Inicio Tags Exercício

Tag: exercício

Melhor ‘medicamento’ anti cancro da próstata? O exercício

O exercício poderá ser o melhor remédio para muitos homens com cancro da próstata. Especialistas revelam que se a doença for detetada num estádio inicial os médicos poderão até receitar sessões de ginásio, por exemplo.

Caminhar, andar de bicicleta, nadar e outro tipo de atividades físicas regulares têm o poder de conter a doença, sugerem os cientistas.

Agora o primeiro estudo mundial liderada pelo Dr. Liam Bourke e pela Sheffield Hallam University irá analisar se o exercício regular pode ser receitado como um substituto dos tratamentos convencionais – radioterapia, quimioterapia e outro tipo de tratamentos fortes – no caso de a doença ser diagnosticada cedo.

Como reporta o Daily Mail, os investigadores acreditam que o exercício regular pode ser receitado a mais de um terço dos novos doentes com cancro da próstata e pode até ser capaz substituir os tratamentos convencionais que trazem vários efeitos secundários de longo prazo para os pacientes – como impotência ou incontinência, por exemplo.

É assim que o seu corpo reage aos excessos de fim de ano

Ceia de Natal

Não há dieta que resista a esta época festiva. Fim de ano é altura de pedir desejos e pensar nas resoluções de ano novo, mas é também altura de comer… até ‘abarrotar’.

A pensar nisso, a BBC Brasil foi saber de que forma o organismo reage aos típicos excessos de Natal e da passagem do ano.

Começamos por descansar os mais preocupados com a alimentação e com a saúde. “Nada faz mal se for ingerido com moderação”. É a garantia deixada por Barry Campbell, da Universidade de Liverpool, no Reino Unido.

“Tudo depende do quanto cada um se excede”, disse à BBC o gastroenterologista, explicando que os excessos não se repercutem só na subida de peso e dos níveis de colesterol.

Quando ingerimos alimentos ricos em gordura, as bactérias presentes no nosso sistema digestivo ressentem-se. Não é difícil perceber, então, que a proporção entre bactérias benéficas e microrganismos prejudiciais pode ser alterada pela má alimentação.

Tais mudanças fazem-se sentir, por norma, no curto prazo. Se após o período festivo compensar com alimentação mais leve e equilibrada, os efeitos não se vão fazer sentir no longo prazo.

Mas o mesmo não se pode dizer se as delícias do Réveillon continuarem a fazer parte da sua rotina diária após o início do ano. Tenha em conta que, como explica um estudo publicado na revista científica New England Journal of Medicine, é mais difícil perder peso após as férias. E cada quilo que se ganha e não se perde de seguida contribui para o aumento de peso na idade adulta.

E não se esqueça do exercício físico. Algumas caminhas para começar o ano vão dar uma ajuda preciosa à sua forma física.

Exercício ao ar livre: a saúde agradece

Ricardo Sousa

Hoje já não há desculpas para não fazer exercício físico. De uma simples caminhada a uma corrida mais intensiva, o desporto ao ar livre tem conquistado um número crescente de adeptos. Na sua opinião, quais são as principais vantagens do desporto ao ar livre que não se encontram, por exemplo, num ginásio?
A prática regular de atividade física tem benefícios inegáveis. Para além de contribuir para a boa saúde física, favorece também a saúde mental reduzindo de forma significativa os níveis de stress, ansiedade ou depressão. Neste contexto, a prática de exercício ao ar livre é ainda mais benéfica pois é também um facto reconhecido que a exposição a ambientes naturais contribui para uma sensação de bem-estar e satisfação. Este facto pode justificar a maior adesão ao treino ao ar livre.

Segundo alguns especialistas, há vários elementos que não são conseguidos num treino de rua, nomeadamente o reforço muscular e articular e a prevenção de lesões. Concorda?
O treino de rua não é, geralmente, acompanhado ou monitorizado e pode por isso tornar-se mais generalista ou ser mal executado. Contudo, um praticante que conheça os exercícios específicos para determinado objetivo, como o reforço muscular, e saiba como executá-los corretamente não correrá esses riscos, dentro ou fora de portas.

Assim sendo, antes de avançar com determinação para um “treino outdoor”, que conselhos importa deixar? Que cuidados se devem adotar de antemão?
Na literatura anglo-saxónica existe uma expressão curiosa que define um grupo de pessoas em alto risco para vários tipos de lesão, os “weekend warriors”. Esta traduz uma tendência que algumas pessoas têm de se lançar em aventuras desportivas sem estarem devidamente preparadas ou treinadas para tal. É fundamental que qualquer atividade desportiva seja iniciada considerando a condição física prévia de cada um e vá aumentando de forma progressiva com o tempo e de acordo com o nível de condicionamento adquirido.

Para prevenir as tradicionais lesões ao nível dos tornozelos, dos joelhos, pés, pulsos e zona lombar, que medidas devem ser adotadas? Há um tipo de aquecimento específico para cada modalidade?
Naturalmente, cada tipo de atividade desportiva tem as suas especificidades e não é possível explaná-las a todas de forma exaustiva. De todo o modo existem alguns conselhos gerais que devem ser considerados para prevenir lesões. O primeiro é respeitar as regras de segurança de cada desporto. Igualmente importante é usar material desportivo de qualidade e equipamento de proteção individual recomendado (por exemplo capacete de bicicleta).
Um bom aquecimento – adaptado aos grupos musculares e articulações mais solicitados pelo exercício – é fundamental para prevenir lesões, pois aumenta o fluxo sanguíneo para os músculos e melhora a flexibilidade e a capacidade de resposta muscular.

Para que principais sinais se deve estar mais alerta no sentido de não deixar agravar uma lesão que aparentemente seria simples, mas que poderá deixar sequelas graves?
Existem dois tipos principais de lesões associadas ao desporto: trauma e lesão de sobrecarga. O principal sinal de alerta é a dor. Esta não deve ser desvalorizada, principalmente se não melhora e começa até a limitar o desempenho físico. Entre as primeiras são mais comuns as entorses e distensões musculares. As entorses são lesões dos ligamentos que são “esticados” para além do seu limite, podendo rasgar. Embora possam ocorrer em qualquer articulação, são mais frequentes nos tornozelos e nos joelhos. As distensões musculares ocorrem por um mecanismo semelhante nos músculos ou tendões e podem dar-se em qualquer um deles, dependendo do tipo de exercício efetuado.
As lesões de sobrecarga, como o próprio nome indica, ocorrem quando a carga que é aplicada numa determinada articulação é superior àquela que o corpo está preparado para receber e da qual não consegue recuperar completamente antes do treino seguinte. São exemplos típicos as tendinites, a síndrome da banda ileotibial ou a síndrome patelo-femoral no joelho.

Sabendo que cada caso tem as suas particularidades, no encaminhamento para o tratamento mais adequado, que tipo de avaliação é feita?
Embora a avaliação seja individual e dependente da queixa de cada doente, a principal distinção a fazer é entre estes dois grandes grupos de lesões: trauma e lesão de sobrecarga. Se existir um evento traumático, a avaliação consiste em despistar uma eventual lesão estrutural e corrigi-la cirurgicamente, se necessário, ou recuperá-la totalmente antes de retomar o exercício. No caso das lesões de sobrecarga, na maioria das vezes o tratamento consiste na diminuição da intensidade ou interrupção temporária do treino e, sobretudo, na adaptação das condições de treino de modo a prevenir o reaparecimento da dor.

Com o inverno a chegar, também chega a preguiça. Mas hoje é possível seguir um plano completo sem sair de casa, bastando, para isso, ter aplicações no telemóvel que permitem fazer corrida, musculação, ginástica ou outra qualquer modalidade. No entanto, quais são os riscos associados?
As aplicações para telemóveis são excelentes motivadores, mas, mais uma vez, falamos de treinos não monitorizados que podem trazer riscos de lesão, se mal executados. A escolha de aplicações com qualidade reconhecida e o conhecimento da correta execução dos exercícios é da maior importância para quem treina sozinho.

Por insensatez ou por falta de recursos para procurar um especialista, há ainda quem desvalorize lesões provocadas pelo exercício físico?
É essencial não desvalorizar uma lesão desportiva. Se for negligenciada, uma lesão que até poderia ter uma resolução simples e eficaz na sua fase inicial pode tornar-se crónica ou até a impossibilitar o retorno à atividade desportiva. Para além do incómodo no dia a dia, o abandono da prática desportiva regular diminui drasticamente a qualidade de vida de quem está habituado a treinar frequentemente.

Com o frio a chegar, as atenções devem ser redobradas. Um treino sem um aquecimento adequado pode provocar lesões com consequências graves. Para o inverno, que mensagem importa ser deixada?
A principal mensagem a reforçar neste período de Inverno pode ser resumida numa simples frase – “Proteja-se e Aqueça”. Com o frio, os vasos sanguíneos periféricos contraem-se para reduzir a circulação sanguínea periférica e ajudar a conservar a temperatura corporal. Isto reduz significativamente a capacidade muscular aumentando assim o risco de lesões. É muito importante vestir agasalhos adequados e fazer um bom aquecimento. Se estiver pressionado pelo tempo é preferível fazer um bom aquecimento e reduzir ao tempo de exercício do que “saltar” diretamente para a atividade física sem aquecer.

Cinco dicas para não desistir do ginásio

Ir ao ginásio no inverno é sempre uma tarefa complicada. A preguiça e a redenção ao frio falam muitas vezes mais alto, mas tal apenas acontece quando não se está 100% empenhado.

Esta é a opinião do personal trainer de Alessanda Ambrosio, Marcio Lui. À revista Marie Claire, o especialista listou cinco dicas para que as pessoas não desistam do ginásio (ou do exercício físico em geral).

1. Transformar o tédio em motivação – alternar o treino e seguir um plano de exercícios variado é uma forma de evitar o aborrecimento.

2. Estabelecer metas curtas – ter consciência de que os resultados aparecem apenas passado algum tempo de treino é importante para não desistir nas primeiras semanas (em que dificilmente se notam diferenças no corpo).

3. Focar as atenções no corpo – ter disciplina e focar todas as atenções no corpo como um todo é uma forma eficaz de exercitar os vários grupos musculares, evitando deformidades desnecessárias.

4. Procurar orientação – querer fazer tudo sozinho nunca dá bom resultado. O exercício físico deve ser acompanhado por especialistas, sob a pena de provocar lesões ou ideias incorretas.

5. Não parar nas férias/festividades – mesmo que o ritmo de treino seja menor nos momentos de descanso, como as férias ou época de festividades, é importante nunca parar.

“Resultados são apenas a consequência…”

Cristina Coutinho

A marca Fitness UP tem vindo a expandir-se rapidamente. O que leva a este sucesso numa área de negócio que aparentemente está esgotada?
A marca Fitness UP é muito mais do que um conjunto de ginásios onde as pessoas fazem o seu exercício físico. Como costumamos dizer: “Ser UP é ser FELIZ” e, por isso, temos várias estratégias para que os nossos clientes sintam que fazem parte de uma família e não apenas de um negócio de saúde e bem-estar. A nossa preocupação com a qualidade das nossas instalações, com o serviço personalizado que os nossos colaboradores prestam aos nossos sócios, com um preço realmente competitivo e que permita a qualquer cidadão ter capacidade financeira para fazer exercício físico em segurança e em ginásios equipados com equipamento topo de gama, são os nossos objetivos principais. O mercado está “saturado” de ginásios e/ou estabelecimentos desportivos e o Fitness UP quer ir mais além. Estamos constantemente insatisfeitos porque queremos sempre mais e melhores condições para os nossos clientes e isso sente-se, está no ADN da empresa e de todos os elementos do staff.

É Diretora de Operações de uma cadeia de Ginásios, tem o seu próprio ginásio, Atleta de alta competição e Formadora. Como consegue conciliar a sua vida tão preenchida e ter sucesso em todas as áreas?
Tudo depende em primeiro lugar de ter as pessoas certas em todos os projetos onde estou inserida, quer seja profissionais e/ou pessoais e depois, conseguir cumprir um bom planeamento. Não considero que tenha sucesso em todas as áreas, aliás, penso sempre que posso fazer melhor e talvez por isso, por essa busca constante em querer melhorar em tudo o que faço, me faça ter a “sorte” em obter sucesso nos projetos onde estou inserida. Acima de tudo, considero-me uma pessoa com muita sorte porque tenho o privilégio de trabalhar com profissionais muito competentes, que me ajudam a ser melhor e desenvolver os meus skills de forma natural e gradual. As pessoas são o mais importante, quero que todos os que me rodeiam possam ter a possibilidade de ter sucesso, de crescer e desenvolver os seus skills. Este é um dos meus grandes focos.
Um dos livros que está sempre presente comigo e na forma como trabalho é “GOOD TO GREAT, Jim Collins”. Este livro é uma filosofia de vida porque se foca nas pessoas e na sua realização. Tento ser sempre muito objetiva e este livro conseguiu mostrar-me através de factos, que o sucesso de qualquer empresa/organização está nas pessoas que a constituem.

Na sua opinião, o que é liderar?
Liderar é fazer com que os outros façam aquilo que pretendemos de forma motivada, natural, sem pressão e com sucesso. Liderar é fazer aos outros o que gostávamos que nos fizessem a nós de forma a evoluirmos como profissionais e, mais importante, como pessoas. Todos querem fazer parte de algo que funcione, que tenha sucesso, que seja uma mais-valia para si e para os que o rodeiam. Liderar é dar o exemplo, sempre que solicito a um dos meus colaboradores, alunos, colegas, alguma coisa, em primeiro lugar tenho que dar o exemplo que já a fiz e que é possível de ser executada. Para além disso é muito importante as pessoas sentirem que são ouvidas no processo e não são apenas meros executantes. Somos pessoas, fomos feitos para pensar e esse é um dos desafios que coloco a todos os que me rodeiam porque também o faço comigo própria…pensar. Numa sociedade atual onde o tempo é precioso, temos que pensar, é fundamental pensar para que consigamos ser mais eficazes e rentabilizar todos os meios que temos ao nosso dispor.

Se tivesse de numa frase apenas descrever a cadeia de Ginásios Fitness UP, como o faria?
O Fitness UP é a família profissional e isto diz tudo sobre a empresa. O Fitness UP é muito mais do que uma cadeia de ginásios, “nós” e digo nós porque realmente a empresa é o resultado de todos os seus colaboradores, queremos marcar pela diferença, pretendemos ser diferentes não pela diferença em si mas pela qualidade que proporcionamos aos nossos clientes mas também aos nossos colaboradores. Quem trabalha no Fitness UP tem que ser feliz no seu local de trabalho e esse é um dos nossos principais focos. Fazemos muitos eventos para que os nossos clientes se sintam verdadeiramente parte integrante da empresa mas fazemo-lo de igual forma internamente para com o nosso staff.

Hoje em dia ainda vivemos um certo preconceito em ter líderes femininas em funções de chefia. Sente que isso é um entrave ou considera um desafio?
Parece-me que, felizmente, a evolução faz com que preconceitos se transformem em soluções que anteriormente eram impensáveis. Da forma como vejo o mercado, os números mostram-nos que as mulheres estão cada vez mais em qualquer cargo de destaque, seja ele de liderança ou não. Isto é muito positivo porque o equilíbrio entre homens e mulheres é absolutamente fundamental para uma sociedade evoluir e crescer de forma justa e com os valores da igualdade perfeitamente transparentes para todos. Liderar é um desafio constante, por isso o que considero mais importante não tem a ver se a pessoa é mulher ou homem, ou seja, o género, mas sim com os valores, skills e o know how que são fundamentais para fazer um trabalho/função de forma autêntica, honesta e com sucesso.

A sociedade está preparada para a liderança feminina?
Se não está, tem que passar a estar. Qualquer sociedade que pretenda ser evoluída tem que ter como base o princípio da igualdade de oportunidades. Acredito que as mulheres foram ganhando o seu espaço nas organizações e hoje em dia conseguimos verificar que há uma tendência para a igualdade, embora ainda não seja uma situação perfeita, temos que ter a consciência de que o caminho está a ser traçado e que o processo em si não acontece “da noite para o dia”. Não tenho dúvidas que a igualdade de oportunidades está cada vez mais saliente nas organizações porque já se aperceberam que as vantagens são diretas na sua eficácia, produtividade e por consequência…resultados.

No seu início de carreira, achava que aos 33 anos de idade iria ter o sucesso profissional que já tem?
Talvez por defesa mas não penso muito nisso porque acho sempre que não alcancei nada de especial. Vejo pessoas à minha volta com muito mais sucesso do que eu, por isso só tenho que continuar a tentar ser melhor todos os dias e proporcionar isso a quem trabalha comigo. No início da minha carreira lembro-me de pensar que um dia gostava de ter o meu negócio próprio e, hoje em dia, isso é uma realidade. No entanto, no momento já estou a pensar em evoluir noutros projetos. Parece-me que os nossos objetivos vão sendo alterados conforme o nosso estado de evolução, ou seja, o que antes parecia impossível ou muito difícil, agora já faz parte do passado e queremos passar para o próximo patamar. Esta é a essência de quem quer evoluir e, como já disse anteriormente, tenho muita “sorte” porque estou sempre rodeada de pessoas que na minha opinião são melhores do que eu e, por isso, tenho que estar constantemente a procurar melhorar-me.

EMPRESAS