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Exportações de vestuário crescem 1,4% em 2018

Nos 12 meses de 2018, as exportações portuguesas do sector do vestuário somaram mais 1,4% em comparação com o ano anterior, proporcionando novamente um ano de crescimento, num ciclo positivo iniciado em 2010.

Entre os principais mercados, Espanha (-4,5%) e Reino Unido (-6,1%) registaram uma quebra nas exportações, compensada com o aumento nos mercados de Itália (+48,6%), Países Baixos (+18,6%) e EUA (+18,4%).

«Este é o resultado de um caminho árduo de diversificação de mercados que as empresas assumiram já há alguns anos», destaca  César Araújo, presidente da direção da ANIVEC. «Confirma-se a queda para Espanha, que continua a ser o nosso principal mercado de exportação, mas confirma-se também que essa descida foi compensada pela subida noutros mercados, nomeadamente Itália e EUA, que procuram artigos com maior valor acrescentado», aponta.

«Num cenário em que já se sente algum arrefecimento da economia internacional, estes resultados nas exportações são um sinal francamente positivo para a indústria do vestuário», considera César Araújo.

 

Volume de negócios recorde para a LIQUI MOLY em 2018

Ernst Prost, diretor da LIQUI  MOLY

No primeiro ano sob a égide do Grupo Würth, a LIQUI MOLY volta a registar um novo recorde no volume de negócios. Mas a curva de crescimento foi, este ano, mais plana.

A LIQUI MOLY registou vendas de 544 milhões de euros em 2018, o que representa só mais dois por cento do que o ano anterior. “Os conflitos comerciais internacionais, o verão quente e o aumento dos custos, nomeadamente o aumento dramático dos preços do petróleo, desaceleraram nitidamente o nosso crescimento em termos de volume de negócios e lucros”, afirmou Ernst Prost, diretor da LIQUI  MOLY.

Ao contrário dos anos anteriores, marcados por elevadas taxas de crescimento, o ano de 2018 foi moderado, à exceção de um ponto: com um volume de negócios de quase 54 milhões de euros e um crescimento de 34 por cento, o mês de outubro acabou por ser o mês de maior êxito da história de mais de 60 anos da empresa. Uma série de fatores impediu um crescimento semelhante para o ano inteiro: Os conflitos comerciais que se alastraram em todo o mundo tiveram também efeitos na LIQUI MOLY. Por exemplo, a atividade na China diminuiu mais de um terço. Também as atividades no mercado de exportações, de longe o mais importante para a empresa, a Rússia, regrediram fortemente devido à significativa desvalorização do rublo nos últimos 24 meses. “Estas mudanças deixam marcas”, explica o diretor de exportação, Salvatore Coniglio. “Se não estivéssemos representados em 150 países em todo o mundo, os resultados na China e na Rússia teriam um impacto muito maior. Podemos assim compensar as perdas de volume de negócios em vários países graças aos novos mercados.”

O crescimento subtil num mercado alemão muito competitivo também não atenuou as quedas nas exportações. “Dadas as circunstâncias, um crescimento de dois por cento na Alemanha e na Áustria é um verdadeiro êxito”, sublinhou o diretor, Günter Hiermaier. “Afinal, o número de concorrentes aumenta, mas o bolo a distribuir mantém-se igual. Por isso é que estes mercados são tão competitivos. Continuamos a apostar no marketing e na força de vendas.”

Paralelamente ao aumento mais lento do volume de negócios, os custos para a empresa aumentaram de forma dramática. Aos investimentos feitos em sistemas adicionais de administração de mercadorias, num novo software e noutro depósito de armazenagem de um montante aproximado de cerca de onze milhões de euros somam-se custos adicionais relacionados com o aumento dos preços do petróleo na ordem dos cerca de seis milhões de euros e com as condições meteorológicas: As altas temperaturas que se prolongaram no verão levaram a que uma navegação no Reno fosse impossível, ou fosse possível, mas apenas de forma limitada, pelo que o transporte de matérias-primas e produtos acabados encareceu. “Ao todo, os nossos custos de transporte e logística aumentaram 1,2 milhões de euros. Todos estes fatores foram um balde de água fria. É claro que o nosso lucro diminui significativamente com estes golpes, com custos mais altos e com volumes de negócios mais baixos do que o previsto. Mas a economia funciona como a vida real: devemos adaptar-nos às circunstâncias ou, então, ficamos para trás. E nem todos os anos são iguais”, explicou Ernst Prost.

Também as despesas de marketing e de pesquisa e desenvolvimento aumentaram, embora isso estivesse previsto. Em 2017, a LIQUI  MOLY investiu 19,8 milhões de euros na visibilidade da marca enquanto, em 2018, o investimento aumentou quase um milhão de euros. “O maior feito é seguramente o contrato publicitário com os Chicago Bulls. Esta equipa de basquetebol é uma das marcas desportivas mais conhecidas do mundo. Estima-se que tenha 175 milhões de adeptos. Nenhuma outra equipa profissional dos EUA consegue igualar este número”, sublinhou o diretor de marketing, Peter Baumann, ao referir-se à importância das campanhas internacionais para a empresa alemã.

A qualidade “Made in Germany” continua a ser um enorme trunfo para a LIQUI MOLY, tanto a nível nacional como internacional. E esta qualidade elevada constante é garantida pela pesquisa e pelo desenvolvimento, motivo pelo qual as despesas nesta área aumentaram para os quase 6 milhões de euros. “Os lubrificantes modernos são fórmulas altamente complexas. Quem quer ser líder de mercado precisa das técnicas mais modernas para o desenvolvimento e os testes de qualidade”, explicou David Kaiser, responsável por esta área e pela tecnologia de aplicação.

Mas houve outro número que também implicou custos adicionais: o dos co-empreendedores, nome pelo qual são designados os funcionários da LIQUI MOLY. Foram criados 24 postos de trabalho em 2018. Ao todo, 848 pessoas trabalham nas instalações de Ulm e Saarlouis, bem como nas filiais estrangeiras. “É com todo o gosto que gastamos esse dinheiro porque é um prazer criar postos de trabalho. Também não nos importamos de ter custos adicionais na ordem de um milhão de euros para o novo acordo salarial do sindicato das indústrias do setor mineiro, químico e energético porque isso é importante para as pessoas da família LIQUI MOLY”, afirmou Ernst Prost.

Depois de o antigo sócio-gerente vender as suas participações ao Grupo Würth no início do ano, muitos receavam uma mudança radical na LIQUI MOLY. “Mas aconteceu precisamente o contrário”, afirmou Ernst Prost. “O meu cartão de visita já só tem o nome Diretor em vez de Sócio, e Günter Hiermaier, o nosso diretor de vendas de há muitos anos, subiu para o posto de diretor-adjunto. De resto, continua tudo igual.”

Sobre a LIQUI MOLY

Com cerca de 4000 produtos, a LIQUI MOLY oferece uma gama de produtos ampla e única a nível mundial para o setor automóvel: óleos de motor e aditivos, lubrificantes e massas, sprays e tratamento automóvel, substâncias adesivas e produtos selantes. Fundada em 1957, a LIQUI MOLY desenvolve e produz exclusivamente na Alemanha, onde é líder de mercado incontestável no setor dos aditivos e é repetidamente escolhida como a melhor marca de óleo. A empresa vende os seus produtos em mais de 120 países e conseguiu, em 2017, um volume de negócios de 532 milhões de euros.

Exportações de vestuário crescem 1,6%

© ANIVEC

Nos primeiros 10 meses de 2018, as exportações portuguesas de vestuário atingiram 2.682 milhões de euros, o que equivale a um aumento de 1,6% em comparação com o mesmo período do ano passado.

O mercado extra-UE contribuiu para impulsionar as vendas ao exterior, com um crescimento de 6,3%. Mercados como os EUA (+15,5%) e Canadá (+113,7%) destacaram-se.

Dentro da Europa, os aumentos consideráveis das vendas para Itália (+52%), Suíça (+33,5%) e Países Baixos (+20,2%) compensaram as perdas de vendas para Espanha (-4,5%). A crescer estão igualmente as exportações para França (+1,6%), Suécia (+1,8%), Bélgica (+2,4%) e Dinamarca (+13,4%).

«Felizmente, o caminho da diversificação de mercados tem vindo a ser traçado há alguns anos pelos empresários portugueses da indústria do vestuário e, como tal, as quebras que agora se sentem em Espanha estão a ser equilibradas com as  exportações para outros países. Além disso, o “made in Portugal” conseguiu impor-se em mercados relevantes da moda, como Itália, os EUA e os países do Norte da Europa, onde hoje se valoriza muito a qualidade da confeção nacional», afirma César Araújo, presidente da direção da ANIVEC.

Portugal já exporta mais calçado do que produz

O sector do calçado português já ultrapassou os 100% de exportações, o que significa que exporta até parte do que importa, de acordo com dados do mais recente World Footwear Yearbook apresentado esta quarta-feira em Frankfurt.

“É preciso perceber que nos fluxos de exportação, muitas vezes, estão produtos que são importados. Nós, muitas vezes, importamos calçado que é reexportado e é muito fácil ter mais de 100% nas exportações. Se olharmos para países como Hong Kong, Bélgica ou Panamá, nenhum deles produz quase sapatos nenhuns e são exportadores relevantes”, explica João Maia, diretor executivo da Associação Portuguesa dos Industriais do Calçado, Componentes, Artigos de Pele e Seus Sucedâneos (APICCAPS), entidade responsável pelo anuário.

No anuário pode ler-se que “Portugal exporta tudo o que produz (101%), enquanto Itália (109%) e Espanha (150%) exportam mais do que fabricam”.

Segundo os dados relativos a 2015, Portugal coloca-se em 18.º na lista de maiores produtores mundiais, em termos de quantidade, e em 13.º no que diz respeito ao valor das exportações, caindo uma posição em ambas as listas quando comparado com os números de 2014.

O sector nacional do calçado só fica atrás da Itália no que toca ao preço médio de produto exportado, colocando-se à frente de países como o Japão, Espanha ou Indonésia.

João Maia sublinha que “Portugal está neste momento em máximos históricos dos valores das exportações”, tendo crescido, “em termos de valor, 50% entre 2009 e 2014, o que quer dizer que cresceu 10% ao ano”, momento a partir do qual tem crescido entre um a 2%.

“O que quer dizer que estamos numa fase de consolidação do processo de exportação. Esperamos retomar um maior crescimento no futuro, mas o nosso principal mercado é o europeu, que não está a registar grandes crescimentos. O que quer dizer que temos que procurar outro motor para o crescimento fora da Europa”, afirmou o diretor executivo da APICCAPS.

De acordo com o retrato traçado pelo anuário da APICCAPS, Portugal exporta, em valor, mais de dois mil milhões de dólares e 79 milhões de pares de sapatos, tendo por principais mercados de destino França, Alemanha, Holanda, Espanha e o Reino Unido.

O sector nacional coloca-se em 10.º lugar na lista de maiores exportadores de calçado de couro e em sétimo no ‘ranking’ de calçado impermeável.

Segundo a APICCAPS, “a migração da produção para segmentos de maior valor acrescentado é o grande objetivo do setor, consagrado no mais recente Plano Estratégico FOOTure2020: Ser a referência internacional da indústria de calçado, pela sofisticação e pela criatividade, reforçando as exportações portuguesas alicerçadas numa base produtiva nacional, sustentável e altamente competitiva, fundada no conhecimento e na inovação”.

Exportações caem pelo terceiro mês consecutivo

Mais uma vez, as exportações portuguesas registaram uma variaçõ negativa: em maio, na comparação com o mesmo mês do ano passado, as vendas de bens e serviços ao exterior caíram 0,7% para um total de 4,221 mil milhões de euros.

As dificuldades da economia portuguesa para exportar mais têm sido uma constante em 2016, depois dos dois melhores anos de sempre no que toca ao comércio externo. Desde o início do ano, apenas em fevereiro se registou uma variação positiva nas exportações, que foi ainda assim anulada por uma subida ainda mais forte das importações.

[Notícia em atualização]

Exportações do setor têxtil e vestuário começam 2016 a crescer 5%

Em comunicado, a Associação Têxtil e Vestuário de Portugal (ATP) destacou a contribuição do vestuário de malha para este “bom resultado”, com as exportações deste segmento a aumentarem 10% no primeiro mês de 2016 e a assumirem-se como “o principal responsável” para o resultado final.

Já as exportações de tecidos especiais aumentaram 29%, as de tecidos impregnados, revestidos, recobertos ou estratificados e outros têxteis de uso técnico subiram 13% e as de tapetes e outros revestimentos têxteis cresceram 23%.

Quanto aos destinos das exportações nacionais do setor, Espanha continuou em janeiro a destacar-se como o que mais cresceu em termos absolutos, reforçando a sua liderança no ‘ranking’ dos principais destinos.

A Alemanha foi o segundo destino com maior crescimento absoluto, seguindo-se a Itália, a Holanda e Singapura, que a ATP nota não ser “um destino não muito habitual neste ‘ranking'”.

Em termos percentuais, as exportações de têxteis e vestuário para Espanha aumentaram 13%, enquanto para a Alemanha subiram 8%, para Itália 17% e para a Holanda 10%.

A ATP destacou ainda os “ótimos desempenhos” das exportações setoriais para a República Checa (34%), Finlândia (41%), Áustria (12%), Arábia Saudita e Canadá (23%).

Em janeiro, o saldo da balança comercial do setor português de têxtil e vestuário foi de 118 milhões de euros, correspondendo a uma taxa de cobertura de 138%.

 

Queda das exportações chinesas afunda Europa

Segundo dados divulgados hoje, as exportações chinesas caíram 25,4%, em fevereiro, face ao mesmo mês do ano anterior, a maior queda desde maio de 2009, com as vendas a caírem em todos os principais parceiros comerciais.

Já as importações desceram 13,8% pelo 16.º mês consecutivo de quedas. Cerca das 09:00 em Lisboa, o Eurostoxx 50, o índice que representa as principais empresas da zona euro, seguia a recuar 1,23% para os 2.983,86 pontos.

As principais praças europeias seguiam a negociar entre as perdas de 0,61% de Madrid e as de 1,34% de Paris.

Lisboa seguia a acompanhar a tendência das congéneres, perdendo 0,60% para 4.899,57 pontos.

A bolsa de Xangai, principal praça financeira da China, fechou hoje a subir 0,14% para 2.901,39 pontos e Shenzhen, a segunda praça financeira do país, avançou 0,3% para 9.732,73 pontos.

O preço do barril de petróleo Brent, para entrega em abril, abriu hoje em baixa no mercado de futuros de Londres, a valer 40,30 dólares, menos 1,3%% do que no fecho da sessão anterior.

Na agenda de hoje, destaque para a reunião dos ministros da economia e finanças da União Europeia, em Bruxelas e para a divulgação do Produto Interno Bruto (PIB) do quarto trimestre na zona euro.

Na Alemanha, será conhecida a produção industrial de janeiro. Nos EUA, a Administração de Informação de Energia publica o relatório de previsões de curto prazo para o petróleo.

 

Exportações de café aumentam e batem recordes da última década

Mais de 15 empresas nacionais juntaram-se hoje no Porto para o X Encontro Nacional dos Profissionais do Setor do Café, para discutir soluções para crescer nos mercados internacionais, aproveitando o ritmo de crescimento das exportações e o aumento do consumo de café a nível mundial (2,5%).

Portugal importa principalmente café verde, ou seja, não torrado, nem descafeinado, que posteriormente transforma, exportando sobretudo café torrado.

O Vietname é o principal fornecedor de café verde, contribuindo com 12.400 toneladas das cerca de 46.300 importadas para Portugal no ano passado.

Portugal importou ainda 7.600 toneladas de café torrado, não descafeinado, ou seja café cuja torrefação é feita no estrangeiro.

Em 2015, Portugal exportou quase 11.800 toneladas de café (mais 4,15% do que em 2014), das quais mais de dez mil relativas a café torrado, num total de quase 63 milhões de euros (cerca de 52 milhões de euros de café torrado) que compara com menos de 57 milhões de euros registados em 2014.

Em declarações à Lusa, a secretária-geral da associação industrial do café, Cláudia Pimentel, afirmou que os produtores acreditam que “vai manter-se este valor de exportações” no futuro, considerando que para isso contribuirá a tendência de crescimento verificada no mercado asiático, mas também na Europa, com vários países a transformarem o consumo habitual de café de saco em café expresso, o produto que os produtores portugueses mais comercializam.

“Também contribui para isso as máquinas de café mais limpas, que estão a introduzir café em países que não tinham esse hábito, ao facilitarem beber o café, mas também pelo fim do mito de que o café faz mal à saúde”, acrescentou.

Questionada sobre em quais os países antevê maiores crescimentos, Cláudia Pimentel não quis fazer prognóstico, mas voltou a referir que os países asiáticos como China ou Coreia do Sul, que tradicionalmente bebem chá, deverão continuar a aumentar o consumo do café.

“Temos um café com qualidade e caraterísticas específicas e valorizadas, não só por nós portugueses mas também pelos estrangeiros que visitam Portugal. Esta vaga de turismo beneficia o setor do café”, afirmou a líder da Associação Industrial e Comercial do Café.

Exportações têxteis e vestuário obtêm melhores resultados

Indústria Têxtil

“O objetivo de 4.800 milhões de euros estabelecido para 2015 foi ultrapassado e tudo aponta para que o corrente ano venha a recuperar o valor mítico de 5.000 milhões de euros de exportações atingido nos primeiros anos da década passada, antecipando assim a meta do ‘cenário ouro’ do plano estratégico desenhado para o setor até 2020”, refere a Associação Têxtil e Vestuário de Portugal (ATP) em comunicado.

Segundo a ATP, a performance de 2015 fecha “uma série contínua e sustentada de forte crescimento das vendas ao exterior ao longo dos últimos quatro anos”.

É que, destaca, desde 2009 – que foi “o pior ano da última década e meia, resultado de uma sucessão de choques competitivos particularmente penalizadores” – as exportações de têxteis e vestuário cresceram mais de 38%, recuperando mais de 1.335 milhões de euros em resultado de um processo de reestruturação focado na inovação tecnológica, ‘design’ e logística avançada, por sua vez alavancados em “elevada intensidade de serviço e num forte investimento na internacionalização”.

Em termos de produtos, destacam-se em 2015 os “crescimentos assinaláveis” nas exportações de vestuário (que aumentaram 4%, correspondentes a mais 103 milhões de euros), nas exportações de matérias têxteis (cujo crescimento de 5% se traduziu num acréscimo de 64 milhões de euros) e nas exportações de têxteis-lar e outros artigos têxteis confecionados (subida de 7%, equivalente a 49 milhões de euros).

Globalmente, o saldo da balança comercial da ITV portuguesa foi de 1.041 milhões de euros, o que faz dela “uma das atividades económicas que mais contribui positivamente para o equilíbrio da balança de transações correntes do país”, salienta a associação.

Em termos de matérias têxteis, a ATP aponta o comportamento das exportações de têxteis técnicos, que cresceram 10% e confirmaram uma “tendência de diversificação industrial no setor antecipada já no plano estratégico da associação”.

No documento, antecipa-se que até ao final da década os têxteis técnicos terão uma quota de 30% no total da produção e exportação da fileira.

Quanto aos mercados de destino das exportações do setor, registou-se um “forte crescimento” das vendas para Espanha e para os EUA, onde o setor reforçou quota, e uma “recuperação” da Alemanha, do Reino Unido e da Noruega.

O principal destino das vendas de têxtil e vestuário português continua a ser Espanha, com mais de 1.600 milhões de euros e uma quota de 33% em 2015, seguido da França, com 613 milhões e uma quota de 12,7%; do Reino Unido, com mais de 437 milhões e uma quota de 9%; da Alemanha, com cerca de 410 milhões e uma quota de 8,5%; e dos EUA, com perto de 285 milhões e uma quota de 6%, “largamente” acima de “destinos tradicionais” como Itália ou a Bélgica.

Exportações portuguesas de calçado cresceram no “exigente” 2015

Segundo a Associação dos Industriais de Calçado, Componentes, Artigos de Pele e Seus Sucedâneos (APICCAPS), a atividade do ano passado decorreu num “cenário internacional de grande complexidade” e foi “particularmente exigente para as empresas de calçado”, tendo sido marcada por “perdas importantes, mas esperadas face à conjuntura atual, em países como Angola e Rússia”.

Em Angola, adianta, as exportações de calçado sofreram uma queda de 15%, para 24 milhões de euros, enquanto para a Rússia se vendeu menos 52%, num total de 21 milhões de euros.

Por outro lado, o mercado francês, que se assume como “o mais importante para as empresas portuguesas”, viveu uma situação conjuntural “profundamente adversa”.

Num contexto de recuo de 2,7% das importações francesas de calçado em geral (nos primeiros 10 meses de 2015 França importou menos 11 milhões de pares de calçado do que em 2014, para um total de 433 milhões de pares), as vendas de calçado português recuaram 3,6% para 16 milhões de pares no valor de 411 milhões de euros.

Pelo contrário, em 2015, a APICCAPS assinala os “crescimentos relevantes” em mercados como a Alemanha, Dinamarca, Espanha e Holanda, assim como os recordes de vendas atingidos na Austrália, Canadá, China e Emirados Árabes Unidos.

De destacar é o desempenho nos EUA, para onde as vendas aumentaram 48% em 2015, para 67 milhões de euros.

Atualmente representativas de 14% do total exportado, as vendas de calçado para fora da União Europeia poderão, segundo os planos da APICCAPS, vir a atingir os 20% nos próximos cinco anos.

Desde 2009 as vendas de calçado português já aumentaram mais de 50%, tendo Portugal passado a exportar anualmente mais 600 milhões de euros do que há seis anos e alargado as exportações a mais de 20 novos destinos, para um total de 152 países nos cinco continentes.

Considerando a fileira do calçado como um todo – artigos de pele, componentes e calçado — em 2015 foi ultrapassada a barreira dos 2.000 milhões de euros exportados, com as vendas a subirem 1,2% para 2.057 milhões de euros.

No que respeita ao setor de artigos de pele e marroquinaria, em 2015 registou um aumento de 5,7% nas exportações, para um novo máximo histórico de 150 milhões de euros, com crescimentos em praticamente todos os mercados, em especial nos europeus (acréscimo de 14% para 108 milhões de euros).

Quanto aos mercados extracomunitários, atualmente já representam 28% do total das exportações do setor.

De acordo com a APICCAPS, Portugal especializou-se na exportação de “malas e bolsas”, com um crescimento de 15% para 82 milhões de euros, tendo os segmentos “outros artigos em pele” e “vestuário e acessórios em pele”, com 56 e 12 milhões de euros de vendas, respetivamente, também conquistado algum espaço.

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