Inicio Tags Euro2016

Tag: Euro2016

Passos felicita “equipa fantástica” que deu “alegria” a portugueses

Numa mensagem enviada à agência Lusa, Pedro Passos Coelho – que no domingo esteve em Saint-Denis, Paris, em França, para assistir à final do europeu de futebol – afirmou que “este é o momento dos jogadores e de toda equipa técnica” que “deram uma grande alegria a todos os portugueses”.

“É realmente um momento fantástico que esperamos que se repita. Esta equipa foi fantástica”, acrescenta ainda.

Portugal sagrou-se no domingo campeão da Europa de futebol, pela primeira vez na sua história, ao bater na final a anfitriã França por 1-0, após prolongamento, em encontro disputado no Stade de France, em Saint-Denis.

“Tínhamos de ganhar pelo Cristiano Ronaldo”

O central Pepe foi o melhor jogador em campo e revelou que o título foi conquistado com o pensamento no capitão português que saiu do relvado aos 25 minutos devido a lesão.

Sobre Cristiano Ronaldo: “Foi complicado perdermos o nosso principal jogador em quem tínhamos depositado a nossa esperança porque sabíamos que podia, de um momento para o outro, marcar o golo. Quando ele disse que não podia ficar mais em campo tentei passar a palavra aos meus companheiros de que tínhamos de ganhar por ele e que íamos lutar por ele”.

Palavras do Mister ao intervalo: “O mister surpreendeu-nos. Montou bem a nossa estratégia. Diria até que montou um segundo plano. Mexeu muito bem na equipa, soube fazer as substituições no momento certo. O sacrifício feito hoje aqui foi imenso. Entrámos em campo para lutar pelo nosso povo, pela nação”

As críticas e a humildade: “Esta vitória foi de pura humildade. Representamos Portugal e o povo português é isso: é trabalho e humildade. Independentemente das críticas que ocorreram durante o Europeu tínhamos um objetivo que foi alcançado. Foi bastante importante para Portugal e para os emigrantes que estão espalhados por todo o mundo”.

Políticos, o ‘orgulho’ nacional e os sorrisos de “orelha a orelha”

Não há nada como um feito futebolístico para reunir o consenso dos nossos políticos. Da Esquerda à Direita, entre as mensagens de orgulho e as fotografias de festejos vários foram os deputados que se manifestaram no Facebook.

Assunção Cristas, umas das mais entusiastas, utilizou a sua página para dar os parabéns à Seleção, agradecendo o feito conquistado. “Parabéns por esta vitória que nos enche de uma extraordinária alegria”, começou por escrever a centrista, destacando mais adiante Fernando Santos e Cristiano Ronaldo. A líder do CDS partilhou fotografias dos festejos após o jogo.

Do Bloco de Esquerda, Marisa Matias demonstrou quanto a vitória de Portugal a alegrou. “Sim, estou feliz. Não sou ressacada, gosto de futebol. Sim, esperei por este momento. E, sim, isto não me faz estar menos atenta ao que muda a nossa vida. Mas, vá lá, deixem-me ficar feliz uns momentos, sem baixar a guarda, porque estou”, publicou a eurodeputada no Facebook.

Partilhando a imagem de Cristiano Ronaldo emocionado, no momento em que se lesiona no início da primeira parte, o socialista Tiago Barbosa Ribeira não fez a coisa por menos: “Como sempre, o futebol foi maior do que a vida”, escreveu, rematando toda a emoção com uma pergunta: “Será que com jogos como o de hoje já percebem por que acompanhamos isto (e vibramos, gritamos, emocionamo-nos) todo o ano?

Rui Tavares, do Livre, também se manifestou, dizendo que o país “merece isto há muito tempo”. “Muita gente que está feliz, de Díli a Paris a Lisboa ao Porto à Madeira e aos Açores. Que felicidade. Só me lembro dos portugueses com quem eu via os jogos da seleção em Paris, perto de Barbès-Rochechouart. Amanhã vão chegar ao trabalho com um sorriso de orelha a orelha”, garantiu Rui Tavares.

TAP com dois charter e mais lugares nos voos regulares para Paris

De acordo com fonte oficial da TAP, a transportadora vai ter uma operação extraordinária assegurada por dois voos charter (fretados), com 324 lugares, que serão comercializados pelas agências de viagem.

A TAP vai ainda aumentar o número de lugares disponíveis em três dos oito voos regulares com partida de Lisboa, conseguindo transportar mais cerca de 200 passageiros, com recurso a aviões maiores (A330 e A340, em vez dos habituais A319 e A320, que asseguram o médio curso).

No domingo, pelas 21:00 locais (20:00 em Lisboa), a seleção francesa e a portuguesa vão-se encontrar no Stade de France, em Saint-Denis, para disputar a final do Euro’2016.

Os jogadores da seleção portuguesa de futebol regressam a casa na segunda-feira de manhã, a bordo do avião “Eusébio”, o mesmo em que voaram rumo ao Euro’2016, com chegada prevista para as 11:15 ao aeroporto Humberto Delgado, em Lisboa.

UEFA instaura processos disciplinares a Portugal e Polónia

A federação portuguesa poderá ser penalizada pelo acendimento de tochas por parte dos adeptos lusos e pela invasão do relvado do estádio Vélodrome, em Marselha, de um seguidor da equipa das ‘quinas’ durante o prolongamento, que manteve o 1-1 que se registava no final do tempo regulamentar (Portugal venceu por 5-3 no desempate por grande penalidades).

A Polónia também terá de responder pelo acendimento de tochas, mas igualmente por desacatos provocados nas bancadas do estádio, que levou à intervenção da polícia e provocaram o atraso do início da segunda parte do prolongamento.

Os incidentes no primeiro encontro dos quartos de final do Campeonato da Europa serão analisados pela Comissão de Ética, Controlo e Disciplina do organismo regulador do futebol europeu na reunião marcada para 21 de julho.

Já está. Rei das ‘meias’ precisou de 11 metros para avançar na história

O sonho vermelho e verde, com uma pincelada de amarelo, continua bem vivo e com um fim por escrever neste Euro’2016. Portugal sofreu muito, mas no fim celebrou.

Depois de um golo praticamente a frio, logo aos dois minutos, a Seleção Nacional deu a volta a um jogo que parecia ter um rumo negro, mas que se endireitou com o pontapé de Renato Sanches, ainda no primeiro tempo.

Restou uma segunda parte com duas equipas que não quiseram arriscar muito, mas com Portugal a ter sempre algum ascendente sobre uns polacos ‘matreiros’. O prolongamento pareceu quase ser uma formalidade a cumprir pela formação das Quinas e, desta vez, Quaresma resolveu, mas nas grandes penalidades. 5-3 no marcador na decisão dos onze metros.

Garantidas as ‘meias’ torna-se obrigatório olhar para a história, bem rica para Portugal. Esta é a quinta meia-final que Portugal disputará num Europeu desde 2000.

Mas vamos por partes. A meia-final precedida de uma fase de grupos foi introduzida em 1984, precisamente a data em que os lusitanos se estrearam em fases finais da mais importante prova do Velho Continente a nível de seleções nacionais. Desde então foram quatro ‘meias’ em cinco oportunidades.

Portugal esteve presente na eliminatória imediatamente anterior à final em 1996 e desde 2000 que não falha esta fase. A exceção aconteceu em 2008, quando foi afastado pela Alemanha, a outra recordista deste campo.

Os alemães somam agora as mesmas cinco meias-finais de Euros, mas poderão chegar à sexta caso afastem a Itália nos quartos de final. Contudo, os germânicos já levantaram o troféu em três ocasiões.

Atrás de Portugal está a Holanda com menos uma presença, e Itália, França e Espanha fecham o top6. Portugal está na meia-final e os recordes poderão ser um bom prenúncio para a caminhada até à final.

Pepe, já que a UEFA não te fez justiça, fazemos nós

A UEFA move-se por caminhos misteriosos e insondáveis e podia começar por descrever o labirinto em que esta se mexe: ele é os relvados esburacados, as escaramuças nas bancadas, as pancadas no meio das ruas, os arruaças que entram dentro de campo. Há dedo da UEFA que permite isto tudo e permite por outro lado um campeonato alargado a quase todos os países que sabem o que é uma bola de futebol na Europa, transformando este Euro num dos piores espetáculos desportivos que já vi.Não bastava a qualidade discutível de alguns jogadores e de algumas seleções que por ali andam ou andaram, temos igualmente de assistir em direto à erosão que os 565.697.704 minutos jogados durante uma época causam a futebolistas como o Ronaldo. E o dedinho da UEFA também se faz sentir aqui, porque é ela quem manda na Champions e nos Euros e supervisiona os campeonatos locais – talvez nunca lhes tenha passado pela cabeça somar jogos e subtraí-los ao desgaste das pernas.

Claro que agora é fácil estar a falar assim, de barriga cheia, depois dos penáltis que Portugal acabou de bater e da defesa do Rui Patrício que nos pôs nas meias-finais do Euro. Claro que é ingrato estar a maldizer a UEFA que dispôs o quadro de uma forma tão simpática e conveniente para nos abrir a estrada até à final do campeonato. Mas mesmo nestas alturas em que eu devia dizer bem e não mal, a UEFA põe o pé na argola e elege o Renato Sanches como o melhor jogador em campo.

Não me levem a mal – gosto do Renato Sanches como qualquer outro adepto de futebol gosta do Renato. E estou de acordo com quem escreve e diz que é o único tipo naquele meio-campo capaz de sacudir um jogo com um arranque, um encosto num adversário, um ombro-a-ombro do miúdo do bairro que está ali para marcar a posição. E, sim, fez um golo que relançou Portugal no jogo porque, ao contrário dos outros, o Renato não está obcecado em encontrar o Ronaldo. Tem personalidade, é destemido, valente, intenso, brigão, selvagem e muitos outros adjetivos nos quais inlcuo imaturo – mas não foi o melhor em campo.

O melhor foi o Pepe, tal como já tinha fora contra os croatas, quando secou o jogo do Mandzukic. Este português que é luso-brasileiro está num momento de forma incrível e é capaz de multiplicar-se como nos bons velhos tempos em que aparecia à esquerda e à direita e atropelava o próprio colega de carteira no centro da defesa só para cortar uma bola. Às tantas, o Pepe terá descoberto um elixir da juventude e um tónico para ganhar juízo, porque está solto, leve, felino, sem medo de arriscar nos pulos que dá e nos carrinhos que faz. Se Lewandowski só fez um golo e Milik não fez nenhum foi porque num momento ou noutro o Pepe lhes apareceu pela frente a cortar-lhes as vazas.

Se esta é uma equipa que esconde o seu jogo e faz da sua defesa a sua melhor cartada, Pepe é o nosso ás de trunfo.

Adeptos portugueses agredidos em Marselha

Um grupo de cerca de 150 adeptos polacos terão agredido, esta quinta-feira, vários portugueses nas imediações do Estádio Velodróme onde, a partir das 20 horas, Portugal e Polónia disputam uma vaga nas meias-finais do euro 2016.

Segundo avança O Jogo na sua edição online, os problemas aconteceram numa zona de esplanadas perto do estádio e apanharam completamente desprevenidas as forças de segurança, que não contavam com problemas. No entanto, a polícia francesa foi rápida a reagir e mandou fechar os estabelecimentos em redor do estádio.

Tudo indica que as agressões tenham partida de um grupo radical polaco. Em atualização.

Adeptos violentos da Croácia impedidos de comprar bilhetes

As sanções impostas à federação croata (HNS) implicam, ainda, uma multa de 100 mil euros e surgem na sequência da decisão tomada pelo comité, reunido em Paris, na sequência dos distúrbios durante o jogo da Croácia contra a República Checa (2-2), do Grupo D, a 18 de junho.

Segundo a UEFA, as sanções, motivadas pelos distúrbios, uso de artefactos pirotécnicos, lançamento de petardos para o terreno de jogo e comportamentos racistas, são passíveis de apelo.

A imprensa estrangeira já odeia Ronaldo? Pelos vistos sim

“Nunca ninguém na história do futebol combinou tanta grandeza como jogador com tanta tontice como pessoa”, afirmou John Carlin, jornalista de política e desporto inglês, sobre Cristiano Ronaldo.

Num artigo intitulado “Cristiano: a grandeza, a tristeza e o ridículo” publicado este domingo no El País, Carlin parte de um comentário feito depois do jogo com a Islândia para criticar a personalidade do jogador.

Após o empate contra a Islândia no Europeu 2016, Cristiano Ronaldo afirmou que a equipa islandesa tinha uma “mentalidade pequena” e que não iria “fazer nada na competição”.

Carlin justifica que a “mentalidade da seleção islandesa esteve de acordo com as suas possibilidades. E quanto a isso, não há nada a fazer”. O jornalista explica ainda que para a Islândia o simples facto de ter chegado pela primeira vez à fase final de um grande torneio já era “uma vitória suficiente”. Pelo contrário, para uma seleção como a de Portugal “a ambição tem de ser vencer o Europeu”.

O jornalista passa então a atacar o jogador do Real Madrid, começando por afirmar: “O Ronaldo não percebeu. Quem tem mentalidade pequena é ele”. Carlin acrescenta depois que “nunca ninguém na história do futebol combinou tanta grandeza como jogador com tanta tontice como pessoa”.

Carlin acrescenta que Ronaldo é a prova viva de que se pode ser “rico, bonito, famoso e até ser considerado o segundo melhor jogador do mundo e, ao mesmo tempo, ser um tipo pobre” e que o jogador nascido na Madeira “não é feliz”, apesar dos carros e das supermodelos de que se rodeia.

O jornalista tenta então arranjar uma justificação para este comportamento do jogador, explicando que “a culpa não é dele” e que a história da sua vida pede “compreensão e perdão”. “O pai dele foi um alcoólico” e morreu quando Ronaldo tinha 20 anos e “a figura paternal foi usurpada por um grupo de abutres cujo único interesse era tirar a maior fatia económica dos seus sucessos”. Carlin continua afirmando que “ninguém teve a bondade de lhe colocar os pés na terra, teve falsos aduladores”.

O artigo convida ainda o leitor a ver o documentário Ronaldo, um “monumento cinematográfico ao frágil narcisismo” do jogador.

Carlin termina o artigo afirmando: “Coitado. Debaixo desse corpo de Adónis superestrela o que há é, efetivamente, um puto malcriado”.

LISBON, PORTUGAL - MAY 24: Cristiano Ronaldo of Real Madrid celebrates scoring their fourth goal from the penalty spot during the UEFA Champions League Final between Real Madrid and Atletico de Madrid at Estadio da Luz on May 24, 2014 in Lisbon, Portugal. (Photo by Lars Baron/Getty Images)

Ronaldo, um jogador com “corpo de Adónis”, figura da mitologia grega. (Photo by Lars Baron/Getty Images)

Ronaldo, a “força em declínio”

Já um texto publicado este domingo no blogue desportivo do The Guardian não poupa nas críticas a Cristiano Ronaldo. O jornalista Jamie Jackson, correspondente desportivo do jornal britânico, defende que Ronaldo, “no Euro 2016, é uma força em declínio”.

“Aos 31 é compreensível”, diz o texto. De acordo com o jornalista britânico, Ronaldo está a entrar na zona final da carreira, e o penálti falhado é a “derradeira prova”.

O jornalista considera que até nos jogos de maio contra o Manchester City e o Atlético de Madrid, Ronaldo foi “periférico”.

“O sorriso de ídolo e o físico de Tarzan” dão a Ronaldo o “número um” fora do relvado, onde é muito superior a Messi. Mas o argentino “mantém-se a figura central nos jogos, por causa do seu jogo e não por causa da sua reputação”, defende Jackson.

Ronaldo acabou assim por celebrar o recorde de internacionalizações com um mau resultado, e Jamie Jackson aproveita a deixa para rematar: “O recorde de Portugal após dois jogos é nenhuma vitória, um golo, dois empates e dois pontos, e vão a Lyon na quarta-feira sabendo que a vitória é obrigatória”.

O texto termina afirmando que os jogadores portugueses ainda podem acreditar que é possível, mas com uma última crítica a Ronaldo. “No nível pessoal que parece sempre ter guiado Ronaldo, parece que os melhores tempos já passaram. CR7 ainda é a mais hipnótica das personagens, mas por razões diferentes agora. A atividade secundária de Ronaldo está a tornar-se no evento principal”, conclui o jornalista Jamie Jackson.

EMPRESAS