• next generation event
Inicio Tags Doenças Respiratórias

Tag: Doenças Respiratórias

Conferência “GSK – 50 anos a respirar inovação”

A iniciativa inclui um debate sobre “O contributo da inovação na resposta aos principais desafios da área respiratória em Portugal”, no qual participam representantes das principais sociedades médicas e associações de doentes ligadas à saúde respiratória em Portugal (ver programa abaixo). David Allen, SVP Medicine Design – Medicine Science & Technology da GSK, Silvia Guichardo, Diretora-Geral da GSK em Portugal, e Christopher Sainty, Embaixador Britânico em Portugal, são também presenças confirmadas.

As doenças respiratórias são um verdadeiro problema de saúde pública mundial. Calcula-se que, em todo o mundo, existam 300 milhões de pessoas a sofrer de Asma, 210 milhões de pessoas afetadas por Doença Pulmonar Obstrutiva Crónica (DPOC) e 3 milhões com outras patologias respiratórias crónicas[1]. Segundo a Organização Mundial de Saúde, as doenças respiratórias são responsáveis por 3,9 milhões de mortes por ano, sendo que, em 2030, a DPOC pode tornar-se na terceira causa de morte em todo o mundo[2].

De acordo com o mais recente relatório do Observatório Nacional das Doenças Respiratórias estas patologias foram causa de 13.474 mortes em 2016[3]. Isto é, morrem cerca de 48 pessoas por dia (duas pessoas por hora) em Portugal devido a doenças respiratórias[4]. (13º Relatório do Observatório Nacional das Doenças Respiratórias).

Sobre a GSK

A GSK é uma multinacional farmacêutica, impulsionada pela ciência e inovação, com um propósito especial: ajudar as pessoas a fazerem mais, sentirem-se melhor e viverem mais tempo. Com uma história que começou há 300 anos atrás, a GSK emprega mais de 100 pessoas em Portugal na área farmacêutica. A sua ambição é ser uma das empresas farmacêuticas mais inovadora, com melhor performance e de maior confiança do mundo. Para saber mais: www.gsk.pt.

[1] Dados do Programa Nacional para as Doenças Respiratórias da Direção Geral da Saúde.

[2]  World Health Statistics; Geneva, WHO, 2008

[3] 13º Relatório do Observatório Nacional das Doenças Respiratórias

[4] 13º Relatório do Observatório Nacional das Doenças Respiratórias

Mortes por doenças respiratórias diminuem ligeiramente

A morte por causa respiratória – excluindo a tuberculose e o cancro do pulmão – tem vindo a aumentar desde a década de 1990, representando a terceira doença mais mortal no país com 11,8% dos óbitos registados (em 1988 era de 6,9%). No entanto, em 2014, registou-se um ligeiro decréscimo dos óbitos que passaram de 12.611 (em 2013) para 12.147. À semelhança de anos anteriores, Portugal continua a estar bem acima da média europeia na taxa de mortalidade por doenças respiratórias acima dos 65 anos e a pneumonia mantém-se como a patologia mais letal, sendo responsável por quase metade dos óbitos registados. Estes são alguns dos dados do relatório “Portugal – Doenças Respiratórias em Números 2015”, divulgado esta terça-feira, pela Direcção-Geral de Saúde (DGS), com dados relativos a 2014 e actualizando os registos de 2013.

Em 2014, refere este relatório, as doenças do foro respiratório foram responsáveis por 12.147 óbitos em Portugal, correspondendo 52% dos óbitos ao género masculino. A tendência da predominância de mortes dos homens “tem vindo a esbater-se ao longo dos anos” sendo, no momento actual, “discretamente inferior” às mulheres, assinala-se no documento.

A pneumonia continua a ser a doença respiratória mais mortífera sendo responsável por 46% das mortes do foro respiratório, registando 5490 óbitos em 2013. No entanto, registou uma redução face a 2012, onde foi responsável por 55% das mortes. A taxa padronizada de mortalidade por bronquite, enfisema e outras doenças pulmonares obstrutivas crónicas também tem vindo a diminuir desde 2007 (menos 15% em 2013). A fibrose quística e a síndrome da apneia do sono são as doenças com menor incidência mortal com 0,04% e 0,01%, respectivamente.

O relatório evidencia ainda as assimetrias regionais nas taxas de mortalidade, mostrando que, em 2014, as Regiões Autónomas da Madeira e dos Açores apresentaram os valores mais elevados e a região de Lisboa os valores mais baixos. Em particular, a região autónoma dos Açores destacou-se negativamente por ser a única região nacional onde a taxa subiu relativamente ao ano anterior.

No que respeita à mortalidade no panorama europeu, Portugal encontra-se, com 6,09 mortes por 100 mil habitantes no grupo etário entre os 0 e os 64 anos, numa posição abaixo da média europeia (7,92). Em sentido contrário, a partir dos 65 anos, Portugal regista 512 mortes por 100 mil habitantes, um valor muito superior à média europeia (308), ocupando o segundo lugar, apenas precedido pelo Reino Unido. Apesar disso, esta faixa etária apresentou, em 2013, um decréscimo de 19,2% face a 2009. Esta diferença entre os grupos etários deve-se à “elevada taxa de mortalidade padronizada para as pneumonias”, conclui o estudo. A taxa de mortalidade aumenta de forma acentuada em doentes com 75 anos ou mais, sendo aos 85 anos 20 vezes superior à mortalidade registada em todas as faixas etárias.

“Em termos de comparação com outros países europeus, verifica-se que a mortalidade por asma e Doença Pulmonar Obstrutiva Crónica situa-se abaixo da média europeia, ocupando a mortalidade por pneumonia posição inversa”, refere o relatório que adianta ainda que “há a registar um decréscimo de internamentos devido a Doença Pulmonar Obstrutiva Crónica e uma tendência para estabilização dos internamentos devido a asma brônquica”. “Salienta-se também que, o número de internamentos por pneumonias tem vindo a decrescer pela primeira vez, desde 2013”, sublinha o documento.

Apesar do ligeiro decréscimo desde 2013, as doenças respiratórias continuam a ser a terceira principal causa de morte, depois das doenças cardiovasculares e os tumores. No que respeita a encargos com cuidados de saúde, constituem a quinta causa de internamento (representam 6,6% do total dos doentes internados) e a primeira causa de mortalidade intra-hospitalar. Em Portugal, e excluindo o cancro do pulmão, constituem também a terceira doença com mais gastos directos em internamentos hospitalares, a seguir aos custos das doenças cardiovasculares e do sistema nervoso, correspondendo em 2013 a um encargo de 213 milhões de euros. O custo médio de um internamento foi, no mesmo ano, de 1892 euros.

Internamento por pneumonia diminui pela primeira vez desde 2013

Depois das doenças cardiovasculares e do cancro, são as doenças respiratórias crónicas que matam mais portugueses e tem sido cada vez mais assim desde a década de 90. A população acima dos 65 anos é o alvo principal, quase sempre por incapacidade de resistência à pneumonia, que em Portugal tem uma expressão mais forte do que na maioria dos restantes países europeus.

Os peritos nacionais afirmam que a explicação para a elevada mortalidade por pneumonia está no “aumento progressivo da esperança de vida e nos efeitos do tabagismo”. O relatório “Doenças Respiratórias em Números 2015”, divulgado esta terça-feira pela Direção-Geral da Saúde (DGS), adianta ainda que dentro da patologia respiratória “as pneumonias são a principal causa de mortalidade no continente (46%)”.

Começam, ainda assim, a surgir sintomas de um prognóstico mais favorável. “Pela primeira vez, o número de internamentos por pneumonias encontra-se em decrescendo desde 2013”. E se há menos doentes internados, é expectável que existiam também menos desfechos fatais. O cenário é mais animador entre quem tem menos de 65 anos: “Registou-se uma redução na taxa padronizada de mortalidade de 23,5% em 2013 relativamente a 2009.”

Mortalidade por asma e DPOC abaixo da média
A mesma tendência de diminuição foi verificada entre as mortes por bronquite ou enfisema, por exemplo, em 2013 com um decréscimo de 15%. No relatório, a DGS destaca ainda que “a mortalidade por asma e doença pulmonar obstrutiva crónica (DPOC) situa-se abaixo da média europeia”.

Na corrente inversa está a fibrose. Segundo os peritos, “para a fibrose pulmonar verifica-se um aumento de todas as taxas de mortalidade”, ou seja, entre os mais e os menos idosos.

Os responsáveis da DGS encarregados da estratégia nacional para as doenças respiratórias pedem “maior intervenção no controlo de fatores de risco, designadamente os poluentes do ar e o tabagismo, bem como a incrementação da espirometria para fundamentar o diagnóstico de doença pulmonar obstrutiva crónica”. A medida tem vindo a ser cumprida, mas com muita parcimónia. A realização daquele exame respiratório aumentou 280% entre 2011 e 2014, “contudo o valor absoluto reportado é ainda extremamente baixo”, lê-se no relatório.
Vacinar mais

Além de melhorias na acessibilidade à espirometria, sobretudo nos centros de saúde e unidades de saúde familiar, as autoridades de saúde recomendam também maior cobertura vacinal contra a gripe para os grupos de risco, entre eles as pessoas a partir dos 65 anos, e contra as infeções pneumocócicas.

Sugerem ainda que os fumadores internados por doenças respiratórias tenham acesso facilitado à terapêutica de cessação tabágica após a alta hospitalar.

EMPRESAS