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13 ANOS DE SOLUÇÕES

Dulce Forte

Estão neste momento a comemorar o aniversário dos 13 anos de atividade. Que balanço faz destes anos?

Sim, é verdade! Começámos numa 6ª feira 13, em outubro de 2006! A entidade fiscal que está por detrás da marca DSolutions, foi constituída para assegurar uma posição de franchising da Decisões e Soluções, em Loures. Durante seis anos, representámos essa marca e trabalhámos em consultoria financeira, nomeadamente na consolidação e obtenção de crédito para particulares e empresas. Em 2013, rescindimos o contrato de franchising e continuámos com a nossa atividade de forma independente, mas também com um foco diferente. A consultoria de gestão e formação. A partir dessa altura, criou-se a DSolutions® como marca. No fundo, sou um pouco a “Dulce Soluções”, porque os clientes, mais do que a marca, recorrem sempre à “Dulce”. Dito isto, até ao dia de hoje, temos estado focados na consultoria de gestão, com o acompanhamento às empresas em várias vertentes: financeira, fiscal, apoio na obtenção de fundos, implementação de sistemas de certificação, processos de certificação de empresas na área da formação, entre outras. Temos como missão criar valor para os nossos clientes!

Quais foram os principais desafios que enfrentou ao longo destes 13 anos?

Os principais desafios foram, sobretudo, os anos de 2013-14, anos da crise financeira, que coincidiram também com o término do quadro comunitário anterior, o QREN e o lançamento do novo quadro, Portugal 2020. Para mim, quer em termos pessoais, quer em termos empresariais, estas, eram as duas áreas com as quais estava a trabalhar, pelo que teve que haver um “renascimento das cinzas” e uma redefinição estratégica. Foi extremamente desafiante, porque por um lado, deixei de estar associada a uma marca de nível nacional e passei a trabalhar sozinha, e por outro, porque tinha duas áreas de negócio que estavam em transição ao mesmo tempo. Foram várias as perguntas, com as quais me questionei, tais como: o que era possível fazer? o que se podia criar de novo? Desistir? Resistir? Resistimos e, foi uma fase importante, porque me deu a oportunidade de conhecer outros mercados, como o médio oriente e o continente africano, onde acompanhei processos de internacionalização de empresas.

Para além da DSolutions, em 2017 nasceu a DSolutions Real Estate? Explique-nos em que consiste esta nova solução ligada à mediação imobiliária.

A DSolutions Real Estate resulta da experiência na área financeira para a vertente imobiliária. A nossa missão é selecionar oportunidades de investimento imobiliário à medida das elevadas expectativas dos nossos clientes, sobretudo investidores. Desde 2017 que temos uma licença AMI, e esta é a atividade do grupo que tem estado em destaque, porque temos estado a crescer e a consolidar a equipa. Estamos vocacionados para assessorar estrangeiros e nacionais que pretendem investir no imobiliário em Portugal, ou utilizar o país como plataforma para a sua estratégia internacional e é através deste compromisso que pretendemos trazer valor aos nossos clientes, adotando um posicionamento ético, transparente e de confiança na relação que estabelecemos com os nossos clientes e parceiros, baseado na integridade, rigor e confidencialidade.

Muitos são aqueles que afirmam que o caminho para o crescimento das empresas portuguesas faz-se lá fora. A DSolutions já se internacionalizou?

Sim. Estamos neste momento no Luxemburgo a trabalhar em todas as atividades do grupo DSolutions: consultoria de gestão e investimento imobiliário. Temos estabelecidas diversas parcerias com entidades internacionais que pretendem investir em Portugal. Esta estratégia tem por base a vertente de investimento imobiliário em que nos decidimos focar: grupos de investidores para projetos considerados de gama média/alta e mercado empresarial. E é neste sentido que temos feito um grande esforço e um grande investimento. Esta expansão começou em Abril de 2018, data em que estivemos presentes na Portugal Expo, no Luxemburgo, no sentido de estabelecer parcerias. Este ano já marcámos presença na FIN (Feira Internacional de Negócios) no Porto e para 2020 estão previstas presenças em duas feiras internacionais de imobiliário: Madrid e Paris.

Estas apostas fazem parte das opções estratégicas da DSolutions, como forma de se distinguir no mercado?

Sim! O nosso objetivo é manter este foco. Estar sempre direcionados para este perfil de cliente e ter uma vertente consolidada de áreas, porque ambas as áreas de atuação se complementam e distinguem pela vasta experiência no mercado em que intervimos, tanto para empresas como para particulares.

De que forma é que os vossos serviços criam valor e vantagens competitivas para as organizações?

Adaptando os serviços prestados à cultura de cada organização. A DSolutions gosta de entrar numa empresa e torná-la sua parceira e criar uma relação de proximidade com os seus clientes. Costumo dizer que os nossos clientes se tornam “família”.  Muitas das vezes começamos por fazer uma simples intervenção para uma empresa cliente e acabamos por fazer o acompanhamento da mesma ao longo de vários anos, ou seja, consolidamos a nossa posição com os clientes. Quanto às vantagens competitivas temos diversos parceiros estratégicos que complementam os nossos serviços: a título de exemplo, podemos enquadrar as empresas clientes em missões empresariais de entidades associativas parceiras. Isto significa que conseguimos dar às empresas, um vasto leque de ofertas em várias áreas o que nos permite reforçar a nossa relação com o cliente.

Para além da consultoria, prestam serviços estratégicos para o crescimento das atividades dos vossos clientes, através do “training academy” e das certificações. Em que consiste cada um deles?

A “training academy” é no fundo, a formação. Mas ainda é um projeto embrionário. No entanto, o objetivo é criar rapidamente uma academia de formação interna, de forma a complementar o trabalho desenvolvido pela DSolutions na vertente de consultoria de gestão. Quanto às certificações o nosso serviço é acompanhar as empresas, através de consultores, nos sistemas de implementação de certificações em tudo o que sejam normas.

Arrancámos, há dias, com uma parceria com uma entidade certificadora, uma vez que vamos lançar um projeto relacionado com o Portugal 2020. Este projeto tem por base o desenvolvimento de workshops temáticos a nível nacional, onde serão apresentados os apoios que as empresas podem ter nas áreas de qualificação e internacionalização, que são essencialmente, as duas áreas com as quais trabalhamos. No fundo é essencial trabalhar estas vertentes para a empresa se poder destacar.

A DSolutions tem como projetos para o futuro..?

A base do grupo DSolutions está consolidada. No entanto, é preciso continuar a manter a posição que temos, porque neste momento somos uma marca reconhecida. Temos como objetivo manter a qualidade dos nossos serviços e o nível de aprovação dos nossos projetos, uma vez que é para isso que trabalhamos. E como disse anteriormente, lançar uma nova área para 2020, a academia de formação interna. Outro objetivo é dar à vertente DSolutions Real Estate a mesma visibilidade que a base do grupo já detém, porque é uma área a destacar pela qualidade dos serviços que presta, e por isso, temos cada vez mais, que estar focados, criando várias ofertas que possam complementar o serviço prestado.

Uma mulher que pode mudar o seu mundo

Dulce Forte é Co-fundadora e Presidente da Direção da AESS, uma Organização não-governamental que tem como premissa Formar, Educar, e Sensibilizar para a Educação Financeira. De que se trata este conceito de “Educação Financeira?

A Educação Financeira trata de um conjunto de informações básicas sobre como fazer uma melhor gestão do próprio dinheiro. Envolve ferramentas para elaborar e controlar o orçamento pessoal ou familiar – como comprar, poupar e investir e, de um modo geral, como gastar o dinheiro de forma saudável visando atingir os objetivos de forma racional e equilibrada.

Ser um cidadão financeiramente saudável é transformar o dinheiro num aliado e para isso há que, tal como em tudo na vida, fazer opções, tomar decisões e desenhar um plano, neste caso financeiro. Podemos dividir esse plano em três partes principais: despesas/dívidas, sonhos/objetivos, poupança/investimentos.

Isto é “Educação Financeira”!

Os portugueses estão bem educados financeiramente?

Após dez anos de consultoria financeira e a acompanhar pessoas e famílias com problemas financeiros posso afirmar que não. Esta afirmação é confirmada por dados concretos porque, ao contrário do que era expectável, o endividamento das famílias portuguesas aumentou em 2016. A retoma da economia previa o contrário, mas os dados divulgados pela DECO em janeiro mostram que houve um acréscimo substancial de pedidos de apoio em relação a 2015. De 2014 para 2015 o crescimento tinha sido mínimo.

O desafio da AESS, desde a sua constituição, é transmitir a toda a população os conceitos básicos da educação financeira. Começamos pelas crianças porque elas são os futuros cidadãos que queremos formar e educar. A pensar neste pressuposto lançamos em 2015 dois livros sobre a gestão do dinheiro, que têm como destinatários principais, crianças e jovens. Nestes livros pretende-se, de uma forma simples e prática, explicar o que é afinal gerir dinheiro.

Desenvolvemos também programas de educação financeira para jovens, adultos e seniores. Além destas populações temos uma grande responsabilidade social para com os grupos em risco de exclusão social que têm ainda mais necessidade de ter conhecimentos e educação nesta temática dado que são muito mais vulneráveis.

É, paralelamente, Diretora Geral da DSolutions, uma empresa reconhecida pelo desenvolvimento de projetos de formação tendo em vista a valorização do Capital Humano. Que importância assume, atualmente, o capital humano nas organizações?

Sem o Capital Humano as organizações não existem. As pessoas são cada vez mais uma preocupação das organizações, e atualmente são reconhecidas como os principais ativos das empresas, que se preocupam, como nunca, com o seu bem-estar a todos os níveis. Senão vejamos, e fazendo uma ligação à educação financeira, ou à falta dela. Um colaborador endividado tem um impacto, na maior parte dos casos ainda não quantificado, na produtividade de uma empresa e consequentemente nos seus resultados. Uma empresa com recursos humanos financeiramente “doentes” dificilmente será saudável. As empresas começam a estar atentas a este fenómeno e a contratar programas de formação que visam apoiar e colmatar as áreas em que o seu Capital Humano sente mais debilidades.

Considera-se uma pessoa com capacidade comercial e de liderança, espírito de equipa e foco na resolução de problemas. São estas as principais características para uma boa liderança?

Sim, uma boa liderança tem que ter presentes todas estas características e estar muito ciente disso mesmo. Tenho tido diferentes desafios ao longo dos anos e em cada um deles tem sido necessário dar mais ênfase a uma ou outra característica de forma individual, mas tendo sempre presentes todas como um todo que fazem parte do ser humano que sou, em primeiro lugar.

E fora do mundo dos negócios, quem é Dulce Forte enquanto mulher?

Mãe de dois filhos adolescentes, voluntária da Acreditar, alguém que acredita que pode mudar o mundo, ou pelo menos, o mundo de algumas pessoas com quem se cruza. Acredito, sobretudo, nas pessoas e no potencial que cada uma tem por explorar.

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