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Há gelo na Lua! Confirma Nasa

Um novo estudo publicado no Proceedings of the Nacional Academy of Sciences confirma a existência de gelo na Lua, com um grupo de investigadores a terem feito uso de dados obtidos por via da ferramenta Moon Mineralogy Mapper (M3) da NASA.

Esta ferramenta permitiu aos investigadores verificarem o tipo de composição de determinado material através das suas capacidades refletoras, dados estes que resultam do estudo do respetivo comprimento de onda de luz. Com este método, passa a haver prova direta que há de facto gelo nos polos da Lua.

Como nota o CNET, a descoberta é prometedora uma vez que, com a certeza que há gelo nos polos, os astronautas poderão usá-lo como recurso em futuras missões.

Já pensou como seria viver no espaço?

Durante as caminhadas espaciais, os astronautas necessita de utilizar umas fraldas especiais chamadas MAGs. (Cobertura de Máxima Absorção). Este tipo de fraldas aguentam até 2 litros de líquidos.

Se algum astronauta for exposto ao vácuo espacial sem fato, eles não podem prender a respiração. Isto porque a descompressão súbita pode fazer com que os pulmões se rompam.

Cerca de 80% de todos os astronautas apanham doenças no espaço. Vómitos, tonturas e náuseas são alguns dos sintomas que geralmente duram durante dois a três dias.

Para os temperos não voarem para todas as direcções das naves, os astronautas usam sal e pimenta especiais líquidos para colocar na comida.

É crucial para qualquer astronauta ter uma boa ventilação durante o sono. Isto porque o ar quente não se propaga no espaço o que leva à formação de uma bolha de gás carbónico que pode deixar os astronautas privados de oxigénio.

O ritmo cardíaco diminui no espaço o que pode ser muito perigoso. No entanto, os astronautas fazem exercício físico durante várias horas para conseguirem manter o coração em boa forma.

Quando os astronautas passam vários meses no espaço, eles necessitam de cortar o cabelo. Como é que fazem? Eles precisam de uma máquina com um tubo a vácuo para evitar que os cabelos fiquem a flutuar na nave.

 Como num ambiente com baixa gravidade os astronautas não precisam de andar para se moverem, a pele dos pés começa a amolecer e a descamar. Quando tiram as meias, eles necessitam de ter muito cuidado para que as células mortas da pele não fiquem espalhadas pela cabine.

 Em 2001 terá sido realizado um estudo que mostra que os astronautas que ressonavam na Terra, conseguem dormir no espaço sem fazer qualquer tipo de barulho.

Antes de uma caminhada espacial, os astronautas vestem os seus fatos várias horas antes de saírem para as missões. Isto para que se consigam adaptar ao oxigénio puro da roupa e para se prepararem para o trabalho que os espera.

O sol nasce a cada 90 minutos para quem está na Estação Espacial Internacional. Ela orbita a terra a uma distância de 27.500 km o que faz com que os astronautas vejam o sol a nascer 16 vezes num só único dia.

A tesoura é um dos objectos mais importantes no espaço. Isto porque todos os alimentos são embrulhados e difíceis de abrir.

 Beber refrigerantes no espaço é muito perigoso, pois o gás carbónico dessas bebidas não são expelidos no espaço como são na Terra. O que pode causar efeitos colaterais bastante adversos.

O Centro de Controle da Missão – entidades que gerem as atividades dos voos e veículos aeroespacial a partir da Terra – toca uma música escolhida de acordo com os gostos de cada astronauta para os acordar.

As lágrimas não escorrem pelo rosto como acontece na terra. No espaço, elas forma bolhas ao redor dos olhos.

 Fazer escorrer água de um pano é uma tarefa impossível. Os líquidos ficam na superfícies externa do pano quando é torcido devido à falta de gravidade.

Vários astronautas relatam ter várias dificuldades em mexer os braços e as pernas depois de aterrarem no nosso planeta novamente. Este fenómeno tem um nome conhecido como ‘Segundo Nascimento’.

Para evitar que as migalhas flutuam no espaço, os astronautas não usam pão mas sim tortilhas.

As atividades humanas podem ser vistas do espaço facilmente como algumas zonas poluídas, luzes das cidades durante a noite e explosões provocadas pela extracção de gás natural.

Como não existe gravidade suficiente para manter os líquidos a fluir para baixo, os astronautas requerem horas de prática para saberem utilizar a casa de banho de uma nave no espaço. Eles têm de ficar presos com sintos e é um procedimento que requer muita experiência para evitar desastres.

Para se livrarem da pasta de dentes depois de escovarem os dentes, os astronautas são obrigados a engoli-la.

Cortar as unhas no espaço é algo perigoso. Isto porque os pequenos pedaços da unha podem flutuar no espaço e magoar os olhos de alguém. Eles têm de cortar as unhas perto de uma conduta onde o ar é sugado.

 Aqueles que trabalham na estações espaciais também têm direito a dias de descanso e fins de semana. Eles usam o tempo livre para ler, relaxar e tirar fotografias espaciais.

Lavar a roupa no espaço é uma tarefa impossível, pois gastaria muita água. Os astronautas tentam usar a mesma roupa o maior tempo possível. Depois de as usarem, mandam-nas fora com o resto do lixo que vai queimar na atmosfera antes de voltarem para a Terra.

Para além de não utilizarem camas normais, os astronautas têm de dormir num saco de cama especial que fica preso à parede.

 No espaço, a coluna vertebral de qualquer humano fica mais esticada e direita porque a gravidade deixa de exercer pressão. Alguns astronautas chegam a ganhar até 7 cm de altura quando regressão à Terra.

Depois de regressarem, vários astronautas confessam que deixam cair vários objectos no chão por estarem habituados à pouca gravidade espacial.

Um dos grandes hobbies de muitos dos astronautas que vivem nas estações espaciais é tentarem conseguir as fotografias mais incríveis do espaço e da Terra. Eles utilizam grandes teleobjectivas para conseguirem adquirir todos os pormenores das estrelas e do nosso Planeta.

 

 

 

Rússia perde contacto com primeiro satélite angolano

Receia-se um novo revés um mês após a perda de um outro aparelho.

“O contacto cessou temporariamente, perdemos a telemetria”, indicou a mesma fonte à agência France Presse, dizendo esperar restabelecer o contacto com o satélite.

O Angosat representa um investimento do Estado angolano de 320 milhões de dólares (269,6 milhões de euros) e o seu lançamento foi comemorado em Luanda com fogo-de-artifício.

Angola tornou-se assim no sétimo país africano, ao lado da Argélia, África do Sul, Egito, Marrocos, Nigéria e Tunísia, com um satélite de comunicações em órbita.

O aparelho, construído por um consórcio estatal russo, foi lançado com recurso ao foguete ucraniano Zenit-3SLB, envolvendo ainda a Roscosmo, empresa espacial estatal da Rússia, e estava em período de teste até março, aproximadamente.

Na semana passada, o ministro das Telecomunicações e Tecnologias de Informação, José Carvalho da Rocha, disse que comercialmente 40% da capacidade do satélite já estava reservada e que o Estado angolano estima a recuperação do investimento em pelo menos dois anos.

LUSA

Porto, “a cidade das pontes” vista do espaço

O astronauta da Agência Espacial Europeia (ESA), actualmente a bordo da Estação Espacial Internacional, fotografou a cidade do Porto da sua janela e até escreveu “boa noite”, em português.

Na imagem partilhada no Twitter, Pesquet escreveu ainda: “Porto, a cidade das pontes, virada para o Atlântico.

“O Porto está em frente ao Atlântico e é um digno rival da capital portuguesa”, escreveu na publicação da fotografia no Facebook.

Thomas Pesquet, que está a cerca de 400 quilómetros de altitude e viaja a quase 30 mil quilómetros por hora, publica todos os dias fotografias de lugares do mundo que avista a partir da Estação Espacial Internacional.  Vê 16 pores e nasceres do Sol num só dia.

A 1 de Janeiro também publicou uma fotografia da cidade de Lisboa. “Bom-dia, Lisboa! Quando era piloto, adorava sobrevoá-la: a aproximação é bonita e era bom fazer escala lá.”

Fotografia aérea da cidade de Lisboa Foto Facebook: Thomas Pesquet
Fotografia aérea da cidade de Lisboa
Foto Facebook: Thomas Pesquet

Descobertos sete planetas novos com características semelhantes à Terra

Uma equipa internacional de astrónomos descobriu um sistema planetário com sete planetas muito semelhantes à Terra. Três deles estão na zona habitável da sua estrela, ou seja, têm condições para a existência de água (e de vida) mas há escassas informações sobre o mais distante. A estrela, TRAPPIST – 1, fica a 39,5 anos-luz da Terra (posição relativa na constelação de Aquário) e é uma anã vermelha muito mais fria e pequena que o nosso Sol (tipo de estrelas mais comum na nossa galáxia do que as semelhantes ao Sol). O facto de os planetas que a orbitam estarem a uma distância curta, criam as tais condições terrenas. Agora, os cientistas querem ir em busca de vida: “Já não é uma questão de ‘se’. É uma questão de ‘quando’”, diz Michael Gillon, da NASA.

Para os cientistas, este sistema tem vários aspetos de interesse e o anúncio foi considerado, na conferência de imprensa da NASA, como um “salto de gigante na pesquisa de vida extraterrestre”.

Neste sistema, os planetas estão muito próximos da sua estrela, dez vezes mais pequena do que o nosso Sol. “Se estivermos num destes planetas, teremos uma bela vista para os outros planetas. Estarão tão visíveis como a nossa Lua ou até mais”, contaram os astrónomos na conferência da NASA.

“Não se sabia que estrelas tão pequenas também podiam ter planetas na sua órbita e a vantagem é que nestes sistemas em que a estrela é mais pequena, é muito mais fácil estudá-los”, explica Susana Barros.

Para a NASA, encontrar uma nova Terra é apenas uma questão de tempo.

Este não é o primeiro sistema encontrado pelos cientistas com vários planetas, mas é o primeiro que tem tantos planetas semelhantes à Terra. Todos eles estão na zona de Goldilock, ou seja, estão a uma distância da TRAPPIST – 1 que permite a existência de água no estado líquido à superfície. É também o sistema mais parecido ao nosso alguma vez observado.

A proximidade à Terra permite aos astrónomos estudar as atmosferas destes planetas com relativa facilidade. A sua descoberta foi possível através do Telescópio Espacial Spitzer, que durante 20 dias consecutivos observou o escurecimento que estes planetas provocam na sua estrela, uma anã do tipo M que não tem estado no centro das atenções dos cientistas nos últimos anos, quando passam entre a TRAPPIST – 1 e a Terra. O escurecimento acontece quando um corpo celeste impede os raios de luz visível emitidos pela estrela de viajar até nós.
Os cientistas já têm algumas ideias de como se formou este sistema. O mais provável é que os seis planetas mais interiores tenham nascido a grande distância da estrela, mas que depois tenham migrado para mais perto da TRAPPIST-1. Agora estão tão próximos uns dos outros e da sua estrela que os campos gravitacionais dos corpos celestes interagem de tal maneira que permitem aos astrofísicos estimar a massa de cada planeta.

Sabe-se agora que têm entre 0,4 e 1,4 vezes a massa da Terra e que estão mais perto da estrela do que Mercúrio está do Sol. Mas, como a TRAPPIST-1 é menos quente, é a sua proximidade que impede os planetas de congelarem.

Olhando para as atuais características deste sistema, julga-se que estes planetas estão a seguir uma evolução muito semelhante à teorizada em Vénus, Terra e Marte. Isto significa que, mesmo estando na zona habitável da estrela, é possível que algum destes planetas tenha uma atmosfera tão tóxica e sufocante como a de Vénus, onde não pode existir vida tal como a conhecemos. Ainda assim, isso não exclui a hipótese de um destes três planetas albergarem (ou vir a albergar) vida como a da Terra. “Esta é uma pedra de Rosetta com sete línguas diferentes — sete planetas diferentes que podem fornecer perspetivas completamente diferentes sobre a formação dos planetas”, acrescentou Julien de Wit, cientista de dados no MIT que participou nas investigações.

 

China põe em órbita primeiro relógio atómico “frio”

A China vai lançar o seu primeiro relógio atómico “frio” para o espaço, informou esta quinta-feira a agência de notícias estatal Xinhua.

As características deste relógio, designado por Cold Atomic Clock in Space (CACS), tornam este acontecimento único e um importante passo para o desenvolvimento da indústria espacial chinesa. Tem sido descrito como altamente “preciso”, podendo, no máximo, adiantar ou atrasar um segundo em milhares de milhões de anos, refere o “International Business Times”. A medição do tempo com mais precisão tem impactos na nossa vida quotidiana, por exemplo, ao nível das tecnologias que dão informação sobre o posicionamento geográfico, como o sistema GPS.

“Trata-se do primeiro relógio atómico de átomos frios a ser lançado para o espaço… será usado para fins civis e militares”, afirmou Xu Zhen, investigador envolvido no projeto, em declarações ao “South China Morning Post”. O CACS será instalado no Tiangong-2, segundo laboratório espacial desenvolvido pela China, que tem lançamento marcado para esta quinta-feira, às 22h04, hora local (15h04 em Lisboa), a partir da região autónoma da Mongólia Interior, na China.

Em setembro de 2011, a China lançou o seu primeiro laboratório espacial, o Tiangong-1, ou “palácio celestial” (na tradução chinesa), que se refere ao sítio que os deuses habitam no espaço. O Tiangong-1 foi lançado a partir do deserto de Gobi (no noroeste), a bordo do foguetão não tripulado Longa Marcha 2F.

Os relógios atómicos “frios” são, por norma, mais precisos do que os relógios que funcionam com base em átomos quentes, já que se movem mais lentamente, dando mais tempo aos investigadores para chegar a resultados exatos. Os relógios atómicos, tal como todos os pêndulos, medem o tempo com base na duração do segundo, a que corresponde um fenómeno físico que se repete regularmente.

A iniciativa de lançar um relógio atómico para o espaço foi traçada pela primeira vez nos anos de 1990, por especialistas europeus, integrados no projeto Atomic Clock Ensemble in Space (ACES). Desde então, o projeto tem vindo sucessivamente a ser adiado, devido a dificuldades várias.

Detetado “sinal misterioso” vindo do espaço. Não, não são extraterrestres

A comunidade científica entrou em alvoroço quando, na última sexta-feira, um grupo de cientistas russos afirmou ter recebido um “sinal misterioso” vindo da estrela HD164595, um corpo celeste muito semelhante ao Sol para onde foi enviada a Mensagem Aricebo em 1974. De acordo com Alexander Panov, porta-voz dos cientistas, esse sinal foi recebido pelo radiotelescópio RATAN-600, localizado em Zelenchukskaya, na Rússia. Para alguns membros da comunidade científica, este sinal — enviado a 95 anos-luz de nós na constelação de Hércules — podia ser uma primeira resposta para as múltiplas tentativas de comunicar com vida além da Terra.

No site Centauri Dreams“, o explorador Paul Gilster escreveu que o sinal “tinha força suficiente para ser enviado por uma civilização tecnologicamente avançada o suficiente para aproveitar a energia da sua própria estrela”. Andrew Siemion, diretor do centro de investigação Berkeley SETI, foi mais cauteloso e lançou três teorias que explicam este sinal: pode ser “um fenómeno astrofísico natural”; pode ser uma interferência de ondas rádio vindas da própria Terra; ou pode também ser um sinal enviado de uma fonte avançada de tecnologia numa estrela distante. Se a última possibilidade se confirmar, esta seria a primeira resposta a um sinal com 1.679 impulsos de código binário que enviámos ao agrupamento globular estelar M 13 em 1974 na esperança de comunicar com vida extraterrestre.

Mas não se confirmou: o sinal recebido na Rússia não foi mais que o resultado de uma interferência com ondas rádio terrestres, provavelmente de um satélite militar russo. E a New Scientist explica “porque é que sinais estranhos nunca são realmente de extraterrestres”. Este sinal, por exemplo, dificilmente podia ter vindo de tão longe: de acordo com Seth Shostak, um dos cientistas do Instituto SETI na Califórnia, um extraterrestre na estrela HD164595 precisaria de consumir toda a energia desse corpo celeste para que o sinal chegasse até nós com as características com que foi detetada. E isso corresponderia “a todo o consumo de energia da História da humanidade”.

Sonda Juno entra com sucesso na órbita de Júpiter

A sonda Juno entrou esta terça-feira na órbita de Júpiter, disse a agência espacial norte-americana, a NASA, que espera com esta missão perceber as origens do maior planeta do sistema solar. O Observador seguiu a operação em direto.

A nave, um observatório espacial não tripulado e movido a energia solar, entrou na órbita de Júpiter cinco anos depois de ter iniciado a sua viagem rumo ao planeta.

A nave foi capturada, conforme previsto, pela gravidade do maior planeta do sistema solar, indicou o centro de controlo, que recebeu a confirmação do sucesso da operação pelas 04h53 (hora de Lisboa).

A sonda Juno deslocou-se a uma velocidade de mais de 130.000 milhas por hora (209.200 quilómetros por hora) em direção àquele que é considerado o planeta “rei” do sistema solar.

A entrada na órbita de Júpiter era um momento chave porque se a sonda não fosse bem-sucedida, poderia passar por Júpiter e deixá-lo para trás, acabando assim uma missão de 15 anos a cerca de 540 milhões de milhas (869 milhões de quilómetros) da Terra.

Critical Software mostra a jovens que trabalhar no espaço não é algo «lunático»

Às 09:30, os jovens, sentados no chão, olhavam atentos para o ecrã que mostrava em direto o lançamento, no cosmódromo de Baikonur, no Cazaquistão, da primeira de duas missões europeias a Marte, num satélite que leva consigo tecnologia de empresas portuguesas, entre elas a Critical Software.

Face ao «orgulho» em participar «numa missão tão icónica», a empresa de Coimbra decidiu partilhar o momento com jovens de escolas secundárias de Coimbra e de Vila Nova de Poiares, referiu o presidente executivo da Critical, Gonçalo Quadros.

Saiba quanto iria durar um dia de trabalho em Plutão

Plutão

De acordo com o The Verge, um dia de trabalho em Plutão iria demorar o equivalente a 6,4 dias na Terra, assim como na maior lua do planeta anão, Charon.

A NASA revelou novas imagens que mostram a rotação completa de Plutão e Charon e foram captadas pelo New Horizons em julho.

Entre 7 e 13 de julho deste ano, o New Horizons passou de 8,05 milhões de quilómetros de Plutão para ‘apenas’ 643.738 quilómetros.

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