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“Não fazemos vinhos por fazer… mas por prazer”

Património Mundial da UNESCO desde 2001, a Região do Douro é única pelas suas paisagens esplêndidas, características peculiares e excelência dos vinhos produzidos. A paisagem da região do Douro, caracterizada pelos socalcos, foi construída durante a década de 70, com a aplicação de novas técnicas de plantio da vinha, em patamares, com muros de xisto a delimitar cada nível. Esta alteração da paisagem pela atividade humana contribuiu para que o Alto Douro Vinhateiro fosse considerado Património Mundial da Humanidade. Divide-se em três sub-regiões, Baixo Corgo, Cima Corgo e Corgo Superior. O Baixo Corgo é a menor das três, mas abrange o maior território de viticultura, com cerca de 14 mil hectares de vinhedos. E é no Baixo Corgo, na freguesia de Vila Marim, concelho de Mesão Frio, que encontramos a Quinta da Barca inserida na magnitude da paisagem desta região e com vista sobre o rio Douro e sobre a região de ouro.

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Da paixão pelo mundo vinícola ao negócio de família

Adquirida em 1995 por Maria Helena de Sousa Alves e Alcino Mamede Teixeira Alexandre, os pais da nossa entrevistada Justina Teixeira, a Quinta da Barca encontrava-se ao abandono. A sua restruturação era inevitável e é aqui que começa a história daquele que se tornou num negócio de família.

A família sempre estive ligada à agricultura. Com uma empresa com cerca de 25 anos, a Soluções D’Eleição, souberam fazer um excelente trabalho na seleção das castas para a produção de vinhos. A Soluções D´Eleição presta apoio a várias quintas do Douro no que diz respeito aos projetos e serviços agrícolas. Há um trabalho constante nos vários clientes (todos eles também produtores de vinhos) para obter vinhos de qualidade e excelência. Foi este know-how dos novos proprietários que ditou o rumo da Quinta da Barca e permitiu produzir vinho de qualidade e com um perfil único. Perfil este que já habitou os clientes dos vinhos da Quinta da Barca. Eles sabem com o que podem contar quando compram este vinho, sabem que o produto não será adulterado e que não desiludirá. Este é o objetivo de Justina Teixeira, criar um vinho fidedigno que, mesmo numa prova cega, será automaticamente associado à Quinta da Barca. É o que acontece, por exemplo, com a casta Touriga Nacional. Um dos exemplos é o Busto Grande Escolha Tinto Touriga Nacional 2010 vinho de excelente qualidade, reconhecido em três concursos internacionais – CINVE 2016 (Medalha de Prata); Concurso Mundial de Bruxelas 2016 (Medalha de Ouro); e Les Citadelles du Vin 2016 (Medalha de Prata).

Justina Teixeira nasceu neste meio e sempre conviveu de perto com a agricultura. Mas traçou um percurso profissional diferente, ligado à biologia e às funções de técnica comercial durante dez anos. Em 2016 decide voltar à terra que a viu nascer para abraçar este projeto a 100% e assumir a direção da Quinta da Barca e da Soluções D’Eleição.

Quando chegou ao comando da quinta as questões e dúvidas eram muitas. Tinha uma visão diferente, ideias frescas e inovadoras e uma bagagem consistente em contacto com o cliente e marketing de vendas, essencial para inovar e alavancar a Quinta da Barca. “As pessoas, ao fim de algum tempo, entram numa rotina e começam a fazer as coisas porque, simplesmente, sempre foi assim que fizeram. Começam a fechar o seu campo de visão para abraçar novas técnicas ou uma nova estratégia”, refere Justina Teixeira.

Este foi o grande desafio com que se deparou, mostrar que era possível fazer mais e diferente. A estratégia, essa, não existia e teve de ser criada. Tudo devia ser pensado e calculado para projetar o vinho a nível nacional e dar o passo seguinte para a internacionalização.

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Quinta da barca lança o busto e uma nova história inicia-se

Justina Teixeira não queria assumir o comando do negócio de família, queria traçar o seu próprio caminho. Sendo filha única queria provar que conseguia ser alguém a nível profissional por conta própria e não à sombra do esforço dos seus pais. Mas, em 2015, fez uma retrospetiva, analisou os prós e contras e decidiu que em 2016 era hora de se dedicar àquele que não é o típico negócio de família que passa de geração em geração, como acontece com outras quintas da região do Douro, mas que agora, certamente, será uma quinta que está a construir a sua história, uma história duradoura mesmo que a próxima geração não queira assumir o comando da Quinta da Barca. Justina Teixeira tem uma filha de quatro anos e, tal como a mãe, pode querer enveredar o seu percurso profissional por outro caminho.

Mas, tal como a mãe, pode decidir assegurar todo o potencial que esta quinta tem. Uma quinta que, para além da projeção nacional que já alcançou, é uma marca que está a ganhar terreno internacionalmente. Prova disso são os prémios e as medalhas que o vinho Busto tem vindo a ganhar, a nível nacional e internacionalmente.

E o nome Busto porquê? Busto para fazer jus e tributo à pessoa responsável pela primeira região demarcada do mundo, Marquês de Pombal. O Douro é a mais antiga região demarcada de vinhos do mundo. Foi demarcada em 1756, pelo Marquês de Pombal, de forma a garantir a qualidade e autenticidade dos vinhos desta região. Inicialmente, o vinho tinha o busto desta personagem icónica do Douro, mas, posteriormente, por questões burocráticas, não foi possível continuar a ter o busto do Marquês de Pombal nos rótulos dos vinhos da Quinta da Barca.

O primeiro Busto é comercializado em 2007 e, em 2011, a Quinta da Barca vê reconhecido o seu trabalho ao conquistar a Medalha de Prata no Concurso Internacional de Vinhos, Espirituosos e Azeites, em Sevilha, Espanha, com o Busto Tinto Reserva 2008.

Em 2013 conquista a Medalha de Ouro no concurso Mondial de Bruxelles com o Busto Reserva 2009. Trata-se de um evento internacional considerado como um dos mais importantes concursos de enologia do mundo.

Também o Busto Reserva Tinto Touriga Nacional 2013 e o Busto Grande Escolha Tinto Touriga Nacional 2014 foram premiados com a medalha de Ouro no concurso “Melhores de Portugal”. De salientar que a casta Touriga Nacional tem tido um reconhecimento internacional como casta de elevado potencial qualitativo.

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Mérito e reconhecimento internacional

Justina Teixeira afirma que tem sido ela quem tem dado a cara pela Quinta da Barca, mas que o trabalho, os resultados, o sucesso e a projeção alcançados são fruto do trabalho de equipa, desde as pessoas que se dedicam ao trabalho físico árduo, muitas vezes feito em condições adversas devido à rigidez do terreno ou das condições climatéricas, até ao comercial que promove o contacto com potenciais clientes. E a gestão e a liderança da equipa tem sido o seu desafio constante. “Temos de saber manter as pessoas motivadas e dedicadas. Se os trabalhadores não estão felizes no trabalho também não estão felizes em casa e vice-versa. E isso reflete-se na produtividade e no sucesso da empresa. É fundamental que haja bem-estar na empresa e que as pessoas saibam que o seu valor é reconhecido. Aqui, todas as ideias são bem-vindas para ajudar a crescer a empresa. Damos voz aos nossos colaboradores e sabemos ouvi-los”, afirma a nossa entrevistada. Com um bom trabalho de equipa, uma estratégia delineada e objetivos definidos, o vinho da Quinta da Barca foi conquistando mercado, sendo, nos dias de hoje, um vinho apreciado por todo o país. Mas o que falta fazer para a sua projeção no mercado nacional?

Por estratégia, o Busto não se encontra à venda em superfícies comerciais. A Quinta da Barca optou por ter os seus vinhos presentes em restaurantes e garrafeiras e, para a sua distribuição, escolheu pequenos distribuidores, espalhados de norte a sul do país, que conhecem bem a região e saberão melhor onde distribuir o seu vinho. Com algumas zonas no país por conquistar, mas também chegarão a essas, já se abriram as portas ao mercado externo. Sem dúvida, este era o passo que a Quinta da Barca tinha de dar: a internacionalização da marca Busto. Já comercializam o vinho em grandes quantidades para a Suíça desde o ano passado, mas não é suficiente. Com uma aposta forte na promoção e divulgação do vinho com a presença em feiras, eventos e com degustações, o Busto está, agora, a conquistar a Polónia.

A Quinta da Barca está presente no projeto Soul Wines – Wines with Soul, um projeto conjunto de internacionalização e que conta com a participação de vários produtores de vinhos da região do Douro. A primeira aposta neste projeto de internacionalização foi o mercado Polaco. Em Junho de 2016 houve uma missão organizada pela NERVIR, agregando na totalidade 19 produtores do Douro. Foram realizadas degustações, apresentações dos vinhos e estabelecidos contactos com diferentes importadores, distribuidores e jornalistas. Neste âmbito, a Quinta submeteu ao concurso Wine Expo Poland Awards 2016 na Polónia, os seus vinhos, tendo arrecadado dois prémios: para o Busto Colheita Tinto 2013 Gold Award e para o Busto Reserva Tinto 2011 Silver Award. Trata-se de um passo decisivo para a construção da imagem e da marca do vinho Busto na Polónia, que já teve impacto ao nível da promoção no mercado polaco e a nível de contactos comerciais com potenciais clientes.

Recentemente, a Quinta da Barca esteve representada em Bruxelas e em Berlim com provas de degustação, e de uma coisa Justina Teixeira tem a certeza, as comunidades portuguesas espalhadas lá fora são o melhor alicerce para promover, divulgar e consolidar os vinhos e produtos portugueses. E é essa estratégia que se pretende seguir, comercializar o vinho lá fora com o apoio das comunidades portuguesas que tão bem sabem divulgar Portugal. Mais tarde, depois de tudo muito bem estruturado e pensado, o passo seguinte será conquistar o mercado americano. Um mercado difícil, mas que não é impossível para Justina Teixeira. O Enoturismo também é algo a pensar e que faz todo o sentido, até porque a Quinta da Barca tem recebido visitas sem qualquer divulgação, mas é um projeto que tem de ter o seu tempo, pois envolverá outra estrutura, outra dinâmica e outra equipa. Agora o objetivo é aumentar as infraestruturas para a produção de vinho e corresponder ao aumento da procura. Como acontece com qualquer empresa familiar, a criação de uma marca própria leva o seu tempo. Compra das terras ou da propriedade, plantação de novas vinhas e criação de uma adega com equipamentos modernos com uma capacidade modesta para a produção de vinho no início de atividade. Com vendas a rondar as 60 mil garrafas, prevê-se chegar rapidamente às 100 mil garrafas de vinho pelo que agora é necessário, portanto, ampliar toda a estrutura que está na base da criação do vinho Busto. O Busto DOC Moscatel Galego Branco 2014 foi a revelação surpresa da Quinta da Barca. Quando saiu para o mercado e se falava no nome moscatel, as pessoas associavam automaticamente a um vinho licoroso, doce e pesado. A aceitação não foi imediata, mas quem acabava por provar este vinho ficava rendido à sua leveza e frescura. Vinificado na Quinta da Barca a partir da casta Moscatel Galego Branco, é utilizado o método de “bica-aberta”, com decantação de 24 horas e posterior fermentação, durante 25 dias, com controlo de temperatura, realizada em cubas de inox de pequena capacidade. Com uma cor citrina, brilhante, aroma intenso da casta,é um vinho fresco na boca, elegante e marcado pela acidez e irreverência do Moscatel Galego. O Busto Moscatel Galego Branco é ideal para acompanhar todo o tipo de peixes, mariscos ou saladas mediterrânicas. Começaram por produzir mil garrafas, depois mais duas mil garrafas e, posteriomente mais quatro mil garrafas deste Moscatel Galego Branco, em apenas três anos. Justina Teixeira diz que não há maus vinhos, há vinhos para todos os gostos. Mas, de certeza, que o sucesso que esta quinta tem alcançado num curto espaço de tempo se deve ao facto de não fazerem vinho por fazer… fazem vinho por prazer.

Mau tempo provoca estragos nas vinhas do Douro

Uma inesperada vaga de mau tempo afetou o país na quinta-feira e sexta-feira. A chuva e o granizo provocaram estragos em várias localidades do norte e centro.

Os bombeiros dos concelhos de Miranda do Corvo (Coimbra), Amares (Braga), Vila Real,Vila Pouca de Aguiar, Pinhão, Alijó, Mesão Frio, Santa Marta de Penaguião e Sabrosa (Vila Real) foram chamados para responder a dezenas de pedidos de ajuda, devido à forte pluviosidade e vento.

No concelho de Santa Marta de Penaguião, Vila Real, as preocupações viram-se para a vinha da Região Demarcada do Douro devido à queda de granizo. “Eram pedras do tamanho de cerejas. Caiu granizo durante cerca de 10 minutos mas com muita intensidade”, afirmou o presidente da junta de Fontes, Hugo Sequeira.

Em Sabrosa, a produção de vinho será prejudicada, havendo uva estragada e mesmo videiras danificadas. A Adega Cooperativa de Sabrosa já tinha recebido às primeiras horas da manhã 20 pedidos de ativação do seguro por prejuízos na vinha.

A Lusa verificou na zona que diversas hortas, vinhas, pomares e batatais foram destruídos pelo granizo e que a água inundou diversos campos.

“O grande problema foi a destruição na agricultura”, disse o responsável da Proteção Civil Municipal de Miranda do Corvo, Fernando Jorge.

Douro: Tranquilidade do enoturismo da Quinta Nova enaltecida na imprensa internacional

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No seu artigo “Vinas y río: Oporto en versíon slow”, o relevante jornal espanhol El Mundo refere “Nesta região dedicada ao vinho, há muitas opções para a prática de turismo rural. O programa inclui a visita às vinhas, adegas, prova de vinhos e usufruto da tranquilidade do campo, desfrutando de luxos como nadar numa piscina em socalco para o rio e dormir num quarto acolhedor e silencioso. Um capricho ‘deluxe’”.

Mar Muñiz, jornalista da secção Viagens, realça “Prazer natural: na zona do Alto Douro Vinícola, o rio e as vinhas marcam os tempos e a paisagem. Descanso. Nesta região que tem a produção de vinho como motor económico, é possível um alojamento nas quintas como a Quinta Nova de Nossa Senhora do Carmo, com a singularidade dos seus mais de 250 anos de história.”

No relevante jornal britânico The Telegraph, a jornalista especialista em viagens Mary Lussiana, recomenda que os leitores visitem a Quinta Nova enaltecendo “Num magnifico cenário, em cima do rio Douro, rodeado por vinhas, a renovada casa do séc. XIX, ladeada pela capela do séc. XVIII, dispõe de 11 confortáveis quartos, um excelente restaurante e um terraço para jantar ou para degustar os vinhos” da quinta.

A jornalista pontua vários itens, destacando a localização “um dos mais bonitos cenários no país, com uma abrangente vista sobre o rio e as vinhas que o envolvem. O acesso ao rio fica a poucos minutos de carro, onde um recém-construído cais privado proporciona passeios em barcos de lazer. Na estação de comboio de Ferrão, ao lado, o visitante pode apanhar o comboio regional até à cidade do Peso da Régua a 20 minutos. O aeroporto do Porto fica a 1 hora e 45 minutos de distância de carro.”

The Telegraph realça ainda outros motivos para visitar a Quinta Nova “Os vinhos da Quinta Nova são muito recomendados e o Mirabilis Grande Reserva Branco é um motivo de força maior para vir cá. O chefe José Pinto do Conceitus Winery Restaurant comprova o seu talento nos pratos excecionais tais como o tártaro de vitela com gengibre ou no assado sugerido para menu infantil, um prato regional. O Wine bar oferece pratos tipo tapas e uma vasta variedade de vinhos a copo, permitindo um conhecimento da região”.

Paula Sousa, da Quinta Nova, afirma “É muito gratificante a avaliação que estes destacados jornais, o El Mundo e o The Telegraph, fazem da Quinta Nova, pois demonstra o apreço sentido pelo nosso projeto de enoturismo, hotel, restaurante e por toda a exclusividade que temos para oferecer, a par dos excelentes vinhos. Por esta via reforçamos o convite aos turistas espanhóis e britânicos para visitarem o Douro e a Quinta Nova e usufruírem da beleza única da região”.

A HISTÓRIA

A Quinta Nova de Nossa Senhora do Carmo é um local de extrema beleza, no coração do Douro, e propriedade da família Amorim desde 1999.

A ligação da família ao vinho vem de longe, através da sua ligação às casas exportadoras de Vila Nova de Gaia, por via do negócio da cortiça, mas nessa data esta ligação resultou na concretização de um sonho e o projecto está hoje nas mãos da 4ª geração da família.
Com uma história superior a 250 anos, a quinta exibe uma traça conservada e o edifício original da adega de 1764, após intervenções a cargo do Arquitecto Arnaldo Barbosa.
Mas a quinta é muito anterior a 1764 e história confirma-a como uma grande terra pertencente à Casa Real Portuguesa, tendo sido identificado o seu primeiro proprietário em 1725. A adega vinificava mais de 3.500 pipas de vinho, de parcelas e quintas vizinhas, tendo sido logo «integrada na primeira demarcação da região». Os locais históricos que ainda hoje estão preservados dão a perceber todo este peso histórico.
O espírito empreendedor e visionário da família fez entretanto a diferença pois, aliado a uma aposta apaixonada no futuro, determinaram o início de múltiplas alterações para um caminho de excelência enológica.

As 20 sugestões da CNN para descobrir o Douro

Se tinha dúvidas em relação a visitar a região do Douro, talvez uma ajuda do estrangeiro lhe dê motivação. A CNN apaixonou-se pela região, ficou quase convencida de que o Rio Douro é mesmo de ouro, e fez uma lista com 20 motivos para visitar a zona.

1. Tripas e tradições no Porto

Ver a cidade a partir do topo da Ponte D. Luís I é “estonteante”, diz a televisão norte-americana. Desde a Ribeira ao Mercado do Bolhão, passando pelos restaurantes que servem tripas à moda do Porto, tudo são bons motivos para visitar a Invicta, diz a CNN.

2. Pinturas rupestres de Foz Côa, o “graffiti mais antigo do mundo”

As pinturas descobertas em 1980 na intersecção entre o rio Douro e o rio Côa são um dos principais atrativos da região. A televisão americana destaca que “as pinturas com 30 mil anos são talvez a arte humana de exterior mais antiga do mundo”.

3. A perfeição do vinho do Porto

Feito com uvas plantadas ao longo das margens do rio Douro, o vinho do Porto é uma das bebidas mais famosas do mundo. A CNN aconselha os turistas a visitar as caves onde os vinhos amadurecem, e deixa sugestões sobre como degustar melhor as diversas castas.

4. O rio

Desde os cruzeiros de uma semana nos “hotéis flutuantes” aos passeios de barco com almoço incluído, as viagens pelo rio Douro são todas pontuadas por provas de vinhos — enquanto se veem as vinhas nas margens.

5. Miranda do Douro e o Mirandês

Portugal tem duas línguas oficiais. Se cá, nem todos conhecemos o Mirandês, lá fora a língua de Miranda do Douro ainda é menos conhecida. Com fortes influências do castelhano, a língua ancestral é um dos patrimónios mais bem preservados da região. A língua e a dança dos pauliteiros de Miranda, que a CNN também aconselha a conhecer.

6. Lampreia e outras especialidades

A comida, na região, é muito importante. Desde os restaurantes gourmetaos locais mais rústicos, diz a CNN. Entre as especialidades aconselhadas, encontram-se o arroz de lampreia, as papas de sarrabulho, o cabrito, o polvo frito, o bolo de bacalhau e a alheira.

7. O pôr-do-sol no Atlântico

O local onde “o rio encontra o mar”, na Foz do Douro, é um dos lugares recomendados pela televisão americana. Passear nas avenidas com palmeiras, surfar no Atlântico, descansar nos bares das praias e ver o pôr-do-sol são algumas das sugestões.

8. Hotéis? Palácios, quintas ou solares

A CNN destaca a possibilidade de os turistas poderem ficar em alojamentos menos convencionais, como as várias quintas da região que acolhem turismo de habitação, e até mesmo em silos de cereais modernizados.

9. Percorrer a linha do Douro de comboio

Uma das principais sugestões da CNN é a linha do Douro. Ir entre o Porto e a estação do Pocinho — a estação terminal da linha do Douro, depois da desativação do trecho até à fronteira de Barca d’Alva — custa apenas 13€.

10. O vinho tinto

Além do vinho do Porto, que dá a fama à região, os vinhos de mesa do Douro também fazem parte do roteiro planeado pela cadeia norte-americana. O top da Wine Spectator, esclarece a CNN, colocou dois vinhos tintos do Douro no top 4 de 2014.

11. Observar abutres na fronteira com Espanha

O Douro marca a fronteira com Espanha durante mais de 100 quilómetros. Essa zona está repleta de miradouros de onde se podem ver paisagens bastante extensas e de cortar a respiração. E um dos grandes destaques é a presença de grandes aves, como abutres, que podem ser observados a partir desses miradouros.

12. As pequenas vilas ao longo do rio

Se a cidade não for o destino preferido, os visitantes poderão sempre ficar pelas várias vilas, pequenas cidades e localidades ao longo das margens do rio. A CNN destaca o Peso da Régua e Lamego como destinos interessantes.

13. Destino para todas as estações do ano

A televisão norte-americana sublinha que a região é um ponto de interesse em todas as estações do ano. No verão, com temperaturas acima dos 40ºC, no inverno, com a neve nas colinas, na primavera, com as flores e as vinhas, e no outono, a época das vindimas.

14. Porto, cidade de cultura

A vida noturna da Invicta, as galerias de arte, os cafés, o museu de Serralves, a Casa da Música e até o NOS Primavera Sound são as sugestões culturais da CNN para a cidade do Porto.

15. A melhor estrada do mundo

É verdade, a melhor estrada do mundo é portuguesa. Já lhe contámos a história desta estrada aqui no Observador, e a CNN concorda que uma das melhores coisas para fazer na região do Douro é mesmo percorrer a N222, desde a Régua ao Pinhão.

16. A Rota do Românico

Uma série de igrejas, castelos e pontes, do período Românico (séc. XII) fazem parte deste roteiro. Passear por estes locais que lembram os tempos da fundação do país é uma das sugestões da televisão americana para o Douro.

17. Visitar uma quinta e abrir uma garrafa de vinho verde

Muitas propriedades do Douro organizam visitas guiadas para conhecer as vinhas e provar alguns dos melhores vinhos da região. E não são só os tintos e o do Porto. Também o vinho verde, bem fresco, é uma das propostas da CNN para visitar a região.

18. Desportos na Natureza

Andar de caiaque no Douro internacional, percorrer os trilhos das margens em bicicleta ou caminhar pelo topo das montanhas são algumas das hipóteses para os que preferem o desporto. O rio Douro oferece diversas possibilidades de atividades, quer dentro de água, quer fora dela.

19. Moda inspirada na tradição

Maria Suzana de Castro, uma artesã da região, pega em peças da arte tradicional de Miranda do Douro e cria roupa moderna. As roupas, criadas por Maria Suzana e pela sua filha, inspiram-se, por exemplo, nas capas tradicionais dos pastores da região.

20. Francesinhas

É a melhor sandes do mundo, e foi criada nos anos 50 por um emigrante que regressou de França. A lenda diz que o nome vem do facto de o molho ser tão picante como as raparigas francesas, e a CNN recomenda que todos experimentem uma ao visitar o Porto.

Cultura chumbou projecto da Douro Azul na escarpa de Gaia

O empresário Mário Ferreira viu a primeira versão do seu projecto de arquitectura para um hotel na escarpa do Douro, em Gaia, ser chumbado pela Direcção Regional de Cultura do Norte. A “volumetria excessiva” da construção, que aproveita ruínas de uma antiga fábrica de Cerâmica, mereceu um parecer negativo desta entidade, que é vinculativo, dada a proximidade ao Mosteiro da Serra do Pilar. O empresário discorda, mas já está a preparar uma nova proposta.

O Dono da Douro Azul, que chegou a admitir que pretendia avançar este Verão com as obras de transformação da antiga Cerâmica do Sr. do Além num hotel, viu os seus planos gorarem-se e já teme não conseguir aproveitar uma janela de financiamento do Portugal 2020 que implicaria a entrega da candidatura até ao final de Setembro, pois tal implicaria que o projecto de arquitectura fosse entretanto aprovado pela Câmara. O Município, que vê com grande interesse esta intenção de investimento de Mário Ferreira, já se reuniu nas últimas semanas com a Direcção de Cultura do Norte para tentar desbloquear o processo.

O projecto de arquitectura do Wine Hotel, como é provisoriamente conhecido, é da autoria do atelier Rodapé, com o qual Mário Ferreira já está a trabalhar na Hotel Monumental, no Porto.  Contactado pelo PÚBLICO, o director regional de Cultura, António Ponte, não quis fazer comentários sobre a qualidade do projecto, e apenas disse que as reuniões visam encontrar uma solução “que tenha em conta não apenas o impacto da obra na escarpa e no monumento próximo, mas em todo o contexto das ribeiras do Porto e de Gaia”, de onde o hotel – com 85 quartos e onze apartamentos –  vai ser visível.

Mário Ferreira discorda dos argumentos invocados. “O volume que vai ser aprovado não vai ser tão diferente do que foi apresentado. Não concordamos, mas vamos apresentar um segundo projecto rapidamente para não perdermos mais tempo e porque queremos andar em frente com a obra”, explica. O empresário revela que pretendia candidatar aquele hotel já fundos para a área do turismo do Portugal 2020, mas teme perder a primeira janela de oportunidade, que termina no final de Setembro, nota.

“O problema é que não podemos entregar a candidatura até termos a arquitectura aprovada pela Câmara, o que depende deste parecer. Nós tínhamos a arquitectura toda pronta”, queixa-se. Agora, admite, “é muito difícil chegar a tempo dessa candidatura. E depois, se congelarem os fundos, esse hotel vai ficar parado até se abrir uma nova janela. Fica a perder a cidade, aquela margem, e até pode-se perder a oportunidade de negócio”.

O investimento previsto para este empreendimento é de 15 milhões de euros. Mário Ferreira espera conseguir um apoio de 45% do Portugal 2020, num empréstimo com três anos de carência e reembolsável em sete anos, com 0% de juros. “Nós colocamos 30% de capitais próprios e 25% virá de financiamento bancário”, acrescentou, explicando que sem o apoio comunitário o projecto não avança.  Parada fica também a reabilitação da Capela do Sr. Do Além, que Mário Ferreira se prontificou a custear, e que, acredita, vai também valorizar patrimonial e turisticamente aquela zona da escarpa.

“A capela tem um miradouro espectacular. Vai ter muito movimento”, antecipa o empresário, assumindo que quando lhe foi proposta a compra da antiga fábrica não se interessou, num primeiro momento. Mas depois de visitar o local, com a família, percebeu que estava perante um espaço com características “especiais” para um projecto turístico, pelo seu enquadramento na escarpa, junto à ponte Luís I e numa zona que faz parte de um percurso pedestre ao longo da margem do Douro. E mal viu que a propriedade incluía um antigo cais de acostagem, as dúvidas dissiparam-se. Os hóspedes vão chegar ao futuro hotel por via fluvial. À La Mário Ferreira.

Comboio Histórico do Douro vandalizado na Régua

O Comboio Histórico do Douro foi vandalizado na noite de sábado, na estação ferroviária da Régua que serve de gare à Linha do Douro, onde circula a composição, segundo adiantou a Comboios de Portugal (CP).

Até ao momento, a CP desconhece o responsável pelo acto e já apresentou “queixa às autoridades competentes”, refere a empresa numa resposta escrita enviada ao PÚBLICO. As fotos não foram divulgadas para não dar notoriedade a quem despejou spray sobre as velhas madeiras.

Uma das cinco carruagens que compõe a composição ficou totalmente coberta com grafitis. O montante dos prejuízos ainda não está apurado uma vez que “só no acto da limpeza do grafiti se poderá verificar os danos reais, nomeadamente os que podem resultar da sua remoção, ao nível das madeiras da carruagem, e eventual necessidade de pintura e envernizamento”, pode ler-se na mesma resposta.

A circulação não será afectada visto que as viagens do comboio só se realizam aos sábados e domingos durante o mês de Julho e a sua limpeza deverá ocorrer até ao final desta semana.

“O fenómeno dos grafitis, realizados desta forma, constitui um flagelo social, que necessita de um enquadramento legal e jurídico adequado ao seu combate”, destaca a CP. “Esta prática em comboios da CP gera custos avultados quer ao nível da sua remoção, quer ao nível da necessidade de retirar os comboios de serviço para proceder à sua limpeza”, acrescenta.

A empresa de transportes diz ter sinalizados “os pontos críticos das centenas de quilómetros da infra-estrutura ferroviária onde ocorre com mais frequência a pintura de grafitis”. Os actos de vandalismo são recorrentes nos comboios da empresa que diz estar a “tentar que sejam adoptadas medidas concretas e eficazes de combate ao grafiti”, junto da Infra-estruturas de Portugal (IP), entidade responsável pela gestão da infra-estrutura ferroviária, e das forças de segurança.

A CP informou ainda que está a aguardar autorização governamental “para proceder ao lançamento de um novo concurso de vigilância que, entre outros, se destina ao combate e vigilância contra os grafitis”.

Recorde-se que a máquina a vapor foi renovada, ao trocar o carvão pelodiesel, e que desde o dia 4 de Junho está a fazer viagens na linha do Douro. A Locomotiva a Vapor 0186 foi construída em 1925 pela Henschel & Son e as cinco carruagens históricas percorrem a distância que vai da Régua ao Tua, com passagem pelo Pinhão, sempre a par do rio Douro. As viagens na histórica locomotiva vão poder ser realizadas até 22 de Outubro.

Tinto do Douro eleito melhor vinho do ano

O vinho produzido pela Sociedade Quinta do Portal, relativo à colheita de 2011, foi eleito o melhor do país por um Grande Júri de especialistas de renome internacional, onde se destacam as britânicas Jancis Robson e Julia Harding, os americanos Joshua Greene e Evan Goldstein, o brasileiro Dirceu Junior e a alemã Caro Maurer.

Além do prémio absoluto atribuído ao Quinta do Portal Grande Reserva, o concurso distribuiu prémios por categorias que contemplaram dois vinhos oriundos do Douro, um da Região do Vinho Verde e outro da Região da Bairrada.

O Messias Clássico Garrafeira, colheita da Bairrada de 2010, recebeu o galardão de Melhor Tinto Varietal; o Melhor Branco Varietal foi atribuído ao vinho verde Quinta de Linhares Azal, de 2015; o premio de Melhor Vinho Branco de Lote foi para o Vallegre Doc Douro Reserva Branco, de 2014; enquanto o Quinta do Portal Grande Reserva conquistou também o galardão de Melhor Vinho Tinto de Lote.

Na categoria de vinhos licoroso, o Vinho do Porto Tawny de 1967 da Messias foi eleito “Melhor Vinho licoroso com data” e o Vinho do Porto Tawny 40 anos Kokpe, da Sogevinus, foi classificado como “Melhor Vinho Licoroso com Idade”.

O Douro conquistou 14 das 24 medalhas de Grande Ouro nos vinhos tranquilos e quatro Grandes Ouros na categoria dos Licorosos. Foram também premiadas com Grande Ouros nos vinhos tranquilos as regiões vitivinícolas do Alentejo, Bairrada, Dão, Lisboa, Península de Setúbal, Tejo e Vinho Verde.

“A qualidade deste ano foi muito boa”, resume Jorge Monteiro, presidente da ViniPortugal, organização interprofissional do setor vitivinícola, reconhecida pelo Ministério da Agricultura, que desde 2013 assegura a realização do Concurso Vinhos de Portugal e que tem como missão “promover a imagem de Portugal, enquanto produtor de vinhos por excelência valorizando a marca “Wines of Portugal”.

Segundo este responsável, a edição deste ano contou com 1.350 vinhos a concurso de todas as regiões do país, “o que tornou ainda mais aliciante” o trabalho do júri internacional, recrutado entre críticos internacionais que são profundos conhecedores da realidade nacional.

“Os vinhos portugueses têm cada vez maior prestígio internacional e esse facto tem vindo também a refletir-se nas vendas. Entre 2014 e 2015 as vendas para o estrangeiro aumentaram de 725 milhões de euros para 736 milhões de euros, apesar da quebra acentuada no mercado angolano, que foi muito afetado pela crise”, resume Jorge Monteiro.

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