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Plataforma avalia o impacto da felicidade na Esclerose Múltipla

Para Portugal é um privilégio poder contar com a comunidade da EM portuguesa, num estudo-piloto de dimensão internacional.

Cerca de 60% das pessoas com Esclerose Múltipla reportam níveis altos de stress, fadiga, ansiedade ou depressão: os utilizadores terão acesso a mais de 300 meditações guiadas, 60 programas sobre vários tópicos, e mais de 3 000 jogos e atividades baseadas na ciência para ajudar os portadores de EM e os mais de 8 000 portugueses que vivem e convivem com esta doença.

As pessoas poderão inscrever-se no estudo-piloto através das redes sociais (Facebook e Instagram). Os utilizadores selecionados serão progressivamente avaliados, com base em dados recolhidos pela aplicação. A parceria com a Happify vai criar uma verdadeira experiência do mundo real: avaliar o impacto da felicidade na qualidade de vidas das pessoas com Esclerose Múltipla.

Demonstrar que a felicidade ou os pensamentos positivos são importantes também para uma melhor gestão da doença e para melhores resultados de qualidade de vida, é um dos principais objetivos deste teste, que vai ter uma duração de quatro meses, e do qual se esperam resultados significativos em maio de 2019.

Como um dos principais agentes na investigação sobre a esclerose múltipla, a Sanofi tem testado formas inovadoras de medir o impacto da redução de stress e depressão e aumentar o bem-estar emocional de pessoas com a doença.

A aplicação é gratuita e vai estar disponível na Play Store e na APP Store, em Português, Inglês, Espanhol, Francês e Alemão.

A divulgação deste Estudo-Piloto que se inicia no dia da Felicidade, conta com o apoio das várias associações de doentes portuguesas: ANEM; TEM; SPEM, que irão divulgar esta iniciativa através dos seus meios de comunicação. 

Sobre a Esclerose Múltipla

A EM é uma doença crónica, inflamatória e degenerativa, que afeta o Sistema Nervoso Central (SNC). É uma doença que surge frequentemente entre os 20 e os 40 anos de idade, ou seja, entre os jovens adultos. Afeta com maior incidência as mulheres do que os homens. Esta patologia é diagnosticada a partir de uma combinação de sintomas e da evolução que a doença apresenta na pessoa afetada, com recurso a exames clínicos/exames complementares de diagnóstico (Ressonância Magnética Nuclear, Estudo de Potenciais Evocados e Punção Lombar). A EM pode produzir sintomas idênticos aos de outras patologias do SNC, pelo que o diagnóstico poderá demorar anos a acontecer.

Estima-se que em todo o mundo existam cerca de 2.500.000 pessoas com EM (dados da Organização Mundial da Saúde) e em Portugal mais de 8.000 (Gisela Kobelt, 2009).

Turismo gera 13,7 mil milhões de euros em Lisboa

Reflexo destes números, Lisboa registou um aumento médio anual de 11,1% na riqueza criada pela cadeia de valor do Turismo desde 2005 e de 14,3% no nível de emprego em comparação com 2015.

Por setores de atividade, a produção total do Turismo em Lisboa distribuiu-se da seguinte forma: 42,1% no alojamento e restauração, 17,8% nas atividades culturais e desportivas, 16,9% no comércio, 14,2% nos transportes, 4,1% de euros na construção e 4,9% em outras atividades de serviços.

O estudo indica que também foi notório o aumento da oferta nas diferentes atividades que integram o setor do Turismo na Região de Lisboa. Em 2017, e comparando com 2015, o comércio registou mais 448 milhões de euros, a hotelaria e alojamento local mais 353 milhões de euros, a animação mais 264 milhões de euros, os transportes mais 243 milhões de euros, a restauração mais 236 milhões de euros e os congressos e reuniões mais 60 milhões de euros.

A dinâmica crescente das diferentes atividades e agentes da cadeia de valor do setor, sinalizada neste estudo, assenta numa estratégia concertada entre entidades públicas e privadas com o objetivo de reforçar a atratividade de Lisboa enquanto destino turístico de excelência, o que se reflete no aumento do número de hóspedes nos estabelecimentos hoteleiros, parques de campismo e alojamento local. Entre 2015 e 2017, foi registado um crescimento anual de 15,5% de hóspedes na Região, passando de 7,3 milhões de hóspedes para 9,7 milhões.

Neste período, a capacidade hoteleira acompanhou esta evolução através do aumento do número de quartos e, paralelamente, Lisboa assistiu a um grande aumento do alojamento local. Apesar deste grande aumento da oferta de alojamento, nas suas várias componentes, verificou-se uma notória melhoria da performance operacional em 2017, com a taxa de ocupação a passar para 77,5% (71,7% em 2015) e o preço por quarto disponível (RevPar) a atingir os 77,7€, quando em 2015 ficava nos 59,6€.

A maioria dos turistas estrangeiros que visitaram Lisboa são provenientes do Brasil, França, Espanha, EUA, Alemanha, Reino Unido e Itália. Em média, gastaram 161,1€ por dia e ficaram 2,3 noites na Região. O estudo indica ainda que 94% chegou de avião e que 92% visitou Lisboa em lazer, sendo que 76% o fez num registo de City & Short Break. Cerca de 10,5% já visitou Lisboa mais do que uma vez.

Analisando a evolução da população residente, verifica-se que, entre 2015 e 2017, aumentou 0,7% na região e 0,3% na cidade. Recorde-se que, de acordo com o estudo Intercampus, realizado no ano passado para a ATL, 89% dos residentes em Lisboa considera que o turismo é positivo, melhora a imagem da cidade e do país no estrangeiro, desenvolve a economia e tem impacto positivo na maior parte das áreas económicas, assim como na preservação e reabilitação do património.

A melhoria global dos principais indicadores reflete o efeito multiplicador do Turismo e confirma que o setor é vital para a economia de Lisboa e do país. Para garantir a sua sustentabilidade a médio e longo prazo, o o setor deve manter o dinamismo e a capacidade de inovação demonstrados nos últimos anos.

Para fazer face aos novos desafios do setor, são apontados como caminhos a explorar o alargamento dos pontos de interesse turístico, o investimento nos serviços de transporte e infraestruturas, a dinamização do produto Meetings Industry e a aposta em plataformas de viagens e outras ferramentas digitais.

Quase metade dos portugueses melhoraram a sua financeira nos últimos cinco anos

O estudo Nielsen “Changing Consumer Prosperity”, que analisa o comportamento dos consumidores relativamente à sua situação financeira e a sua disponibilidade para o consumo, concluiu que relativamente aos consumidores portugueses, 45% consideram que a sua situação financeira melhorou nos últimos anos, registando um aumento de 12 pontos percentuais versus 2016. Quando comparado com os parceiros europeus, os consumidores portugueses sentem mais a melhoria da sua situação, visto que a média europeia se situa nos 37%, com um aumento de 3 pontos percentuais versus 2016.

“Em 2013, o panorama era realmente negativo em Portugal, tendo os consumidores registado índices mínimos no que refere ao Índice de Confiança elaborado pela Nielsen. Nesta altura, os portugueses foram classificados como um dos povos mais pessimistas do mundo. Tendo em conta este cenário, o facto de se terem registado melhorias constantes na situação económica do país levou claramente a um maior sentimento de alívio e sensação de melhoria relativamente a outros países”, explica Ana Paula Barbosa, Retailer Vertical Director da Nielsen.

 

 

Doentes portugueses participam em estudo internacional sobre doença oftalmológica rara

São, ao todo, três os doentes portugueses incluídos neste estudo, a quem a doença foi diagnosticada há até cinco anos. “É um estudo em que são avaliados os efeitos da administração deste medicamento durante um período de dois anos”, explica Sérgio Silva Estrela, oftalmologista do Centro Hospitalar de São João, um dos médicos envolvidos no trabalho.

A doença de LHON é uma doença genética mitocondrial. Apesar de ser a doença mitocondrial mais frequente e de ser a primeira com tratamento aprovado pela Agência Europeia do Medicamento, o atraso no diagnóstico é ainda uma realidade, para a qual alertou recentemente um grupo de especialistas mundiais, num documento onde se definiram as guidelines e critérios para a gestão clínica e terapêutica da LHON.

A LHON é atualmente entendida como a doença mitocondrial (que afeta a mitocôndria, o centro fornecedor da energia das células) mais frequente (uma em 27.000-45.000 pessoas), resultante de uma mutação genética, de transmissão materna, que afeta sobretudo jovens adultos do sexo masculino entre os 18 e os 35 anos. Os doentes são normalmente assintomáticos, isto até à perda rápida e progressiva da visão central, com distorção e visão turva num dos olhos, a que se costumam seguir iguais sintomas, semanas ou meses depois, no outro olho.

Genética, desporto e alimentação: já é possível adaptar o seu estilo de vida aos seus genes

“A grande maioria das pessoas tem uma ideia generalizada do que significa ter uma alimentação saudável: redução de hidratos de carbono, ingestão de carnes brancas, leguminosas e frutas, e prática de exercício físico regular. Mas, nesta equação, falta um fator indissociável, que é o nosso perfil genético. Os genes podem ser comparados a uma impressão digital: são únicos em cada pessoa e, por isso, definem as nossas características individuais. Características essas que podem ser a explicação para o facto de, por exemplo, fazermos diariamente um certo tipo de desporto e alimentação que consideramos que são os mais recomendados na perda de peso, e depois não vemos resultados. A boa notícia é que a responsabilidade pode ser, em parte, da genética. A notícia ainda melhor é que isso não é motivo para desistir: conhecendo o seu perfil genético, obtém os resultados pretendidos com mais facilidade. A nutrigenética é a base da nutrição personalizada: permite conhecer as necessidades do organismo e elaborar um plano alimentar personalizado para suprir essas mesmas necessidades,” explica Carla Guilhas, Especialista em Medicina Preventiva Personalizada da SYNLAB.

Mas não é apenas na alimentação e no desporto que a genética tem influência. Através de estudos de nutrigenética de prevenção, é possível descobrir qual a eficácia do metabolismo da gordura, do açúcar, da cafeína, do álcool e da lactose (fatores importantes na perda de peso), identificar o risco de lesões, e obter informação sobre a predisposição para determinado tipo de patologias (como a obesidade), tendências (consumo de açúcares e envelhecimento) ou dependências (álcool e nicotina).

“Toda esta informação genética é possível de obter através de uma amostra de saliva. Existem laboratórios de análises clínicas que incluem a oferta de um relatório com as recomendações para a elaboração de um plano de saúde completo e personalizado, com base na genética da pessoa. Mas é importante fazer uma distinção entre os vários tipos de testes disponíveis no mercado: um bom teste é aquele que faz uma análise genética tendo como base os vários genes para os quais existem estudos comprovados sobre a sua influência na saúde e bem-estar,” conclui a Especialista.

Apesar de serem complementares e permitirem melhorar a saúde através da alimentação, uma análise nutrigenética é diferente de um estudo de intolerância alimentar. Os estudos de intolerância alimentar (ou hipersensibilidade alimentar) avaliam a resposta do sistema imunitário face a determinados alimentos. Quando existe elevada reatividade a um determinado alimento, é recomendável limitar o seu consumo ou eliminá-lo temporariamente da alimentação. A análise nutrigenética determina que alimentos, ou nutrientes se deve incluir ou evitar no plano alimentar, em função do perfil genético de cada um. Ao contrário dos estudos de intolerância alimentar, não analisa as reações à hipersensibilidade alimentar.

 

Estudo confirma: não há provas que associem os adoçantes não calóricos a efeitos na microbiota intestinal

© S1 All the world

“São necessárias mais investigações sobre os efeitos dos adoçantes na composição da microbiota intestinal dos seres humanos para, assim, confirmar qualquer efeito que possa ter sido encontrado em estudos experimentais em animais”, afirma Ángel Gil, Presidente da Fundação Ibero-Americana de Nutrição (FINUT) e Professor de Bioquímica e Biologia Molecular na Universidade de Granada.

Por isso, acrescenta o especialista, “todos os adoçantes aprovados na União Europeia são seguros e o seu impacto na microbiota é insignificante, desde que a ingestão diária seja inferior à dose diária admissível. Para além disso, os adoçantes de baixas calorias parecem ter efeitos benéficos por se comportarem como autênticos prébióticos”.

O consumo de açúcares, especialmente sacarose, xaropes de frutose-glucose, tem vindo a aumentar em todo o mundo, o que tem causado preocupação quanto aos possíveis efeitos adversos para a saúde e ao desenvolvimento de doenças crónicas, como síndrome metabólica, doenças cardiovasculares ou diabetes tipo 2. Tanto é assim, que instituições como a Organização Mundial da Saúde (OMS) recomendaram a redução do consumo de açúcares livres.

Desta forma, os adoçantes podem substituir os açúcares porque imitam o seu sabor doce, mas têm pouco ou nenhum impacto na ingestão diária de energia e são frequentemente mais doces do que a sacarose.

Análise crítica das evidências

O principal objetivo desta revisão foi sintetizar e analisar, de uma forma crítica, as evidências que sobre os efeitos dos adoçantes não nutritivos, os sintéticos (acessulfame K, aspartame, ciclamato, sacarose, neotame, advantame e sucralose), os naturais (taumina, glicosídeos de esteviol, monelin, neohesperidina e glicirrizina) e nutrientes de baixas calorias, tais como polióis ou álcoois de açúcar, na composição da microbiota no intestino humano.

Uma análise que permitiu observar que, “entre os adoçantes não nutritivos e não calóricos, apenas a sacarina e a sucralose provocam mudanças significativas na microbiota, embora o seu impacto na saúde humana seja desconhecido, sendo necessário a realização de mais estudos para confirmar essas mudanças”, explica o Ángel Gil. “O mesmo acontece com os glicosídeos de esteviol, mas em grandes doses, que sejam superiores à Dose Diária Admissível (DDA).”

“Neste sentido, os adoçantes à base de derivados de aminoácidos não exercem mudanças na microbiota intestinal devido à sua baixa concentração e porque esses aminoácidos são absorvidos pelo duodeno e pelo íleo”, continua o Presidente da FINUT. “No que diz respeito aos adoçantes do tipo poliol (como isomaltose, maltitol, lactitol ou xilitol), que não são absorvidos ou o são muito reduzidamente, comportam-se como verdadeiros prebióticos, podendo alcançar o intestino, o que aumenta o número de bifidobactérias em animais e em seres humanos.”

Para além deste estudo, foi também publicada recentemente outra revisão a este respeito na revista Food and Chemical Toxicology, na qual foram apenas incluídos ensaios in vivo. Da mesma forma, “esta publicação científica também concluiu que não há evidência de efeitos adversos dos adoçantes sem ou de baixas calorias na microbiota intestinal”, indica o especialista.

Controlo rigoroso da segurança

Como todos os outros aditivos alimentares, os adoçantes não calóricos estão sujeitos a um controlo rigoroso de segurança realizado pela Autoridade Europeia para a Segurança dos Alimentos (EFSA), a agência norte-americana Food and Drug Administration (FDA), bem como outras instituições internacionais, como o Comité Misto FAO/OMS de Peritos no domínio dos Aditivos Alimentares (JECFA) e a Agência Internacional para a Investigação do Cancro (IARC).

Assim, “a utilização de adoçantes, que passa por controlos rigorosos por parte destes organismos, é segura dentro dos níveis da Dose Diária Admissível”, conclui Ángel Gil.

 

Ruiz-Ojeda FJ, Plaza-Díaz J, Sáez-Lara MJ, Gil A; Effects of Sweeteners on the Gut Microbiota: A Review of Experimental Studies and Clinical Trials, Advances in Nutrition, 2019;10(Suppl 1):S31-S48. doi: https://doi.org/10.1093/advances/nmy037

Estudo de fósseis revela a extinção de uma árvore da família do chá que se encontrava presente há 1,3 milhões de anos na ilha da Madeira

Esta publicação resulta dos trabalhos de investigação de Carlos A. Góis-Marques, realizados no laboratório do Grupo de Botânica da Madeira da Faculdade de Ciências da Vida da Universidade da Madeira. Carlos Góis-Marques é aluno de doutoramento em Geologia da Faculdade de Ciências da Universidade de Lisboa e do Instituto Dom Luiz, realizando a sua tese sob orientação dos professores José Madeira, Miguel Menezes de Sequeira e José M. Fernández-Palácios. O doutoramento é financiado pela ARDITI – Agência Regional para o Desenvolvimento da Investigação, Tecnologia e Inovação.

Compreender o aparecimento da leucemia

A leucemia linfoblástica aguda das células T é um tipo de cancro do sangue raro que afeta maioritariamente crianças. Este cancro de sangue aparece a partir das células precursoras que produzem os linfócitos T (um tipo de glóbulos brancos).

Um novo estudo do Instituto Gulbenkian de Ciência (IGC), desenvolvido em ratinhos, mostra que a leucemia pode emergir como consequência de prolongar a permanência das células precursoras no timo. Este trabalho foi agora publicado na revista científica The Journal of Immunology*.

Os linfócitos T são essenciais para combater infeções e prevenir o cancro. Estas células desenvolvem-se no timo, um órgão situado sobre o coração. Durante o processo de desenvolvimento, há células precursoras que vêm da medula óssea e entram no timo para se desenvolver e aprender a proteger o nosso organismo.

Neste processo, o timo tem uma “linha de montagem” onde muitas destas células iniciam a sua formação mas são descartadas se não funcionarem bem. O trabalho liderado por Vera Martins no IGC mostra que se houver um problema com as células precursoras que vêm da medula óssea, o timo consegue manter sozinho a sua “linha de montagem” durante algum tempo. No entanto, esta função está associada a um risco elevado de desenvolvimento de leucemia linfoblástica aguda das células T.

A equipa do IGC testou diversos fatores genéticos em ratinhos que se sabem estar envolvidos na formação dos linfótitos T. Os resultados obtidos mostraram que em todas as condições testadas havia uma incidência de cerca de 80% deste tipo de leucemia. “O nosso estudo mostra a importância de investigarmos detalhadamente os mecanismos celulares, genéticos e fisiológicos associados com o processo de diferenciação normal das células e abre portas à compreensão de como é que a leucemia pode aparecer em células que deviam estar a aprender a defender o organismo,” salienta Vera Martins.

Este trabalho foi financiado pelo Instituto Gulbenkian de Ciência e pela Fundação para a Ciência e a Tecnologia.

 

Legenda: Imagem microscópica de uma secção do timo. No centro do timo estão as células T maduras (com cor vermelha e verde), enquanto que na periferia se encontram as células precursoras (com cor amarela). Créditos: Mariana Ávila, IGC.

 

*Ballesteros-Arias, L., Silva, J. G., Paiva, R. A., Carbonetto, B., Faísca, P., & Martins, V. C. (2019). T Cell Acute Lymphoblastic Leukemia as a Consequence of Thymus Autonomy. The Journal of Immunology, ji1801373. https://doi.org/10.4049/jimmunol.1801373

Cisco revela que as organizações beneficiam de investimentos na privacidade de dados

De acordo com o novo estudo Cisco 2019 Data Privacy Benchmark, as organizações mundiais que investiram no desenvolvimento das suas políticas de privacidade de dados estão a alcançar resultados de negócio concretos graças a estes investimentos. O estudo reforça a ligação entre uma boa política de privacidade e estes resultados empresariais, e são os próprios inquiridos a afirmar que os atrasos nas vendas diminuíram, bem como as violações de dados.

O Regulamento Geral de Proteção de Dados da União Europeia, focado no aumento da proteção da privacidade e dos dados pessoais dos residentes da UE, tornou-se obrigatório em maio de 2018. As organizações mundiais continuam a trabalhar constantemente para poderem estar prontas para o RGPD.

Segundo o estudo global da Cisco1, 59% das organizações afirmam que cumpriram com todos ou quase todos os requisitos, 29% esperam cumprir com as exigências dentro de um ano, e 9% irão demorar mais de um ano.

“Este é o ano em que as empresas tomam a devida consciência da importância da privacidade. Os dados são a nova moeda, e à medida que o mercado se altera, vemos que as organizações estão a atingir resultados reais através dos investimentos na proteção dos seus dados,” refere Michelle Dennedy, Chief Privacy Officer, da Cisco. “Na Cisco, defendemos tanto a proteção dos nossos clientes como o crescimento do seu sucesso empresarial ao maximizarmos o valor dos dados, reduzindo os riscos.”

Os clientes estão cada vez mais preocupados com o facto de os produtos e serviços que utilizam oferecerem a proteção apropriada da privacidade. As organizações que investiram na privacidade de dados para cumprirem com o RGPD registaram atrasos mais curtos nas vendas para os clientes atuais: 3,4 semanas vs. 5,4 semanas nas organizações menos preparadas para o RGPD.

Globalmente, a média de atrasos nas vendas foi de 3,9 semanas para os clientes atuais, reduzindo nas 7,8 semanas registadas no ano passado (referente a 2017). As organizações mais preparadas para o RGPD indicaram a ocorrência de menos violações de dados (74%), menos registos de impactos em incidentes de segurança (79.000) em relação às organizações menos preparadas (89% foram vítimas de violações de dados e registaram 212.000 incidentes). Além disso os seus sistemas informáticos têm um tempo de inatividade inferior (6,4 horas em comparação com as 9,4 horas das empresas menos preparadas para o RGPD).

Estão muito menos suscetíveis a uma perda financeira derivada de violação de dados. Além disso, 75% dos entrevistados referem que verificam grandes benefícios nos seus investimentos em proteção de dados, que incluem uma maior agilidade e inovação decorrendo dos controlos adequados de dados, do alcance de vantagens competitivas, e do reforço na eficiência operacional com dados organizados e catalogados.

As principais conclusões foram:

  • 87% das empresas estão a registar atrasos no seu ciclo de vendas devido às preocupações de privacidade dos seus clientes ou “potenciais clientes”, em comparação com os 66% registados no ano passado. Isto deve-se fundamentalmente ao aumento da sensibilização na privacidade impulsionado pelo RGPD e pelas constantes violações de dados presentes nas notícias.
  • O atraso nas vendas por país varia de 2,2 a 5,5 semanas, com a Itália, a Turquia e a Rússia no nível mais baixo, e a Espanha, o Brasil e o Canadá no nível superior. Os atrasos mais longos das vendas podem ser atribuídos a zonas onde os requisitos de privacidade são elevados ou estão em transição. As vendas em atraso podem causar quebras nas receitas relacionadas com compensação, financiamento, e relações com investidores. Estas podem tornar-se também em vendas perdidas se um potencial cliente comprar a outro concorrente ou decidir não comprar.
  • As principais razões mencionadas para este atraso nas vendas incluíram a investigação dos pedidos dos clientes sobre as necessidades de privacidade, a adaptação da informação de privacidade para o idioma do cliente, a formação aos clientes com base nas políticas de privacidade das organizações ou a redefinição dos produtos de forma a corresponder às necessidades de privacidade dos clientes.
  • Por país, a preparação do RGPD variou de 42% para 75%. Espanha, Itália, Reino Unido e França alcançaram a melhor percentagem, enquanto a China, o Japão e a Austrália alcançaram os valores mais baixos.
  • Apenas 37% das empresas preparadas para o RGPD registaram uma violação de dados com um custo maior do que 500.000 dólares, comparado com 64% das empresas menos preparadas para o RGPD.

Leia o Cisco 2019 Data Privacy Benchmark Study, aqui.

Declarações de apoio

  • Cliff Farah, Presidente e CEO do The Beacon Group:

“À medida que os regulamentos de privacidade continuam a crescer e a desenvolver-se, os líderes empresariais beneficiarão da melhor compreensão desta pesquisa e a forma como as suas decisões e os seus investimentos se transformam em valor.”

  • Peter Lefkowitz, Chief Digital Risk Officer, Citrix Systems e 2018 Board Chairman, International Association of Privacy Professionals (IAPP):

“Esta investigação evidencia algo que os Profissionais de Privacidade já há muito fizerem notar – que as organizações estão a beneficiar dos seus investimentos na privacidade para além do compliance. O estudo da Cisco demonstra que uma forte concordância com a privacidade reduz o ciclo de vendas e aumenta a confiança do cliente.”

O estudo consultou mais de 3.200 profissionais globais de segurança e de privacidade em 18 países de empresas de vários setores e tamanhos sobre a maturidade das suas políticas de privacidade.

Sobreviver com o salário mínimo

Quanto dinheiro sobra na carteira depois de satisfazer as necessidades básicas de alimentação?

No início de cada ano, o valor do salário mínimo é atualizado em muitos países. Este conceito tem como objetivo proteger os trabalhadores e garantir o valor mínimo que eles recebem, independentemente do cargo que ocupam. Em Portugal o salário mínimo tem crescido gradualmente ano após ano e em 2019 chegou a 600€ mensais.

Porém, será que o salário mínimo é suficiente para satisfazer as necessidades básicas de alimentação em Portugal? A equipa analítica do Picodi.com decidiu analisar os preços de 8 grupos de alimentos em 52 países e confrontá-los com o salário mínimo em respectivos países. O resultado foi bem interessante, já que demonstrou as diferenças no poder aquisitivo em diversos lugares no mundo e por conseguinte, realçou a desigualdade na qualidade de vida entre os países em etapas diferentes do desenvolvimento económico. Qual posição ocupa Portugal na lista dos países examinados?

Preços de alimentos básicos

Para efeitos do presente relatório, criamos uma lista dos produtos divididos em 8 categorias: pão, leite, ovos, queijo, carne, frutas e legumes. Apesar de ser uma lista básica, são os produtos que constituem a base nutricional para uma pessoa adulta por período de um mês.

Em Portugal, o valor que uma pessoa precisa pagar para garantir a satisfação das necessidades alimentares básicas é de 87,55€.

Os produtos e os seus preços médios em Portugal:

  • Leite (10l) — 6,30€
  • Pão (10 un., cada uma de 500g) — 10,80€
  • Arroz (2,5kg) — 1,32€
  • Ovos (20 un.) — 2,78€
  • Queijo (1kg) — 7,17€
  • Carne (6kg) — 43,92€
  • Frutas (6kg) — 7,64
  • Legumes (8kg) — 7,62

É POSSÍVEL SOBREVIVER COM O SALÁRIO MÍNIMO?

A relação entre os preços de comida e o salário mínimo

A partir de 01.01.2019 o salário mínimo em Portugal foi fixado em 600€ (valor líquido: 534€). Considerando os preços de comida em Portugal, as despesas em produtos nutricionais básicos constituem 16,4% do salário mínimo, o que coloca Portugal no lugar 19 na lista de 52 países que foram examinados.

De acordo com o nosso ranking, as melhores condições referentes ao salário mínimo encontram-se na Austrália, Irlanda e Reino Unido. Tendo em consideração os preços locais, os cidadãos com a remuneração mínima vão gastar apenas 7% do seu salário para satisfazer as necessidades alimentares básicas. Alguns países onde a percentagem dos gastos na alimentação é maior do que em Portugal são: Polónia (17.1%), Brasil (31.5%) e Eslováquia (19.1%). A Espanha fica na 5. posição com a necessidade de gastar apenas 9.1% do salário mínimo na alimentação.

Os cidadãos das Filipinas e Nigéria que recebem remuneração mínima nos seus países enfrentam as piores condições económicas em relação aos gastos em comida. O custo da alimentação básica por um mês consome 81.3% do salário mínimo dos filipinos, enquanto na Nigéria o custo dos mesmos produtos excede 2 vezes o valor oferecido na remuneração mínima oficial.

PREÇOS DE ALIMENTOS BÁSICOS

Metodologia

O seguinte relatório utiliza os dados referentes aos salários mínimos publicados nas páginas oficiais dos governos em 52 países da Europa, Ásia, América de Norte e de Sul, África e Austrália. Na maioria dos países, os valores de salário mínimo atualizados entram em vigor no dia 1º de janeiro de cada ano. Na Grécia, por exemplo, os valores do salário mínimo continuam iguais desde 2013. Os preços dos produtos no presente relatório foram retirados dos dados disponíveis no numbeo.com, providenciados por milhares de usuários. Para qualquer conversão de moeda, usamos a taxa média de dezembro 2018.

Autor da análise: Picodi.com

Link para o realtório: https://www.picodi.com/pt/revista-pechinchao/sobreviver-com-o-salario-minimo

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