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Tecnologia portuguesa chega ao futebol africano

A plataforma FootballISM, desenvolvida pela agap2IT, foi implementada nas equipas de futebol de formação e profissional do El Gouna FC, do Egito. Será utilizada por mais de 50 profissionais do staff do clube e incorporará a gestão de dados de 200 jogadores, das equipas de formação à profissional. Para o clube, a aquisição da plataforma tecnológica visa maximizar os talentos da formação e do plantel sénior, os processos internos e a performance desportiva.

A plataforma vai ser utilizada pelo El Gouna FC num formato de Plano Premium – incorporando a totalidade de funcionalidades disponibilizadas, nomeadamente de gestão de jogador, pro scouting, departamento jurídico, gestão de equipamentos, área técnica, departamento médico, logística, recrutamento e instalações, agentes e nutrição; a par de aplicações móveis de jogador, treinador e scouting de formação.

O clube irá usar a versão Árabe do FootballISM lançada em abril, a pensar no desenvolvimento do futebol profissional dos países que se expressam diariamente na quinta língua mais falada no mundo.

Segundo Nader Shawky, CEO da Eleven 11, empresa gestora do clube El Gouna FC “o FootballISM é uma plataforma tecnológica bastante completa que nos vai ajudar a melhorar a nossa eficácia de processos. O El Gouna FC tem uma mentalidade orientada para a inovação e, nesse sentido, acreditamos que o FootballISM é o veículo perfeito para nos levar a um futuro de relevo no futebol. Ao adotarmos a solução, estamos confiantes de que iniciamos um caminho de constante desenvolvimento do nosso clube e que contribuiremos para a melhoria do próprio futebol africano.

Para Filipe Esteves, Diretor Geral da agap2IT e responsável pelo FootballISM: “a implementação do FootballISM num clube com as metas ambiciosas de crescimento do El Gouna FC e num campeonato como o egípcio, que se destaca no continente africano, é a constatação prática da sua eficácia e da possibilidade de adaptação desta solução a distintas realidades e necessidades. A partir deste momento, e através de uma única plataforma personalizável, estão integrados a totalidade dos departamentos do clube, o que permite potenciar a sofisticação da sua realidade desportiva e operacional. O objetivo passa por conferir a oportunidade a qualquer clube para alcançar um novo patamar no modo como gere o bem-estar e a progressão dos seus atletas e os distintos processos que contribuem para o seu sucesso.

A plataforma FootballISM é disponibilizada em três modelos possíveis consoante o plano e funcionalidades escolhidos. A configuração de aquisição apresenta valores diferentes, adaptáveis ao orçamento e necessidades de cada clube. Este modelo de subscrição (SaaS), mais flexível, foi desenvolvido no sentido de democratizar o acesso da tecnologia a todo o futebol profissional e de formação, com isto tendo uma abordagem solidária com todos os clubes independentemente do seu orçamento ou dimensão. A ferramenta, que agiliza todos os processos de um clube e academias de futebol e permite a tomada de decisões que se repercute em ganhos financeiros e desportivos, está ao alcance de todos.

O FootballISM foi desenvolvido com a experiência da Academia de Alcochete (Sporting Clube de Portugal), está implementado em clubes de três continentes (Europa, América do Sul e África) e é a plataforma tecnológica escolhida pela Liga Portugal para a profissionalização dos seus 36 clubes associados.

O El Gouna FC é um clube ambicioso, fundado em 2003, e milita na divisão principal do campeonato de futebol do país. O Egito é uma potência no futebol em África tendo conquistado o Campeonato Africano de Nações por sete vezes. Os seus clubes já venceram a Champions League africana 14 vezes, um número record face a equipas de outros países.

Tensão entre Arábia Saudita e Qatar: prolongado prazo ao Qatar para responder a ultimato

A Arábia Saudita e os países aliados – os Emirados Árabes Unidos, o Bahrein e o Egito – anunciaram esta segunda-feira a decisão de prolongar por mais 48 horas o ultimato feito ao Qatar para responder positivamente a uma lista de 13 exigências, a pedido do mediador do Kuwait na crise do Golfo.

O Qatar anunciou que vai entregar na segunda-feira, ao emir do Kuwait, a sua resposta às exigências apresentadas, avança, em comunicado, a agência oficial saudita Spa.

Na lista de exigências consta o encerramento da televisão Al Jazeera e de uma base militar turca, além da limitação das relações com o Irão.

A 5 de junho, Arábia Saudita, Egito, Emirados Árabes Unidos e Bahrein cortaram relações diplomáticas com o Qatar, que acusaram de apoio ao terrorismo, na mais grave crise regional desde a guerra do Golfo de 1991.

Posteriormente, numa lista de 13 pontos – apresentada ao Qatar pelo Kuwait, que está a ajudar a mediar a crise -, os países exigiram o encerramento da televisão Al Jazeera, de uma base militar da Turquia no Qatar e uma redução das ligações diplomáticas com o Irão.

Os quatro países exigiram ainda que Doha corte quaisquer contactos com a Irmandade Muçulmana e com outros grupos fundamentalistas islâmicos como o xiita Hezbollah, a Al-Qaeda e o Estado Islâmico.

O Qatar rejeita as acusações, classificando-as como “calúnias injustificadas”, e garante que “está a lutar contra o terrorismo e o extremismo”, enquanto a comunidade internacional tenta arranjar forma de pôr fim a esta crise diplomática.

“Mutilação genital é necessária porque homens são sexualmente fracos”

Um deputado egípcio afirmou que a Mutilação Genital Feminina (MGF) é necessária no país porque as mulheres devem “reduzir o seu apetite sexual” para estarem ao mesmo nível dos homens, que são “sexualmente fracos”. Elhamy Agina defendeu que esta prática, que consiste no corte parcial ou total dos órgãos sexuais externos femininos, é importante para a harmonia da vida do casal.

“Nós somos um povo em que os homens sofrem de fraqueza sexual, o que é evidente porque o Egito é um dos países que mais consome estimulantes sexuais que apenas os fracos consomem”, afirmou Agina, segundo o site de notícias locais Egyptian Streets. “Se nós pararmos de fazer a MGF vamos precisar de homens mais fortes e não temos homens desse tipo”.

Barbeiro mostra como circuncidava as mulheres da sua cidade no Egito. Vários barbeiros ainda o fazem

  |   REUTERS/TARA TODRAS-WHITEHILL

Para o deputado, a solução é as mulheres continuarem a ser mutiladas para que haja uma “redução do apetite sexual”. Assim, continua Agina, as mulheres podem “ficar do lado dos seus homens” e a vida continua tranquilamente.

As declarações estão a ser muito criticadas, em especial através das redes sociais, com várias pessoas a defender que ele deveria ser demitido do cargo.

A MGF é definida pela Organização Mundial de Saúde (OMS) como “todos os procedimentos que envolvem a remoção parcial ou total dos órgãos genitais femininos ou que provoquem lesões nos mesmos, tendo por base razões culturais ou fins não terapêuticos”. Todos os anos, milhares de crianças e mulheres são submetidas a cortes totais e parciais do clitóris, dos pequenos e grandes lábios, estreitamentos da vagina e outras práticas, que, em alguns casos, conduzem à morte.

O Egito é um dos países em que esta prática mais acontece, apesar ter sido proibida em 2008, ao lado da Somália, Djibuti e Serra Leoa, segundo a OMS.

Um relatório oficial sobre as questões de saúde do Egito revelou que, em 2015, 9 em cada dez mulheres entre os 15 e 49 anos tinha sido circuncidada.

“Sou um verdadeiro homem. Perguntem à minha mulher”

Após as várias críticas de que foi alvo, Elhamy Agina afirmou numa entrevista que aqueles comentários tinham sido apenas uma “brincadeira”.

“Não queria ofender os homens egípcios. Os homens egípcios são verdadeiros homens e eu sou um verdadeiro homem”, afirmou Agina para o Mehwar Channel. “Fiquem com o número de telefone da minha mulher e perguntem-lhe”, acrescentou.

Neste momento, a pena de prisão por circuncidar uma menina varia entre três meses e três anos no Egito, mas a prática continua a ser feita em grande escala no país, segundo o Washington Post.

Após a morte de uma adolescente devido a problemas de saúde causados pela MGF, que as autoridades egípcias pediram penas mais duras para quem manter esta prática. As novas penas, quando aprovadas pelo parlamento egípcio, deverão variar entre cinco e sete anos de prisão e serão aumentadas caso a rapariga morra ou fique deformada.

Um duelo de voleibol? Não, um choque de culturas

Podia ter sido só mais um jogo de voleibol de praia feminino durante os Jogos Olímpicos, mas nesta partida não foram os passes que deram que falar, antes os equipamentos com que as jogadoras se apresentaram em campo. Em causa está o duelo protagonizado pelo Egito e pela Alemanha, países que estiveram frente a frente este domingo à noite, dia 7 de agosto, em Copacabana.

A partida entre as equipas alemã, composta por Laura Ludwig e Kira Walkenhorst, e egípcia, com Dooa Elghobashy e Nada Meawad, representou algumas das imagens mais marcantes dos Jogos Olímpicos no Rio de Janeiro.

Enquanto as alemãs surgiram diante do público com o habitual biquíni desportivo, as duas mulheres provenientes do Egito vestiram de acordo com a tradição islâmica, ao jogarem com um traje de corpo inteiro — apesar das elevadas temperaturas que se faziam sentir — e com o hijabna cabeça, a cobrir os cabelos.

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O contraste entre os equipamentos das equipas cativou a atenção de quem assistiu ao jogo — tanto nas bancadas como à distância de uma televisão. Prova disso, escreve o espanhol ABC, foi o facto de este ter sido um dos assuntos mais comentados nas redes sociais.

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No final, a equipa alemã saiu vencedora, ganhando dois “set”a zero (21-12 e 21-15). As egípcias, por sua vez, estão obrigadas a vencer o Canadá e a Itália caso queiram chegar às rondas finais da competição.

De referir que o ayatollah Ali Khamenei, líder supremo do Irão, utilizou a sua conta de Twitter para afirmar que as mulheres iranianas provaram, em plenos Jogos Olímpicos, que é possível ser-se mulher, modesta, usar um véu e, ao mesmo tempo, ser bem sucedida.

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No entanto, o choque de culturas não é apenas visível através do equipamento. Exemplo disso foram os Jogos Olímpicos de 2012, em Londres, que aconteceram ao mesmo tempo que o período do Ramadão, mês em que os fieis islâmicos têm de jejuar durante o dia, o que deixou muitos atletas com um verdadeiro dilema.

Egyptair: Encontrados dois corpos no Mediterrâneo

Foram encontrados pelo menos dois corpos a flutuar no mar Mediterrâneo, bem como o que parecem ser destroços do avião da Egyptair que desapareceu esta manhã dos radares com 66 pessoas a bordo.

As operações de buscas estão a ser conduzidas por autoridades egípcias e gregas, que, segundo o canal de televisão da Arábia Saudita Al Arabiya, já encontraram os primeiros indícios de que o avião terá caído no mar.

Dois pedaços de plástico foram também avistados a cerca de 370 quilómetros da ilha grega de Creta. Foram encontrados por um avião C-130 egípcio “a sudeste de Creta, dentro da zona de informação aérea do Cairo”, afirmou um porta-voz do Estado-Maior, Vassilis Beletsiotis à agência France Presse.

Nas operações para encontrar os destroços estão envolvidos um submarino, vários F-16, um “avião-radar”, dois aviões transportadores militares e vários navios da marinha.

A França providenciou também apoio aéreo da marinha.

Voo da EgyptAir: famílias aguardam confirmação do pior nos aeroportos de Paris e do Cairo

Os familiares dos passageiros que seguiam a bordo do voo MS804 da EgyptAir, que se terá despenhado no mar Mediterrâneo na madrugada desta quinta-feira, estão a concentrar-se nos aeroportos de Paris e do Cairo, respetivamente o ponto de partida e de chegada do Airbus A320 que descolou da capital francesa às 23h09 de quarta-feira (menos uma hora em Lisboa).

A meio da manhã, cerca de 15 familiares dos passageiros egípcios já estavam no aeroporto do Cairo à espera de ser confirmado o pior. As autoridades do aeroporto trouxeram médicos para o local a fim de prestarem apoio e cuidados a várias pessoas que perderam os sentidos perante a probabilidade de terem perdido os seus entes queridos.

No aeroporto de Paris o cenário é semelhante, com a polícia e funcionários do aeroporto a levarem os familiares das 15 vítimas francesas para longe dos holofotes da imprensa. Segundo a BBC, a França já abriu um “centro de crise” na sua embaixada na capital egípcia.

Com capacidade para transportar 170 passageiros, apenas 56 destes lugares estavam ocupados. Para além dos sete tripulantes e três seguranças da companhia aérea, seguiam a bordo 30 cidadãos egípcios e 15 franceses, para além de um português, dois iraquianos, um britânico, um belga, um saudita, um sudanês, um cidadão do Chade, um da Argélia, um canadiano e um nacional do Kuwait. Entre eles contam-se duas crianças pequenas e um bebé, informou a EgyptAir na sua conta de Twitter.

Neste momento, tudo aponta para que o avião se tenha despenhado no mar Mediterrâneo, embora as autoridades não saibam ainda onde nem porquê. De acordo com oficiais egípcios e gregos, citados pela Associated Press, o avião terá caído entre as ilhas gregas de Creta e Karpathos, mais de 200 quilómetros a norte da costa egípcia.

Citado pelos jornalistas concentrados no aeroporto internacional do Cairo, o primeiro-ministro egípcio Sherif Ismail disse que ainda é demasiado cedo para avançar se o avião caiu por causa de problemas técnicos ou por ter sido alvo de um atentado terrorista. “Neste momento, não podemos excluir nenhuma possibilidade”, disse, ao lado dos familiares dos nacionais que seguiam no voo MS804.

As informações concretas para já são de que o avião desapareceu dos radares pelas 2h45 locais, menos uma hora em Lisboa, enquanto sobrevoava o Mediterrâneo a 37 mil pés de altitude, após ter entrado no espaço aéreo egípcio, quando se situava 280 quilómetros a norte da costa de Alexandria. Neste momento, as autoridades egípcias e gregas estão a fazer buscas no local onde o avião foi detetado pela última vez.

A “possibilidade de que o avião tenha caído já foi confirmada”, avançaram fontes dessas autoridades sob anonimato à mesma agência, com base no facto de o avião não ter aterrado em qualquer dos aeroportos mais próximos.

Konstantinos Lintzerakos, diretor da Autoridade de Aviação Civil da Grécia, deu a entender o mesmo em declarações à televisão privada Antenna, avançando que os controladores aéreos gregos estiveram em contacto com os pilotos sem serem registados quaisquer problemas até à hora em que o voo sumiu.

Os controladores perderam contacto com o avião quando faltavam 10 milhas (16 quilómetros) para abandonar o espaço aéreo da Grécia, avança a Associated Press. Foi aí que o piloto deixou de responder às tentativas de contacto; segundo a mesma fonte anónima grega, os controladores continuaram a tentar falar com ele até às 3h29 locais, quando o avião desapareceu dos radares já dentro do espaço aéreo egípcio, 11 quilómetros a sudeste da ilha de Creta.

A Marinha, o Exército e a Guarda Costeira egípcios continuam a levar a cabo uma operação de buscas nessa zona do Mediterrâneo, apoiados por dois aviões e uma fragata da Grécia. O piloto responsável pelo MS804, que ainda não foi identificado, tinha mais de seis mil horas de voo no currículo, diz a EgyptAir. França já se disponibilizou para ajudar nas buscas.

“Estamos à disposição das autoridades egípcias com as nossas capacidades militares, com aviões e barcos para ajudar a encontrar o avião”, disse o ministro francês dos Negócios Estrangeiros, Jean-Marc Ayrault, depois de discutir a situação de emergência com o Presidente, François Hollande.

Hollande já falou com o homólogo egípcio Abdel Fattah el-Sisi, ao telefone, e ambos concordaram em “cooperar para estabelecer o mais rápido possível as circunstâncias” do incidente, informa a assessoria do Presidente francês em comunicado.

No Cairo, El-Sisi convocou uma reunião de emergência do Conselho de Segurança Nacional, que integra o primeiro-ministro e os ministros da Defesa, dos Negócios Estrangeiros e da Administração Interna, para além das chefias das agências secretas do país.

Segundo o jornal egípcio “Al-Ahram”, que cita uma fonte do aeroporto do Cairo, o piloto do voo MS804 não enviou qualquer pedido de ajuda e o último contacto com ele aconteceu dez minutos antes de desaparecer dos radares.

Avião da da EgyptAir despenhou-se, confirmam autoridades

O avião da EgyptAir com 66 pessoas a bordo que desapareceu dos radares esta madrugada ter-se-á mesmo despenhado, confirmam as autoridades egípcias e gregas, segundo adianta o jornal britânico Mirror.

Acredita-se que o aparelho tenha caído no mar Mediterrâneo, onde decorrem operações de busca, envolvendo as Forças Armadas egípcias e gregas, estando a ser investigado o testemunho dos tripulantes de um navio que dizem ter visto uma “chama no céu” perto da ilha de Karpathos.

Num comunicado divulgado através das redes sociais, a transportadora informa que o avião tinha 56 passageiros a bordo, três seguranças e sete membros da tripulação, num total de 66 pessoas.

Há um português a bordo, 30 egípcios,15 franceses, dois iraquianos, um cidadão a Arábia Saudita, um do Kuwait, um do Chade, um do Sudão, um belga, um canadiano, um argelino e um britânico.

O avião partiu do aeroporto Charles de Gaulle, em Paris, às 23h09 (menos uma hora em Portugal Continental) de quarta-feira, tendo como destino o Egito.

Segundo os controladores aéreos gregos o piloto confirmou à torre de controlo do espaço aéreo grego que o voo decorria “sem problemas”, tendo depois, 10 minutos antes da hora prevista para aterrar e já no espaço aéreo egípcio, enviado uma mensagem de emergência.

O avião é um Airbus A320, operado pela companhia egípcia desde 2003. O piloto e o copiloto têm mais de duas mil horas de voo neste modelo de avião.

Primeiro-ministro do Egito não descarta tese de ataque terrorista

Primeiro-ministro do Egito não descarta tese de que um ataque terrorista possa ter sido a causa da queda do avião da EgyptAir que esta manhã desapareceu dos radares com 66 pessoas a bordo.

Segundo a Reuters, quando questionado pelos jornalistas no aeroporto do Cairo sobre se poderá ter-se tratado de um ataque terrorista, Sherif Ismail disse que “não pode ser excluída nem confirmada nenhuma hipótese”.

O avião ter-se-á despenhado ao largo da ilha grega de Karpathos, no mar Mediterrâneo, confirmou à AFP fonte da aviação civil grega.

O primeiro-ministro egípcio, que é formado em engenharia, explicou ainda que não foi feito qualquer pedido de ajuda pelos pilotos do MS804. As autoridades de aviação captaram de facto um “sinal de emergência”, mas este ter sido emitido pelos sistemas do avião de forma automática depois de este se ter despenhado.

Tean-Paul Troadec, antigo chefe da unidade de investigação de acidentes aéreos francesa, diz que o desaparecimento do avião da EgyptAir terá “quase de certeza” sido provocado por um “ataque”.

“Um problema técnico, um incêndio ou uma falha no motor não causariam um acidente instantâneo”, argumentou, citado pelo Mirror.

Arábia Saudita anuncia coligação islâmica antiterrorista

Mohammed bin Salman

O anúncio ocorre num contexto de pressão internacional para um maior envolvimento de Estados muçulmanos na luta contra o autoproclamado Estado Islâmico (EI).

Mas a coligação não se focará apenas no combate ao EI disse também, sem adiantar pormenores, o ministro saudita da Defesa, príncipe Mohammed bin Salman.

A lista inclui um vasto leque de países, da Turquia, que pertence à NATO, às Ilhas Comores, ao largo de Moçambique. A Guiné-Conacri e a Somália são outros participantes.

Como seria previsível, a coligação não inclui o Irão xiita, principal rival regional da Arábia Saudita sunita. Afeganistão, Iraque e Síria também não fazem parte.

Mohammed bin Salman, disse, segundo a BBC, que a coligação vai coordenar esforços contra extremistas no Iraque, Síria, Líbia, Egipto e Afeganistão.

A iniciativa “partiu da vigilância do mundo islâmico na luta contra esta doença [extremismo islâmico] que causou estragos ao mundo islâmico”, disse, citado pela BBC. “Atualmente, cada país muçulmano combate o terrorismo individualmente …coordenar esforços é muito importante.”

A Arábia Saudita integra a coligação contra o EI liderada pelos Estados Unidos e lidera uma intervenção militar no Iémen contra os combatentes houthi, uma tribo xiita.

Os 34 países “têm procedimentos a cumprir antes de se juntarem à coligação” agora anunciada, disse também o ministro saudita.

Para além dos 34, dez outros “países islâmicos”, incluindo a Indonésia, o mais populoso país muçulmano do mundo, manifestaram o seu apoio, segundo a agência estatal SPA.

Ao anunciar a coligação, a agência escreveu que o islão proíbe a “corrupção e a destruição do mundo” e que o terrorismo é uma “grave violação da dignidade e dos direitos, especialmente do direito à vida e do direito à segurança “

Os países da coligação são: Arábia Saudita, Bahrain, Bangladesh, Benim, Chade, Costa do Marfim, Djibuti, Egito, Emirados Árabes Unidos, Gabão, Guiné-Conacri, Iémen, Ilhas Comores, Jordânia, Kuwait, Líbano, Líbia, Malásia, Maldivas, Mali, Marrocos, Mauritânia, Níger, Nigéria, Paquistão, Palestina, Qatar, Senegal, Serra Leoa, Somália, Sudão, Togo, Tunísia, Turquia.

Atentado no Egito faz pelo menos quatro mortos

As quatro vítimas mortais são polícias, e há também registo de pelo menos 12 feridos, avança a agência Reuters. Dois dos feridos são observadores, não se conhecendo ainda as suas nacionalidades.

A explosão acontece 24 horas após o fim da segunda fase das eleições legislativas, que decorreram em nove províncias do país, entre as quais a capital, Cairo.

De acordo com as informações recolhidas pela Reuters, um bombista suicida tentou conduzir o automóvel em que circulava contra a fachada do hotel, mas foi atingido por polícias e os explosivos foram acionados nesse momento. Dez minutos mais tarde foi registada uma outra explosão.

A autoria do atentado ainda não foi reivindicada. O grupo islamista Província do Sinai, que jurou fidelidade ao autoproclamado Estado Islâmico, já cometeu atentados semelhantes na mesma região, na sua campanha para derrubar o Governo do Presidente Abdel Fattah el-Sisi.

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