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Governo propõe provas de aferição e um só exame no ensino básico

“Teremos uma solução integrada de avaliação e aferição que chegará à comunidade educativa como um todo e que não vai interferir com o bom funcionamento das escolas”, disse Tiago Brandão Rodrigues, no final de uma visita à Escola Secundária da Baixa da Banheira, no concelho da Moita, no regresso às aulas para o segundo período do ano letivo.

O titular da pasta da Educação, que estava acompanhado do secretário de Estado João Costa, não adiantou pormenores sobre o novo projeto, referindo apenas que integrará “avaliação e aferição”, nem informou sobre a data de apresentação.

Porém, o PÚBLICO soube que a apresentação do novo modelo será entre quarta e sexta-feira e que a proposta passa por um meio-termo entre o que existe e aquilo que defendem os outros partidos de esquerda na Assembleia da República. Depois de ter sido decidido o fim do exame nacional do 4.º ano, PCP e BE querem acabar também com os exames do 6.º e do 9.º ano, mas a proposta do PS não chegará a tanto, prevendo abolir apenas os exames do final do 2.º ciclo do ensino básico.

O modelo desenhado pela equipa de Brandão Rodrigues trata o ensino básico como um todo, pelo que até ao 9.º ano passará a haver um sistema integrado, com aferição e avaliação, em que haverá somente um exame nacional, provavelmente no 9.º ano, e testes de aferição nos outros ciclos, designadamente no 4.º e 6.º anos.

Com este modelo, o Governo socialista procura o consenso, não apenas aproximando-se dos demais partidos de esquerda com representação parlamentar, de cujo apoio precisa na Assembleia da República, mas também dos sindicatos e outros agentes do setor da educação. É precisamente em nome do maior consenso possível que o ministro admite apresentar o seu projeto apenas no final da semana, para dar tempo a que todos os parceiros do setor possam dar o seu parecer sobre a proposta antes da sua revelação pública.

Além deste cuidado, há um outro no mesmo sentido de facilitar a aprovação e entrada em vigor do novo modelo. O sistema que vai ser apresentado prevê uma aplicação faseada no tempo.

O novo “protocolo de avaliação/ aferição”, como lhe chama o ministro, inclui também os exames de Cambridge que os alunos do 9.º ano começaram a fazer há dois anos e que este ano começam a contar para a sua classificação final. “Os exames do Cambridge, como podem entender, fazem parte deste protocolo, deste procedimento, e também ao longo desta semana terão informação sobre esta questão”, disse nesta segunda-feira Brandão Rodrigues.

O novo responsável do Ministério da Educação assume “a luta e o combate ao insucesso escolar” como a sua “maior prioridade” e afirma a “promoção do sucesso escolar” como a “pedra basilar, a base onde assenta toda a atividade de todas as escolas deste país”. Uma estratégia que, segundo o ministro, tem de ser “centrada na escola, centrada, acima de tudo nas soluções que os professores, na sua fortaleza, com o seu conhecimento, possam encontrar, soluções locais, muitas tem que ser encontradas na comunidade, com as autarquias, os pais e os alunos, para que em cada escola se possa ter uma intervenção precoce, preventiva e atempada”.

Pelo menos para já, a política de combate ao insucesso escolar passa por incentivar os professores para essa causa. “Os professores foram, ao longo destes últimos anos, foram duma resiliência e duma estoicidade única, mostraram uma capacidade de superação de todas as dificuldades a que foram sujeitos e é preciso pô-los como atores principais e centrais deste combate, desta promoção do sucesso escolar”, disse Brandão Rodrigues.
Um desígnio compatível com a avaliação, no entender do ministro. “Essa tem que ser uma base, o entender a aprendizagem. A avaliação não é um fim último mas pode ser, acima de tudo, uma ferramenta para nós criarmos caminho, para melhorar a promoção do sucesso escolar”.

Questionado pelo PÚBLICO sobre a questão das metas curriculares, que têm sido objeto de contestação por parte das associações de professores de Matemática e de Português e também por parte do PCP que tem agendada para sexta-feira, dia 8, uma iniciativa parlamentar a favor da sua suspensão, Brandão Rodrigues adianta que o PS está a tentar chegar a um acordo com os partidos à esquerda.

“Estamos a trabalhar também a nível parlamentar para auscultar os nossos parceiros para podermos, efetivamente com eles, e, acima de tudo, para a escola, dar uma informação sólida, coesa, que se quer pensada e trabalhada”, disse.

Para o governante é “preciso, sobretudo, estabilizar o trabalho nas escolas”. Na mesma linha, o deputado do PS André Pinotes Baptista, disse ao PÚBLICO que o grande desafio do atual Governo na Educação é precisamente o de estabilizar o sistema, depois de “o anterior ministro Nuno Crato ter-se proposto implodir a Educação e, infelizmente, quase o ter conseguido”.

Ensino artístico com nova portaria na calha

O ministro da Educação prepara-se para mudar as regras no pagamento dos subsídios às escolas de ensino artístico financiadas pelo Estado. “Para não repetir os processos de anos anteriores, o que nós faremos é também uma portaria que muda a calendarização de financiamento ao ensino artístico para que, efetivamente, não se reproduzam os problemas que existiram neste ano letivo e no ano letivo transato”.

A revelação foi feita nesta segunda-feira por Brandão Rodrigues, no mesmo dia em que o ministro anunciou esta que “estão reunidas as condições” para o ministério regularizar os pagamentos em atraso de financiamento ao ensino artístico. Em declarações aos jornalistas, no final de uma visita à Escola Secundária da Baixa da Banheira, no concelho da Moita, Tiago Brandão Rodrigues informou que o Tribunal de Contas já deu visto prévio ao pagamento à “generalidade das escolas” e que algumas já receberam as verbas. “Os pagamentos começaram a ser feitos já antes da passagem do ano, a seguir ao Natal. Basicamente tivemos o visto prévio do Tribunal de Contas e com isso foi possível começar a fazer os pagamentos às escolas do ensino artístico”.

Segundo o governante, neste momento, falta fazer apenas as transferências para as escolas que ainda não pagaram os emolumentos e que são “um universo muito pequeno”. “Cabe agora às escolas pagar os emolumentos e com isso terem as condições para junto dos seus professores poderem regularizar a situação”, afirmou.

Dez escolas de todo o país apoiam 3ª Edição do Prémio Curtas Esclerose Múltipla

•    O Prémio Curtas – Esclerose Múltipla incentiva a realização de curtas-metragens de no máximo 5 minutos que promovam o conhecimento sobre a doença;

•    Estudantes ou amadores, entre os 18 e os 35 anos, podem submeter a sua candidatura até ao dia 29 de abri de 2016;

•    ANEM, TEM e SPEM, as três associações que representam a comunidade de doentes em Portugal e 10 Escolas parceiras colaboram nesta 3ª edição.

A Novartis, em parceria com o Instituto do Cinema e do Audiovisual (ICA), lança hoje a 3ª Edição do Prémio Curtas – Esclerose Múltipla, uma iniciativa dirigida a estudantes das áreas do cinema e audiovisual ou amadores curiosos entre os 18 e 35 anos que queiram fazer uma curta-metragem e documentar como é viver com Esclerose Múltipla. Para além da qualidade técnica e artística, o júri vai avaliar a abordagem ao tema, o conhecimento que o filme promove sobre os vários aspetos da doença e a capacidade de sensibilizar e criar impacto na opinião pública.

Esta Edição contempla a possibilidade de existir um vencedor na categoria Escolha do Júri (2000€) e outro na Escolha do Público (1500€), resultado da votação feita pelo público no site do Prémio Curtas, http://www.premioemcurtas.pt ou que o vencedor nas duas categorias seja o mesmo. Neste caso ao vencedor único será atribuído o valor dos dois prémios (3500€). O Júri reserva-se no direito de atribuir, se assim se justificar, um grande prémio à curta-metragem que considerar de maior qualidade técnica e artística e que consistirá na exibição da curta-metragem numa das salas de cinema parceiras do Prémio Curtas.

O Prémio Curtas reforçou este ano a parceria com Escolas de cinema, multimédia e audiovisuais, nomeadamente a Escola Superior de Educação de Viseu (ESEV), a Escola Superior de Música, Artes e Espetáculo (ESMAE), o Instituto Politécnico de Portalegre, o Instituto Politécnico de Leiria, a Restart, a Universidade de Trás-os-Montes e Alto Douro e a Universidade do Algarve – que se juntam à Escola Superior de Teatro e cinema do Politécnico de Lisboa (ESTC), à Escola Técnica de Imagem e Comunicação Aplicada (ETIC), à Universidade Lusófona de Humanidades e Tecnologias, à Universidade da Beira Interior e à Escola Superior Artística do Porto (ESAP) na tarefa de incentivar os seus alunos a participar vendo esta como uma oportunidade de aplicação prática dos conhecimentos adquiridos.

As três associações representativas da comunidade de doentes em Portugal – a Associação Nacional de Esclerose Múltipla (ANEM), a Associação Todos com a Esclerose Múltipla (TEM) e a Sociedade Portuguesa de Esclerose Múltipla (SPEM) – são também fortes parceiros na divulgação, abrindo as suas portas para todos os candidatos que queiram obter mais informação sobre Esclerose Múltipla e contactar a comunidade de pessoas que vive com esta doença.

As candidaturas estão abertas até ao final do dia 29 de abril de 2016 e devem ser feitas através do site ICA em http://www.ica-ip.pt/pt/. Os vencedores serão conhecidos por altura do Dia Mundial da Esclerose Múltipla, que se assinala a 25 de Maio.
Mais informações sobre o Prémio e Regulamento disponíveis em: http://www.premioemcurtas.pt

Sobre a Esclerose Múltipla
A EM afeta cerca de 5.000 portugueses. Em todo o mundo são mais de 2,3 milhões de pessoas2 com esta doença inflamatória crónica do sistema nervoso central que se manifesta em jovens adultos, entre os 20 e os 40 anos de idade, e que interfere com a capacidade do doente em controlar funções como a visão, a locomoção, e o equilíbrio. As mulheres têm duas vezes mais probabilidades de desenvolver EM do que os homens.
A EM tem um impacto significativo na qualidade de vida dos doentes e das suas famílias. Mais de 90% das pessoas com EM queixam-se de fadiga, constituindo um dos sintomas com maior impacto na qualidade de vida e produtividade dos doentes.

Sobre a Novartis
A Novartis fornece soluções de saúde inovadoras destinadas a dar resposta às necessidades em constante evolução dos doentes e da sociedade. Sediada em Basileia, na Suíça, a Novartis dispõe de um portefólio diversificado para responder da forma mais adequada a essas necessidades: medicamentos inovadores, cuidados oculares e genéricos económicos. A Novartis é a única empresa global com posições de liderança em todas estas áreas. As empresas do Grupo Novartis empregam aproximadamente 120 mil colaboradores, desempenhando as suas atividades em mais de 180 países. Para obter mais informações, visite www.novartis.com

Ministro anuncia esta semana novo modelo de “avaliação”

“Todo o processo de avaliação está a ser estudado e ao longo desta semana teremos informação para fazer chegar à comunidade educativa, em tempo útil e que não vai interferir com o funcionamento das escolas”, disse.

Questionado sobre se seria apenas para o quarto ano ou se também envolveria o sexto e nono ano, o ministro referiu que será uma “solução integrada de avaliação e aferição”.

Tiago Brandão Rodrigues disse ainda que foi criado um grupo de trabalho para se debruçar sobre as metas curriculares e que espera em breve ter informação para avançar.

O ministro esteve hoje numa visita à escola secundária da Baixa da Banheira, na Moita, onde foi alertado pela direção da escola, que tem cerca de 440 alunos, para a necessidade de algumas obras de requalificação do espaço e para a construção de um pavilhão desportivo.

“Todas as escolas têm que ter condições para que o desporto faça parte dos seus currículos e da sua formação”, afirmou.

Durante a visita, Tiago Brandão Rodrigues reuniu durante cerca de 30 minutos com professores da escola e deslocou-se a algumas salas de aulas dirigindo-se aos alunos no dia que marca o arranque do segundo período letivo.

Há 30 mil espanhóis a aprender português nas escolas

Há mais alunos espanhóis a aprender português. Nos últimos cinco anos, o número de alunos do ensino básico e secundário espanhol triplicou.

Neste momento, já 30 mil alunos estão a aprender a língua, avança o Jornal de Notícias. Deste total, 97% são alunos espanhóis e 3% lusodescendentes, segundo a informação da Embaixada de Portugal em Espanha.

Este aumento de interesse prende-se com a inclusão, em 2012, do Português como língua estrangeira, sendo uma opção equiparada ao Inglês ou Francês. Mas também com o facto de a Língua Portuguesa ser cada vez mais vista no país vizinho “como uma língua referenciadora, que pode abrir portas a nível profissional”, indica a conselheira de Educação da Embaixada de Portugal, Filipa Soares.

“Espanha começa também a compreender que o português é uma expansão natural, que pode abrir as portas do mundo lusófono”, explica, sublinhando que, este é um momento em que várias economias emergentes já falam português. Daí o interesse do país vizinho, sobretudo nas regiões fronteiriças como a Extremadura.

Agir em conjunto e no mesmo sentido

Gonçalo Xufre Silva

No final deste ano foram conhecidos os resultados do primeiro inquérito pan-europeu centrado na problemática da desadequação das competências que todos os países europeus enfrentam e que procuram resolver, na tentativa de ajustarem as formações disponibilizadas, em cada ano, pelos sistemas nacionais de educação e formação às reais necessidades presentes e futuras evidenciadas pelo mercado de trabalho.

Este inquérito baseou-se numa amostra de 49 mil adultos empregados dos 28 Estados-Membros, com idades compreendidas entre os 24 e os 65 anos de idade, e deixou muito evidente que, aos esforços empreendidos até agora pelos sistemas nacionais de educação e formação, não houve o correspondente e necessário empenho das empresas.

Os resultados apurados demonstraram, por exemplo, que quase metade (47%) dos trabalhadores europeus enfrentou mudanças tecnológicas desde o ingresso no emprego. Além disso, 21% destes trabalhadores estão convictos de que muitas das competências que detêm tornar-se-ão obsoletas nos próximos 5 anos, necessitando, para poderem continuar a ser produtivos, de adquirir novas competências que apenas poderão ser proporcionadas em ambiente informal, nos locais de trabalho. Olhando para o que se passou nos últimos anos, apenas um em cada cinco adultos empregados atesta ter desenvolvido novas competências nas empresas e 25% dos adultos consideram-se sobre qualificados para os cargos que ocupam (que apenas requerem o uso de competências básicas de literacia). De referir ainda que 27% dos inquiridos consideram estar num emprego tipo “beco sem saída”, no qual não veem qualquer potencial de desenvolvimento.

A par disto, quatro em cada dez empresas reclamam não conseguir angariar recursos humanos com as competências de que necessitam, o que contrasta com os elevados níveis de desemprego existentes na Europa (23 milhões de pessoas, o correspondente a 10% da população ativa).

Estes resultados levantam, claramente, uma questão: Afinal se existe tanta mão de obra disponível e se, efetivamente, grande parte (sobretudo nas gerações mais jovens) é muitíssimo mais qualificada do que alguma vez foi, por que motivo expressam as empresas tantas dificuldades em captar e reter os recursos humanos necessários para poderem ser competitivas?

A resposta afinal, como já avançam alguns estudos do Centro Europeu para o Desenvolvimento da Formação Profissional (CEDEFOP), está na necessidade de as empresas se comprometerem, também elas, com aspetos como a atratividade dos postos de trabalho, o bem-estar dos trabalhares e uma efetiva qualificação ou requalificação dos seus colaboradores, numa perspetiva de construção de carreiras.

Se isso não suceder, os esforços já empreendidos pelos sistemas nacionais de educação e formação nunca alcançarão os resultados desejados. Por mais que se reajustem os currículos, aproximando-os das aprendizagens necessários aos desempenhos profissionais e se lhes dê legibilidade perante as empresas, através de uma tradução em resultados de aprendizagem (que expressem o que os aprendentes sabem fazer quanto terminam as suas formações), por mais horas de formação prática em contexto real de trabalho que se acrescentem às formações profissionalizantes e por mais que se envolvam representantes de empresas na construção dos referenciais de formação e dos correspondentes perfis profissionais, não seremos capazes de evoluir para os níveis que pretendemos alcançar de competitividade e de empregabilidade, se, do lado das empresas, estas não forem capazes de percecionar estes problemas como seus e não colaborarem na construção de respostas eficazes.

Há que trabalhar com a convicção de que todos teremos de assumir uma quota-parte da responsabilidade e de propor soluções, agindo em conjunto e todos no mesmo sentido.

ANQEP

Ministro da Educação insiste que vai ouvir “parceiros” sobre exames

João Dias da Silva

Nesta terça-feira, na sequência da notícia do regresso das provas de aferição ao 4.º ano de escolaridade, em substituição dos exames, o Ministério da Educação (ME) divulgou um comunicado em que informou que o novo modelo será construído com a comunidade educativa. Nesta quarta, segundo Dias da Silva, o ministro não adiantou qual a proposta do ME, mas colocou o tema na agenda de futuras reuniões, reiterando que tenciona ouvir os parceiros educativos. Compromete-se nesta questão num momento em que o debate sobre as consequências da eliminação dos exames do 4.º ano pelo Parlamento continua em cima da mesa e na véspera de o assunto ser falado na Assembleia da República, por iniciativa do CDS/PP.

João Dias da Silva (que defende que o modelo de avaliação deve ser definido depois de analisada a possível reestruturação dos ciclos de ensino, passando o primeiro a ser de seis anos) disse que outra das preocupações manifestadas pelo ministro foi a transferência de competência para os municípios. No entanto, frisou, este primeiro encontro com as federações sindicais (antes o ministro recebera a Fenprof) não foi conclusivo. A FNE enumerou preocupações concretas (como a urgência de alterar a forma de recrutamento dos professores sem vínculo) e relacionadas com a carreira dos docentes, disse.

“Saímos com boas expectativas em relação ao futuro e totalmente disponíveis para colaborar num trabalho do qual resulte a valorização do sistema educativo por parte da sociedade em geral. Esse é um passo importante recuperar e reforçar o respeito pelos professores”, disse João Dias da Silva, em declarações ao PÚBLICO.

O secretário-geral da Federação Nacional dos Professores (Fenprof), Mário Nogueira, também se mostrou satisfeito com a primeira reunião com o ministro do Governo socialista. “Saímos com expectativas não frustradas e até reforçadas”, disse o dirigente sindical, que acrescentou ter ficado com a convicção de que com a nova maioria e, em concreto, na Educação, há “abertura ao diálogo e à negociação” e “a intenção de resolver problemas sem queimar etapas, mas também sem os deixar arrastar”.

Sobre o ensino artístico e os professores que se encontram com salários em atraso, a Fenprof recebeu a garantia de que as equipas do ME estão a trabalhar na resolução do problema para que possam ser regularizadas todas as situações o mais rápido possível, a nível administrativo. Nogueira disse que manteria, ainda assim, o pré-aviso de greve para 4 de Janeiro. Segundo disse, já há professores que já não têm dinheiro para se deslocar para o trabalho.

Pais pedem eliminação dos exames do 6.º e 9.º anos

Começando por sublinhar que concordam com a decisão de eliminar os exames do 4º ano, os órgãos sociais da CNIPE entendem que o mesmo deverá acontecer com as provas nacionais de Matemática e Português do 2.º e 3.º ciclo.

“Promover o sucesso escolar deve ter por base um real investimento na escola pública (condições, número de alunos por turma, número de professores, objetivos, técnicos especializados…) e não a realização de exames que põem em causa a valorização de todo o trabalho e de todas as aprendizagens realizadas ao longo do ano letivo”, lê-se no comunicado divulgado pela presidente da CNIPE no final da reunião dos Órgãos Sociais, que decorreu em Viseu.

No entanto, caso o Ministério da Educação decida manter os exames do 6.º e 9.º anos, os encarregados de educação sugerem que sejam realizados fora do período letivo, para não perturbar o normal funcionamento das aulas.

A CNIPE critica também o Preliminar English Teste (PET), o novo exame de inglês obrigatório para todos os alunos do 9.º ano, considerando que “a escola pública não deve estar ao serviço de uma instituição privada” e que aquela prova “continua a criar desigualdades de acesso à certificação pela Cambridge já que é paga pelos pais”.

“Consideramos, também, que o facto de a certificação ser feita por uma entidade exterior ao Ministério e Educação é um completo desrespeito pela formação dos professores e professoras de Inglês e a todo o sistema público de ensino”, conclui a CNIPE.

2015: O ano que ditou o fim da PACC e dos exames do 4.º ano

Já na reta final de 2015, o parlamento — agora com maioria de esquerda — aprovou o fim dos exames do 2.ºCiclo, realizados pelos alunos no final do 4.º ano de escolaridade, que haviam sido criados por Nuno Crato quando assumiu a pasta da Educação, no governo de coligação PDS/CDS eleito em 2011.

Em finais de novembro, por iniciativa do PCP e do BE, o parlamento aprovou na generalidade o fim destes exames, com os votos favoráveis dos proponentes e do PEV, do PS e do PAN.

PSD e CDS, agora na oposição, votaram contra, enquanto o PCP aproveitou o debate para anunciar a entrega de iniciativas legislativas destinadas a acabar com os exames também no 6.º e no 9.º ano.

Estas provas pesam 30 por cento na nota final do aluno.

Se a Confederação Nacional Independente de Pais e Encarregados de Educação (CNIPE) apoia a medida, a Confederação Nacional das Associações de Pais (CONFAP) considera que não deve deixar um vazio, pelo que admite o regresso das provas de aferição ou outras realizadas por uma entidade independente.

A maioria parlamentar pronunciou-se, no mesmo debate, pelo fim da Prova de Avaliação de Conhecimentos e Capacidades dos professores contratados (PACC), mas, ao contrário do PCP e do BE, o PS não foi perentório, defendendo antes a “suspensão” para “uma revisão” de todo o modelo de avaliação.

O processo que levou a PACC ao parlamento foi longo e antecipado pelo Tribunal Constitucional em outubro, quando emitiu um acórdão no sentido da inconstitucionalidade de um exame criado durante a governação socialista de José Sócrates, mas só aplicado na tutela de Nuno Crato, sempre sob a contestação dos sindicatos da FENPROF na justiça.

A federação sindical exige agora indemnizações para os professores prejudicados pela prova, uma vez que a aprovação era condição necessária à contratação. A maioria parlamentar aprovou hoje projetos de lei de BE e PCP para revogar a Prova de Avaliação de Conhecimentos e Competências (PACC) dos professores, assim como o regime de requalificação dos docentes

Na semana passada, a maioria parlamentar aprovou os projetos de lei de BE e PCP para revogar a PACC, assim como o regime de requalificação dos docentes

Caberá à equipa de Tiago Brandão Rodrigues, o mais jovem ministro do governo de António Costa, lidar com esta questão, depois da breve passagem de Margarida de Mano pelo ministério, durante o governo de gestão que resultou da coligação Portugal à Frente (PAF).

O ano ficou ainda marcado pela luta da Escola de Música do Conservatório Nacional, instalado num edifício no Bairro Alto, uma zona histórica de Lisboa, e que acumula problemas estruturais há décadas.

Deparando-se com a falta de financiamento e de condições na escola – já com salas interditadas por questões de segurança – a direção, os pais, os alunos e os professores uniram-se em diversas iniciativas públicas que resultaram num reforço de verbas.

Mais perto do final do ano, a escola teve de lançar um apelo aos pais para pedir donativos, motivando novo anúncio por parte do ministério de libertação de verbas.

O ensino artístico foi, aliás, um dos pontos de ansiedade para os professores, com relatos constantes de dificuldades das escolas para pagar salários.

A FENPROF anunciou já a primeira intenção de paralisação, com o atual governo, motivada por esta situação: a entrega, a 18 de dezembro, de um pré-aviso de greve dos professores das escolas de ensino artístico especializado, com início a 04 de janeiro.

Provas de aferição de volta para substituir exames de 4.º ano

Foi das primeiras medidas a serem conhecidas e aplicadas pelo novo Executivo: o fim dos exames do 4.º ano de escolaridade, adotado pelo antigo ministro da Educação, Nuno Crato, durante da legislatura PSD-CDS.

Para ‘compensar’ o fim dos exames de Português e Matemática, o Governo de Costa avança com o regresso das provas de aferição, que pretendem ter o mesmo efeito, mas sem o fator ‘stress’. Ou seja, garantir o cumprimento e aprendizagem dos programas curriculares por parte dos alunos.

Estas provas, contudo, não terão repercussões na avaliação sumativa dos alunos e serão aplicadas também aos alunos do 2.º ano escolar.

Em declarações ao Jornal de Notícias, que avança a notícia, o Conselho Nacional de Educação já prometeu uma reação à medida “nos próximos dias”.

A Federação Nacional da Educação (FNE), porém, já reagiu, dizendo que está a finalizar o “contributo” que irá entregar ao Governo. João Dias da Silva, da FNE, lembra também que “a decisão mais importante já está tomada, que foi acabar com uma prova que não estava correta”.

Professor de Leiria cria jogo de tabuleiro que obriga a exercício físico

Sporttable Box foi criado por Gil Carpalhoso, um professor de Educação Física de Leiria, que se deparou com a necessidade de encontrar uma solução para os seus alunos do 1.º ciclo quando chovia e não podiam ter aulas na rua.

“Quis criar um jogo que pudesse ser utilizado numa sala de aula. Começou por ser uma ferramenta de trabalho e depois desenvolvi-o para poder ser usado numa componente comercial”, conta à Lusa Gil Carpalhoso.

Sempre com os olhos postos na atividade física e movimento, o jogo desenrola-se num tabuleiro com peões, dados e cartas, que lançam desafios físicos à medida que se avança na partida.

Segundo Gil Carpalhoso, o Sporttable Box “resulta de uma fusão entre jogos de tabuleiro e atividade física, com um tema desportivo que concilia estratégias de jogo com divertidos desafios de atividade física”.

Em cima da mesa estão vários temas desportivos e cada tema tem quatro categorias que desafiam a “rapidez – não necessariamente a corrida -, força, destreza ou mímica”.

Cada carta “tem duas faces, que inclui um desafio, que pode ser de performance ou de confronto com o adversário”. Cada vitória obtida pelo participante fá-lo ganhar terreno e aproximar-se do fim do jogo.

Saltar, andar ao pé-coxinho, malabarismos com a mão ou pontaria são exemplos de tarefas que o jogador poderá ser chamado a realizar. “É preciso cumprir o desafio para progredir no jogo”, explica.

Gil Carpalhoso salientou que o Sporttable Box “promove a atividade física e combate o sedentarismo”. Além disso, “estimula o espírito competitivo da superação, o desenvolvimento da psicomotricidade, da coordenação, do equilíbrio, da orientação”, assim como o ‘fair play'”.

Destinado a crianças a partir dos oito anos, a idade limite só existe se não tiver mobilidade ou estiver impedido de realizar esforços.

Além de ser uma “ferramenta de trabalho para professores de Educação Física e monitores de atividades de tempos livres”, o Sporttable Box é também para ser jogado em família ou com amigos.

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