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Partidos de esquerda querem reforço do combate à diabetes e mais bombas de insulina para crianças

A disponibilização de bombas de insulina a todas as crianças com diabetes e o reforço das medidas de prevenção e combate à doença são duas das medidas defendidas em quatro projetos de resolução que estarão esta quarta-feira em debate no parlamento.

A esquerda uniu-se e PS, PCP, BE e PAN recomendam ao Governo algumas medias relacionadas com a diabetes, depois de a Organização Mundial de Saúde ter decidido que o dia mundial da saúde de 2016 seria dedicado à diabetes e de a prevalência da doença estar a aumentar de ano para ano.

Assim, o PCP e o BE querem ver alargado a mais crianças o sistema de perfusão contínua de insulina (SPCI), vulgarmente designado como bomba de insulina, considerando que este sistema melhora a terapêutica, a qualidade de vida e o controlo da diabetes. Recordando que o SPCI se dirige preferencialmente a crianças com diabetes tipo 1 e que ainda não chegam a metade os que têm acesso a este tratamento, o BE recomenda ao Governo que tome as medidas necessárias para garantir o acesso de todas estas crianças até aos 14 anos às bombas de insulina.

O PCP, além de querer igualmente ver reforçada a cobertura de SPCI, recomenda uma maior aposta na prevenção, nomeadamente o combate aos fatores de risco, no diagnóstico precoce e no tratamento adequado.

No âmbito dos fatores de risco, o PCP sugere a articulação do Ministério da Saúde com as autarquias locais para promover hábitos de vida saudáveis, com especial enfoque na alimentação e na atividade física.

Os comunistas preconizam a correção das insuficiências existentes no rastreio da retinopatia diabética e o tratamento atempado daquelas a quem for diagnosticada.

O PS quer que o Governo assuma as recomendações da Resolução do Parlamento Europeu, no que respeita a aplicar programas nacionais para a diabetes, a prevenir a diabetes tipo 2 e a obesidade (fator de risco para a doença), a garantir acesso permanente dos doentes a equipas interdisciplinares de alta qualidade, bem como um apoio contínuo ao financiamento de ações relativas à doença.

Tal como o PCP, os socialistas querem uma maior aposta em iniciativas públicas de sensibilização da população, como campanhas sobre a importância de estilos de vida saudáveis.

O PS sugere que se promova a identificação sistemática de pessoas potencialmente diabéticas ou pré-diabéticas e que sejam desencadeadas formações específicas na área aos profissionais de saúde nos cuidados de saúde primários.

A prevenção deve ser a prioridade e deve alicerçar-se em programas transversais com outros ministérios, defendem os socialistas, que gostariam de ver as autarquias envolvidas a desenvolver planos municipais de combate à diabetes.

O PS defende que sejam quantificados os custos da diabetes e os ganhos e poupanças associados à sua prevenção e tratamento.

Para o PAN, são também fundamentais as campanhas de sensibilização da população, sendo que este partido defende campanhas em escolas e universidades, e o acompanhamento de crianças e jovens com diabetes de modo a prevenir a evolução da doença.

Diabetes duplica risco de doença cardiovascular

“As pessoas com diabetes têm um risco acrescido de sofrer de doença cardiovascular, continuando este risco a aumentar exponencialmente depois de o diabético ter um evento cardiovascular, como por exemplo um enfarte do miocárdio ou um AVC. Nestes casos, o risco passa a ser quatro vezes maior e não apenas duas”, explica Pedro Matos, cardiologista e membro da Sociedade Portuguesa de Diabetologia.

O especialista alerta para a diferença dos sintomas da doença cardiovascular no doente diabético: “Nas pessoas com diabetes, os sintomas da doença cardíaca podem ser diferentes e mais insidiosos. Nem sempre ocorrem os habituais sinais de alarme, como a angina ou a dispneia, devido à presença frequente de neuropatia autonómica, uma complicação da diabetes nem sempre identificada”.

“Para tentar prevenir episódios cardiovasculares, os doentes diabéticos devem ser rigorosos no controlo da pressão arterial e do colesterol, nunca descurando a importância do controlo da glicémia e a modificação do estilo de vida através de uma alimentação saudável e prática de atividade física regular”, conclui.

A relação entre a diabetes e a doença cardiovascular é um dos temas que estará em destaque no 12º Congresso da Sociedade Portuguesa de Diabetologia, um evento que vai juntar mais de 1000 especialistas, de renome nacional e internacional na área da diabetes, entre os dias 17 e 20 de março, no Tivoli Marina Hotel, em Vilamoura.

Para mais informações consultar a página oficial do evento através do http://www.diabetologia2016.com/.

Será o fim das picadas diárias de insulina para os doentes com diabetes tipo 1?

O normal é o sistema imunitário proteger o organismo das infeções, mas no caso dos doentes com diabetes tipo 1, as células T (subtipo dos linfócitos T) não só atacam os agentes externos, como atacam também as células boas do organismo, mais concretamente as células beta do pâncreas, responsáveis pela produção de insulina. Por sua vez, as T-regs (células T reguladoras) têm a capacidade de perceber quando há células que estão a ficar disfuncionais e que começam a atacar o próprio organismo.

Basicamente, o que estes investigadores fizeram, neste estudo que começou em 2010, foi pegar em 14 pessoas, entre os 18 e os 43 anos, com diabetes tipo 1 recém-diagnosticadas, retirar-lhes sangue, separar as T-Reg (células T reguladoras), cultivá-las e aumentá-las, voltando a injetar, nesses doentes, biliões de células T reguladoras. O que aconteceu foi que ao fim destes anos se verificou que “em algumas pessoas parou o processo de destruição” durante um ano, de forma segura.

“Usando as T-regs para ‘reeducar’ o sistema imunitário, podemos ser capazes de mudar o curso desta doença. Esperamos que as T-regs sejam uma parte importante do tratamento contra a diabetes no futuro”, afirmou Jeffrey Bluestone, um dos autores do estudo e professor de metabolismo e endocrinologia da Universidade da Califórnia, citado pelo The Telegraph.

Bruno Almeida, médico de medicina interna da Associação Protetora dos Diabéticos de Portugal e assistente da Faculdade de Medicina, da Universidade de Coimbra, frisou ao Observador que “o grande interesse deste estudo é no caso dos doentes recém-diagnosticados”.

“A utilização destas células poderá ter um potencial de sucesso, mas apenas nas pessoas recém-diagnosticadas porque ainda produzem alguma insulina”, disse o médico, explicando que este processo trava, mas não reverte a destruição das células beta do pâncreas, pelo que nos casos de doentes que já não produzem qualquer insulina, deixar de injetar insulina diariamente nunca poderá ser uma solução.

O médico alerta ainda para o facto de a amostra utilizada neste estudo ser muito pequena, com um ponto positivo para a duração do mesmo (cinco anos), e de ser necessário fazer mais estudos com mais pessoas para chegar a uma conclusão estatisticamente significativa. Bruno Almeida referiu ainda que um tratamento deste género é muito “complexo e dispendioso”.

A diabetes tipo 1 é geralmente diagnosticada até aos 18 anos e é uma das doenças autoimunes mais comuns nas crianças, embora se possa manifestar em qualquer idade.

De acordo com o último  relatório anual do Observatório Nacional da Diabetes – “Diabetes: Factos e Números”, em 2013 existiam cerca de 60.000 pessoas com diabetes (tipo 1, tipo 2 e gestacional) em Portugal, e 3.262 crianças e jovens, com idades compreendidas entre os 0 e os 19 anos, tinham diabetes tipo 1, um número que tem vindo a crescer ao longo dos anos.

Diabéticos têm maior risco de sofrer de cancro

“O cancro em portadores de diabetes tem um prognóstico significativamente pior do que na população sem diabetes”, acrescentou Miguel Melo, que é também assistente hospitalar do Serviço de Endocrinologia, Diabetes e Metabolismo do Centro Hospitalar e Universitário de Coimbra e professor da Faculdade de Medicina da Universidade de Coimbra.

A ligação entre estas duas doenças é um dos principais temas do Fórum Científico que a Bial promove na Alfândega do Porto, no sábado, Dia Mundial da Diabetes.

Segundo o especialista, nos últimos anos o melhor tratamento da diabetes proporcionado pelos avanços científicos tem levado a um aumento da esperança de vida e à consequente emergência de novas condições associadas à diabetes, como a disfunção cognitiva e demência, a depressão e o cancro.

“Estima-se que na próxima década as neoplasias possam inclusivamente ultrapassar a doença cardiovascular como causa de morte nas pessoas com diabetes”, referiu.

A relação entre diabetes e cancro é das “mais perigosas”, salientou Miguel Melo, que acrescenta: “Praticamente todos os cancros, sobretudo os mais frequentes, aumentam nas pessoas com diabetes. Sabemos que quase inevitavelmente uma pessoa com diabetes não controlada e que seja obesa vai ter pelo menos um cancro a partir dos 70 ou 80 anos. Sabe-se hoje que há uma correlação muito forte entre diabetes, obesidade e prevalência do cancro”.

“Onde há população mais obesa e com maior prevalência de diabetes, há maior prevalência de cancro”, frisou.

Segundo o especialista, “apesar de haver muita investigação em torno da diabetes, grande parte dessa investigação não tem sido dirigida para a ligação entre diabetes e cancro. Tem sido mais dirigida à relação entre diabetes e doenças cardiovasculares”.

“É urgente mudar este panorama porque quando as doenças cardiovasculares forem reduzidas vamos perceber a importância de saber mais sobre esta relação entre a diabetes e o cancro”, considerou.

De acordo com dados disponibilizados pela organização do fórum, mais de um milhão de portugueses sofre de diabetes e todos os dias surgem 150 novos casos da doença em Portugal.

O coordenador do Fórum Bial Diabetes considera, por isso, que “a diabetes é um dos principais desafios da Saúde em Portugal. Há dois milhões de portugueses em risco de pré-diabetes e cerca de 40% das pessoas não sabem que têm a doença, pelo que não estando devidamente acompanhadas e medicadas desenvolvem complicações com as quais é mais difícil de lidar numa fase avançada”.

“Estima-se que a diabetes roube em média nove anos de vida a pessoas com mais de 70 anos, um acréscimo de 12 meses em apenas dois anos”, sublinhou.

Miguel Melo, que também é membro da Direção da Sociedade Portuguesa de Endocrinologia, Diabetes e Metabolismo, disse que o encontro irá abordar duas áreas fundamentais: cérebro e diabetes e cancro e diabetes.

“O objetivo é melhorar a qualidade de vida da pessoa com diabetes”

Hugo Martinho

Todos os dias cerca de 160 portugueses ficam a saber que têm diabetes, um problema que, de acordo com a Organização Mundial de Saúde, é a quarta principal causa de morte na maior parte dos países desenvolvidos. Que espaço esta doença tem ocupado na “agenda” da Boehringer Ingelheim?
A incidência e prevalência da diabetes têm aumentado consideravelmente nas últimas décadas, constituindo-se como um importante problema de saúde pública, com um significativo impacto na morbilidade e mortalidade da população.
Apesar dos progressos significativos no campo da prevenção, do seguimento e do tratamento desta doença, continuam a existir muitas necessidades médicas por satisfazer.
Por esse motivo é extremamente importante investir na investigação e desenvolvimento de novas moléculas e tecnologias com potencial impacto na modificação da história natural da doença. Esta tem sido uma das prioridades da Boehringer Ingelheim, enquanto companhia focada na inovação e nos cuidados à pessoa com diabetes. O combate à diabetes é uma prioridade da nossa companhia e continuará a sê-lo no futuro.

Acreditam que a Investigação e o Desenvolvimento têm ditado o sucesso da empresa. O elevado nível de investimento em I&D é um dos vossos elementos diferenciadores? Na área da diabetes o que tem sido possível fazer?
A investigação e o desenvolvimento de novas tecnologias e fármacos inovadores é uma das marcas da nossa companhia. Diariamente milhares de colaboradores da Boehringer Ingelheim dedicam-se às atividades de R&D em áreas tão importantes como a doença cardiovascular, as doenças respiratórias, do foro oncológico, do metabolismo, neurociências e imunologia.
Em Portugal, a Boehringer Ingelhem é líder em investigação clínica. Este facto tem permitido que muitos dos nossos doentes e profissionais de saúde possam participar em ensaios clínicos com moléculas inovadoras, numa fase inicial do seu desenvolvimento. Na última década fizemos um grande esforço em termos financeiros e de recursos humanos para podermos formar profissionais de saúde e unidades de investigação clínica com a excelência que hoje todos podem comprovar.
Na diabetes, nos últimos seis anos foram alocados seis ensaios clínicos com novas moléculas, sendo que alguns destes estudos tiveram uma duração superior a cinco anos. Foi também nesta área que a Boehringer Ingelheim se afirmou como a primeira companhia farmacêutica com ensaios clínicos nos cuidados de saúde primários, em Portugal. Para termos uma ideia dos números, só em ensaios clínicos na área da diabetes foram envolvidos mais de duzentos doentes e cerca de trinta investigadores.

Muitos estudos têm sido avançados e a investigação em saúde, em qualquer vertente, centra-se num objetivo: a cura. Num futuro muito próximo poderíamos falar da cura para a diabetes?
A diabetes é uma doença crónica, sendo a sua história natural bastante complexa. Os novos medicamentos permitem controlar melhor a doença, atrasando o aparecimento das complicações crónicas.
De acordo com o conhecimento atual que temos, a obtenção da “cura” ou da resolução clínica de uma patologia como a diabetes, ainda não é possível. Contudo, as moléculas que têm vindo a ser disponibilizadas têm permitido uma significativa melhoria dos cuidados prestados ao doente, impactando a sua perceção sobre a doença, a gestão das complicações e a sua qualidade de vida.

Segundo dados de 2013, o número de amputações cresceu, ao mesmo tempo que se conseguiu que mais pessoas fossem seguidas pelo médico de família. Apesar de existirem cada vez mais diabéticos acompanhados nos centros de saúde, por que é que aumentam, paralelamente, as complicações provocadas por esta doença?
Em Portugal, o combate à diabetes é uma prioridade de saúde pública e os cuidados de saúde primários representam muitas vezes a porta de entrada do doente no sistema de saúde. Claramente que hoje existe uma maior organização do nosso sistema de saúde para diagnosticar e prestar cuidados diferenciados à pessoa com diabetes. Talvez por esse motivo, a par do aumento do número de pessoas seguidas pelo médico de família, tenhamos igualmente um maior registo das complicações associadas à doença, uma vez que muitas vezes aquando do diagnóstico, as complicações da doença já estão instaladas. É por isso importante que o diagnóstico seja efetuado o mais precocemente possível de forma a atrasar ou prevenir o aparecimento destas complicações.

A diabetes é considerada uma doença silenciosa e, como tal, se não forem feitos exames regulares, nem sempre se conhece esta condição. Para que sinais se deve estar mais alerta? Importa apostar mais na consciencialização das pessoas para que fiquem mais cientes dos sintomas?
Como referi, um diagnóstico precoce é absolutamente fundamental para um melhor controlo da doença e das suas complicações. A diabetes tipo 1 é aquela que aparece maioritariamente em crianças e jovens, de forma rápida e com os sintomas característicos (sede, fome, urinar muito e emagrecimento); a diabetes tipo 2 aparece geralmente na idade adulta tardia, associada ao excesso de peso, obesidade e a pouca atividade física com hábitos alimentares pouco saudáveis – as pessoas com diabetes tipo 2 não têm geralmente sintomas e só serão diagnosticadas porque fizeram rastreio, por análises de rotina ou porque já têm complicações da diabetes.
Portanto, sendo a diabetes tipo 2 essencialmente assintomática torna-se relevante uma maior consciencialização dos profissionais de saúde para a identificação e rastreio de doentes com risco de diabetes.

Esta é uma patologia que anda de mãos dadas com a obesidade e com o sedentarismo. No campo da prevenção nesta área da alimentação e do desporto ainda há um longo trabalho a ser feito?
O combate à diabetes passa por uma educação para a saúde e prevenção eficaz. Este não é só um desafio para os profissionais e sistema de saúde, mas também para a sociedade e a forma como se organiza e responsabiliza pela saúde individual e coletiva. É necessário melhorar e fazer mais pela promoção da atividade física através da disponibilização de espaços nas cidades que permitam a realização de práticas desportivas, pela promoção do desporto escolar nas escolas, do aconselhamento alimentar nas crianças e nos adultos, do apoio ao comércio local para um maior consumo de frutas e legumes.

Numa análise generalista, no campo da investigação e da prevenção da diabetes, que imagem tem do que tem sido feito em Portugal? Relativamente a outros congéneres europeus, o nosso país ainda está aquém das expectativas?
No nosso país, foram feitos muitos progressos nos cuidados prestados à pessoa com diabetes, particularmente com a implementação do programa nacional para a diabetes da DGS, que estabeleceu claramente as prioridades e as metas a atingir com vista à diminuição do fardo da doença. Portugal tem sido, aliás pioneiro, na implementação de algumas medidas, projetos e atividades que nos colocam ao nível do melhor que se faz na Europa. Pela excelência e dimensão, destaca-se por exemplo o projeto “Não à Diabetes!” apresentado pela Fundação Calouste Gulbenkian em 2014, e coordenado pela APDP e SPD. Este projeto, tem dois objetivos: evitar que 50 mil pré-diabéticos desenvolvam a doença nos próximos cinco anos e identificar, no mesmo período, 50 mil diabéticos que desconheçam ser portadores da doença
No campo da investigação temos excelentes exemplos de projetos epidemiológicos (estudo PREVADIAB e Observatório Nacional da Diabetes) e clínicos que demonstram a importância que um melhor conhecimento tem no combate à doença.

Quais os principais desafios que se colocam atualmente ao setor farmacêutico e de que forma os mesmos se refletem no medicamento e na saúde pública? Qual tem sido a estratégia da Boehringer Ingelheim para responder às atuais exigências?
Nos últimos anos a área da saúde e por consequência o setor do medicamento tem passado por muitas transformações quer em termos de resposta do sistema de saúde, quer ao nível do seu financiamento e acessibilidade. Hoje, ainda estamos em fase de consolidação dessas mudanças que levaram a uma necessidade de adaptação rápida às novas exigências e desafios.
Apesar destes constrangimentos externos a Boehringer Ingelheim conseguiu consolidar e potenciar a sua liderança em investigação clínica. Tivemos também oportunidade de lançar com sucesso fármacos inovadores em várias áreas terapêuticas, nomeadamente na diabetes.
Acreditamos que o nosso empenho e a relação de parceria que construímos com os stakeholders do sistema de saúde, as associações de doentes e as sociedades científicas contribuem para melhorar o tratamento das pessoas com diabetes e a sua qualidade de vida.

No caminho da prevenção e do tratamento de pessoas com diabetes, qual continuará a ser a linha de atuação da Boehringer Ingelheim? Que objetivos pretendem ver brevemente concretizados?
A investigação e disponibilização de novas moléculas na diabetes, que configurem valor terapêutico acrescentado é uma prioridade presente e futura da Boehringer Ingelheim. A nossa estratégia é continuar a investigar e desenvolver medicamentos inovadores e disponibilizá-los aos doentes que deles necessitam em todo o mundo. Mas para que mais doentes possam ser tratados com fármacos inovadores é fundamental que findo o processo de aprovação os mesmos possam ser disponibilizados no mercado, em tempo útil e razoável.
Na área da diabetes, a BI está a lançar duas novas moléculas em diversos países da Europa, estando as mesmas em Portugal a aguardar aprovação do pedido de comparticipação.
Um desses novos antidiabéticos orais apresentou recentemente resultados de segurança, que demonstram pela primeira vez, um impacto único e clinicamente relevante na morbilidade e mortalidade associadas à doença. Estamos a trabalhar no sentido das novas alternativas terapêuticas poderem estar disponíveis, muito brevemente, para os doentes diabéticos.

A propósito do Dia Mundial da Diabetes, que se celebra no próximo dia 14 de novembro, que mensagem importa deixar?
Apesar do flagelo de saúde pública que a diabetes representa, continuamos cada vez mais empenhados, em articulação com a sociedade civil, a comunidade médica e os nossos parceiros institucionais, em combater esta epidemia silenciosa. Podem contar com o nosso trabalho, esforço e total dedicação na educação, prevenção e tratamento, de forma a melhorar a qualidade de vida da pessoa com diabetes.

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