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Se ainda acredita que vale a pena enviar currículos leia isto

Há vinte anos, não havia dúvidas: procurar emprego passava obrigatoriamente – e quase só – por enviar currículos. Reservava-se a maior parte do tempo e energia nessa tarefa, na crença de que seria o método mais eficaz. Mas hoje já não devia ser assim, defende Carolyn Magnani, consultora de carreiras profissionais na Université de Lausanne, na Suíça. “A maioria das pessoas dedica 80% do seu tempo a procurar ofertas de trabalho e a enviar o seu currículo e os restantes 20% a fazer contactos”, disse ao El País. “O que funciona é exatamente o contrário.”

O Linkedin e outras plataformas do género são muito importantes, diz Magnani, que também ajuda por Skype estudantes, através da Ivy Educational Services, uma empresa americana, sediada em New Jersey, que oferece coaching educativo. No Linkedin é possível contactar pessoas que trabalham nas empresas que interessam ao candidato – ideais para partilhar dicas sobre o processo de seleção.

“Não se trata de abordar o CEO, mas sim perfis semelhante ao do recém-licenciado, com idade parecida. Se se contactar dez, pelo menos dois responderão. E as pessoas não devem ter vergonha de dizer abertamente que estão à procura de trabalho. Ao contrário do que pensam, quanto mais gente souber mais asseguram que alguém vai recomendá-las.”

Os contactos devem ser feitos de uma forma sistemática e podem ser complementados com encontros cara a cara, em eventos relacionados com a área de trabalho em que se procura emprego. “Temos de encontrar alguém do outro lado da parede”, escreve Rich Grant, consultor de carreiras na Southern New Hampshire University, nos Estados Unidos, num post de Linkedin. É importante dar-se a conhecer. “As empresas contratam pessoas, não um papel.”

Por fim, uma vez marcada uma entrevista de trabalho, convém prepará-la sabendo de antemão que não basta ter um bom currículo académico, adverte Magnani. Aquilo que se aprende fora da universidade é muito importante. “É responsável por 90% do que vai acontecer durante a entrevista. As pessoas têm de saber projetar quem são.” E responder a perguntas como “O que o preocupa?”

10 erros cometidos por jovens em início de carreira

Pensar que a idade não conta. Esta é uma idade em que, apesar de já ter integrado o regime de licenciatura ou até seguido por outras vias, ainda não se sente seguro o suficiente para ingressar no mercado de trabalho. Esta é uma altura em que começa a delinear o seu futuro e a estipular os seus objetivos. Se pensa que o facto de ter 20 anos não conta, pode estar errado.

Não criar uma rede de contactos. É importante reunir uma rede de contactos. Sejam eles ganhos durante a faculdade ou depois. Uma oportunidade de emprego pode estar por detrás de um deles.

Criar um currículo exagerado e egocêntrico. Este é um erro comum, apesar de não parecer.

Não se centre na questão ‘o que pode fazer por mim o meu potencial emprego’, mas sim ‘o que eu fazer pelo entidade que me contratar’. As empresas procuram formas de melhorar os seus negócios, não procuram maneiras de melhorar a vida dos empregados.

Desistir de um trabalho cedo. Antes de o fazer pense e reflita nas repercussões que essa atitude pode ter na sua vida. Para muitos jovens, a primeira coisa em que pensam quando surgem dificuldades no local de trabalho é desistir, sem antes refletir ou pensar em soluções para contornar o problema.

Deixar de investir em si mesmo. O elemento mais importante da sua carreira deve ser você. Dessa forma, nunca deve deixar de investir em si. Aposte em cursos e formações que possam ajudá-lo a desenvolver as suas competências.

Pensar que sabe tudo.Mesmo que tenha obtido bons resultados durante os tempos de escola ou de faculdade, não significa que saiba tudo. A aprendizagem é constante e deve estar pronto para ser corrigido, ou para adicionar mais informação à que já conhecia.

Ignorar a hierarquia. Quando se estreia no mercado de trabalho deve respeitar os seus superiores. Não definir metas. Os objetivos devem ser definidos, tenha ou não a expectativa de se afirmar dentro da companhia.

Não avaliar as ofertas de trabalho. A pressa em conseguir um emprego remunerado pode ser prejudicial. Procure informar-se sobre as condições, não deixe que o enganem.

Competição.A competitividade pode ser boa até certo ponto. Não comece a medir o seu esforço com o dos outros.

Evitar cometer estes erros pode ser o caminho mais certo para o sucesso. A entrada no mundo do trabalho deve ser feita de forma gradual e sem exageros.

Governo anuncia novos programas de apoio à criação de emprego em outubro

O ministro do Trabalho, Vieira da Silva, anunciou esta quinta-feira, em Ribeira de Pena, que em outubro haverá novos períodos de candidaturas aos programas de apoio à criação de emprego, que estão suspensos e vão sofrer alterações.

O ministro do Trabalho, Solidariedade e Segurança Social foi questionado pelos jornalistas sobre a suspensão dos programas de contratação de desempregados e as alterações previstas ao modelo de políticas ativas de emprego.

Vieira da Silva referiu que o Governo já apresentou aos parceiros sociais o novo modelo e afirmou que, “seguramente, no início do mês de outubro haverá novos períodos de candidaturas a apoios à contratação e estímulos ao emprego”.

“Num modelo que tem algumas diferenças relativamente ao que existia até agora, mas que garantirá que não haja nenhum período de hiato entre o que eram os apoios do passado e o que vão ser os apoios do futuro”, afirmou o governante à margem da inauguração da Casa da Cultura/Museu Escola, de Ribeira de Pena.

Essas mudanças, segundo o ministro, visam “tornar os apoios mais direcionados no sentido de criação de emprego efetivo, estável, de integrar alguma seletividade, ou seja de apoiar mais os melhores projetos, de haver períodos bem definidos em que as empresas podem candidatar e as pessoas podem ter acesso a esses apoios”.

Serão também, acrescentou, incluídas “algumas majorações, algumas melhorias para regiões com mais dificuldade de criação de emprego”.

Vieira da Silva fez questão de salientar que “vão continuar a existir esses apoios ao emprego e aos estágios profissionais” e negou que as alterações tenham como objetivo corresponder às metas de Bruxelas.

“Estas alterações são feitas para corresponder aos objetivos do programa económico e social do Governo”, sustentou.

Sobre o estudo do BCE que diz que depois da ‘troika’ ficou mais fácil despedir em Portugal, o ministro considerou que não são conclusões “muito surpreendentes” e referiu que foram introduzidas algumas alterações na legislação que “podem ser entendidas por alguns empresários como formas de favorecer uma maior flexibilidade no despedimento”.

No entanto, na sua opinião o que “é importante é passar da preocupação com o despedimento para a preocupação com a contração”.

“Esse é que é o grande desafio e que se durante muito tempo foi afirmado por alguns setores da sociedade que eram os obstáculos ao despedimento que dificultavam a criação de emprego, nós assistimos durante os últimos anos à destruição de centenas de milhares de postos de trabalho”, salientou.

E continuou: “é altura de agora unirmos esforços para inverter essa tendência e isso está a acontecer”.

Segundo Vieira da Silva, “nos últimos meses foram criadas algumas dezenas de milhares de postos de trabalho em termos líquidos, ou seja mais postos de trabalho do que aqueles que existiam”.

Sobre a polémica das viagens dos secretários de Estado ao Euro 2016 a convite da Galp, o ministro escusou-se a fazer qualquer comentário.

Já antes, durante o discurso no Museu Escola, o ministro falou essencialmente sobre educação e lembrou que uma das ambições do Governo é a “universalização do ensino pré-escolar”, que agora cobre 90% das crianças e há 50 anos atingia apenas 2%.

Em Ribeira de Pena, concelho do distrito de Vila Real, Vieira da Silva inaugurou ainda a Feira do Linho de Ribeira de Pena, que há 18 anos divulga e promove esta arte que ocupa algumas artesãs das aldeias de Cerva e Limões.

Lufthansa GSP vai contratar 200 pessoas no Porto

No ano em que comemora o quinto aniversário, a Lufthansa GSP prepara a contratação de 200 pessoas. O reforço, previsto para a cidade do Porto, vai praticamente duplicar o número de trabalhadores da marca alemã até 2017. “Só em 2015 foram criados mais de 100 postos de trabalho e o grande investimento no Porto continua com a contratação de quase 200 novos colaboradores até 2017”, afirma Paulo Geisler, administrador executivo da LGSP.

A Lufthansa Ground Services Portugal nasceu em 2011 e é a primeira empresa portuguesa detida a 100% pelo grupo alemão Lufthansa. Começou por se centrar na assistência a passageiros e gestão operacional, mas atualmente também atua nos setores de internacionalização de empresas e organização de eventos. Desde a sua criação, o handling aeroportuário, incluindo administração, supervisão de rampa e emissão de bilhetes cresceu 110%. E “a LGSP assiste atualmente os aeroportos de Lisboa, Porto e Faro voos não só da Lufthansa como também das companhias aéreas Swiss, Brussels Airlines e Edelweiss”, refere a empresa.

Quando começou, eram apenas 37 trabalhadores, mas a diversificação de serviço permitiu um forte crescimento, que Paulo Geisler espera manter. “2016 está a revelar-se um ano de exponencial crescimento”, classifica o administrador executivo, que conta mais de 254 mil voos assistidos em 295 aeroportos já este ano. Dos quase 200 novos postos de trabalho a gerar no Porto, cerca de uma centena serão preenchidos “durante os próximos meses”. “Procuramos licenciados predominantemente nas áreas de turismo e línguas, sendo o domínio do inglês obrigatório e o de alemão preferencial”, diz Geisler.

Emprego e economia vão crescer menos do que o previsto

Na política, as previsões e a realidade parecem, quase por regra, não coincidir. Segundo o “Jornal de Negócios” desta segunda-feira, o Programa de Estabilidade e o cenário macroeconómico apresentados por António Costa antes das eleições parecem vir a tornar-se mais um caso.

O Governo está a preparar um cenário cauteloso para aprovar a 21 de abril: economia e emprego vão crescer abaixo do que o PS previa no programa eleitoral.

Os socialistas, no programa que foi a votos a 4 de outubro, acreditavam ser possível criar 207 mil empregos com as medidas anunciadas para a legislatura. Mas o Programa de Estabilidade já não está tão optimista. De acordo com o “Jornal de Negócios”, o Executivo espera uma criação média de cerca de 30 mil empregos ao ano, ou seja, 120 mil no total da legislatura.

E as esperanças de crescimento do PIB também parecem vir a ficar frustradas. O ministério de Mário Centeno aponta para taxas de crescimento do PIB abaixo de 2%, ao longo do horizonte temporal do documento. Durante a campanha, as previsões eram de 2,4%, isto, para o ano em que a atividade crescia menos.

Esta tendência de revisão em baixa do crescimento económico já foi assumida no Orçamento do Estado para 2016, quando a taxa de variação real do PIB foi cortada de 2,4% para 1,8%, escreve o “Negócios”.

Empresas chinesas “estão a tornar-se alérgicas às contratações”

Não é segredo para ninguém que a economia chinesa está a viver um dos piores abrandamentos económicos das últimas décadas. A saturação da indústria e a estagnação de alguns dos setores que permitiram níveis de crescimento históricos nas últimas duas décadas e meia estão a deixar as empresas sem alternativa; por isso, os despedimentos e o congelamento das novas contratações são a primeira resposta.

De acordo com um estudo da China Beige Book, as empresas chinesas estão a contratar cada vez menos trabalhadores novos, apesar de as contratações ainda estarem a aumentar. Das 2.200 companhias ouvidas no estudo, apenas 23% aumentaram o número de trabalhadores nos primeiros três meses deste ano, uma quebra de nove pontos percentuais face ao mesmo período do ano passado.

Ainda mais preocupante é que 15% das empresas afirmam ter reduzido o número de empregados entre janeiro e março, uma tendência que leva a China Beige Book a afirmar que as companhias chinesas “estão a tornar-se alérgicas às contratações”.

“A China tem conseguido desafiar as expectativas de estímulos mais agressivos devido à estabilidade no mercado de trabalho, apesar de uma desaceleração económica global”, explica a Beige Book, antes de deixar um aviso ao governo chinês sobre novas medidas financeiras: “O tempo poderá ter-se esgotado”.

 

Espinho, outrora líder do desemprego, está a dar a volta por cima e explica como

“O mercado imobiliário está a fervilhar em Espinho”, garante Pinto Moreira, presidente da câmara municipal. Mas nem sempre foi assim. Em 2011, o concelho era notícia por más razões. Era o campeão nacional do desemprego, líder do ranking com 24% da população activa sem trabalho, segundo os dados do Instituto de Emprego e Formação Profissional (IEFP). Nessa altura, o Instituto Nacional de Estatística (INE) informava que a taxa de desemprego do município era de 18,38%, acima da média do país. As indústrias tradicionais desapareciam do mapa do concelho à beira-mar plantado, o comércio definhava, o turismo perdia brilho. Espinho sofria com a alcunha e tentava rumar contra a maré. Agora parece ter conseguido: Pinto Moreira fala na criação de 500 novos postos de trabalho. É possível dar a volta por cima? O autarca acredita que sim.

O cenário está a mudar com vários projectos comerciais desenhados de raiz, e não só. O Lidl está em construção em frente ao Continente, que abriu no final do ano passado, e vai entrar em funcionamento no próximo Verão. A Rádio Popular e o McDonalds remeteram à câmara pedidos de informação prévia para saberem se há possibilidade de avançar com os projectos que traçaram para a entrada norte da cidade, onde agora está em construção um centro de inspecções de automóveis. A antiga Fosforeira Portuguesa será transformada num complexo comercial ainda este ano e a praça de touros foi vendida a uma imobiliária que deverá também investir numa área de comércio e serviços.

Os investimentos não surgem por acaso. As taxas para quem quer investir estão mais atractivas, os processos de execução mais céleres e abriu-se a porta a equipamentos estratégicos que têm de obedecer a dois critérios: serem inovadores e implicarem um investimento superior a um milhão de euros.

O Plano Director Municipal (PDM) de Espinho acaba de ser revisto, deverá entrar em vigor ainda este ano, e olha para várias direcções, nomeadamente para o acolhimento industrial em zonas onde anteriormente não era permitido erguer negócios. Este plano renovado assume-se como amigo do investimento e com uma estratégia que “permite acolher os interesses que agregam mais-valias para o território, nomeadamente pela criação de postos de trabalho, pelo valor do investimento, pelos efeitos multiplicativos no desenvolvimento económico e social”.

A actual área empresarial da cidade é assim requalificada e olhada como um pólo de criatividade e inovação. O comércio tradicional não fica à margem: a sua revitalização surge como uma vontade no PDM e como um importante suporte à vida local e à animação urbana e ao turismo – sector que também aparece como fundamental na qualificação e disponibilização dos espaços dedicados às actividades económicas do concelho.

“A face de Espinho vai mudar”, promete Pinto Moreira. Os últimos dados do INE sobre o desemprego são de 2011, mas os mais recentes números de espinhenses inscritos no centro de emprego “têm vindo a diminuir”. “Há uma tendência de inversão. Esta mudança de paradigma do desenvolvimento económico do concelho irá alavancar a criação de emprego e gerar mais postos de trabalho”, acredita o autarca.

Nada surge do céu. O mercado fervilha porque há mudanças. Nos últimos anos, a câmara tem feito alterações em regulamentos e instrumentos de planeamento do seu território. Pinto Moreira destaca algumas mudanças: o plano de urbanização das áreas industriais alargou o seu âmbito ao comércio e serviços. Na Rua 19, a principal via pedonal da cidade, são os donos dos edifícios ou promotores de negócios que agora escolhem a finalidade a dar às suas casas, para habitação ou comércio, nos processos de reabilitação – quando anteriormente havia restrições. As margens para o investimento privado aumentaram, as taxas para quem quer investir baixaram de preço, os prazos para apreciação de projectos encurtaram. “Criámos um ambiente propício ao investimento”, congratula-se o presidente da câmara. Alguns resultados estão à vista, outros em construção, vários em apreciação.

Ampliação do Norteshopping vai gerar aumento “significativo” de emprego

“Atualmente, o NorteShopping emprega 2.800 funcionários e, indiretamente, contribui para 4.000 postos de trabalho. Com o projeto de ampliação, prevê-se o aumento destes valores, na ordem dos 25% e 30% respetivamente”, refere o estudo datado de fevereiro e a que hoje a Lusa teve acesso.

A empresa espera, assim, que na fase de exploração do centro comercial sejam criados “700 postos de trabalho diretos e 1.200 postos de trabalho indiretos” e que, durante as obras, seja, envolvidos cerca de 300 trabalhadores.

A Sonae Sierra divulgou hoje que as obras para ampliação do espaço, e que representam um investimento estimado em 43,5 milhões de euros, deverão arrancar no último trimestre do ano, “logo que esteja concluído o processo de licenciamento”.

A autorização do projeto só poderá ser concedida depois de terminado o período de consulta pública (a 06 de abril) e após a emissão, pela Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional do Norte (CCDR-N), de uma Declaração de Impacte Ambiental Favorável ou Condicionalmente Favorável.

De acordo com o EIA, “foram identificados diversos impactes negativos resultantes da construção e da exploração do projeto, dos quais se destacam os incómodos e as perturbações provocados pela obra”.

Contudo, e “tendo em conta as medidas preventivas e de minimização consideradas” esses impactos negativos “foram avaliados como pouco significativos” e “o impacte positivo mais importante é o aumento do emprego, que foi classificado como significativo”.

A ampliação para sul do atual edifício traduz-se num aumento de 16.990 metros quadrados de área bruta acima do solo e destina-se a comércio, serviços, restauração e atividades complementares próprias de um centro comercial.

Nestas atividades complementares incluem-se os cinemas, que serão transferidos da sua atual localização para a cobertura do NorteShopping. O projeto prevê ainda manutenção dos dois andares e a concretização de três pisos em cave.

A viabilização da ampliação do centro comercial passou por um acordo entre a autarquia e a empresa que implicou uma permuta de terrenos, aprovada em abril de 2015 e nos termos da qual a Câmara de Matosinhos aprova o crescimento do NorteShopping para Sul, eliminando o parque de estacionamento ao ar livre que ali existe.

Considerando o impacto urbanístico da proposta, está previsto um novo esquema de circulação automóvel na zona, que inclui uma nova ligação à autoestrada A28.

 

Elas estão num mundo que (supostamente) é para eles

No Dia Internacional da Mulher, damos-lhe a conhecer a história de duas mulheres que não pensaram duas vezes quando decidiram entrar num mundo predominantemente masculino e construir uma carreira de sucesso.

Marisa Lúcio e Carla Ferreira trabalham, respetivamente, na área da construção civil e da programação informática. Cientes de que fazem parte de um nicho de mulheres que optam por estas áreas, ambas revelam que nem pensaram nisso quando decidiram o que queriam ser ‘quando fossem grandes’. Em entrevista ao Notícias Ao Minuto, defendem que não é o seu género que dita a forma como têm sido (bem) sucedidas nas suas funções.

Uma mulher de capacete sem medo de se impor
O gosto pela área e uma forte possibilidade de arranjar emprego foi o que levou Marisa Lúcio a seguir a área da construção civil. Ciente de que iria entrar num mundo de homens, esta jovem de 32 anos nunca considerou que isso lhe fosse causar algum “transtorno”. E hoje, tem a certeza disso.

“Tenho um cargo de autoridade, sempre fui respeitada e nunca senti qualquer tipo de dificuldades ou sentimento de inferioridade”, afirma a licenciada em Saúde Ambiental, que se especializou posteriormente como técnica superior de Higiene e Segurança no Trabalho.

Marisa, que conjuga o seu emprego com o de maquilhadora, sabe bem que os dois mundos podem ser muito diferentes. Se nas obras a veem como “a chata da fiscal que passa não conformidades e chama a atenção dos erros sucedidos”, em frente aos espelhos é “a fada que transforma o mulherio em princesas”. A diferença de tratamentos “exige inevitavelmente” o assumir de diferentes posições.

Apesar disso, considera que as únicas dificuldades que encontra “são mesmo as relacionadas com o trabalho e com a responsabilidade que lhe é intrínseca”.

Uma professora num ambiente “combativo e intimidante”
Quando escolheu enveredar pelo curso de Matemática e Ciências de Computação, Carla Ferreira deu literalmente “um tiro no escuro”.

“Não fazia ideia do que era a informática, mas era algo novo e aliciante”, afirma esta professora universitária, que lembra que, “na altura, a informática não era conhecida por garantir emprego”.

Talvez por isso nunca lhe tenha “passado pela cabeça” que esta seria uma área maioritariamente masculina, embora isso nunca a tenha incomodado pois “vem de uma família em que constantemente presenciava o importante papel das mulheres, bem como o respeito dos homens pelas suas opiniões e decisões”.

Hoje, porém, tem a noção de que “os ambientes masculinos têm tendência a ser mais combativos e podem ser intimidantes”. Por isso, ciente de que “por vezes é uma representante do género”, sente uma grande responsabilidade.

“Num ambiente maioritariamente masculino as mulheres tendem a ser extremamente críticas e exigentes consigo próprias. Sentem um certo medo de errar o que leva à necessidade de só expressar opiniões, ou tomar decisões, com fundamentos muito fortes”, afirma a docente da Faculdade de Ciências e Tecnologia, da Universidade Nova de Lisboa, revelando que tenta evitar “ativamente trabalhar com pessoas retrógradas e misóginas”.

Olhar para um emprego pelo perfil e não pelo género
“A entrada de mulheres em áreas ou cargos em que tradicionalmente predominavam os homens revela, mais do que uma necessidade de afirmação das mulheres, a consciência de que nada as impede de aceder a esses cargos”.

A afirmação é de Fátima Duarte, presidente da Comissão para a Cidadania e Igualdade de Género, que em declarações ao Notícias Ao Minuto, considera que aquilo a que ainda hoje se assiste é à “segregação sexual do mercado de trabalho, que se traduz numa maior orientação de mulheres para determinadas profissões ou áreas de atividade, que tradicionalmente são consideradas mais ‘adequadas ao sexo masculino”. Isto, embora “a lei portuguesa garanta o acesso de mulheres e de homens a todos os cargos e funções profissionais”.

Apesar disso, defende Fátima Duarte, é preciso continuar a “combater a ideia de que existem empregos para mulheres e empregos para homens”. Existem, sim, “empregos para as pessoas que demonstram um perfil mais adequado para os ocupar, seja em termos de preparação académica ou profissional, seja pelas suas características pessoais”.

AKI está a contratar para nova loja na Figueira da Foz

Com inauguração prevista para o final do primeiro semestre deste ano, a loja abre vagas para candidaturas de pessoas que se integrem na estratégia de proximidade do AKI e no espírito da marca, que pretende estar próxima dos seus clientes e ser reconhecida como líder na confiança na área de bricolage, casa e jardim.

Para potenciar a promessa diferenciadora “é fácil fazer”, o AKI investe não só numa disposição dos artigos por “uso” e numa organização da loja mais intuitiva, mas sobretudo na proximidade da sua equipa com os clientes, para que sejam recebidos e aconselhados por quem os conhece.

Sandra Barranquinho, diretora de Recursos Humanos do AKI, afirma: “Procuramos pessoas que são de pessoas, colaboradores que se integrem numa política de proximidade e que sejam ‘vizinhos’ dos nossos clientes. Ou seja, que saibam dar um acompanhamento personalizado na loja e se revejam no Espírito AKI, que  é algo muito concreto na nossa equipa. Uma atitude que se reflete no facto de 65% dos colaboradores estarem connosco há mais de 3 anos e de cerca de 80% da equipa afirmar que tem orgulho em trabalhar no AKI e recomendar o AKI a um amigo para trabalhar.”

“Acreditamos que a pessoa está no centro da empresa e é esta convicção que procuramos concretizar nas nossas políticas de recursos humanos, entre as quais planos de desenvolvimento individuais com formação contínua, prémios trimestrais em função do crescimento da empresa/loja, seguro de saúde e de vida ou a distribuição de uma parte dos resultados anuais do AKI por todos os colaboradores”, acrescenta a responsável.

Vagas disponíveis e requisitos
As candidaturas estão abertas para diferentes funções, tais como: Chefe de Departamento ou de Exploração, que terá a oportunidade de gerir os departamentos tal como uma empresa; Vendedor, que, reportando ao chefe de departamento, será responsável por garantir um atendimento ao Cliente próximo e pró-ativo, entre outras tarefas.

Como requisitos, o AKI procura pessoas dinâmicas e pró-ativas com habilitações literárias mínimas ao nível de 12º ano, privilegiando experiência comercial no comércio com atendimento direto ao cliente ou numa das seguintes áreas técnicas: pintura, decoração, ferragens, eletricidade, jardim, canalização e ferramentas.

A nova loja Figueira da Foz
A nova loja da Figueira da Foz, situada na freguesia de Tavarede, é a 1ª loja no distrito de Coimbra e a 33ª em Portugal. Com um investimento de 2,7 milhões de euros, tem uma área total de 3.000 m2 e tem como objetivo principal criar uma relação de proximidade com os seus clientes, proporcionando uma experiência de compra fácil para que possam realizar os seus projetos DIY (‘do it yourself’).

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