Inicio Tags Empreendedorismo

Tag: empreendedorismo

Cisco e Startup Lisboa formam parceria tecnológica

Com esta parceria, a Cisco participará em eventos para Startups e para o ecossistema empreendedor organizados pela Startup Lisboa, onde serão partilhadas informações relativas às Startups incubadas na Startup Lisboa, com as equipas da Venture Capital da Cisco, além da utilização das soluções DevNet e dos conteúdos das Academias Cisco por parte das Startups e dos empreendedores do ecossistema, entre outras medidas.

Miguel Fontes, Diretor Executivo da Startup Lisboa refere que “A parceria tecnológica com a Cisco representa um passo importante para a Startup Lisboa. É uma honra contar com parceiros que contribuem para o crescimento e implementação de soluções inovadoras desenhadas para as nossas startups. Trata-se de uma colaboração que criará valor e repercussão de relevo, sobretudo no alcance de mercados internacionais.”

Artur Pereira, Head of Digital Transformation, da Cisco Portugal declara também que “É uma honra para a Cisco Portugal ser um parceiro tecnológico da Startup Lisboa à qual reconhecemos o enorme trabalho desempenhado no estabelecimento de um ecossistema empreendedor, vibrante e reconhecido internacionalmente. A partilha de conhecimento e experiência com os empreendedores, a facilitação de contactos com as grandes empresas nacionais e internacionais, e a capacidade de orientar os empreendedores para soluções de mercado são uma mais-valia de valor incalculável para a cidade de Lisboa e para o país.”

Acerca da Cisco

A Cisco (NASDAQ: CSCO) é líder mundial em tecnologia, que tem mantido a Internet a funcionar desde 1984. As nossas pessoas, produtos e parceiros ajudam a sociedade a estar conectada de forma segura e encontrar hoje a oportunidade digital de amanhã.

“Somos todos seres únicos e de exceção”

Cristina trabalha enquanto formadora internacional especializada em comportamento organizacional e desenvolvimento, gestão e administração, liderança e habilidades de comunicação há mais de 20 anos. Fale-nos um pouco sobre o seu trabalho.

Sou consultora internacional em Desenvolvimento Organizacional e Liderança, baseada em Moçambique há seis anos. Trabalho com e para pessoas há mais de 20 anos, e é essa a minha paixão de vida.

Comecei a dar formação no ensino técnico profissional, com 22 anos. Desde então, trabalho na área de desenvolvimento humano. Hoje em dia, faço projetos de Cultura Organizacional e Desenvolvimento de Liderança em organizações nas áreas da Banca, do Oil & gás e outras.

Ao longo da minha carreira, que começou na área de Marketing e Comunicação, investi sempre muito na minha formação académica e profissional. Acredito que a formação contínua é a base de crescimento de qualquer profissional, pelo que, independentemente da nossa idade e estágio de vida, deve fazer sempre parte do nosso percurso. Nunca é tarde para aprender. Tenho como propósito de vida gerar O Efeito Borboleta na sociedade levando a mudança para a sociedade através do meu trabalho nas organizações.

Ao longo desses 20 anos com certeza que houve episódios que a marcaram. Que história lhe ficou na memória e porquê?

A líder que, depois de um workshop de comunicação com a sua equipa, onde se promoveu o feedback aberto e honesto sobre os comportamentos da equipa, usou esse mesmo feedback para penalizar os seus colaboradores nas avaliações intermédias.

Um líder deve saber dar e receber feedback sobre si próprio, como sendo a única forma de melhorar e de trabalhar em equipa.

O que considera que é mais difícil no exercício de liderar pessoas?

O mais complexo é lidar com as emoções das pessoas e ensiná-las a gerir a sua inteligência emocional. As emoções são a base de todos os nossos comportamentos e atitudes. Movem o ser humano no sentido positivo ou negativo e condicionam os nossos resultados em termos de desempenho e eficácia de vida.

Devemos ter sempre presente que “SOMOS TODOS PERFEITOS NA DIMENSÃO DA NOSSA IMPERFEIÇÃO”. Aceitar as nossas imperfeições e abraçar a diversidade, recebendo o que cada um tem de bom para contribuir para os destinos das organizações.

Daquilo que tem vindo a observar ao longo do seu trabalho, quais são as piores práticas que muitas vezes são exercidas nas organizações?

As piores práticas estão muitas vezes ligadas à ausência de comunicação de uma visão clara sobre o que se pretende para a Organização e da partilha dos valores e missão da organização.

A não aplicação da “Teoria em Ação”, que consiste em praticar o que se advoga em teoria. O exercício errado dos cargos de poder, que leva a que se adotem comportamentos com um impacto negativo na eficácia das equipas. Um líder deve ser carismático, humilde, comunicativo, impulsionar o crescimento dos outros. Na prática, isso não acontece. Promove-se a punição e castigo de erros, o que leva a que se criem regras dentro das regras com medo de falhar.

A ausência de feedback positivo e construtivo e incentivo de comportamentos ligados ao exercício do poder. Não se estimula o pensamento crítico e criativo no seio das equipas. A maior parte das vezes, os colaboradores sabem o que a liderança espera deles. Mas os líderes não abrem espaço para saberem o que é esperado de si no exercício desses cargos de liderança.

Em 2013 um estudo comprovou que apenas 25 por cento das mulheres em Moçambique ocupavam posições de liderança nos setores privado e público. Passados seis anos, o panorama mudou?

Não mudou muito, infelizmente.

Na sua opinião, qual é o caminho a percorrer para que se dê uma maior paridade de género?

O caminho passa por gerar novas crenças e perspetivas sobre o papel de cada um dos gêneros na sociedade e na família. Empoderar as jovens e desenvolver as suas capacidades de liderança através de programas de capacitação e muita formação. E em simultâneo, empoderar os homens, para que passem a ter um novo olhar sobre as mulheres e sobre si próprios na sociedade, na família e nas organizações. Passa também por mudar a forma como estamos a educar os nossos filhos no que respeita a estas questões. São eles quem, no futuro, podem mudar o estado das coisas e viver com uma maior consciência sobre a equidade dos géneros.

Antes de sermos homens e mulheres, somos seres humanos. Com tudo o que isso implica no que respeita aos sonhos e expectativas de vida. E acredito que é esta a nova consciência que deve ser criada nas novas gerações. “SOMOS TODOS SERES ÚNICOS E DE EXCEÇÃO”. É essa unicidade e capacidade de fazermos coisas excecionais que nos deve caracterizar, muito para além do género.

Ilha de Santiago: das praias e das dunas ao turismo inclusivo e diversificado

Depois de assumir a gerência da PraiaTur – Agência de Viagens e Turismo, há três anos, Marvela Rodrigues começou a trabalhar no sentido de implementar na Ilha de Santiago o que há muito ambicionava e idealizava: um turismo histórico e cultural.

Santiago é a maior ilha de Cabo Verde e é conhecida pelas praias e pela cultura crioula portuguesa/africana. É aqui, na Ilha de Santiago, que Marvela sabe que ainda há muito a fazer no que diz respeito ao turismo e que ainda existem muitas valências por explorar. “Santiago não é só praia. Santiago é muito mais. É história e cultura”, diz-nos Marvela Rodrigues.

Santiago é uma das ilhas com melhores condições para um turismo inclusivo e diversificado. Santiago, a primeira ilha de Cabo Verde a ser descoberta, em 1460, tem praias, uma cultura rica e muita história para contar.

Na IV Edição do Somos Cabo Verde 2018, Marvela Rodrigues foi pré-nomeada na categoria de Turismo pelo trabalho que tem feito no sentido de desenvolver o turismo na Ilha de Santiago, com vários projetos turísticos que têm essa ilha como foco.

Falemos do “Projeto Darwin”, a partir do qual desenvolveu o circuito turístico Charles Darwin, evocando a sua passagem por Cabo Verde em 1844. Esse circuito deu origem a um livro da autoria de António Correia e Silva e Zelinda Cohen, “Cabo Verde, o despertar de DARWIN”, que foi lançado em 2017 no Grémio e na BTL- Feira de Turismo, em Lisboa, com uma boa aceitação. Em Cabo Verde, foi lançado na presidência da República em Abril do mesmo ano.

Este projeto vai ao encontro da forte pesquisa que tem feito para desenvolver um turismo histórico e cultural em Santiago, tendo por base a qualidade e veracidade dos dados.

Em Cabo Verde poucas pessoas têm conhecimento da passagem de Charles Darwin pelo país e é este turismo cultural e histórico que Marvela quer promover e desenvolver, quer para os próprios cabo-verdianos quer para quem visita o arquipélago. “Em Cabo Verde temos muito mais para contar”. Para o ano de 2019/2020 este circuito, que precisa de ser requalificado, estará pronto para receber grupos turísticos.

Neste ponto questionámos Marvela Rodrigues sobre as vantagens da nova medida que visa cidadãos da União Europeia a estarem isentos de visto para Cabo Verde em 2019. Esta é uma medida que acarreta vantagens para o turismo em Cabo Verde? Já se fez sentir os efeitos desta medida? “Para já ainda não, até porque a emissão do visto não exigia uma burocracia demorada, não sendo, por isso mesmo, um entrave para quem quisesse visitar Cabo Verde. Quanto às vantagens desta medida, ainda é cedo para se saber se a isenção de visto trará ou não um aumento do turismo”, diz-nos Marvela Rodrigues.

Mas continuemos a falar dos seus projetos. Outro dos projetos em mãos e pronto para arrancar é de cariz sócio educacional. Direcionado para a camada mais jovem, e sabendo que é em criança que se incute valores, Marvela tem já uma parceria com uma escola de Santiago para desenvolver um projeto sobre o turismo nas escolas, desde a pré-primária. O objetivo é ensinar e mostrar aos mais pequenos as mais-valias e as vantagens do turismo para Santiago e para Cabo Verde, e como se pode receber e acolher turistas.

Por outro lado, Marvela Rodrigues também se destaca nos projetos de âmbito social. Tem, igualmente, em carteira, um novo projeto social com mulheres reformadas, visando aproveitar o know-how destas e ajudar jovens mulheres em várias vertentes. Juntamente com outras associações, tem desenvolvido um trabalho junto da comunidade no que diz respeito à inclusão, sobretudo de mulheres. Tem conhecimento que, chegado o momento da reforma ou em casos em que mulheres se ocupam inteiramente das tarefas domésticas, acabam por atravessar situações difíceis ou estados de saúde frágeis. Este projeto, que arranca este ano, servirá para apoiar essas mulheres. Servirá para apoiar as gentes da Ilha de Santiago, não fosse Marvela Rodrigues uma mulher de causas.

Ei! Assessoria migratória: a primeira agência migratória em Portugal

Toda a sua vida profissional foi em torno da consultoria empresarial e fiscal, na área da internacionalização. Então, em que momento da sua vida surge este projeto, o Ei! Assessoria migratória?

Trabalhava como consultora em Angola, e enquanto emigrante senti na pele todas as dificuldades que uma pessoa nessa condição sofre. Quando fui para Angola, trabalhei não só em consultoria, como também auxiliei expatriados a fixarem-se lá e isso deu-me as bases para o que viria a criar no futuro.

A ideia de criar a empresa surgiu quando comecei a pensar em regressar a Portugal. Procurei saber que negócio poderia criar e, como sempre gostei da área do Direito dedicada aos estrangeiros e do tema das migrações, após uma pesquisa, verifiquei que cá não existia nenhuma agência migratória. Nos países anglo-saxónicos já existiam as chamadas migrations agencies e foi inspirada nesse modelo que criei a Ei!.

Afirma-se uma cidadã do mundo. Como cidadã do mundo o que mais a choca/preocupa nos dias de hoje?

Neste momento existem muitos problemas no mundo que me preocupam, como por exemplo a questão da Síria e dos refugiados.

A tendência é assistirmos a uma maior globalização, por isso mesmo me sinto uma cidadã do mundo mas espero que os meus filhos e as gerações futuras sintam isso ainda de uma forma mais natural. Espero que vivam num mundo com menos barreiras migratórias, que possam estudar e trabalhar onde quiserem, sem grandes problemas. Não deveriam existir tantas barreiras nem tantos preconceitos, tento transpor isso na educação dos meus filhos e aplico esses valores e convicções no meu trabalho.

Na sequência das necessidades geradas pela mobilidade geográfica dos dias de hoje, a Ei! tem como objetivo facilitar a vida a todos os que decidam procurar novos desafios. Com que principais entraves/dificuldades ou obstáculos se deparam mais as pessoas que vos procuram?

Se pertencerem a um país que não faça parte do espaço schengen, as dificuldades começam logo com a obtenção do visto. Existem vários tipos vistos. Mas qualquer um deles tem de ser obtido no consulado português mais próximo da área de residência – isto para um estrangeiro. Depois, as dificuldades começam logo com o tipo de visto deve solicitar, que documentos são necessários. Após a obtenção do visto tudo se torna mais fácil mas até aí é complicado…

Para os cidadãos da EU, a barreira linguistica e o lidar com as burocracias portuguesas são de longe o mais difícil em todo o processo. Desde ir à repartição das finanças para requisitar um NIF, depois obter o certificado de residência de cidadão da EU, inscrição no centro se saúde.

Como nem sempre os vistos são aceites, preferimos trabalhar de uma forma preventiva. Em primeiro lugar, analisamos o perfil da pessoa e vemos se reúne as condições necessárias. No caso de não serem aceites, a deceção é grande mas a nossa lei prevê a possibilidade de recorrer dessa decisão. A nossa lei dos estrangeiros é equilibrada e humana o que torna Portugal um dos países do mundo que mais e melhor recebe os imigrantes.

Receber bem é, por exemplo, permitir que filhos de imigrantes que não estão legalizados ou que estejam em processo de legalização, tenham acesso ao ensino público e que todos possam ter acesso também a cuidados de saúde. Os nossos hospitais públicos não recusam ninguém e isso não acontece em muitos países. Este é um forte motivo que eleva a procura de viver em Portugal…

Neste momento os brasileiros são o maior número de imigrantes em Portugal. A questão da instabilidade económico-social e da dos elevados índices de criminalidade são os principais motivos.

Porquê Portugal?

Portugal reúne algumas condições que são procuradas por diferentes requisitos. No caso dos brasileiros, as preocupações principais são a educação dos filhos e estabilidade social e a segurança. Os norte-americanos procuram, essencialmente, cuidados de saúde a um custo aceitável. Os reformados de países da EU procuram benefícios fiscais, o que lhes permite ter uma vida mais desafogada do que no país de origem.

Os portugueses estão sempre a reclamar e, na minha opinião, não valorizam o país que têm. Uma cliente brasileira contou-me há uns tempos que deixou tudo o que tinha no Brasil – que não era pouco – mas que nada era mais valioso do que poder ir até a um café à noite e caminhar pela rua com a filha tranquilamente sem medo de ser assaltada ou morta. Por isso, penso que está na hora de os portugueses perceberem que aquilo que temos neste pequeno país é grande, bom e não tem preço.

Uma história para partilhar…

É tão difícil escolher uma… são imensas e nem todas podem ser partilhadas.

Mas talvez a de um casal norte-americano que procurou Portugal por motivos de saúde. O senhor sobreviveu a quatro cancros e praticamente foi à falência nos EUA por causa disso, uma vez que lá os cuidados de saúde são pagos a peso de ouro. Decidiram vir para Portugal porque depois de exaustas pesquisas percebeu que se lhe acontecesse alguma coisa sabia que iria ser assistido e que para isso não teria que ficar totalmente sem dinheiro.

“Porquê adaptares-te se nasceste para te destacares?”

A sua empresa é especializada no estudo de perfis de energia, integração de sistemas e gestão de consumos de grandes instalações elétricas. Este projeto surgiu na sua vida num momento em que sentiu a necessidade de dar o próximo passo. “Construí a minha carreira profissional de forma a conseguir obter a experiência e os conhecimentos fundamentais para fundar a minha própria empresa”, começa por nos dizer Helena Patacão.

Nessa altura, relembra, o país atravessava uma crise financeira e económica. Mesmo assim, decidiu arriscar e dar este passo. “A minha filha tinha apenas quatro anos. Sendo eu mãe solteira, este foi, sem dúvida, um grande desafio quer na minha carreira profissional quer na minha vida pessoal”, diz-nos.

Conta com 14 anos de experiência neste mercado, é líder na criação de novas estratégias de negociação focadas no mercado elétrico, e já foi distinguida com 7 prémios de liderança desde 2004. Podemos dizer que a veia empreendedora já nasceu consigo? Questionámo-la. Helena Patacão acredita que sim. Sabe desde pequena que o seu perfil a indicava como líder e lembra-se, ainda na escola primária, de começar a liderar trabalhos e grupos. “Quer o sentido de responsabilidade quer o sentido de independência chegaram muito cedo à minha vida, pois desde sempre ambicionei a liderança. Acredito que é uma capacidade inata, e que um bom líder tem de reunir determinadas características na sua personalidade. O bom carácter, o sentido de responsabilidade e de justiça, e a independência na tomada de ações e decisões são fatores determinantes no meu sucesso como líder e empreendedora”, realça.

A sua ânsia pela independência levou-a a querer começar a trabalhar cedo e ir viver sozinha. Queria ser autónoma, e aos 21 anos já tinha a cargo uma equipa de 30 pessoas. Como é que concilia, no seu dia a dia, ser mãe solteira, sem ajuda de familiares, com a sua vida de empresária? “Acima de tudo é necessária muita disciplina, rigor na gestão de tempo, espírito de sacrifício e a capacidade de saber gerir prioridades. Sou guiada pelo sucesso e não me permito falhar como mãe. Ser mãe todos os dias, mimar, dar banho, cozinhar, acompanhar os trabalhos escolares, brincar, e observar a evolução da minha filha, que é o grande amor da minha vida. Sacrifico muitas vezes o tempo que seria necessário para realizar algumas reuniões ou para terminar algum trabalho importante, mas sendo ela a minha prioridade, opto por depois de um dia cansativo, e após ela já estar a dormir, ficar até altas horas da noite a trabalhar para poder cumprir com as metas que estabeleço e as responsabilidades que assumo”.

Praticante e treinadora de Karaté, a nossa entrevistada não tem dúvidas que as artes marciais, as quais fazem parte da sua vida desde os sete anos de idade, também influenciaram na sua maneira de ser e na sua capacidade para liderar. “O espírito de luta e de competição, o espírito de equipa e os desafios associados ao Karaté e às artes marciais vão ao encontro da pessoa que sou. Capacidades desenvolvidas como a perseverança, necessária para nunca desistir, a superação dos limites físicos da dor e cansaço, bem como a capacidade de concentração, tornaram-se um modo intrínseco à minha forma de estar na vida e à minha personalidade. É desta forma que me é possível superar as dificuldades e adversidades da vida sem lamentações e vencer qualquer obstáculo”.

Mas quem é, afinal, Helena Patacão, enquanto mulher e enquanto profissional? “Em qualquer circunstância sou sempre grata e humilde, quer na aprendizagem quer no relacionamento com o próximo. Sou exigente comigo mesma e estou em constante auto análise, auto crítica e melhoria evolutiva, porque acima de tudo é um dever dar o exemplo, como mulher, mãe e profissional”, realça Helena Patacão.

Para a nossa entrevistada, um líder tem de ser uma pessoa humana, com capacidade para perceber que os negócios e as empresas são feitas de pessoas.

Mas que características julga cruciais para alcançar o sucesso? Desde sempre que Helena usa a expressão “o dinheiro é a recompensa do trabalho e o sucesso é a recompensa de um excelente trabalho”.

Partindo desse seu princípio, diz-nos que é importante definir que posição pretendemos ocupar no mercado de trabalho, se queremos ser mais um número ou queremos atingir a excelência. “No entanto, para atingir a excelência é preciso saber identificar o elemento diferenciador e aplicá-lo no meio que nos rodeia, sabendo como utilizar e aproveitar as próprias capacidades”.

E que verdadeiros desafios enfrenta uma mulher líder e empreendedora nos dias de hoje? Para a nossa entrevistada existe uma dificuldade acrescida e os desafios são muito maiores pelo facto de se ser mulher, sobretudo nesta área: uma área técnica e associada, maioritariamente, ao sexo masculino. “Já vemos algumas mulheres com alguma influência em cargos de liderança, no entanto, quando falamos de administração de empresas, esta, ainda é exercida em grande parte por homens. É gratificante ser respeitada, reconhecida e distinguida neste meio, mas precisamos de mais mulheres empreendedoras”, realça.

DE PORTUGAL PARA OS EMIRADOS ÁRABES UNIDOS

Depois de uma restruturação e adaptação da empresa, Helena Patacão irá agora apostar na sua internacionalização e integração em mercados estrangeiros, com grande foco nos Emirados Árabes Unidos, onde terá sede própria, mas sem descurar o trabalho em Portugal.

Especializada em gestão eficiente de energia de edifícios na indústria, Helena Patacão tem trabalhado, em Portugal, para grandes empresas e clientes de renome e alerta para a responsabilidade sócio-económica-ambiental: “é imperativo a construção de sustentabilidade e independência energética, como medida de responsabilidade sócio ambiental e mudança de mentalidades”.

Irá agora aplicar os seus conhecimentos e desenvolver projetos nos Emirados Árabes Unidos.

O Dubai, que será o centro de operações para trabalhar com o médio oriente, foi a escolha natural por reunir as melhores condições dentro da conjuntura atual económica mundial e pelo seu potencial de desenvolvimento e crescimento. “Identifico-me com as suas estratégias, cultura, leis e metas, e admiro as práticas de liderança da família real do Dubai. Reúnem todas as condições que necessito para ser melhor e mais criativa, e acredito que o meu perfil, conhecimentos e experiência, sejam uma mais-valia e que possa fazer a diferença numa sociedade que incentiva e apoia a mulher empreendedora”.

Dentro da evolução do próprio mercado elétrico, e uma vez que a legislação já permite a produção de energia elétrica para autoconsumo, existem cada vez mais empresas no mercado que apresentam propostas e soluções aos clientes. “Torna-se crucial analisar, apurar e estudar o perfil energético, introduzir medidas de alteração de práticas comportamentais, observando as condições técnicas e legais, para que as empresas, face à oferta tão diversificada e disparidade de preços com que se deparam, obtenham as garantias necessárias para a execução dos seus projetos”. É aqui que a Helena Patacão Investments lidera, pois além de viabilizar a negociação, defendendo os interesses do cliente e garantindo o melhor rácio-performance de qualquer medida a ser implementada, viabiliza financeiramente a operação evitando o investimento de capitais próprios por parte do cliente. “Garanto sempre que o cliente está a obter a melhor solução técnica e financeira”, diz-nos.

Para Helena Patacão, as empresas portuguesas sentem cada vez mais as dificuldades financeiras que advêm das exigências da competitividade dos mercados e das imposições fiscais. “Estas dificuldades levam à procura incessante por parte dos gestores a repensarem as suas estratégias por forma a se adaptarem a um ciclo de sobrevivência que estrangula a liquidez financeira”.

O desenvolvimento de projetos nos Emirados Árabes Unidos terá os seus desafios, uma vez que cada mercado tem as suas especificidades. No entanto, para Helena Patacão, é necessário adaptar o modelo de negócio às necessidades e realidades de cada mercado, e ganha-se quando se descobre a necessidade em falta e se preenche uma lacuna. “Aplico a minha técnica em que identifico «o que está em falta e o que está errado». É com base na resposta que proporciono a estas duas questões, que assento a base das minhas estratégias e realizo operações de negócio de sucesso”.

Assim, o maior desafio será mesmo ser bem-sucedida no Dubai, emirado que conquista inúmeros prémios de liderança mundial em diversas áreas. “Este é um desafio ambicioso e que exige alguma coragem. Numa das minhas visitas ao Dubai, uma personalidade notável mundialmente reconhecida, que se tornara meu bom amigo, disse-me, utilizando uma frase do conhecido Dr. Seuss… “Porquê adaptares-te se nasceste para te destacares?” (“Why fit in when you were born to stand out?”). “Esta é agora a minha principal diretriz, e, sem dúvida, o maior incentivo para acreditar que esta aposta tem tudo para vencer”, conclui a nossa entrevistada.

Quem é Helena Patacão

Helena Patacão estimula a versatilidade por considerar que enriquece a personalidade e fortalece o carácter.

É Treinadora de Karaté e fundou a classe KAMAE de defesa pessoal para mulheres que ensina a prática de movimentos e técnicas de reação utilizadas para preservar a integridade física e emocional da mulher.

É também adepta participante em diversos eventos de competição do desporto automóvel, onde também já conquistou alguns prémios.

Já não é preciso esperar pelo verão para comer a deliciosa bolacha americana

Ela cresceu e agora é uma senhora, a Dona Bolacha! Devidamente embalada e rotulada”. Como surgiu este projeto na sua vida e que balanço pode ser feito acerca do crescimento da marca de uma das bolachas mais famosas do mundo?      

O projeto Dona Bolacha surgiu em 2015, pela mão de três primas, que tinham vontade de trazer para os dias de hoje uma recordação da sua infância – a bolacha americana.

É um produto incontornável de tradição e recordação dos verões da nossa infância. Cresceu connosco e, por isso, é hoje uma senhora, a “Dona Bolacha”.

Ao longo dos quatro anos de atividade, tem-se revelado um projeto inspirador e desafiante. Inspirador, uma vez que as novas gerações parecem ter o mesmo olhar que nós tivemos enquanto crianças para a Bolacha Americana. Desafiante, dado que procurámos inovar, criando novos sabores para a tradicional Bolacha Americana.

O projeto teve uma excelente aceitação desde o início. O carinho dos clientes pela Dona Bolacha é evidente e enche-nos de orgulho. A marca tem crescido na sua oferta e em volume de negócios.

Quais foram as suas principais preocupações na hora de criar um negócio em que o produto é tão tradicional e conhecido de todos?  

A nossa principal preocupação foi fazer a bolacha da nossa infância sem a desvirtuar. Fazer a bolacha que nos estava na memória. Mas fazê-la com o máximo de qualidade possível e adaptá-la ao conceito que pretendíamos criar. Para isso houve necessidade de rever e afinar receitas. Houve também necessidade de selar e rotular a bolacha para ser vendida em diversos pontos de venda e durante todo o ano.

Em 2016 lançaram a bolacha americana salgada. Como foi introduzir esta gama ao mercado? Foi uma espécie de “primeiro estranha-se e depois entranha-se”?

Pretendíamos fazer algo de novo e diferente. Algo que não existisse. Então surgiu a ideia de criar uma bolacha americana salgada, um produto inovador.

Tentámos dissociar a bolacha americana dos momentos de praia, com sol,  mar e calor. Tentámos associar esta nova bolacha a outros ambientes. Eventualmente a um jantar, a acompanhar um queijo, ou mesmo um copo de vinho.

Quisemos antes de mais criar algo novo, mas também chegar a outro tipo de público e a outra posição no mercado. E foi isso mesmo que aconteceu. Hoje a Dona Bolacha Salgada é um sucesso.

Estão pensados, como forma de estratégia empresarial, eventos de marketing e parcerias comerciais. Pode falar-nos um pouco sobre isto?

A Dona Bolacha tem realizado a sua atividade comercial através de vários canais de distribuição. A empresa vende a revendedores selecionados e também diretamente ao cliente final (particular e empresarial). Em simultâneo, participa também com frequência em mercados e mercaditos, feiras e eventos. Estas participações têm um propósito duplo: a promoção da marca e realização de vendas.

Desde 2015 que a Dona Bolacha está no mercado e que nos habituou a formatos e sabores diferentes da tão tradicional bolacha americana. Vem aí uma nova receita, o que podemos saber?

Desde que o projeto iniciou a Dona Bolacha lançou três Bolachas de diferentes tamanhos e seis sabores. Atualmente estão em comercialização duas gamas de bolacha. Uma gama doce, com os sabores original, canela, cacau e alfarroba. E uma gama salgada, com sabor de queijo de cabra e de água e sal.

Quanto a novidades, podemos desde já adiantar que o dia dos namorados vai servir para apresentar a bolacha especial em forma de coração.

Qual é o maior segredo da Dona Bolacha?

O segredo para o sucesso da Dona Bolacha, reside na verdade num conjunto alargado de fatores. O facto de termos conseguido criar uma receita própria e diferenciada de Bolacha Americana, sem perder ou desvirtuar a bolacha da nossa infância, a da memória coletiva, revelou-se fundamental para o sucesso do projeto. A Dona Bolacha criou um novo conceito, a Bolacha Americana selada e embalada com um prazo para consumo um pouco mais alargado, o que permitiu retirar a bolacha das praias e trazê-la para o consumo do dia-a-dia. Uma novidade!

Também a dedicação e a atenção prestadas levam a que a Dona Bolacha seja muito acarinhada não só pelos nossos clientes, mas por todos.

Com tudo isto, conseguimos de alguma forma associar tradição a inovação e revitalizar a bolacha Americana, transformando-a num produto Gourmet, mas acima de tudo num produto querido e desejado pelas pessoas.

“Não é só trabalhar, é acreditar no que fazemos”

A Cooltra é uma empresa especializada no aluguer de motas e mobilidade sustentável. Fale-nos um pouco sobre a empresa.

A Cooltra é uma empresa nascida em Barcelona no ano de 2006 com o objetivo de fornecer soluções de mobilidade para empresas, indivíduos e instituições públicas.

Há uns anos atrás, a Cooltra lançou duas novas empresas dentro do grupo: a eCooltra, empresa de scooters elétricas para utilização por minutos, que atualmente podemos encontrar em Lisboa, e a Ecoscooting, empresa de entregas sustentáveis ao domicilio.

Com mais de 15 mil scooters e 700 trabalhadores, a empresa está atualmente presente em seis países (Portugal, Espanha, França, Áustria, Itália e Brasil) e é considerada a líder europeia no seu segmento.

Em Portugal, concretamente, que posição a Cooltra assume atualmente no mercado?

A Cooltra instalou-se em Portugal no ano 2016, com o negócio de aluguer de scooters para turismo na cidade de Lisboa.

Pouco tempo depois, começamos a desenvolver o ramo de negócios B2B, fornecendo frotas de veículos para empresas.

Atualmente, a Cooltra fornece scooters elétricas a empresas como a Domino’s Pizza, em cinco cidades do país.

A evolução do negócio no país é contínua e exponencial, sendo um dos mercados de maior sucesso para a empresa de duas rodas.

A mobilidade elétrica e a sustentabilidade são, sem dúvida, o foco da Cooltra. A eCooltra e EcoScooting são os primeiros dos muitos projetos neste sentido?

A Cooltra lançou as empresas eCooltra e Ecoscooting como um desafio interno voltado para uma nova mobilidade.

Ambas as marcas, uma focada no consumidor final e a outra nas empresas, cumprem as premissas de: mobilidade elétrica, sustentável e conectividade.

A Cooltra está atualmente a consolidar estas linhas de negócios nas cidades em que opera, mas é claro que haverá mais projetos de diferente índole, todos de carácter sustentável.

 

 

Almudena del Mar Muñoz Corredor foi nomeada PR & Communications Manager do Grupo Cooltra para Portugal, Espanha, França e Itália. Em que momento da sua vida surge este desafio? Como o encarou?

Juntar-me à família Cooltra foi um desafio que apareceu no meu caminho num momento em que eu estava com vontade de mudança.

Tinha trabalhado na gestão de projetos de mobilidade, comunidade e sustentabilidade, e quando me falaram na ideia, foi como amor à primeira vista.

Na Cooltra têm como principal objetivo alterar a ideia que temos de mobilidade e eu quis juntar-me ao projeto e pôr nele o meu cunho pessoal.

Almudena del Mar Muñoz Corredor é apaixonada pela inovação, pelas tendências tecnológicas, mas também pela cultura empresarial. Que verdadeiros desafios acarreta uma posição de liderança e de gestão de pessoas?

Acho importante mencionar que tem havido uma mudança de mentalidade empresarial nos últimos anos, as pessoas querem trabalhar em ambientes dinâmicos, em empresas com projetos apaixonantes e queremos trabalhar todos os dias para aprender algo novo.

Não é só trabalhar, é acreditar no que fazemos.

Nesse sentido, toda a mentalidade e maneira de fazer as coisas mudou muito, as hierarquias tendem a desaparecer, as barreiras caem, as equipas são cada vez mais multidisciplinares para assim poder partilhar conhecimentos e habilidades, as formas de comunicarmos mudam, agora existem cada vez mais e mais ferramentas para nos conectarmos e para que as relações seja mais próximas, e até mesmo, a disposição de como estamos sentados num escritório.

Todos esses pontos interferem muito sobre a gestão do trabalho e penso, portanto, que é essencial, quando se trabalha em equipa.

Tem a seu cargo a liderança da estratégia de comunicação da empresa e a afirmação do posicionamento das três marcas do grupo – Cooltra, eCooltra e EcoScooting. Paralelamente à complexidade deste cargo, o facto de ser mulher acrescenta-lhe adversidades? A desigualdade de género é uma realidade para si?

Infelizmente, esta é uma pergunta que muitas vezes me perguntam, e tenho certeza de que se fosse um homem, nunca me tinham perguntado.

Existem áreas em que o facto de ser mulher é desvantajoso, criticado ou simplesmente não aceite.

Este não é o meu caso, trabalhar num ambiente tecnológico garantiu-me igualdade perante os meus semelhantes.

Não foi assim quando, por diferentes razões, interagi com pessoas de outros setores, onde encontrei comentários ou gestos ocasionais que não deveriam acontecer nesta altura do século.

Nem a idade nem o género devem ser motivo para julgar nem o trabalho, nem o valor de uma pessoa.

Associação feminina cria formação inovadora que ajuda mulheres a criar e a gerir os seus negócios

Ana Cláudia Vaz, ex-manequim e atual Presidente Executiva, reuniu um grupo de mentoras, cada uma especialista numa área, e em conjunto desenvolveram esta formação, inspirada em fatores reais e pensada estrategicamente para diminuir o medo de falhar.

Biz-School: Faz a tua Empresa Acontecer, promete ser dinâmica e intensiva, tal e qual como é na realidade gerir um negócio. Conforme os resultados da pesquisa de mercado, realizada pela AASM, 67% das Mulheres em Portugal, nunca chega a realizar o sonho de ter um negócio próprio, por ter medo de falhar.

Seguem-se depois outras razões, como a falta de apoio, motivação e alguns incentivos. Passam 20 anos, e só depois de adquirir uma certa maturidade e experiência, é que a Mulher volta a pegar nesse sonho que deixou para trás.

As 33% que se lança na aventura, acaba por cometer muitos erros e desistir nos primeiros 3 anos, ou nunca vê o seu negocio desenvolver, principalmente por falta de (in)formação.

É aqui que a ASM BIZ-SCHOOL pretende fazer a diferença. O programa tem 8 semanas, 6 módulos, 7 mentoras, um grupo exclusivo de apoio e entrega de certificados presencialmente. Mistura o on-line, e as vantagens de poder fazer ao seu ritmo, em casa, com o mentoring e o aconselhamento personalizado.

Os módulos estão interligados, e criam entre si uma corrente positiva com resultados, inspirados nas principais habilidades a desenvolver na empreendedora.

Adequado a Aspirantes a empresárias, as que têm muitas ideias e não sabem como se organizar, Start ups prontas a crescer, e as Empreendedoras Imigrantes que desejem abrir uma empresa em Portugal.

O que vão aprender?

Análise & Estratégia de negócio | Criação de uma marca (branding) | Técnicas de marketing | Vendas Inteligentes | Perfil da Empreendedora | Principais Obrigações legais | Networking | e como bónus, testemunhos reais de empreendedoras que vieram de longe e começaram um negócio em Portugal.

A aluna tem todo o acompanhamento durante as semanas do programa, e ainda, a possibilidade de fazer parte de uma rede (associação sem fins lucrativos) internacional de confiança, que lutará pelos seus sonhos. Nunca mais estará sozinha!

Para as empreendedoras imigrantes que sonham com uma vida nova, sejam muito bem-vindas! Esta é a melhor formação no mercado de confiança, para conhecer o cliente português, as leis, diminuindo o esforço psicológico e financeiro, que muitas acabam por enfrentar.

Para mais informações é só consultar o site: http://www.adorosermulher.com/biz-school

Grupo Jetclass com novo projeto de expansão

O empreendedorismo do grupo e o rápido desenvolvimento da empresa obriga a um contínuo investimento na sua estrutura, culminando no novo projeto de expansão. A inauguração dos trabalhos de ampliação da fábrica será no próximo dia 17 de janeiro 2019 pelas 15h30 e contará com a presença do Presidente da Câmara de Valongo, Dr. José Ribeiro e a sua comitiva, e do Secretário de Estado da Internacionalização, o Exmo. Dr. Eurico Brilhante Dias.

A unidade fabril passará de 7.000m2 a 12.000m2, num investimento de 12 milhões de euros. Serão criadas novas unidades produtivas, carpintarias próprias, serralharia e um novo setor de iluminação destinado à produção de candeeiros e instalações elétricas certificadas. As unidades de folha, melamina, madeira, pintura, estofo serão ampliadas, assim como o showroom. Será adquirida maquinaria de ponta completamente automatizada que se juntará ao já existente espólio da empresa. Desta forma, a empresa aumentará a rapidez e o rigor da sua produção em série, prevendo-se a duplicação da faturação anual para 12 milhões de euros.

Está prevista a criação de cerca de 50 novos postos de trabalho para os diferentes setores, recuperando artes que se perderam no tempo, como por exemplo a elaboração da talha e a aplicação de folhas de ouro.

O investimento será também aplicado em parcerias com faculdades, nomeadamente o INEGI, num estudo sobre a automação e controlo de tecnologias avançadas de fabrico e sistemas mecatrónicos complexos. O objetivo é a criação de mobiliário tecnológico, usando a domótica e robótica, tornando a Jetclass mais uma vez pioneira internacionalmente neste tipo de mercado. Esta iniciativa insere-se no programa Indústria 4.0 e o lançamento das primeiras coleções está previsto para 2022.

A capacidade produtiva da Jetclass permitirá servir uma maior quantidade de grandes projetos e grupos hoteleiros e ainda permitir aos seus clientes o desenvolvimento e produção das suas próprias marcas.

“Toda a minha carreira e vida pessoal foi e é dedicada às pessoas”

A PEOPLE FOR PEOPLE foi edificada no mercado tendo como principal desiderato oferecer uma resposta na vertente da gestão do capital humano. Neste sentido, quais as características que perpetuam na mesma uma dinâmica fomentadora de qualidade, excelência e credibilidade?

A People For People nasceu no mercado de software de recursos humanos. Este mercado insere-se num nicho altamente saturado e a decisão de escolha, está tipicamente associada a um dos seguintes fatores: a solução ser garantida pelo fornecedor de ERP; a adoção de
ferramentas reconhecidas internacionalmente; a relação pré-estabelecida que o gestor tem com uma determinada marca ou solução. Perante estes fatores e de forma a nos posicionarmos e construirmos o nosso mercado, tivemos de nos diferenciar, optando por assumir uma estratégia maioritariamente de consultoria especializada.

Do ponto de vista de quem nos procura, somos muito precisos na nossa abordagem, na medida em que, por um lado damos respostas adequadas ao perfil de uma consultora, e por outro, somos capazes de apoiar os nossos parceiros na implementação de propostas de valor que crescem naturalmente no decorrer da nossa atividade de consultoria. O facto de termos competências tecnológicas e não dependermos de tecnologia de terceiros, traz-nos vantagens competitivas perante o mercado.

a nossa tecnologia encontra-se num patamar de maturidade elevado, amplamente testada nas implementações que foram feitas ao longo dos últimos anos, transmite bastante tranquilidade a quem já nos conhece e a quem nos procura. Não é por acaso que ainda hoje trabalhamos com organizações cujo arranque se deu no início da minha carreira. Por mais alterações que as suas equipas tenham tido, a realidade é que a confiança que depositam em nós é denominador comum, há mais de 20 anos.

Assumem-se como uma marca focada no capital humano. Assim, que serviços disponibiliza a PEOPLE FOR PEOPLE e de que forma é que cada um deles é promotor de valor para os vossos parceiros/clientes?

Os nossos serviços encontram-se divididos em duas grandes áreas: a administrativa/operacional e a estratégica. Por norma, não endereçamos questões estratégicas sem garantir que as questões operacionais estão salvaguardadas.

Atualmente, prestamos serviços de auditoria, consultoria e formação, bem como serviços de outsourcing, quer numa vertente apenas operacional, como numa vertente de substituição do departamento de Recursos Humanos.

Gostamos e queremos ser tratados como o parceiro de confiança na estrutura de apoio à gestão (e em particular à gestão de capital humano) das organizações, e por isso todos os nossos serviços são direcionados para essas pessoas ou equipas. Em alguns casos, somos os responsáveis pelo cumprimento integral de toda a função de RH, o que torna fundamental conhecermos profundamente o negócio e a realidade organizacional dos nossos parceiros.

Hoje o universo da gestão de recursos humanos mudou o seu paradigma, fruto das inovação e novas tecnologias. De que forma é que as ferramentas e metodologias tecnológicas inovadoras vieram alterar a forma como são geridos os recursos humanos? Qual a vossa visão sobre a gestão dos recursos humanos no contexto de digitalização das empresas?

a génese desta mudança de paradigma não é fruto de uma vontade genuína de valorização do capital humano e de inovação da função de RH, mas sim de necessidades que surgiram ao longo dos últimos anos. Inicialmente surgiu a necessidade de diminuição significativa das equipas de RH. Numa segunda fase, o aumento das obrigações legais e o surgimento de questões de mercado relacionadas com a implementação de novas práticas, muitas delas associadas à qualidade produtiva, têm contribuído para se fazer cada vez mais, com menos recursos.

Esta tendência obrigou as organizações a repensarem a importância das suas pessoas e as empresas tecnológicas a desenvolverem
ferramentas ágeis e optimizadoras dos processos.

Porém, sinto que as gerações mais jovens estão a mudar a tendência e estão cada vez mais focadas em gerar valor, não só através dos métodos tradicionais, mas fundamentalmente através das pessoas. Estes fatores obrigam-nos a ser mais exigentes na definição do nosso modelo de negócio.

Como é que essas ferramentas permitem otimizar os processos no domínio dos recursos humanos? Em que moldes tem participado a PEOPLE FOR PEOPLE neste domínio?

Sendo o nosso foco as Pessoas, a primeira questão que nos colocamos quando ponderamos desenvolver o innergyRH é: em que medida é que esta ferramenta simplifica as tarefas associadas às funções de RH, de forma a que os cuidadores das pessoas nas organizações se possam dedicar mais às suas pessoas e menos aos processos rotineiros?

Encontrada a resposta à questão anterior, estamos em condições de assegurar a tão desejada otimização de processos, garantindo que estamos a contribuir proativamente para equipas de gestão de Pessoas mais saudáveis e consequentemente, para organizações psicológica e emocionalmente mais saudáveis.

Sendo uma marca direcionada para a vertente do capital humano, quão relevante são os recursos humanos «made in» PEOPLE FOR PEOPLE para o sucesso da instituição?

Podemos ter o melhor know-how e a melhor tecnologia, mas se não tivermos as melhores pessoas, não conseguiremos diferenciarmo-nos. Por isso, as nossas pessoas, para além de únicas, são o fator crítico do nosso sucesso.

Sente que em Portugal os empresários lusos começam a ter outra noção e sentido de responsabilidade perante a relevância para o êxito do seu projeto ao nível dos recursos humanos? A recetividade por parte dos empresários a ferramentas e metodologias inovadoras na gestão de recursos humanos por tem aumentado?

Penso que isso depende muito do setor de atividade. De forma geral, estou certa de que nos últimos anos os empresários têm valorizado muito mais as suas pessoas, percebendo que estas são fundamentais para o sucesso e sustentabilidade dos seus negócios. Porém, há ainda um longo caminho a percorrer… Mas é para isso que cá estamos!

Uma das vossas ferramentas denomina-se por INNERGY RH e foi desenvolvido para automatizar um conjunto de processos centralizados no Departamento de Recursos Humanos. Fale-me um pouco mais deste método e refira as mais-valias do mesmo.

A nossa ferramenta integrada, é o innergyRH. De uma forma muito simplista, o innergyRH pode ser considerado o ‘ERP’ do Capital Humano, com a particularidade de integrar com qualquer outro ERP das outras áreas.

Tratamos, para além das habituais questões relacionadas com os colaboradores, a informação de todas as pessoas que se relacionam com a organização, não esquecendo os prestadores de serviços, trabalhadores temporários, formadores, entre outros.

O facto de tratarmos o Capital Humano das organizações como um todo, torna possível processar um conjunto vasto de dados de forma estruturada, credível e integrada, aumentando assim a fiabilidade da tomada de decisão.

A PEOPLE FOR PEOPLE já acompanha clientes no processo de internacionalização e a apoia empresas estrangeiras a instalarem-se em Portugal? Porquê esta aposta no domínio internacional?

Claramente que a nossa aposta no mercado internacional tem sido reativa. No entanto, espero que em breve possamos começar a escrever um novo capítulo.

É fácil para uma mulher sair da sua zona de conforto para se tornar numa empreendedora de sucesso? Que obstáculos se enfrenta? Conte-nos um pouco sobre a sua história.

Creio que no meu caso a mudança não foi assim tão radical porque toda a minha carreira foi dedicada a negócios deste género. A grande novidade não estava no negócio, mas sim na oportunidade que tive de o desenvolver da forma que considero mais adequada e correta, adaptada às necessidades de mercado.

Sou naturalmente bastante ativa, logo o conforto é algo com que não me identifico. Por este motivo, é-me relativamente simples ‘sair’ da minha zona de conforto. Quanto ao termo ‘empreendedora de sucesso’, creio ainda ser cedo para o afirmar de forma perentória, já que me pauto por uma certa prudência.

Creio que enfrento os obstáculos de qualquer gestor, obstáculos esses que têm de ser ultrapassados com tranquilidade e sentido crítico.

A minha história é como a de tantas outras pessoas. Cresci numa família humilde, que me ensinou que existem regras, e que estas são para ser cumpridas. Foram-me ensinados valores pelos quais me oriento no meu dia-a-dia. Comecei a trabalhar enquanto ainda estudava, e tive a sorte de começar a minha carreira profissional pouco tempo após ter concluído os meus estudos, com a vantagem de trabalhar numa área que sempre me fascinou, os RH. Toda a minha carreira e vida pessoal foi e é dedicada às pessoas, pois é com as pessoas que realmente me identifico.

O preconceito de género continua a ser o principal entrave ao empreendedorismo feminino, a nível mundial. É ou foi o seu caso? Já teve de enfrentar obstáculos pelo facto de ser mulher?

Felizmente nunca tive problemas sérios de desigualdade de género. De uma forma geral, sinto que ao longo da minha carreira consegui sempre ter acesso às mesmas oportunidades que os meus colegas do género oposto.

Podia elencar um conjunto de dificuldades acrescidas pelo género (a assistência à família e em particular aos meus filhos quando eram crianças, à minha mãe e à minha avó na sua fase terminal). No entanto, também conheço homens com o mesmo problema, por isso estou certa que os obstáculos que me surgiram não se devem ao facto de ser mulher.

Portugal é o 6º país do mundo com melhores oportunidades e condições de apoio para as mulheres prosperarem enquanto empreendedoras. Na sua opinião, estamos, de facto, num bom caminho?

Portugal é uma excelente incubadora de sonhos que se transformam em projetos. Já o fazemos há mais de 500 anos e seria uma pena destruir esse caminho, que embora turbulento foi, é, e espero que continue a ser, frutífero.

Como CEO e Fundadora da PEOPLE FOR PEOPLE, que mensagem gostaria de deixar a todas as mulheres?

A mensagem que gosto de deixar a todas as pessoas: não desistam dos vossos sonhos, construam o vosso caminho com determinação e sejam felizes!

O que podemos esperar de si e da people for people para o futuro?

Podem esperar acima de tudo um caminho de coerência, honestidade e continuidade, assente naquilo que é a nossa estratégia e os nossos valores.

Estamos a repensar o futuro de uma forma ainda mais estratégica, por isso podem contar com um caminho de melhoria constante, não obstante estarmos a preparar um conjunto de novidades para 2019.

EMPRESAS