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Serviços secretos russos acusam Londres de “provocação grotesca”

Sergei Karpukhin-Reuters

“Neste caso sobre os Skripal, uma provocação grotesca fabricada de forma grosseira pelos serviços especiais da Grã-Bretanha e dos Estados Unidos, os países da Europa preferem acompanhar Londres e Washington e não querem saber o que se passou”, disse Serguei Narychkine numa conferência de imprensa em Moscovo.

O chefe dos serviços secretos russos apelou também ao diálogo entre Moscovo e os países do Ocidente para se evitar uma nova crise como a dos mísseis de Cuba, que opôs os Estados Unidos e a União Soviética em 1962.

“É importante acabar com este jogo irresponsável que consiste em insistir todos os dias na mesma coisa e não renunciar à força no quadro das relações internacionais e não atenuar a situação para que se chegue a uma nova crise como a de Cuba”, acrescentou.

“A comunidade internacional deve aceitar um diálogo saudável que não tenha por base visões egoístas, mas sim valores partilhados por todos e que respeitem as normas internacionais”, afirmou.

O envenenamento do ex-agente russo e da filha, no passado dia 04 de março, em Inglaterra está a provocar uma das crises mais graves entre a Rússia e os países ocidentais desde o final da Guerra Fria.

Londres acusa Moscovo de envolvimento no ataque através do uso de um agente químico (gás nervoso) ma a Rússia desmente qualquer implicação no assunto.

LUSA

Rússia vai expulsar diplomatas britânicos

“É evidente que o vamos fazer”, disse Lavrov quando questionado sobre a eventual reação de Moscovo à expulsão dos 23 diplomatas russos do Reino Unido.

Serguei Lavrov encontra-se na capital do Cazaquistão.

Após vários dias de acusações recíprocas, a primeira-ministra britânica Theresa May anunciou, na quarta-feira, a expulsão de 23 diplomatas russos e a suspensão dos contactos bilaterais com a Rússia, que declarou “culpada” do envenenamento de Serguei Skripal e de sua filha Yulia, que ocorreu em 04 de março em Salisbury, Inglaterra.

A Rússia dispõe de 59 diplomatas acreditados no Reino Unido. Os 23 diplomatas visados, considerados por Londres “agentes não declarados dos serviços de informações” têm “uma semana” para deixar o território. Esta será a mais importante vaga de expulsão de diplomatas russos pelo Reino unido desde a Guerra fria.

A Rússia nega qualquer a responsabilidade no ataque, que já mereceu a condenação de vários governos, incluindo o de Portugal, e de dirigentes como os presidentes norte-americano, Donald Trump, e francês, Emmanuel Macron, a chanceler alemã, Angela Merkel, e o secretário-geral da NATO, Jens Stoltenberg.

LUSA

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