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Sanders a Trump ficam à frente em New Hampshire

Donald Trump e Bernie Sanders

No Partido Democrata, tanto Sanders como Clinton já reconheceram o resultado. Quando estavam contados 50% dos votos, Bernie Sanders tinha 59,4% dos sufrágios, uma vantagem de 20 pontos percentuais em relação a Clinton.

No discurso de vitória, Bernie Sanders considerou que o resultado em New Hampshire revela que os norte-americanos desejam “uma mudança real” e é uma “mensagem que terá eco de Wall Street a Washington”.

“O Governo do nosso grande país pertence a todo o povo e não apenas a um punhado de ricos que contribuem para as campanhas [eleitorais]”, disse Sanders. “Aquilo que começou na semana passada no Iowa e que New Hampshire confirmou hoje é nada menos do que o começo de uma revolução política, que unirá milhões de pessoas”, acrescentou.

Já Hillary Clinton reconheceu a derrota e felicitou Bernie Sanders pelo resultado. A ex-secretária de Estado disse que continuará a lutar por “cada voto” e que sabia que o “caminho não seria fácil” quando iniciou a esta corrida à Casa Branca. A aspirante a candidata democrata à Presidência norte-americana reconheceu que tem, em especial, de trabalhar junto do eleitorado mais jovem.

O New Hampshire elege 32 delegados às convenções nacionais democratas em que será nomeado o candidato do partido a Presidente dos EUA nas eleições de novembro. O processo eleitoral para as Presidenciais norte-americanas deste ano arrancou a 01 de fevereiro no Iowa, onde Clinton venceu, mas por uma margem mínima, uma vez que obteve 49,86%, a muito pouca distância dos 49,57% do seu adversário político.

John Kasich surpreende com o segundo lugar

No Partido Republicano, segundo resultados preliminares, o governador do Ohio John Kasich ficou em segundo lugar. Quando estavam contados 62% dos votos, Trump tinha 34,4% dos votos e Kasih 16,2%.

New Hampshire elege 23 delegados republicanos às convenções nacionais do partido que nomeiam o candidato à casa Branca.

No discurso de vitória, Trump disse que se chegar à Casa Branca os EUA voltarão a ser um país “maravilhoso”, respeitado no mundo, reiterando promessas que tem feito na sua campanha, como a construção de “um muro” para travar a passagem de imigrantes ou “a proteção sagrada da segunda emenda” da Constituição norte-americana, relacionada com o direito à posse de armas.

Já John Kasich, que conseguiu um surpreendente segundo lugar, considerou o seu resultado uma vitória da “luz sobre a escuridão” da política. “Talvez estejamos a passar uma página depois da fase escura da política norte-americana, porque esta noite a luz impôs-se à escuridão das campanhas negativas”, afirmou.

As sondagens nacionais têm colocado Kasich no sexto lugar entre os aspirantes republicanos à nomeação como candidatos à Casa Branca.

No Iowa, o senador Ted Cruz, de ascendência cubana, ganhou a Donald Trump e Marco Rubio ficou em terceiro lugar, a apenas um ponto do magnata.

O facto de o Estado de New Hampshire ser o primeiro a organizar primárias após o ‘caucus’ (assembleias populares) de Iowa confere-lhe uma importância particular, porque representa, tradicionalmente, a tendência de quem serão os escolhidos das duas formações partidárias.

Trump ataca Ted Cruz por ter nascido no Canadá

“Há um grande ponto de interrogação sobre a sua cabeça”, exclamou Donald Trump em relação ao facto de Ted Cruz ter nascido no Canadá. No sexto debate entre candidatos republicanos às presidenciais de 8 de novembro, a lua-de-mel entre o milionário do imobiliário e o senador do Texas – que ocupam os dois primeiros lugares nas sondagens – parece ter acabado. Ou não tivesse Ted Cruz respondido ao ataque lembrando os valores liberais do nova-iorquino Trump. “Não há muitos conservadores em Manhattan, pois não?”, questionou o senador.

Nascido em Calgary, no Canadá, filho de uma americana e de um cubano, Ted Cruz tem cidadania americana, mais de 35 anos e vive nos EUA há mais de 14. Cumpre assim os requisitos para ser eleito presidente dos EUA, mas Trump tem questionado que ele seja “um cidadão natural dos Estados Unidos”, como está escrito na Constituição que o presidente tem de ser. A definição, garante Cruz, inclui qualquer filho de um americano. Mas Trump garante que tal já foi posto em causa, inclusive por académicos de Harvard e sublinha que os democratas podem levar a questão aos tribunais caso seja Trump o candidato republicano à Casa Branca.

As primárias que permitem aos partidos escolher o seu candidato começam a 2 de fevereiro, com os caucus (assembleias populares) do Iowa. Do lado republicano, Cruz e Trump lideram a corrida. Do lado democrata, a ex-primeira dama e ex-secretária de Estado Hillary Clinton é a favorita para vir a suceder a Barack Obama cujo segundo mandato termina em janeiro de 2017.

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