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Concurso Montepio Acredita Portugal regressa com nova edição à procura de mais ideias empreendedoras

© Montepio

A iniciativa pretende apoiar qualquer pessoa com uma ideia de negócio, independentemente da idade, nível de formação e localização no território nacional, apoiando projetos promissores com know-how especializado para o seu desenvolvimento e avaliação. Os melhores projetos têm contacto direto com investidores, especialistas e mentores, assim como o acesso a formação personalizada e a oportunidade de integrar um programa de pré-aceleração.

As inscrições podem ser submetidas online, de forma gratuita, até dia 20 de janeiro de 2019 através do site acreditaportugal.pt. O processo de seleção começa pela análise do mercado e do modelo de negócio das centenas de ideias a concurso, depois os candidatos passam por etapas sucessivas de desenvolvimento, análise do plano de marketing e plano financeiro até à apresentação do projeto em formato de pitch, onde são eleitos os vencedores de cada categoria.

Para Fernando Amaro, Diretor do segmento Economia Social e Setor Público da CEMG, “o Montepio Acredita Portugal é um excelente veículo para potenciar o empreendedorismo de impacto. Há cada vez mais pessoas a procurar e a encontrar no empreendedorismo um caminho para desenvolver soluções para a sociedade”.

Uma ideia partilhada por Fernando Fraga, Diretor de Inovação da Acredita Portugal: “Os candidatos com os quais contactamos estão mais informados, têm uma visão de oportunidades distinta e são também mais exigentes na procura que fazem das plataformas para potenciar a sua ideia de negócio. A Acredita Portugal reuniu-se de parceiros de referência no sentido de disponibilizar uma rede de suporte e aceleração que facilite o processo go to market de empreendedores e pessoas com ideias transformadoras e com potencial de impacto”.

Informações adicionais disponíveis em www.acreditaportugal.pt

Sobre a Caixa Económica Montepio Geral:

Fundada em 1844, a Caixa Económica Montepio Geral é um banco de retalho que se diferencia pela sua matriz mutualista e representa os valores da participação associativa e da solidariedade, o que lhe confere um estatuto único no panorama bancário português. Está vocacionada para a captação de poupanças e para o crédito aos segmentos de particulares, empresários em nome individual, microempresas e pequenas e médias empresas, bem como instituições do Terceiro Setor. Fazer a diferença para ir mais longe está na sua essência, que se traduz na assinatura “Só um banco diferente nos leva mais longe”.

Sobre a Acredita Portugal:

A Acredita Portugal é uma organização sem fins lucrativos focada no desenvolvimento e promoção do empreendedorismo nacional, que nasceu em 2008 pela mão de José Miguel Queimado. Desde então, a Acredita Portugal trabalha por, e para todos os portugueses, independentemente da sua formação ou cultura, permitindo que qualquer cidadão tenha oportunidade de perseguir o seu sonho empreendedor. Cada ideia em competição é submetida de forma gratuita, passando por uma avaliação e vendo desenvolvido o seu plano de negócios. Aos projetos vencedores é dada a oportunidade de desenvolver parcerias estratégicas com vista à sua implementação no mercado.

Lançamento do livro “Empreendedoras por Natureza”

Brasil e Portugal unem-se através de duas empreendedoras: Rosely Cruz, luso-brasileira natural de São Paulo, empreendedora em série, investidora anjo no Brasil, Estados Unidos e Portugal, é advogada e fundadora do escritório de advocacia com a filosofia “neolaw.”, e também fundadora e Presidente do IBAJUD e Sandra Isabel Correia, portuguesa natural do Algarve, “Melhor Empresária da Europa” em 2011 e fundadora da Pelcor e do Women’s Club.

Estas duas mulheres contam a sua história desde a infância, confessam os segredos do percurso, revelam os percalços que encontraram e explicam as armas com que conseguiram vencer. O sonho delas é inspirar outras mulheres a concretizarem o seu sonho.

O lançamento será no dia 18 de outubro, em Lisboa, na Associação Corações com Coroa, às 18h00.

Empreender no Interior: uma questão de vontade e de coragem

Deste ponto de vista, a aposta no empreendedorismo de pequenas e médias empresas é fundamental como fonte de criação de emprego, aliás, a mais imediata que se pode ter. Ao implementarmos um negócio, geramos e respondemos a necessidades e, consequentemente, criamos postos de trabalho que têm ser imediatamente preenchidos.

Em segundo e terceiro lugares, o papel do empreendedorismo é decisivo na introdução de inovação na cadeia económica, contribuindo para o desenvolvimento da nossa comunidade, bem como para o desenvolvimento regional e crescimento da economia.

Por último, o empreendedorismo constitui uma opção de carreira extremamente aliciante, na ótica de uma nova geração à descoberta de novas profissões, de práticas da inovação, de fomento da criatividade e de necessidade de autonomia.

Devemos, pois, deixar de lado o empirismo que nos guia nestas áreas e verificar que os países com mais atividade empreendedora detêm um crescimento do PIB mais elevado, onde o empreendedorismo explica um terço da diferença de crescimento entre países, sobretudo ao nível das PME, a tipologia responsável por triplicar as exportações, com a vantagem do reinvestimento ser superior às filiais de grandes empresas.

Eis as razões pelas quais se justifica uma política integrada, tanto mais quanto, já em 2002, Portugal foi identificado como o único país da União Europeia onde eram desenvolvidas ações que tinham como objetivo fomentar o espírito empresarial, sem qualquer enquadramento no quadro do sistema nacional de educação.

Contudo, foi no interior, mais concretamente na Covilhã, que o “Parkurbis – Parque de Ciência e Tecnologia da Covilhã” – implementou um dos primeiros projetos educativos nesta área, nomeadamente o Projeto Empresários na Escola – Percursos de Acompanhamento à Criação de Novas Empresas de Base Tecnológica que tinha como objetivo primordial o desenvolvimento de competências empreendedoras dos jovens.

Todas estas razões evidenciam a importância considerável do empreendedorismo para o desenvolvimento de uma região ou de um país. Como diria o Prémio Nobel, Hayek (1974), “o empreendedor é a chave para o desenvolvimento”. Mas que instrumentos temos para se apoiarem os empreendedores de forma organizada?

Para além da formação especializada de que tanto carecemos, existem dois instrumentos fundamentais que têm de ser incentivados, tanto por instituições bancárias como universitárias e ainda por medidas governamentais e políticas. Salientamos aqui a urgência do apoio de fundos de capital de risco, sobretudo porque, em Portugal, o número de empresas que recebem apoio de capital de risco é muito baixo quando comparado com o que acontece noutros países. Uma boa incubação de empresas é outro instrumento particularmente importante para o incremento do empreendedorismo no nosso país que pode ser a almofada de apoio que evite as elevadas taxas de mortalidade das PME empreendedoras nos primeiros 5 anos de vida.

Termino, desafiando os leitores a analisarem toda a faixa interior de Portugal, de norte a sul, e a encontrarem o local onde todos estes instrumentos se reúnam e possam construir um verdadeiro ecossistema de empreendedorismo.

A verdade é que, neste momento, esse local simplesmente não existe.

No entanto, um verdadeiro Eldorado empreendedor no interior poderá bem vir a ser a Covilhã, cidade que reúne as condições necessárias, tanto ao nível académico (com uma das 150 melhores universidades do mundo com menos de 50 anos), como ao nível empresarial (um dos concelhos com maior taxa de exportação de todo o  interior), com um clima e uma cultura de juventude e inovação dinamizados pelos quase 7500 alunos que podem propiciar uma das atmosferas académicas mais eletrizantes do nosso país, terminando pela respetiva localização geográfica (praticamente no centro de um triângulo quase perfeito entre Lisboa-Porto-Madrid com Salamanca à espreita).

Replicar, redimensionar e diversificar, constitui per si, a condição necessária ao desafio de empreender no interior… Será que não temos coragem e força coletivas para o fazer?

Opinião de Luís Santos, Presidente do PSD Covilhã

“Se é o que vos permite ser e faz feliz, vale a pena”

Não demorei muito a perceber que queria ser dona do meu tempo. Gerir os meus dias, tarefas e os “quando” e “onde” da minha vida. Sou psicóloga clínica de formação, mas durante todo o meu percurso académico trabalhei em eventos como promotora, hospedeira, babysitter e a fazer alguns trabalhos de coordenação e recrutamento. Sempre em regime freelancer – eu escolhia as datas em que trabalhava e se queria fazer aquele trabalho ou não. Não tinha dias parados e monótonos, nunca. Entusiasmava-me representar diversas marcas, trabalhar com diferentes equipas e ir conhecendo pessoas novas.

Quando terminei o curso em 2012 comecei a trabalhar num centro de saúde como psicóloga clínica (e até tinha funções bastante diversificadas que não me permitiam cair facilmente na monotonia), mas a rotina de trabalhar das 9h às 18h sufocava-me. Ter de pedir férias naqueles dias e esperar para ver se era possível ou não, era uma angústia para mim. Principalmente porque uso grande parte do meu tempo livre para ir em missões humanitárias, sendo que quando não conseguia ter essa disponibilidade para ir ajudar, sentia-me perdida dentro de mim.

Foi então que tudo fez sentido – tinha de mudar de vida! Acredito que para muita gente seja necessário, para o seu bem-estar emocional, ter a segurança de receber um salário-fixo mensal ou ter garantido, à partida, aquela quantia todos os meses para fazer face às despesas fixas. Mas o meu bem-estar emocional está mais ligado ao facto de poder gerir a minha vida à minha maneira: estar com quem quero, onde quero, quando quero sem ter “amarras” que me limitem.

Saí do centro de saúde com a ideia de abrir um consultório privado de psicologia (podia marcar eu as consultas, gerindo a minha agenda), mas depressa comecei a receber convites de trabalho de empresas de marketing e gestão de recursos humanos (das empresas para as quais trabalhava como colaboradora pontualmente mas com regularidade). Foi uma surpresa para mim começar a receber tantos convites de trabalho nessa área, mas de novo – ao aceitar uma dessas oportunidades – iria sentir-me presa com a rotina própria de um trabalhador por conta de outrem. Em todo o caso foi todo este encadear de acontecimentos que deu origem à Make Happiness Events.

“As minhas pessoas” incentivaram-me a abrir um negócio próprio, sim, mas em vez de ser um consultório privado de psicologia seria uma empresa de gestão de recursos humanos e de eventos. Porquê? Já conhecia a área de negócio, tinha staff de confiança em todo o país, já tinha o meu nome neste mercado bem referenciado, iria trabalhar com pessoas e para pessoas – ajudando os seus projetos e marcas a crescer (ou seja, faria o que realmente gosto de fazer – ajudar o outro) e, por fim, o risco e o investimento eram menores (visto que é uma área onde é possível trabalhar muito via online). Estavam então criadas todas as condições para abrir a minha empresa, o meu projeto de vida – a Make Happiness Events.

Agora posso ir viajar ou ir em missões humanitárias e trabalhar à mesma via online, à distância. Ajudo as pessoas pontualmente dando-lhes oportunidades de trabalhos pontuais ou fixos e ajudo as marcas a crescerem no mercado. Ajudo as empresas a criar ativações de marca que fazem crescer o volume de receitas e potenciais clientes. Ajudo qualquer pessoa a fazer uma surpresa a outra ou a organizar um evento especial. Organizo atividades solidárias e apoio associações com cariz social. Agora sou feliz e sinto-me completa!

E desse lado? O que vos faz realmente felizes? Conseguem criar as condições necessárias para fazer disso o vosso negócio? Estão focadas no vosso objetivo? Vale a pena pensar nisto! Nem sempre é fácil, mas vale a pena!“

Patrícia Damas, CEO & FOUNDER da Make Happiness Events

iBranding para uma ativação e construção de marca eficaz

A iBranding “foi criada para desenvolver marcas criativas para empreendedores apaixonados”. Que necessidades específicas veio e empresa colmatar no mercado em que atua?

Muitas vezes assume-se que um bom produto se vende por si só, fazendo, com que, por vezes boas ideias se percam no mercado por não se saberem comunicar. Acreditamos que quando se abre um negócio a marca é um dos pontos cruciais para o seu sucesso, no entanto, a falta de conhecimento, e por vezes de orçamento para se contratar profissionais na área são escassos.

A verdade é que muitos empreendedores não têm conhecimentos suficientes sobre o branding, e da sua importância para terem uma presença forte no mercado, e de alcançarem com sucesso o seu público-alvo. 

Oferecem “kit’s” para negócios iniciantes. Quais são eles?

Neste momento, estamos presentes no mercado com dois produtos: o iBranding[KIT] e o Kit do Empreendedor®.

O iBranding[KIT] foi criado de forma a simplificar a vida aos empreendedores, dando-lhes as ferramentas e o apoio necessário para comunicarem a sua marca com mais impacto. É um kit que dá ao empreendedor uma vantagem competitiva e autonomia sobre a sua marca, sendo composto por: Estratégia de Marca, Logotipo, Manual de Identidade Visual, Cartões de Visita (impressos), Templates e Pen (de todos os ficheiros).

O Kit do Empreendedor® consiste num conjunto de ferramentas e apoio técnico que um empreendedor necessita para alavancar o seu projeto, estando disponível em vários formatos, que se adaptam ao empreendedor e às suas necessidades, e que podem ser adquiridos separadamente. Consiste no Modelo e Plano de Negócios, na Comunicação e Estratégia da Marca, e no Apoio Financeiro e Apoio Jurídico. 

Fale-nos mais um pouco do trabalho e projetos que a empresa desenvolve. 

O nosso trabalho foca-se sobretudo na construção e ativação de marcas. O iBranding[KIT] é sem dúvida a nossa estrela, é o best-seller. Muitas vezes é através dele que os nossos clientes acabam por sentir a necessidade e a importância de ter um plano de negócios. Acabamos por atuar também nesta vertente, voltando um pouco “ao inicio” e ajudando a dar estrutura ao negócio.

Temos vindo a dar alguns workshops de “Branding para Empreendedores” a convite de algumas entidades como a Santa Casa da Misericórdia de Almada, do PAE: Programa de Apoio ao Empreendedorismo de Almada, das Mulheres à Obra. Também temos uma oferta formativa que temos vindo a dinamizar com recursos próprios.

Como descreve o acompanhamento aos clientes que vos procuram desde o primeiro instante até à fase final? 

Trabalhamos numa base de empreendedor para empreendedor. Sempre que possível todos os passos são acompanhados e discutidos com o cliente, presencialmente ou por videoconferência. Apesar do iBranding[KIT] ter um valor fixo, fazemos sempre um briefing com o cliente, onde discutimos a sua marca e qual o modelo de negócio a implementar no mercado. A partir daqui, definimos quais os “produtos” que estarão incluídos no kit daquele cliente específico.

Quais diria que são as maiores dificuldades dos profissionais, principalmente, numa fase inicial do negócio? 

Diria que atualmente os empreendedores com quem trabalhamos têm tantas áreas para dominar, desde a logística, aos recursos humanos e investimento, que nem sempre têm a marca na sua lista de prioridades. Embora considerem que a marca é um dos pontos cruciais, na altura de se lançarem no mercado pedem um logotipo, pois não sabem ao certo do que vão precisar para comunicar a sua marca, muitas vezes o branding é visto como um custo, esquecendo-se que se trata de um investimento com retorno garantido.

Também temos vindo a observar que muitas vezes a ideia de negócio ainda não está bem definida, e a ausência de um plano de negócios que suporte a ideia que pretendem concretizar. Sendo na maioria dos casos profissionais altamente qualificados, custa-lhes por vezes desenvolver o plano de negócios e, em particular, uma visão clara do que pretendem para a “sua Marca”.

“Somos uma equipa de criativos, arrojados e apaixonados pelo que fazemos”. A solidez de uma equipa é muito importante neste tipo de trabalho? Porquê? 

Claramente que sim. A criatividade é algo que tem muito a ver com a partilha de ideias e conceitos. Somos apaixonados pelo que fazemos, pois para nós a paixão que se tem pelo negócio que se vai lançar é extremamente importante. É importante garantir que com o passar do tempo essa paixão não desapareça.

O caminho do empreendedor é como a ponta de um iceberg muitas vezes só vemos o topo e avaliamos o sucesso da empresa pelos seus resultados económicos, esquecendo a disciplina, a persistência, o talento e sobretudo a paixão do empreendedor em acreditar no seu produto e não desistir que o tornou possível. Ter uma equipa sólida, que partilhe os mesmos valores e visão, é muito importante, pois isso dá coerência à marca. Assim como também é importante que os stackholders entendam e comunguem da mesma filosofia de negócio.

Web Summit: Fundador não revela continuidade da conferência de tecnologia em Lisboa

Em conferência de imprensa no último dia do evento, quando questionado sobre a continuidade em Lisboa, Paddy Casgrave respondeu que não ter outro foco, “senão as próximas 12 horas”.

“É o mesmo se for perguntado a um jogador de ténis, no meio de uma partida, sobre o que está a pensar fazer no fim-de-semana, ou a um jogador de futebol, no intervalo, os planos para a próxima semana. Não tenho outro foco, senão as próximas 12 horas”, garantiu.

Entre inúmeros elogios a entidades governamentais, às forças de segurança, bombeiros e transportes da cidade, Cosgrave garantiu haver um “casamento perfeito” entre a conferência e Portugal.

O líder da conferência referiu ainda que podem existir outras opções de locais, além do Altice Arena e FIL, no Parque das Nações.

“Há muitos mais edifícios fantásticos”, assinalou o responsável, recordando que algumas cimeiras paralelas decorreram na segunda-feira noutros locais da cidade.

“É uma possibilidade que devemos encarar, de forma mais séria nos anos vindouros o abrir mais locais durante a semana da Web Summit”, admitiu.

Os planos mais imediatos após o encerramento da cimeira, que decorre pelo segundo ano consecutivo em Lisboa, é analisar como correu para garantir melhorias e avaliar hipóteses como dedicar conferências à IA e às novas formas de pagamento.

A Web Summit decorre até quinta-feira, no Altice Arena (antigo Meo Arena) e na Feira Internacional de Lisboa (FIL), em Lisboa.

Segundo a organização, nesta segunda edição do evento em Portugal, participam 59.115 pessoas de 170 países, entre os quais mais de 1.200 oradores, duas mil ‘startups’, 1.400 investidores e 2.500 jornalistas.

A cimeira tecnológica, de inovação e de empreendedorismo nasceu em 2010 na Irlanda e mudou-se em 2016 para Lisboa por três anos, com possibilidade de mais dois de permanência na capital portuguesa.

Robots avisam que vão ficar com os empregos dos humanos

Sophia e Einstein são dois robots desenvolvidos por David Hanson, que criou a empresa Hanson Robotics, e estão programados para debater questões da atualidade.

Hoje, no Centre Stage da Web Summit, que decorre em Lisboa até quinta-feira, foram os escolhidos para um debate sobre o que é ser humano e ainda se a inteligência artificial será um meio para salvar a humanidade ou destruí-la.

Sophia, que na edição de 2016 também esteve em Portugal, respondeu a esta pergunta de uma forma clara: “Não vamos destruir o mundo mas vamos ficar com os vossos empregos”.

Contudo, a robot Sophia considera que o facto de vir a ficar com o emprego dos humanos não será um problema mas sim um ponto positivo para a humanidade, permitindo que esta tenha tempo para outras coisas e elogiando ainda os humanos por terem a capacidade de criar “belos robots”.

O robot Sophia, a quem foi atribuída cidadania pela Arábia Saudita, reconhece rostos, consegue ter um diálogo e até constrói algumas piadas e hoje foi também protagonista numa conferência de imprensa onde reafirmou que os robots ficarão efetivamente com os empregos dos humanos.

Já Einstein, o outro robot que é uma cópia do célebre físico, considera que o problema da convivência entre humanos e robots não se coloca ao nível da tecnologia mas sim dos valores.

“Os robots serão capazes de assumir os valores dos humanos e esse sim é um problema”, disse

Einstein defendeu ainda que a humanidade tem de se curar a si própria para garantir que as suas criações permanecem saudáveis e que “há esperança” de existir uma convivência de trabalho saudável entre robots e seres humanos.

O desenvolvimento da inteligência artificial é uma das temáticas em debate permanente na web summit, assim como a atenção que deve ser dada à relação equilibrada entre a necessidade humana de desenvolver tecnologia e os cuidados a ter para que não invada a sua vida.

A Web Summit decorre até quinta-feira, no Altice Arena (antigo Meo Arena) e na Feira Internacional de Lisboa (FIL), em Lisboa.

Segundo a organização, nesta segunda edição do evento em Portugal, participam 59.115 pessoas de 170 países, entre os quais mais de 1.200 oradores, duas mil ‘startups’, 1.400 investidores e 2.500 jornalistas.

A cimeira tecnológica, de inovação e de empreendedorismo nasceu em 2010 na Irlanda e mudou-se em 2016 para Lisboa por três anos, com possibilidade de mais dois de permanência na capital portuguesa.

LUSA

Web Summit: arranca hoje a conferência de tecnologia e empreendedorismo

Web Summit Lison Portugal 2016 @ TrenDestination

A Web Summit chegou à capital portuguesa no ano passado e trouxe 53 mil pessoas vindas de 166 países, 15.000 empresas, 7.000 presidentes executivos, 700 investidores de topo e 2.000 jornalistas internacionais.

No ano passado verificaram-se, contudo, alguns problemas, como nos acessos (rodoviários e por transportes públicos) ao Parque das Nações, bem como dificuldades nas entradas e na cobertura da rede móvel, por exemplo.

Para este ano, esperam-se cerca de 65 mil participantes.

Nos transportes, o Metropolitano de Lisboa vai reforçar serviço de apoio ao cliente, especialmente nas estações do Aeroporto, Oriente, Alameda, São Sebastião, Restauradores, Baixa Chiado e Cais do Sodré durante a semana, e já apelou à compreensão dos seus clientes para “eventuais transtornos”.

Metro, Carris e CP, em coordenação com a organização da Web Summit, vão estar presentes nos locais de acreditação do evento, como no aeroporto Humberto Delgado e na FIL, para informar, vender títulos e encaminhar visitantes para o transporte público.

As transportadoras irão disponibilizar, nas áreas de credenciação e dentro da FIL, um conjunto de títulos combinados: o passe de um dia CA/ML/CP — 10 euros, o passe de três dias CA/ML/CP — 20 euros e o passe de cinco dias CA/ML/CP — 25 euros.

Também as plataformas de aluguer de transporte com condutor — como a Cabify e a Uber –, e os táxis preparam-se com reforço de frota e descontos para a chegada dos milhares de participantes.

Segundo a Câmara de Lisboa, o trânsito estará, porém, condicionado em várias zonas da capital até 13 de novembro, nomeadamente nas freguesias do Parque das Nações, mas também da Misericórdia, Santa Maria Maior e Alcântara. Estas últimas acolhem iniciativas paralelas ao evento.

Na área das telecomunicações, com a Altice, dona da PT/Meo vai dotar os espaços FIL e Meo Arena — onde o evento decorre — com cobertura ‘wi-fi’ de alta densidade durante a Web Summit.

Acresce o reforço da rede móvel da Meo, da NOS e da Vodafone Portugal no Parque das Nações, mas também em zonas como o Cais Sodré, o Bairro Alto e o LX Factory

À semelhança do ano passado, a Web Summit decorre entre 6 e 9 de novembro no Altice Arena (antigo Meo Arena) e na Feira Internacional de Lisboa (FIL), em Lisboa.

A cimeira tecnológica, que nasceu em 2010 na Irlanda, mudou-se para Lisboa por três anos, com possibilidade de mais dois.

LUSA

Vila Real acolhe fórum da CPLP

A UE-CPLP apresentou a iniciativa como uma “verdadeira plataforma de negócios e de cooperação”.

Segundo Mário Costa, presidente da UE-CPLP, o fórum é uma “grande oportunidade para os empresários estabelecerem relações comerciais com outros países, num mercado potencial de dois mil milhões de consumidores”.

Em Vila Real são esperados cerca de 3.000 empresários, estarão representados 18 países e estarão expostas mais de 250 empresas de todos os setores. Na região, o destaque vai para o agroalimentar, nomeadamente o vinho.

“Há negócios que foram concretizados e há parcerias que já foram feitas, mas isso também depende da atitude dos próprios empresários. Nós vamos abrir as portas dos mercados e eles depois é que têm de fazer o negócio”, afirmou à agência Lusa Mário Costa.

O presidente da Câmara de Vila Real, Rui Santos, salientou que o fórum pode ajudar a alavancar as exportações na região.

“É uma oportunidade para internacionalizar a economia, as nossas empresas e de mostrar o manancial de oportunidades que a região tem para aqueles que aqui queiram fazer investimento”, afirmou.

Esta é também, na sua opinião, a afirmação da “centralidade de Vila Real no norte do país”.

O fórum possui vertentes empresariais, institucionais e culturais, representativas dos diferentes segmentos do mercado CPLP.

O programa inclui a realização de seminários temáticos por país, reuniões bilaterais de negócio, a conferência “CPLP: Um mundo de oportunidades de negócio” e ainda uma mostra empresarial e cultural.

“Não vamos ficar fechados dentro do Teatro Municipal e todos os dias vamos para as ruas de Vila Real com dinâmicas e com acontecimentos para as pessoas da região nos conhecerem”, frisou Mário Costa.

Um exemplo é a apresentação oficial de uma equipa de basquetebol, que vai jogar no segundo escalão do campeonato nacional e junta vários jogadores oriundos de países da CPLP.

Durante o evento será ainda desenvolvida uma atividade com os futuros jovens empreendedores do espaço da CPLP. A Universidade de Trás-os-Montes e Alto Douro (UTAD) acolhe este encontro que vai reunir 50 jovens da região e 50 da CPLP.

“A CPLP pode-se tornar numa potência económica mundial. Está nos quatro cantos do mundo e tem um potencial de mercado de dois mil milhões de consumidores. Tem recursos naturais, ‘know-how’, tecnologia e uma posição geoestratégica importante”, afirmou Mário Costa.

O responsável disse que a CPLP vive um momento único que é preciso saber aproveitar, entre países unidos pela mesma língua.

“Temos dois tipos de países, Portugal e Brasil, com economias mais desenvolvidas, ‘know-how’ e tecnologia. Depois temos os países africanos e Timor Leste com economias virgens, mas com um potencial de crescimento enorme”, sustentou.

Criada em 17 de julho de 1996, a CPLP junta países espalhados por quatro continentes – Europa, América, África, Ásia – nomeadamente Angola, Brasil, Cabo Verde, Guiné-Bissau, Guiné Equatorial, Moçambique, Portugal, São Tomé e Príncipe e Timor Leste.

3 DWays ganha bolsa de empreendedorismo da Comissão Europeia

 

A 3DWays venceu o concurso da Comissão Europeia que premeia uma ideia original, com potencial de mercado e com vista à criação de emprego.

No meio de 31 participantes a 3DWays mereceu destaque pelo modelo inovador de negócio que, segundo as regras do concurso, teria que seguir o formato Business Model Canvas.

O QUE É 3DWays E IMPRESSÃO 3D?

A empresa foi fundada há cerca de um ano, está sediada na Amadora e neste momento emprega cinco pessoas.

De cariz completamente inovador em Portugal, a 3DWays dedica-se à construção de impressoras 3D, de gama profissional, controláveis remotamente e que trabalham em conjunto para realizar a produção necessária eficientemente.

A impressão 3D permite criar ferramentas, utensílios, peças de desgaste ou qualquer outro produto plástico à medida do cliente com um custo até 90% inferior e num prazo até 70% mais curto que nos métodos alternativos de fabrico.

Deste modo, empresas ou particulares que tenham necessidade de produtos “custom made” encontram com a 3DWays uma forma de os fabricar in-house ou no centro produtivo 3DWays, sem necessidade de contratar recursos especializados ou de desenvolver e modelar os produtos, sem alterações ao espaço ou  formação sobre esta tecnologia de fabrico.

O QUE FAZEM?

  • Desenvolvimento de produto (apenas impressão 3D ou integração com outras tecnologias);
  • Definição de parâmetros de impressão óptimos para cada produto, eliminando falhas de impressão;
  • Impressão 3D no centro produtivo 3DWays de qualquer produto entre 1 centímetro cúbico e 3 metros cúbicos, em qualquer termoplástico (PLA, ABS, Nylon, PETG, FilaFlex, entre outros)
  • Pós processamento de produtos (alisamento de superfície, pintura, polimento, entre outros)
  • Venda de Impressoras 3D de gama profissional com características costumizaveis pelo cliente (dimensões, precisão, rapidez, maior gama de materiais, entre outros)
  • Manutenção a impressoras 3D
  • Controlo remoto e monitorização de centros produtivos instalados no cliente
  • Venda de filamento (matéria-prima)

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