Inicio Tags EUA

Tag: EUA

Mazars cria a Mazars North America Alliance

 “Esta Aliança representa uma verdadeira mudança para a Mazars. Já estávamos presentes nos Estados Unidos e Canadá, no entanto esta Aliança permite-nos reforçar a nossa capacidade de serviço aos clientes internacionais na América do Norte” diz Hervé Hélias, CEO & Chairman do Grupo Mazars.

A Mazars North America Alliance é uma Aliança firmada entre a Mazars e cinco empresas líderes nos Estados Unidos e Canadá – BKD, Dixon Hughes Goodman, Moss Adams, Plante Moran (nos Estados Unidos) e MNP (no Canadá). Geograficamente, estas cinco empresas irão complementar a Mazars USA e a Mazars Canadá, permitindo à Mazars alcançar uma cobertura total na América do Norte.

Com esta Aliança, a Mazars passa a contar com 40.000 profissionais ao serviço dos seus clientes em todo o mundo: 24.000 profissionais em 89 países e territórios que fazem parte do partnership integrado Mazars e 16.000 profissionais nos Estados Unidos e Canadá via a Mazars North America Alliance. Com esta escala e amplitude de talentos, a Mazars consegue oferecer serviços personalizados, consistentes e de elevada qualidade aos seus clientes em qualquer parte do mundo.

“Esta Aliança aumenta a nossa capacidade para servir os nossos clientes internacionais em todo o mundo. Num mercado de auditoria e consultoria altamente concentrado, esta Aliança surge como uma alternativa. Temos uma longa história de colaboração e trabalho com estas cinco empresas com as quais partilhamos os mesmos valores de qualidade, ética e profissionalismo. As cinco empresas estão registadas no PCAOB (o órgão que supervisiona a auditoria às empresas públicas nos Estados Unidos) e através da Mazars North America Alliance vão contribuir para a qualidade e expertise que os nossos maiores clientes esperam da Mazars na América do Norte”, diz Hélias.

“Com a Mazars North America Alliance, a Mazars reforça a sua escala crítica para dar resposta às necessidades de grandes empresas internacionais, num momento em que a rotação obrigatória de empresas de auditoria está em vigor na Europa e onde o debate sobre a adoção da auditoria conjunta se torna cada vez mais relevante no Reino Unido”, conclui Hélias.

Unbabel inaugura novo escritório nos Estados Unidos e contrata CFO

A startup portuguesa liderada por Vasco Pedro reforça assim as suas operações num dos maiores mercados mundiais com o objetivo de se aproximar dos seus grandes clientes empresariais, que incluem nomes como Facebook, Pinterest, Under Armour, Microsoft, Logitech, entre outros.

Além da inauguração do segundo escritório nos Estados Unidos, a startup portuguesa contratou a norte-americana Amy Kux para o cargo de CFO (Chief Financial Officer). A nova administradora financeira da Unbabel em São Francisco conta com um histórico de gestão e liderança em startups tecnológicas internacionais, como a Udemy e a Cloudflare.

“A missão da Unbabel é permitir que todos entendam e sejam compreendidos em qualquer idioma. Esse desafio é global e é entusiasmante estar em São Francisco a liderar esta missão estando mais próximo dos nossos clientes norte-americanos”, afirma Vasco Pedro.

O CEO e co-fundador da Unbabel salienta ainda que “estamos numa fase de crescimento, não só nos Estados Unidos, mas também a nível mundial, e é um orgulho contar com a Amy e com a sua capacidade de localizar iniciativas estratégicas globais”.

Criada em 2013, a Unbabel alia a inteligência artificial com pós-edição humana à tradução automática e é uma das mais importantes startups portuguesas contando com clientes de relevo mundial. Em janeiro de 2018, a empresa levantou 23 milhões de dólares de alguns dos investidores de topo mundiais, como a Scale Venture Partners, a Microsoft Ventures, a Samsung Next, entre outros, um investimento que foi usado para a expansão internacional e desenvolvimento de produto.

Sobre a Unbabel

Criada em 2013, a Unbabel foi considerada uma das startups mais “sexy” da Europa, pela revista Wired, pelo segundo ano consecutivo, e está a construir uma layer de tradução para a Internet.

A plataforma de tecnologia própria da Unbabel combina processamento de linguagem natural, Neural Machine-Translation, algoritmos de estimativa de qualidade e uma rede global de milhares de tradutores, com o objetivo de remover barreiras linguísticas, aumentar a satisfação do cliente e construir um processo de atendimento ao cliente mais eficiente.

Alumnus da edição de inverno de 2014 da Y Combinator, a Unbabel oferece APIs para uma integração simples com o fluxo de criação de conteúdo, tradução e comunicação já existente nas empresas, nas plataformas Zendesk, Salesforce, Intercom, Microsoft Dynamics 365, entre outras. Assim, permite às empresas e aos seus clientes comunicarem em dezenas de línguas diferentes.

No início de 2018, a Unbabel anunciou que fechou com sucesso uma ronda de financiamento Série B de 23 milhões de euros. Entre os investidores estão a Scale Venture Partners, a Notion, a Microsoft Ventures, a Salesforce Ventures, a Samsung Next, mas também a Caixa Capital e a Funders Club. O investimento foi usado para a expansão internacional e desenvolvimento de produto.

Síria: Retirada das tropas deverá levar a intervenção militar da Turquia

© Reuters

Em declarações à agência Lusa, o especialista em questões de segurança e estratégia pensa que, face ao vazio deixado pelos Estados Unidos, o cenário mais provável e o pior é o da intervenção militar da Turquia no nordeste da Síria.

As milícias curdas Unidades de Proteção Popular (YPG), parte essencial da coligação das Forças Democráticas Sírias (FDS) apoiada pela coligação internacional, são consideradas terroristas por Ancara pelas ligações ao Partido dos Trabalhadores do Curdistão (PKK), proibido na Turquia, e o presidente turco, Recep Tayyip Erdogan, tem vindo a ameaçá-las.

Álvaro Vasconcelos pensa que aquele é o cenário mais provável por considerar que “é o que os turcos sempre quiseram fazer”, impedir “uma área curda na Síria com um grande grau de autonomia política” que temem poder ser “um apoio para os movimentos independentistas separatistas curdos da Turquia”.

Se Ancara não intervier, as forças do presidente sírio, Bashar al-Assad, e dos seus aliados (Rússia e Irão) provavelmente fá-lo-ão, disse, assinalando que o nordeste “continua a não estar sob controlo do Governo” de Damasco, sendo “o que resta da resistência síria”.

Em qualquer dos casos, a zona autónoma que os curdos instauraram no norte da Síria está ameaçada e perspetiva-se, “de novo, um conflito com uma dimensão de tragédia humanitária grande e que levará de novo a mais refugiados, a mais mortos e a mais deslocados internos”, adiantou.

Desencadeada em 2011, a guerra na Síria já causou mais de 360.000 mortos e obrigou milhões a abandonarem as suas casas.

O presidente norte-americano, Donald Trump, anunciou há uma semana a retirada dos cerca de 2.000 militares destacados na Síria, levando à demissão do seu secretário da Defesa, Jim Mattis, e suscitando preocupação entre os aliados europeus.

Trump alega que os ‘jihadistas’ do Estado Islâmico foram praticamente vencidos, deixando de haver razão para os militares norte-americanos continuarem na Síria.

O grande inimigo do grupo extremista tem sido os combatentes curdos, que conseguiram reconquistar ao Estado Islâmico grande parte do território que ocupavam no norte da Síria, contando com a ajuda da coligação internacional conduzida pelos Estados Unidos.

Álvaro Vasconcelos prevê “um novo fôlego” para o que resta do Estado Islâmico em ambos os cenários que indicou, ou seja, que o grupo ‘jihadista’ aproveite “para se tentar consolidar” perante as dificuldades dos curdos.

França, que integra a coligação internacional anti-‘jihadista’, foi um dos países que lamentou a decisão dos Estados Unidos de retirarem as suas forças do combate ao Estado Islâmico na Síria. “Um aliado deve ser fiável e coordenar-se com os outros aliados”, disse o presidente Emmanuel Macron.

Segundo Erdogan, Washington decidiu retirar as tropas depois de Ancara ter garantido que poderia erradicar o que resta do Estado Islâmico e Trump falou com o homólogo turco para que a saída dos militares da Síria fosse feita de forma “lenta e altamente coordenada”.

Antigo diretor do Instituto de Estudos de Segurança da União Europeia, Álvaro Vasconcelos assinalou que a Europa é onde “as repercussões do conflito sírio fora da Síria têm sido mais terríveis, para além do Iraque”, lembrando os “ataques do ‘Daesh’ (acrónimo árabe do Estado Islâmico) em cidades europeias”.

“Os europeus são os primeiros interessados na estabilidade da Síria, numa Síria democrática, numa Síria pacífica, mas não têm mostrado capacidade para o fazerem, têm estado ausentes praticamente”, afirmou.

Álvaro Vasconcelos considera que os europeus “têm uma capacidade militar para substituírem de certa forma a presença americana” na Síria, mas duvida se “terão capacidade política” se “estarão em condições de se unirem e de aceitarem participar num conflito que é fundamental para a Europa”.

Um cenário “altamente improvável, mas desejável perante o caos do alargar do conflito” seria uma intervenção da comunidade internacional, nomeadamente dos europeus, para apoiar os curdos, disse.

“Vamos pensar que haveria um acordo das Nações Unidas, um cenário altamente improvável, que os próprios americanos aceitariam para não terem ali um desaire tremendo com a sua retirada. (…) nessa altura considerar-se-ia uma região mais democrática e mais pacífica no nordeste. (…) O ‘Daesh’ terminaria por ser varrido dessa região da Síria e o governo do Assad não triunfaria no conjunto da Síria e seria obrigado a determinada altura a uma negociação e a encontrar uma saída pacífica para o conflito”, precisou.

Este é um cenário “um pouco utópico”, reconheceu Álvaro Vasconcelos, mas considerando a época, estarmos quase no princípio de um novo ano quando “sonhar faz sentido”, foi ainda mais longe: “Quem sabe se 2019 não nos vai dar uma boa surpresa que era a União Europeia acordar, dizer que chegou a hora”.

Tal significaria a Europa assumir-se “como um ator político internacional de primeiro plano”, unir-se e pôr “as suas capacidades militares significativas ao serviço de uma política clara na região” intervindo “militarmente na Síria”.

LUSA

Michelle Obama arrasa Trump no livro ‘Becoming’

© Getty

Com o título simples ‘Becoming’ (‘Tornando-se’, numa tradução livre), o livro da mulher do ex-Presidente Barack Obama traça um retrato duro de Donald Trump, criticando a sua forma de fazer campanha e as suas opções políticas.

O livro apenas chegará às livrarias no dia 13, mas o que os média já começaram a revelar não agradará ao atual Presidente do EUA, acusado de ter espalhado mentiras sobre a família Obama, colocando-a em perigo (recentemente, Michelle recebeu em casa uma carta com um dispositivo explosivo, tal com várias figuras ligadas ao Partido Democrata): “Eu nunca o perdoarei por isso”.

Michelle Obama diz que a campanha de Trump por causa da cidadania do marido (acusado de não ter nascido nos EUA, mas eventualmente no Quénia, o que o impediria de se ter tornado Presidente) foi intolerante e perigosa, “destinada a estimular os malucos”.

No livro, Michelle Obama não fala apenas de política e revela a forma como cresceu em Chicago e como se apaixonou por Barack quando trabalharam juntos num escritório de advogados naquela cidade do Estado de Illinois.

Michelle diz que ficou fascinada com a personalidade do seu futuro marido, “uma combinação estranha e emocionante” de serenidade e de poder.

Conta também como se sentiu “perdida e sozinha” após sofrer um aborto espontâneo há 20 anos e como teve de se submeter a fertilização ‘in vitro’ para engravidar das suas filhas Sasha e Malia, hoje com 17 e 20 anos, respetivamente.

A agência Associated Press comprou uma cópia antecipada de ‘Becoming’ e leu nela muitas mensagens políticas de uma mulher que viveu intensamente os oito anos na Casa Branca, bem como os anos imediatamente anteriores, em que Michelle temeu dar uma imagem racista e caricatural à campanha do marido.

Michelle diz lembrar-se de ter sido rotulada de “zangada” e, pela cadeia televisiva Fox (muito próxima do Partido Republicano), de “Baby Mama de Obama”.

A crítica à classe política conservadora americana está em muitas páginas do livro, mas é Donald Trump quem tem as referências mais duras.

Michelle acusa-o, por exemplo, de ter usado uma linguagem corporal desadequada para atacar Hillary Clinton durante a campanha presidencial de 2016.

De acordo com Michelle, Trump faz passar a imagem de alguém que sabe que pode magoar as pessoas e ficar impune.

O livro ‘Becoming’ vai para as bancas com um preço de quase 30 dólares (cerca de 25 euros), o que alguns leitores consideram ser excessivo.

Para promover a obra, Michelle Obama contratou uma empresa habituada a fazer as digressões de estrelas de rock e vai fazer um roteiro de conferências que passará por várias cidades dos EUA, com lugares pagos.

O lançamento do livro, na terça-feira, será em Chicago, na United Center, uma arena com capacidade para sentar 23.500 pessoas.

Nesta digressão, a empresa promotora diz que Michelle estará disponível para “conversas honestas e íntimas” com os moderadores, partilhando as histórias que fizeram parte da sua vida.

Dez por cento das receitas das conferências serão doados a instituições de caridade, escolas e grupos comunitários em cada cidade por onde Michelle passar.

LUSA

Republicanos e Democratas às avessas dentro dos partidos no Congresso dos EUA

As eleições intercalares de terça-feira não mudaram a maioria Republicana no Senado, mas entregaram o controlo da Câmara dos Representantes aos Democratas, num resultado que já agita as fações de ambos os partidos.

Kevin McCarthy, líder da bancada do Partido Republicano na Câmara dos Representantes, sabia que a sua vida não ficaria fácil, depois da derrota eleitoral nas intercalares.

O que McCarthy não contava é que a luta pelo seu lugar no Congresso começasse a ser disputado tão cedo, depois de Jim Jordan, co-fundador do movimento Freedom Caucus, ter anunciado, horas depois de conhecidos os resultados eleitorais, que se candidatava para ser o líder da nova minoria Republicana.

Na ressaca das eleições intercalares, a ala conservadora começou a culpar a máquina do Partido Republicano pela perda da maioria na Câmara dos Representantes.

Perante essas acusações, vindas de políticos próximos dos movimentos como o Freedom Caucus e o Tea Party, Kevin McCarthy começou a fazer telefonemas, para tentar reforçar a sua posição no Congresso.

Mas não conseguiu travar a candidatura de Jim Jordan, nem de Liz Cheney, filha do ex-vice-Presidente dos EUA Dick Cheney, que também anunciou a sua intenção de ser líder parlamentar.

Donald Trump tem-se mostrado imparcial nesta luta, dizendo que ficaria feliz de trabalhar com qualquer um dos potenciais candidatos congressistas do seu partido.

Do lado democrata, apesar da reconquista da maioria na Câmara dos Representantes (tendo 225 dos 435 lugares), a liderança da bancada parlamentar também aqueceu, com a incumbente Nancy Pelosi a ser contestada internamente.

Um grupo de congressistas Democratas escreveu quinta-feira uma carta explicando porque não quer que Pelosi seja a ‘speaker’ da Câmara dos Representantes e ameaçando ter já os votos suficientes para a impedir dessa ambição.

Os aliados de Pelosi dizem que as acusações de ela ser uma líder frágil são exageradas e desajustadas e lembram que ela ainda esta semana recebeu um elogio do Presidente Donald Trump, que disse ir gostar de trabalhar com ela.

Ora, este elogio presidencial é exatamente um dos argumentos dos opositores internos de Nancy Pelosi, que dizem que ela é demasiado suave na contestação às políticas de Trump e à agenda Republicana no Congresso.

Funcionária do Walmart pinta as unhas a mulher recusada por salão de estética por ter paralisia cerebral

“Hoje esta doce rapariga foi ao salão de estética Da Vi Nails e recusaram pintar-lhe as unhas porque as mãos tremiam demasiado… Num gesto de bondade as trabalhadoras do Walmart foram comprar vernizes e depois sentaram-se no meu local de trabalho a pintar as unhas dela. Foram tão pacientes com ela (enquanto ela não se mexia assim tanto e se portou lindamente)… É uma vergonha absoluta que a tenham rejeitado por uma coisa tão pequena. Eu nunca mais lá vou! Obrigada às trabalhadoras do Walmart por tornarem o dia desta rapariga mais feliz!”.

Foi este o post que Tasia publicou no penúltimo dia do mês passado acompanhado de duas fotos. Nelas aparecem Ebony Harris e Angela Peters. A primeira – funcionária de caixa do Walmart de Burton – pinta as unhas à segunda – cliente recusada pelo salão Da Vi Nails. Sentada numa das mesas do Subway em que trabalha Tasia, na sua cadeira de rodas, Angela explicou que treme das mãos por ter paralisia cerebral.

A história tornou-se viral e depressa despertou a atenção dos media, dentro e fora dos EUA, país onde tudo aconteceu. “Eu quis postar as fotos por apreço e tomada de consciência porque as pessoas precisavam saber o que tinha acontecido e porque Ebony merecia toda a admiração”, afirmou Tasia Smith em declarações à ABC12 WJRT, televisão afiliada da ABC em Flint, no Michigan.

“Eu só queria fazer com que o dia dela fosse especial. Não queria que ficasse arruinado. Foi o que fiz. Além disso ela é um amor”, afirmou Ebony Harris ao site da mesma televisão daquele estado norte-americano. “Ela tremia um pouco as mãos e estava sempre a pedir-me desculpa. Eu disse que não tinha nada que estar a pedir desculpa e que estava tudo a correr bem”.

“Achei que ela foi muito simpática e senti-me confortável com ela porque eu costumo sempre fazer compras no Walmart”, contou Angela Peters, que surgiu nas fotos da sorrir de felicidade e disse estar encantada com as suas unhas pintadas.

“Não queremos difamar o salão de estética, nem que percam os clientes, fazer com que fique mal. Mas devemos espalhar a mensagem de que qualquer pessoa, independentemente de quem ela é, qual a sua cor, a sua deficiência ou qualquer outra coisa, é uma pessoa. Ela é uma rapariga. Tal como eu, como a Tasia, a minha filha, qualquer uma. Ela quer ficar mais bonita. Então porque é que não haveria de poder ficar?”, questiona Ebony, cuja paciência, empatia e bondade fizeram toda a diferença para Angela.

Segundo dados da Cerebral Palsy Alliance Research Foundation, dos EUA, há no mundo 17 milhões de pessoas com paralisia cerebral, um em cada 323 bebés norte-americanos são diagnosticados com paralisia cerebral. Em Portugal, por exemplo, segundo a Federação das Associações portuguesas de Paralisia Cerebral, há cerca de 20 mil cidadãos com esta doença.

“A paralisia cerebral é uma perturbação do controlo da postura e movimento que resulta de uma lesão ou anomalia cerebral que atinge o cérebro em período de desenvolvimento. Não há dois casos semelhantes e não é progressiva. Algumas pessoas têm perturbações ligeiras, quase impercetíveis, que as tornam desajeitadas a andar, falar ou a usar as mãos. Outras são gravemente afetadas com incapacidade motora grave, impossibilidade de andar e falar, sendo dependentes nas atividades da vida diária. Entre este dois extremos existem os casos mais variados. De acordo com a localização das lesões e áreas do cérebro afetadas, as manifestações podem ser diferentes”, lê-se na definição feita da doença que não tem cura conhecida no site da Associação Paralisia Cerebral de Lisboa.

EUA entregam 1.820 crianças às famílias, 700 ainda estão separadas

© Lusa

Cerca de 700 crianças continuam separadas das famílias, incluindo mais de 400 cujos pais foram deportados, de acordo com as autoridades.

No final do mês passado, o juiz Dana Sabraw, do tribunal federal de San Diego, ordenou que o Governo reunisse os milhares de crianças e pais que foram forçados a se separarem na fronteira devido à política de “tolerância zero” da administração do Presidente Donald Trump.

À data, o juiz estabeleceu o prazo de 10 de julho para crianças menores de 5 anos e deu ao Governo até 26 de julho [quinta-feira] para reunir mais de 2.500 jovens com idades entre 5 e 17 anos.

A administração Trump insistiu que cumpriria o prazo do tribunal, reunindo todas as famílias que considerava elegíveis para a reunificação.

Ao longo de todo o processo de reunificação o “objetivo tem sido o bem-estar das crianças, e devolvê-las a um ambiente seguro”, afirmaram, em comunicado, as autoridades norte-americanas, acrescentando que se mantêm ainda vários obstáculos em toda a missão, que não é abordada pelo Governo “de forma leve”.

Até quinta-feira, o Governo garantiu ter entregado 1.442 crianças (com 5 ou mais anos) aos pais sob custódia dos serviços de imigração norte-americanos.

Outras 378 foram já entregues aos pais ou a outros responsáveis, na maioria dos casos familiares, em diferentes locais nos EUA.

LUSA

Juncker pouco otimista com negociações entre UE e EUA

“Nós claramente queremos dizer que não somos os inimigos dos Estados Unidos, temos um passado comum que não devemos esquecer. (Mas) eu não sou excessivamente otimista”, disse Juncker.

A entrevista com a ZDF foi para o ar durante a noite de terça-feira e nessa conversa Juncker disse que a União Europeia (UE) está pronta para a retaliação caso Trump decida sobre tarifas alfandegárias adicionais a aplicar a carros europeus.

Juncker insistiu que quer “evitar uma guerra comercial”, mas sublinhou que a UE não deixaria passar o assunto em branco.

“Se chegarmos aos impostos alfandegários (europeus) sobre os automóveis (europeus), então a UE terá de tomar medidas de retaliação (…) somos capazes de responder de forma adequada e imediata”, acrescentou.

A UE já impôs impostos punitivos sobre produtos emblemáticos dos EUA desde que Washington decidiu aumentar os direitos sobre o alumínio e o aço europeus.

“É bem possível que o Sr. Trump tenha algo a oferecer”, disse Juncker.

Donald Trump ameaça regularmente impor tarifas sobre as importações de carros europeus, o que preocupa particularmente a Alemanha, onde esse setor chave emprega cerca de 800.000 pessoas.

No twitter, Trump ironizou, como já havia feito no G7, sobre a suposta falta de ousadia dos parceiros dos Estados Unidos, garantindo estar pronto, ao contrário dos europeus, para que todos desistam de “todas as tarifas, barreiras não tarifárias e subsídios”.

O presidente da Comissão Europeia visita hoje os Estados Unidos, onde irá reunir-se com Donald Trump e discursar sobre as relações entre o país e a União Europeia.

Na segunda-feira, um porta-voz da Comissão Europeia considerou a reunião como uma ocasião para “desdramatizar” qualquer tensão comercial entre as duas partes.

De acordo com o porta-voz, Juncker não pretende avançar com qualquer “oferta” comercial por parte da União Europeia.

As relações comerciais entre Bruxelas e Washington estão tensas, não só devido às taxas alfandegárias impostas por Washington às importações de aço e alumínio — e já retaliadas pelo bloco europeu –, mas também pela ameaça de Donald Trump de aplicar tarifas às importações de automóveis oriundas da UE, caso os representantes comunitários não negoceiem de “boa-fé” na visita à Casa Branca.

Após a reunião, Juncker visita o Centro de Estudos Estratégicos e Internacionais (CSIS), também em Washington, onde discursará sobre as relações entre a União Europeia e os Estados Unidos da América.

EUA entregaram 364 crianças às famílias separadas na fronteira com México

© Reuters

anúncio feito pela administração do Presidente norte-americano, Donald Trump, surge uma semana antes do prazo limite estabelecido por um juiz de San Diego, que deu ao Governo até 26 de julho para entregar às respetivas famílias os mais de 2.500 jovens com idades entre os 5 e os 17 anos.

Num relatório apresentado pela administração Trump na quinta-feira ao juiz Dana Sabraw, o Governo indicou que das 2.551 crianças nessa faixa etária apenas 1.651 crianças são elegíveis para se reencontrarem com os pais.

As restantes 900 crianças “não se qualificam” porque, entre outras razões, os pais têm antecedentes criminais ou renunciaram a este benefício, de acordo com o mesmo documento.

Na semana passada, o Governo norte-americano entregou 57 crianças menores de cinco anos aos seus pais, metade do que tinha sido determinado. Em comunicado, justificou que as restantes não puderem ser reunidas com as famílias porque os pais têm “antecedentes criminais graves, foram deportados ou estão presos”.

LUSA

Obrador quer desenvolver relação de amizade com EUA

© Getty Images

“Vamos estender a mão para procurar uma relação de amizade e cooperação com os Estados Unidos da América”, disse o Presidente eleito em entrevista à cadeia de televisão mexicana Televisa.

O candidato, que concorreu pelo Movimento de Regeneração Nacional (Morena), agradeceu a Donald Trump a mensagem de felicitações que este lhe dirigiu, na rede social Twitter, na sequência das primeiras notícias sobre a sua vitória no escrutínio.

Na sua mensagem, Donald Trump disse que está “desejoso” de trabalhar com López Obrador e que “há muito a fazer para beneficiar tanto os Estados Unidos como o México”.

“Ele foi muito respeitador. É o que vamos procurar sempre no relacionamento com o governo dos EUA, que haja respeito mútuo: nunca faltaremos ao respeito porque queremos ser respeitados”, salientou López Obrador.

O candidato do Morena, de esquerda, venceu a eleição para a Presidência do México no domingo e, segundo estimativas do Instituto Nacional Eleitoral (INE), obteve entre 53 e 53,8% dos votos, enquanto o candidato do conservador Partido da Ação Nacional (PAN), Ricardo Anaya, conseguiu entre 22,1 e 22,8% dos votos.

Lopez Obrador foi candidato às eleições presidenciais em 2006 e 2012. À terceira tentativa e com 64 anos, ‘AMLO’, como é popularmente conhecido, conseguiu finalmente vencer as eleições, tornando-se Presidente da segunda maior economia da América Latina.

LUSA

EMPRESAS