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Estas serão as novas notas de 100 e 200 euros

© Reuters

Como o BCE decidiu deixar de fazer notas de 500 euros a partir de finais deste ano e já não as inclui na série Europa, as novas notas de 100 e 200 euros são as últimas desta série.

As notas de cinco, 10, 20 e 50 euros desta série começaram a circular em 2013, 2014, 2015 e 2017, respetivamente. A nota de 50 euros foi introduzida no dia 04 de abril de 2017.

“As novas notas de 100 e 200 euros têm dimensões diferentes das notas de 100 e 200 da primeira série. A largura destas duas denominações é igual à da nota de 50 euros. O comprimento permanece, contudo, inalterado — quanto maior é o comprimento, mais elevado o valor da nota”, refere um comunicado divulgado pelo Banco de Portugal.

De acordo com a mesma descrição, as novas notas podem “ser tratadas e processadas com mais facilidade pelas máquinas e cabem melhor nas carteiras de quem as utiliza e têm maior durabilidade, visto que estarão sujeitas a menor desgaste e deterioração”.

Os novos elementos de segurança oferecem maior proteção contra a falsificação e aumentam a segurança das notas.

LUSA

“Portugal é o único país que nos preocupa”, diz chefe do fundo europeu

O presidente do Mecanismo Europeu de Estabilidade (MEE), Klaus Regling, diz que “o único país que preocupa é Portugal, independentemente do Brexit“. O chefe do fundo de resgates europeu diz que, com ou sem saída do Reino Unido da União Europeia, Portugal é um país que preocupa porque o governo “está a reverter as reformas”.

A declaração do presidente do MEE foi proferida durante uma conferência e foi registada pelo Twitter oficial do MEE, conhecido pela sigla anglo-saxónica ESM.

A opinião contrasta com o que dizia Klaus Regling há pouco mais de um ano. Em abril de 2015, Klaus Regling dava os “parabéns” a Portugal pelos “resultados positivos” do ajustamento e acrescentava que estes demonstravam que as orientações políticas europeias estavam a resultar.

Na conferência desta sexta-feira, Klaus Regling indicou que “como as instituições europeias notaram após a sua missão de vigilância recente,Portugal está novamente a tornar-se menos competitivo“. O alemão lembrou que “a falta de competitividade foi uma razão importante para que tenha havido uma crise em Portugal”.

Agora os políticos portugueses aumentaram o salário mínimo e os salários na Função Pública, novamente, e voltaram a reduzir os horários de trabalho. Pode, também, haver novos riscos orçamentais se o governo tiver de resolver problemas no setor financeiro com recurso a fundos públicos. Temos de estar muito atentos ao que acontece em Portugal“.

A declaração de Regling, um dos responsáveis políticos mais importantes da estrutura europeia, surge poucos dias depois de Wolfgang Schäuble, o ministro das Finanças da Alemanha, ter indicado que um novo resgate poderia estar em cima da mesa para Portugal — apesar de o seu porta-voz ter garantido que Schäuble falava no condicional. Uma visão similar à de Regling dos últimos acontecimentos em Portugal tem sido, também, manifestada por alguns dos principais bancos de investimento internacionais.

Inflação na zona euro continua sem descolar

Banco Central Europeu

De acordo com a primeira leitura da inflação para o bloco dos 19, em dezembro os preços ao consumidor aumentaram 0,2% em relação ao mesmo período de 2014, um valor abaixo dos 0,3% previstos pelos analistas e semelhante ao valor final de novembro.

Os dados do Eurostat, divulgados esta terça-feira, mostram um abrandamento no contributo positivo trazido pela componente alimentação, álcool e tabaco (cujo crescimento de preços se vem atenuando desde novembro).

A queda dos preços da energia (arrastados pela desvalorização do preço do petróleo) é agora menos evidente que nos últimos meses, tendo recuado 5,9% em relação ao período homólogo, na que será a menor queda desde julho do ano passado.

O contributo do setor serviços é menos positivo do que no mês passado (crescimento de 1,1% em dezembro face aos 1,2% de novembro), enquanto os preços dos bens industriais não energéticos terão mantido o crescimento de 0,5%.

O Banco Central Europeu tem mandato para levar os valores da inflação para próximo mas abaixo dos 2%. Contudo, na última reunião do conselho de governadores do BCE, no início de dezembro, Mario Draghi reviu em baixa as perspetivas da autoridade monetária para a evolução dos preços na zona euro, mas uma melhoria ligeira das previsões para o crescimento a economia.

O objetivo de aproximar os preços do crescimento anual de 2% ficou assim mais longe do que as previsões três meses antes: mantiveram-se os 0,1% de evolução em 2015, mas em relação a 2016 e 2017 recuaram um ponto percentual, para 1% e 1,6%, respetivamente.

No final do ano passado a maioria dos economistas sondados pelo “Financial Times” duvidava que o Banco Central Europeu (BCE) aumentasse o programa de estímulos já anunciado de 1,46 biliões de euros, em 2016, apesar das garantias do presidente da instituição, Mário Draghi, de que esta possibilidade está em cima da mesa.

Os dados definitivos para a inflação da zona euro serão conhecidos a 19 de janeiro, podendo o Eurostat confirmar ou não os valores agora avançados.

EMPRESAS