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Portugal é o segundo país da Europa a apresentar maior maturidade no que se refere à transformação digital dos RH

Apesar de 59% dos responsáveis de RH confirmarem que a digitalização se encontra integrada na estratégia corporativa da sua empresa, apenas 2 em cada 5 classificam a liderança como o principal impulsionador neste processo de transformação. Além deste resultado contraditório, a falta de compreensão relativamente ao que a transformação digital envolve ou deveria envolver está a impedir a evolução e, em última análise, a oportunidade das empresas adquirirem qualquer tipo de vantagens comerciais e competitivas.

“Pensar nas mudanças que a digitalização traz ao negócio e garantir que os colaboradores desenvolvem as competências necessárias para o futuro, torna-se fundamental para as empresas continuarem a ser competitivas e a atrair talento”, refere Marco Gomes, Principal da Mercer. A maioria das empresas entrevistadas confirmaram que estão a tirar partido dos acordos de trabalho flexível e compreendem a importância que estes têm para a retenção dos seus colaboradores.

O estudo da Mercer questionou mais de 600 gestores de RH em diversas indústrias, em sete mercados europeus, sobre o progresso da transformação digital na sua empresa e o seu papel na mesma. Apesar de se encontrarem na posição ideal para ajudar a impulsionar a transformação digital em toda a empresa, tendo muitos pontos de contacto com os colaboradores, apenas 3% dos gestores de RH consideram essa tarefa como uma responsabilidade sua.

Os Recursos Humanos também ficam para trás quando se trata de digitalizar as suas próprias atividades: apenas 40% dos entrevistados têm uma estratégia documentada de Tecnologia de Informação de Recursos Humanos (HRTI) e somente 33% já iniciou a sua implementação.

“A maioria das empresas sabe que a transformação digital é a chave para se manterem competitivas e para a aceleração do crescimento, mas a falta de compreensão e concordância sobre o seu significado, quem é o responsável e como deverá ser feito, está a atrasar a evolução”, refere Marco Gomes. “Para ter sucesso, as empresas precisam de uma imagem clara do que significa esta transformação digital para todas as partes envolvidas no negócio e os líderes das empresas terão um papel fundamental na aceleração, comunicação e implementação da estratégia digital. Com a transformação já integrada na estratégia empresarial, são necessárias ações claras, para que os líderes possam agir de acordo com os melhores modelos, que melhor conduzirão ao envolvimento e à evolução”, conclui.

 Índice de Transformação Digital de RH

Integrado no estudo, a Mercer criou o HR Digital Transformation Index para avaliar a evolução das empresas no que diz respeito à transformação digital nos departamentos de RH e em toda a empresa. O Índice é composto por nove principais níveis: estratégia digital corporativa e maturidade digital, digitalização humana (cultura digital, força de trabalho digital, liderança ágil, novo trabalho e colaboração) e digitalização de RH (serviços, organização e processos de RH digitais). O índice classifica os mercados numa escala de 1 a 5, sendo 5 o mais maduro. De acordo com o estudo, face aos mercados abrangidos, o Reino Unido encontra-se classificado como o país que apresenta uma maior maturidade no que se refere à transformação digital de RH, seguido por Portugal.

“As conclusões do índice mostram-nos que as empresas com as pontuações mais elevadas são as mais inovadoras, mais ágeis e mais atrativas para os colaboradores”, refere Marco Gomes. “Estar na vanguarda da transformação digital traz às empresas efeitos positivos a vários níveis. Por exemplo, níveis mais elevados de digitalização traduzem-se em menos trabalho administrativo. Para os responsáveis de RH, isso significa mais tempo para o seu core business e para a consultoria estratégica”.

“Procuramos analisar as mudanças como oportunidades de potencializar a cooperação entre os países”

A Câmara do Comércio Europeia no Brasil – CCEB assume-se como um player consolidado e de enorme importância. Como analisa e avalia a abrangência da instituição a nível nacional e internacional? 

A abrangência internacional é consequência do trabalho desenvolvido ainda em 2014 quando voltei ao Brasil para implementar a European Chamber. O Brasil é o celeiro do mundo, o maior produtor de proteínas e daí a nossa presença no mercado fez com que as operações internacionais, não somente com a Europa, pudessem ter uma segurança maior por parte dos compradores.

Um dos principais resultados alcançados diariamente pela CCEB é proporcionar aos membros a visibilidade dos seus produtos e serviços em toda a rede que abrange a ação do organismo. Qual o alcance desta rede e de que forma promovem essa visibilidade de produtos e serviços da instituição? 

A European Chamber tem 109 delegações por todo o mundo, onde apresentamos não só os produtos e serviços das empresas e organismos membros, mas também criamos os canais para o estabelecimento da relação comercial entre empresas e organismos de forma clara e segura para todas as partes. 

Conseguem criar também uma ligação com países denominados não europeus? Como se fazem representar nestes países e quais as maiores dificuldades? 

Através das delegações e representantes da European Chamber também em países não europeus mas que tenham relações comerciais seja com Europa ou Brasil.

Qual a força comercial e institucional da CCEB a nível internacional? 

É grande. Temos colaborado bastante na segurança de diversas operações e consequentemente no aumento do volume de exportações e importações porque certificamos e validamos todos os fornecedores assim como os contratos de compra e venda internacional.

O que ainda falta às empresas de génese brasileira para que possam estar mais presentes no continente europeu? Quais são as áreas que na sua opinião carecem de maior apoio? 

As empresas brasileiras estão numa fase de interesse crescente de internacionalização e exportação. A Europa precisa estar mais aberta para essa entrada de novos conceitos e criar mecanismos de apoio à atividade empreendedora também para empresas estrangeiras de países terceiros. 

O Dia da Europa comemora-se no dia 9 de maio, onde se pretende festejar a paz e a unidade do continente europeu. Que comentário lhe merece esta efeméride e como pretendem assinalar o mesmo? 

A European Chamber comemora anualmente o Dia da Europa com atribuição da medalha 9 de maio para personalidades, empresas, negócios, projetos e estudos que se destacam não só no Brasil e Europa, mas em todo o mundo. Inclusive, este ano, estivemos a entregar a medalha 9 de maio a alguns nomes portugueses.

Que impacto tem tido no Brasil e na vossa orgânica enquanto instituição todas as mudanças ao nível da Europa, como por exemplo o Brexit? 

Procuramos analisar as mudanças como oportunidades de potencializar a cooperação entre os países, os continentes.

A terminar, e recordando que está à frente dos destinos da câmara do comércio europeia no Brasil desde julho de 2014, que desafios se colocam para o futuro e o que podemos esperar de si enquanto líder da instituição?

Aumentar o volume das exportações de commodities agrícolas e carnes do Brasil para o mundo, aumentar o número de delegações para 200 até  maio de 2018 e continuar a emprestar a minha credibilidade a todas as operações que nós validamos e garantimos através desse organismo que tanto tem crescido e ajudado compradores e fornecedores a crescer em todo o mundo.

60 Anos de UE e 60 boas razões para a sua existência

Sofia Alves, Chefe da Represetação da Comissão Europeia em Lisboa. 4 de Agosto de 2016.
Sofia Alves, Chefe da Represetação da Comissão Europeia em Lisboa. 4 de Agosto de 2016.

Além disto, o lema «unida na diversidade» demonstra que a UE respeita essa tal diversidade. Estamos unidos e temos símbolos comuns que identificam essa mesma união na diversidade: a bandeira europeia, o Dia da Europa (9 de maio) e o hino europeu. Com tantos desafios globais como os que vivemos atualmente, nenhum estado-membro da UE, por si só, tem peso para afirmar e defender os nossos valores. Isto só é possível em conjunto, dentro de uma união europeia. Por conseguinte, é evidente que a Europa tem de funcionar unida e de se afirmar no mundo globalizado enquanto grande casa comum que é. Para tal, apesar de todos os diferendos e todas as crises, os estados-membros devem ultrapassar as suas divergências e unir-se no seu próprio interesse. Já que, como em todas as grandes famílias, na UE discutimos e fazemos as pazes, elevando aquilo que nos une, isto é, os valores europeus, impressos no código genético de cada um/a de nós. E somos nós os responsáveis por levar o projeto europeu mais além, trabalhando em conjunto para mais Europa, para mais anos de história(s) de uma integração europeia.

A UE não é só a região do mundo preferida para passar férias: é grande nas grandes questões, pequena nas pequenas questões. Também não é nenhum monstro administrativo: custa-nos menos do que efetivamente pensamos. A Europa também não é o faroeste: é uma economia de mercado de cariz social, que promove a prosperidade, o crescimento e o emprego, ao mesmo tempo que apoia as regiões menos desenvolvidas, os seus agricultores e garante um comércio justo com as diferentes partes do mundo. Neste contexto, o euro é uma moeda estável e oferece diversas vantagens. Mas, para tal, a UE garante a concorrência e controla os grupos empresariais, ao mesmo tempo que luta pela justiça fiscal e supervisiona os bancos. Por sua vez, o mercado interno comum contribui para a diminuição dos preços: como a UE tem como prioridade baixar o custo de vida dos seus cidadãos, procura tornar os medicamentos, as chamadas telefónicas e os bilhetes de avião cada vez mais baratos, além de diminuir as despesas bancárias e os custos de utilização dos cartões de crédito, por exemplo. A par disto, a união europeia protege os consumidores, fazendo valer os seus direitos em vários domínios, como por exemplo, nas vendas ao domicílio, ao efetuarem compras em linhas, quando viagem (de avião ou de comboio, sobretudo), além de garantir os direitos dos compradores em caso de produtos defeituosos, procurando, ainda, proteger as poupanças de todos os cidadãos europeus. Falando destes, em particular, a UE garante as necessidades básicas de todos e todas nós: defende alimentos saudáveis e um ambiente limpo. Neste sentido, a união europeia protege-nos dos falsificadores de alimentos e defende as especialidades regionais. Além disto, garante água limpa – para tomar banho ou ingerir – e é líder mundial na proteção do ambiente, assegurando, por exemplo, a reciclagem dos resíduos eletrónicos. Por outro lado, a UE facilita as viagens e o trabalho em todo o continente: graças à existência de uma união europeia, é possível viajar e trabalhar em todos os seus países-membros, sem controlos nas fronteiras graças ao espaço Schengen. Além disto, é assegurado um seguro de doença para as pessoas que viajam no estrangeiro, existindo um número de emergência europeu (112) para assistência nos mais variados casos de acidentes e incidentes. Para os evitar, a UE procura melhorar, por exemplo, a mobilidade dos automobilistas e, após dois anos de estagnação, 2016 marcou o regresso de uma tendência de descida da sinistralidade rodoviária que, nos últimos seis anos, sofreu uma redução de 19 %. No que toca à educação, à investigação e à cultura, a UE promove experiências académicas no estrangeiro, através do programa Erasmus+, propôs um novo serviço de voluntariado – o corpo europeu de solidariedade -, abrindo portas aos jovens a nível de oportunidades de emprego e enriquecimento curricular, profissional e pessoal. Por outro lado, os investigadores – onde os portugueses estão incluídos -, recebem centenas de milhões de euros dos programas de financiamento europeu à investigação. Neste contexto, destaque para o financiamento do programa horizonte 2020, das bolsas do conselho europeu de investigação (ERC) e do instrumento para PME’s. A nível cultural, a UE defende a sua diversidade e designa as capitais europeias da cultura, promovendo, assim uma Europa das culturas.

A nível de desafios globais, destaque para a promoção da segurança interna – combate ao terrorismo, à criminalidade organizada e proteção conferida às mulheres e crianças contra o tráfico e abusos -, prestação de ajuda na crise mundial de refugiados – salvando vidas, combatendo o tráfico de seres humanos e as causas profundas da migração, ao mesmo tempo que protege as suas fronteiras mas luta por normas comuns de asilo na Europa. Neste contexto, de destacar que a Europa é o maior doador mundial de ajuda ao desenvolvimento: além de apoiar os países vizinhos, a ajuda da UE face à crise síria tem-se demonstrado determinante, não fosse a Europa o maior doador de ajuda humanitária no mundo.

Temos, portanto, boas razões para nos orgulharmos da Europa. Queiramos fazer parte, conhecê-la mais, debatê-la mais… queiramos mais Europa, mais 60 anos de boas estórias de uma verdadeira integração europeia.

Opinião de Sofia Colares, Representante da Comissão Europeia em Portugal

Brexit: Adeus Reino Unido

Primeira-ministra britânica vai entregar a Donald Tusk o documento em que invoca o artigo 50.º do Tratado de Lisboa para avançar com o divórcio da União Europeia

A primeira-ministra britânica, Theresa May, inicia o processo do “Brexit” esta quarta-feira,  fazendo chegar a Bruxelas a carta em que formaliza a decisão do Reino Unido de sair da União Europeia, activando o artigo 50.º do Tratado de Lisboa. Será o início do processo de negociações para a primeira saída de um Estado-membro da UE.

A carta histórica coloca fim a 44 anos de relação.

Depois de ler a carta, o presidente do Conselho Europeu, o polaco Donald Tusk, informará os governos dos restantes 27 Estados membros da UE sobre as propostas britânicas. Estes analisarão e, durante semanas, debaterão as propostas através dos seus sherpas e ministros dos Negócios Estrangeiros.

A partir desse momento inicia-se o prazo de dois anos para a saída de um país da União Europeia, no qual será negociado os termos de  como as duas partes ser irão relacionar no futuro.

O prazo deverá ser difícil de cumprir e só pode ser alargado por acordo unânime. A dificuldade centra-se nas variadas áreas que liga o país à EU: comércio, segurança, controlo de fronteiras, migração e os direitos dos cidadãos europeus a viver no país são as questões mais prementes.

Na quinta-feira, dia 30 de Março, será distribuído um esboço das directrizes de negociação entre os 27 membros da União. Mas estas só serão adoptadas formalmente na cimeira extraordinária marcada para 29 de Abril, em Bruxelas.

Mas a negociação com o Reino Unidos só se irá começar depois de Maio, quando a Comissão Europeia emitir directrizes mais detalhadas.

Se, até 29 de Março de 2019, não se chegar a acordo, o Reino Unido sai sem qualquer acordo comercial com a União Europeia. A primeira-ministra, Theresa May, está preparada para essa hipótese.

Theresa May sublinhou esta segunda-feira: “Estamos no limiar de um momento fulcral para a Grã-Bretanha, agora que damos início a negociações que nos conduzirão a uma nova parceria com a Europa” e “ vamos aproveitar esta oportunidade para forjar uma Grã-Bretanha mais global”.

O pedido de saída da União Europeia surge na sequência do resultado do referendo de 23 de junho de 2016, no qual a maioria dos eleitores britânicos, 52%, votaram pelo brexit.

Prepare-se para viajar da Europa para os EUA por 65 euros

Bjorn Kjos, presidente executivo da companhia aérea Norwegian, anunciou que a partir do verão de 2017 vai ser possível voar da Europa até aos EUA por apenas 69 dólares (perto de 65 euros), uma redução de mais de 50% em relação aos custos atuais.

O anúncio feito pela companhia aérea low-cost Norwegian e representa um desconto de mais de 50% face à tarifa atual, segundo o presidente executivo, Bjorn Kjos.

A utilização de novos aviões da Boeing, com menor consumo de combustível, explica grande parte da redução do preço. “Os nossos aviões são muito eficientes em termos de combustível. Temos uma abordagem completamente de outras companhias de aviação e o Boeing 737MAX tem motores muito modernos, permitindo percorrer maiores distâncias”, refere Bjorn Kjos em declarações ao Telegraph. Os primeiros Boeing 737MAX chegam em abril e vão realizar as primeiras viagens poucos meses depois.

A companhia vai começar por realizar viagens entre o aeroporto de Edimburgo, na Escócia, e o aeroporto de Newark, nos EUA.

Esta é a resposta da companhia norueguesa à IAG. A holding que detém as companhias aéreas Iberia, British Airways, Vueling e Air Lingus anunciou voos de longo curso a partir de Barcelona para destinos como Los Angeles, São Francisco, Buenos Aires, Santiago do Chile, Havana e Tóquio. É já a partir de junho que a IAG vai levantar voo rumo ao outro lado do mundo, por um preço mais baixo que o habitual.

A NOSSA POLÍTICA ALICERÇA-SE NA FORÇA DAS RELAÇÕES

Entidade de enorme relevo e credibilidade nacional e internacional, a Câmara do Comércio Europeia no Brasil tem vindo a perpetuar um serviço de vasto interesse. No sentido de contextualizar o nosso leitor, quais os principais pilares em que se rege a instituição?

A Câmara de Comércio Europeia é uma organização multilateral focada em apoiar o estreitamento das relações internacionais, público-privadas, entre os seus membros (organismos públicos e empresas privadas) e as empresas e organismos europeus, assim como, entre os países não europeus onde a câmara se faz presente com uma delegação, representação ou ainda atuação comercial. Um dos principais resultados alcançados diariamente pela Câmara Europeia é proporcionar aos membros a visibilidade dos seus produtos e serviços em toda a rede que abrange a ação do organismo. A Câmara de Comércio Europeia tem atuação, não só na Europa e América do Sul, mas está presente com grande força comercial e institucional na Ásia, Africa e nos países de cultura Árabe.

Como tem sido realizada a «ponte» entre o Brasil e a Europa e qual tem sido o papel da Câmara do Comércio Europeia no Brasil nesta promoção de parceria?

A nossa política alicerça-se na força das relações. A nossa principal preocupação é a construção de relacionamentos credíveis, associando-nos a outros organismos e empresas que tenham pilares e valores semelhantes e a partir daí, começamos com a criação de consórcios, protocolos e parcerias, que precisam obrigatoriamente cumprir com os requisitos para ser um parceiro ou fornecedor da rede da Câmara Europeia. Ao longo dos anos temos sido apontados como um organismo que exige requisitos bastante rígidos, mas entendemos que esse rigor é essencial para entregarmos o nosso principal compromisso: credibilidade e seriedade em negócios e oportunidades, duas características que são preponderantes para o desenvolvimento socioeconómico de qualquer país. As áreas prioritárias identificadas no desenvolvimento das nossas atividades são: Indústria, Agricultura, Comércio, Tecnologia, Turismo e Saúde, tendo já promovido e até mesmo desenvolvido vários negócios em cada uma das áreas de atuação que têm gerado não só sinergias, mas também muitas oportunidades de crescimento e principalmente de desenvolvimento.

Qual o papel que Portugal tem tido na orgânica de dinâmica da instituição? Que lacunas ainda existem na sua opinião nesta ligação?

Empresas e organismos portugueses são as nossas principais parcerias quando falamos em internacionalizar para Europa empresas e negócios oriundos do Brasil e África Palop. A questão da língua ainda é uma característica predominante na eleição do país de entrada, uma vez que facilita a interação das equipas de trabalho. Outra caraterística fundamental são os protocolos de cooperação internacional entre esses países que facilitam o acesso e a gestão financeira das operações. Mas ainda existem lacunas que poderiam ser preenchidas com uma aproximação e reconhecimento maior dos organismos governamentais portugueses com organismos brasileiros e africanos. Muitas vezes a disponibilidade da iniciativa governamental não coincide com a disponibilidade, rapidez e gestão ativa da iniciativa privada dificultando a execução das estratégias desenvolvidas.

Qual o papel da Câmara do Comércio Europeia no Brasil na promoção de ligações e parcerias entre o universo empresarial luso/europeu e brasileiro?

O nosso papel é apoiar e intermediar negociações comerciais, estratégicas e institucionais entre os países com os quais interagimos no sentido de proporcionar a segurança e credibilidade necessárias para essas operações. Um exemplo claro disso são as operações de comercialização de commodities. A Câmara apoia operações demandadas de todo o mundo por causa do nosso rigor na seleção de fornecedores. Para ser um fornecedor de commodities ou produto industrializado e vender através da Câmara, o fornecedor deve passar por um processo de auditoria em que verificamos desde toda a documentação legal necessária para exportarem, a capacidade de financiamento de produção, a não existência de trabalho escravo ou infantil, o cumprimento com os requisitos fitossanitários dos instrumentos regulatórios para cada país, até mesmo as instalações, linhas de produção e estucagem. Tudo isso com o objetivo de levar ao comprador internacional a segurança na negociação, eliminando vários custos associados à compra assim como deslocações e perdas de negociações a meio da operação.

Há quanto tempo está à frente dos destinos da Câmara do Comércio Europeia no Brasil e quais as motivações que a têm levado a liderar e gerir com sucesso uma instituição deste cariz tão relevante?

Desde Julho de 2014, quando implementei todos os procedimentos que hoje nos leva a entregar o nosso compromisso de credibilidade aos membros, compradores e parceiros. O meu compromisso pessoal com esse projeto é empregar nele o mesmo rigor e seriedade que venho imprimindo no meu grupo empresarial há 16 anos. Graças a esse rigor procedimental criámos uma marca pessoal de credibilidade muito difícil de se verificar hoje em dia e isso pode ser verificado observando os resultados após a implementação da nossa estratégia, que levou o organismo a ser relevante, inclusive, a nível de resultado de balança comercial.

“A Mulher é o laço que segura a família com os seus vários elementos de personalidades distintas”

«Mulher dos sete ofícios», quem é Talita Brito e o que a move?

(Risos) Essa é uma expressão que caracteriza as mulheres em geral, que precisam de se desdobrar em inúmeras atividades para no fim do dia alcançar todos os objetivos e ainda estarem com disposição para ler uma ou várias histórias aos filhos antes de dormir. A Talita Brito é uma mulher como todas essas outras que diariamente se desdobram para exercer vários papéis, é a embaixadora, a empresária, a filha, a irmã, a esposa, a amiga, a tia, a mãe, que é movida pelo amor. Amor ao que faz, a Deus, a família e ao negócio que criou e lidera com rigor, seriedade e afinco.

O que é para si, uma Liderança no Feminino? Acredita que as mulheres são hoje vistas pela sociedade de uma forma distinta de um passado recente? O que mudou?

As mulheres vêm conquistando ao longo do tempo o seu papel na liderança de empresas, movimentos e grupos, de forma consistente. Sem dúvida que, hoje em dia, as mulheres são vistas de forma diferente pela sociedade, mas isso ocorre porque nos últimos tempos o novo modelo estratégico de gestão de empresas focado na gestão de pessoas, mostrou-se muito mais eficaz no alcance dos objetivos das organizações e assim as mulheres passaram a ter um papel fundamental na liderança dessas organizações pela sua incontestável experiencia na gestão da família. Todos nós, independente da nossa nacionalidade, temos uma referência matriarca nas nossas vidas que é a responsável por liderar, confortar, educar e juntar pessoas diferentes num objetivo comum. A mulher é o laço que segura a família com os seus vários elementos de personalidades distintas. Essa característica foi observada e levada ao ambiente empresarial e resultou de forma extraordinária, dando oportunidade a muitas mulheres de expandir as suas áreas de excelência e aplicá-las.

Na sua opinião, existe alguma diferença entre uma liderança feminina e masculina? Sente que as mulheres têm de «provar» mais que os homens para singrar no universo da gestão de grandes projetos?

Acredito que existam diferenças entre tipos de liderança e não em relação ao género. Até parecem desculpas de quem diz que não vence pelo seu género. Mesmo porque nos dias de hoje, tanto homens como mulheres têm acesso ao mesmo tipo de educação e preparo e, no final, o que realmente conta para singrar no universo da gestão, seja de projetos grandes ou pequenos, são os resultados que cada um atinge. É o esforço pessoal, a capacidade estratégica e analítica dos cenários e a gestão adequada dos talentos de cada membro das suas equipas que irão definir os seus resultados e consequentemente a sua vitória.

Taxa de desemprego em novos mínimos na zona euro e na UE

A taxa de desemprego foi, em maio, de 10,1% na zona euro e de 8,6% na União Europeia (UE), os valores mais baixos desde julho de 2011 e de março de 2009, segundo o Eurostat.

Na zona euro, a taxa de desemprego de 10,1% compara com os 11% do mesmo mês de 2015 e os 10,2% de abril. No conjunto da UE, os 8,6% ficam abaixo dos 9,6% do mês homólogo e dos 8,7% de abril.

Segundo o gabinete oficial de estatísticas da UE, as taxas de desemprego mais baixas foram registadas na República Checa (4%), em Malta (4,1%) e na Alemanha (4,2%), enquanto as mais elevadas se observaram na Grécia (24,1% em março) e em Espanha (19,8%).

No que respeita ao desemprego jovem, a taxa foi, em maio, de 20,7% na zona euro (contra os 22,4% homólogos) e de 18,6% na UE (abaixo dos 20,6% homólogos). Malta (6,9%), Alemanha (7,2%) e República Checa (10,1%) registaram as menores taxas de desemprego jovem, enquanto a Grécia (50,4% em março), a Espanha (43,9%), a Itália (36,9%) e a Croácia (31,4%) as maiores.

Em Portugal, a taxa de desemprego foi de 11,6% em maio, estável face ao mês anterior e abaixo dos 12,4% homólogos. Já o desemprego jovem chegou aos 28,6%, contra os 30,9% homólogos e os 29,8% em cadeia.

Vital Moreira pede que a Europa não seja “forte com os fracos”

Vital Moreira, constitucionalista e ex-eurodeputado do PS, pede à Europa que não seja “forte com os fracos” e apresenta dois argumentos para que Portugal não seja sancionado por não ter sido capaz de cortar o défice em 2015, para um valor abaixo do limite de 3%. Isto mesmo depois de os dados do crescimento económico terem transformado o objetivo orçamental de 2016 numa “miragem”.

São dois posts, em dias seguidos, no blogue Causa Nossa. Este sábado Vital Moreira pede compreensão à Comissão Europeia, depois de na véspera ter defendido que dificilmente a meta orçamental do Governo de António Costa será cumprida.

Primeiro as más notícias: depois de terem sido conhecidos os dados da atividade económica portuguesa no primeiro trimestre deste ano — um abrandamento para um crescimento de 0,1% do PIB — Vital Moreira avisou na sexta-feira que “0 esmorecimento da retoma económica, que aqui se previu, é bem mais severo que que se temia”. Frisou que o desempenho português compara mal com o dos parceiros comunitários e considera o comportamento da procura interna como o resultado do “doping da recuperação de rendimentos e do crédito ao consumo”. E concluiu:

Mesmo que a situação venha a melhorar sob efeito da maior procura interna, a meta orçamental de crescimento para este ano (1,8%) torna-se uma miragem, arrastando também o desempenho do emprego.”
Contudo, este sábado, no mesmo dia em que o Expresso noticia uma carta enviada pelo presidente do Partido Popular Europeu, Manfred Weber, ao presidente da Comissão Europeia, Jean-Claude Juncker, a pedir que as regras sejam aplicadas sem “permissividade”, Vital Moreira apresenta dois argumentos para Portugal não ser sancionado. Primeiro:

O país está ainda a recuperar de um penoso processo de austeridade orçamental, mudou de Governo, tem objetivos claros de consolidação orçamental e merece portanto mais uma chance.”
E segundo, a Comissão Europeia não deve ser forte com os fracos, e fraca com os fortes:

A Comissão, que tão complacente tem sido com o défice orçamental da França (que não passou por nenhum estado de emergência orçamental), não pode usar de um padrão mais exigente em relação a países mais vulneráveis, como Portugal.”

Maiores economias da Europa defendem repressão dos paraísos fiscais

Numa forte reação ao escândalo dos “Papéis do Panamá”, os ministros das Finanças do Reino Unido, França, Alemanha, Itália e Espanha também apresentaram uma proposta para a criação de uma lista negra de paraísos fiscais como o Panamá, caso não partilhem dados de registo de empresas e outros.

O escândalo dos “Papéis do Panamá” revelou um vasto sistema de evasão fiscal que tem suscitado uma onde choque mundial e causou a abertura de várias investigações e a demissão do primeiro-ministro da Islândia.

Os cinco países também propuseram a criação de um registo transnacional que identifique os beneficiários efetivos das empresas, fundações, fundos fiduciários e outras entidades, que tenham utilizado aqueles locais para não pagar impostos e fugir à lei.

“Queremos ter listas que tornem possível aplicar sanções aos países que não respeitem as regras”, disse o ministro das Finanças, Michel Sapin.

A proposta dos cinco vai ser submetida na reunião dos ministros das Finanças do G20, que decorre quinta e sexta-feira, em Washington.

“A questão do Panamá mostra a importância da luta contra a evasão fiscal e o branqueamento de capitais”, referiram.

 

Europa segue em alta animada com subida do petróleo

Cerca das 8h40 em Lisboa, o Eurostoxx 50, o índice que representa as principais empresas da zona euro, seguia a subir 0,73%, negociando nos 2.892,51 pontos.

As principais praças europeias seguiam a negociar em alta, entre os ganhos de 0,68% de Paris e os de 0,73% de Madrid e Frankfurt.

Lisboa seguia em linha com as praças europeias de referência, com o seu principal índice, o PSI20, a avançar 1,25% para 4.821,34 pontos.

O preço do barril de petróleo Brent, para entrega em junho, abriu hoje em alta no mercado de futuros de Londres, a valer 40,09 dólares, mais 1,69% do que no fecho da sessão anterior.

Na agenda de hoje, destaque para a divulgação dos números da balança comercial alemã relativa a fevereiro.

 

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