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Anemia, um problema frequente nas crianças

O mais recente estudo nacional (EMPIRE) sobre prevalência da anemia e da deficiência de ferro na população portuguesa confirma que a anemia é um problema de saúde pública na população portuguesa adulta, afetando uma em cada cinco pessoas em algum momento da sua vida. E nas crianças? Constituem estas também um grupo de risco? Lino Rosado, pediatra, confirma que sim. E reforça que “a principal causa de anemia na criança é a anemia por falta de ferro, sendo a anemia o último estádio dessa mesma deficiência”.

Também conhecida como ferrópenia é, de facto, refere o especialista, “frequente na criança e resulta de um crescimento muito rápido, principalmente no primeiro ano de vida e de uma ingestão inadequada de ferro”. Isto apesar de “a incidência de anemia por falta de ferro na criança ter vindo a diminuir significativamente nas últimas décadas, mantendo-se ainda como a causa mais frequente de anemia e de deficiência nutricional”.

Ainda que todas as crianças possam estar em risco, há algumas onde este problema pode ser mais comum, “como por exemplo os bebés nascidos pré-termo e as crianças com baixo peso ao nascer, assim como as crianças que mantêm durante muito tempo uma alimentação exclusivamente láctea”.

Apesar da existência de risco, “a intervenção dietética durante os rápidos períodos de crescimento, assim como a suplementação em crianças de risco, é importante na prevenção da ferrópenia e consequente anemia por falta de ferro”, problemas que, de acordo com o pediatra, têm como sinais mais frequentes “o cansaço, falta de apetite e pele e mucosas pálidas. A carência em ferro pode ainda ter implicações no desenvolvimento da criança e em particular no neurodesenvolvimento”.

Para além da infância, “é importante também lembrar que a adolescência é outro período de grande risco para o aparecimento de carência em ferro, devido também a um rápido crescimento muitas vezes associado a restrições alimentares. Nas raparigas, o período menstrual agrava esta carência e como consequência muitas grávidas têm não só carência em ferro como também anemia por falta de ferro”.

Fidelizar o shopper infiel: Realidade ou Mito?

A disseminação da informação, o fator “experiência” e o alargamento das escolhas disponibilizadas leva a que os consumidores cada vez mais procurem produtos originais, de nicho e que lhes ofereçam valor acrescentado. Este ambiente de expetativa encontra-se a conduzir os consumidores a experimentar novos produtos, serviços e experiências.

Em Portugal, 89% dos consumidores assume gostar de comprar e experimentar novas marcas e produtos. Quase metade dos portugueses afirmam até que é agora mais provável que experimentem novas marcas do que há 5 anos atrás.

Neste contexto, será a lealdade um conceito do passado com os dias contados ou será este ainda mais valioso no sentido de estabelecer e potenciar a relação a longo-prazo com as marcas?

Para Ana Rei, Consumer Insights Leader da Nielsen, “as relações a longo-prazo são cada vez mais difíceis de conquistar. Segundo o estudo ShopperTrends, da Nielsen, os portugueses são dos mais ‘Brand Switching’[1] da Europa. Neste novo paradigma, as marcas necessitam de criar relações fortes e de permanecer no top of mind dos consumidores, que diariamente são aliciados por novas tendências, produtos e marcas. É crítico inovar de forma holística e contínua, não só ao nível do produto, como também da comunicação (através do conteúdo e dos meios) e dos canais de distribuição, procurando surpreender o shopper em todos os momentos de interação. As marcas devem criar experiências positivas que vão ao encontro das novas necessidades do consumidor e potenciem o engagement”.

O que leva o shopper a mudar de marca?

São várias as razões que podem levar o shopper a decidir experimentar ou trocar para uma nova marca. Em Portugal, a relação custo-benefício destaca-se claramente, com metade dos consumidores a afirmar que esta variável influencia sempre a sua decisão por uma nova marca. As promoções e reduções de preço, as recomendações, a qualidade, a conveniência e os benefícios associados são outras das características que promovem a experimentação de novas ofertas.

Qual é o peso da marca nas diferentes categorias?

De acordo com este estudo, a importância da marca difere entre categorias, impactando a lealdade do shopper. No processo de decisão de compra, a escolha da marca adquire maior relevância em categorias como as bebidas alcoólicas, o café, o chá ou os produtos para o cabelo e para a pele, e mostra-se menos importante na compra de produtos frescos, snacks salgados ou produtos de papel, entre outros.

Millennials são 1,3 vezes mais abertos à experimentação

Os Millennials privilegiam a novidade, estando mais abertos a novas tendências e conceitos criativos. Mais de metade dos consumidores desta geração a nível global (52%) revelam ter uma apetência particular por experimentar novas marcas e produtos. Uma deslealdade assumida que é condicionada essencialmente pela procura da qualidade e da conveniência.

“A deslealdade é o novo normal”

De acordo com os resultados do estudo da Nielsen, os consumidores estão cada vez mais conscientes e interagem com um maior número de marcas, o que põe à prova a capacidade de engagement e alcance das mesmas. É por isso crucial que as marcas consigam oferecer novidade e possibilidade de escolhas enquadradas nos interesses dos seus targets para conseguirem sobreviver e manter os seus clientes fidelizados.

“A deslealdade é o novo normal. O efeito da procura do consumidor por mais variedade, pela melhor relação qualidade-preço e por mais benefícios (via qualidade, sustentabilidade e conveniência) lança novos desafios aos marketeers. Há que acompanhar estas novas tendências ditadas pelo mercado para poder voltar a ambicionar uma maior lealdade junto deste shopper, que se tornou desleal por natureza”, conclui Ana Rei.

[1] Procuram ativamente as promoções na loja e compram marcas diferentes em função das mesmas

Mais de metade dos consumidores pagaria mais por produtos amigos do ambiente

Accenture lança hoje, no Dia Mundial do Ambiente, estudo que indica que mais de metade dos consumidores afirma que pagaria mais por produtos sustentáveis, que possam vir a ser reutilizados ou reciclados. O estudo da Accenture baseou-se num questionário realizado a 6.000 consumidores em 11 países da Europa, América do Norte e Ásia.

A pesquisa da Accenture revela que enquanto os consumidores continuam predominantemente focados na qualidade e no preço, 83% dos inquiridos acredita que é importante ou extremamente importante que as empresas criem produtos que possam ser reutilizados ou reciclados. Aproximadamente 72% dos consumidores afirma que compra atualmente mais produtos amigos do ambiente do que há cinco anos atrás, enquanto que 81% diz planear comprar mais nos próximos cinco anos.

Temos cada vez mais consumidores dispostos a pagar mais por produtos amigos do ambiente. Esta mudança reforça a necessidade das empresas aumentarem o seu compromisso com práticas de negócio mais sustentáveis, refere Pedro Galhardas, Managing Diretor na Accenture Strategy em Portugal. As organizações de diferentes indústrias começaram a agir com propósito, abraçando a economia circular como uma maior oportunidade para gerar crescimento e agilidade competitiva.

O estudo da Accenture confirma que a qualidade e o preço são as principais considerações dos consumidores no ato de compra, 89% e 84% dos consumidores respetivamente, enquanto 49% dos inquiridos referiu questões de saúde e segurança, e 37% identificou o impacto ambiental.

De acordo com o estudo, os consumidores indicam ainda que a indústria química – que tem um papel impulsionador para as tecnologias e materiais recicláveis ou reutilizáveis – carece de preocupação sobre o seu impacto ambiental. Um em cada quatro consumidores (26%) afirmou acreditar que a indústria química é a menos preocupada com o seu impacto no ambiente das nove indústrias incluídas no questionário. 72% dos consumidores afirma também confiar pouco ou nada nas comunicações das empresas químicas em relação ao impacto ambiental dos seus produtos e serviços, em comparação com as restantes indústrias analisadas no estudo.

Enquanto alguns resultados deste inquérito são encorajadores, existem também implicações para as empresas químicas, nomeadamente a necessidade de superarem a perceção negativa que têm junto do consumidor e a necessidade de produzirem materiais sustentáveis a um preço competitivo, afirma Rachael Barterls, Senior Managing Director na Accenture que lidera a área de Recursos Naturais e Químicos. A indústria química é um capacitador e pode ser um acelerador fundamental para a economia circular. A realidade é que a indústria tem de estar na liderança destes temas ou arrisca-se a ser ultrapassada.

77% dos consumidores revela ainda no estudo que os plásticos são percecionados como o tipo de embalagem menos amigo do ambiente, enquanto que os produtos de papel são considerados os mais amigos do ambiente por 55% dos inquiridos.

Responder a estes e outros desafios pode ajudar as empresas a crescer. Adicionalmente, um estudo sobre economia circular feito pela Accenture Strategy, realça que as empresas  têm uma oportunidade de catalisar e capturar uma parte significativa de oportunidades criadas pela passagem para a economia circular.

Sobre o estudo:

Para identificar hábitos de compra e consumo dos consumidores referentes a diferentes tipos de embalagem e produtos, bem como perspetivas dos consumidores relacionadas com a reciclagem e reutilização de materiais, a Accenture inquiriu, durante o mês de Abril de 2019, 6.000 consumidores, com idades entre os 18 e os 70 anos, em 11 países da Europa, América do Norte e Ásia.

3 em cada 10 pessoas têm problemas digestivos por diagnosticar e tratar

O número de pessoas que sofrem de patologias ou sintomatologia relacionada com o sistema digestivo está a aumentar, em particular nos países industrializados. Aproximadamente 30% da população sofre de problemas digestivos não especificados e não tratados[1]. Alguns destes transtornos possuem um diagnóstico médico claro, como as doenças inflamatórias intestinais (que são cada vez mais frequentes na população), mas na grande maioria dos casos os sintomas não estão associados a uma doença específica e apesar de não serem graves afetam o bem-estar, diminuem a qualidade de vida e se não corrigidos podem levar a situações que requerem mais cuidados. É por isso importante estar atento a todos os sintomas digestivos para que seja feito um diagnóstico adequado e atempado, assim como o respetivo tratamento. Este é o alerta dado, no âmbito do Dia Mundial da Doença Inflamatória do Intestino, por Vitória Rodrigues, microbiologista clínica do grupo SYNLAB.

Uma alimentação inadequada, o stress, o uso de antibióticos, hábitos pouco saudáveis como o sedentarismo, o consumo de álcool e tabaco e até viagens ao estrangeiro são algumas das causas relacionadas com alterações e sintomas gastrointestinais. A especialista começa por explicar que as queixas gastrointestinais, não relacionadas com uma doença específica, podem estar relacionadas com a alteração da microbiota intestinal essencial à nossa defesa, saúde e bem-estar.

“A microbiota intestinal é um conjunto de microrganismos, principalmente bactérias, que colonizam o intestino numa relação de simbiose. O seu desequilíbrio, a chamada disbiose, é uma situação desfavorável à saúde, pois está relacionada com a inflamação da parede intestinal e alteração da sua permeabilidade, bem como com o desenvolvimento de intolerância a determinados alimentos. Todos estes processos produzem sintomas. Inúmeros estudos têm vindo a relacionar o desequilíbrio da microbiota intestinal com alterações gastrointestinais, e com doenças extraintestinais como a obesidade, diabetes e até com alterações neurológicas.”

Digestões difíceis, dores abdominais, flatulência, prisão de ventre, diarreia e intolerâncias alimentares, são apenas alguns dos sintomas de alteração na microbiota intestinal apontados pela especialista. “Muitas vezes, estes sintomas são desvalorizados e a sua causa não chega a ser diagnosticada e tratada.

Para identificar a causa destas queixas gastrointestinais, acaba de ser lançado em Portugal um teste que permite conhecer a microbiota intestinal de cada individuo e identificar possíveis desequilíbrios. “O Estudo Funcional da Microbiota Intestinal é um teste de prescrição médica, que se realiza através de uma simples amostra de fezes, e que permite verificar o estado da microbiota intestinal através da análise de grupos de microrganismos. Os resultados irão permitir um diagnóstico preciso e uma abordagem terapêutica mais adequada e personalizada.”

“Nunca é demais lembrar, a todos os que sofrem de distúrbios gastrointestinais, a importância da consulta de um especialista e que a avaliação da microbiota intestinal pode ser um instrumento importante no diagnóstico e tratamento. O teste pode ser executado a partir dos 5 anos.” termina a especialista.

Cerca de 50% dos doentes com insuficiência cardíaca grave têm anemia

A ferropenia com ou sem anemia também é uma comorbilidade frequente nos doentes com insuficiência cardíaca crónica. Cerca de 50% dos doentes com IC grave têm anemia e muitos têm ferropenia mesmo na ausência de anemia. Este é um alerta do Anemia Working Group Portugal (AWGP) no âmbito do mês de maio, mês do coração. É importante que a população em geral, profissionais de saúde bem como decisores políticos, estejam sensibilizados para esta questão.

 

A anemia quando presente – a prevalência em maior nos casos mais graves de IC- agrava o prognóstico da insuficiência cardíaca, mas mais importante que a anemia é a ferropénia, quer se acompanhe de anemia quer não. Cândida Fonseca, cardiologista e membro do AWGP, refere “esquecemo-nos muitas vezes de corrigir a anemia e a mais forte razão a ferropenia, nestes doentes”. No entanto, a investigação demonstrou que, quando se corrige a ferropenia e a anemia em doentes com insuficiência cardíaca, há ganhos no prognóstico; a qualidade de vida melhora significativamente e a taxa de internamentos diminui. Para o doente, “o diagnóstico atempado e a correção da anemia e da ferropénia representam uma mais-valia pelo que é imprescindível fazer o rastreio sistemático destas situações aquando do primeiro diagnóstico de IC”.

“Voltar às raízes” na alimentação saudável

Os portugueses demonstram uma preocupação cada vez maior no que à alimentação saudável diz respeito. Segundo o estudo ShopperTrends, da Nielsen, 74% dos portugueses procuram ter uma alimentação mais saudável. Para atingirem esse objetivo, uma das principais medidas que tomam (em 2º lugar neste ranking) é o consumo de mais frutas, vegetais e leguminosas.

O consumo de Frutas e Legumes em Portugal tem vindo a aumentar ao longo dos anos de uma forma clara. A tendência aponta para uma diminuição dos lares que consomem menos Frutas e Legumes, ao passo que têm aumentado aqueles em que as Frutas e Legumes têm maior peso, assistindo-se assim a uma transferência de consumo dos primeiros para os segundos.

Verificam-se crescimentos significativos em frutas como a banana e em legumes como as cebolas e as cenouras. Também os produtos de 4ª e 5ª Gama (legumes, vegetais e saladas embalados, lavados e prontos a consumir) apresentam um excelente dinamismo, assim como os Frutos Secos.

Segundo Andreia Carvalho, Analytics Consultant CPS da Nielsen, “a percentagem de portugueses que procuram ter uma alimentação mais saudável aumenta de ano para ano, assim como a introdução de Frutas e Legumes nos seus hábitos de consumo. Por essa razão, temos todos os motivos para acreditar que esta continuará a destacar-se como uma forte tendência no mercado nacional”.

Consumo de Frutas e Legumes mais importante para os séniores

Tendo em conta estes pressupostos, a Nielsen, a partir do seu Painel de Lares, segmentou, nesta análise, os lares em 4 grupos, de acordo com o seu gasto em Frutas e Legumes.

Observou-se então que existe um grupo de lares em que as Frutas e Legumes têm um maior peso na cesta de compras. Esse grupo é constituído por um perfil mais sénior, com um agregado menor e sem crianças no lar. Este segmento, de menor dimensão (19%) e mais envelhecido, é aquele que concentra o maior gasto em Frutas e Legumes (36%), mostrando preocupar-se com a saúde e tendo uma cesta composta maioritariamente por produtos frescos.

Perdem-se mais de 47 dias de trabalho em Portugal durante o primeiro ano após um episódio cardiovascular

A Amgen anunciou ontem os resultados de um estudo Europeu acerca do impacto negativo da síndrome coronária aguda (enfarte agudo do miocárdio e angina instável) e do acidente vascular cerebral na produtividade dos doentes e dos cuidadores e custos associados. O estudo, publicado no European Journal of Preventive Cardiology, uma revista da Sociedade Europeia de Cardiologia, conclui que os sobreviventes de um episódio de síndrome coronária aguda (SCA) ou enfarte agudo do miocárdio que regressaram ao trabalho, perderam cerca de 25% do seu tempo de trabalho durante o primeiro ano, e que os cuidadores informais perderam cerca de 5% do seu tempo de trabalho anual no apoio aos doentes nas tarefas que estes não conseguiam fazer de forma independente.[i]

De acordo com o estudo, os doentes com SCA em Portugal perderam em média 37 dias de trabalho, e os cuidadores perderam 10 dias de trabalho adicionais. Os doentes com enfarte agudo do miocárdio e os cuidadores perderam em média 65 e 12 dias de trabalho, respetivamente. Mais de 73% do tempo de trabalho perdido pelo doentes decorreu da hospitalização e baixa médica após um episódio cardiovascular. A produtividade dos doentes também foi afetada após o regresso ao trabalho: os doentes com SCA e enfarte agudo do miocárdio perderam em média 2 e 7 dias de trabalho, respetivamente, devido ao presenteísmo – condição que decorre quando uma pessoa está presente no trabalho mas não consegue executar na plenitude as suas funções devido ao seu estado de saúde. Os custos indiretos consistiram em 6.641€ para SCA e em 10.725 € para o enfarte agudo do miocárdio, os quais são comparáveis aos custos médicos diretos, efetivamente duplicando o peso económico destes episódios cardiovasculares para a sociedade portuguesa.

As perdas de produtividade associadas aos eventos cardiovasculares são substanciais e vão para além do doente. Este estudo demostra que o custo financeiro total de um ataque cardíaco ou de um acidente vascular cerebral pode ser o dobro dos custos médicos diretos, quando os custos indiretos decorrentes do tempo de trabalho perdido pelos doentes e cuidadores informais é tido em conta. Os esforços contínuos na abordagem aos fatores de risco cardiovascular modificáveis, incluindo a otimização do uso de terapêuticas antidislipidémicas, facultarão um efeito benéfico na saúde e longevidade da população e simultaneamente uma diminuição da carga económica associada.” Professora Dra. Catarina Fonseca, Hospital de Santa Maria, Lisboa.

O estudo utilizou o questionário iPCQ (Productivity Cost Questionnaire) desenhado e validado pelo Institute of Medical Technology Assessment e foi aplicado em 394 doentes (196 com SCA e 198 com enfarte agudo do miocárdio), de 7 países Europeus, que conseguiram regressar ao trabalho nos 3 a 12 meses segintes ao episódio. Em Portugal, foram recrutados 39 doentes com SCA e 31 doentes com enfarte agudo do miocárdio. Nos países Europeus do estudo, 60% dos dias de trabalho perdidos devido aos episódios cardiovasculares decorrerram do internamento hospitalar e da baixa médica após o episódio.[ii] O estudo demonstrou que, para os doentes em Portugal os dias de trabalho perdidos devido ao tempo em internamento e baixa médica são superiores à média dos países europeus, mas que a produtividade perdida após o regresso ao trabalho devido às ausências de curto-prazo e ao presenteísmo é inferior à média Europeia.

Os déficits de produtividade nesta população acarretam consequências psicossociais negativas para os doentes e para as suas famílias. Alguns dos doentes questionados ​​tiveram que mudar de emprego ou carreira, reduzir as suas horas de trabalho ou necessitar de mais ajuda de amigos e familiares. O estudo focou-se apenas nos doentes que puderam continuar a trabalhar, mas muitos doentes com episódios cardiovasculares graves não puderam regressar ao mercado laboral. 

Pode aceder ao estudo publicado online no seguinte link: https://journals.sagepub.com/doi/full/10.1177/2047487319834770

Acerca do estudo 

O estudo transversal foi realizado na Bélgica, França, Polônia, Portugal, Espanha, Suíça e Reino Unido. Os doentes foram recrutados durante uma consulta de rotina de cardiologia ou neurologia num hospital participante no estudo entre setembro de 2016 e novembro de 2017. A média de idade no estudo foi de 53 anos, dos quais os doentes portugueses tinham em média 51 anos de idade. Para ser elegível para o estudo, os doentes tiveram que ter estado hospitalizados por SCA ou AVC nos 3 a 12 meses anteriores à visita de recrutamento, estar em emprego remunerado e receber terapêutica antidislipidémica durante a hospitalização devida aos episódios cardiovasculares. Os doentes foram avaliados utilizando o questionário iPCQ desenvolvido pelo Institute of Medical Technology Assessment da Universidade Erasmus, em Roterdão. Os dias de trabalho perdidos pelos cuidadores foram avaliados perguntando aos doentes o número de dias que necessitavam de auxílio de um cuidador e por quanto tempo esse era necessário. As horas de trabalho perdidas foram valorizados de acordo com os custos do trabalho em Portugal para 2018.

O estudo foi financiado pela Amgen (Europe) GmbH.

[i] Kotseva K. et al., Patient and Caregiver Productivity loss and indirect costs associated with cardiovascular events in Europe. European Journal of Preventive Cardiology. 2019. doi: 10.1177/2047487319834770.

[ii] Kotseva K. et al., Patient and Caregiver Productivity loss and indirect costs associated with cardiovascular events in Europe. Poster presentation at European Society of Cardiology (ESC) congress, Munich, Germany; August 25-29, 2018.

 

Um em cada cinco portugueses adultos tem anemia

Para António Robalo Nunes, presidente do Anemia Working Group Portugal, “estamos perante um problema de saúde pública”. É ainda de referir que mais de 50% de todos os casos de anemia são causados por défice de ferro.

O ferro é um nutriente essencial para o organismo, para a saúde física e mental e para manter os níveis de energia adequados à actividade. A deficiência de ferro pode provocar vários sintomas, como por exemplo fadiga, tonturas, falta de ar, maior suscetibilidade para infeções, aftas, dores de cabeça, queda de cabelo, intolerância ao frio, etc. A anemia causada por deficiência de ferro tem um impacto significativo na saúde, aumentando o risco de morbilidade e mortalidade por agravamento de outras doenças subjacentes. Os doentes com anemia apresentam sintomas de fadiga e têm uma qualidade de vida reduzida quando comparados com doentes não-anémicos, tendo um impacto negativo na sua produtividade.

Para Robalo Nunes «é essencial sensibilizar a população para este tema, pois normalmente subvalorizam um dos sintomas mais comuns – a fadiga – associando-o a outras situações. No entanto, a deficiência de ferro ou a anemia, quando não é tratada poderão ter implicações sérias na qualidade de vida do doente».

Perante o diagnóstico o tratamento depende do que é mais adequado a cada situação e a cada doente.

3,5 mil milhões de euros na “selva promocional” dos bens de grande consumo

Num contexto em que se registam vendas em promoção no valor de 3,5 mil milhões de euros – valor global de 2018 – os dados da Nielsen serviram de ponto de partida para explicar a evolução detalhada das promoções no mercado português, avaliar a sua eficácia e expor as mecânicas promocionais de sucesso de outros países.

O panorama no mercado nacional revela a importância central do fenómeno promocional, que se torna notória quando comparamos a realidade portuguesa com a europeia: Portugal é o 4º país europeu em que a promoção adquire maior peso e quase metade das vendas (46%) no mercado nacional em 2018 foram realizadas em promoção.

Quase metade dos consumidores portugueses (versus apenas um terço dos europeus) assume que, mesmo que não mudem de loja em função das promoções, procuram-nas ativamente quando fazem as suas compras. Para além isso, um terço dos shoppers escolhem as suas marcas de acordo com as promoções em vigor.

Sabemos que 20% dos lares em Portugal concentram 50% das vendas em promoção: são os promo seekers. Este cluster identifica-se por famílias com 4 ou mais membros, de nível sócio-económico médio-alto, com uma frequência de compra de 4 vezes por semana e um gasto de 24€, optando especialmente pelas Marcas de Fabricante, que geralmente estão em promoção.

Para João Otávio, Client Development Senior da Nielsen, “não há dúvida de que as promoções ocupam um papel decisivo no consumo em Portugal. No entanto, mais de metade das vendas em promoção correspondem a vendas não incrementais, ou seja, vendas que seriam feitas de qualquer forma (com ou sem promoção). Este investimento de 3,5 mil milhões de euros em promoção deve ser direcionado de forma estratégica para um mundo de oportunidades. O papel da Nielsen, através da implementação de estudos mais sofisticados, é o de compreender de que forma as marcas podem aumentar a sua eficiência promocional e quais os tipos de promoção e produto em que devem, de facto, investir para gerar incrementos nas suas vendas, tanto para os fabricantes como para os retalhistas”.

Entre 2017 e 2018, mais de metade das vendas das categorias dos Bens de Grande Consumo (54%) diminuíram a sua eficiência promocional. Com efeito, a Nielsen prevê que, mantendo-se a estratégia atual, a eficiência não vai aumentar em Portugal, sendo necessário encontrar e adaptar novas estratégias.

Apesar da importância atribuída pelo consumidor à existência de promoções, tornam-se cada vez mais preponderantes outros fatores que influenciam a decisão de compra. O consumidor atual, mais exigente, procura também a qualidade dos produtos frescos, a conveniência, o sortido, a inovação, entre outros atributos. Em Portugal, 70% dos shoppers procuram alimentação saudável, 2/3 mostram-se dispostos a pagar mais por maior qualidade e metade admitem pagar mais para poupar tempo.

Com efeito, em categorias básicas, que já estão em todos os lares de Portugal, a estratégia deve ser a de procurar oferecer outros atributos que valorizem o produto e satisfaçam as necessidades que o consumidor procura e pelas quais está disposto a pagar mais.

“No entanto, num país como Portugal, não é necessariamente obrigatório reduzir a pressão promocional. É necessário explorar outras oportunidades de trabalhar as promoções, aumentando a eficiência para valores muito mais altos. O investimento exclusivamente em promoção pode levar-nos a deixar escapar alguns atributos importantes para o consumidor, que está, efetivamente, disposto a pagar mais por elas”, explica João Otávio.

A área de Sales Effectiveness, da Nielsen, estuda todos os atributos capazes de alavancar vendas, como o Preço e as Promoções, ajudando os clientes a investir onde e quando lhes é mais favorável. “É essencial saber exatamente qual será a variação em volumes para cada 1% de aumento de preço. Sabemos que os líderes de mercado aplicam uma pressão promocional acima da média em 80% das suas categorias, sendo os principais responsáveis por dinamizar os preços oferecidos ao consumidor. É urgente perceber qual é a oportunidade que cada marca possui para contribuir para a recuperação do valor das suas categorias”, conclui João Otávio.

Sobre a Nielsen

A Nielsen Holdings plc (NYSE: NLSN) é uma empresa global de gestão de medição e análise de dados, que proporciona a mais completa e confiável visão sobre os mercados e os consumidores em todo o mundo. A Nielsen reúne os seus próprios dados com dados de outras fontes, de forma a ajudar os seus clientes em todo o mundo a compreender o que está a acontecer no presente e o que irá acontecer no futuro e qual a melhor forma de utilizar esse conhecimento. Há mais de 90 anos, a Nielsen oferece dados e análises inovadoras e com grande rigor científico, e continua a desenvolver continuadamente novas formas para dar resposta às mais importantes questões que as indústrias de media, publicidade, retalho e Bens de Grande Gonsumo enfrentam atualmente. A Nielsen, empresa cotada na Standard & Poors 500, está presente em mais de 100 países, representando mais de 90 por cento da população mundial. Para mais informações, visite www.nielsen.com.

Plataforma avalia o impacto da felicidade na Esclerose Múltipla

Para Portugal é um privilégio poder contar com a comunidade da EM portuguesa, num estudo-piloto de dimensão internacional.

Cerca de 60% das pessoas com Esclerose Múltipla reportam níveis altos de stress, fadiga, ansiedade ou depressão: os utilizadores terão acesso a mais de 300 meditações guiadas, 60 programas sobre vários tópicos, e mais de 3 000 jogos e atividades baseadas na ciência para ajudar os portadores de EM e os mais de 8 000 portugueses que vivem e convivem com esta doença.

As pessoas poderão inscrever-se no estudo-piloto através das redes sociais (Facebook e Instagram). Os utilizadores selecionados serão progressivamente avaliados, com base em dados recolhidos pela aplicação. A parceria com a Happify vai criar uma verdadeira experiência do mundo real: avaliar o impacto da felicidade na qualidade de vidas das pessoas com Esclerose Múltipla.

Demonstrar que a felicidade ou os pensamentos positivos são importantes também para uma melhor gestão da doença e para melhores resultados de qualidade de vida, é um dos principais objetivos deste teste, que vai ter uma duração de quatro meses, e do qual se esperam resultados significativos em maio de 2019.

Como um dos principais agentes na investigação sobre a esclerose múltipla, a Sanofi tem testado formas inovadoras de medir o impacto da redução de stress e depressão e aumentar o bem-estar emocional de pessoas com a doença.

A aplicação é gratuita e vai estar disponível na Play Store e na APP Store, em Português, Inglês, Espanhol, Francês e Alemão.

A divulgação deste Estudo-Piloto que se inicia no dia da Felicidade, conta com o apoio das várias associações de doentes portuguesas: ANEM; TEM; SPEM, que irão divulgar esta iniciativa através dos seus meios de comunicação. 

Sobre a Esclerose Múltipla

A EM é uma doença crónica, inflamatória e degenerativa, que afeta o Sistema Nervoso Central (SNC). É uma doença que surge frequentemente entre os 20 e os 40 anos de idade, ou seja, entre os jovens adultos. Afeta com maior incidência as mulheres do que os homens. Esta patologia é diagnosticada a partir de uma combinação de sintomas e da evolução que a doença apresenta na pessoa afetada, com recurso a exames clínicos/exames complementares de diagnóstico (Ressonância Magnética Nuclear, Estudo de Potenciais Evocados e Punção Lombar). A EM pode produzir sintomas idênticos aos de outras patologias do SNC, pelo que o diagnóstico poderá demorar anos a acontecer.

Estima-se que em todo o mundo existam cerca de 2.500.000 pessoas com EM (dados da Organização Mundial da Saúde) e em Portugal mais de 8.000 (Gisela Kobelt, 2009).

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