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Empresa eslovaca traz consciência ambiental às compras diárias

Cada vez mais as empresas e pessoas se preocupam com ser mais ecológico e tomar ações que objetivamente ajudem na proteção ambiental. Por isso, consumo e ecologia, que nunca pareceram conversar muito bem, foram unidos na iniciativa da empresa eslovaca Kimbino.

A ideia da startup é eliminar os folhetos de compras, aqueles cheios de promoções e que chegam na sua caixa de correios todas as semanas. Eles são populares porque estão por toda parte e descontos sempre são bons. Ninguém em sã consciência recusa.

Com um site que separa os estabelecimentos por categorias – alimentação, electrónicos, até jardinagem – e a criação de um app em breve, quem quiser aceder esses folhetos terá a capacidade para isso graças ao Kimbino. As melhores ofertas estarão no bolso.

Ecologia chega ao consumo

O e-commerce causou uma enorme mudança no varejo. Com a possibilidade de colocar milhares de produtos em um site e chegar a milhões de pessoas, no mundo inteiro, com esse veículo, as lojas tiveram que ser repensadas.

E isso causou um óbvio impacto. Cada loja representava um gasto de energia, água e recursos. Sacos, embrulhos, papéis, tudo isso foi poupado.

A segunda parte dessa revolução começou nesses mesmos lugares que antes eram templos do consumo. A Apple conseguiu, mais uma vez, ter o insight e antecipar essa tendência, criando lojas que mais funcionam como showrooms e locais de encontro. Saíram as prateleiras e mais prateleiras de productos e entraram em cena espaços amplos, a possibilidade de mexer nos produtos e participar de eventos.

A Amazon também já deu a sua contribuição, criando um supermercado sem caixas. O cliente pega o producto na prateleira e ao passar pela saída, será feito um débito na sua conta no site com o preço do que é levado.

Esses dois exemplos mostram que a experiência ao comprar que existia há 20 anos está sendo completamente mudada.

A Kimbino tem algo a oferecer

E com iniciativas como a Kimbino, esse movimento continuará indo adiante, desde em pequenos estabelecimentos até grandes lojas. Com a importância dada ao meio-ambiente, a intenção é clara: limitar o uso de papel e chegar a cada vez mais pessoas por meio da tecnologia.

Os smartphones estão completamente difundidos, por isso a ideia será bastante escalável. E entrando no site ou no app que será lançado, podes ver os últimos folhetos de descontos disponíveis, para não perder nenhuma promoção.

Além da questão ambiental, ainda é muito mais cômodo ter a informação no telemóvel, em vez de ter que ficar carregando os folhetos para cima e para baixo, ainda mais se fores visitar mais de uma loja.

E tendo um telemóvel, é garantido que podes ter a informação, enquanto que com os folhetos terias que visitar a loja ou informar sua morada para receber pelos correios.

Ou seja, estamos falando de practicidade, acessibilidade e ainda amor pelo planeta. A solução que a Kimbino apresenta com seu website só traz benefícios para os lados.

Transforme a sua casa num ambiente de paz

Anabela Macieira

Em todos os projetos idealizados e concretizados pela Zen Arquitectura existe sempre originalidade e natureza, mesmo que em zonas mais citadinas. São estes os conceitos que definem a marca e que promovem os espaços zen que procuram desenvolver?
A minha inspiração vem muitas das vezes da natureza. Adoro viajar, conhecer novas culturas, descobrir o que têm de novo, materiais, hábitos, combinação de cores, tradições, etc. Adoro tradições, especialmente as portuguesas.
Em Portugal temos 1860 horas de sol por ano, é o país com mais sol da Europa, porque não aproveitar o que temos sem custos e desenhar casas de baixo consumo com piscinas biológicas, sem químicos, uma construção  que respeita a natureza, utilizando materiais adequados por forma a criar um modo de vida sustentável e saudável? A escolha de materiais recai sobre os materiais naturais, provenientes da natureza, tais como o barro para o reboco, a madeira para a estrutura do telhado, cobertura ajardinada, aquecimento solar, alto desempenho a nível do isolamento. Combinados estes materiais, cria-se um ambiente equilibrado, com baixos custos de manutenção e de despesas correntes.

As filosofias orientais estão bem presentes na vossa forma de ser e de estar enquanto empresa de arquitetura. O que significa este modus vivendi para os projetos?
Nos meus projetos, uma das grandes preocupações é a preservação do meio ambiente e a utilização de energias renováveis. Fascinada pelas outras culturas, encontrei no feng shui uma ferramenta adicional que permite compreender o segredo da influência dos materiais sobre os humanos. Esta fusão entre a ciência e o conhecimento antigo sobre o fluxo de energia ajudou a criar a Zen Arquitectura, Lda.

A construção ecológica e sustentável é um dos vossos objetivos quando integram um projeto. Neste contexto, aliam o referido anteriormente feng shui à arquitetura baseada na ecologia. Qual é a importância destes fatores para a empresa e clientes?
O Feng Shui é uma ancestral, milenar, filosofia oriental que estuda a interação humana com o ambiente. O objetivo é criar nos edifícios uma atmosfera motivante e rejuvenescedora.
O gabinete Zen Arquitectura aplica princípios de Feng Shui do mesmo modo que a acupunctura é usada na medicina. Pela ativação de canais energéticos bloqueados, libertamos energias dinamizadoras, maximizando o potencial do espaço.
Esta influência é feita pelo desenvolvimento do conceito de: cores (quentes, claras, suaves…); materiais (texturas/tecidos, mobiliário, objetos decorativos…); formas (padrões, modelações…); iluminação (indireta, sombreamentos, luz solar…); aromas (refrescantes, relaxantes…); temperatura (adequada ao uso…); sons (relaxantes, motivantes…).
Criamos pontos focais e encaminhamos a energia revitalizada através destes. Para que os clientes encontrem em cada divisão da sua casa a energia correta a interagir com eles.

Prova deste “pensar fora da caixa” é o prémio atribuído pelo programa EU Wilder pelo projeto de uma “casa extensível”. O que significa este reconhecimento para a Zen Arquitectura? Neste contexto, em que consiste exatamente este projeto galardoado?
A casa gaveta surge com a necessidade de criar uma casa flexível, com princípios tanto a nível físico, como a nível de eficiência energética.
O seu design foi criado para tentar incorporar as alterações climatéricas, com eficiência energética elevada, pois tem a capacidade de reduzir os consumos de aquecimento no inverno e de arrefecimento no verão, respeitando uma relação ideal entre área e volume do edifício. Pretendia-se tambem servir as rápidas alterações da nossa sociedade, isto é, adaptação do espaço ao crescimento ou diminuição dos membros da família na habitação. Estas transformações são fáceis de manusear, através de um sistema hidráulico e elétrico, podendo a mesma ser usada até por pessoas idosas. Assim, permite ao proprietário da casa a liberdade de ajustar o espaço consoante as suas necessidades. Em suma, a casa gaveta tem como objetivo oferecer uma proposta alternativa de viver.
Como arquiteta é sempre bom ver as nossas ideias ganharem forma. Ganhar o prémio Wider da inovação foi muito importante, este projeto estava na “gaveta” já há algum tempo, pelo facto de a casa vir de encontro às necessidades de muitas pessoas e Portugal é o país ideal para este tipo de construção. A casa necessita de muito pouco espaço, basta um terreno de 50 m2, tornando-se um produto acessível a todos.

Pela vossa postura perante a arquitetura, e como é possível verificar, são reconhecidos não apenas em Portugal, mas também a nível internacional. De que modo está a Zen Arquitectura presente nesses países?
Os nossos clientes são maioritariamente estrangeiros, temos projetos em vários países, inclusive na Índia. Estudei e iniciei a empresa em Berlim, ainda mantenho muitos contatos nesse país e desenvolvo projetos de consultoria para clientes que pretendem o meu tipo de arquitetura.

Que futuro tem idealizado para a Zen Arquitetura e para si, Anabela Macieira, a mulher por trás deste sucesso?
O futuro, de momento, não é o meu foco principal. Importante para mim é criar uma cultura de construção sustentável não como opção, mas sim como um sistema standard. Eu acredito que todos os arquitetos deveriam projetar de forma sustentável e utilizar os recursos disponíveis que temos no nosso país, que é fantástico para este tipo de construção. Se na Alemanha, que é um país tão frio, este tipo de construção já é standard, aqui então deveria ser muito mais.

Em algum momento sentiu o seu trabalho posto em causa pelo facto de ser mulher? A arquitetura ainda vive esse preconceito de uma forma relevante?
Não, pelo contrário. Muitas vezes as esposas dos clientes preferem uma arquiteta feminina porque consideram que estas desenvolvem o projeto mais prático em função da melhor utilização da casa. Relativamente às empresas de construção, quando é o primeiro contacto, sinto a necessidade de provar que sei sobre o que falo, mas depois de os convencer com o minha competência tudo corre naturalmente.

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