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“Os nossos produtos são suportados por um ambicioso programa de investigação clínica”

A PROCARE HEALTH Portugal assume-se como uma marca focada na saúde e no bem-estar da Mulher e está em Portugal desde março de 2018, fazendo portanto agora um ano em território luso. Que balanço é possível realizar e o que aportaram de positivo ao mercado português?

É com muito orgulho que olhamos para o trabalho desenvolvido no último ano com o lançamento de 3 produtos resultantes da nossa Investigação. Estes produtos constituem opções terapêuticas relevantes na Saúde da Mulher, área de especialização da empresa. Identificámos algumas lacunas terapêuticas e percebemos que poderíamos oferecer soluções novas e/ou mais eficazes. E foi a proposta que fizemos aos profissionais de Saúde e doentes em Portugal, que identificaram a nossa mensagem, com reflexos no crescimento consolidado que obtivemos em 2018.

Sendo uma empresa biotecnológica, como tem vindo a marca a promover a inovação ao nível dos seus produtos?

Os nossos produtos são suportados por um ambicioso programa de investigação clínica. A nossa comunicação assenta em critérios científicos, focados na evidência clínica. Esse posicionamento faz parte do nosso ADN, mas é também uma exigência da comunidade médica e científica. Escolhemos o caminho da Investigação Clínica e sabemos que estamos certos. Mas vamos mais longe, como é exemplo o projeto Cervix-on-a-Chip, em parceria com a UCLA.

No domínio da saúde da Mulher, para que áreas estão mais direcionados ao nível de produtos relacionados com a saúde feminina?

Cada produto foi desenvolvido para uma indicação específica, como a prevenção e tratamento de lesões causadas pelo HPV, o tratamento da disfunção sexual da mulher ou ainda o tratamento de atrofia vaginal, em particular na fase da menopausa. Brevemente iremos lançar novos produtos, reforçando a nossa área da Saúde da Mulher.

Num domínio mais generalista, como analisa o crescimento das Mulheres no âmbito das posições de liderança do universo empresarial? Sente que estamos no caminho de maior igualdade?

Acompanho com orgulho o caminho que as mulheres estão a traçar, em termos sociais e profissionais. Cada vez encontramos mais mulheres em lugares de destaque na sociedade e nas organizações. O número de mulheres em posições de liderança é crescente e sabem que já não precisam de vestir fato escuro e gravata para serem respeitadas e reconhecidas. A mulher de hoje mantém a sua essência feminina, é extraordinariamente segura nas suas posições e enfrenta com tranquilidade as adversidades e obstáculos que se lhe deparam. Eu costumo dizer que as mulheres trouxeram para as Administrações das empresas mais eficácia, diversidade, mais cor e um pensamento disruptivo. Talvez seja resultado do tal sexto sentido.

No seio da PROCARE HEALTH Portugal, de que forma é que perpetuam um sentido igualitário entre Homens e Mulheres? É importante que as empresas também façam o seu papel neste domínio?

Essa é uma não questão na Procare Health Portugal. Não me revejo a fazer contas a quotas ou a colocar entraves à entrada de novos colaboradores com base no género. A minha experiência nas organizações deu-me a conhecer excelentes profissionais, assim como algumas desilusões. Talvez o facto de não ter filtros na forma como lido com as pessoas me tenha ajudado a não ter esse tipo de preocupações. A Procare Health procura os melhores profissionais e as melhores pessoas para fazerem parte do seu projeto, independentemente do seu cromossoma x ou y.

A 8 de Março comemorou-se o Dia Internacional da Mulher. Qual a importância neste domínio e fizeram algo diferente no seio da empresa para “homenagear” as Mulheres da PROCARE HEALTH Portugal?

Nessa data participámos num congresso na área da saúde da mulher. A Procare Health tem um claim corporativo que é: “Respostas para a mulher de hoje”, que leva de forma muito séria. Naturalmente que essas respostas não se encontram num único dia, sendo para nós dia da mulher todos os dias do ano, sem ser um cliché. Direi que felicitámos cada mulher nesse dia de modo mais particular, oferecendo um chocolate para adoçar o dia, mas na essência, dedicamos à mulher a atenção que dedicamos todos os dias.

O que podemos continuar a esperar da PROCARE HEALTH Portugal e que mensagem gostaria de deixar às mulheres portuguesas?

Este é o projeto de vida das pessoas que dele fazem parte. E um projeto de vida só faz sentido se tiver uma dinâmica de progressão. As mulheres portuguesas poderão contar connosco, num espaço onde permanentemente nos desafiamos para oferecer mais e melhores serviços. Hoje vivemos mais e queremos que essa vida seja de qualidade. É fundamental que as mulheres mudem a forma como lidam com o seu corpo., quebrando tabus, partilhando as suas dúvidas. À Mulher foi dada a capacidade de criar outro ser humano. Entre tudo o que a Mulher de Hoje representa, existe, porventura, missão mais nobre do que esta?

Dia Internacional da Mulher comemorado hoje com iniciativas em todo o país

Dados do Eurostat revelam que Portugal foi o país da União Europeia em que o fosso salarial entre homens e mulheres mais cresceu entre 2011 e 2016 (4,6%).

Para assinalar a efeméride, a base de dados estatísticos Pordata destacou treze factos sobre homens e mulheres de Portugal no panorama europeu, entre os quais a escolaridade.

“No âmbito da UE-28, tanto os homens como as mulheres portuguesas ficam mal na fotografia da escolaridade”, referem os dados, sublinhando que, em 2016, 43% de homens e 50,5% de mulheres tinham pelo menos o ensino secundário.

No caso das mulheres, com exceção de Portugal e Malta, em todos os outros países, mais de 60% detém pelo menos o ensino secundário, sublinham os dados.

Nos vários países da UE, a taxa de emprego masculina é sempre superior à feminina. Contudo, há países onde essa diferença é menor, como a Suécia e Finlândia (abaixo de 7 pontos percentuais).

Em sentido oposto, as maiores diferenças são assinaladas em Malta, Itália, Roménia e República Checa (acima de 17 p.p), refere a Pordata, observando que Portugal, com uma diferença da taxa de emprego entre sexos na ordem dos 10 p.p, encontra-se mais próximo do primeiro grupo de países.

Os dados apontam também que, em 2016, Portugal, com 14% de mulheres empregadas a tempo parcial, ocupava o 17º lugar entre os países da UE, “muito distante” de países como a Holanda (77%), Áustria (48%) ou Alemanha (47%).

No caso dos homens, com 10% a trabalhar a tempo parcial, Portugal ocupava o 11º lugar, bem mais próximo dos países que lideram esta lista: Holanda (28%), Dinamarca (19%) e Suécia (15%).

As mulheres vão ser homenageadas em várias iniciativas, como lançamento de livros, palestras, conferências, que irão decorrer em todo o país.

No Estabelecimento Prisional de Tires vai ser lançado o livro “Mãos de esperança”, numa cerimónia promovida pela Direção Geral de Reinserção e Serviços Prisionais, que conta com a presença da ministra da Justiça, Francisca Van Dunem, e a procuradora-geral da República, Joana Marques Vidal.

O livro “Mãos de Esperança” é um projeto fotográfico da mestre Rosa Reis, que congrega 65 fotografias, os anos de vida da cadeia de Tires, que procuram retratar o quotidiano das reclusas através das “suas mãos, de gestos e de ambientes”.

Cinco investigadoras portuguesas e cinco deputados da comissão de Educação e Ciência vão estar à conversa com estudantes do Ensino Secundário dos Liceus Pedro Nunes e Passos Manuel na Academia das Ciências de Lisboa.

Promovida pela Ciência Viva e a Academia das Ciências de Lisboa, a iniciativa pretende homenagear as mulheres cientistas, que representam 45% do total de investigadores em Portugal.

No âmbito das comemorações do 8 de março e dos seus 50 anos, o Movimento Democrático de Mulheres lança o “Vida e Obra de Maria Lamas – atualizar o pensamento, abalar a indiferença”.

Em 1975, as Nações Unidas promoveram o Ano Internacional da Mulher e em 1977 proclamaram o dia 8 de março como o Dia Internacional da Mulher

LUSA

“Sempre me senti respeitada”

Ricardina Andrade

Diretora do Hospital Agostinho Neto, Ricardina Andrade assume-se como uma mulher de força e uma gestora de enorme competência. No sentido de contextualizar o nosso leitor, que análise perpetua da sua carreira?
Diria 16 anos pautada de muita determinação, paixão pelo meu trabalho, aliada à curiosidade para saber e fazer mais, à disciplina para fazer bem e organizar para fazer melhor e à minha vontade de servir à sociedade, contribuindo com algo de bom para a vida das pessoas.
Terminei a minha licenciatura em Psicologia Social e das Organizações em Coimbra em 1998 e tive oportunidade de realizar o estágio numa multinacional da área de gestão de pessoas, em Lisboa, onde tive oportunidade de conhecer, de aprender e de implementar as técnicas de gestão e desenvolvimento dos RH.
A busca pelo autodesenvolvimento tem sido o meu foco, e tenho aproveitado todas as oportunidades para aprender e melhorar o meu desempenho como profissional e como pessoa. Fiz o MBA em Gestão Global com o ISCTE em 2007 e tenho participado em eventos relacionados com as várias áreas de gestão, inclusive via web, para a troca de experiências.
Tive o privilégio de trabalhar e aprender com excelentes líderes, homens e mulheres, que marcaram a minha trajetória profissional. Faço uma análise muito positiva, de muito aprendizado, de muita entrega e também de muita gratidão.

Fazendo um balanço da sua vida profissional, é notório que tem crescido e conquistado o seu espaço de uma forma ímpar. Ser mulher, em algum momento da sua carreira, foi um impeditivo ou colocou algum tipo de entrave à realização de um objetivo?
Nunca. Com exceção do HAN, onde predominam as mulheres, sempre trabalhei em ambientes predominantemente masculinos e sempre me senti respeitada e acolhida.

Celebrar efemérides como o Dia Internacional da Mulher é aplaudir os avanços conquistados no feminino a nível económico, social e político. Contudo, as estatísticas continuam a revelar dados preocupantes de desigualdades. No seu ponto de vista, por que é que estes dados continuam a ser tão alarmantes? O que falta fazer?
Temos que pensar nas mulheres no mundo todo! Faltam, efetivamente, politicas globais focalizadas no empoderamento da mulher. Vejamos: as estatísticas mundiais evidenciam a predominância das mulheres entre os pobres, consequência do desigual acesso às oportunidades que proporcionam ascensões económicas e sociais. Julgo serem necessárias políticas públicas focalizadas no empoderamento da mulher, condição fundamental de mudança da sua posição social, quer em relação a sua consciência, quer em relação aos seus direitos, quer ainda em relação às suas capacidades, possibilitando, dessa forma, a sua autonomia e sua emergência na vida económica e política nas sociedades. Neste particular, o acesso a Educação e à Saúde e Bem-estar são requisitos fundamentais para o empoderamento das mulheres em todas as esferas da sociedade.

O que é, para si, uma Liderança no Feminino?
É uma liderança que responde as demandas do mercado e da sociedade, integradora, resiliente e serena.

Na sua opinião, existe alguma diferença entre uma liderança feminina e masculina?
É importante compreender que homens e mulheres têm diferentes modalidades de aprendizado, interpretação e ação no contexto profissional. A diversidade é complementar, não excludente e a realização do trabalho em conjunto aumenta o desempenho e a concretização de resultados. Penso que, mais importante que a diferença feminina-masculina, devemos pensar nas pessoas, no seu caráter e nas suas competências.

Sente que as mulheres têm de «provar» mais que os homens para singrar no universo da gestão de grandes projetos?  
Até então, nunca tive necessidade de provar mais que os homens.

Quais são as grandes prioridades para si enquanto gestora/diretora do Hospital Agostinho Neto?
Somos a maior estrutura hospitalar do país com a missão de proporcionar o bem-estar à população, prestando os cuidados de alta complexidade com eficiência e qualidade. Temos como visão “Ser (e ser reconhecido como) um Hospital de Referência, a nível nacional e regional, na prestação de cuidados de saúde. A prioridade é fazer com que cada profissional trabalhe para o cumprimento da missão e o alcance da visão, independentemente das hierarquias existentes.

Homens ganham mais do que mulheres em quase todo o país

Celebrou-se ontem o Dia Internacional da Mulher. Mas apesar de todas as conquistas há discrepâncias que persistem, nomeadamente a nível salarial.

Os últimos dados do Ministério da Segurança Social e Trabalho disponíveis no sistema de geomarketing Sales Index da Marktest e na sua aplicação web Municípios Online são relativos ao ano 2012.

Nessa altura, Alcochete era o concelho em que os homens levavam mais dinheiro para casa no final do mês (2.733 euros em média), sendo também o que regista uma maior discrepância (1.832 euros), já que as mulheres se ficavam pelos 902 euros mensais.

Nos lugares seguintes da tabela estavam Vila do Porto e Sines, exatamente com as mesmas características.

A média nacional mostra que, nos 308 concelhos nacionais, os homens tinham salários médios de 1.213 euros e as mulheres de 957 euros. Só quatro municípios são exceção nesta matéria.

Em Mértola, mostram os dados divulgados pela Marktest, as mulheres ganham em média mais 58,50 euros do que os homens. O valor desce para os 39,50 euros em Figueira de Castelo Rodrigo, os nove euros em Alfândega da Fé e os 3,20 euros em Castanheira de Pêra.

O que têm em comum as mulheres e as nações seguras? Obama responde

Barack Obama

Barack Obama utilizou a rede social Twitter para endereçar algumas palavras às mulheres.
O primeiro presidente negro dos Estados Unidos começou por desejar um “feliz dia” às mulheres neste 8 de março e de seguida teceu-lhes rasgados elogios.
“Quando as mulheres são livres para perseguir os seus sonhos, as nações são mais seguras e mais prósperas”, escreveu.
Em pouco mais de meia hora, o tweet de Obama já conta com quase sete mil retweets e 10 mil gostos.

Oito curiosidades sobre o Dia Internacional da Mulher

Apesar da ‘guerra’ estar longe de estar acabada, o progresso feito pelas mulheres desde o primeiro Dia Internacional das Mulheres, em 1908, é impressionante. Tudo começou quando 15 mil mulheres marcharam nas ruas da cidade de Nova Iorque exigindo menos horas de trabalho, um melhor salário e o direito a votar.

1. Nem sempre foi celebrado no dia 8 de março. Nos primeiros cinco anos o Dia Internacional da Mulher era celebrado no dia 28 de fevereiro.

2. O próprio significado deste dia tem evoluído. Começou por sem um protesto massivo organizado por mulheres que procuravam ter melhores condições de trabalho e o direito ao voto. Mas desde aí tem-se tornado num dia de  consciencialização em relação ao progresso da mulher na corrente luta pela igualdade de género. É também um dia para destacar por todo o mundo os assuntos que afetam directamente a mulher.

3. É uma data reconhecida em mais de 25 países. Incluindo países como China, Vietname, Uganda, Afeganistão, Cuba, e Rússia.

4. É feriado oficial em 24 países e na China, na Macedónia, em Madagascar e no Nepal é feriado só para as mulheres.

5. Nos Estados Unidos celebra-se a história da mulher durante todo o mês de março. Foi declarado pelo presidente Barack Obama em 2011.

6. É celebrado também por homens. Apesar de ser um dia criado por mulheres e para mulheres, também muitos homens aproveitam este dia para honrar as lutas das mulheres e assumir os valores do feminismo.

7. Desde 1996, a ONU atribui um tema especial ao Dia Internacional da Mulher. Este ano é ‘Planeta 50-50 em 2030: Um passo decisivo pela igualdade de géneros’.

8. Em países como Portugal o dia é celebrado com a oferta de flores às mulheres e com jantares e festas só para o sexo feminino. 

 

As seis dicas financeiras que todas as portuguesas devem seguir

Desde o rebentar da crise financeira mundial, a realidade da economia portuguesa tornou-se ainda mais complicada para quem vive e trabalha no nosso país. Mesmo quem não perdeu o emprego tem por vezes dificuldades em fazer esticar o salário até ao fim do mês, tendo em conta as despesas cada vez maiores e o peso crescente dos impostos e serviços públicos.

No dia Internacional da Mulher, o Economia ao Minuto foi falar com a especialista em recuperação financeira Florbela Oliveira para tentar perceber quais são as regras de ouro da gestão do orçamento caseiro. A economista já salvou centenas de empresas e famílias da falência e para evitar que se repitam os casos de insolvência, juntou seis dicas essenciais para o dia a dia das mulheres portuguesas:

Aponte todos os gastos e dinheiro que recebe – Tal como numa empresa, a economista sugere que as receitas e despesas do mês sejam contabilizadas ao pormenor: “O ideal é recorrer ao excel mas um caderno de contas também serve: anote aqui o rendimento e as despesas, sem esquecer as faturas pontuais. Desta forma, saberá antecipadamente quanto e qual o mês que terá que ter uma quantia de parte para pagar os seguros, por exemplo”;

Evite compras por capricho – “O stress obriga-nos a gastar mais dinheiro”, explica Florbela Oliveira, identificando os grandes descontos e promoções como inimigos da gestão correta dos rendimentos. Para contrariar a pressão de “alturas mais movimentadas como os dias de Black Friday”, a economista sugere um pequeno truque: “fazer compras de phones nos ouvidos, a ouvir música como Bach e Enya, de forma a ganhar tranquilidade, para fazer comprar mais sábias”.

Não compre o que quer, compre o que precisa – Para uma economista, todas as compras têm um efeito no orçamento e o mesmo devem pensar todas as portuguesas: “Antes de uma compra, dedique uns minutos apenas a este exercício de distinção: esta carteira preta é linda. Eu quero comprá-la. Mas será que preciso mesmo dela?”

Valorize o seu trabalho – “As mulheres ganham geralmente menos que os homens. Mas trabalham mais. E esta não é uma análise pessoal”, garante Florbela Oliveira, citando um relatório da ONU publicado no ano passado. Por isso, diz a especialista em recuperação, é preciso ter em conta a importância das mulheres noutros aspetos: “Uma mulher pode ganhar menos ao final do mês. Mas se o trabalho doméstico (papel de cuidadora, dona de casa, enfermeira) fosse remunerado, as contas seriam outras”;

Tenha um controlo próximo das contas – Mesmo que esteja casada, em união de facto ou tenha apenas contas em conjunto, a especialista em recuperação recomenda que todas as mulheres tenham uma conta própria: “É importante saber gerir as suas finanças pessoais, para que possa fazê-lo nas situações que estiver apenas por sua conta. Vale a pena o esforço de aprender mais sobre finanças pessoais. É a forma de prever e defender o futuro”;

Comece a poupar já hoje – A última dica é essencial não só para as mulheres, mas para todos os portugueses. “O ideal é começar a poupar aos 20 anos”, explica Florbela Oliveira, apontando 10% do rendimento mensal como “uma quantia razoável” que “permite criar um fundo de emergência ou um fundo para a reforma”. Mas é mesmo um fundo para os imprevistos, avisa a economista: “É um erro despender a poupança numas férias ou em algo que não será essencial para a sua qualidade de vida”.

Elas estão num mundo que (supostamente) é para eles

No Dia Internacional da Mulher, damos-lhe a conhecer a história de duas mulheres que não pensaram duas vezes quando decidiram entrar num mundo predominantemente masculino e construir uma carreira de sucesso.

Marisa Lúcio e Carla Ferreira trabalham, respetivamente, na área da construção civil e da programação informática. Cientes de que fazem parte de um nicho de mulheres que optam por estas áreas, ambas revelam que nem pensaram nisso quando decidiram o que queriam ser ‘quando fossem grandes’. Em entrevista ao Notícias Ao Minuto, defendem que não é o seu género que dita a forma como têm sido (bem) sucedidas nas suas funções.

Uma mulher de capacete sem medo de se impor
O gosto pela área e uma forte possibilidade de arranjar emprego foi o que levou Marisa Lúcio a seguir a área da construção civil. Ciente de que iria entrar num mundo de homens, esta jovem de 32 anos nunca considerou que isso lhe fosse causar algum “transtorno”. E hoje, tem a certeza disso.

“Tenho um cargo de autoridade, sempre fui respeitada e nunca senti qualquer tipo de dificuldades ou sentimento de inferioridade”, afirma a licenciada em Saúde Ambiental, que se especializou posteriormente como técnica superior de Higiene e Segurança no Trabalho.

Marisa, que conjuga o seu emprego com o de maquilhadora, sabe bem que os dois mundos podem ser muito diferentes. Se nas obras a veem como “a chata da fiscal que passa não conformidades e chama a atenção dos erros sucedidos”, em frente aos espelhos é “a fada que transforma o mulherio em princesas”. A diferença de tratamentos “exige inevitavelmente” o assumir de diferentes posições.

Apesar disso, considera que as únicas dificuldades que encontra “são mesmo as relacionadas com o trabalho e com a responsabilidade que lhe é intrínseca”.

Uma professora num ambiente “combativo e intimidante”
Quando escolheu enveredar pelo curso de Matemática e Ciências de Computação, Carla Ferreira deu literalmente “um tiro no escuro”.

“Não fazia ideia do que era a informática, mas era algo novo e aliciante”, afirma esta professora universitária, que lembra que, “na altura, a informática não era conhecida por garantir emprego”.

Talvez por isso nunca lhe tenha “passado pela cabeça” que esta seria uma área maioritariamente masculina, embora isso nunca a tenha incomodado pois “vem de uma família em que constantemente presenciava o importante papel das mulheres, bem como o respeito dos homens pelas suas opiniões e decisões”.

Hoje, porém, tem a noção de que “os ambientes masculinos têm tendência a ser mais combativos e podem ser intimidantes”. Por isso, ciente de que “por vezes é uma representante do género”, sente uma grande responsabilidade.

“Num ambiente maioritariamente masculino as mulheres tendem a ser extremamente críticas e exigentes consigo próprias. Sentem um certo medo de errar o que leva à necessidade de só expressar opiniões, ou tomar decisões, com fundamentos muito fortes”, afirma a docente da Faculdade de Ciências e Tecnologia, da Universidade Nova de Lisboa, revelando que tenta evitar “ativamente trabalhar com pessoas retrógradas e misóginas”.

Olhar para um emprego pelo perfil e não pelo género
“A entrada de mulheres em áreas ou cargos em que tradicionalmente predominavam os homens revela, mais do que uma necessidade de afirmação das mulheres, a consciência de que nada as impede de aceder a esses cargos”.

A afirmação é de Fátima Duarte, presidente da Comissão para a Cidadania e Igualdade de Género, que em declarações ao Notícias Ao Minuto, considera que aquilo a que ainda hoje se assiste é à “segregação sexual do mercado de trabalho, que se traduz numa maior orientação de mulheres para determinadas profissões ou áreas de atividade, que tradicionalmente são consideradas mais ‘adequadas ao sexo masculino”. Isto, embora “a lei portuguesa garanta o acesso de mulheres e de homens a todos os cargos e funções profissionais”.

Apesar disso, defende Fátima Duarte, é preciso continuar a “combater a ideia de que existem empregos para mulheres e empregos para homens”. Existem, sim, “empregos para as pessoas que demonstram um perfil mais adequado para os ocupar, seja em termos de preparação académica ou profissional, seja pelas suas características pessoais”.

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