a ingestão de pão escuro, de mistura ou integral, com a escolha de cereais de pequeno-almoço ricos em fibra e sem adições de açúcar, com a inclusão de fruta nas várias refeições e com a aposta em verduras, legumes e hortaliças às refeições principais.

E, como mostram as imagens acima, não há nada mais fácil do que encontrar alimentos saudáveis e ricos em fibra.

Só 3% dos adultos nunca tiveram problemas de cáries dentárias

O III Estudo Nacional de Prevalência das Doenças Orais, a que a agência Lusa teve acesso, foi realizado em cinco grupos etários representativos da população regional e nacional portuguesa, de acordo com critérios recomendados pela Organização Mundial da Saúde (OMS).

Pela primeira vez foram incluídos grupos etários da população adulta no Estudo Nacional de Prevalência das Doenças Orais, com as crianças, já anteriormente estudadas, a revelarem “melhorias significativas” na sua saúde dentária.

“O grupo dos 35-44 anos é a grande surpresa do estudo nacional. Praticamente todas as pessoas já tiveram contactos com cárie. Só 3% dos adultos em Portugal nunca tiveram problemas de cárie. A partir de uma determinada idade, podemos esperar que todos os portugueses têm ou tiveram problemas relacionados com a saúde dentária”, afirmou em entrevista à agência Lusa o coordenador do Programa da Saúde Oral da Direção-geral da Saúde, Rui Calado.

O estudo identificou uma média de 10,3 dentes com problemas por pessoa, mas concluiu que quase cinco daqueles dentes se encontra já tratados havendo ainda quatro que são dentes perdidos.

“O grande problema é termos um valor muito elevado de dentes perdidos devido a cárie, seguramente porque as pessoas procuram o dentista muito tarde. Mas o acesso a medicina dentária existe e verificou-se, porque dos 10,3 com problemas, só 1,5 estão por tratar”, explicou Rui Calado.

“Aliás, os níveis de adesão, de acesso são novidades para nós. Estávamos à espera de piores níveis de acesso. O que acontece é que as pessoas têm acesso mas procuram os dentistas muito tarde”, acrescentou.

No grupo dos idosos, entre os 65 e os 74 anos, há uma média de 15 dentes doentes por cada pessoa, sendo que 11,5 são dentes já totalmente perdidos, em relação aos quais a única alternativa é a reabilitação através de próteses.

“A única solução é a reabilitação. A forma tem de ser pensada e estudada, porque qualquer conta, por mais ligeira que seja, nos indica que estamos a falar de valores astronómicos, se quisermos fazer uma intervenção pública”, ressalvou o coordenador do Programa de Promoção de Saúde Oral.

Em relação às crianças, a DGS diz ter ficado claro “os ganhos de saúde em função do desenvolvimento do Programa” (que forne os cheques-dentista, entre outras intervenções), com mais de metade das crianças de seis e de 12 anos a estarem totalmente livres de cáries e com todos os dentes saudáveis.

A média de dentes com problemas é de 1,6 nas crianças de seis anos e de 1,2 nas crianças de 12, indicadores que se reduziram para metade quando comparados com o que se encontrou no estudo feito em 2000.

“Temos uma excelente situação de saúde dentária nas crianças até aos 12 anos de idade”, vincou Rui Calado, considerando que a aplicação de selantes promovida pelo Programa de Saúde Oral tem estado a funcionar, bem como os tratamentos realizados através dos cheques-dentista.

O Programa Nacional de Saúde Oral, que tem sido desenvolvido em parceria com a Ordem dos Médicos Dentistas, promove a aplicação de selantes de fissuras em molares permanentes saudáveis em crianças e permite ainda outros tratamentos através de cheques-dentista facultados aos 7, 10, 13 e 15 anos.

Vamos saber com dias de antecedência quando chega o período crítico da gripe

Depois de ter sido ter sido vacinado contra a gripe num dos poucos lares de idosos que ainda pertence à Segurança Social, o Lar de Monte dos Burgos, Eurico Alves  disse acreditar que, este ano, vai ser possível “estar à altura” e evitar que caos nas urgências se repita.  “No ano passado, a afluência foi muito grande e inesperada. Aprendemos com o que aconteceu e estamos focados para que não se repita, estamos a agir agora para não ter que reagir depois”, enfatizou. O secretário de Estado da Segurança Social, Agostinho Branquinho, que acompanhou a visita ao lar de idosos, também se vacinou, tal como o presidente da União das Misericórdias Portuguesas, Manuel Lemos.

Foi desta forma assinalado o lançamento de uma operação de vacinação à escala nacional, que, nas próximas duas semanas, pretende imunizar o máximo possível de “pessoas de risco”, sobretudo as que têm mais de 65 anos e os profissionais de saúde, não só nos lares de idosos mas também na casa daqueles que usufruem de apoio domiciliário. Eurico Castro Alves pediu mesmo aos profissionais de saúde (um dos grupos de risco que menos adere à vacinação habitualmente) que “revelem o seu sentido de responsabilidade e se vacinem”. Atualmente, já há mais de um milhão de pessoas vacinadas.

Mas há outras medidas previstas para dar uma resposta adequada neste Inverno. O  Instituto Nacional de Emergência Médica está preparado  “para colocar macas em qualquer parte do território” e há um acordo com as instituições particulares de solidariedade social (IPSS) “para garantir retaguarda” às pessoas que não necessitam de estar nos hospitais, destacou.

Sem conseguir contabilizar quantos são os casos sociais (pessoas que podiam ter alta clínica mas ficam nos hospitais por não terem apoio familiar), o secretário de Estado da Saúde disse apenas que está  “a trabalhar em conjunto” com as IPSS para que, no “período de surto máximo [de gripe]”, haja resposta adequada. O encaminhamento de alguns casos para os privados, que também está previsto no plano de contingência para o Inverno, será uma situação “limite”. “Estou em crer que não será necessário”, disse.

Além de Manuel Lemos, também estiveram na cerimónia os presidentes da Confederação Nacional das Instituições de Solidariedade, Lino Maia, e da União das Mutualidades Portuguesas, Luís Silva.

O Lar de Monte dos Burgos é gerido pelo Centro Cultural e Desportivo dos Trabalhadores da Segurança Social e alberga 146 idosos.

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