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Poluição pode ser tão grave para pulmões como um maço de tabaco por dia

novo estudo, feito pelas universidades norte americanas de Washington, Colúmbia e Buffalo, foi publicado na revista científica da Associação Médica Americana (JAMA-The Journal of the American Medical Association), num artigo que adverte que a poluição do ar acelera a progressão do enfisema pulmonar.

Ainda que estudos anteriores tenham mostrado uma ligação clara entre os poluentes no ar e algumas doenças pulmonares e cardíacas, o novo estudo demonstra a associação entre uma exposição prolongada aos principais poluentes atmosféricos, especialmente o ozono, e o aumento do enfisema.

O enfisema pulmonar é a destruição do tecido pulmonar, que causa tosse e falta de ar e leva à redução do oxigénio no sangue, o que dificulta a respiração e aumenta o risco de morte.

“Ficámos surpreendidos ao ver nos exames aos pulmões como foi forte o impacto da poluição atmosférica na progressão do enfisema, ao mesmo nível dos efeitos do tabagismo, o qual é de longe a causa mais conhecida de enfisema”, disse um dos principais autores do estudo, Joel Kaufman, professor de Ciências Ambientais e Saúde Ocupacional da Universidade de Washington.

A investigação concluiu que se o nível do ozono no ambiente aumentar muito em relação ao que se passava há uma década tal tem efeitos no enfisema idênticos a fumar um maço de cigarros por dia.

Os resultados do estudo são baseados numa extensa investigação, de 18 anos, envolvendo mais de 7.000 pessoas e um exame detalhado da poluição do ar entre 2000 e 2018 em seis regiões metropolitanas dos Estados Unidos.

A subida das temperaturas devido às alterações climáticas leva também ao aumento do ozono ao nível do solo, um problema cuja solução é reduzir as emissões poluentes.

61% dos Baby Boomers afirmam que consultam frequentemente o telemóvel/portátil da empresa, durante as férias

Quando questionados se consultam frequentemente os dispositivos da empresa durante as férias, 61% dos Baby Boomers, 51% da Geração X e 33% dos Millennials responderam afirmativamente. No entanto, esta tendência parece ter vindo a decrescer a cada nova geração. Os Millennials já estão menos propensos a consultar o telemóvel e o portátil durante as férias e por isso, é expectável que a Geração Z ainda o faça com menos frequência.

Numa altura, onde o equilíbrio entre a vida profissional e pessoal é tão desejada, por todas as gerações, parece que é difícil cumprir. Segundo os resultados do estudo, quando questionados se consultavam o telemóvel e/ou o portátil da empresa fora do horário de trabalho, 66% dos Baby Boomers, 60% da Geração X e 49% dos Millennials responderam que sim.

Para além disso, 50% dos Baby Boomers, 65% da Geração X, 80% dos Millenials e 74% da Geração Z responderam que gostariam de trabalhar numa empresa que não permitisse trabalhar horas extra, responder a emails e/ou atender chamadas fora do horário de trabalho. Ao analisar as respostas das gerações percebe-se que este equilíbrio entre a vida pessoal e profissional é mais expectado pelas gerações mais recentes. Por isso, é que os principais benefícios que valorizam num empregador passam pela flexibilidade de trabalho e possibilidade de trabalhar a partir de casa.

No entanto, ao avaliar o equilíbrio entre a vida pessoal e profissional, são os Millenials a dar uma avaliação menos positiva e os Baby Boomers uma mais positiva, apesar destes últimos serem o que consultam mais os dispositivos da empresa fora de horas do trabalho, ou até mesmo de férias.

Metodologia
Este relatório “Talento Z: Os nativos digitais no mercado laboral” traduz-se na análise de preferenciais e tendências no mercado laboral, de quatro diferentes gerações, em Portugal. Mais de 855 inquiridos anónimos de quatro diferentes gerações aceitaram participar no inquérito a nível nacional, da Hays Portugal.

As diferentes gerações foram determinadas pelos anos de nascimento, sendo que foi os Baby Boomers estão compreendidos entre os anos 1946-1964, Geração X entre os anos 1965-1980, os Millennials entre os anos 1981-1994 e por fim, a Geração Z entre os anos de 1995-2012. O estudo é fundamentado no nosso conhecimento enquanto empresa de recrutamento especializado, de modo a proporcionar às empresas um panorama de como cada geração, especialmente da Geração Z, encara o mercado de trabalho. Em relação à Geração Z, foram analisadas apenas as respostas dos inquiridos entre os anos compreendidos entre 1995-2001.

Sophos lança um novo estudo: “RDP Exposed: The Threat That’s Already at your Door”

O RDP continua a ser motivo de insónia para os administradores de sistemas. Neste sentido, a Sophos tem estado a informar sobre a forma como os cibercriminosos exploram o RDP desde 2011, e que, no último ano, os grupos de cibercriminosos responsáveis por dois dos maiores ataques de ransomware direcionados, o Matrix e o SamSam, abandonaram quase por completo todos os outros métodos de acesso à rede a favor da utilização do RDP.

Matt Boddy, Especialista de Segurança na Sophos, e o principal investigador do relatório destaca, “Recentemente, uma falha de execução do código remoto no RDP – denominado de BlueKeep (CVE-2019-0708) – tornou-se conhecida. Trata-se de uma vulnerabilidade bastante grave que poderia ser utilizada para provocar o aparecimento de ransomware, que poderia ser disperso potencialmente pelo mundo numa questão de horas. No entanto, proteger-se contra ameaças RDP vai muito para além da reparação de sistemas contra o BlueKeep, que é apenas a ponta do iceberg. Além de ser necessário parar o BlueKeep, os gestores de TI precisam de prestar mais atenção ao RDP no geral porque, como demonstra a investigação da Sophos, os cibercriminosos estão ocupados 24/7 a investigar todos os computadores potencialmente vulneráveis expostos pelo RDP, com ataques de descoberta de palavras-passe.”

A nova investigação sobre o RDP da Sophos destaca a forma como os atacantes podem encontrar equipamentos habilitados para o RDP, quase ao mesmo tempo em que estes dispositivos aparecem na internet. Para demonstrá-lo, a Sophos implementou 10 honeypots1 dispersos geograficamente e de baixa interação, para medir e quantificar os riscos baseados no RDP.

Abaixo pode encontrar um resumo da investigação e uma declaração adicional de Boddy, também disponíveis para partilha:

As principais conclusões do estudo demonstram que:

  • Os 10 honeypots receberam a primeira tentativa de login do RDP em apenas um dia.
  • O Remote Desktop Protocol expõe os computadores em apenas 84 segundos.
  • Os 10 honeypots RDP registaram um conjunto de 4.298.513 tentativas falhadas de início de sessão durante um período de 30 dias. O que representa aproximadamente uma tentativa a cada seis segundos.
  • Em geral, o setor acredita que os cibercriminosos estão a utilizar sites como Shodan para verificarem as fontes RDP abertas, no entanto o estudo da Sophos destaca a forma como os cibercriminosos contam com as suas próprias ferramentas e técnicas para descobrir fontes RDP abertas e não dependem necessariamente apenas nos sites de terceiros para obterem acesso.

O comportamento dos hackers revelado

A Sophos identificou alguns padrões de ataque, com base no estudo, entre os quais se encontram três perfis principais/características de ataque: a RAM, a swarm e o hedgehog:

  • A ram é uma estratégia criada para descobrir a password de um administrador. Um exemplo dado durante a investigação foi que, durante 10 dias, um atacante realizou 109.934 tentativas de login no honeypot irlandês, utilizando apenas três nomes de utilizador para obter acesso.

  • A swarm é uma estratégia que utiliza nomes de utilizador consecutivos e um número determinado com as piores palavras-passe. Na investigação, observou-se um exemplo em Paris, com um atacante que utilizou o nome ABrown nove vezes durante 14 minutos, seguido outras nove tentativas com o nome BBrown, depois CBrown, seguido de DBrown, e assim por diante. O padrão foi repetido com A.Mohamed, AAli, ASmith, entre outros.

  • O hedgehog caracteriza-se por explosões de atividade seguidas por longos períodos de inatividade. Um exemplo foi observado no Brasil, onde cada pico criado por um endereço de IP, durou aproximadamente quatro horas e consistiu na descoberta entre 3.369 e 5.199 palavras chave.

Matt Boddy explica que significado tem para as empresas o alcance desta exposição por parte do RDP, “Neste momento, existem mais de três milhões de dispositivos acessíveis através do RDP em todo o mundo, e é atualmente o ponto de entrada preferencial para os cibercriminosos. A Sophos tem informado sobre a forma como os cibercriminosos que utilizam ransomware específico o BitPaymer, Ryuk, Matrix e SamSam têm abandonado quase por completo outros métodos utilizados para aceder às organizações, através da simples utilização à força contra as palavras-passe do RDP. Todos os honeypots foram descobertos em poucas horas, apenas porque estavam expostos à internet através do RDP. A principal conclusão – finaliza Broddy – é reduzir a utilização do RDP sempre que possível e assegurar que na empresa se tenha em conta as melhores práticas em relação à utilização de palavras-chave. As empresas precisam de agir em conformidade para colocar o protocolo de segurança correto para se protegerem contra os atacantes persistentes.”

Três em cada quatro portugueses preferem viajar acompanhados para poder partilhar experiências

Para os portugueses, a principal razão para viajar acompanhado é ter companhia para partilhar as experiências que vivem em férias (74%). Mas referem também que viajar acompanhado é mais divertido (51%) e sai mais barato, pois podem dividir custos (18%). A nível global, a razão mais apontada pelos viajantes inquiridos pela eDreams é a vontade de escapar da rotina com alguém de quem se gosta e a possibilidade de passar tempo em conjunto, longe de casa e do trabalho – e cerca de 38% dos portugueses concordam também com esta justificação.

A agência de viagens europeia descobriu que, em média, os portugueses consideram ir de férias com outras pessoas quando já as conhecem há cerca de um ano e meio. No entanto, há quem não tenha problema em viajar com amigos que fez há menos de nove meses (19%) e até há menos de três meses (11%)!

A eDreams também quis fazer algumas perguntas mais difíceis, por isso questionou os portugueses sobre se costumam arranjar desculpas para se escaparem de passar férias com amigos ou familiares – e quase metade (43%) respondeu que nunca fez, ou nunca faria, tal coisa! Mas alguns confessaram já ter dado desculpas… Houve quem dissesse que não tinha dinheiro (33%), que tinha demasiado trabalho (14%), que já tinha outras férias marcadas (12%) e até mesmo quem fingiu estar doente (4,5%).

Fazer amizades durante as férias é comum? A resposta mais popular entre os portugueses (36%) foi que sim, já conheceram 1 ou 2 pessoas de quem se mantêm amigos até aos dias de hoje – e entre estes, são os homens quem parece ter mais facilidade em fazer amigos em viagem, e a mantê-los após o regresso a casa. A nível global, no entanto, a maioria dos inquiridos respondeu que nunca fez amizades em férias que durassem até ao presente.

E quando viajamos com alguém e, chegados ao destino, percebemos que afinal não éramos assim tão compatíveis com aquela pessoa quanto àquilo que queríamos fazer nas nossas férias? Esse parece não ser um problema para os portugueses – a grande maioria (54%) disse que tal nunca lhe tinha acontecido. No entanto, para aqueles que já passaram pela situação, os grandes problemas foram a desorganização e a preguiça da outra pessoa, o facto de ela não querer explorar o destino, as horas de levantar e deitar diferentes e, claro está, as expectativas financeiras diferentes (querer gastar demasiado dinheiro ou então dinheiro nenhum).

Finalmente, a eDreams quis saber se as férias dos portugueses são conturbadas – costumam chatear-se com os seus companheiros de viagem? Felizmente, a resposta mais votada (46%) é que não costumam zangar-se! No entanto, há quem diga que já aconteceu uma ou duas vezes (40%) e até mesmo quem diga que é uma prática mais ou menos comum e já aconteceu várias vezes (15%)…

Para encontrar as melhores sugestões para a sua próxima viagem, visite o site da eDreams e conte-nos a sua experiência de viagem.

 

Anemia, um problema frequente nas crianças

O mais recente estudo nacional (EMPIRE) sobre prevalência da anemia e da deficiência de ferro na população portuguesa confirma que a anemia é um problema de saúde pública na população portuguesa adulta, afetando uma em cada cinco pessoas em algum momento da sua vida. E nas crianças? Constituem estas também um grupo de risco? Lino Rosado, pediatra, confirma que sim. E reforça que “a principal causa de anemia na criança é a anemia por falta de ferro, sendo a anemia o último estádio dessa mesma deficiência”.

Também conhecida como ferrópenia é, de facto, refere o especialista, “frequente na criança e resulta de um crescimento muito rápido, principalmente no primeiro ano de vida e de uma ingestão inadequada de ferro”. Isto apesar de “a incidência de anemia por falta de ferro na criança ter vindo a diminuir significativamente nas últimas décadas, mantendo-se ainda como a causa mais frequente de anemia e de deficiência nutricional”.

Ainda que todas as crianças possam estar em risco, há algumas onde este problema pode ser mais comum, “como por exemplo os bebés nascidos pré-termo e as crianças com baixo peso ao nascer, assim como as crianças que mantêm durante muito tempo uma alimentação exclusivamente láctea”.

Apesar da existência de risco, “a intervenção dietética durante os rápidos períodos de crescimento, assim como a suplementação em crianças de risco, é importante na prevenção da ferrópenia e consequente anemia por falta de ferro”, problemas que, de acordo com o pediatra, têm como sinais mais frequentes “o cansaço, falta de apetite e pele e mucosas pálidas. A carência em ferro pode ainda ter implicações no desenvolvimento da criança e em particular no neurodesenvolvimento”.

Para além da infância, “é importante também lembrar que a adolescência é outro período de grande risco para o aparecimento de carência em ferro, devido também a um rápido crescimento muitas vezes associado a restrições alimentares. Nas raparigas, o período menstrual agrava esta carência e como consequência muitas grávidas têm não só carência em ferro como também anemia por falta de ferro”.

Fidelizar o shopper infiel: Realidade ou Mito?

A disseminação da informação, o fator “experiência” e o alargamento das escolhas disponibilizadas leva a que os consumidores cada vez mais procurem produtos originais, de nicho e que lhes ofereçam valor acrescentado. Este ambiente de expetativa encontra-se a conduzir os consumidores a experimentar novos produtos, serviços e experiências.

Em Portugal, 89% dos consumidores assume gostar de comprar e experimentar novas marcas e produtos. Quase metade dos portugueses afirmam até que é agora mais provável que experimentem novas marcas do que há 5 anos atrás.

Neste contexto, será a lealdade um conceito do passado com os dias contados ou será este ainda mais valioso no sentido de estabelecer e potenciar a relação a longo-prazo com as marcas?

Para Ana Rei, Consumer Insights Leader da Nielsen, “as relações a longo-prazo são cada vez mais difíceis de conquistar. Segundo o estudo ShopperTrends, da Nielsen, os portugueses são dos mais ‘Brand Switching’[1] da Europa. Neste novo paradigma, as marcas necessitam de criar relações fortes e de permanecer no top of mind dos consumidores, que diariamente são aliciados por novas tendências, produtos e marcas. É crítico inovar de forma holística e contínua, não só ao nível do produto, como também da comunicação (através do conteúdo e dos meios) e dos canais de distribuição, procurando surpreender o shopper em todos os momentos de interação. As marcas devem criar experiências positivas que vão ao encontro das novas necessidades do consumidor e potenciem o engagement”.

O que leva o shopper a mudar de marca?

São várias as razões que podem levar o shopper a decidir experimentar ou trocar para uma nova marca. Em Portugal, a relação custo-benefício destaca-se claramente, com metade dos consumidores a afirmar que esta variável influencia sempre a sua decisão por uma nova marca. As promoções e reduções de preço, as recomendações, a qualidade, a conveniência e os benefícios associados são outras das características que promovem a experimentação de novas ofertas.

Qual é o peso da marca nas diferentes categorias?

De acordo com este estudo, a importância da marca difere entre categorias, impactando a lealdade do shopper. No processo de decisão de compra, a escolha da marca adquire maior relevância em categorias como as bebidas alcoólicas, o café, o chá ou os produtos para o cabelo e para a pele, e mostra-se menos importante na compra de produtos frescos, snacks salgados ou produtos de papel, entre outros.

Millennials são 1,3 vezes mais abertos à experimentação

Os Millennials privilegiam a novidade, estando mais abertos a novas tendências e conceitos criativos. Mais de metade dos consumidores desta geração a nível global (52%) revelam ter uma apetência particular por experimentar novas marcas e produtos. Uma deslealdade assumida que é condicionada essencialmente pela procura da qualidade e da conveniência.

“A deslealdade é o novo normal”

De acordo com os resultados do estudo da Nielsen, os consumidores estão cada vez mais conscientes e interagem com um maior número de marcas, o que põe à prova a capacidade de engagement e alcance das mesmas. É por isso crucial que as marcas consigam oferecer novidade e possibilidade de escolhas enquadradas nos interesses dos seus targets para conseguirem sobreviver e manter os seus clientes fidelizados.

“A deslealdade é o novo normal. O efeito da procura do consumidor por mais variedade, pela melhor relação qualidade-preço e por mais benefícios (via qualidade, sustentabilidade e conveniência) lança novos desafios aos marketeers. Há que acompanhar estas novas tendências ditadas pelo mercado para poder voltar a ambicionar uma maior lealdade junto deste shopper, que se tornou desleal por natureza”, conclui Ana Rei.

[1] Procuram ativamente as promoções na loja e compram marcas diferentes em função das mesmas

Mais de metade dos consumidores pagaria mais por produtos amigos do ambiente

Accenture lança hoje, no Dia Mundial do Ambiente, estudo que indica que mais de metade dos consumidores afirma que pagaria mais por produtos sustentáveis, que possam vir a ser reutilizados ou reciclados. O estudo da Accenture baseou-se num questionário realizado a 6.000 consumidores em 11 países da Europa, América do Norte e Ásia.

A pesquisa da Accenture revela que enquanto os consumidores continuam predominantemente focados na qualidade e no preço, 83% dos inquiridos acredita que é importante ou extremamente importante que as empresas criem produtos que possam ser reutilizados ou reciclados. Aproximadamente 72% dos consumidores afirma que compra atualmente mais produtos amigos do ambiente do que há cinco anos atrás, enquanto que 81% diz planear comprar mais nos próximos cinco anos.

Temos cada vez mais consumidores dispostos a pagar mais por produtos amigos do ambiente. Esta mudança reforça a necessidade das empresas aumentarem o seu compromisso com práticas de negócio mais sustentáveis, refere Pedro Galhardas, Managing Diretor na Accenture Strategy em Portugal. As organizações de diferentes indústrias começaram a agir com propósito, abraçando a economia circular como uma maior oportunidade para gerar crescimento e agilidade competitiva.

O estudo da Accenture confirma que a qualidade e o preço são as principais considerações dos consumidores no ato de compra, 89% e 84% dos consumidores respetivamente, enquanto 49% dos inquiridos referiu questões de saúde e segurança, e 37% identificou o impacto ambiental.

De acordo com o estudo, os consumidores indicam ainda que a indústria química – que tem um papel impulsionador para as tecnologias e materiais recicláveis ou reutilizáveis – carece de preocupação sobre o seu impacto ambiental. Um em cada quatro consumidores (26%) afirmou acreditar que a indústria química é a menos preocupada com o seu impacto no ambiente das nove indústrias incluídas no questionário. 72% dos consumidores afirma também confiar pouco ou nada nas comunicações das empresas químicas em relação ao impacto ambiental dos seus produtos e serviços, em comparação com as restantes indústrias analisadas no estudo.

Enquanto alguns resultados deste inquérito são encorajadores, existem também implicações para as empresas químicas, nomeadamente a necessidade de superarem a perceção negativa que têm junto do consumidor e a necessidade de produzirem materiais sustentáveis a um preço competitivo, afirma Rachael Barterls, Senior Managing Director na Accenture que lidera a área de Recursos Naturais e Químicos. A indústria química é um capacitador e pode ser um acelerador fundamental para a economia circular. A realidade é que a indústria tem de estar na liderança destes temas ou arrisca-se a ser ultrapassada.

77% dos consumidores revela ainda no estudo que os plásticos são percecionados como o tipo de embalagem menos amigo do ambiente, enquanto que os produtos de papel são considerados os mais amigos do ambiente por 55% dos inquiridos.

Responder a estes e outros desafios pode ajudar as empresas a crescer. Adicionalmente, um estudo sobre economia circular feito pela Accenture Strategy, realça que as empresas  têm uma oportunidade de catalisar e capturar uma parte significativa de oportunidades criadas pela passagem para a economia circular.

Sobre o estudo:

Para identificar hábitos de compra e consumo dos consumidores referentes a diferentes tipos de embalagem e produtos, bem como perspetivas dos consumidores relacionadas com a reciclagem e reutilização de materiais, a Accenture inquiriu, durante o mês de Abril de 2019, 6.000 consumidores, com idades entre os 18 e os 70 anos, em 11 países da Europa, América do Norte e Ásia.

3 em cada 10 pessoas têm problemas digestivos por diagnosticar e tratar

O número de pessoas que sofrem de patologias ou sintomatologia relacionada com o sistema digestivo está a aumentar, em particular nos países industrializados. Aproximadamente 30% da população sofre de problemas digestivos não especificados e não tratados[1]. Alguns destes transtornos possuem um diagnóstico médico claro, como as doenças inflamatórias intestinais (que são cada vez mais frequentes na população), mas na grande maioria dos casos os sintomas não estão associados a uma doença específica e apesar de não serem graves afetam o bem-estar, diminuem a qualidade de vida e se não corrigidos podem levar a situações que requerem mais cuidados. É por isso importante estar atento a todos os sintomas digestivos para que seja feito um diagnóstico adequado e atempado, assim como o respetivo tratamento. Este é o alerta dado, no âmbito do Dia Mundial da Doença Inflamatória do Intestino, por Vitória Rodrigues, microbiologista clínica do grupo SYNLAB.

Uma alimentação inadequada, o stress, o uso de antibióticos, hábitos pouco saudáveis como o sedentarismo, o consumo de álcool e tabaco e até viagens ao estrangeiro são algumas das causas relacionadas com alterações e sintomas gastrointestinais. A especialista começa por explicar que as queixas gastrointestinais, não relacionadas com uma doença específica, podem estar relacionadas com a alteração da microbiota intestinal essencial à nossa defesa, saúde e bem-estar.

“A microbiota intestinal é um conjunto de microrganismos, principalmente bactérias, que colonizam o intestino numa relação de simbiose. O seu desequilíbrio, a chamada disbiose, é uma situação desfavorável à saúde, pois está relacionada com a inflamação da parede intestinal e alteração da sua permeabilidade, bem como com o desenvolvimento de intolerância a determinados alimentos. Todos estes processos produzem sintomas. Inúmeros estudos têm vindo a relacionar o desequilíbrio da microbiota intestinal com alterações gastrointestinais, e com doenças extraintestinais como a obesidade, diabetes e até com alterações neurológicas.”

Digestões difíceis, dores abdominais, flatulência, prisão de ventre, diarreia e intolerâncias alimentares, são apenas alguns dos sintomas de alteração na microbiota intestinal apontados pela especialista. “Muitas vezes, estes sintomas são desvalorizados e a sua causa não chega a ser diagnosticada e tratada.

Para identificar a causa destas queixas gastrointestinais, acaba de ser lançado em Portugal um teste que permite conhecer a microbiota intestinal de cada individuo e identificar possíveis desequilíbrios. “O Estudo Funcional da Microbiota Intestinal é um teste de prescrição médica, que se realiza através de uma simples amostra de fezes, e que permite verificar o estado da microbiota intestinal através da análise de grupos de microrganismos. Os resultados irão permitir um diagnóstico preciso e uma abordagem terapêutica mais adequada e personalizada.”

“Nunca é demais lembrar, a todos os que sofrem de distúrbios gastrointestinais, a importância da consulta de um especialista e que a avaliação da microbiota intestinal pode ser um instrumento importante no diagnóstico e tratamento. O teste pode ser executado a partir dos 5 anos.” termina a especialista.

Cerca de 50% dos doentes com insuficiência cardíaca grave têm anemia

A ferropenia com ou sem anemia também é uma comorbilidade frequente nos doentes com insuficiência cardíaca crónica. Cerca de 50% dos doentes com IC grave têm anemia e muitos têm ferropenia mesmo na ausência de anemia. Este é um alerta do Anemia Working Group Portugal (AWGP) no âmbito do mês de maio, mês do coração. É importante que a população em geral, profissionais de saúde bem como decisores políticos, estejam sensibilizados para esta questão.

 

A anemia quando presente – a prevalência em maior nos casos mais graves de IC- agrava o prognóstico da insuficiência cardíaca, mas mais importante que a anemia é a ferropénia, quer se acompanhe de anemia quer não. Cândida Fonseca, cardiologista e membro do AWGP, refere “esquecemo-nos muitas vezes de corrigir a anemia e a mais forte razão a ferropenia, nestes doentes”. No entanto, a investigação demonstrou que, quando se corrige a ferropenia e a anemia em doentes com insuficiência cardíaca, há ganhos no prognóstico; a qualidade de vida melhora significativamente e a taxa de internamentos diminui. Para o doente, “o diagnóstico atempado e a correção da anemia e da ferropénia representam uma mais-valia pelo que é imprescindível fazer o rastreio sistemático destas situações aquando do primeiro diagnóstico de IC”.

“Voltar às raízes” na alimentação saudável

Os portugueses demonstram uma preocupação cada vez maior no que à alimentação saudável diz respeito. Segundo o estudo ShopperTrends, da Nielsen, 74% dos portugueses procuram ter uma alimentação mais saudável. Para atingirem esse objetivo, uma das principais medidas que tomam (em 2º lugar neste ranking) é o consumo de mais frutas, vegetais e leguminosas.

O consumo de Frutas e Legumes em Portugal tem vindo a aumentar ao longo dos anos de uma forma clara. A tendência aponta para uma diminuição dos lares que consomem menos Frutas e Legumes, ao passo que têm aumentado aqueles em que as Frutas e Legumes têm maior peso, assistindo-se assim a uma transferência de consumo dos primeiros para os segundos.

Verificam-se crescimentos significativos em frutas como a banana e em legumes como as cebolas e as cenouras. Também os produtos de 4ª e 5ª Gama (legumes, vegetais e saladas embalados, lavados e prontos a consumir) apresentam um excelente dinamismo, assim como os Frutos Secos.

Segundo Andreia Carvalho, Analytics Consultant CPS da Nielsen, “a percentagem de portugueses que procuram ter uma alimentação mais saudável aumenta de ano para ano, assim como a introdução de Frutas e Legumes nos seus hábitos de consumo. Por essa razão, temos todos os motivos para acreditar que esta continuará a destacar-se como uma forte tendência no mercado nacional”.

Consumo de Frutas e Legumes mais importante para os séniores

Tendo em conta estes pressupostos, a Nielsen, a partir do seu Painel de Lares, segmentou, nesta análise, os lares em 4 grupos, de acordo com o seu gasto em Frutas e Legumes.

Observou-se então que existe um grupo de lares em que as Frutas e Legumes têm um maior peso na cesta de compras. Esse grupo é constituído por um perfil mais sénior, com um agregado menor e sem crianças no lar. Este segmento, de menor dimensão (19%) e mais envelhecido, é aquele que concentra o maior gasto em Frutas e Legumes (36%), mostrando preocupar-se com a saúde e tendo uma cesta composta maioritariamente por produtos frescos.

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