Inicio Tags Economia

Tag: Economia

Seaventy cresce mais de 50% e freta uma das embarcações ao parceiro Waterx

Foram 6 meses com um crescimento nas receitas acima de 50%, face ao mesmo período do ano anterior, e que apontam para uma previsão de faturação de 1.300.000€ até ao final deste ano.

Este semestre fica também marcado pela renovação da sua marca e pelo fretamento da embarcação “Tubarão do Mar”, mais vulgarmente conhecido como Shuttle ou Yacht Lounge, ao parceiro de negócio Waterx. A contribuir para este crescimento estiveram a forte dinâmica dos eventos privados, o seu core business, e ainda a nova área de operação regular com programas de venda ao bilhete.

O departamento de eventos privados ainda é responsável por 85% do negócio, mas prevê-se que a operação regular (nesta fase com os cruzeiros de qualidade no Barco Évora e as Yacht Parties no Yacht Lounge) possa representar 50% no negócio já nos próximos 2 anos.

Neste semestre, cerca de 80% do negócio total foi realizado nas embarcações Barco Évora, Lisboa Vista do Tejo e Yacht Lounge (especialmente com refeições, reuniões e festas de empresa) e o restante do negócio inclui os eventos de team-building e eventos privados de pequenos grupos (menos de 16 pessoas).

Segundo Bernardo Castro, SEO (Smile Executive Officer), como gosta de ser conhecido, os segredos do sucesso da sua empresa têm sido o forte espírito aventureiro aliado a uma equipa estável composta por excelentes profissionais que têm em comum “o bom coração e o bom senso” e o forte sentido de propósito da empresa que cria uma cultura especial, da qual, é muito valorizada por clientes, parceiros e pelos próprios colaboradores.

Mecanismo Único de Supervisão considera “normal” capitalizar CGD

Numa discussão na comissão de Assuntos Económicos do Parlamento Europeu, Danièle Nouy, questionada pelo eurodeputado José Manuel Fernandes, do PSD, sobre a intenção do Governo de injetar um “montante extremamente elevado”, na ordem dos 4 mil milhões de euros, na CGD, escusou-se a “comentar este caso individual”, mas observou que é normal o Estado proceder a reforços do capital de um banco público quando tal se revela necessário, “em Portugal, na Alemanha ou em qualquer outro caso”.

“Mais capital é sempre bom para os supervisores, é sempre uma boa notícia”, começou por referir a presidente do Conselho de Supervisão do Banco Central Europeu (BCE), Danièle Nouy, acrescentando que, no caso de bancos públicos que necessitam de capital adicional — que “obviamente” cabe ao Estado prestar –, é necessário demonstrar que se trata de “um investimento normal, de um acionista normal” num banco que demonstre ser rentável, e não de ajudas de Estado.

“A Direção-Geral de Concorrência (da Comissão Europeia) está a olhar de forma detalhada para esta situação”, apontou.

Na semana passada, o ministro das Finanças, Mário Centeno, disse que pretende “uma continuidade no plano de reestruturação da CGD”, que visa colocar a instituição no futuro “num caminho de apoio significativo e efetivo ao financiamento da economia em Portugal”.

“Todas estas fases terminarão com um plano de capitalização que responderá às necessidades de capital da Caixa e que também está previsto neste momento. Este visa também permitir que a CGD possa cumprir os critérios que todos os bancos têm de cumprir nessa matéria”, disse, sem confirmar o valor dos quatro mil milhões de euros que têm sido apontados, no âmbito da capitalização.

“Aquilo que esperamos é que o novo CA se debruce sobre essa temática e acreditamos que há formas internas de gerar capital na Caixa. O resultado da capitalização é o resultado daquilo que for o plano de negócios e o plano de governação da Caixa”, afirmou.

Além disso, acrescentou que “o objetivo desta atuação sobre a CGD é que o capital que o Estado tenha lá de colocar seja visto como um investimento” e, logo, “tem que ter retorno”.

Mário Centeno reiterou que há conversações com Direção-Geral de Concorrência da Comissão Europeia, mas afirmou que o “calendário não é rígido”.

Emprego e economia vão crescer menos do que o previsto

Na política, as previsões e a realidade parecem, quase por regra, não coincidir. Segundo o “Jornal de Negócios” desta segunda-feira, o Programa de Estabilidade e o cenário macroeconómico apresentados por António Costa antes das eleições parecem vir a tornar-se mais um caso.

O Governo está a preparar um cenário cauteloso para aprovar a 21 de abril: economia e emprego vão crescer abaixo do que o PS previa no programa eleitoral.

Os socialistas, no programa que foi a votos a 4 de outubro, acreditavam ser possível criar 207 mil empregos com as medidas anunciadas para a legislatura. Mas o Programa de Estabilidade já não está tão optimista. De acordo com o “Jornal de Negócios”, o Executivo espera uma criação média de cerca de 30 mil empregos ao ano, ou seja, 120 mil no total da legislatura.

E as esperanças de crescimento do PIB também parecem vir a ficar frustradas. O ministério de Mário Centeno aponta para taxas de crescimento do PIB abaixo de 2%, ao longo do horizonte temporal do documento. Durante a campanha, as previsões eram de 2,4%, isto, para o ano em que a atividade crescia menos.

Esta tendência de revisão em baixa do crescimento económico já foi assumida no Orçamento do Estado para 2016, quando a taxa de variação real do PIB foi cortada de 2,4% para 1,8%, escreve o “Negócios”.

Taxa de poupança das famílias volta a bater mínimos e cai para 4,2% em 2015

Nas contas nacionais trimestrais por setor institucional relativas ao último trimestre de 2015, hoje divulgadas, o Instituto Nacional de Estatística (INE) indica que, no ano terminado no quarto trimestre do ano passado, a taxa de poupança diminuiu para os 4,2% do rendimento disponível, abaixo dos 4,4% registados nos 12 meses terminados em setembro.

Isto significa que se mantém “a tendência decrescente, embora a um ritmo menor que em trimestres anteriores”, segundo o INE, que indica também que o rendimento disponível aumentou 0,5% em 2015, sobretudo devido ao “acréscimo das remunerações”, que subiram 0,5%.

Este aumento das remunerações, por seu lado, “foi sobretudo determinado pelo comportamento das remunerações pagas pelas sociedades não financeiras, que aumentaram 0,6% no quarto trimestre de 2015″.

A capacidade de financiamento das famílias diminuiu para 0,8% do Produto Interno Bruto (PIB) em 2015, depois de se ter cifrado nos 1,6% no ano terminado no trimestre anterior.

O INE adianta que, para este resultado, contribuiu sobretudo a redução das transferências de capital recebidas e, em menor grau, a diminuição em 4% da poupança”.

Considerando todos os setores, verifica-se que a capacidade de financiamento da economia portuguesa foi de 1,1% do PIB no final de 2015, em linha com o observado nos 12 meses terminados em setembro.

Numa análise desagregada por setor institucional, o INE refere que “a necessidade de financiamento das administrações públicas aumentou 1,3 pontos percentuais, fixando-se em 4,4% do PIB”, uma deterioração que se deveu ao impacto da resolução do Banif, que teve um efeito de 1,4% do PIB.

Já a capacidade de financiamento do setor das sociedades não financeiras fixou-se em 0,6% do PIB em 2015, “o que correspondeu a mais 0,1 ponto percentual que no [ano terminado no] trimestre anterior”, um desempenho que se deveu ao aumento de 1,1% do valor acrescentado bruto, que “mais que compensou os aumentos das remunerações pagas e dos impostos sobre o rendimento (taxas de variação de 0,6% e 9,7%, respetivamente)”.

As sociedades não financeiras, por seu lado, apresentaram uma capacidade de financiamento de 4,2% do PIB no final do ano passado, o que compara com uma capacidade de financiamento de 2,2% nos 12 meses concluídos em setembro. De acordo com o INE, este comportamento deveu-se a “dois efeitos específicos, afetando negativamente o saldo deste setor em 2014 e positivamente em 2015”.

Por um lado, no quarto trimestre de 2014, “foram registadas contribuições extraordinárias das sociedades financeiras para os fundos de pensões, afetando negativamente o respetivo saldo”, e por outro, no último trimestre de 2015, “o saldo foi afetado pelo impacto da operação de resolução do Banif (1,4% do PIB)”.

Hoje é dia de os correios passarem a ter banco: O Banco CTT

Quando estiver à procura de um banco para depositar ou investir o seu dinheiro, vai passar a ter mais uma escolha. Em todo o país, o Banco CTT nasceu em simultâneo em 52 locais, aproveitando espaços já existentes dos correios nacionais e recorrendo às caras já reconhecidas nos serviços de envio de correspondência para lidar com os novos clientes.

“Por todo o País,  mais de 500 colaboradores das lojas CTT estarão a postos. Passaram os últimos meses em ações de formação, em articulação com o Instituto de Formação Bancária, que os tornaram habilitados também a prestar serviços bancários”, explicam os CTT em comunicado oficial enviado à redação do Economia ao Minuto. A empresa de correio fala num “novo rosto” trazido pelo Banco CTT às lojas onde está presente: “Além de toda a sinalética e do mobiliário, os colaboradores CTT irão também apresentar-se com um novo vestuário, mais sóbrio e moderno, e que será, gradualmente, estendido a toda a rede de lojas à medida que se concretize o plano de expansão de agências Banco CTT”.

“O nosso objetivo é devolver às pessoas um relacionamento com o seu banco assente naquilo que é realmente necessário”, explica Luís Pereira Coutinho, presidente executivo do novo Banco CTT. Para Francisco de Lacerda, CEO dos CTT, “O Banco CTT reforça um dos motores de desenvolvimento dos CTT, o dos serviços financeiros, apresenta ao mercado uma proposta atrativa e em linha com a identidade da empresa”.

O ‘banco dos correios’ começa a atividade com uma conta à ordem com garantia de não ter qualquer custo de manutenção, anuidade de cartão de débito nem nas transferências digitais. Nos depósitos a prazo, a oferta inicial é de um mês a um ano, sempre com taxa de juro fixa de 0,5% “sem asteriscos nem complicações”, garantem os CTT.

Prosegur conclui aquisição da Dognaedis

A Dognaedis, fundada por uma equipa de investigadores do CERT-IPN em conjunto com a Universidade de Coimbra e já com uma subsidiária no Reino Unido,  presta  — a partir de Portugal — serviços de proteção de dados e cibersegurança a clientes do sector financeiro e das telecomunicações, assim como a entidades públicas em vários países.

«A sua oferta de serviços inclui auditorias e consultoria de segurança a infraestruturas e a software, monitorização e gestão de incidentes de segurança e proteção de informação sensível», nota um comunicado divulgado nesta quarta-feira pela  Prosegur.

Com esta aquisição, o Security Operation Center (SOC) da Dognaedis junta-se às equipas de cibersegurança que a Prosegur já tem em Espanha, Paraguai e Colômbia.

Porco alentejano vive período de vendas «muito bom» devido à procura espanhola

«Felizmente», o porco preto de raça alentejana, criado no montado e alimentado a bolota, está «a viver um período muito bom a nível de mercado, esperemos que seja estável, para durar», disse hoje à agência Lusa Nuno Faustino, presidente da Associação de Criadores de Porco Alentejano (ACPA), com sede em Ourique, no distrito de Beja.

Segundo o responsável, a produção de porco alentejano, «obviamente», enfrenta «alguns problemas», sobretudo de legislação, nomeadamente em questões como as medidas agroambientais e as raças autóctones, mas a nível de mercado está, «de facto», a viver «um período favorável, contrariamente» ao que se passa com o porco branco do regime intensivo.

Sindicato sem acordo com CTT sobre aumento salarial mantém greve de 28 de março

O Sindicato Nacional dos Trabalhadores dos Correios e Telecomunicações (SNTCT) propôs no final do ano passado às administrações das empresas do grupo CTT um aumento de 4% dos salários em 2016, com subida mínima de 35 euros.

Na reunião que o sindicato teve hoje com a administração do grupo CTT, Vítor Narciso disse não ter havido um acordo.

«Não chegamos a acordo, a administração reformulou a proposta, mas para valores muito baixinhos, de um aumento de 1,25%. Nós mantemos a proposta que tínhamos. Apesar de termos vontade para renegociar, a administração marcou uma nova reuni8ão para 23 de março», disse Vítor Narciso, secretário-geral do SNTCT.

Vítor Narciso, explicou à Lusa que, ao longo das negociações, o aumento salarial proposto pelo sindicato sofreu alterações, situando-se hoje nos 2,2%, valor abaixo do qual o SNTCT garante que não irá descer, tendo entregado na quinta-feira um pré-aviso de greve para todo o dia 28 de março.

O sindicalista diz que se tudo se mantiver como está no dia 23, então a greve será para avançar.

Em dezembro, o sindicato explicou que, no caso dos CTT, empresa que foi privatizada há dois anos, a proposta «visa recuperar uma parte do poder de compra perdido pelos trabalhadores ao longo dos últimos anos, durante os quais o governo PSD/CDS impôs o congelamento salarial».

«Por outro lado, é justo que, sendo os trabalhadores que contribuem decisivamente para os lucros dos CTT e para a boa imagem da empresa, apesar dos parcos meios que lhes são postos à disposição e tendo que trabalhar além dos seus horários, tenham o direito de verem as suas remunerações aumentadas», refere o SNTCT.

Produtora de aço chinesa vai cortar 50 mil postos de trabalho

China

O presidente de um dos maiores produtores de aço da China anunciou hoje que vai eliminar 50 mil postos de trabalho, numa altura em que o país tem em curso reformas para reduzir o excesso de produção naquele setor.

Ma Guoqiang prevê que dos atuais 80 mil funcionários do gigante estatal Wuhan Iron and Steel, apenas 30m mil continuem na empresa, segundo declarações à versão digital do Diário do Povo, órgão oficial do Partido Comunista Chinês.

«Provavelmente, entre 40 mil e 50 mil pessoas terão de encontrar outro meio de sustento», disse.

Manuais escolares gratuitos: Positivo, mas não chega, dizem pais

“É positiva no sentido de que é um sinal de consideração pela educação e pela importância que possa ter, mas não é a medida que maior facilidade trará para as famílias. Estamos a falar de um custo por família baixo. Temos de nos lembrar que as famílias com mais necessidades já têm apoio da ação social escolar”, disse à agência Lusa Jorge Ascenção.

De acordo com o presidente da Confederação Nacional das Associações de Pais (CONFAP), há um conjunto de despesas bem mais relevantes como as refeições, transportes e materiais escolares.

“Estas despesas nem são consideradas em sede de IRS e têm um peso significativo no orçamento familiar e em famílias que não têm apoios. Acho que deve haver uma preocupação e um olhar para esta situação de uma forma mais global”, salientou.

Na opinião de Jorge Ascenção, deve haver um certo equilíbrio em todo o âmbito da educação.

“Claro que sabemos que há sempre a questão dos constrangimentos orçamentais, mas alargar esta medida seria um objetivo nobre”, disse.

O presidente da CONFAP disse ainda ter ficado satisfeito com as declarações do novo Presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa, que no seu discurso sempre que se referiu às políticas sociais falou da importância da educação.

“Esperemos que haja aqui uma mudança de pensamento, de ideia sobre a importância da educação na vida das pessoas”, concluiu.

O Ministério da Educação confirmou na quarta-feira a distribuição gratuita de manuais escolares para os alunos do 1.º ano de escolaridade a partir do próximo ano letivo, na sequência de uma proposta do PCP de alteração ao Orçamento do Estado (OE).

“O ano letivo 2016/2017 será o ano zero desta medida e abrangerá todos os alunos do 1.º ano do 1.º ciclo do ensino básico. Neste ano zero serão distribuídos gratuitamente os manuais escolares. Os restantes recursos didáticos não estão incluídos na medida nesta fase inicial. O custo de implementação desta medida no ano zero está estimado em cerca de três milhões de euros para o ano letivo 2016/2017”, adiantou à Lusa fonte do Ministério da Educação (ME).

Em cima da mesa está a discussão de um modelo que pretende tornar gratuitos não só os manuais, mas todos os recursos didáticos, e para todos os anos da escolaridade obrigatória.

Durante a discussão na especialidade do OE para 2016 na Assembleia da República, o ministro da Educação, Tiago Brandão Rodrigues, reafirmou que o ministério está a negociar com as editoras uma “progressiva redução” do preço dos manuais escolares, visando, de forma faseada, chegar à sua gratuitidade.

A secretária de Estado Adjunta e da Educação, Alexandra Leitão, lembrou na mesma altura que o OE para 2016 prevê um reforço de 9,4% para manuais escolares destinados a alunos carenciados (beneficiários da Ação Social Escolar).

EMPRESAS