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Olafur Eliasson em Serralves para fazer pensar o futuro com os pés na terra

Foto Observador

Pensar o futuro olhando para o presente é a proposta de Olafur Eliasson que, pela primeira vez em Portugal, nos convida a fazer uma viagem pela nossa experiência sobre o mundo, explorando a relação entre a humanidade e o meio ambiente. Eliasson teve contacto com a arte na escola e considera “interessante” perceber que o que era considerado artístico nessa altura continua a sê-lo hoje. No entanto, defende que “precisamos de não repetir aquilo que foi arte no passado, temos de redescobrir, reinventar e redesenhar coisas novas.”

 Conhecido pelas peças de grande escala que cruzam a ciência e a tecnologia, mas também a água, a luz, a humidade ou a temperatura do ar, o artista revela preocupações ambientais nas suas obras, numa monumentalidade poética e desconcertante cheia de vórtices, ciclos, espirais, correntes e trajetórias. Através de esculturas e instalações, visualmente interligadas e que dependem da interação individual de cada um, Olafur propõe uma reflexão sobre os nossos dias com uma perspetiva futurista.

Para o artista, “muitas vezes pensamos no passado como sendo aquilo que esperávamos que tivesse acontecido e não como aquilo que realmente vivemos” e partilha como se vê daqui a 20 anos. “Vou manter-me esperançoso, sou um prisioneiro da esperança, mas é mais um fardo do que uma libertação.” Contudo, Olafur é “um otimista” e gosta de ler boas noticias. “O David Byrne lançou uma revista online onde só são publicadas boas notícias. É uma das coisas mais difíceis de fazer, mas adoro a ideia.”

O urbanismo, o desenvolvimento sustentável, as alterações climáticas, as crises ambientais ou as novas formas de produzir energia são temas que Eliasson aborda no seu trabalho, que afirma só fazer sentido quando é humanizado, numa proposta que tem tanto de atual como de urgente. Preocupado com “a falta de coesão e eficácia das decisões políticas” em catástrofes como os incêndios na Amazónia, o artista lembra que normalmente quando há uma crise as pessoas juntam-se para se ajudarem, mas nesta situação internacional as decisões políticas parecem contribuir para o afastamento de todos. Olafur acredita que “tendemos a pensar e a viver o imediato”, por isso, temos de ter “políticos que nos ajudem a projetar a longo prazo”.

Numa altura em que o Museu de Serralves comemora 30 anos, o artista dinamarquês-islandês desafia os conceitos de interior e exterior, sendo autor da grande exposição anual no parque. O seu trabalho ocupa parte do museu e do parque, “espaços abertos ao mundo, como há poucos”, onde acredita que podemos ser “imprevisíveis”, “discordantes” e “parvos”.

São 11 as peças que pode ver dentro e fora de portas. No átrio central percorra o caminho definido por Yellow forest (2017) que o artista plantou. Trata-se de uma peça originalmente concebida em colaboração com o arquiteto paisagista Gunthe Vogt que representa uma floresta artificial formada por dois grupos de bétulas, redefinindo o espaço arquitetónico. No seu interior, a luz projetada altera a perceção cromática, fazendo deste “um lugar em permanente mutação”. Na galeria central do Museu está The listening dimension (2017), uma sequência de espelhos e grande anéis que aparecem flutuar no espaço, desafiando as leis da física e da ótica.

Já a céu aberto encontramos ao redor do edifício do museu troncos de madeira flutuante na peça Arctic tree horizon (2019). “A Islândia tem poucas árvores e nesta ilha não há florestas, mas troncos abundantes podem ser encontrados ao longo da sua costa, para onde foram trazidos, desde a Sibéria, pelas correntes marítimas e pela deriva de gelo polar”, lê-se no catálogo da exposição.  Eliasson recolhe esses troncos, salgados pelo oceano e branqueados pelo sol, e redistribui-os em locais que lhes são estranhos, mas que lhes dão um novo significado. Para esta mostra, o artista revestiu uma parte da madeira destes troncos com tinta preta sugerindo a ideia de alcatrão – um material usado anteriormente para vedar o casco de navios contra a infiltração da água do mar – evocando assim na paisagem pensamentos sobre migração, circulação e o imenso sistema ecológico que habitamos.

É na rotunda das Liquidâmbares que mora o The Curious Vortex (2019), um pavilhão que à distância parece simples e leve, mas depois de entrarmos nele torna-se imponente, caótico e pesado pelo efeito tornado no centro. Com cinco metros de altura e mais de oito metros de diâmetro, a forma simétrica desta peça feita em aço inoxidável é inspirada nos movimentos de um vórtice, um fenómeno natural criado por uma massa de vento em movimento giratório e água.

Também em aço inoxidável são as três esculturas Human time is movement (winter, spring and summer) (2019), dispostas na Clareira dos Teixos. Estas espirais a preto e branco foram criadas a partir de um modelo matemático onde uma fórmula de desenho e um processo robótico ditaram o aspeto final. As linhas circulares tridimensionais representam o movimento do vento, das ondulações do oceano ou da rotação do planeta, tendo como base a velocidade e as forças centrifugas e gravitacionais. As três formas comunicam a passagem do tempo, mas para o artista “o tempo é o agora”. “É tempo de olhar e andar à volta.”

A exposição “Y/our future is now” tem a curadoria do novo diretor artístico do Museu de Serralves, Philippe Vergne, Marta Moreira de Almeida e Filipa Loureiro, termina no Museu a 8 de março e no Parque a 14 de junho de 2020.

Fonte: Observador

Exposição “A Minha Esclerose Múltipla Invisível” segue viagem para o Algarve

Com o propósito de educar e consciencializar para os sinais e sintomas da Esclerose Múltipla, as associações de doentes – Associação Nacional de Esclerose Múltipla (ANEM), Sociedade Portuguesa de Esclerose Múltipla (SPEM), e Todos com Esclerose Múltipla (TEM) – uniram-se nesta iniciativa para dar a conhecer os desafios dos doentes, através de 12 painéis com os sintomas que podem ser possíveis de controlar e atenuar, mas que se forem ignorados podem provocar grandes constrangimentos na vida dos doentes.

Serão proporcionadas diversas experiências aos visitantes, de acordo com o que é a realidade de um doente com Esclerose Múltipla (EM), nomeadamente tentar pegar numa caixa de cereais mais pesada que o normal, abotoar uma camisa com luvas de borracha, usar umas barbatanas para caminhar ou procurar ler o rótulo de uma embalagem com letras distorcidas.

A inauguração está marcada para dia 14 de agosto às 11h00 e vai contar com a presença de um representante da Direção da SPEM, um representante da Câmara Municipal de Portimão e ainda um representante do espaço anfitrião – o Centro Comercial AQUA Portimão.

“A Minha Esclerose Múltipla Invisível” é uma exposição itinerante que está a percorrer o país até maio de 2020, e que permitirá aos visitantes para além da compreensão de cada sintoma, conhecer testemunhos na primeira pessoa de doentes com EM.

A exposição conta com o apoio das empresas farmacêuticas, Biogen, Merck, Novartis, Roche e Sanofi.

NATIONAL GEOGRAPHIC INAUGURA EXPOSIÇÃO ‘Sharks, uma missão de Brian Skerry’ na galeria da biodiversidade da universidade do Porto

Todos os anos, cerca de 100 milhões de tubarões são capturados de forma acidental ou para comercialização das suas barbatanas, fazendo com que muitas espécies estejam à beira da extinção e alterando de forma dramática a biodiversidade marinha, já que estes predadores são essenciais para manter o equilíbrio destes ecossistemas. Estes factos motivaram Brian Skerry a retratar diferentes espécies de tubarões com o objetivo de despertar consciências e promover o conhecimento sobre estes animais.

«Sharks, uma missão de Brian Skerry» é uma extraordinária viagem ao mundo dos tubarões através de 50 fotografias, que chegou pela primeira vez à Europa em 2018, com Portugal como país eleito para a estreia, e esteve patente até ao dia 6 de janeiro no Oceanário de Lisboa. A exposição ruma agora a norte, para a Galeria da Biodiversidade, no Jardim Botânico do Porto, onde estará patente de terça-feira a domingo, das 10h às 18h.

Esta exposição única de Brian Skerry, fotógrafo e fotojornalista da National Geographic especializado em vida marinha e ambientes subaquáticos, oferece uma nova perspetiva sobre estes predadores do oceano, para sublinhar a importância da sua proteção. Este é um projeto que nos ensina a apreciar os tubarões em vez de os temer.

No Porto, e pela primeira vez em Portugal, será possível entrar numa “Shark Cage” semelhante à utilizada por Brian Skerry nas suas expedições. Nesta instalação imersiva, os visitantes poderão viver a experiência de estar no fundo do mar, em plena observação científica, e, vestindo a pele do fotógrafo, nadar com os tubarões.

Com uma paixão especial por estes animais, Brian Skerry conta com mais de 10 mil horas de mergulho, tendo realizado 14 viagens à volta do mundo para fotografar as mais variadas espécies, entre as quais o tubarão-tigre, o tubarão-branco e o tubarão-azul. Tudo começou há 30 anos, após o seu primeiro encontro com um tubarão-azul, na costa de Rhode Island nos EUA. Skerry, que ficou encantado com a pele azul do animal, descreve da seguinte forma o momento: «Todos os meus sentidos ficaram em alerta. O meu coração acelerou à medida que me aproximei até cerca de um metro de distância. O tubarão mal reparou na minha presença e desapareceu.»

Luís Fernambuco, diretor geral da National Geographic Partners em Portugal afirma que “É com enorme satisfação que trazemos “Sharks” para o Porto em parceria com a Galeria da Biodiversidade e a Universidade do Porto. É para nós uma honra poder colaborar de novo com estes parceiros, sobretudo depois do tremendo êxito que tivemos com a exposição Photo Ark, na Galeria da Biodiversidade, pela qual passaram mais de 60.000 pessoas. Através da lente de Brian Skerry o público vai poder conhecer melhor estes animais belíssimos e, esperamos, ultrapassar os mitos e preconceitos que os rodeiam. Este extraordinário trabalho é também uma importante chamada de alerta para o perigo eminente em que vivem os tubarões e o impacto que o seu desaparecimento tem no frágil equilíbrio dos ecossistemas marinhos.”

Para Nuno Ferrand, diretor do Museu de História Natural e da Ciência da Universidade do Porto, “a renovação da parceria com a National Geographic para trazer ao Porto mais uma extraordinária exposição, com a qualidade a que já nos habituámos e que desta vez nos apresenta um novo olhar sobre um dos mais emblemáticos animais que habitam os nossos oceanos, é não só entusiasmante mas também um motivo de grande orgulho. As incríveis fotografias de Brian Skerry mostram-nos a diversidade e delicadeza destes lindíssimos animais que ocupam um lugar especial no imaginário de todos nós, ao mesmo tempo que nos dão a conhecer aspetos particulares dos seus comportamentos e dos seus habitats, chamando a atenção para as ameaças que estes enfrentam e para a relevância de tomarmos medidas eficazes para assegurar a sua proteção, da qual depende o equilíbrio dos ecossistemas marinhos. É, por isso, um prazer ter a oportunidade de receber esta fantástica exposição na Galeria da Biodiversidade, casa de outro, já bem conhecido e mágico hóspede, que reina também nos oceanos: a baleia-azul. E mais, nesta passagem pelo Porto, a exposição oferece-nos a oportunidade de nos pormos mesmo na pele de um biólogo marinho, a nadar com os tubarões. Esta é definitivamente uma das várias iniciativas que o Museu tem este ano reservadas para os seus visitantes a não perder.”

 “Estou convicto que esta exposição será um acontecimento cultural e científico de grande significado para a cidade, que irá certamente atrair muito público”, garante o Reitor da Universidade do Porto. “Pela sua qualidade, a exposição prestigia a Universidade do Porto e vem reafirmar o nosso empenho na divulgação científica, tecnológica e cultural. Esta é uma das tarefas mais nobres das instituições de ensino superior. As universidades têm o dever não só de produzir conhecimento, mas também de facilitar o seu acesso pela comunidade, em particular pelos mais jovens”, acrescenta António de Sousa Pereira.

Os bilhetes para a exposição podem ser adquiridos na Galeria da Biodiversidade ou online através da BOL, em www.bol.pt. A exposição tem o apoio da Audi e-tron e Conselheiros da Visão.

Beja: Exposição Anatomia Regional e Residência Artística de Eduardo Freitas no Centro UNESCO

Em Anatomia Regional somos convidados a ver e pensar o Alentejo como um corpo. Na biologia, a anatomia regional é o método de estudo do corpo por regiões. Foi a partir deste conceito que Eduardo Freitas estruturou as esculturas presentes nesta exposição – interpretando órgãos, ossos e sons do corpo – associadas aos elementos tradicionais da região do Alentejo – terra, vinho, pão, religiosidade e cante. O artista trabalhará ainda durante um mês e meio no Centro UNESCO – Beja no âmbito de uma residência artística com o objectivo de continuar a explorar as mesmas interligações de Anatomia Regional.

O trabalho resultante desta residência em Beja será apresentado no último trimestre do ano no âmbito das comemorações do 5º aniversário da classificação do Cante como Património Cultural Imaterial da Humanidade. 

Esta é uma organização da Câmara Municipal de Beja e Centro UNESCO para a Salvaguarda do Património Cultural Imaterial. 

Sobre o Escultor

Eduardo Freitas nasceu a 2 de maio de 1990, em Ponta Grossa, Paraná, Brasil. Em 2017 decidiu vir para Portugal na expectativa de encontrar novos estímulos e impulso criativo para a sua produção artística.

Foi o autor vencedor do concurso para a residência artística Tradição><Contemporâneo, que originou esta exposição, promovido pela Associação Oficinas do Convento e co-financiado pelo Município de Montemor-o-Novo e pela Direção Geral das Artes – Ministério da Cultura. Tem ainda participado em diversas exposições no Brasil e em Portugal destacando-se a XX Bienal de Arte de Cerveira, em Portugal. 

Fábrica das Histórias – Casa Jaime Umbelino vai ter “um lugar guardado”

Trata-se de uma exposição de Artes Visuais da autoria de Teresa Palma Rodrigues, cujo cenário é um campo fugido às avenidas, aos túneis e aos viadutos, no entanto no coração da cidade, “florido na primavera, seco e áspero no verão, sacudido pelo vento no outono e escondido pelo nevoeiro e a chuva no inverno”, situado numa zona “em que os automóveis correm em busca de uma casa onde chegar. Esse campo, que a artista regista em pinturas e fotografias, é, tão só, um não-lugar. Feito de terra frágil e sem graça, com uma história antiga e lenta onde não se trocam palavras nem solidões, mas se dão a ver algumas possibilidades dos percursos e das vidas que ali aconteceram, ou que para ali vieram dormir, desperta assim a emoção e cria a ilusão de uma geografia íntima, ou seja, de um lugar”.

Currículo de Teresa Palma Rodrigues

Nasceu em Lisboa em 1978. Em 2001 licenciou-se em Artes Plásticas – Pintura na Faculdade de Belas-Artes da Universidade de Lisboa (FBAUL) e, em 2008, terminou o Mestrado em Pintura, na mesma instituição. Como bolseira da Fundação para a Ciência e Tecnologia, terminou o Doutoramento em Belas-Artes, na especialidade de Pintura (na FBAUL), em 2017. Expõe regularmente desde 2000.
Realizou várias exposições individuais, sobretudo enquanto representada pela Galeria Pedro Serrenho. Em 2015 expôs na Sala do Veado (MUHNAC), Seguindo a Espera de um Vazio e, mais recentemente, Estátua ou Cavalinho no Museu de Cerâmica de Sacavém. Participou em diversas coletivas em Portugal, Espanha, França, Itália, Irlanda, Brasil e Moçambique. Destaca-se a sua participação em POVOpeople, no Museu da Electricidade (2010) e no Ciclo da Fotografia Portuguesa (2013), no MuMA (Curitiba, Brasil).

A exposição Um Lugar Guardado é inaugurada na Fábrica das Histórias – Casa Jaime Umbelino no dia 16 de fevereiro, pelas 16h.

“Exposição de Camélias e Orquídeas” regressa ao Terreiro do Palácio Nacional de Sintra

Como já vem sendo tradição, uma vez que esta é a nona edição da exposição de camélias e a quinta da exposição de orquídeas, será possível observar os melhores exemplares destas plantas trazidos por cada um dos participantes. No dia 9, serão eleitas a melhor espécie de camélia e de orquídea em exposição; a melhor cultivar portuguesa de camélia em exposição; o melhor híbrido de orquídea em exposição; entre outras distinções.

Este ano, o evento é dedicado ao Japão, país com fortes ligações culturais a Portugal, desde há vários séculos, que se refletem, nomeadamente, no gosto pelas várias espécies de camélias e orquídeas oriundas do continente asiático que são cultivadas nas quintas, jardins e casas portuguesas desde o séc. XIX. Para os Samurais, certos tipos de camélias e de orquídeas revestiam-se de grande simbolismo. Refiram-se, a título de exemplo, as “camélias higo”, originárias de Kumamoto. Como prova da devoção ao seu mestre, mas também de fidelidade e de respeito pelos seus antepassados, os Samurais tinham a prática de plantar e cuidar da camélia favorita do parente falecido.

É esta cultura milenar que se celebra nesta edição, onde será possível participar em workshops de bonsai, assistir a demonstrações de técnicas de origami e apreciar a singularidade do teatro de sombras e das artes marciais japonesas. Também as visitas guiadas que integram o programa permitem, por um lado, entender a relação Portugal-Ásia ao longo dos séculos, através de um percurso no Palácio Nacional de Sintra, e, por outro lado, apreciar a beleza poética das camélias em flor no Parque da Pena. Todas as atividades são de entrada livre, mas, em alguns casos, implicam uma inscrição prévia.

O cultivo de camélias e orquídeas em Sintra

A primeira camélia introduzida na Europa deverá ter chegado a Portugal no século XV. Já no séc. XIX, explorou-se o seu potencial de cultivo no exterior, com propósitos ornamentais, e assistiu-se ao desenvolvimento de novas cultivares por colecionadores botânicos privados e viveiristas portugueses. Em Sintra, as camélias assumiram-se, então, como o ex-libris do inverno. D. Fernando II introduziu no Parque da Pena uma coleção fornecida pelos mais prestigiados viveiristas europeus, com destaque para a coleção de cultivares portuguesas produzidas pelo viveirista Marques Loureiro, do Porto.

Em 2014, o estudo e a identificação dos 2258 exemplares de espécies e cultivares existentes no local culminou na classificação do Parque da Pena como Jardim de Camélias de Excelência, pela Associação Internacional de Camélias. O valor botânico e a diversidade da coleção da Vila Sassetti também merecem referência.

No que diz respeito às delicadas orquídeas, é de salientar que, desde muito cedo, despertaram a atenção de colecionadores botânicos, bem como da casa real portuguesa e dos proprietários das quintas de Sintra. Sublinhe-se que importantes viveiristas da Serra de Sintra dedicaram uma importante parte da sua atividade à produção de flor de corte com os conhecidos “sapatinhos” (Paphiopedilum), naturais do continente asiático.

PROGRAMA:

Sábado, 9 de fevereiro

10h00 – 18h00 – Exposição e venda de camélias e orquídeas | Terreiro – tenda (entrada livre)

11h00 / 15h30 – Demonstrações de propagação, envasamento e manutenção de orquídeas | Terreiro – tenda (gratuito, limitado à capacidade do espaço)

11h15 / 15h45 – Workshop de bonsai (duração 1h00) | Área de estar (gratuito, mediante inscrição prévia. Máx. 10 pessoas por grupo)

12h00 / 16h00 – Demonstrações de técnicas de propagação e poda de camélias | Terreiro – tenda (gratuito, limitado à capacidade do espaço)

13h00 / 16h30 – Demonstrações de técnicas de origami | Terreiro – tenda (gratuito, limitado à capacidade do espaço)

14h30 – Abertura oficial da exposição e entrega de prémios | Terreiro – tenda (entrada livre)

  • Melhor espécie de camélia em exposição
  • Melhor cultivar portuguesa de camélia em exposição
  • Melhor espécie de orquídea em exposição
  • Melhor híbrido de orquídea em exposição
  • Melhor expositor de venda de camélias e orquídeas
  • Melhor mesa em exposição

14h30 – Visita guiada “Camélias de Excelência” no Parque da Pena | Ponto de encontro: Entrada Portão dos Lagos do Parque da Pena (gratuito, mediante inscrição prévia. Máx. 20 pessoas)

15h00 – Exibição de artes marciais japonesas | Terreiro do Palácio Nacional de Sintra (entrada livre).

Domingo, 10 de fevereiro

10h00 – 18h00 – Exposição e venda de camélias e orquídeas | Terreiro – tenda (entrada livre)

11h00 – Visita guiada ao Palácio Nacional de Sintra: Relação Portugal-Ásia | Ponto de encontro: Entrada do Palácio Nacional de Sintra (gratuito, mediante inscrição prévia. Máx. 20 pessoas)

11h00 / 15h30 – Demonstrações de propagação, envasamento e manutenção de orquídeas | Terreiro – tenda (gratuito, limitado à capacidade do espaço)

12h00 / 16h00 – Demonstrações de técnicas de propagação e poda de camélias | Terreiro – tenda (gratuito, limitado à capacidade do espaço)

13h00 / 16h30 – Demonstrações de técnicas de origami | Terreiro – tenda (gratuito, limitado à capacidade do espaço)

15h00 – Teatro de sombras “O Rapazinho do Carvão” (p/ maiores de 6 anos, duração 30 min.) | Área de estar (gratuito, limitado à capacidade do espaço). 

– Todas as inscrições devem ser feitas até dia 7 de fevereiro, para o email info@parquesdesintra.pt. A inscrição é finalizada após receção de email com a confirmação.

– As atividades no exterior poderão ser canceladas, caso as condições meteorológicas sejam adversas.

– Mais informações sobre o programa em www.parquesdesintra.pt

Exposição de Pedro Costa em Serralves “vai surpreender o público”

© Lusa

“Como sempre, Serralves tem tido salas cheias e acho que, neste caso, vai ser surpreendente porque o museu sofreu uma grande reestruturação e remodelação, uma encenação que vai surpreender o público”, afirmou aquela responsável.

Numa visita exclusiva para a comunicação social, Marta Almeida disse que esta instalação obrigou a um trabalho de iluminação, montagem e modificação dos espaços, bastante complexo, que, a poucas horas da abertura da exposição, ainda estava a ser ultimado.

“Serralves está transformado para mostrar cinema. A exposição foi desenha em grande colaboração do arquiteto José Neves com Pedro Costa, e contou com a colaboração da Marta Mateus e Andy Rector, um critico de cinema próximo de Pedro Costa, que está a produzir e a conceber uma peça especifica para esta exposição”, referiu.

Para a diretora adjunta do Museu de Arte Contemporânea de Serralves, esta exposição “é uma viagem sobre a obra de Pedro Costa e de quem o acompanha”, onde podem ser vistas colaborações de diversos artistas e ainda 24 excertos de filmes da história do cinema, bem como do próprio cineasta.

A obra de Pedro Costa, que expõe em Serralves pela segunda vez, é, para aquela responsável, “um diálogo permanente com os artistas e as personagens dos seus filmes”, pelo que esta exposição é fruto deste trabalho conjunto, a que se chamou ‘Companhia’.

Questionada sobre a abertura do concurso para o cargo que ocupa desde a demissão de João Ribas, Marta Almeida disse que ainda não há uma data, escusando a confirmar se o concurso vai ser lançado antes do Conselho de Fundadores em dezembro, onde se decide pela continuidade ou não do atual Conselho de Administração de Serralves.

Marta Almeida sublinhou que está “concentrada na concretização da programação”.

Com arquitetura de José Neves e coordenação de Filipa Loureiro e Marta Almeida, ‘Companhia’ é inaugurada hoje, pelas 22h00, e, no sábado, pelas 21h30, conta com uma sessão que junta os filmes ‘O Nosso Homem’ (2010) a ‘Cavalo Dinheiro’ (2014), do cineasta.

Apresentado pelo próprio Pedro Costa e pelo subdiretor do Museu Nacional Centro de Arte Reina Sofia, João Fernandes, a curta ‘O Nosso Homem’ antecede o filme que lhe valeu o Leopardo de Ouro, por Melhor Realização, no Festival de Locarno, há quatro anos.

A exposição, patente até 27 de janeiro de 2019, inclui várias expressões artísticas, de pinturas a esculturas, desenhos, livros e outra documentação que dialogam com a obra cinematográfica do lisboeta, sendo que as visitas orientadas, destinadas a enquadrar as várias referências, contam com nomes como Joaquim Manuel Caetano, Melissa Rodrigues e Marta Mateus.

Entre os nomes destacados como importantes na vida e trabalho de Pedro Costa estão Pablo Picasso, Robert Bresson, António Reis, Jeff Wall ou Jean-Luc Godard, com Chantal Akerman, Jean-Marie Straub, Danièle Huillet, Paulo Nozolino ou Rui Chafes, como colaboradores, em obras patentes na exposição.

Além das sessões, Serralves organiza ainda várias visitas orientadas, convidando figuras ligadas à obra e à mostra, como o comissário Nuno Crespo, o realizador João Dias, o historiador de arte Joaquim Manuel Caetano e o escultor Rui Chafes – este último em 1 de dezembro, no encerramento do programa.

No próximo domingo, será ainda apresentado, na Livraria de Serralves, um livro sobre o cineasta, da autoria de Carlos Melo Ferreira, numa parceria com a editora Afrontamento, e que se apresenta como a “cartografia da obra de um cineasta contemporâneo ímpar”.

Nascido em Lisboa, em 1959, Costa estudou História antes de se deixar levar pela área pelo cinema, estreando-se em longas-metragens em 1989 com ‘O Sangue’, cinco anos antes de ‘Casa de Lava’, selecionado para o Festival de Cannes.

LUSA

“Em Serralves não há, nem nunca houve censura”, garante administração

© Lusa

“Em Serralves não há, nem nunca houve censura, nem nunca sob a nossa responsabilidade haverá censura. Mas também não haverá complacência com a falta de verdade, nem fuga às responsabilidades”, declarou a presidente do CA, Ana Pinho, no início de um “encontro na Fundação de Serralves, para abordar assuntos relacionados com a Instituição”, para o qual a comunicação social foi convidada.

‘Robert Mapplethorpe: Pictures’ é o nome da exposição que foi inaugurada no passado dia 20 de setembro, no Porto, e reúne “159 obras”, segundo a Fundação, de um dos fotógrafos que “mais marcou a história da fotografia e a arte contemporânea no século XX”.

Ana Pinho que esteve sempre ladeada por Isabel Pires de Lima e Manuel Ferreira da Silva, mas também por Pacheco Pereira e Manuel Cavaleiro Brandão – todos administradores do CA de Serralves – assegurou que Serralves era uma “instituição exigente consigo própria”, “com quem a administra”, com quem nela trabalha, nos “critérios de qualidade” e com todos os que visitam aquele lugar.

“Essa exigência de responsabilidade estende-se aos milhares de crianças e às centenas de escolas que a visitam anualmente”, acrescentou Ana Pinho, garantindo que o CA não mandou retirar qualquer obra da exposição de fotógrafo Robert Mapplethorpe, inaugurada na quinta-feira passada, e que levou à demissão de João Ribas, diretor do Museu de Arte Contemporânea de Serralves e comissário daquela mostra.

Fotografias de nus, flores, retratos de artistas como Patti Smith ou Iggy Pop, e imagens de cariz sexual compõem a primeira exposição em Portugal do fotógrafo norte-americano Robert Mapplethorpe.

Ana Pinho sublinhou hoje que o curador da exposição, João Ribas, “propôs um espaço reservado para algumas obras”, mas, segundo o jornal Público, João Ribas apresentou na sexta-feira a sua demissão, porque já não teria condições “continuar à frente da instituição”.

LUSA

Aveiro anuncia protocolo com Serralves para formação cultural dos jovens

acordo, a ser assinado na quarta-feira, prevê, nomeadamente, “a realização de uma grande exposição anual, acompanhada de uma componente de serviço educativo, assim como a colaboração com as escolas em programas pedagógicos que visem a formação dos Jovens na área da cultura”.

A colaboração entre as duas entidades recebe um primeiro impulso com a exposição “Corpo, Abstração e Linguagem na Arte Portuguesa”, a inaugurar pelas 17:00 de quarta-feira, no Museu de Aveiro “Santa Joana”, antecedendo a assinatura do protocolo.

A exposição, que estará patente até ao dia 01 de dezembro, apresenta um conjunto de 24 obras proveniente da Coleção da Secretaria de Estado da Cultura (SEC), que se encontram em depósito no Museu de Arte Contemporânea de Serralves, no Porto, desde a criação da Fundação, e na Câmara Municipal de Aveiro.

O conjunto de obras expostas “demonstra a importância que a pintura e a escultura tiveram ao longo das décadas de 1960-80 na renovação das linguagens artísticas em Portugal”.

“As obras escolhidas atestam os diversos níveis de diálogo e confluência formais que os artistas portugueses souberam estabelecer entre si e com o contexto internacional a partir do pós-guerra”, refere um texto alusivo.

Para a Câmara, que vem trabalhando na candidatura de Aveiro a Capital Europeia da Cultura, trata-se de uma “exposição única e singular, que afirma também Aveiro estrategicamente na Arte Contemporânea em Portugal”.

LUSA

Centro Cultural de Belém festeja hoje 25 anos com Dia Aberto

“CCB 25 Anos”, que é inaugurada às 19:00, vai ficar aberta ao público até 27 de maio, mas a programação começa logo às 10:00 com uma feira do livro, onde estarão várias edições publicadas pelo CCB, estando também previstas visitas aos bastidores.

A exposição vai relembrar os momentos da génese e formação do CCB, cujo projeto foi decidido em 1988 e entregue por concurso ao consórcio de arquitetos Vittorio Gregotti e Manuel Salgado.

Concluído em 1992 para acolher a primeira presidência portuguesa da então Comunidade Económica Europeia, o CCB abriu ao público em 21 de março de 1993, há 25 anos, e tem vindo a apresentar milhares de espetáculos de várias áreas e eventos de organismos públicos e privados.

A programação de hoje inclui ainda oficinas de música para os mais novos, que vão culminar num miniconcerto, e uma associação com a RTP, o primeiro parceiro do CCB, que vai envolver os diferentes canais de rádio e TV, e a consulta dos Arquivos RTP sobre o CCB, na Sala de Leitura.

O 25.º aniversário da abertura do CCB vai contar ainda com a apresentação, às 17:00, das propostas finalistas de uma possível extensão dos edifícios, desenvolvidas no âmbito do projeto “Relâmpago NucleAR”, que mobiliza 140 estudantes do Instituto Superior Técnico, através do mestrado integrado e do núcleo de arquitetura (NucleAR).

A programação das celebrações prolonga-se até ao fim do ano, com várias iniciativas, desde concertos até à estreia de um espetáculo encomendado à companhia Mala Voadora.

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