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A Livraria Lello celebra 113 anos, do Porto para o Mundo.

Livraria Lello

Para nós 13 é dia de sorte. Foi neste dia que, logo no primeiro mês do ano de 1906, há 113 anos, abrimos as portas para chegar ao futuro. É esse futuro que comemoramos em cada aniversário. Fazemo-lo através da melhor forma que conhecemos, celebrando os Livros e a Leitura; os Autores e os Leitores.  E celebrando também duas causas que nos acompanharam durante todo o ano de 2018: o Fado como “coisa do Porto” e a Língua Gestual Portuguesa como “coisa” de todos nós.

A partir das 12h00, e até às 19h de domingo, dia 13 de janeiro, estaremos juntos, de portas abertas e de acesso livre, à volta de dois Livros que são dois tesouros. Um que nos conta epopeias vividas e nos lembra a inveja sobrevivente; e outro que nos diz aventuras imaginadas para nos recordar como sonhar o que se vive é o supremo ato de liberdade.

As montras da Livraria Lello ganharão vida para, a partir delas e em todo o interior da Livraria Lello, homenagearmos o universo do nosso poeta nacional, Camões; e o do herói internacional que partilhamos com todo o planeta, Harry Potter.

Como as letras não se esgotam nos livros, partilharemos com os primeiros leitores que nos visitem neste dia (a partir das 12h00), 1906 fac-símiles  da primeira Gazeta portuguesa, a chamada Gazeta da Restauração (1641), homenageando assim todos os homens de letras que são os jornalistas e os indispensáveis livros do quotidiano que são os jornais, que vivem hoje, uns e outros, um delicado momento de reconfiguração da sua missão original: contarem-nos o mundo que vivemos para que nele possamos viver de facto.

LIVRARIA LELLO, UMA LIVRARIA DE CAUSAS 

A Livraria Lello abraçou durante o ano de 2018 e continuará a abraçar durante 2019 uma série de causas, das quais se destacam Os Lusíadas, a Língua Gestual Portuguesa e o Fado.

Às 16h00, no primeiro andar da Livraria, será inaugurada a exposição A Severa que vocês nunca viram – instantâneos em torno do primeiro fonofilme português: “A Severa”. Com curadoria científica da Universidade de Aveiro e no âmbito da qual estarão expostos alguns dos primeiros fonogramas gravados em Portugal e será exibido, numa colaboração com a Cinemateca Portuguesa, o primeiro fonofilme produzido no nosso país, A Severa (1930).

Pelas 16h30 inicia-se uma conversa aberta em torno do tema O Porto, o Fado e outras Músicas, promovida pela Universidade de Aveiro com três convidados –  José Moças, Maria do Rosário Pestana e Rui Vieira Nery, com moderação de Jorge Castro Ribeiro.

Às 18h00, e ainda subordinado ao tema Livraria Lello, uma Livraria de Causas, a institucionalização da Língua Gestual Portuguesa como Língua Curricular por Gilda Nunes Barata e José Saraiva, e Os Lusíadas por Maria João Lopo de Carvalho.

Para encerrar as celebrações dos 113 anos da Livraria Lello, às 18h30 a fadista Patrícia Costa vem cantar o Fado da Livraria Lello, um poema criado pela poeta Maria do Rosário Pedreira, e outras músicas do Porto, acompanhada pelos seus músicos Pedro Martins, na guitarra portuguesa, João Moutinho na viola de fado, e Luís Lumini no baixo.

Celebramos esta festa na nossa cidade de sempre, o Porto. Cidade livreira, cidade cultural e cidade turística distinguida pela autenticidade. Se há um visível e reconhecido amor da cidade do Porto pela cultura, esse amor realiza-se no Património e na Literatura desde há muito, o Porto é, e bem, visto como uma cidade literária, através dos seus jornais, tertúlias, autores, editoras, leitores e livrarias.

Precisamente no núcleo histórico da cidade do Porto mora um ícone que se conseguiu partilhar a todo o mundo como tesouro da cidade, que vive, expande e multiplica este amor da cidade pela Literatura: ele dá, há quase 113 anos, pelo nome de Livraria Lello e está pujante como nunca esteve, recebendo diariamente milhares de leitores, sendo a livraria que mais vende e exporta literatura portuguesa em língua estrangeira e tendo um vasto programa cultural quase diário que edifica a sua vocação de livraria de todos os leitores e de livraria dos melhores autores.

O crescente fluxo turístico na cidade não nos afastou da nossa verdadeira essência: fazer dos turistas leitores, ser uma embaixadora da cultura com projeção em todo o globo e um porta estandarte orgulhoso da identidade portuguesa.

Somos, muitos dizem e nós naturalmente concordamos, um templo às Letras e às Artes da cidade e do mundo, um espaço de saber e do livro. Nascemos para ser livraria e assim nos mantemos, fiéis à identidade que vivemos desde 1906, a mesmíssima identidade que nos guiará nos próximos 113 anos.

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