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Pai obriga filhos a assinarem contrato antes da família adotar um cão

Adotar ou comprar um animal de estimação é uma decisão importante para toda a família. Para se certificar que os filhos cumpriam todas as responsabilidades que um cão exige (e para fugir de outras), este pai escreveu um elaborado contrato com 13 cláusulas que tinham de ser respeitadas.

Ora veja:

Podemos ter um cão se todos concordarem com os seguintes termos:

1 – O pai nunca tem que apanhar o cocó do cão. Nunca. O cocó do cão é apanhado, pelo menos 3 vezes por semana, pelos filhos para a satisfação do pai.

2 – O cão é bem treinado para fazer cocó no pátio (pedras contra a cerca da Barbara). Todos os membros da família concordam que o cocó do cão não pertence/não será tolerado na frente ou na máquina de cortar relva.

3 – O cão é muito pequeno. Peso alvo: 5 quilos.

4 – O cão não larga pêlo. De todo.

5 – O cão não se baba nem tem um nariz ranhoso. Todas as partes concordam que esse tipo de cães são nojentos.

6 – O cão não arranha o chão. O pai não quer saber como é que isso é prevenido – unhas cortadas, botas, pés removidos cirurgicamente, etc. Todas as partes concordam que o cão não deve arranhar o chão.

7 – O pai nunca tem que dar um banho ao cão. Além disso, se o pai decidir que o cão cheira mal, uma criança dá um banho ao cão em 24 horas.

8 – Se o cão faz qualquer tipo de asneira dentro de casa e os produtos de limpeza não forem eficientes, serão permitidos químicos perigosos para tentar eliminar manchas e/ou odores.

9 – O pai tem um poder de veto sem restrições no nome do cão.

10 – O cão não recebe comida orgânica, gourmet ou uma dieta especial. Todas as partes concordam que comida normal de cão é suficiente.

11 – O cão nunca é referido como um filho ou um irmão. Todas as partes concordam que o cão é um cão.

12 – O cão não é incluído no cartão de natal da família. Além disso, se existir uma fotografia do cão no cartão de natal da família, deverá ser meramente acidental – por exemplo, o cão não será o assunto principal da fotografia.

13 – As crianças prometem nunca deixar de amar o cão ou fartarem-se dele. Todas as partes concordam que o cão é a responsabilidade das crianças para o resto da sua vida.

O pai explicou no Reddit, rede social onde foi publicado o contrato, que a família adotou um cão duas semanas depois de todos o assinarem. Já passaram dois anos desde a adoção, mas só agora foi divulgado o contrato. Kershaw, como foi batizado, ainda não fez estragos em dentro de casa e come comida seca de cão. “Todos (incluindo o Pai) adoram o cão, que tem sido uma adição fantástica à (mas não um membro da) nossa família”, escreveu.

O contrato original assinado entre pai e filhos

O contrato original assinado entre pai e filhos

Como são os avós de hoje em dia?

Preocupados com a sua saúde, os seniores portugueses adotaram a prática desportiva e são os europeus mais adeptos das caminhadas. Estas são algumas das conclusões do estudo Observador Cetelem do Consumo, que este ano se foca na análise do segmento sénior (+50anos) ao nível socioeconómico, cultural e familiar.

Como reportam em comunicado enviado às redações, os portugueses entre os 50 e os 75 anos já passam mais horas por semana a navegar na internet (10h40) do que a ver televisão (10h10), uma tendência contrária à dos restantes países europeus. Portugal, França e Hungria são mesmo os países onde se regista uma grande adesão dos seniores às redes sociais, que utilizam para manter contactos com amigos, família e outros internautas.

Em relação ao desporto, a caminhada é a atividade de eleição dos seniores. Sendo que 22% dos portugueses com mais de 50 anos afirma caminhar mais de oito horas por semana, o valor mais elevado entre os restantes países da Europa, onde caminhadas desta duração são realizadas apenas por 17% dos seniores.

Segundo este estudo, a maior parte dos seniores diz passar o seu tempo com a família (60%) e com amigos (45%). Dedicam-se a atividades desportivas pelo menos uma vez por semana (36%), à jardinagem ou bricolagem (28%), à colaboração com associações sociais (13%) e às atividades artísticas como música ou pintura (10%).

A estranha doença dos pais obcecados

Tenho andado para escrever sobre o tema dos “pais obcecados” há algum tempo. Hoje é o dia. Porquê? Porque hoje a escola dos meus filhos meteu à venda os bilhetes para a festa do final do ano. Para quem chegou ao assunto agora, pode parecer estranho que alguns pais tenham de pagar 8 euros para ver os próprios filhos cantar e fazer umas coisas em cima de um palco. Entende a escola que é mais confortável que se faça a festa num anfiteatro a sério, com cadeiras a sério para as famílias se sentarem, e que isso ajuda à formação das crianças para aprenderem a se comportar em frente a um público. Nada contra, é tudo verdade. Adiante, que o melhor está para vir.

Há uns anos, os ditos bilhetes eram vendidos sem lugares marcados. Os pais seguiam para a FIL e à medida que chegavam encontravam um lugar para se sentarem. Ano após ano, a coisa começou a ficar descontrolada. Os pais iam cada vez mais cedo para as portas da FIL e quando estas abriam (bastante tempo antes do espetáculo), corriam que nem loucos desenfreados para ficarem nas filas da frente. À hora de abertura das portas, as cenas eram impressionantes: mulheres aos gritos a arrastar crianças escadarias a cima, pais a empurrarem-se para ultrapassar outros, avós ofegantes em risco de ataques cardíacos, tudo para ficarem umas filas mais à frente no anfiteatro e melhor verem as suas crias habilidosas.

Entendeu o colégio (e bem) que a situação estava a ficar uma verdadeira loucura, e viu-se obrigado, a pedido de várias famílias, a passar a vender bilhetes com lugares marcados. Teve de montar toda uma logística para o efeito: desenhos da sala, bilhetes numerados, funcionários a vender os ingressos. A convocatória é enviada aos pais, o dia definido com bastante antecedência para se adaptarem as agendas, e os horários de abertura do “guichet” improvisado cumpridos com rigor britânico. Só que os pais que antes faziam fila à porta da FIL passaram, claro, a fazer fila à porta da escola. Ano após ano, cada vez mais cedo. E, claro, com reclamações mesquinhas permanentes.

– Ah, porque não se devia poder comprar mais do que x bilhetes. Isso é um abuso! Ah, porque não se deviam poder fazer reservas, se eu venho para a fila a senhora também tem de vir. Ah, isso não é justo, a sua família é enorme e ocupa a fila toda!

Hoje foi o dia D para a grande batalha de compra dos bilhetes para a festa do final do ano. E hoje houve quem se levantasse de madrugada para estar à porta da escola às 5h30 da manhã. As portas abriram às 7h10, mas meia hora antes a fila já se estendia rua fora e dobrava a curva do quarteirão. Não, note-se, que os bilhetes esgotem. Nada disso! Tudo isto é para ficar algures nas filas D ou E e não, horror dos horrores, lá para trás uns metros mais longe das suas crias habilidosas. Sinto-me um alien: serei só eu que acha que uma festa da escola é só uma festa da escola?

Já tinha dado por mim esta semana a questionar-me se seria ou não um extraterrestre num mundo de pais cada vez mais obcecados com os filhos e cada vez mais competitivos, irrazoáveis e histéricos. Este domingo, belo dia de praia, não consegui deixar de tirar os olhos de duas famílias nos guarda-sóis ao lado do meu. Num, um casal com dois rapazes vestidinhos de igual, toalhas com nomes bordados e Crocs a condizer arrumados milimetricamente, esteve em operações de arrumação e limpeza da areia para sair da praia como nunca antes tinha visto.

– Pai, vai buscar o baldinho de água para o M. tirar a areia das mãos. E agora vai trocar a água para o M. tirar a areia dos pés. Calça os sapatinhos e não saias da toalhinha, querido! E não metas as mãos em lado nenhum para não te sujares. Oh P. não toques em nada. Então, não te sujes. Oh, agora vais com areia. Paizinho, vai lá outra vez buscar aguinha no baldinho para o P. lavar as mãozinhas…

Já o outro casal, com duas filhas também vestidas de igual, nem se despiu, tal era a azáfama em torno das meninas, munidas de toda a parafernália de praia possível e imaginária em tons de cor de rosa. Passavam 20 minutos do meio-dia naquele ameno domingo de 22ºC, e lá saíram eles nervosíssimos a correr do areal, porque “o sol era muito perigoso e as meninas não podiam estar na praia àquelas horas”, apesar de devidamente besuntadas com o melhor dos protetores solares minerais.

Serei só eu que deixo os meus filhos à solta na praia, nem sempre cumpro os horários recomendados pelos pediatras e que os trago para casa com areia e sal no corpo? Chamem-me egoísta, mas serei só eu que não deixo que os meus filhos monopolizem completamente a minha vida?

Qual é o mal de querer o melhor para os filhos e dos pais se preocuparem com eles, perguntarão alguns. Nenhum, desde que a coisa seja vivida com sensatez. O problema é quando os meninos se tornam o centro do universo e satisfazer as suas necessidades – e também os seus desejos e caprichos –, a preocupação única e absoluta das vidas dos pais. O problema é quando se inventam necessidades que as crianças objetivamente não têm – precisamos mesmo de tanto gadget, brinquedo e parafernália infantil para criar miúdos felizes, inteligentes e saudáveis? O problema é quando ter filhos deixa de ser um prazer tão natural como a nossa sede e se torna uma missão de vida que seca tudo à nossa volta.

Há cursos para tudo e mais alguma coisa hoje em dia: desde as aulas de lamaze para as grávidas, aos cursos para os pais de massagens para bebés, alimentação nutritiva, trabalhos manuais, origamis e sushi em família. Mas o que eu acho mesmo que os pais de hoje em dia precisam é de cursos de parentalidade sem cromices.

É condenável deixar um filho na berma da estrada?

Yamato Tanooka, de sete anos, esteve seis dias perdido numa floresta no norte da ilha Hokkaido, no Japão, depois de os pais o deixarem na berma de uma estrada sozinho, como castigo por ter atirado pedras a carros. Foi encontrado vivo e com saúde e o pai, Takayuki Tanooka pediu desculpa pelo correctivo excessivo.

Este pai procedeu mal? É condenável deixar um filho na beira da estrada, numa floresta? “Um castigo desadequado e desajustado à idade da criança não é um castigo, é um mau trato. E os maus tratos, sejam eles físicos, psicológicos ou emocionais, têm de ser banidos”, defende Manuel Coutinho, secretário-geral do Instituto de Apoio à Criança (IAC). O pediatra Mário Cordeiro corrobora e acrescenta: “Fosse o que fosse que o menino estava a fazer, estes pais demonstraram falta de empatia, de sentido de justiça, de proporcionalidade e de parentalidade.”

Em situações de mau comportamento e asneiras da criança, os pais devem “contar de 50 para um e não se devem deixar incendiar. Uma das piores coisas é um adulto de 1,80 metros estar descontrolado ao pé de uma criança ou bebé de 50 centímetros. É pegar na criança, retirá-la do meio onde a situação aconteceu e ter uma conversa franca e esclarecedora sobre o sucedido”, diz o coordenador do projecto SOS Criança do IAC em conversa telefónica com o Life&Style. Depois, de acordo com a idade da criança, pode eventualmente privá-la de alguma coisa. “Mas não pode ser um castigo dilatado no tempo de modo a que a criança ao fim de uma série de dias já nem saiba porque está de castigo. Tem de ser algo ponderado e tem de predominar sempre o bom senso”, continua Manuel Coutinho, elegendo o “diálogo numa zona tranquila” como a melhor solução.

Levados ao extremo, os castigos perdem a sua componente pedagógica e poderão ter consequências no bem-estar físico, psicológico e emocional da criança. A única coisa que este menino ficou a aprender com isto foi “qual o castigo que nunca deve dar”, frisa a psicóloga de família Sofia Nunes Silva, uma vez que os pais colocaram em risco a vida do filho. “Todos os castigos exagerados, que gerem medo ou pânico, muitas vezes alimentam as próprias situações causadoras do castigo e aumentam a tendência de incorrer na mesma falta”, defende a psicóloga.

Recuperar a confiança do filho
Este pai japonês queria “assustar um pouco” a criança e regressar mais tarde para o levar para casa, mas o rapaz tentou seguir o carro e perdeu-se. Foi encontrado numa base militar, já muito desidratado. Esta terça-feira saiu do hospital sorridente. O pai garante que a criança o desculpou, dizendo-lhe que o considera “um bom pai”, e a polícia de Hokkaido não vai apresentar queixa contra os adultos, embora os tenha identificado junto de um centro de protecção de menores. Mas Sofia Nunes Silva admite a possibilidade de o rapaz ficar “com os pais na mão”.

Filhos. Para quando o segundo?

São, acima de tudo, opções pessoais a ditar quando se avança para um segundo filho. Depende de cada casal e da dinâmica familiar. Mas se, em teoria, se pudesse escolher, existiria algum momento melhor? “Na cabeça das pessoas, existe efetivamente um intervalo ideal, normativo, que é o dos dois aos quatro anos”, explica Vanessa Cunha, investigadora do Instituto de Ciências Sociais e socióloga na área da família e da fecundidade. “Por um lado, os pais não querem privar a criança mais velha de atenção, por outro, querem dar-lhe uma infância com irmãos em que haja cumplicidade” — e aí os filhos têm de ser próximos o suficiente para brincarem juntos.

Portugal é um dos países da União Europeia onde a proporção de filhos únicos é mais elevada — superior a 32%. E contudo, no ideário português, como no europeu, todos apontam os dois filhos como o número ideal. “Do 25 de Abril de 1974 em diante, o ideal dos dois filhos consolidou-se bastante e tem-se mantido constante”, afirma Vanessa. Para a investigadora, “o que explica a elevada taxa de filhos únicos em Portugal é que, quando se põe na balança as condições de vida do primeiro filho e o desequilíbrio que um segundo filho pode significar, o prato pende para o lado do primeiro”. Vanessa Cunha acredita que, com a crise económica, a precarização do trabalho e a crescente insegurança profissional, a tendência do filho único acentuou-se. “Uns adiaram, outros desistiram da ideia.” E acrescenta: “A falta de confiança e a incerteza nas políticas são o melhor contracetivo.”

Segundo o Inquérito à Fecundidade de 2013, elaborado pelo Instituto Nacional de Estatística e pela Fundação Francisco Manuel dos Santos, em Portugal, os filhos desejados superam os filhos dados à luz. Em média, as pessoas desejam ter 2,31 filhos, mas na realidade têm 1,03 filhos, o que não chega para assegurar a substituição de gerações (situada nos 2,1). Os dados do Eurobarómetro sobre ideais de fecundidade (Testa, 2007) garantem que, apesar do ideal português dos dois filhos, “a transição para o segundo filho dá sinais de ser cada vez mais difícil” (Cunha, 2007), sobretudo se olharmos para as sucessivas gerações do século XX. Tendo em conta três gerações — a nascida entre 1935-40, entre 1950-55 e entre 1970-75, que faz a passagem para a democracia em Portugal —, constata-se com facilidade que o intervalo do primeiro para o segundo filho tem vindo a aumentar: de 3,8 para 4,3 e para 4,9.

A contraceção tem um papel determinante, mas a principal motivação para adiar o segundo filho é a económica. A segunda é a difícil conciliação entre vida familiar e profissional. Quando a família de apoio falha na ajuda quotidiana, muitos casais sentem que um segundo filho seria uma “bola” difícil de manter no delicado malabarismo entre a vida familiar e profissional. Há nuances interessantes relacionadas com o intervalo entre o primeiro e o segundo filho em Portugal. “As pessoas com intervalos mais curtos entre filhos — de dois a quatro anos — são as mais escolarizadas”, afirma Vanessa Cunha. “Até porque o fazem já nos trintas, têm mais pressa e mais dinheiro.” Já os intervalos maiores, de cinco a nove anos, correspondem a famílias com menos recursos económicos, que optam por “despachar” despesas de infantário de um primeiro filho antes de terem o segundo.

O espaçamento maior entre filhos é também fruto de outro fenómeno da sociedade moderna: as famílias recompostas, com rebentos de vários relacionamentos, leva à existência de “fornadas” ou “gerações” de filhos e irmãos com grandes diferenças de idade. Como vantagens, a socióloga aponta “o envolvimento da criança mais velha, enquanto ajudante, na partilha da parentalidade — uma descoberta positiva por parte dos pais”. Como desvantagem, fica a noção de “duas crianças que crescem quase como filhos únicos, em etapas diferentes”. Para os pais, o mais pesado num intervalo grande entre filhos pode ser a sensação ingrata de “voltar às fraldas”, com a “perda de liberdade subsequente”.

Sensibilidade e bom senso

Quando o assunto é um segundo filho e o eventual intervalo ideal entre crias, a palavra-chave para a pedopsiquiatra Ana Vasconcelos é “bom senso”. “Pensando na mãe e no seu corpo, na sua recuperação, a partir dos dois anos ela está apta a ter outro filho. Mas se um segundo filho vier depois da sua aquisição da linguagem (pelos três anos), isso facilita” a logística familiar, pois o primogénito consegue comunicar melhor com a mãe e ajudar. Para Ana Vasconcelos, “o intervalo ideal entre irmãos, que é hoje possibilitado pela contraceção, são os três, quatro anos, até para conciliar com a vida profissional”.

A especialista defende que “as pessoas devem pensar sempre em ter dois filhos, até tendo em mente a fragilidade da vida”. Não só “a vivência de ter irmãos é muito importante” como lhe surgem em clínica muitos casos de mulheres e casais que lamentam não ter tido o segundo filho. Acredita que “o medo” é o travão que impede os filhos desejados de se tornarem reais. “O medo de não ter dinheiro, de não conseguir gerir tudo…” E alerta: “Isso vai ter um preço elevado, em termos de gerações.”

Milice Ribeiro, psicóloga e membro da Sociedade Portuguesa de Terapia Familiar, concorda que “não pode haver uma regra”. “Estas escolhas têm muito a ver com a dinâmica de cada família, a sua dinâmica educacional…” Se pode fazer sentido, para algumas, ter dois filhos seguidos, no longo prazo, isso aumenta significativamente o cansaço da mãe, em particular, se ela amamentar. A especialista em formação parental salienta que há novas características da sociedade moderna que alteram a linearidade da questão dos filhos: “Por um lado, as pessoas vivem mais anos, e há quatro gerações a coexistir — o que nunca aconteceu antes. Por outro, os pais têm menos filhos e mais espaçados; e, por último, deixou de haver uma configuração familiar única, o que facilita haver filhos mais velhos de pais diferentes.”

A psicóloga acredita que “as condições de vida das famílias são fulcrais para não se dar o salto do primeiro para o segundo filho”. E cita o sociólogo Louis Roussel, que explicou a natalidade na Europa com o movimento do pêndulo no seu artigo “La Famille en Europe Occidentale — divergences et convergences”. Ele estudou 16 países entre os anos 60 e 89, que juntou em quatro grupos — Portugal integra o grupo do Sul (Portugal, Espanha, Itália e Grécia). A nível europeu, a meta dos dois filhos aumentou no Norte da Europa, assim como no Centro, mas no Sul o número de filhos desceu muito nas últimas décadas. “A tendência encontrada é ter menos filhos, mais tarde e mais espaçados. Nos países do Norte, esta evolução começou mais cedo e não foi tão acentuada, enquanto nos países do Sul foi forte e tardia.”

No fundo, o que distingue países como a França (o país europeu com maior índice de natalidade) de Portugal é que o Estado francês toma a seu cargo a educação pública de todas as crianças, o que é um garante de estabilidade às famílias. Independentemente dos governos, a estrutura gratuita e universal está assegurada para todas as crianças. Isso é talvez o maior incentivo à natalidade. Pode ser que um governo de esquerda consiga introduzir alterações duradouras nesta matéria…

14 imagens que explicam o amor entre pai e filha

Fala-se de amor eterno e a imagem dos olhos doces de uma mãe a mirar os filhos surge-nos logo na mente. Mas esta jovem artista deu uma nova perspetiva do assunto no Instagram: ela fez desenhos minimalistas das situações onde um pai também demonstra com todo o coração o amor que sente pela sua filha. E isso inclui vestir a pele de um super-herói ou de um bom (e improvável) companheiro de brincadeiras. Veja as imagens de Snezhana Soosh na fotogaleria.

Quando ela quer ser bailarina e todas as bailarinas merecem uma trança.

 

Quando ela aprende na escola o que é um teatro de sombras.
Quando ela só quer mimo.
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Quando ela gostava de ser muito alta e chegar onde mais ninguém chega.
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Quando ela não gosta que o pai vá em viagem trabalhar.
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Quando ela tem medo dos escuro.
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Quando ela aprende os bons segredos da vida.
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Quando ela quer fazer castelos de areia na praia.
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Quando ela quer que o pai a acompanhe em todas as brincadeiras.
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Quando ela domina o espaço. E o pai não se importa.
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Quando o pai a ensina coisas mais complicadas.
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Quando ela apenas precisa de aconchego.
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Quando ela quer passear às cavalitas.
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Quando ela é companheira nas horas mais ocupadas do pai.

Adeus quociente familiar, olá dedução de 550 euros por filho

António Costa e Mário Centeno

Em 2016 cada filho vai valer um desconto de 550 euros em IRS. Esta é, pelo menos, a proposta de António Costa no novo Orçamento do Estado para 2016, uma promessa antiga que poderá entrar agora em vigor, caso Bruxelas dê luz verde ao projeto apresentado para as contas portuguesas.

Fonte do Ministério das Finanças confirmou ao Noticias ao Minuto que a medida figura na proposta de Orçamento do Estado, a qual será hoje discutida em Conselho de Ministros.

Esta solução vem assim pôr termo ao polémico quociente familiar, que tantas vezes os socialistas criticaram quando estavam na oposição. A medida, defendem, irá beneficiar as famílias com rendimentos mais baixos.

Recorde-se que em 2015 o governo de Passos Coelho aumentou a dedução fixa à coleta para 325 euros, somando-lhe um quociente familiar. Este fazia com que o número de filhos fosse tido em conta, o que privilegiava as famílias com maiores rendimentos dado que a poupança no âmbito do quociente era maior.

Agora o quociente deixa de existir e fica estabelecido que cada filho vale 550 euros de dedução. Porquê este valor? Tendo como base os 352 euros que já existiam, o governo verificou que o valor do quociente familiar dividido por todos por igual correspondia a um acréscimo de 225 euros. E decidiu somar este valor ao primeiro.

A alteração, se se vier a verificar, só se aplica na prática em 2017, uma vez que a medida em causa só englobará os rendimentos obtidos em 2016.

Alterações ao abono de família começam hoje. Famílias receberão mais

O aumento do abono de família nos 1.º, 2.º e 3.º escalões entra em vigor esta segunda-feira e tem como principais objetivos “o combate à pobreza, à exclusão social, às desigualdades e a recuperação dos rendimentos das famílias”.

A promessa deixada por António Costa chegará agora às famílias com crianças e jovens inseridos em famílias monoparentais e em famílias numerosas, que verão os montantes atualizados dependendo das idades e dos escalões em que estão inseridos. Esta medida irá beneficiar mais de 1,1 milhões de crianças e jovens.

De acordo com informações disponibilizadas ao Notícias ao Minuto pelo Ministério do Trabalho, Solidariedade e Segurança Social, as crianças inseridas no 1.º escalão com idade igual ou inferior a 12 meses receberão 145,69 euros, enquanto as restantes ficarão a receber 36,42 euros.

No segundo escalão, os menores até aos 12 meses ficam com um valor mensal de 119,66 euros, e as outras idades receberão 29,92 euros. No último escalão a sofrer alterações, as famílias dos menores até aos 12 meses vão receber 94,14 euros e as restantes crianças 27,07 euros.

Às alterações aos escalões continuarão ainda a ser aplicadas as “majorações para as famílias monoparentais e famílias numerosas ou o montante adicional atribuído no mês de setembro para a compensação com os encargos escolares”, esclarece a tutela.

Cai quociente familiar, vêm aí dedução fixa por cada filho

António Costa e Mário Centeno

O Partido Socialista nunca escondeu não ver com bons olhos a forma encontrada pelo anterior Executivo para beneficiar famílias com filhos. O quociente familiar, alegava o partido liderado por António Costa, transmitia a ideia “de que o filho de um rico vale mais do que o de um pobre”.

Uma vez no Governo, o PS decidiu introduzir no Orçamento do Estado para 2016 uma dedução fixa por cada filho, fazendo cair por terra o orçamento familiar.

Desta forma, ao invés de os filhos serem tidos em conta na fase de apuramento do rendimento coletável que é sujeito a imposto (o que discrimina negativamente quem não tem dependentes a cargo), são-no apenas numa fase posterior, quando a fatura de IRS já está apurada.

A informação foi avançada ao Jornal de Negócios pelo secretário de Estado dos Assuntos Fiscais, Fernando Rocha Andrade, que não desvendou o valor que a nova dedução assumirá.

Abono de família abrange cada vez menos crianças

Só este ano, 48 mil crianças e jovens deixaram de beneficiar da prestação que compensa as famílias com os gastos relativos à educação e sustento dos mais novos.

No entanto, estes valores estão longe dos registados em 2010, ano em que foram excluídos desse apoio 384 mil crianças e jovens.

Os números são da Segurança Social e a análise do jornal Público, que lembra que 2010 foi um ano de grandes mudanças nas regras do abono, ao contrário deste ano.

Recuando até novembro do ano passado, existiam 1.167 milhões de jovens abrangidos pelo abono de família. Em igual período deste ano, esse grupo caiu para os 1.118 milhões, o que se traduz numa queda de 4%.

“Esta é uma prestação que vamos ter de avaliar com atenção, porque o abono de família, ao contrário do rendimento social de inserção (RSI) e do complemento solidário para idosos (CSI,  não sofreu grandes alterações”, lembra Cláudia Joaquim ao Público.

A secretária de Estado da Segurança Social acrescenta, porém, que o Governo “ainda não teve oportunidade” para analisar a matéria “com detalhe, mas de facto há aqui uma tendência de diminuição do abono que é difícil de compreender e sobre a qual o PS, ao longo dos últimos anos, questionou bastante o anterior Governo”.

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