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Quinze portugueses desafiam a diabetes e participam no projeto espanhol “Caminhar pela Diabetes 2019”

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Todos os anos, cada vez mais pessoas decidem deixar a sua pegada nas rotas que constituem os “Caminhos de Santiago”. Este ano, a Fundação para a Diabetes, com o apoio da Novo Nordisk, e associações espanholas de pessoas com diabetes quiseram voltar a calçar os ténis com dois objetivos: o primeiro e mais importante, promover hábitos de vida saudável entre as pessoas com diabetes; e o segundo, treinar para um grande desafio e realizar as cinco etapas dos Caminhos de Santiago.

Desta forma, quinze pessoas com diabetes da Associação Protectora dos Diabéticos de Portugal (APDP) juntaram-se a esta iniciativa e iniciaram os treinos para desafiar a diabetes e demonstrar que, com a prática diária de atividade física, é possível manter os níveis de glicose no sangue controlados e finalizar com êxito esta jornada. A  meta não são os Caminhos de Santiago, de facto, este é só o princípio, pois o objetivo é criar rotinas que levem as pessoas com diabetes a incorporar a atividade física no seu quotidiano.

Ana Mateo, dirigente da Fundação para a Diabetes, agradeceu a todas as associações de doentes e voluntários por colaborarem, motivando e animando os seus associados e toda a população a participar neste projeto, cujo objetivo é a preparação física e mental para caminhar até Santiago, além do reforço positivo para a prática diária de exercício e o reconhecimento do seu papel na gestão, cuidados, educação e prevenção da diabetes.

Após um período de quatro meses de treino, os grupos de peregrinos oriundos de diversas localidades de Espanha, estarão preparados para finalizar com sucesso as cinco etapas do desafio “Caminhar pela Diabetes”. Este desafio decorre entre 15 e 19 de junho e os 100 peregrinos selecionados terão de superar os 109 km que separam as localidades de Neda e de Santiago de Compostela, passando por Pontedeume, Betanzos, Hospital de Bruma e Sigüeiro. 

Estudo prospetivo observacional

Durante o Caminho, uma equipa de profissionais de saúde voluntários encarregar-se-á de recolher dados relativos ao número de hipoglicemias e hiperglicemias dos peregrinos, associando estas ocorrências ao exercício físico realizado durante a participação no desafio “Caminhar pela Diabetes” e com o objetivo de estudar os efeitos do exercício nos níveis de glicose no sangue.  

Sobre a Fundação para a Diabetes

A Fundação para a Diabetes é uma entidade comprometida com um estilo de vida saudável e que disponibiliza à população as ferramentas necessárias para prevenir a diabetes e complicações associadas à doença, assim como para manter um bom controlo da diabetes. Atua energicamente para criar uma consciência social e um amplo conhecimento da doença, trabalhando para a integração das pessoas com diabetes em todas as áreas da vida. O site da Fundação para a Diabetes inclui um canal de imprensa, no qual os jornalistas interessados podem encontrar informação e um arquivo completo de recursos gráficos relacionados com a diabetes. http://www.fundaciondiabetes.org/prensa. 

Sobre a Novo Nordisk

A Novo Nordisk é uma empresa global na área da saúde com 95 anos em inovação e liderança nos cuidados para a diabetes. Esta herança deu-lhe a experiência e capacidade que possibilitam ajudar as pessoas a vencer outras doenças crónicas graves: hemofilia, transtornos do crescimento e obesidade. A Novo Nordisk, empresa sediada na Dinamarca, emprega 43.200 pessoas em 79 países e comercializa os seus produtos em mais de 170 países. Para obter mais informações, visite novonordisk.com, Facebook, Twitter, LinkedIn, YouTube.

Cepsa e Masdar centram a sua colaboração nas energias renováveis em Portugal e Espanha

Após a assinatura do memorando de entendimento (MOU pelas suas siglas em inglês) em 2017, este novo acordo estabelece as linhas de atuação para o crescimento do portfólio das renováveis de ambas as companhias. O foco principal irá centrar-se nas tecnologias eólica e solar fotovoltaica, em Portugal e Espanha, onde a Cepsa está interessada em desenvolver uma capacidade entre 500 e 600 MW nos próximos cinco anos.

A colaboração baseia-se na experiência energética de ambas as companhias, propriedade de Mubadala Investment Company, e reflete o seu esforço para aproveitar as sinergias do portfólio diversificado de negócios da Mubadala para acelerar o desenvolvimento das energias renováveis nos mercados internacionais.

Durante a cerimónia de assinatura, Pedro Miró, CEO da Cepsa, assinalou: “após a fase inicial de análise das oportunidades de acesso ao mercado em diferentes zonas geográficas, concordámos que a região Ibérica seja o foco inicial da nossa estratégia de crescimento conjunto. Este passo permitirá combinar sinergias e experiências num dos principais mercados de energias renováveis do mundo.”

Por sua parte, Mohammed Jameel Al Ramahi, CEO da Masdar, indicou: “a Masdar tem uma vasta presença e um crescente portfólio de projetos de energia renovável na Europa. Estamos muito satisfeitos em ver como a nossa colaboração com a Cepsa se desenvolve e esperamos partilhar a nossa experiência e trajetória no desenvolvimento de projetos para explorar novas oportunidades comerciais na Península Ibérica, tanto em energia solar como eólica.” 

Este acordo reforça o modelo diversificado de energia e a estratégia de longo prazo da Cepsa, e está alinhado com as previsões da companhia, conforme descrito no seu relatório Cepsa Energy Outlook 2030. Em 2017, a companhia adquiriu os direitos para desenvolver o seu primeiro parque eólico em Jerez de la Frontera (Cádiz). A companhia levou a cabo as fases de desenvolvimento e construção do projeto, com o objetivo de entrar em funcionamento no primeiro trimestre de 2019.

A Masdar é líder mundial em energia solar e eólica com presença em mais de 25 países.  A capacidade de geração de eletricidade dos seus projetos, que estão em pleno funcionamento ou em desenvolvimento, é de cerca de 4 gigawatts (GW) brutos.

Sobre a Cepsa

A Cepsa é uma Companhia Energética Global, que opera de modo integrado em todas fases da cadeia de valor dos hidrocarbonetos, para além de fabricar produtos a partir de matérias-primas de origem vegetal e de estar presente no setor das energias renováveis. A Mubdala Investment Company, um dos maiores fundos soberanos do mundo é o seu único acionista.

Tem mais de 85 anos de experiência e uma equipa de cerca de 10.000 profissionais com grande excelência técnica e capacidade de adaptação. Está presente em todos os cinco continentes através das suas áreas de negócio de Exploração e Produção, Refinação, Petroquímica, Marketing, Gás e Eletricidade e Trading.

Sobre a Masdar

Masdar é uma empresa de energias renováveis de Abu Dhabi, dedicada a promover o desenvolvimento, a comercialização e investigação de tecnologias e soluções de energia limpa. A empresa funciona como um elo entre a economia atual baseada em combustíveis fósseis e a economia de energia do futuro. É detida a 100% pela Mubadala Investment Company, o fundo de investimento estratégico do Governo de Abu Dhabi. Masdar dedica-se à visão de longo prazo dos Emirados Árabes Unidos para o futuro da energia e da água.

Em Espanha, a empresa está presente desde 2008 e fornece eletricidade para mais de 107.000 lares, graças às suas instalações na província de Cádiz (Valle 1 e Valle 2) e Sevilha, onde tem a Gemasolar, a primeira central termo solar à escala comercial no mundo capaz de fornecer energia 24 horas por dia, uma inovação tecnológica que abriu o caminho para uma nova e mais eficiente tecnologia.

Toma medicamentos para as dores? Atenção a este alerta do Infarmed

© Global Imagens

Esta recomendação do Infarmed surge na sequência de um alerta da Autoridade para o Medicamento Espanhola para a utilização de medicamentos com metamizol, na sequência da morte de 10 britânicos que compraram o medicamento em Espanha.

Em outubro, a Agência Espanhola de Medicamentos e Produtos Sanitários (AEMPS) atualizou a ficha técnica do metamizol para alertar para o risco de efeitos adversos como a agranulocitose (doença aguda do sangue caracterizada pela falta ou acentuada redução de glóbulos brancos).

Em comunicado disponível hoje, o Infarmed indica que o metamizol é um medicamento utilizado para o tratamento da dor e febre há cerca de 40 anos. Em Portugal, os medicamentos comercializados contendo metamizol são o Nolotil, Dolocalma e Meramizol Cinfa.

O Nolotil está indicado na dor aguda e intensa, incluindo dor espasmódica e dor tumoral, e na febre alta, que não responde a outras terapêuticas antipiréticas.

A utilização de medicamentos contendo esta substância [metamizol] pode causar uma reação adversa — a agranulocitose – que, apesar de grave, é muito rara“, explica também o infarmed.

A Autoridade do Medicamento esclarece que em “Portugal foram notificados ao sistema de farmacologia, entre 2008 e 2018, um total de 11 casos de agranulocitose potencialmente associados à utilização de metamizol, com uma frequência de um a dois casos por ano (o que se encontra dentro da frequência expectável de uma reação rara)”.

Para minimizar os riscos de agranulocitose associado à utilização de metamizol, o Infarmed recomenda que o seu uso deve ser restrito a um período temporal (máximo de sete dias) e a monitorização através dos valores do hemograma se for por mais tempo.

Estes medicamentos não devem ser utilizados em doentes com reações hematológicas prévias ao metamizol, em tratamento com imunossupressores ou outros medicamentos que possam causar agranulocitose. Deve ser tida particular atenção à prescrição destes medicamentos em doentes idosos“, destaca o Infarmed.

Os doentes a quem foi prescrito metamizol, salienta o Infarmed, não devem interromper o tratamento, mas sim consultar o médico caso surjam sintomas de discrasia sanguínea, tais como mal-estar geral, infeção, febre persistente, hematomas, hemorragias ou palidez.

Aos médicos prescritores e restantes profissionais de saúde, o Infarmed solicita especial atenção para a prevenção e/ou deteção precoce do aparecimento deste ou de outros efeitos indesejáveis.

Estes medicamentos mantêm uma relação benefício-risco positiva, desde que, sejam cumpridas todas as condições, incluindo as indicações de uso do metamizol“, é referido.

O infarmed indica ainda que vai continuar a acompanhar e divulgar todas as informações pertinentes relativas a esta matéria.

LUSA

‘A maior flor do mundo” e outras histórias de Saramago em Espanha

© Reuters

No dia 24, a peça sobe ao palco da sala Russafa, em Valência, no dia 26 será representada no Teatro De la Estación, em Zaragoza, e, no dia 28, na La Nave Duende, em Cáceres, informou hoje a companhia.

Apresentar grandes autores da literatura universal, em teatro, tem sido um dos trabalhos privilegiados do Teatro Art’Imagem.

“Pequenas memórias”, “Deste mundo e do outro”, “Cadernos de Lanzarote”, “Poemas possíuveis” e discurso de aceitação do prémio Nobel da Literatura em 1998 foram alguns dos textos de José Saramago de que a companhia partiu para construir esta peça.

Blimunda Se Luas e Baltazar e Sete Sóis, do “Memorial do convento”, a mulher do médico e o cão das lágrimas, de “Ensaio sobre a cegueira”, além das criaturas reais da vida de Saramago, como os avós Jerónimo e Josefa, foram igualmente fontes de inspiração para a peça.

Dois atores — uma mulher e um homem — interpretam e representam em palco e na plateia as palavras e as ações escritas e descritas por José Saramago.

Com dramaturgia e encenação de José Leitão, interpretação de Daniela Pego e Flávio Hamilton, música de Alfredo Teixeira e pinturas de Agostinho Santos, a peça tem cenário de José Leitão, José Lopes e Fátima Maio, que também assina o figurino.

LUSA

Mais de 300 feridos em queda de plataforma em festival de música em Vigo

SALVADOR SAS-EPA

Em declarações à Rádio Galega, o conselheiro da Saúde, Jesús Vázquez Almuína, avançou que o acidente fez 266 feridos, mas que nenhum corre risco de vida. Outros meios espanhóis, no entanto, avançam já que o número de feridos ultrapassou os 300. O Faro de Vigo em particular realça ainda que entre os feridos há cinco em estado considerado grave.

O perfeito da cidade de Vigo, Abel Caballeiro, adiantou que vão ser investigadas as causas do incidente, que ocorreu pouco antes da meia-noite (23:00 em Lisboa), quando dezenas de pessoas, muitas delas menores de idade, assistiam ao concerto do ‘rapper’ Rels B.

Várias equipas de emergência médica, equipas da polícia nacional e local, e bombeiros deslocaram-se para o local.

Segundo fontes municipais, as ruas junto do local do acidente foram rastreadas para verificar se não havia ninguém preso ou ferido.

Irá ser realizado nas próximas horas um estudo técnico para esclarecer o que aconteceu e verificar o estado de toda a estrutura, a fim de impedir que algo semelhante possa acontecer novamente, afirmou Lopez Veiga, em declarações à agência espanhola Efe.

O presidente da Autoridade Portuária de Vigo lembrou que o Porto apenas disponibiliza o terreno e que o controle da capacidade corresponde à organização.

A investigação irá determinar a causa do acidente que ocorreu na noite de domingo para segunda-feira num concerto do ‘rapper’ Rel B que decorreu no festival de desporto e música urbana em Vigo, na província espanhola da Galiza.

O estudo irá também verificar se houve um excesso de pessoas na plataforma, que poderia ter causado a queda da plataforma,

Entretanto, a organização do festival assegurou, em comunicado, que os concertos programados para este festival “cumpriam as condições de segurança exigidas pela legislação”.

Os organizadores do festival lamentam “profundamente” o acidente e manifestam a sua solidariedade “com todos os feridos e as suas respetivas famílias”, afirmando que são “a prioridade absoluta para todos”,

Destacam ainda no comunicado “o civismo demonstrado pelo público, que abandonou o recinto de forma ordenada e permitiu o trabalho das equipes de resgate e segurança”, que, sublinham, realizaram “um grande trabalho”

“Agradecemos publicamente a sua colaboração”, afirma a organização, manifestando-se disponível para ajudar as “autoridades competentes” em tudo “o que possam necessitar”.

Segundo o governo regional da Galiza, a queda da plataforma na noite de domingo para segunda-feira fez 316 pessoas, estando nove pessoas hospitalizadas, que não correm risco de vida.

“Entre eles, neste momento, temos nove hospitalizados. Não há nenhum em risco de vida”, disse Jesús Vázquez Almuína, oficial de saúde do executivo regional, adiantando que a grande maioria são feridos leves, com hematomas, havendo também casos de pessoas com fraturas e traumatismo craniano.

O caso está a cargo do tribunal de instrução número três, em funções de guarda, anunciou o Tribunal Superior de Justiça da Galiza.

Várias equipas de emergência médica, equipas da polícia nacional e local, e bombeiros deslocaram-se para o local, tendo as ruas junto do local do acidente sidos rastreadas para verificar se não havia ninguém preso ou ferido.

LUSA

Espanha: Greve dos taxistas sem fim à vista continua a afetar trânsito

© Sapo 24

O Governo espanhol pediu esta manhã “responsabilidade” aos grevistas porque, segundo o ministro responsável pelos transportes, José Luís Ábalos, “prestam um serviço público”.

Por seu lado, os taxistas solicitaram ao executivo “um novo gesto”, que lhes dê “mais certezas” sobre o futuro do setor e que possa justificar o fim da greve.

Um responsável da associação de veículos de aluguer com condutor pediu também hoje ao Governo espanhol para não ceder à “chantagem” dos taxistas, ao mesmo tempo que lamentava “a debilidade” que parece ter o executivo perante os grevistas.

Milhares de táxis passaram a sua quarta noite consecutiva estacionados nas avenidas do centro de Barcelona e várias dezenas dormiram em tendas no famoso Paseo de la Castellana de Madrid, em frente ao Ministério do Fomento [Economia].

Os taxistas de Madrid mantêm desde segunda-feira o que consideram ser os serviços mínimos, aceitando apenas transportar, e de forma gratuita, pessoas de idade, doentes, mulheres grávidas ou pessoas com mobilidade reduzida.

Outras cidades espanholas, como Valência, Málaga ou Bilbau, também estão a ser afetadas por este movimento de protesto que começou no final da semana passada e que está afetar milhares de turistas que se deslocam a Espanha nesta época de verão.

Os taxistas defendem que a gestão das licenças para os veículos com condutor, que operam principalmente através das plataformas informáticas Uber e Cabify, passem do Governo central para as comunidades autónomas e municípios que, segundo eles, são quem enfrenta os problemas de circulação, mobilidade e meio ambiente.

Pedem ainda que, assim como está estipulado, esses veículos regressem à sua base quando acabam um serviço e não circulem ou fiquem estacionados à espera de novos clientes, e ainda que não haja mais do que uma licença por cada 30 táxis, como a lei prevê.

O protesto dos taxistas começou na quinta-feira da semana passada, mas uma decisão do Tribunal Superior de Justiça da Catalunha (TSJC), conhecida na sexta-feira, que manteve suspenso o regulamento metropolitano que restringe a concessão daquelas licenças, levou à intensificação dos protestos nesse dia.

LUSA

Madrid: taxistas e Governo reúnem-se hoje para tentar encontrar solução para acabar com a greve

Os taxistas de Madrid deixaram hoje sem serviço o aeroporto da capital espanhola e as estações de comboio e camionetas, aceitando apenas transportar, e de forma gratuita, pessoas de idade, doentes, mulheres grávidas ou pessoas com mobilidade reduzida.

Os viajantes tentam a todo o custo chegar ao seu destino em transportes públicos que estão cheios, não se tendo até agora verificado incidentes graves.

Em Barcelona, onde começaram as manifestações, várias centenas de taxistas paralisaram o centro da cidade e impedem a circulação no Paseo de Gracia, uma das principais artérias da cidade.

Outras cidades espanholas também estão a ser afetadas por este movimento de protesto que começou no final da semana passada e que está afetar milhares de turistas que se deslocam a Espanha nesta época de verão.

Os representantes dos taxistas reúnem-se hoje à hora do almoço no Ministério do Fomento, fazendo depender a continuação dos protestos do resultado desse encontro.

Os taxistas defendem que a gestão das licenças para os veículos com condutor, que operam principalmente através das plataformas informáticas Uber e Cabify, passem do Governo central para as comunidades autónomas e municípios que, segundo eles, são quem enfrenta os problemas de circulação, mobilidade e meio ambiente.

Pedem ainda que, assim como está estipulado, esses veículos regressem à sua base quando acabam um serviço e não circulem ou fiquem estacionados à espera de novos clientes, e ainda que não haja mais do que uma licença por cada 30 táxis, como a lei prevê.

O protesto dos taxistas começou na quinta-feira da semana passada, mas uma decisão do Tribunal Superior de Justiça da Catalunha (TSJC), conhecida na sexta-feira, que manteve suspenso o regulamento metropolitano que restringe a concessão daquelas licenças, levou à intensificação dos protestos nesse dia.

Mariano Rajoy admite derrota antes da votação da moção de censura

“Podemos presumir que a moção de censura será adotada, tendo como consequência que Pedro Sánchez será o novo presidente do Governo”, admitiu Rajoy no curto discurso que fez quando chegou ao parlamento espanhol, depois de ter faltado ao início do debate sobre essa moção.

Rajoy quis ser “o primeiro a felicitar” o líder do PSOE (Partido Socialista Operário Espanhol), apesar de não concordar com “o que fez”.

“Foi uma honra deixar Espanha melhor do que a encontrei”, disse Mariano Rajoy, acrescentando esperar que Sánchez consiga fazer a mesma coisa.

Os 350 deputados do parlamento espanhol vão agora iniciar a votação nominal que deverá aprovar a moção de censura.

Os socialistas espanhóis deverão conseguir reunir o voto de 180 deputados, incluindo os do Unidos Podemos (extrema-esquerda), os nacionalistas bascos e os independentistas catalães.

A provável queda do executivo de Mariano Rajoy, que esteve seis anos à frente dos destinos de Espanha, é provocada depois de vários ex-membros do PP terem sido condenados na semana passada a penas de prisão por terem participado num esquema de corrupção que também beneficiou o partido.

O Cidadãos (direita liberal) retirou o apoio que até agora dava ao PP, mas recusa votar a moção de censura ao lado do PSOE, insistindo na antecipação das eleições.

Rajoy recusou até agora apresentar a sua demissão antes da votação da moção de censura, a única forma de se manter no poder o tempo necessário para organizar eleições antecipadas e impedir a chegada ao poder dos socialistas.

LUSA

Após denúncia de assédio de capitão corre risco de prisão

Uma cabo espanhola, identificada com as iniciais A.I.L.T., denunciou o seu capitão por assédio sexual e laboral. No entanto, a sua denúncia foi considerada infundada pelo Tribunal Supremo, que resolveu absolver o capitão. Isto apesar de dois relatórios médicos terem suportado a acusação da militar.

Num dos casos, um psiquiatra considerou a “atuação inapropriada do capitão” o motivo para o transtorno psicológico sofrido pela cabo. Outro relatório do Hospital Central da Defesa afirma que os sintomas da cabo “podem ser compatíveis com uma situação de assédio”.

Mas face à decisão do Supremo, o exército pretende punir a cabo por “declarações falsas”, como refere o El País. A sanção máxima prevista pelo exército nestes casos é de um mês de prisão, e é esse castigo que enfrenta agora a cabo.

A militar afirma que o capitão lhe disse um dia que “gostava de ficar” com ela, colocando-lhe a mão na cintura. A cabo afastou-o e explicou-lhe que já tinha um companheiro e que pretendia apenas manter uma relação profissional com ele.

Mas os avanços do capitão continuaram e o assédio foi constante. O capitão começou a negar-lhe licenças e castigava-a. A militar começou a sofrer de depressão e considera ainda que isso lhe provocou um aborto quando estava grávida de cinco meses.

Exposição de Fernando Pessoa inaugurada em Espanha na próxima semana

“Esta exposição vai apresentar toda uma série de documentos, imagens e conceitos relacionados com a figura de Fernando Pessoa”, disse João Fernandes, entrevistado pela agência Lusa, uma semana antes da inauguração da exposição ‘Pessoa. Toda a arte é uma forma de literatura’.

Partindo da obra literária do poeta e escritor português Fernando Pessoa, a exposição vai reunir, de 07 de fevereiro até 07 de maio deste ano, várias obras de artistas portugueses, relacionadas com as principais correntes estéticas de Portugal desde os inícios do século XX até 1935.

Trata-se de “um conjunto vasto de obras obtidas graças à coprodução” com a Fundação Calouste Gulbenkian, em Lisboa, onde se encontra a história do Modernismo em Portugal, e “vão ser apresentados nomes fundamentais […], assim como as suas ligações internacionais”, sublinhou João Fernandes.

Com curadoria da historiadora de arte Ana Ara e de João Fernandes, que antes de chegar a Madrid em 2012 foi diretor do Museu de Serralves, no Porto, a mostra vai ter uma seleção de obras de José de Almada Negreiros, Amadeo de Souza-Cardoso, Eduardo Viana, Sarah Affonso e Júlio, entre outros, todos relacionados com as principais correntes estéticas portuguesas da primeira parte do século XX.

Para João Fernandes, “esta vanguarda portuguesa, que é de certa forma protagonizada por Fernando Pessoa”, é “extremamente interessante de apresentar e de interrogar”.

Segundo o Museu Rainha Sofia, o objetivo da mostra é o de estabelecer uma perspetiva das principais correntes estéticas portuguesas até 1935, ano da morte de Pessoa, e do modo como a obra do poeta foi determinante para a particularização das expressões portuguesas da época.

“É uma outra forma de contar uma história da arte a partir de uma vanguarda periférica como a portuguesa que em Espanha é muito pouco conhecida”, resumiu o subdiretor do museu madrileno.

Para João Fernandes, a exposição vai significar “uma grande revelação de todo este contexto da arte de vanguarda portuguesa”, e vai servir para “nos interrogarmos sobre o que foi a relação entre centro e a periferia, no princípio do século XX na definição das novas linguagens artísticas”.

“Fernando Pessoa contrapõe conceitos seus, vanguardas suas, a que dá o nome de Intersecionismo ou Sensacionismo, aos modelos dominantes que chegavam de Paris, como o Cubismo ou o Futurismo”, explica o curador da mostra.

A mostra aborda o Paulismo, o Interseccionismo e o Sensacionismo, termos empregados pelo poeta, e que representam o eixo central da modernidade portuguesa, para articular um relato visual da arte nacional através do trabalho de vários artistas.

Segundo a página de apresentação da exposição na internet, algumas destas obras refletem “um gosto pelo popular e pela idiossincrasia lusa, tão presente na obra dos artistas portugueses” que viajaram a Paris, como na dos artistas estrangeiros que passaram por terras portuguesas, como é o caso do casal Sonia e Robert Delaunay.

A mostra dedica também uma atenção particular às revistas publicadas durante aquele período, como A Águia, Orpheu, K4 O Quadrado Azul, Portugal Futurista e Presença, em que foram publicados alguns textos de Fernando Pessoa, e que serviram como “caixa-de-ressonância” para estas ideias vanguardistas, exercendo uma grande influência estética e ideológica na intelectualidade portuguesa da primeira metade do século XX.

Para João Fernandes, ter mudado para Madrid, em 2012, significou passar a trabalhar “num conceito histórico mais amplo” do que aquele em que trabalhava em Serralves.

Enquanto em Serralves fazia uma interpretação da história da arte a partir dos anos 60 do século passado, no Rainha Sofia há “uma narrativa sobre a história da arte” que começa em finais do século XIX, possibilitando “contar uma relação entre a arte e a história, de uma forma mais ampla ao nível cronológico”.

“Neste momento penso apenas em continuar o projeto no qual estou”, disse João Fernandes que deverá continuar na equipa da atual direção do museu, liderada por Manuel Borja Villel, que acaba de renovar por mais cinco anos o contrato que tem com o Ministério da Cultura de Espanha.

O Museu Rainha Sofia é o mais visitado de Espanha e um dos mais visitados em todo o Mundo, com mais de 3,6 milhões de entradas em 2016.

LUSA

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