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eDreams ODIGEO nomeia Thomas Vollmoeller como novo presidente do seu Conselho de Administração

A empresa tem o prazer de dar as boas vindas a Thomas Vollmoeller, que conta com uma grande experiência em cargos de liderança em empresas globais. Desde 2012 que ocupava a posição de CEO da XING SE, uma rede de negócios online líder de mercado, com mais de 16 milhões de utilizadores na região DACH (Alemanha, Áustria e Suíça). É também membro dos Conselhos de Administração da Ravensburger e da Conrad Electronic. Anteriormente, tinha ocupado diversas posições de relevo, tanto executivas como não executivas, tendo sido CEO da Valora Holding AG, uma empresa de comércio internacional cotada na bolsa, e também CEO, COO e CFO da Tchibo CmbH, uma das maiores cadeias de retalho da Alemanha. Thomas Vollmoeller tem um Doutoramento por parte da Universidade de St. Gallen e um MBA por parte da Universidade da Califórnia.

Esta nova nomeação para a Direção da eDreams acontece na sequência da demissão de Phillip C. Wolf, Presidente e Administrador Independente da empresa desde 2015 e 2014, respetivamente. O Conselho de Administração deseja agradecer a Phillip C. Wolf a sua dedicação, notáveis contribuições e liderança contínua ao longo do seu mandato, que chegará ao fim no dia 31 de dezembro de 2019. O seu papel foi fundamental para ajudar a empresa a marcar o seu rumo nos últimos ano e deixa a Direção e a empresa numa posição muito forte.

Phillip C. Wolf afirmou: “Foi uma grande honra ser um dos membros deste Conselho durante os últimos cinco anos. Durante este período, a eDreams ODIGEO atravessou uma transformação emocionante, que resultou numa empresa muito mais forte na atualidade. Thomas Vollmoeller é um líder de negócios altamente bem-sucedido e com um historial impressionante, que obteve em alguns dos setores mais competitivos do mundo. A eDreams ODIGEO irá beneficiar da sua experiência internacional e das suas habilidades para impulsionar o crescimento dos negócios a longo prazo”.

Thomas Vollmoeller declarou: “Estou encantado por contribuir para uma empresa líder a nível global como a eDreams ODIGEO. É uma grande companhia, com marcas potentes e tecnologia e capacidades de inovação de classe mundial. Estou desejoso por contribuir para a próxima fase de crescimento desta empresa.”

A próxima Assembleia Geral de Acionistas vai realizar-se no dia 30 de setembro de 2019.

Gateway de Pagamentos e Intermediadores: o que são?

Apesar de muito distintas, ainda existem pessoas que desconhecem a existência destas opções de implementação ou que não sabem distingui-las. Esse conhecimento é necessário, já que muitas lojas podem estar a perder a oportunidade de poupar centenas de euros mensalmente.

Conheça as diferenças entre as formas de implementação de pagamentos referidas acima e alguns dos meios de pagamento mais utilizados atualmente em Portugal.

Em que consiste o gateway de pagamentos?

Um gateway de pagamento, ao contrário do intermediador, é mais complexo e requer um investimento inicial nas empresas de pagamento. Também existe a necessidade de recorrer a um programador ou a uma empresa para implementar o sistema.

No entanto, a longo prazo, esta torna-se uma solução mais barata, profissional e vantajosa pois os seus consumidores não irão para outra página; todo o processo de compra é realizado no seu website. Claro que, devido à simplicidade do processo, o número de vendas tende a subir.

O inconveniente do gateway passa pela necessidade de contratação para a gestão de riscos. Este valor pode ser mais baixo se adicionar determinadas condições, como a gestão apenas para produtos de valor superior a 100€, por exemplo.

Nesta opção, será necessário fazer um pagamento mensal às entidades dos meios de pagamento que quer implementar no seu website. Escolher entre um a dois métodos de pagamento será suficiente. Esta opção pode ser contratada à Redunicre e pode aceitar pagamentos com cartões das principais marcas, pagando uma taxa por transação.

Método ideal para:

  • Empreendedores que tenham suporte técnico para o seu e-commerce – mesmo que em regime freelancer;
  • Lojas que tenham um elevado volume de vendas mensais.

Em que consiste o intermediador de pagamentos?

Esta forma de implementação permite uma maior facilidade no processo de integração de pagamentos numa loja e-commerce. Com apenas alguns cliques, estes intermediadores podem ser associados à sua loja online e estará pronto para receber pagamentos online dos seus clientes.

Apesar de vantajosa a nível de instalação, esta opção apresenta taxas associadas um pouco mais elevadas em cada pagamento.

Neste método, todo o processo é feito fora do seu website, portanto é provável que alguns clientes sejam recusados – algo que podia não acontecer caso o meio fosse seu.

Método ideal para:

  • Empreendedores que estão em fase inicial na sua loja online;
  • Lojas com um baixo número de pedidos mensais.

Meios de Pagamento mais Comuns no E-Commerce em Portugal

Referência Bancária ou Cartões

Seja através do uso da referência bancária e da entidade ou através da inserção dos códigos do próprio cartão, ou  com cartões usando o serviço de 3D Secure, estas são as soluções que não podem faltar na sua loja online. São práticas e conferem uma maior segurança ao processo de pagamento.

Alguns cartões, no entanto, não possuem os códigos necessários ao uso online – falamos essencialmente do CVV ou CVC. Nestes casos, e se a loja em questão for aderente, a aplicação móvel MBWay pode ser usada como alternativa.

Através desta opção, os consumidores podem pagar apenas com o seu número telefónico ou podem criar um cartão virtual que forneça todas as informações essenciais para pagamento na sua loja.

Existem empresas que podem ajudá-lo a implementar um sistema para receber pagamentos online. Em alguns casos, conseguirá receber pagamentos de qualquer parte do mundo, tendo sempre um ambiente online seguro para os seus clientes.

Transferência Bancária

Apesar de ser uma opção que vai requerer um pouco mais de atenção da sua parte – e, provavelmente, de envolvimento do próprio consumidor, não deixa de ser uma a que os portugueses já estão acostumados e de relativa facilidade.

Nesta opção deve fornecer o seu IBAN aos consumidores e estes farão a transferência do valor a ser pago. Como recomendação, peça sempre ao cliente que envie o comprovativo de transferência no final do pagamento, para confirmar que este foi realizado.

Paypal

Esta é uma das opções mais conhecidas para fazer compras online, e uma das mais usadas atualmente. O seu uso é simples e rápido, sendo possível comprar com apenas um clique, caso o consumidor assim o deseje.

No entanto, existem portugueses que ainda sentem alguma reticência no uso deste meio de pagamento. O Paypal requer a criação de uma conta pessoal e a ligação da mesma a uma conta bancária.
E se não puder integrar uma plataforma de e-commerce no meu site?
Mesmo para os comerciantes que não possuem um site ou que não têm possibilidade de integrar uma plataforma de e-commerce no seu site, existem alternativas digitais bastante práticas.

É o caso do Redunicre@Payments, uma solução de pagamentos à distância na qual é enviado um link da transação para o email do cliente final. Através deste link, o cliente faz o pagamento e o comerciante recebe na hora o valor da compra/reserva.

Luís Inverno – SEO EXECUTIVE – UniK SEO

Startup leva a Famalicão as maiores tendências e estratégias de redes sociais

Promovido em parceria com a Câmara Municipal de Vila Nova de Famalicão e a iniciativa Famalicão Made IN, o evento reúne pela primeira vez nesta zona do país um conjunto de profissionais e especialistas nacionais que durante dois dias vão partilhar casos de estudo e conhecimento sobre temas como Influencer Marketing, Content Marketing, Video Marketing e E-commerce.

Entre os mais de 20 oradores estão líderes de agências, responsáveis de marcas, gestores de redes sociais e influenciadores, nomes como Paulo Faustino (Get Digital), Susana Coerver (FUEL), Ricardo Nunes (Mindshare), Vanessa Martins (influencer) e Isabel Luna (DOTT).

O Social Media Hackathon pretende ser o evento de referência nacional na área de social media, contemplando temáticas e oradores alinhadas com as necessidades do mercado e dos negócios em geral.

A área do Marketing Digital está em crescente evolução e apresenta constantemente novos desafios para as empresas. Em Portugal somos a única plataforma de gestão de redes sociais e naturalmente vamos querer estar na dianteira do debate. O nosso objetivo foi criar um evento muito prático, com vários case studies de marcas de referência nacional de forma a impactar o mercado de social media em Portugal, tal como fizemos quando lançámos a nossa plataforma“, afirma João Cortinhas, CEO da Swonkie.

Além das conferências no palco principal, o Social Media Hackathon inclui na programação espaço para reuniões e uma festa no final do primeiro dia, para que os participantes possam tirar partido do networking.

Nomes já confirmados para o painel de oradores:

Vanessa Martins (Influencer), Paulo Faustino (Get Digital), Helena Coelho (Influencer), Martim Mariano (BBDO), Isabel Luna (DOTT) Márcio Miranda (Delta Q), Regina Santana (Get Digital), Pedro Costa (Loja do Shampoo), Vera Maia (Tudo Sobre E-commerce), Ricardo Nunes (Mindshare), Filipa Mendes (Konica Minolta), Marta Kadosh e Rita Cavalheiros (Salsa), Roberto Gomes (Brinfer), Joana Lemos (Havas), João Pico (Comprimido), Nelson Cunha (Mega Hits), António Mendes (RFM) , Susana Coerver (FUEL).

SOBRE A SWONKIE

A Swonkie notabilizou-se no programa televisivo Shark Tank Portugal e é uma startup de referência nacional por ter desenvolvido uma plataforma de gestão de redes sociais que tem vindo a fazer o seu processo de internacionalização para o Brasil e, mais recentemente, deu os primeiros passos em Espanha. A operar num mercado com fortes concorrentes internacionais, conquistou em dois anos 50% do mercado de agências em Portugal, trabalha com cerca de 80% da media publisher em Portugal e tem como clientes mais uma centena de marcas de referência em Portugal.
A Swonkie é ainda uma das startups selecionadas para o programa de aceleração WPP Booster, promovido pela WPP Portugal em conjunto com a Startup Lisboa.

Comércio Eletrónico à escala global

Com uma vasta experiência na indústria de software, a OdooGap desenvolve projetos ERP, usando a framework Odoo. Com mais de 4,2 milhões de utilizadores, o Odoo é o ERP de código aberto mais utilizado no mundo, servindo, maioritariamente, as médias e grandes empresas.

Através da participação em equipas pluridisciplinares de manutenção e desenvolvimento de plataformas de e-Commerce, a OdooGap toma contacto com as diversas técnicas e metedologias necessárias para o desenvolvimento de uma plataforma de sucesso e escala global. O foco principal da empresa é a integração com a manufatura, logística e a interface web, mas, em alguns projetos mais recentes, já adquire meios para implementar as estratégias de SEO / SEM, Marketing bem como a própria componente do design.

OdooGap: Dimensão internacional ímpar

A evolução da empresa deu-se de forma natural e hoje, a Odoogap colabora em projetos nos mercados do Reino Unido e dos EUA. Porquê estas apostas? Segundo Diogo Duarte, “estrategicamente são estes os mercados onde escolhemos estar e onde somos representantes do Odoo. No Reino Unido fomos o primeiro integrador a apresentar uma solução para o MTD (Making Tax Digital) e os primeiros parceiros a serem reconhecidos pela HMRC (Autoridade Tríbutária do Reino Unido), possibilitando uma solução para os novos requisitos legais em vigor a partir do dia 1 de abril de 2019. Nos Estados Unidos, desenvolvemos diversos projetos de ERP e e-Commerce através da nossa participada ODOOGAP, LLP, em Boise, no Illinois.

Atualmente, com a globalização e a competitividade agressiva do mercado, o universo empresarial sente a necessidade de expandir o seu negócio a outras áreas, tendo como desideratos o assumir de uma posição mais abrangente para assim alcançar este mercado global. O Odoo apresenta-se assim como uma solução eficaz que permite integrar numa só plataforma a área do ERP, do Content Management System e do e-Commerce.

As infraestruturas dos servidores dos negócios destas empresas têm de ter capacidade para estarem presentes nos diferentes continentes e assim diminuírem a sua latência. A latência, aqui, concerne ao tempo que nós, utilizadores da Internet e enquanto clientes, demoramos a abrir uma página na web. “Está comprovado que muitos utilizadores desistem de uma página ou de ir a um determinado site, se o mesmo demorar muito a abrir. A maior parte dos clientes não se apercebe desta complexidade até começarem a surgir os obstáculos ou dificuldades. A OdooGap assume, assim, um papel fulcral para profissionalizar esta área, através de consultores especializados em e-Commerce, bem como gestão de projetos, onde se inclui a análise de negócios, planeamento de projetos de TI, ERP, CRM e e-commerce”, salienta o nosso entrevistado.

Odoo: Uma plataforma adaptável

“Desde a logística, passando pela contabilidade, até às vendas, as empresas precisam de uma infraestrutura complexa capaz de corresponder a este processo. O mesmo acontece com os sites, os quais, a maior parte, não estão preparados para suportar grandes volumes de dados ou clientes de outros continentes”. O Odoo é uma solução que consegue adaptar-se a pequenas, médias e grandes empresas, existe, portanto, uma série de passos que podem ser dados, em termos de otimização de motores de pesquisa, como a criação do site, de logística, controlo das vendas ou controlo de stock.

“Quem nos procura pela primeira vez apercebe-se de que o cenário é mais complexo do que pensavam. Depois de realizada uma análise ao mercado, o cliente compreende também que não é comum encontrar este know-how que a OdooGap garante. Temos estado envolvidos em projetos de grande dimensão que nos permitem transferir esse conhecimento para outros clientes e com resultados bastante positivos”, afirma o CEO da OdooGap.

OdooGap: Um parceiro que impulsiona o crescimento

Os clientes da OdooGap são usualmente empresas fortemente empenhadas no projeto e-Commerce e como tal, disponíveis a mobilizar os recursos necessários dentro dos limites que a sua faixa de mercado permite. Esta atitude passa pelo reconhecimento da importância do mercado online hoje e num objetivo de curto, médio e longo prazo. A presença online de um determinado grupo de produtos não se constrói de um dia para o outro, é necessário começar cedo, construir conteúdo e obter posição com uma estratégia sólida e inteligente. Esta estratégia pode mudar. Hoje em dia é importante ter canais próprios, mas também complementar com os diferentes marketplaces mais importantes em cada continente.

Com uma expressão maior no mercado internacional e sabendo de antemão que o mercado nacional não tem uma estratégia forte de internacionalização, a OdooGap posiciona-se de forma a poder apoiar também empresários nacionais na internacionalização dos seus negócios. “Quem escolhe trabalhar connosco são pessoas audazes e que não têm medo de investir, porque nós potenciamos, entre outras valias, a competitividade empresarial pela via da internacionalização e isso, naturalmente, constitui e é um enorme desafio para o qual temos capacidade e know-how para responder com qualidade, credibilidade e resultados”, conclui o nosso entrevistado.

Digitalização das empresas: muito mais do que Marketing Digital

ARIEL ALEXANDRE (E-COMMERCE EXPERIENCE) E FRANCISCO SÁ (CEO DO LISPOLIS) NO BOOTCAMP E-COMMERCE EXPERIENCE

Mais de metade das empresas portuguesas não têm presença online – seja através de um website ou de redes sociais. Segundo o estudo Economia Digital em Portugal 2018, elaborado pela ACEPI – Associação da Economia Digital e pela consultora tecnológica IDC, não conseguimos encontrar 59% das empresas portuguesas online.

Este dado indica que é necessária uma educação para o digital no tecido empresarial português, caracterizado por ter 90% de pequenas e médias empresas, que nem sempre alocam os seus recursos à vertente de negócios digitais.

É por este motivo que o LISPOLIS tem vindo a realizar um trabalho de apoio a eventos focados na literacia digital. Em setembro de 2018, realizámos um evento para mais de 700 pessoas focado no E-Commerce em Portugal, o Bootcamp E-Commerce Experience, no qual se exploraram as melhores práticas que estão a ser implementadas por empresas portuguesas e estrangeiras. Nesta sessão, foi possível assistir aos casos das marcas Chronopost, Salsa, Undandy e do grupo Sonae.

Este evento marcou o início do programa de aceleração E-Commerce Experience, que se aproxima agora do fim da sua primeira edição. Durante cerca de seis meses, este programa tem vindo a oferecer formação na área do e-commerce com profissionais de renome que atuam no mercado português e brasileiro, e a proporcionar a troca de experiências entre 20 marcas através de encontros semanais.

Já em outubro de 2018, o Fórum Tecnológico (espaço no LISPOLIS preparado e equipado para acolher eventos de várias dimensões) acolheu o evento CLICKSUMMIT, focado no marketing e vendas online, que recebeu mais de 500 pessoas durante dois dias e mais de 40 oradores.

Mais recentemente, nos dias 20 e 21 de março de 2019, o LISPOLIS recebeu 720 pessoas para o evento Expo Fórum Digitalks 2019, um evento proveniente do Brasil, onde já realizou nove edições (desde 2009) com mais de seis mil participantes por ano.

Pela primeira vez em Portugal, o DIGITALKS Lisboa trouxe aos dois palcos do Fórum Tecnológico 58 oradores versados em e-commerce e marketing digital, que falaram sobre omnichannel, anúncios online, vídeo marketing, customer journey, growth hacking, entre outros temas atuais dos negócios digitais.

Além da partilha de conhecimento, este evento teve como principal objetivo a criação de uma ponte de negócios entre Portugal e o Brasil, sendo 36% dos participantes provenientes do Brasil. O evento contou com mais de 15 empresas em exposição, no piso zero do edifício, e com dois momentos de sunset, no final das palestras de cada um dos dias, que proporcionaram um ambiente descontraído de networking entre oradores e participantes.

Acreditamos que estes eventos são fundamentais para as empresas portuguesas partilharem conhecimentos nesta área, se atualizarem sobre as novas tendências e criarem redes de contactos cada vez mais amplas. E não são apenas interessantes a nível de partilha, mas também a nível comercial, uma vez que no DIGITALKS foram várias as empresas que participaram e finalizaram negócios!

O consumidor está a mudar

“Hoje a jornada não é mais linear, e o objetivo do profissional de marketing é estar lá nos momentos certos”, dizia Daniel Galvão da CRP Mango no palco principal do DIGITALKS. O digital assume aqui um papel fulcral na apresentação de uma boa experiência do consumidor, que pode determinar a sua compra (ou não) do produto ou serviço.

Adriana Lima, da Google, revelou na abertura do segundo dia deste evento que 60% dos utilizadores deixaram de comprar uma determinada marca devido à má experiência de serviço recorrente. Assim, perceber e melhorar a Customer Journey é fundamental não só para angariar novos clientes como para fidelizar os que já compraram.

A estratégia Omnichannel é uma das formas apontadas por vários oradores do evento para melhorar a experiência do consumidor: um cliente deve poder comprar pelo canal que prefere, seja digital ou físico, e receber o mesmo atendimento em todos os pontos de contacto, fazendo com que a sua perceção de marca seja coerente. O cuidado no atendimento ao cliente nos vários canais (por exemplo online, por telefone ou em loja física), seja na pré ou na pós-venda, é outro fator determinante na escolha de um produto em detrimento dos seus concorrentes.

O Modelo Customer Centric ganha assim maior expressão, transformando a forma como as empresas encaram a sua comunicação – passa de uma comunicação focada no que as empresas querem dizer para mensagens mais dirigidas para o que o cliente quer ouvir. No fundo, assiste-se a uma mudança de paradigma em que as pessoas se tornam no centro do negócio, seja a nível interno seja a nível externo.

O Mobile assume aqui um papel fundamental: as marcas têm vindo a apostar num modelo Mobile First por perceberem que o consumidor passa uma grande parte do seu tempo neste dispositivo. Dados do relatório mundial Digital 2019, realizado pelas empresas Hootsuite e We Are Social, demonstram que o consumidor português passa cerca de 6h38min por dia na internet, das quais 2h27min são passadas no telemóvel. São mais de 7 milhões de pessoas que utilizam a internet via mobile, o que representa 69% da população total do país.

As empresas têm aqui uma oportunidade de mercado, de chegar ao seu consumidor por via deste canal, pelo que a aposta numa transformação digital dos seus modelos de negócio se afigura fundamental. A mudança passa não só pela adoção de uma estratégia integrada de marketing, que inclua os meios tradicionais e os meios digitais, como pela reformulação completa da forma como as empresas pensam no negócio e o vão adaptar à nova realidade.

As PMEs Tecnológicas com modelos de negócio Business to Business (B2B) têm tido tendência a autoexcluir-se destes canais digitais por não venderem para o cliente final. A questão que lhes deixamos é se pretendem continuar fora do smartphone da pessoa que, mesmo em representação de uma empresa, lhes vai adjudicar ou não determinado serviço.

O LISPOLIS é muito mais que digital. A nossa missão é acolher e apoiar as empresas no seu desenvolvimento, ajudando-as a estabelecer contactos, a procurar investimento ou ainda no processo de internacionalização. Mas a digitalização da economia e dos negócios é um caminho sem retorno, pelo que o LISPOLIS continuará a promover e a divulgar as melhores práticas.

Uma das ferramentas mais recentes de apoio ao desenvolvimento digital das empresas é a SHIFT 4.0 (https://shift4.isq.pt/shift.html#TOP), criada através de uma parceria entre o IAPMEI e o ISQ, que tem como objetivo analisar a maturidade digital das empresas.

Para saber mais sobre o nosso apoio e os eventos futuros, consulte o nosso website em www.lispolis.pt ou contacte-nos via Facebook ou telefone (217 101 700).

Opinião de Pedro Rebordão, Diretor de Promoção e Inovação do Lispolis, e Cíntia Costa, Marketing e Comunicação do Lispolis

LOBA: do e-Commerce ao Fullcommerce

Foi há 19 anos que a atual LOBA surge no mercado como agência digital. Hoje, com o alargamento do seu leque de serviços, já alcançou o patamar de uma verdadeira agência fullservice numa perspetiva da visão integrada dos diferentes pontos de contacto dos clientes com as marcas. “Temos um forte know-how em diversas áreas, no entanto a área digital tem, de facto, um peso muito grande na LOBA. O prémio de “Agência Digital do Ano” é o reconhecimento do nosso trabalho de melhoria contínua”, começa por explicar o nosso entrevistado reforçando que na área digital, onde tudo acontece tão rápido, a LOBA tem de estar sempre um passo à frente de forma a serem eles a “puxar” pelos seus clientes e não ao contrário.

Com a experiência do cliente na base de todo o trabalho desenvolvido, a “Agência Digital Portuguesa do Ano” já recebeu vários prémios nas áreas de desenvolvimento, design e implementação de plataformas online.

A LOBA está, efetivamente, em todos os pontos de contacto entre os clientes e as marcas. Desde o momento em que o cliente conhece uma marca até ter um contacto com a mesma, a LOBA quer estar presente, junto dos seus clientes, a desenhar, a conceber e a implementar a experiência que os cliente vão ter nesse contacto com a marca. “Somos uma agência que junta as componentes mais tradicionais do branding, da publicidade e da comunicação com as componentes do mundo digital como o marketing digital, os websites, o e-Commerce, ou as aplicações de gestão de informação de apoio ao cliente, nomeadamente as áreas de implementação de CRM, o que nos permite ter as soluções necessárias para apoiar os nossos clientes em todos os pontos de contacto entre as marcas e os seus clientes. O objetivo é ajudar os nossos clientes a proporcionar a melhor experiência aos consumidores”, afirma João Gaspar.

Está no ADN da LOBA o foco no resultado e no impacto do seu trabalho na experiência do cliente. “Mais do que estarmos preocupados com a satisfação do nosso cliente durante o projeto, estamos verdadeiramente focados no impacto positivo que queremos causar em quem vai utilizar essa interface”, reforça.

João Gaspar acredita que no futuro o que vai diferenciar cada vez mais as organizações é a capacidade de proporcionarem uma boa experiência ao cliente, muito mais do que terem um bom ponto de contacto. “É necessária uma coerência entre todos os pontos de contacto, sejam eles físicos ou digitais, pois a soma da experiência em cada um deles é o que vai ditar a imagem da marca”, alerta.

Com quatro grandes áreas sistematizadas, a LOBA sabe bem que o hoje o seu posicionamento no mercado está fortemente direcionado para a experiência do cliente:

Brands – da publicidade à comunicação, passando pelo branding, a LOBA cria, comunica e promove marcas online e offline;

e-Commerce – foco no negócio digital, em lojas online e promoção digital;

Applications – destaque para os sistemas de informação web-based, sempre numa lógica de relacionamento com o cliente;

Product design – conceção de produtos, do design à industrialização.

E-COMMERCE

O e-Commerce já não é o futuro nem o presente, é algo que deve ser pensado “para ontem”. Na ótica de João Gaspar só daqui a dez ou 20 anos é que vamos olhar para os dias de hoje e perceber o quão incipiente estamos hoje a nível de e-Commerce, mesmo à escala global. “Já existem muitas plataformas, ferramentas e projetos, mas, na verdade, para aquilo que será o negócio digital daqui a uns anos, existe um trajeto ainda a ser feito por todas as empresas a nível global”.

Para o nosso entrevistado este processo ainda será mais demorado em Portugal derivado ao seu mercado constituído por pequenas e médias empresas. No entanto, o e-Commerce tenderá a confundir-se cada vez mais com o commerce, passando a ser visto como uma extensão natural do negócio das empresas, onde os espaços físicos vão influenciar a área digital e vice-versa. “Este processo tem de ser visto como um todo. Muitas vezes falamos do e-Commerce numa lógica de business-to-consumer, mas o e-Commerce é também ele muito business-to-business entre as organizações. Por outro lado, é cada vez mais fácil fazer a materialização do produto o que é bastante crítico para a nossa confiança na compra online. A verdade é que além de fotografias, vídeos e descrições, existem cada vez mais técnicas e tecnologias para tornar mais tangíveis os produtos a nível online”, explica João Gaspar.

FULLCOMMERCE

“Existe uma tendência para se considerar que uma loja online é um canal mais fácil e económico. No entanto, não pode deixar de ser visto como um canal que exige um investimento contínuo para a sua melhoria”, alerta João Gaspar.

Abrir uma loja online é apenas o primeiro passo. É necessário desenvolver toda a captação de tráfego de potenciais clientes para o website. Por sua vez, este canal digital deve estar preparado para todo o conhecimento que exige, quer seja de stock, de preços, de entrega ou de condições de pagamento, bem como ter todo o backoffice preparado em termos de atendimento, logística ou seguimento de encomendas de forma a conseguir corresponder à demanda. “É preciso ter noção que é necessário ter equipas a tempo inteiro só para trabalhar o canal online”, elucida-nos João Gaspar.

É neste sentido que a LOBA apresenta um novo serviço, o Fullcommerce: “o seu canal de vendas online nas nossas mãos”.

O Fullcommerce é um serviço dentro da área de e-Commerce que consiste na externalização do canal de vendas online para um parceiro de negócio, ou seja, o outsourcing global ou parcial da operação de e-Commerce.

O serviço de Fullcomerce é particularmente adaptado para empresas/marcas que não estão preparadas para ajustar todos os seus processos logísticos, comerciais, marketing e serviço de atendimento ao cliente para o canal B2C e que gostariam de testar as vendas online, aprendendo e criando uma pegada digital.

O Fullcomerce adapta-se, ainda, a empresas que já tenham um canal digital criado, mas que pretendam potenciar o impacto do mesmo.

Desde a consultoria à manutenção e melhoria contínua da loja online, o Fullcomerce disponibiliza ainda serviços de implementação da loja online, set-up de e-Marketplaces, plano de marketing digital, gestão dos canais online, atendimento ao cliente e logística.

MUDANÇA DE PARADIGMA

Afinal, quais são os verdadeiros desafios do e-Commerce para as empresas? “Obriga as organizações a uma mudança completa de paradigma”, responde-nos João Gaspar. “Grande parte das competências que são necessárias para um bom projeto de comércio digital, numa perspetiva global, ainda não estão enraizadas nas organizações”, explica o nosso entrevistado.

É necessário ter em conta que a força de vendas física deverá também existir no canal digital, ou, ainda, que as competências de marketing têm de ser reformatadas para fazerem um trabalho similar no canal digital. “Portanto, hoje, uma organização que queira começar a trabalhar no seu canal digital tem de ter bons conhecimentos de marketing digital nas suas várias componentes, de gestão de lojas online, de atendimento online de clientes, adequar os seus processos internos a este canal, entre outros aspetos”, diz-nos João Gaspar.

Para além de uma mudança de paradigma o e-Commerce exige às organizações que queiram verdadeiramente investir neste canal digital que irá representar grande parte do volume dos seus negócios futuramente.

“É exatamente por sabermos o forte investimento e a capacidade de recursos que este processo implica, que a LOBA disponibiliza o seu serviço Fullcommerce para responder a estes desafios”.

E qual será a tendência do e-Commerce num futuro próximo? “Está a acontecer tudo muito rápido e a surgir diversos canais e ferramentas”, começa por nos dizer João Gaspar. Na sua ótica, em Portugal, a tendência do e-Commerce será o e-Marketplace que acarreta inúmeras vantagens e que se apresenta como uma marca de confiança e segura. “Estão a surgir no mercado vários players que estão a conferir qualidade ao e-Marketplace. Portanto, o que vai seguramente acontecer em Portugal é o volume de negócios aumentar através do e-Marketplace. As marcas tenderão a ter um canal online em vários e-Marketplaces e as vendas passarão a ser feitas para além do seu canal direto”. Por sua vez, a nível global, João Gaspar diz-nos que vão começar a sobressair os verdadeiros líderes das plataformas de e-Commerce, o que é importante, mas que é apenas uma pequena parte daquilo que é o verdadeiro projeto de e-Commerce na sua globalidade.

GLS lança FlexDeliveryService em Portugal

“O acréscimo de mais quatro países à rede de mercados que já se encontravam conectados pelo serviço é mais um marco neste pan-Europeu FlexDeliveryService”, afirma Anne Putz, Diretora de Comunicação e Marketing do Grupo GLS. “As lojas online e os seus clientes, em particular, irão beneficiar do processo, já que a entrega será feita de acordo com a escolha do destinatário, complementando assim a experiência de compra internacional”.

Independentemente do mercado escolhido pelos compradores no momento da compra, estes irão sempre receber as informações sobre as entregas na sua língua materna. Dependendo do país em questão, terão várias opções para gerir o horário e a localização da entrega. Isso inclui, por exemplo, entrega de encomendas num dia que lhes seja mais conveniente, a opção de entrega numa morada diferente ou a opção de recolha numa Parcelshop mais próxima, sendo que a GLS conta já em Portugal com uma rede de mais de 200 lojas disponíveis para recolha.

Países com o FlexDeliveryService:

Alemanha (DE)

Áustria (AT)

Bélgica (BE)

Bulgária (BG)

Croácia (HR)

Dinamarca (DK)

Eslováquia (SK)

Eslovénia (SI)

Espanha (ES)

Finlândia (FI)

França (FR)

Holanda (NL)

Hungria (HU)
Itália (IT)

Irlanda (IE)

Luxemburgo (LU)

Polónia (PL)

Portugal (PT)

Reino Unido (UK)

República Checa (CZ)

Roménia (RO)

Sobre o Grupo GLS

GLS Portugal é uma filial da GLS, General Logistics Systems B.V. (com sede central em Amesterdão). A GLS oferece serviços de encomendas com confiança e alta qualidade a mais de 270 000 clientes na Europa e oferece também serviços urgentes e soluções logísticas. O princípio da GLS assenta em ser «líder europeu em qualidade logística de encomendas», e a sustentabilidade é um dos valores fundamentais. Mediante filiais próprias e empresas associadas, o grupo cobre com rede própria 41 países europeus e oito estados de EE. UU., e Canadá tem presença a escala global mediante acordos contratuais. A GLS conta com cerca de 50 hubs centrais e mais de 1000 delegações e agências e, graças à sua sólida rede de transporte, é uma das principais empresas de encomendas na Europa. A GLS conta com 18 000 colaboradores e uma frota diária de 30 000 veículos. No ano fiscal 2017/18, a GLS registou uma faturação de 2.9 mil milhões de euros e transportou 584 milhões de encomendas.

Conveniência é tendência

Mas porque é que estes são os formatos do momento? E qual a diferença entre os dois “MVPs” (most valuable players)?

Conveniência: o denominador comum

Atualmente, as pessoas valorizam cada vez mais o seu tempo. Isso faz com que a velha máxima do “mais é melhor” vá por água abaixo e, por isso, é que se tem vindo a registar uma queda nas vendas dos hipermercados. É precisamente aí que as nossas estrelas brilham.

As lojas de proximidade ganham na conveniência por apresentarem uma pequena área de venda em que o cliente rapidamente encontra o que procura. Para além disso, a localização destas lojas deve ser próxima das residências ou do trabalho dos clientes alvo. A grande maioria dos clientes deste formato, para não dizer a totalidade, não vai de carro até à loja.

Por sua vez, o e-commerce está um passo à frente na comodidade de deslocação por parte do cliente. Neste caso, o cliente não vai até à loja nem de carro nem de outra forma. É a comodidade no seu expoente máximo. À distância de alguns clicks, o cliente recebe a sua compra à porta de casa. O único senão neste modelo está relacionado com a obrigatoriedade de disponibilidade do cliente para receber a sua compra quando esta for entregue.

Abordada a grande vantagem destes formatos em relação a todos os outros, vale a pena agora entrar na discussão do que difere estes dois formatos entre si.

Atendimento e frescor: a balança tende para um lado

O atendimento é uma das principais vantagens das lojas de proximidade.

Numa pequena loja em que os clientes são na sua maioria habituais, torna-se mais fácil entender as suas necessidades e criar uma relação amigável. As diferenças em relação aos restantes formatos de grande porte como os hipermercados e os grandes supermercados são fáceis de perceber. Quando se compara ao e-commerce, no qual pode nunca existir algum contacto pessoal (nos Estados Unidos até as entregas já estão a ser feitas por robots), penso que são ainda mais óbvias.

Para pesar um pouco mais na balança, entra a necessidade dos consumidores gostarem de sentir e escolher o que vão comer. Uma vez já escolhido o modelo e a marca de um telemóvel ou um par de ténis, é indiferente se este é comprado na loja x, y ou se vem por correio. As características e qualidade desse tipo de bens duráveis não variam. Porém, quando falamos em comprar cebolas ou peixe, a qualidade e frescor pode variar muito consoante o local de compra e de quem escolhe o produto. E, infelizmente para alguns, no e-commerce não existe essa possibilidade.

Sortido e preços: a balança tende para o outro lado

Para quem gosta de muita variedade e possibilidade de escolha entre produtos e marcas, nas lojas de proximidade pode ficar facilmente desiludido com o que encontra devido ao seu limitado espaço. Por outro lado, o e-commerce pode oferecer aos seus clientes um sortido “infinito”, dependendo do modelo de negócio.

Outra vantagem que se pode apontar ao e-commerce é a facilidade de comparar preços com outras lojas online. Basta simplesmente abrir as janelas do navegador em dois e-supermercados e escolher os produtos mais baratos, se esse for realmente um aspeto diferenciador na decisão de compra. Porém, um aspeto contra o formato caso o preço seja realmente um fator importante é que é rara a cadeia de supermercados no mundo que não cobra pelas entregas em casa.

Execução: o fator crítico de sucesso

Ambos os formatos podem ter bastante sucesso com os clientes que procuram as vantagens indicadas. Porém, a execução no dia-a-dia da operação tem de ser perfeita, caso contrário a loja corre um risco elevado de proporcionar uma primeira má experiência a estes clientes que estão predispostos a experimentar um novo local de compra.

No caso das lojas de proximidade, o que pode levar rapidamente um cliente a desistir de uma loja é a profundidade do sortido oferecido. Se o cliente vai à loja e procura por produtos que não encontra, mas são essenciais no seu dia-a-dia, o cliente deixará de frequentar essa loja. Daí ser importantíssimo a forma como o sortido da loja é definido, com base em dados concretos de mercado e não na opinião de cada gestor.

No caso do e-commerce, as principais razões que levam os clientes a desistir de realizar uma segunda compra estão relacionadas com a qualidade dos produtos rececionados e com a falta de produto entregue face à encomendada. Como já referido anteriormente, o frescor é essencial na alimentação dos portugueses logo não pode ser comprometido. Os produtos têm de chegar em boas condições e com bom aspeto. Por outro lado, também não podem faltar produtos que o site indicava estarem disponíveis. Se um dos pontos fortes é o e-commerce ter a possibilidade de ter um sortido mais completo, não pode depois cair no erro de não entregar o que promete.

 

Miguel Murta Cardoso, CEO na Compracá

Portugueses aderem cada vez mais às entregas de refeições ao domicílio

© RÁDIO REGIONAL

Segundo o Nielsen Connected Commerce Report 2018, os portugueses com acesso à internet compraram online especialmente viagens, produtos de moda, bilhetes para eventos, produtos de papelaria e produtos tecnológicos. No entanto, o dinamismo é claro no que diz respeito à compra de refeições para entrega ao domicílio, tendo este consumo aumentado 9% em relação a 2017.

“Num cenário de crescente confiança e de recuperação do consumo, a Nielsen tem vindo a observar uma maior procura por soluções que ofereçam uma maior qualidade de vida e mais tempo para atividades de lazer. Com efeito, também no e-commerce verificamos esta tendência, com as soluções de conveniência (como a entrega de refeições) e de lazer (como as viagens) a crescerem de uma forma muito notória”, comenta Mafalda Silva Ferreira, Client Development Senior da Nielsen.

No que diz respeito à compra online de produtos de mercearia embalada e frescos, a Nielsen registou aumentos de 3% e 2%, respetivamente, e as oportunidades de crescimento são evidentes. Este relatório revela que os consumidores estão mais disponíveis para a compra online de produtos de mercearia quando lhes são oferecidas determinadas opções de compra e garantias de qualidade. Questionados sobre quais as ações que os encorajariam a comprar este tipo de artigos através da internet, os portugueses demonstraram especial interesse na possibilidade de devolução caso os produtos não cumpram o pretendido (51%), na substituição de artigos no próprio dia (42%) e no serviço de entrega gratuita (42%).

Enquanto no passado o comércio eletrónico se focava essencialmente em produtos não perecíveis como viagens, moda e livros, temos assistido nos últimos tempos a um crescimento de compras online noutras categorias. Para Mafalda Silva Ferreira, “a oportunidade do e-commerce em Portugal existe e é real também para os Bens de Grande Consumo. O desafio para marcas e retalhistas é exatamente ir ao encontro das necessidades e missões de compra do shopper, desenvolvendo uma oferta específica para a compra online, com base na segurança, no sortido, na conveniência e na simplicidade”.

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 Sobre o estudo Connected Commerce Report 2018

O Nielsen Connected Commerce Report 2018 analisa o comportamento do consumidor global conectado, o seu comportamento de compra e a evolução das diferentes categorias, apontando perspetivas futuras de crescimento. Este relatório identifica ainda as categorias mais procuradas e com maiores crescimentos, assim como as expetativas dos consumidores no que se refere à sua experiência online. Os insights irão ajudar as empresas de Bens de Grande Consumo a formular estratégias para melhorar as experiências de compra dos consumidores no mundo digital. 

Sobre a Nielsen

A Nielsen Holdings plc (NYSE: NLSN) é uma empresa global de gestão de medição e análise de dados, que proporciona a mais completa e confiável visão sobre os mercados e os consumidores em todo o mundo. A Nielsen reúne os seus próprios dados com dados de outras fontes, de forma a ajudar os seus clientes em todo o mundo a compreender o que está a acontecer no presente e o que irá acontecer no futuro e qual a melhor forma de utilizar esse conhecimento. Há mais de 90 anos, a Nielsen oferece dados e análises inovadoras e com grande rigor científico, e continua a desenvolver continuadamente novas formas para dar resposta às mais importantes questões que as indústrias de media, publicidade, retalho e Bens de Grande Gonsumo enfrentam atualmente. A Nielsen, empresa cotada na Standard & Poors 500, está presente em mais de 100 países, representando mais de 90 por cento da população mundial. Para mais informações, visite www.nielsen.com.

E-commerce assume posição estratégica no Grupo CTT

Em 2009 apenas 13% dos portugueses faziam compras online, dados indicam que até 2025 a percentagem aumentará até aos 59%. A internet está mais confiável?

 A experiência do cliente é essencial em qualquer novo negócio. No mundo digital essa experiência assume ainda maior relevância e a segurança e a confiança são fatores decisivos. Claro que existem outras razões estruturais que, no passado recente, retardaram a maior utilização dos portugueses nas compras online, tais como os baixos níveis de penetração relativa da internet, a existência de poucas marcas portuguesas a vender online e um retalho físico muito dominante e próximo dos consumidores, nomeadamente em termos da grande distribuição.

Experiências bem-sucedidas de compra online geram mais confiança e, consequentemente,  mais compras. O marketing digital, as soluções de pagamento seguras e confiáveis e a maior transparência, visibilidade e previsibilidade das entregas são fatores essenciais que tendem a propiciar uma maior apetência para o consumidor aumentar as suas compras online.

Para o grupo CTT que importância tem o E-Commerce?

O e-commerce, como impulsionador do crescimento das atividades de logística e entregas de encomendas, ocupa uma posição central na estratégia dos CTT, constituindo, a par do desenvolvimento do Banco CTT, uma das principais alavancas do seu crescimento futuro, como contraponto ao declínio estrutural do correio devido à substituição das cartas pelas novas formas de comunicação eletrónica, um fenómeno que está a decorrer de forma global.

De uma forma muito clara e proactiva neste domínio, o Grupo CTT enquanto líder do mercado de Expresso e Encomendas em Portugal, posiciona-se como o parceiro natural dos retalhistas, startups e empreendedores em iniciativas de e-commerce no sentido de lhes fornecer as soluções de logística e entregas que proporcionem aos seus clientes a melhor experiência de compra.

Transformação digital é um foco dos CTT? Em que moldes se processa o mesmo no grupo?

Ao nível do negócio, e considerando as três áreas de atividade em que os CTT atuam, o posicionamento e ação estratégica para o digital compreende fundamentalmente o seguinte: preservar o valor do negócio core (Correio), mediante o desenvolvimento de soluções de convergência entre o físico e o digital, que viabilizem melhores experiências na relação entre as empresas ou organizações do Estado respetivamente com os seus clientes ou cidadãos; capturar e maximizar o crescimento das entregas last mile na ibéria das Encomendas que decorre do desenvolvimento do e-commerce; e continuar a incorporar no Banco CTT o desenvolvimento de soluções de banca eletrónica que propiciem a melhor experiência aos seus clientes.

Ao nível da organização, e tendo como aceleradores os programas em curso de transformação cultural, IT e inovação, a transformação digital foca-se em dois eixos fundamentais: a eficiência operacional, pela melhoria contínua de processos e operações; e a excelência comercial, via implementação de uma abordagem cada vez mais integrada e centrada no cliente.

Quais são os planos em termos de crescimento?

Os planos, em termos de crescimento no e-commerce, compreendem uma atuação a três níveis. Primeiro, expandir a nossa nova oferta modular, flexível e inovadora de entregas (e-Segue) aos nossos parceiros e clientes. Segundo, aprofundar a nossa atuação na cadeia de valor do e-commerce, quer através da disponibilização de uma rede única de distribuição ibérica, quer incorporando de forma cada vez aprofundada as dimensões da logística integrada, para continuarmos a liderar o desenvolvimento da construção do ecossistema nacional de e-commerce. Finalmente, tirar vantagem das nossas parcerias internacionais e da localização geoestratégica de Portugal, para uma maior afirmação dos CTT nos fluxos cross-border, quer de inbound (suporte às compras em sites estrangeiros) quer de outbound (apoio às exportações online).

2018 tem sido um ano de que apostas para os CTT na área E-Commerce?

O ano 2018 pauta-se pela obsessão dos CTT pela inovação permanente ao nível das soluções de entregas, compreendendo o lançamento de pilotos nos domínios dos cacifos automáticos (parcel lockers) e das entregas no mesmo dia e em menos de duas horas, no alargamento do serviço Express2Me ao Reino Unido como facilitador de compras através de morada virtual e na consolidação de soluções globais de entregas.

 

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